Últimas indefectivações

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O eco infinito de um nome sem igual

"Houve muitos jogadores chamados Eusébio. Mas só Eusébio da Silva Ferreira, da Mafalala para Lisboa, de Lisboa para  mundo, soube ser verdadeiramente Eusébio. Ia para lá das estrelas.

Eusébio é um nome para a lenda!
Por causa de Eusébio, o nosso Eusébio, Eusébio da Silva Ferreira, de Mafalala a Lisboa, de Lisboa para o mundo.
Eusébio foi, até, nome de papa, o 31.º, nascido na Grécia no ano de 255 e eleito pontífice no dia 18 de Abril de 309. O seu pontificado durou apenas quatro meses, em consequência de actos de violência na Igreja. Morreu no exílio, na Sicília.
Vários jogadores se chamaram Eusébio e ganharam um lugar de destaque na história do futebol. Aqui ficam alguns: Eusébio Castigliano (9 de Fevereiro de 1921 - 4 de Maio de 1949), centro-campista do grande Torino dos anos 40, chegou a ser 7 vezes internacional pela Itália; morreu no acidente de aviação de Supertaça (4 de Maio de 1949), no qual pereceram todos os jogadores do Torino que regressavam a casa depois de terem disputado, em Lisboa, frente ao Benfica, um jogo de homanagem ao capitão Francisco Ferreira. Eusébio Ramon Tejera (6 de Janeiro de 1922 - 9 de Novembro de 2002) foi um central de físico impotente que jogou no Nacional de Montevideu e na selecção uruguaia, fazendo parte daquela célebre equipa que no dia 16 de Julho de 1950, em pleno Estádio do Maracanã, venceu o Brasil por 2-1 e se sagrou campeã do mundo. José Eusébio Soriano Barco foi um guarda-redes peruano (nascido em 19 de Abril de 1917) que ficou marcado a letras de ouro no futebol argentino por ter sido o guarda-redes da famosa equipa do River Plate que ganhou a alcunha de 'La Maquina' na qual brilharam Muñoz, Di Stéfano, Moreno, Pedernera, Labruna e Loustau. Finalmente, Eusébio Bejarano Vilaro, nascido em Badajoz, no dia 6 de Maio de 1948. Defesa, fez a sua carreira no Atlético de Madrid, entre 196 e 1979. Curiosamente veio a encontrar-se frente a frente com Eusébio, em Badajoz, no III Torneio Ibérico, em 28 de Junho de 1969, e em Cádis, no dia 21 de Agosto de 1971.

Eusébio encontra Eusébio
Pois é tantos Eusébios, e a verdade é que só um foi autenticamente Eusébio.
Eusébio que vestiu a camisola encarnada do Benfica na final da Taça dos Campeões Europeus frente ao Real Madrid, em Amesterdão, marcando dois golos e encantando os mais exigentes jornalistas da Europa.
Há Eusébios e Eusébios.
O Eusébio dos quatro golos à Coreia do Norte no Mundial de Inglaterra fica lá no alto da parede branca da memória, num quadro pendurado acima de todos os outros.
Reparem: na época de 1981-81, o Rio Ave teve dois Eusébios. Dois jogadores chamados Eusébio. Ah! Mas nenhum era Eusébio. Nunca ninguém foi Eusébio como Eusébio.
Há um episódio que eu gosto de contar.
Em paris, em Março de 1973, havia dois Eusébios no Victoria Palace Hotel onde a selecção nacional e o Santos se cruzaram por umas horas, onde Eusébio e Pelé se reencontraram por momentos e deram um abraço para a fotografia.
Havia Eusébio, Eusébio, Eusébio da Silva Ferreira, filho de D. Elisa Anissabana, nascido no bairro da Mafalala, em Lourenço Marques, no dia 25 de Janeiro de 1942.
E havia Carlos de Jesus Eusébio, nascido em Santa Bárbara do Oeste, interior do estado de São Paulo, Brasil, em 1952, não tendo eu conseguido saber nem a data certa nem o nome da excelentíssima senhora sua mãe.
Carlos de Jesus Eusébio: professor primário com ambições a jogador de futebol, à experiência no Santos, incluído numa das mil e uma digressões da equipa de Pelé pelas frinchas mais recônditas do Planeta, acabadinha de chegar da Austrália e de aterrar em Paris.
- Só vi jogar Eusébio na televisão confessava Carlos de Jesus Eusébio.
E concluía:
- E só nos jogos que Portugal fez na Minicopa. Mas sei bem quem é Eusébio, e tornara um dia poder ser como ele.
Não foi. Nem perto. Carlos de Jesus Eusébio não passou de um episódio curioso. No mesmo dia, à mesma hora, esteve no mesmo hotel que Eusébio, em Paris. Nada mais tiveram em comum. A não ser um nome sonoro como poucos.
Eusébio, o nosso Eusébio, ficava para lá das estrelas..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um sonho tornado realidade!

"Em 1978, foram dados os primeiros mergulhos na piscina do antigo Estádio da Luz, uma obra que enriqueceu o património desportivo português.

Durante décadas, os nadadores do Benfica aguardaram pela concretização do seu sonho: a construção de uma piscina privativa do Clube. Só quem 'como nós, passou pelo sacrifício de andar em treinos pelas piscinas municipais (e aqui convém realçar o apoio que elas sempre nos deram), perceberá a importância'. Porém, 'por isto ou por aquilo, mais por aquilo que por isto, a ideia não tem passado disso mesmo - de ideia, somente'. Até que, graças à militância dos benfiquistas, que contribuíram nas campanhas promovidas pelo Clube, e do interesse de todos que se empenharam nesta iniciativa, passou de 'ideia a projecto, de projecto a construção, de construção a inauguração' - uma simbólica, a 23 de Setembro de 1978, e a oficial, a 11 de Novembro do mesmo ano.
Para se chegar a este feliz momento na história do Clube foi necessário abdicar do ideal de uma piscina olímpica. Contudo, a obra de 25 metros e com água aquecida era 'bastante funcional e de grande utilidade, reunindo as características indispensáveis para a prática da modalidade'. Estas instalações suscitaram interesse a nível nacional, pois a 'piscina ultrapassa a vida do Clube. É valida não só para o Benfica como também para a natação portuguesa e para a cidade de Lisboa'.
A inauguração simbólica foi mais uma 'impressionante manifestação de solidariedade clubista', pois era necessário angariar fundos para se comprar material técnico e mobiliário para as novas instalações do Complexo Desportivo do Estádio da Luz. Foi 'em ambiente festivo' que foram dados os primeiros mergulhos, sendo um dos primeiros a entrar na piscina e presidente José Ferreira Queimado.
A inauguração oficial integrou as comemorações das Bodas de Diamante do Benfica e contou com um grande festival internacional, 'o maior festival a nível de clubes que se realizou até hoje no nosso país', com a participação de mais três centenas de nadadores. Uma 'festa memorável', em que foram batidos cinco recordes e, das cinco taças de primeiro lugar, três foram para o Benfica. Feitas as contas ao elevado número de inscrições, concluiu-se que esta obra não iria acarretar despesas para o Clube.
Esta piscina foi o 'culminar do sonho de muitos benfiquistas'. Para os atletas, que assim passavam a ter instalações próprias e que os ajudaria a erguer ainda mais alto o nome do Clube, e para todos os aficionados deste salutar desporto.
Pode ficar a conhecer mais sobre a aventura da construção dos espaços desportivos do Clube na área 17 - Chão Sagrado do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Ode arbitral

"Nesta semana instalou-se a polémica sobre a omissão, num manual escolar de português do 12.º ano, de três versos do poema “Ode Triunfal”, de Fernando Pessoa, sob o pseudónimo Álvaro de Campos. A editora rejeita a censura, ressalvando que, na versão do manual para os professores, o poema está completo, oferecendo-lhes a possibilidade de decidirem se abordam, em contexto de sala de aula e de que forma, os tais versos.
Chamem-me conspirativo, fantasioso ou mero incauto adepto sofredor impotente perante o estado calamitoso da arbitragem do futebol português, mas dei por mim, ao assistir a esta celeuma, a pensar numa eventual causa desta bandalheira absolutamente nefasta para a competição futebolística que se deseja, por quem de bem, salutar, mas é, pelo contrário, assustadoramente inquinada, remetendo-nos para tempos que julgávamos, ingenuamente, mortos e enterrados.
É como se, perdoa-me a analogia Pessoa, o protocolo da vídeoarbitragem tivesse sido escrito por Pinto da Costa sob o pseudónimo Fontelas Gomes e fossem entregues, a árbitros e outros interessados, duas versões diferentes. Aos primeiros, a completa. Aos restantes, a reduzida. E, assim, os árbitros, mais qualificados para discernir quando, onde e a quem aplicar as regras omissas, poderiam zelar pelo bom funcionamento do sistema no seu todo. Aqueles árbitros que, por conveniência, interesse próprio ou até salvaguarda da sua saúde, nomeadamente enquanto se preparam no Centro de Alto Rendimento da Maia, se sentissem necessitados, teriam então um mecanismo adicional de sobrevivência ao seu dispor.
Só assim se explicaria a sucessão de más arbitragens em jogos do FC Porto, a favor deste, ao longo da primeira volta do campeonato."

João Tomaz, in O Benfica

Respiram Benfica

"Um sócio descontente quer eleições antecipadas porque acha que consegue fazer melhor. Um antigo jogador de qualidade abaixo da média marca um golo num qualquer campeonato terciário. Um ex-dirigente carpe mágoas semanalmente na televisão. Um salivante jornalista espuma de raiva com tudo o que é vermelho. O que têm em comum todas essas pessoas? Tempo de antena.
Basta que queiram apontar o dedo ao Sport Lisboa e Benfica, e ficam abertas as portas para páginas de jornais, programas de comentário futebolístico e blogues - legais e ilegais - que servem de fonte de informação a gente pouco profissional.
É esta a realidade com que se deparam os benfiquistas. Há uma tocha acesa numa bancada do estádio do Portimão, e a acusação é de fogo posto. Há um incêndio nas coloridas e vazias cadeiras de Alvalade, e trata-se de um lapso. Um funcionário judicial pede uma camisola do Glorioso para oferecer ao sobrinho, e é corrupção. Um árbitro vai de férias pagas para o Brasil com um nome falso, e é coincidência.
Um clube já condenado por corrupção é intervencionado pela UEFA, e sai uma nota de rodapé. Um dirigente de um clube falido é apanhado a comprar árbitros das modalidades numa chamada telefónica, e assobia-se para o lado nas redacções.
Que grande que és, Benfica. E dás tanto a ganhar a tanta gente. Imagina que um dia fechas a torneira da informação e que os teus adeptos abrem os olhos e deixam de ouvir, ler e dar cliques a quem só te quer prejudicar. Coitados, ficam a jogar e a falar sozinhos..."

Ricardo Santos, in O Benfica

O homem certo

"A escolha de Bruno Lage como técnico principal do Benfica para o resto da temporada foi a decisão óbvia, e aquela que os benfiquistas neste momento mais esperavam.
Lage é um técnico oriundo da Formação, encaixando-se perfeitamente no paradigma estratégico definido pelo Clube. Pelos escalões por onde foi passando, além de formar bons jogadores (aspecto preponderante nas suas funções até aqui), construiu sempre, também, boas equipas (o que doravante será essencial). É ainda um nome capaz de gerar consenso entre os benfiquistas, algo mais difícil de conseguir caso a opção tivesse recaído em alguém vindo de fora. Numa perspectiva risco-benefício, foi a melhor e a mais ponderada decisão, sendo que, naturalmente, só no final da época a poderemos avaliar com rigor - tal como aconteceria, aliás, com qualquer outra solução agora apresentada.
Um técnico com este perfil, em início de carreira ao mais alto nível, e saído da fábrica do Seixal, tem tudo para merecer o apoio inequívoco das bancadas da Luz. E esse apoio terá de ser igual nos momentos de esplendor (que se espera venham a ser muitos), mas também nos períodos em que a equipa não conseguir ser tão brilhante (que, até ao fim da temporada, também irão provavelmente ocorrer).
É igualmente um ponto final na especulação das últimas semanas, o que talvez não agrade à comunicação social, mas certamente contribuirá para estabilizar o grupo de trabalho, e ficá-lo naquilo que verdadeiramente interessa. E o que interessa mais do que tudo, sabemo-lo bem, é reconquistar o campeonato perdido na temporada passada.
Faltam 17 finais. Vamos a elas!"

Luís Fialho, in O Benfica

Fonseca Ferreira

"Caro António,
Decidiste partir aos 75 anos e deixaste-nos muito tristes. Jamais esqueceremos o teu optimismo, a forma como olhavas para o Sport Lisboa e Benfica e sentias orgulho em pertencer à maior instituição desportiva nacional. Jamais esqueceremos a tua personalidade e o teu carácter de pessoa de bem. Sempre foste um humanista, e as tuas preocupações com o Glorioso ajudaram a antecipar a resolução de muitos problemas. Todos admirávamos a tua entrega à causa pública e todos reconhecemos a tua competência nesses cargos. Serviste a Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo durante fez anos e fizeste-o sempre na defesa do interesse público. Serviste a tua Trancoso natal com amor e deste os teus conhecimentos a Palmela, onde foste vereador da autarquia. O Arco Ribeirinho Sul foi outra das tuas causas públicas, um conceito consagrado no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa e que abrange toda a faixa ribeirinha que vai da Fonte da Telha até Alcochete. Puseste em marcha a requalificação da Costa de Caparica, da Baía do Seixal e das antigas áreas industriais da Margueira, Siderurgia e Quimiparque. A tua formação em Engenharia, sobretudo nas áreas da habitação e do planeamento estratégico e urbanístico, habilitou-te a construir pontes que viabilizaram a resolução de problemas que outros não tiveram capacidade para resolver. Quanto ao nosso Benfica brilhou no Atletismo e a nossa equipa de Futsal conquistou a Taça da Liga.
Descansa em paz, Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique."

Pedro Guerra, in O Benfica

Ó pra mim aqui!

"'Ó pra mim aqui! Sou eu e estou no autocarro do Benfica!'
As crianças não cabiam em si de contentes naquele dia de inverno quando viram dobrar a esquina aquele autocarro imenso e moderno que bem conheciam de ver ao longe ou na televisão, cheio de jogadores e símbolos do clube do coração da maioria, mas que a todos deslumbra.
Pois, parecia um sonho, mas era bem verdade: o autocarro do Benfica estava mesmo ali na rua, à espera deles, e foi ao bairro de propósito para os buscar em grande! Embarcar foi em si mesmo uma festa, com as crianças ainda atordoadas pelo tratamento VIP, que aguardavam ansiosamente desde a véspera quando começaram a planear roupas e estilos pessoais para irem à presença dos jogadores do Benfica e poderem trazer de lá uma boa história para contar e fazer ver aos amigos e familiares. Por trás dos vidros adensava-se gente de palmo e meio, mostravam-se símbolos e cachecóis, acenos e sorrisos, tudo a extravasar a imensa alegria que enchia o peito destas crianças. Tudo em exagero, tudo muito mexido e tudo muito ruidoso, está bem de ver...
E lá seguiu assim, lento e solene, o autocarro mais desejado do mundo, naquele momento e para aquelas crianças, transformando numa animação sobre rodas desde o bairro da Jamaica ao Caixa Futebol Campus. À chegada, outro momento alto quando a vista alcançou o complexo e o motorista se fez à abordagem da portaria. Era agora e estava quase! Era mesmo verdade que ali estava, mas quem seriam os jogadores e será que se lembravam das prendas pedidas e dos nomes todos? Afinal, eles eram jogadores importantes, e as crianças, apenas isso, crianças! Ainda por cima habituadas a menos do que gostavam e mereciam. Mas os nervos, que eram muitos, foram de pouca dura, e em menos de nada deram por si em plenas instalações do futebol num espaço mítico e luminoso, com tudo e brilhar de belo e de novo. Finalmente, a porta abriu-se, e entraram nada menos que Fejsa e Krovinovic carregadinhos de presentes com nomes de crianças, e lá foram chamando um por um, sem se esquecerem de ninguém. Pelo meio das prendas, a aquecer o ambiente, desfilaram, sorrisos, fotos e pequenas conversas destas crianças com os seus ídolos.
Foi inesquecível para todos este dia em que os jogadores foram magos, e os miúdos foram Reis!
Foi o remate do Natal passado e será assim no próximo e nos que hão de vir. Nos dias festivos e simbólicos, mas também no dia a dia nos hospitais, nas pediatrias, nas organizações, nos bairros e nas escolas, temos sempre a alma do Benfica a aparecer em forma de atleta ou jogador de futebol, das camadas de formação, às modalidades, à equipa B e mesmo ao plantel principal. É isto o Benfica que as pessoas amam e está sempre e cada vez mais perto delas!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Estamos juntos, Bruno Lage

"Certo amigo costuma dizer, com sabedoria, que, consideradas todas as circunstâncias do jogo, o seu complexo entorno organizativo e de competição e ainda todo o febril ambiente sociodesportivo envolvente, o mais decisivo momento do futebol é sempre, e de cada vez, a oportunidade da escolha do treinador. Desse átimo decorre tudo o resto que define e condiciona o próprio jogo de futebol:  a solidez da direcção do clube e a operacionalidade da sua estrutura competitiva, e a confiança e a produtividade dos jogadores, de forma a fazer desenvolver-se, por fim, a indispensável onda de expressão da paixão dos adeptos no seu incontido apoio motivacional ao grupo de trabalho em todas as frentes de competição.
E normalmente, ainda que passando pelas mãos de alguns especialistas que serão consultados e ouvidos por quem de direito e na sede própria, relativamente à caracterização dos recursos no plantel disponível e ao modelo estrutural que estrategicamente irá potenciar o seu melhor rendimento, ou até quanto à definição do perfil do profissional que virá a ser escolhido para implantar um paradigma vencedor, a última decisão sobre a escolha do treinador de uma equipa de futebol é sempre tomada pelo presidente do clube.
Quanto maior é o clube, mais difíceis, mais exigentes e mais operosas serão as incumbências atribuíveis ao novo míster. Se nele, primeiro, os atletas depositam as maiores expectativas, passa então a ser a ele a quem os adeptos entregam devotadamente todas as esperanças e, mesmo, todas as certezas. Só em clubes pequenos é que a discussão (normalmente acendida pelo despeito e pela inveja dos rivais, na fogueira dos media) permanece e persiste depois do anúncio público do escolhido. No seio dos adeptos dos clubes de dimensão autenticamente universal, o novo treinador representa e concentra, sempre, todas as soluções para as próximas vitórias e conquistas. Sempre foi assim no Benfica.
Ao escolher Bruno Lage como o novo treinador do Sport Lisboa e Benfica, a decisão do presidente Luís Filipe Vieira foi uma boa deliberação. Foi uma opção inteiramente realista: Bruno Lage já era um dos nossos. Estava entre nós e conhece-nos por dentro; sabe perfeitamente do que somos feitos, quais são os recursos infraestruturais de que dispomos e, com o que sabe, imagina bem até onde podemos chegar. Não é um cinquentão, nem um sexagenário em crise de idade; é um jovem treinador preparado e cosmopolita, estudioso e actualizado, livre de complexos e com personalidade forte. E, last but not the least, ao apresentar-se com discurso simples, integrado, consistente, determinado, mostra-se inovador: dispensa asneiras e dos jogadores e excusa provocações gratuitas. Sente-se que está pronto para todas as disputas. Mesmo as dos terrenos minados da comunicação.
Estamos juntos, Bruno Lage."

José Nuno Martins, in O Benfica

Benfiquismo (MLXXII)

8-0 ?!!!

Chama Imensa... Jogo a jogo...!!!

Benfica FM - com Bruno Costa Carvalho...

Lixívia 18

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 41 (-5) = 46
Corruptos.. 46 (+21) = 25
Sporting... 38 (+14) = 24

Mais uma semana de Tugão, onde a anormalidade foi mesmo a vitória dos Corruptos, sem influência do apitadeiro!!!

Em Guimarães, mais um festival de impunidade. Agressões a jogadores do Benfica, terminam quase sempre em Amarelo para o agressor, e Amarelo para o agredido!!! É uma das regras mais inovadoras deste asco de Liga!!!
A não expulsão do André André é uma das coisas mais absurdas deste Tugão... E têm havido muita coisa absurda!!!
Este 'critério' disciplinar nos jogos do Benfica, tem um impacto enorme na forma como os jogos são jogados. Não é só os Vermelhos que ficam no bolso, a dinâmica da partida muda completamente, pois os nossos adversários, sabem com antecedência, que podem preparar os jogos, para uma pressão super-agressiva, pois nunca serão expulsos... E o oposto acontece aos nossos jogadores, que ao mínimo sopro vêem faltas serem assinaladas, são ameaçados de forma provocadora (como aqueles gritos ao Félix neste jogo...!!!), vêem Amarelo após serem agredidos... Sendo assim, o Benfica é obrigado a postura mais cautelosa na recuperação da bola...
Se dentro das áreas não aconteceu nada de especial (o Lobo bem tentou inventar um penálty do Jardel!!!), ficaram ainda dois foras-de-jogo mais tirados ao Cervi... e ambos os casos, o árbitro não deu a lei da vantagem para perceber se seria ou não golo... Como as recomendações do VAR, o exigem!

No Pátio das Cantigas, mais uma roubalheira: penalty descaradíssimo a favor do Moreirense logo no início do jogo! Daria o 1-1 naquela altura... E mais tarde, no 2.º golo do Sporting, Bruno Fernandes mantém a bola dentro do campo, com o braço... culminando o mesmo jogador a jogada, com o golo. Inacreditável, como o VAR (Capela) não viu nada...!!!
Nos dois lances que os Lagartos reclamaram, não tinham razão: no suposto penalty sobre o Bas Dost, a falta a existir é fora da área, portanto nem o VAR podia intervir...; no fora-de-jogo do Raphinha, foi tudo bem decidido... o fora-de-jogo é milimétrico, mas existe!

Deixo aqui um vídeo, bastante esclarecedor dos 'critérios'!!!


Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
11.ª-Feirense(c), V(4-0), Rui Costa(Mota), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(f), V(0-1), Xistra(Sousa), Prejudicados, (0-2), Sem influência no resultado
13.ª-Marítimo(f), V(0-1), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), V(6-2), Soares Dias(Esteves), Prejudicados, (7-2), Sem influência no resultado
15.ª-Portimonense(f), D(2-0), Mota(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Godinho(Sousa), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
17.ª-Santa Clara(f), V(0-2), Capela(Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (0-3), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), V(0-1), Martins(Vasco Santos), Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Beneficiados, (+2 pontos)
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Hugo Miguel(Veríssimo), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
12.ª-Portimonense(c), V(4-1), Mota(Pinheiro), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
13.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Godinho(Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
14.ª-Rio Ave(c), V(2-1), Martins(Malheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Aves(f), V(0-1), Pinheiro(Soares), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Nacional(c), V(3-1), Rui Costa(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Sporting(f), E(0-0), Miguel(Martins), Prejudicados, Impossível contabilizar
18.ª-Chaves(f), V(1-4), Almeida(Godinho), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(L. Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(L. Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Xistra(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, (2-3), Impossível contabilizar
12.ª-Aves(c), V(4-1), V. Ferreira(L. Ferreira), Beneficiados, (4-3), Impossível contabilizar
13.ª-Nacional(c), V(5-2), Veríssimo(Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (3-2), Impossível contabilizar
14.ª-Guimarães(f), D(1-0), Godinho(Sousa), Nada a assinalar
15.ª-Belenenses(c), V(2-1), Capela(Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
16.ª-Tondela(f), D(2-1), Almeida(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Corruptos(c), E(0-0), Miguel(Martins), Beneficiados, Impossível de contabilizar
18.ª-Moreirense(c), V(2-1), Rui Costa(Capela), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)

Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 5 = 5
Pinheiro: 3 + 0 = 3
Mota: 2 + 1 = 3
Rui Costa: 2 + 1 = 3
Esteves: 0 + 3 = 3
Nobre: 0 + 3 = 3
Godinho: 2 + 0 = 2
Soares Dias: 2 + 0 = 2
Capela: 2 + 0 = 2
Xistra: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Martins: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1
Vasco Santos: 0 + 1 = 1

Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 4 = 4
Veríssimo: 2 + 1 = 3
Godinho: 2 + 1 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Miguel: 2 + 0 = 2
Almeida: 2 + 0 = 2
Capela: 1 + 1 = 2
Martins: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
L. Ferreira: 0 + 2 = 2
Esteves: 0 + 2 = 2
M. Oliveira: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Pinheiro: 0 + 1 = 1

Sporting:
Miguel: 2 + 2 = 4
L. Ferreira: 0 + 4 = 4
Sousa0 + 4 = 4
Martins: 2 + 1 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Almeida: 2 + 0 = 2
V. Ferreira: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 1 = 2
M. Oliveira: 1 + 1 = 2
Malheiro: 0 + 2 = 2
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Pinheiro: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Capela: 0 + 1 = 1
Épocas anteriores:

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Era uma vez uma história de piratas...

"Dou roubo dos 'emails' do Benfica derivaram dois processos que correm em pistas paralelas. E não valerá a pena tentar confundir as coisas...

A pirataria informática é um dos problemas a que a sociedade tecnológica do século XXI está a tentar das resposta. Todo o comércio feito através de plataformas digitais, todas as transacções bancárias online, toda a tramitação judicial do Citius e quejandos, toda a vida fiscal dos cidadãos, deve ser protegida dos hackers, sob pena do sistema em que assenta a sociedade dos dias de hoje acabar por crashar. A estas operações, fundamentais no dia a dia, junta-se também a comunicação privada, entre empresas ou cidadãos, que merecem a garantia da inviolabilidade. É assim que tem de ser, deve haver segurança no correio electrónico, não é aceitável que a sociedade não se proteja agora, como o fez ao longo dos tempos, contra a pirataria e os piratas.
Não é, pois, entendível (a espaços doentia e retrógrada) entre clubes que têm na prática do futebol a expressão mais elevada, se queira remeter a magna questão da pirataria informática para a órbita de um Benfica - FC Porto, quando o que está em causa é muito mais vasto, como ficou à vista, aliás, no assalto aos servidores de uma das mais importantes empresas de advogados de Portugal, acção que lançou verdadeiro (e justificado) pânico em hostes de todos os quadrantes da sociedade.
Com o disparate em roda livre, como acontece quando assuntos sérios são tratados com uma mera lógica clubista, há que clarificar duas circunstâncias:
A) O crime informático é grave, e os autores, mandantes e usufrutuários devem ser severamente punidos. Só assim a sociedade poderá proteger-se a evoluir;
B) No caso específico dos emails do Benfica, os meios de prova obtidos ilegalmente pela PJ devem seguir o seu caminho para apuramento da verdade.
Dito isto, é fácil ver que estamos perante duas realidades que correm em pistas paralelas, sem contaminação. O resto, competirá à justiça, que como escrevi na última semana, normalmente tarda, mas não falha.
A detenção do hacker que assaltou o Benfica provocou evidente nervosismo em vários quadrantes (onde, à imagem dos defesas quando estão na área e a bola lhe bate na mão, levantaram logo os braços, sem que ninguém lhes tenha perguntado nada, a dizer que não houve penálti...). Este é o tempo de guardar algumas declarações. Para memória futura...

Ás
Diogo Jota
Nos 230 jogos que leva a presente edição da Premier League, só cinco jogadores lograram hat tricks. O português Diogo Jota é um deles, sucedendo a Cristiano Ronaldo na lista lusa desta proeza. Letal a finalizar, cada vez mais forte e competitivo, Jota é jogador para entrar nas contas de Fernando Santos. Limpinho...

Ás
Haris Seferovic
Num jogo difícil, frente a uma equipa que, em vários momentos, justificou a felicidade que acabou por não ter, o avançado suíço teve o mérito de estar no sítio certo à hora certa. E há mais uma vantagem em Seferociv: seja titular ou entre aos 90+1, revela sempre o espírito positivo de quem está ali para ajudar a equipa.
(...)

Silas e a coragem de dizer queo rei vai nu
«Há pelo menos 15 adjuntos na Liga com nível 1 e 2. Todos se levantam... O Rúben Amorim é e será grande treinador (....)»
Silas, treinador do Belenenses SAD
A propósito do castigo de proporções cataclísmicas e fundamentação imoral aplicado pelo CD da FPF a Rúben Amorim e ao Casa Pia (entretanto colocado em stand by pelo TAD) Silas, que não possui as habilitações de nível 4 requeridas para treinar na Liga, colocou o dedo na ferida e mostrou como a má aplicação de um bom princípio pode ser uma emenda pior que o soneto.

Finalmente importante
Desde a sua fundação, a Taça da Liga foi saco de pancada de quem, à falta de títulos, optou por desdenhar da competição. Mudam-se os tempos,, mudam-se as vontades, e na véspera do início da 'final four' da edição de 2019, existe a clara percepção de que cada um dos integrantes do bando dos quatro que domina o futebol português tem uma tremenda vontade de erguer o troféu. E é assim que deve ser, fazendo-se ainda votos para que toda a filosofia positiva plasmada na coragem de criar uma 'fan zone' em Braga seja um sucesso.

MonaK.O. volta aos dias de angústia
Uma derrota caseira, e logo por cinco a um, frente ao Estrasburgo, fez com que se diluíssem os sinais positivos vislumbrados pela chegada de Cesc Fàbregas ao rochedo. O Mónaco luta, cada vez mais, pela permanência e o efeito Henry (que, de cabeça perdida, culpou o VAR pela 'manita'...) está longe de ser o pretendido."

José Manuel Delgado, in A Bola

Um convívio exemplar

"Há gestos simples que, por vezes, merecem ser destacados como exemplo daquilo que deveriam ser sempre as boas práticas. Na vida de cada um, na sociedade e, no caso que interessa, no Desporto.
O Benfica jogou ontem no Fundão, em futsal, e venceu por 7-0. A “notícia”, no entanto, não é a vitória. De resto, a 17.ª consecutiva no extraordinário campeonato que a equipa de Joel Rocha está a realizar: 17 jogos, 17 vitórias, 93 golos marcados, 18 sofridos. O melhor registo de sempre.
A “notícia”, desta vez, faz-se com o que aconteceu depois do jogo: as duas equipas juntaram-se na Casa do Benfica no Fundão, ao final da tarde, num momento de convívio a confirmar aquilo de que nunca duvidámos, de que não duvidamos e de que nunca duvidaremos: é possível competir e simultaneamente respeitar todos os agentes desportivos – a começar, aliás, pelo próprio adversário.
O que aconteceu no Fundão, infelizmente, é um caso isolado. Há uma cultura de ódio instalada na competição desportiva em Portugal e que tem crescido – exponencial e perigosamente – nos tempos mais recentes. O discurso irresponsável de alguns profissionais do insulto conduziu-nos ao actual estado de conflito.
O exemplo que Benfica e Fundão deram – de civismo, de educação, de respeito – é um refrescante sinal de esperança, que deveria fazer corar de vergonha os que insultam nos estádios e atacam nas auto-estradas."

Cadomblé do Vata (especial empates, satélites, ácaros e multas!!!)

"1. A equipa feminina do SL Benfica enfiou 10 secos na equipa B do Sporting em Alcochete... estando habituado a resultados acima dos 15-0, vou considerar este jogo como sendo o primeiro empate da temporada.
2. O FC Porto contratou Wilson Manafá ao Portimonense... agora resta-nos aguardar pela pré-época de 19/20 para saber se foi a título definitivo, em partilha de passe ou por empréstimo.
3. Com o lateral formado no Sporting, são já 4 os jogadores que o FC Porto contrata ao Portimonense no espaço de 1 ano... o SL Benfica tem a fama, mas é o FCP que tem melhor aproveitamento da equipa B.
4. Rui Pinto garante que nada tem a ver com os emails do Benfica... é pena porque queria ver como se iria processar a colagem do argumento do whistleblower, a emails envolvendo bruxos e as bolachas da Magda.
5. Francisco J. Marques acusou Pizzi de ter tentado apertar o pescoço ao vimaranense Guedes... cabe agora ao SL Benfica dar razão ao director de comunicação portista, repreender o jogador e depositar 19,13 euros na conta da Caixa das Multas da Liga."

Para o perfil de Nelson Mendes

"Quando, em Outubro de 1968, depois de ter trabalhado, durante 13 anos, nos Armazéns do Arsenal do Alfeite, ingressei, como técnico de 3ª. classe, no Centro de Documentação e Informação do Fundo de Fomento do Desporto (CDI/FFD), sediado no INEF (Instituto Nacional de Educação Física) logo me deu a honra de uma visita: “Sou o Nelson, professor de Educação Física a leccionar na Escola de Educação Física de Lisboa”. E aduziu, com simpatia: “Venho dar-lhe as boas-vindas. Já me disseram que é pessoa de muita leitura. Vem portanto para o lugar certo”. Conversámos mais alguns minutos. E, dois ou três meses mais tarde, ainda tive ensejo de aproveitar e valorizar um conselho seu: “Tenha a seu lado um professor de Educação Física, para o elucidar, em relação a algumas necessidades escolares dos alunos do INEF e da Escola”. De facto, poucos meses mais tarde, já eu beneficiava da presença de um professor de Educação Física, no CDI/FFD: o professor Mário Cabral, pessoa de invulgar generosidade e diligência, diplomado pelo INEF e o editor do livro da autoria de Nelson Mendes, Conceito Actual de Educação Física – A Humanização do Movimento. Não posso relatar miudamente, pois que já muitos anos se passaram, as conversas de pendor mais ou menos intelectual, que nos uniram – conversas entrecortadas, aqui e além, por um comentário espirituoso, tão do seu agrado. Sendo também tenente-coronel da Força Aérea, nunca macaqueou um “estadonovismo” regenerado, passou-lhe à porta, distraído, e virou na primeira esquina, em direcção à sua própria festa, com a família (que ele venerava!), os amigos ou os alunos. Agarrado a princípios que, por coisa nenhuma, consentia em abandonar, foi com denodo ocupar um novo posto, o de director do INEF, cargo que tanto ilustrou. E onde, sem qualquer assomo de um catedratismo pedante, cultivou com a mesma honestidade o Orçamento do INEF, como as suas aulas que pareciam unicamente de um surpreendente improvisador e eram afinal de um professor do INEF que, em determinado momento, encarnou a alma da sua Escola e assegurou o seu prestígio. Fernando Nelson Corrêa Mendes, mais conhecido por Nelson Mendes, deixou no INEF uma sementeira que anunciou o “corte epistemológico” que outros, mais tarde, tentariam concretizar.
“É opinião nossa que a expressão Educação Física é actualmente uma expressão limitadora, estática e não válida (…). O físico não pode actualmente existir, como objectivo específico de qualquer acção de âmbito educativo”. São palavras de Nelson Mendes no livro acima citado. Por seu turno, Jorge Crespo , antropólogo e professor de educação física, escreveu: “A educação física experimenta, neste momento, um difícil período de transição, caracterizado pela progressiva desactualização das antigas práticas e teorias e, ao mesmo tempo, pela inexistência de novas soluções. As recentes transformações do mundo levaram a que a educação física perdesse as suas funções tradicionais, deixando em aberto um vazio que é indispensável preencher” (A Economia do Corpo em Portugal, nos finais do Antigo Regime, ISEF/UTL, 1984, nota prévia). Henrique de Melo Barreiros, figura inapagável da história da Faculdade de Motricidade Humana, para quem a reformulação da Educação Física não constitui vago recurso ideológico, aspiração evanescente, reconstituição de pendor historicista, adiantou : “Sem pretender entrar em discussão sobre o estatuto da Educação Física, no contexto das ciências, pode constatar-se que a sua inserção na Universidade comporta já um princípio de resposta, no reconhecimento de que se trata de um domínio da realidade cujo estudo (…) contém uma originalidade final própria. E não esconde a seguir que a sua cientificidade está por desvendar, na busca de objectivos e métodos de pesquisa específicos" (L’Apprentisage Centré sur la Disponibilité Motrice, Faculté de Médicine – Institut d’Éducation Physique, Université de Louvain, 1977, introduction). Melo de Carvalho, um professor de Educação Física de veia combativa e com a inquietude necessária para ousar e inovar, vem defendendo a Educação Física “como ciência individualizada, no sistema geral das ciências e no interior do quadro operacional e institucional” (Cultura Física e Desenvolvimento, Compendium, Lisboa, s/d., p. 215). Todos eles estudiosos que chegaram ao tema da crise da Educação Física muito depois de Nelson Mendes…
Também a minha tese de doutoramento, Para uma epistemologia da motricidade humana, tentou aproveitar o legado de Nelson Mendes e dar mais um passo: através de um corte epistemológico, anunciar a possibilidade de uma nova ciência hermenêutico-humana, a ciência da motricidade humana, com as especialidades seguintes: o desporto, a dança, a ergonomia e a reabilitação. Procurei assim produzir um saber novo, pela mediação da reflexão pessoal e até de uma convivência franca e amiga com alguns treinadores desportivos, entre os quais quero distinguir o José Maria Pedroto. Não procurei apropriar-me intelectualmente de um campo empírico de factos, ou de um campo conceptual de ideias. Apresentei tão-só uma respeitosa discordância, em forma de contestação criadora, da ausência de fundamentação epistemológica da Educação Física, o que me valeu uma hostilidade tão desvelada quanto agressiva de certas pessoas que, ainda hoje, não sabem respeitar o que de mais sagrado um homem (uma mulher) pode ter: a sua liberdade de pensamento. Nelson Mendes, ao invés, era um “homem do diálogo”. Não é fácil esboçar o seu perfil, quer pela extrema variedade, quer pela invulgar sobreposição dos traços que o caracterizam. Desportista, pedagogo, escritor, ensaísta – em todos estes domínios, desenvolveu ele uma actividade inconfundível, fecundíssima, sempre marcada pelo selo da vocação. E é sabido como o INEF lhe deve, em todos aqueles géneros, a realização de obras absolutamente exemplares, que merecem mais estudo e mais elaborada atenção. Mas é como “homem do diálogo”, aspecto marcante da sua personalidade, que o pretendo realçar, na data em que se celebra o 79º. aniversário da Faculdade de Motricidade Humana, o dia 23 de Janeiro de 2019. Um “homem do diálogo” foi, de facto, o Prof. Fernando Nelson Corrêa Mendes, até ao fim dos seus dias, designadamente como antigo director do INEF, antes ainda do 25 de Abril de 1974. Não me seria difícil acrescentar, aqui, uma galeria viva de testemunhos, em abono emocionado do que venho de afirmar. Repito-me: Nelson Mendes, um “homem do diálogo”.
Como hermeneutas da cultura, José Eduardo Franco e Miguel Real têm, no nosso País, lugar cimeiro. Desta feita, quedo-me pelo que releva da obra de Miguel Real, Traços Fundamentais da Cultura Portuguesa (Planeta, Lisboa, 2017) acerca das características tradicionais, atribuídas ao povo português: “Na tentativa de encontrar uma característica determinante da cultura portuguesa, exaltámos a definição de António José Saraiva de desejar ser o português o que não é, ou estar onde não está, manifestação da característica de suspensão do tempo histórico. Esta asserção encontra-se igualmente de acordo com a tese de Boaventura de Sousa Santos sobre a cultura de fronteira do português e com a de Eduardo Lourenço sobre a hiperidentidade irrealista do povo português, mas também com a vocação universalista (tornar-se outro) dos portugueses de Jaime Cortesão e Agostinho da Silva e com o cosmopolitismo de Fernando Pessoa” (pp. 193/194). Em síntese, sem recorte definitivo, permito-me extrair da investigação levada exemplarmente a cabo pelo Miguel Real sobre as constantes culturais da conduta dos portugueses, que vagabundeiam sempre, entre dois polos: o religioso, mas também herético; o ortodoxo, mas também heterodoxo; o pobre, mas generoso (comunitarismo); o aventureiro, explorador, descobridor, mas radicado (o sentimento da saudade); e, por fim, uma ternura que se confunde com uma exemplaridade ética. Em Nelson Mendes, tanto nas relações pessoais e presenciais, como nos seus escritos, ou nas suas aulas, ou seja, nas circunstâncias mais diversas, era sempre o mesmo homem que surgia, precisando ideias, esclarecendo conceitos, despojado de qualquer assomo de egoísmo e tratando a todos, com generosidade e bondade e respeito, pois que sabia encontrar, à sua maneira, o divino, em tudo o que o rodeava. Daí, a sua necessidade de diálogo. Daí, com toda a certeza, o ter findo os seus dias (ele, que era cristão, mas não era católico) com as palavras de S. Paulo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira e guardei a fé”.
Na Introdução da minha tese de doutoramento, escrevi (escusado será acrescentar que o fiz, com o coração): “Por isso, razões muito especiais não consentem que deixe de expressar o meu profundo agradecimento: Ao Instituto Superior de Educação Física da Universidade Técnica de Lisboa, sem esquecer ninguém, nem minudenciar cargos ou hierarquias, que me acolheu, incentivou e concedeu o espaço necessário à investigação epistemológica, na ciência da motricidade humana. E aos profissionais de Educação Física portugueses, aos jovens e aos menos jovens, aos vivos e aos mortos, já que a minha teorização seria impensável, sem a sua prática diligente e transformadora”. E, com o mesmo espírito de há 33 anos, afirmo, hoje: estou grato a todos os professores de Educação Física portugueses, principalmente àqueles que discordam das minhas pobres ideias, pois que me obrigam a mais estudo e à necessária autocrítica. Dirigente desportivo, no Clube de Futebol “Os Belenenses”, durante 28 anos (de 1964 a 1992), na Associação de Basquetebol de Lisboa e na Associação de Andebol de Lisboa; professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-Brasil); eterno “aprendiz de filosofia” (não passo, de facto, na filosofia, de um simples aprendiz) – foi no INEF, no ISEF/UTL e na FMH que pude entender a complexidade da motricidade humana e a inteligência e a vontade boa e a profícua e extensa acção de intelectuais, como o Prof. Nelson Mendes – o Prof. Nelson Mendes que poucos dias antes do seu passamento me telefonou e, em voz murmurejante, me disse: ”Manuel Sérgio, precisamos de falar e… sem tempo!”. Meu querido Nelson Mendes, como afirmou o Fernando Pessoa: “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”. É que tu, sem “o sentimento trágico da vida” de Unamuno, continuas vivo, na galeria de grandes personagens que, no INEF, ou no ISEF, ou na FMH, e através da motricidade humana, deixaram-nos uma imperecível reflexão sobre o mistério do tempo e o mistério da vida. Recebe estas modestas palavras, escritas no tempo e para além do tempo…"

Benfiquismo (MLXXI)

Estância de Madeira...!!!

domingo, 20 de janeiro de 2019

A caminho da Final 8 da Taça de Portugal

 

Benfica 99 - 65 Sampaense
26-19, 20-20, 29-10, 24-16

A Samapense neste momento anda pela Proliga, sendo assim deu para dar minutos, aos menos sobrecarregados e mesmo assim ganhar 'fácil' !! E deu para ver, que para o Micah, todos os jogos são para 'ganhar'!!!

Invictos !!!

Fundão 0 - 7 Benfica

17 jogos, 17 vitórias... no Campeonato, além das 3 na Taça da Liga! Resumindo, esta época empatámos dois jogos oficiais, ambos na Europa... e um com o Barcelona!!!



PS: As nossas meninas, foram a Alvalade, e venceram por 0-4, tudo normal !!!

Três pontos...

Benfica 3 - 0 Clube K
25-10, 25-16, 25-9

Jogo fácil, com rotação total...

Na próxima jornada, temos um jogo 'complicado' em Espinho, que recentemente trocou de treinador (já não há dinheiro?!!! Outra vez?!!!)... mas daqueles lados, nada será oferecido ao Benfica!!!