Últimas indefectivações

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Terrorismo sem perdão

"A camisola com o nome de Bruno Simões que o plantel do Benfica levou ontem para o balneário é muito mais do que um alerta para a situação que ocorreu na A1, em Grijó-Gaia.
É, antes, um pedido desesperado para que todos os Brunos Simões – apaixonados por futebol – possam continuar a acompanhar as suas equipas e regressar a casa sãos e salvos. A Liga Portugal anunciou orgulhosamente que no passado domingo se bateu um recorde com mais de 10 anos. Desde 2007 que não iam tantos adeptos aos estádios no mesmo dia: 145.420.
O Benfica congratula-se com o registo (e também por o Estádio da Luz ter contribuído com 39,5% do valor total), mas lamenta que a mesma Liga Portugal não tenha ainda dedicado uma palavra ao nosso adepto que foi barbaramente atirado para uma cama do Hospital de Gaia. Ele foi um dos 145.420!
O que está em causa, nesta emboscada da A1, é de novo o crime organizado! Que se manifesta das mais variadas formas. Seja pelas ameaças aos árbitros e respectivas famílias, seja pelo cibercrime, seja por estes cobardes ataques a adeptos.
E importa recordar que, nestas questões, a inércia das instituições é o melhor incentivo à cultura de ódio.
O crime contra os elementos da Casa do Benfica de Barcelos que seguiam no autocarro é semelhante, na forma, ao que se passou em Alcochete: uma acção planeada e perpetrada intencionalmente para causar dano.
Ou seja, está contemplada no artigo 3/1 da Lei 52/2003, de 22 de Agosto, e enquadra-se no âmbito da verificação de elementos do crime de terrorismo. O que é que ainda falta para se travar esta gente?"

Benfiquismo (MXLVI)

Risada!!!

Bruno Simões...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Benfica FM - Natalício !!!

Entrevistas de Natal...

Ausência de Estado de Direito !!!

"A cultura do ódio clubístico fez mais uma vítima em Portugal. Um jovem adepto do Benfica está em estado crítico na cama de um hospital e hoje será operado, numa tentativa de recuperar totalmente a sua visão, depois de um traumatismo cranio-encefalico. A perseguição ao Benfica e aos benfiquistas que se tornou uma actividade quase curricular de alguns grupos criminosos em Portugal tem sido levianamente permitida pelas autoridades, pelo Estado e pelas entidades reguladoras do futebol que vão continuar a assobiar para o ar. O que se impõe é que os cidadãos sejam defendidos e protegidos dos autores materiais e morais desta criminalidade organizada. Recentemente denunciei no programa Chama Imensa os insultos e a perseguição a que crianças de oito, nove e dez anos têm sido submetidas na zona do Grande Porto e Minho, só pelo simples facto de actuarem por diversas equipas da Geração Benfica. Mais alarmante ainda o facto dos pais e treinadores dessas crianças não denunciarem publicamente a situação por terem medo de represálias. Em algumas zonas do País assiste-se à total falência do Estado de Direito e exige-se uma resposta dura e securitária que restitua a ordem e a segurança pública.
Também há poucos dias, um grupo de seis carros com adeptos de uma claque organizada que espalha o terror há diversos anos pelo país fora, invadiu uma quinta onde decorria a festa de Natal da Casa do Benfica de Braga. Primeiro tentaram reservar uma mesa para dez pessoas no mesmo local onde decorria esse jantar mas perante essa impossibilidade, organizaram uma excursão de seis viaturas contendo adeptos de uma claque organizada e identificada apenas com o intuito de criar confusão e sobretudo amedrontar crianças e adeptos mais idosos do Benfica presentes nessa festa de Natal. 
Também por esses dias, adeptos do Benfica que se deslocaram ao pavilhão do Águas Santas para assistir ao jogo de andebol entre a equipa local e o Glorioso, foram assaltados e agredidos por membros que pertencem a essa mesma claque organizada. Alguns dos produtos roubados foram depois exibidos nas redes sociais pelos autores desse roubo.
Existem episódios quase diários de violência, ameaças e perseguições a adeptos do Benfica em algumas zonas do país, especialmente na zona do Grande Porto e agora também o Minho. Todos sabem quem são os autores materiais mas também morais desta cultura de ódio clubístico. Até quando, em Portugal, autoridades, Estado e entidades reguladoras do futebol vão aceitar ser cúmplices silenciosos desta onda de crimes contra a maior instituição desportiva do país e os seus apoiantes?"

Mais uma encomenda...

"Noticia à JN, mais uma encomenda. Começa a ser ridícula esta pressão de alguma comunicação social para que este caso se torne no que não é. O JN repetimos, está a ser utilizado como ferramenta de clubes de futebol. É um jornal que não consegue ser imparcial devido às estreitas relações dos seus directores com o Futebol Clube do Porto.
- Justiça desportiva pode condenar a SAD do Benfica no "e-Toupeira"
- "A juíza Ana Peres considerou que "os crimes imputados a Paulo Gonçalves nada têm a ver com os interesses da pessoa colectiva" e, por isso, a SAD do Benfica foi absolvida da totalidade das acusações que lhe eram imputadas no âmbito do caso e-Toupeira.
No entanto, nesse e noutros aspectos, a justiça desportiva poderá ter uma interpretação diferente da que foi anunciada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa e, por isso, a sociedade dos encarnados ainda poderá vir a ser condenada por corrupção."
Esta foi a noticia do JN. Isto é tentar por todos os meios enganar os leitores do referido jornal. Esta capacidade para distorcer a realidade e tentarem manipular a opinião pública é grave. Primeiro ponto, a justiça desportiva jamais está acima da justiça civil. O caso como sempre escrevemos aqui, é um caso não desportivo que envolve isso sim um clube desportivo, tem um âmbito social porque estamos a falar de supostos crimes que em nada têm a ver directamente com competição desportiva. A pergunta permanece, como iria uma equipa de futebol beneficiar de violações do segredo de justiça dentro do relvado? Aqui o que está em causa são alegados crimes de outra natureza. Segundo ponto, a justiça desportiva teria sempre em conta a decisão do tribunal. Terceiro e último ponto, a SAD do Benfica foi ilibada e será ilibada novamente se o recurso for aceite. Não há provas que impliquem a SAD do Benfica neste caso.
A noticia do JN transparece bem a vontade de alguns dos seus "profissionais" mas não transparece a realidade dos factos."

Crime na Auto-Estrada

"Bruno Simões foi vítima de um ataque bárbaro e vergonhoso que não pode passar impune. O jovem seguia num autocarro da Casa do Benfica de Barcelos e foi a principal vítima de uma emboscada criminosa, na A1 (Grijó/Gaia), que poderia ter tido consequências ainda mais graves.
O que aconteceu a Bruno Simões – que regressava a casa depois de assistir ao Benfica-Sp. Braga – é mais um sinal de que é preciso actuar de forma rápida e implacável com todas as correntes de violência que semeiam o pânico no Desporto, em geral, e no Futebol, em particular.
Não é admissível que tenhamos, todos, de continuar a viver em permanente estado de alerta a cada fim-de-semana. Não é admissível que um jovem de 20 anos fique em risco de vida sem sequer perceber porquê. Não é admissível que os responsáveis por esta barbaridade continuem à solta.
Esta não foi a primeira vez que a conflitualidade no futebol foi transportada para as estradas em forma de ataque cobarde. Todos nos lembramos de outras investidas do género, inqualificáveis, e que também essas passaram sem o devido castigo. Basta recordar os envolvidos, há cerca de um ano, naquela emboscada aos nossos adeptos que regressavam da Vila das Aves.
É urgente punir todo e qualquer tipo de marginalidade que afecte o Futebol. É preciso pôr em prática todos os mecanismos ao alcance das autoridades para erradicar do Desporto os energúmenos e selvagens que planeiam e concretizam estes ataques.
Que ninguém fique de braços cruzados. Que ninguém se cale. Que ninguém seja cúmplice."

Benfiquismo (MXLV)

Conversas...

Lixívia 14

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 32 (-5) = 37
Sporting... 31 (+11) = 20
Corruptos.. 36 (+19) = 17

E a roubalheira continua... e continua... e continua!!!
Aquilo que se assistiu no Dragay na tarde Domingo é simplesmente vergonhoso!!! Tiago Martins continua a sua senda maravilhosa de erros grosseiros, jogo após jogo, num misto de incompetência, com o benefício constante dos seus dois amores: Lagartos por razões sentimentais; e os Corruptos por amor à carreira na arbitragem!!!

- A não marcação da falta do Brahimi sobre o Eliseu aos 5 minutos não pode ser incompetência... foi medo!!! Não houve repetição da câmara por trás da baliza, eu não tenho a certeza se a falta é dentro ou fora da área, mas a falta é clara... O VAR só poderia intervir se fosse dentro da área...
- A não marcação do penalty, feito pelo Soares é vergonhoso... O VAR tinha que ter intervindo, o toque é no pé do jogador do Rio Ave e só depois existe contacto com a bola...
- A não expulsões do Filipe e do Maxi, com agressões várias... é nojento. Mais uma vez o VAR tinha que ter intervindo...
- Ainda existe uma lace com o Alex Telles na área dos Corruptos que me deixou muitas dúvidas, mas não houve repetições...

Este é daqueles jogos, onde é muito complicado calcular o impacto dos erros no resultado final. Mas no mínimo o Rio Ave teria empatado com o penalty cometido pelo Soares... e depois teria ficado em inferioridade numérica no final...!!!

O VAR deste jogo foi o Hélder Malheiro! O único árbitro que na Luz, teve a coragem de alterar uma decisão a 'favor' do Benfica, após rever o lance na televisão, após aconselhamento do VAR! Foi num Benfica - Marítimo, expulsando um Madeirense, após agressão ao Zivko! Portanto, o rapaz até conhece as regras, e até tem conhecimento, em causa própria, da utilidade do VAR. Portanto, o seu 'silêncio' neste jogo só pode significar uma de duas coisas: medo, ou foi comprado!

Admito, a 'quase' boa exibição do Soares Dias na Luz deixou-me surpreendido!!! Também é verdade, que foi um jogo fácil de dirigir, com os jogadores a serem 'quase' sempre colaborantes, mas em jogos idênticos no passado, já vi coisas muito estranhas...!!!
O único erro grave, foram os agarrões do Claudemir sobre o Jonas logo aos 10 minutos, num Canto. Ao contrário do que foi dito por vários expert's não houve agarrões mútuos, só o defesa tentou controlar o Jonas agarrando a sua camisola, com a bola em movimento, o Jonas nunca fez qualquer falta, em nenhum momento do movimento... Não é fácil marcar-se penalty's neste tipo de lances, porque existe sempre a desculpa que os agarrões existem sempre, mas este foi claramente penalty...
O Cervi arriscou bastante num corte 'milagroso' sobre o Ricardo Horta, mas jogou só a bola... decisão fácil... Mas, se houvesse 'má-fé' do apitadeiro, teria apitado, mesmo que o VAR depois o tivesse chamado ao ecrã, provavelmente o Soares Dias, por teimosia, diria que as imagens não seriam suficientes para alterar a decisão inicial...

Mesmo assim, houve várias 'pequenas' decisões erradas, algumas com faltas 'invertidas'... tal como Cantos transformados em Pontapés de Baliza e leis da vantagem manhosas!!!

Em Guimarães o jogo também foi fácil de dirigir...
A única decisão 'complicada' foi bem decidida pelo VAR, detectando o fora-de-jogo 'salvador'...
Mesmo assim merece destaque, a forma completamente impune como o Bruno Fernandes continua a comportar-se dentro do campo, fazendo faltas atrás de faltas, algumas duras... e protestando constantemente...!!!

Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
11.ª-Feirense(c), V(4-0), Rui Costa(Mota), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(f), V(0-1), Xistra(Sousa), Prejudicados, (0-2), Sem influência no resultado
13.ª-Marítimo(f), V(0-1), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), V(6-2), Soares Dias(Esteves), Prejudicados, (7-2), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Hugo Miguel(Veríssimo), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
12.ª-Portimonense(c), V(4-1), Mota(Pinheiro), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
13.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Godinho(Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
14.ª-Rio Ave(c), V(2-1), Martins(Malheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(L. Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(L. Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Xistra(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, (2-3), Impossível contabilizar
12.ª-Aves(c), V(4-1), V. Ferreira(L. Ferreira), Beneficiados, (4-3), Impossível contabilizar
13.ª-Nacional(c), V(5-2), Veríssimo(Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (3-2), Impossível contabilizar
14.ª-Guimarães(f), D(1-0), Godinho(Sousa), Nada a assinalar

Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 4 = 4
Pinheiro: 3 + 0 = 3
Esteves: 0 + 3 = 3
Rui Costa: 2 + 0 = 2
Soares Dias: 2 + 0 = 2
Mota: 1 + 1 = 2
Xistra: 1 + 1 = 2
Nobre: 0 + 2 = 2
Godinho: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Capela: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1

Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 3 = 3
Veríssimo: 2 + 1 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
L. Ferreira: 0 + 2 = 2
Almeida: 1 + 0 = 1
M. Oliveira: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Miguel: 1 + 0 = 1
Martins: 1 + 0 = 1
Capela: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Pinheiro: 0 + 1 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1

Sporting:
L. Ferreira: 0 + 4 = 4
Miguel: 1 + 2 = 3
Sousa: 0 + 3 = 3
Martins: 2 + 0 = 2
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
V. Ferreira: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 1 = 2
M. Oliveira: 1 + 1 = 2
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Épocas anteriores:

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Intransigentes na defesa dos nossos adeptos

"O Sport Lisboa e Benfica lamenta e repudia profundamente o arremesso de objectos contra um autocarro com Sócios e adeptos do nosso clube da Casa do Benfica em Barcelos quando regressavam de assistir ao último SL Benfica-SC Braga.
Desde o primeiro momento temos acompanhado a situação do nosso adepto de 25 anos que se encontra no hospital de Gaia, e através do responsável das Casas do Benfica, Jorge Jacinto, acompanhamos o trabalho das autoridades para apurar responsabilidades.
Reafirmamos que seremos intransigentes para garantir a segurança dos nossos adeptos que pelo seu amor ao Clube acompanham a equipa por todo o País."

Uma véspera em tons de verde

"O Benfica voltava a disputar a Taça Latina, que já tinha conquistado em 1950. Chamartín encheu-se para os quatro jogos. O primeiro seria contra o campeão de França, o Saint-Étienne; a final frente ao Real Madrid viria a seguir.

Gosto de vésperas. E explico logo aqui à frente: daquilo que mexe com a gente nos dias que antecedem os grandes jogos. O futebol devia ser sempre o cúmulo da emoção em redor de uma bola a ser alimentado pela experiência.
Muitas vezes escrevo aqui sobre vésperas.
Ainda há pouco tempo, a propósito do Ajax - Benfica, daquela última noite em Amesterdão antes da final da Taça dos Campeões Europeus frente ao Real Madrid. A última ganha. As finais europeias do Benfica daí para cá têm encaixado na célebre frase de Mário Filho, o jornalista que deu nome ao Maracanã. 'A derrota é uma doença que só a vitória cura'.
O Benfica precisa de se libertar depressa dessa doença das finais perdidas.
Hoje não vou falar de uma final perdida; vou falar da véspera de uma meia-final ganha.
Na Taça Latina de 1957.
O adversário era o Saint-Étienne: 'Les Verts'. Também chegaria o seu tempo de uma final da Taça dos Campeões perdida, recordo-me bem, aos pés do Bayern de Munique.
Deixemos isso.
No dia 18 de Junho de 1957, o Benfica estava em Madrid. Ia lutar pela Taça Latina. A mesma Taça Latina que conquistara, na sua primeira final europeia, logo ganha, no Estádio Nacional, em 1950, ao Bourdéus.
Agora, o campeão francês era outro.
E na meia-final que sobrava, jogava o Real Madrid contra o AC Milan.
Era uma grande competição essa Taça Latina, embora tão desprezada entre nós. Vale a pena visitar a que está em Lisboa, ali ao lado, no museu.

Vitória e derrota por um golo
O Saint-Étienne ganharia o campeonato de França com uma perna às costas. À terceira jornada já ia na frente. À décima, levava seis pontos de avanço. Depois tremeu um bocadinho de cansaço, quase no fim. Nem se deu bem por ela.
Jogadores magníficos na época: Mékloufi, sobretudo, nascido na Argélia. A 'Alma Verde', chamavam-lhe. Um criador de situações sempre imprevisíveis. Nesse mesmo ano ganhou, com a França, o campeonato do mundo de militares.
O regime francês usou-o muito: sobretudo como imagem de integração de um argelino na sociedade colonizadora que os argelinos combatiam ferozmente.
Mas também havia o ponta-esquerda Lefèvre; Peyroche, interior-direito; Claude Abbés, um guarda-redes magnífico.
Os jornais falavam de um sistema de jogo revolucionário concebido pelo treinador Jean Snella: uma mistura de futebol curto defesa fisicamente duríssima e num desdobramento de lances ofensivos muito rápidos.
Mas o Benfica era favorito. Isto também diziam os jornais.
Cada véspera é seguida de uma nova manhã.
A manhã encarnada depois da meia-final de Chamartín foi radiosa de sol que banhava Madrid.
Calado, aos 17 minutos, marcara o golo único e decisivo na baliza de Abbés.
Zezinho, Calado, Águas, Coluna, Cavém: todos eles em grande plano. Novamente a final, tal como em 1950.
Desta vez perdida: o Real Madrid, que batera copiosamente o Milan por 5-1, venceu com um golo de Di Stéfano, aos 50 minutos.
Era uma ironia, essa troca de um-zero de um jogo para o outro. Amarga ironia, claro.
Sobretudo porque, na primeira parte, tanto Palmeiro como José Águas tiveram a baliza de Alonso à mercê. Depois, Zezinho lesionou-se. Fez figura de corpo presente, nesse tempo ainda sem substituições. E Costa Pereira foi enorme, recebendo com frequência os aplausos dos ruidosos adeptos madrilenos. Principalmente quando saía aos cruzamentos, com aquele jeito especial que trouxera lá de Moçambique, de Nacala, onde jogara basquetebol durante a adolescência. Erguia-se, majestoso, agarrava a bola como um príncipe da grande-área e ouvia-se num eco: 'Oooohhhh!' Só lhe faltava agradecer com uma vénia, como no teatro.
Costumava dizer-se que fora uma romagem de magnífico desportivismo. Foi. O Benfica resolvera com segurança a sua questão com o campeão da França: a derrota perante o enorme Real Madrid de Kopa, Di Stéfano, Rial e Gento prometia mais momentos históricos para breve.
Não tardaria que a revanche surgisse naquela noite de Amesterdão.
De alguma forma, estas eram as vésperas de um Benfica campeão da Europa."

Afonso de Melo, in O Benfica

O exemplo de uma família eclética

"Félix, Cesina e Clara Bermudes são um exemplo de uma família eclética, que nunca perdeu de vista a sua paixão pelo desporto

Nasceu na cidade invicta na segunda metade do século XIX, foi um dos grandes nomes da história do Benfica, numa altura em que os desportos eram ainda pouco regulamentos na sociedade portuguesa. Félix Bermudes foi um atleta eclético que praticou futebol, atletismo, ténis, ciclismo, tiro desportivo, esgrima, hipismo, natação, remo e alpinismo. Algumas destas modalidades praticou-se no clube que ajudaria a cimentar.
Assumiu, pela primeira vez, em 1916, a Direcção do Benfica, foi director do jornal O Sport Lisboa e também colaborador do jornal Os Sports.
Mas não foi só o desporto que preencheu a vida de Félix, os seus interesses passaram pela literatura, teatro e cinema. Aos 42 anos, era um dramaturgo de referência em Lisboa e tinha já sete peças estreadas em teatros da capital. Ao Benfica deu a letra do primeiro hino.
As suas filhas Cesina e Clara seguiram os seus passos e ingressaram também no Clube como atletas de ciclismo e patinagem artística.
Cesina, além da sua paixão pelo desporto, foi a primeira mulher a concluir o doutoramento em Portugal, formou-se em medicina, em 1947. Na sua carreira destacam-se os estudos sobre a introdução do parto sem dor no país uma novidade na área da saúde no século XX.
A 15 de Novembro de 1925, pai e filhas participaram na II Volta a Lisboa em Bicicleta, organizada pelo jornal O Sport Lisboa. Ingressando em escalões diferentes, Clara no de meninas, Cesina no de senhoras e Félix no de veteranos, a família Bermudes enfrentou chuva e ventos fortes num percurso que se iniciou em Xabregas e terminou junto ao Mosteiro dos Jerónimos. O meu tempo não afastou o público que acorreu às ruas para ver os mais de duzentos participantes, tal como foi noticiado em O Sport Lisboa: 'em numerosos pontos do percurso havia magotes de gente que voluntariamente prestava indicações aos concorrentes e os animava e aplaudia. E (...) à chegada dos corredores, juntaram-se muitas centenas de pessoas que aclamaram entusiasticamente os ciclistas'.
Cesina, Clara e Félix Bermudes classificaram-se em 1.º lugar nas respectivas categorias. As irmãs chegaram com um minuto de diferença entre si, apesar de diferença de escalões.
A edição n.º 751 do jornal O Sport de Lisboa dá destaque ao evento da II Volta a Lisboa em Bicicleta. A colação deste periódico é uma das muitas que pertence ao arquivo do Sport Lisboa e Benfica à guarda no Centro de Documentação e Informação."

Cláudia Paiva, in O Benfica

Conversas à Benfica - episódio 49

A metamorfose da lagarta em borboleta

"A lagarta abúlica que foi goleada em Munique entrou no casulo durante seis jogos anémicos e apresentou-se ontem qual borboleta belíssima

Como explicar o Benfica de ontem, dinâmico, pressionante, confiante na hora da finalização, com os sectores juntos e a arrasar um SC Braga que tem justificado o estatuto de candidato ao título? A lagarta abúlica que foi goleada em Munique entrou no casulo durante seis jogos de vitórias magras e exibiu-se no palco da Luz frente aos arsenalistas, qual borboleta de estonteante beleza. Poucas vezes se terá visto tão fulgurante passagem do oito ao oitenta, com a mesma táctica e com os mesmos protagonistas. A questão que pode colocar-se é se este Benfica, onde Pizzi foi Pirlo, veio para ficar?
Falemos do 4x3x3 de Rui Vitória, que tanto tenho criticado por não ser conforme à formatação do plantel do Benfica. É evidente que quando se investe em quatro pontas de lança não se pensa que seja para jogar só com um de cada vez. Mas o 4x3x3 não tem mal nenhum, antes pelo contrário, é a táctica que permite mais plasticidade ao longo da partida. Desde que interpretada com a dinâmica certa, algo que até ontem vinha a passar ao lado do Benfica. Com Pizzi e Gedson a aproximarem-se de Jonas, com Zivkovic e Cervi a fortalecerem o jogo interior e com André Almeida e Grimaldo a darem profundidade aos corredores, o 4x3x3 é outra coisa, diferente daquilo que vinha a ser posto em prática pelo Benfica. E se a isto juntarmos um Fejsa que teve 60 minutos de qualidade (depois faltou-lhe fôlego) e uma preocupação em manter a equipa junta, teremos a explicação para a soberba exibição de ontem dos encarnados.
Mas há que perceber o que falhou anteriormente e o que correu bem ontem para, nas diferenças entre uma situação e outra, chegarmos a uma síntese perfeita.
Assentemos no seguinte: o Benfica não foi feliz nem nas compras, nem nas dispensas. E um dia destes o clube deverá dar explicações sobre esse facto. Mas, para já, Janeiro abre a possibilidade de correcção de todos os erros cometidos, por forma a dotar Rui Vitória (que depois de ontem deixou de estar oficialmente ligado à máquina...) de meios para o futebol que deseja desenvolver.
Finalmente, que todos atentem na lição que têm sido os dias desde que Rui Vitória foi substituído por Rui Vitória. E que têm servido para aprendermos que o futebol está a léguas de ser uma ciência exacta, sendo apenas certo e seguro que nunca se deve dizer nunca.
A todos um bom Natal!!!

Ás
Rui Vitória
Foi ao inferno e voltou, ancorou-se na confiança dada por meia dúzia de vitórias anémicas e, na hora da verdade, apresentou uma equipa que, qual Fénix renascida das cinzas, aplicou uma goleada sem apelo nem agravo no fortíssimo SC Braga. Ontem, foi um dia bom para Rui Vitória. Ganhou tempo e espaço para continuar a mostrar serviço.

Ás
Luís Castro
Afinal, não é preciso pôr-se em bicos de pés e gritar que se é o maior para ter sucesso. O treinador do Vitória SC está a fazer em Guimarães o que antes tinha feito no FC Porto B, no Rio Ave e no Chaves: mostrar competência, alicerçando-a numa liderança firme e suave, só ao alcance de uns quantos. Até parece fácil, não é?

Ás
Luís Filipe Vieira
Embora esteja a viver a angústia de ver um colaborador directo de muitos anos sentar-se no banco dos réus, acusado de corrupção no âmbito das funções que desempenhava na Luz, terá sido com satisfação e alívio que viu ser afastada a ida da SAD do Benfica a julgamento. Vitória importante em momento sensível...

O Sporting em Guimarães
Na Cidade Berço ficou a nu a falta de profundidade do plantel dos leões. Perante a ausência de alguns dos pesos-pesados, as segundas linhas ainda deram mais ou menos conta do recado, mas as terceiras escolhas mostraram-se deveras insuficientes. Numa época com várias competições, se o Sporting quiser ter hipóteses, vai ter de apostar forte no mercado de Janeiro. Assim tenha meios para tal. Porque, embora o treinador holandês transmita óptimas sensações, não se crê que faça milagres. Omeletas, ovos, conhecem a história...

A verdade inconveniente escondida...
«Criei amizade com todos os presidentes dos clubes onde trabalhei, menos um. É pessoa que não é normal»
Jorge Jesus, treinador do Al Hilal
Quantas vezes, ao longo da coabitação entre Jorge Jesus e Bruno de Carvalho, foi dada, pela comunicação social, conta do mal-estar entre ambos (para dizer o menos...)? E quantas vezes foram os media acusados de querer desestabilizar? Perdia-lhes a conta! Afinal o que foi dito e escrito só pecou por defeito. E muito mais virá, paulatinamente, a público...

Fizeram-lhe a cama muito bem feita...
O elo mais fraco do trabalho de José Mourinho desde que saiu de Madrid tem sido o relacionamento com o balneário. Se disso houvesse dúvidas, a vitória dos red devils em Cardiff por 5-1 seria argumento mais do que suficiente para convencer os ainda cépticos. Algo que Mou deve ponderar no próximo desafio que abraçar."

José Manuel Delgado, in A Bola

Uma evidente superioridade

"Abel foi corajoso, mas o seu 4x4x2 perdeu para o 4x3x3 de Rui Vitória

Pressão teve bons resultados
1. Foi demasiado evidente a superioridade de jogo do Benfica em relação ao SC Braga durante todo o jogo. Isso deveu-se muito à atitude, intensidade e dinâmica que o Benfica conseguiu colocar em campo, o que acabou por limitar muito o futebol do SC Braga. O Benfica pressionou em vários momentos a saída de bola do SC Braga, obrigando o adversário a cometer muitos erros, nomeadamente muitas perdas de bola. O Benfica fez com que os jogadores do SC Braga fossem perdendo confiança. Não havia dúvidas sobre qual era a equipa mais dinâmica no relvado. Com a sua mobilidade, o Benfica desorganizou o SC Braga.

Meio-campo fez diferença
2. No confronto de sistemas tácticos o Benfica foi superior, aproveitando muito bem a superioridade numérica a meio-campo. O trio Fejsa-Pizzi-Gedson marcou bem a diferença em relação ao sector intermédio do SC Braga, com Claudemir e Fransérgio. O Benfica começou a ganhar o jogo aí. E depois não haja dúvidas que o Benfica tem um jogador que pensa diferente na frente de atraque: Jonas é a prova de que não é preciso um avançado ter muita força ou agressividade. Ele define bem as jogadas, com muito esclarecimento nas tabelas. É um pêndulo ofensivo que decide muito bem.

4x4x2 pedia mais equilíbrio
3. A partir de um certo momento da segunda parte, Abel Ferreira sentiu necessidade de ter homens que segurassem mais a bola, caso de Wilson Eduardo e João Novais. Mas o jogo esteve sempre muito partido, com muitas transições e perdas de bola, aspecto em que o Benfica foi mais uma vez melhor. Definir bem os lances é o que faz a diferença. Abel quis ser fiel à sua ideia e foi corajoso em apresentar-se no Estádio da Luz em 4x4x2, sabendo que haverá sempre superioridade do adversário no meio-campo. Mas para que esse sistema funcione é preciso que haja mais equilíbrios. Paulinho fez muitos apoios na ligação mas faltaram bloqueios para que o SC Braga estivesse mais posicional à dinâmica do Benfica. Agora é fácil falar mas o 4x4x2 de Abel não conseguiu segurar o 4x3x3 de Rui Vitória.

Pizzi, o desbloqueador
4. A nível individual tenho de destacar o desempenho de Pizzi. Foi dele o momento que abriu o jogo, transportando-o para uma partida diferente de todas as outras que o Benfica fez, cheia de dinâmica. Foi um grande jogo."

Domingos Paciência, in A Bola

Não desiludiu

"O domingo prometia ser gordo em emoção e não desiludiu: grandes jogos, muitos golos e, era quase certo, mudanças na tabela classificativa. E como se deve começar sempre por quem vai à frente, as primeiras palavras vão para o FC Porto, que, embora não tão exuberante como de costume - por culpa, também, de um audacioso Rio Ave -, garantiu triunfo escasso mas preciso, porque lhe permitiu ganhar pontos a dois dos três perseguidores - ainda por cima aos que estavam mais perto, o que equivale a dizer que o dragão diz adeus a 2018 com uma liderança mais confortável.
A quatro pontos, agora em segundo lugar, vem o Benfica, que ontem mostrou estar, de facto, no tal processo de retoma tão badalado por Rui Vitória. Não só pelo facto de ter vencido o SC Braga (talvez ontem os bracarenses tenham dado o primeiro sinal de que falar do título seja, afinal, prematuro...), mas, acima de tudo, pela forma como ganhou. A míngua de golos dos jogos anteriores deu lugar à fartura e a Luz acabou a aplaudir uma águia que ontem pareceu renascer - tal como o seu treinador, que terá exorcizado os fantasmas que, era evidente, o pareciam perseguir.
Verdadeiro derrotado desta última jornada do ano foi o Sporting. Se Guimarães (onde mora uma equipa muito bem orientada por Luís Castro) era visto como o mais difícil teste de Marcel Keizer desde que chegou a Alvalade... o holandês chumbou. De novo incapaz de ficar com a sua baliza a zeros, o leão não conseguiu, desta vez, mostrar a exuberância ofensiva que vinha evidenciando. Travou a fundo, caiu para o terceiro lugar e voltou a lançar dúvidas sobre se, embora espectacular, a filosofia de ataque total do seu treinador, com claras fragilidades defensivas, é adequada a todos os jogos..."

Ricardo Quaresma, in A Bola

Dia de São Futebol

"Quem tivesse tido o primeiro contacto com o futebol português na tarde de ontem ficaria com a impressão de que o nosso campeonato nada deve às emoções trepidantes da liga inglesa ou à competitividade incansável da liga alemã (pelo menos nos anos em que os senhores de Munique resolvem tirar o pé do acelerador e dar espaço para que os adversários também conquistem o seu trofeuzinho). Estádios cheios, grandes golos, poucas polémicas de apito. Que maravilha é o futebol jogado no seu dia!
O domingo gordo serviu também para reavaliações e uma confirmação. A confirmação é a de que este Porto é o candidato mais forte à conquista do título, mesmo que pareça estar a viciar-se perigosamente na táctica da lebre, deixando os adversários partir na frente para logo desatar numa correria que só abranda quando os ultrapassa. Lá chegará o dia em que a tartaruga ganha a corrida, mas ontem não foi o dia, mesmo com um Rio Ave competente e com equipamento adequado. Décima quinta vitória consecutiva e aquelas palavras de Sérgio Conceição após a derrota na Luz, que talvez não perdessem mais jogos até ao fim, que na altura chocalhavam o desespero e a frustração, agora soam como uma premonição que deve encher os adversários de pavor com aquilo a que o agente Smith chamava de “o som da inevitabilidade.”
Na Luz, o Benfica somítico dos últimos jogos, com exibições esfarrapadas e avarentas, deu lugar a uma equipa liberal, a extravasar de generosidade e de alegria. Ninguém quis monopolizar a felicidade e os seis golos tiveram seis autores diferentes, com André Almeida a reforçar o seu estatuto de marcador de geniais golos involuntários – o de ontem resultou de um remate com a canela em que o defesa-direito se desequilibrou e caiu, e a bola, indiferente às circunstâncias, foi ter ao lugar aonde sempre a esperam. A equipa miseravelmente poupadinha que andava a dar cabo dos nervos dos adeptos foi substituída por uma versão esbanjadora de talento, energia e eficácia. Isto não significa que o tribunal da Luz já tenha absolvido Rui Vitória. Principal culpado das derrotas no veredicto popular, Vitória já não consegue atrair para si os louros dos sucessos. É um despedimento à espera de que a luz se apague.
Outra reavaliação obrigatória em função dos resultados de ontem foi a do estatuto do Sporting de Braga, um dos dramas secundários preferidos da comunicação social. Determinar se o Braga é ou não candidato ao título, tentar arrancar do treinador a confirmação de que o Braga é mesmo candidato ao título ou de que não é candidato ao título, interpretando as declarações como sintoma de arrogância ou de excessiva humildade, de arrojo ou de cálculo, é um dos grandes sub-enredos da telenovela futebolística em Portugal, sobretudo nos anos em que o Braga faz peito aos três grandes. O resultado de ontem, que para muitos equivale a um certificado de não-candidatura, não é suficiente para que, nas próximas semanas, Abel Ferreira deixe de ser bombardeado com a original questão: “Afinal, o Sporting de Braga é ou não candidato ao título?” Aliás, é até bem provável que a dimensão do desastre da Luz estimule reflexões parasitárias do género “Pode um candidato ao título apanhar 6-2?” ou talvez leve algum jornalista a recuperar a goleada que o Benfica sofreu em Setúbal na época 93/94, sublinhando que, mesmo assim, as águias conquistaram o campeonato.
Se o jogo na Luz teve fogo-de-artifício em sentido figurado, em Guimarães é que o espectáculo terminou com pirotecnia. O Keizerball foi sabotado pelo Castroball e a máquina que vinha a submeter os adversários a goleadas impiedosas não foi sequer capaz de um golinho que resgatasse um ponto. Mas que uma derrota não sirva para diminuir os feitos do treinador holandês.
Talvez não tenha plantel para o futebol que pretende jogar, mas merece elogios pela forma como entrou no futebol português, sem complexos de superioridade nem de inferioridade, sereno e educado e a pôr em causa, mais pelas acções do que pelas palavras, essa noção paroquial e corporativista de que não há treinadores como os treinadores portugueses e que a adaptação de um treinador estrangeiro às peculiaridades do nosso futebol é quase impossível. A qualidade de muitos treinadores portugueses – ao invés da qualidade do “treinador português”, esse manto mítico cerzido pelo talento de uns e com que outros procuram cobrir as suas insuficiências – é inquestionável (Luís Castro, também ele um primor de educação e serenidade, é um dos bons exemplos), mas não deve servir para tornar o nosso futebol mais insular e fechado a novas ideias e novos métodos. De vez em quando, é refrescante receber as ideias de um treinador que nunca ouviu falar do estádio Marcolino de Castro e que considere a percentagem de 50% de tempo útil de jogo um atentado ao futebol.
Pela sua própria natureza, as reavaliações são provisórias e só as próximas jornadas dirão se as notícias da retoma do Benfica não foram manifestamente exageradas, se as notícias do fim da candidatura do Braga não foram manifestamente apressadas e se as notícias do efeito de Marcel Keiser não foram fruto de um entusiasmo precoce. Neste momento, só o Porto oferece certezas e mesmo sabendo que a série de vitórias acabará por ser interrompida não deve haver muitos apostadores a pôr o dinheiro numa derrota da equipa de Sérgio Conceição. Num mundo em constante mudança, os adeptos portistas devem ficar felizes por algumas coisas serem, como se costuma dizer, “dinheiro em caixa”. Para os restantes adeptos que não partilhem o amor pelo azul-e-branco resta a certeza reconfortante de que, por muitas voltas que se dê ao calendário, por muitas imposições dos detentores dos direitos televisivos, nada se compara um domingo transbordante de futebol."

Futebol e pouco mais

"Até à passada quinta-feira, a Justiça estava a fazer o seu trabalho, a investigar o que deve ser investigado.

Metade do país entendia que tudo estava bem com os juízes e o Ministério Público. Para a outra metade, estava tudo mal: falta de seriedade, investigam de um lado, não investigam do outro. Um problema a sério. Na sexta-feira, os papéis inverteram-se. Quem achava que tudo estava bem passou a ver enxames de corruptos no sistema judicial; quem desenvolvia a teoria do caos advoga agora que está a ser feita justiça, quando o caso e-Toupeira ainda nem sequer se encontra na fase de julgamento, menos ainda decidida a instrução, uma vez que a decisão de não pronunciar a SAD do Benfica já tem recurso por parte do Ministério Público. Tomando o pulso aos debates de televisão, às redes sociais ou às discussões de café, é neste projecto de sociedade, circunscrita a um permanente F. C. Porto-Benfica, que nos inserimos.
Na edição de ontem, o JN denunciou uma lacuna numa lei, aprovada por unanimidade no Parlamento, que impede os juízes de aplicar aos "stalkers" a proibição de contacto com as vítimas. Normalmente mulheres, são expostas ao risco porque só após a condenação - e conhecemos bem a velocidade do sistema judicial -, estes predadores podem ser afastados da presa. Não assisti a grandes discussões sobre o assunto. Vi a notícia, como é habitual, copiada num ou outro meio de comunicação, sem terem a decência de citar a fonte. Nenhum debate, nadinha. Pode ter-me escapado alguma coisa, é certo. Mas este é mais um exemplo do valor que damos às coisas verdadeiramente importantes. O que aconteceria se presas e predadores fossem clubes de futebol? Então, sim, a incompetência de quem legisla e o drama da vítima seriam tema forte em qualquer canal de TV, rede social, ou balcão de bar. Enquanto país, enquanto colectivo social, a dura realidade é que não saímos disto."

Crimes informáticos e concorrência

"A pirataria digital é uma arma cada vez mais importante na globalização. E os processos que opõem blocos comerciais vão aumentar.

Na quinta-feira, o Departamento de Justiça norte-americano anunciou uma acção contra dois chineses ligados às forças de segurança, acusando-os de uma acção de pirataria informática à escala global para roubar propriedade intelectual. O assalto durava pelo menos desde 2014 e impactou dezenas de países em mercados como a banca, a biotecnologia, a electrónica de consumo, as telecomunicações e a energia. O processo está longe de ser original e serve para recordar o impacto económico das fraudes digitais.
No ano passado, as estimativas mais conservadoras apontaram para 500 mil milhões de euros perdidos em falhas de segurança um pouco por todo o mundo, graças ao impacto em propriedade intelectual e em reservas monetárias. E, com a crescente dependência da informática e de sistemas de inteligência artificial para todos os negócios, esta situação só tende a piorar.
Estes ataques são cada vez mais frequentes e não se limitam à economia: as violações de informação pública sensível são frequentes, tendo sido revelado esta semana mais um assalto coordenado a partir de Pequim, desta vez tendo por alvo milhares de comunicações diplomáticas da União Europeia e das Nações Unidas. A situação é de tal forma corriqueira que um especialista em segurança disse à Wired que não é estranho que os chineses leiam todos os telegramas diplomáticos, estranho é que tenham sido apanhados a fazê-lo. E, para complicar as coisas, a empresa que detectou a falha de segurança fez o favor de enviar as comunicações diplomáticas para o New York Times, ganhando notoriedade com o golpe de marketing mas arriscando multas milionárias ao abrigo da lei de protecção de dados. 
A situação em Portugal é caricata: os nossos atrasos na protecção digital são tantos que a surpresa não será que existam violações informáticas, a surpresa será que alguém dê por isso. O crónico desinvestimento em infraestruturas e a incapacidade de modernização das PME tem como consequência um tecido produtivo que não é capaz de desenvolver políticas eficazes de cibersegurança.
No que toca aos serviços públicos, é um mistério: ninguém sabe onde estão as falhas de segurança mas os especialistas vão repetindo de forma discreta que a vulnerabilidade é imensa. O Centro Nacional de Cibersegurança foi criado com uma dúzia de anos de atraso e o quadro nacional de referência ainda não existe, pelo que cada entidade pública atua de forma descoordenada – e a supervisão continua a ser feita pelos serviços militares, ao contrário do que se passa noutros países europeus.

Ler mais: Fred Kaplan, um jornalista norte-americano especializado em geopolítica e segurança, publicou no ano passado o livro Dark Territory, que é um texto fundamental para este tema. Nele é contada a história dos últimos trinta anos da ciberespionagem e da sua relação com os conflitos militares desse período, para além dos gabinetes secretos na National Security Agency onde se executam estas acções. O melhor elogio que se lhe pode fazer é que é um livro de investigação que se lê como um romance de espionagem."