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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Prescrever actividade física e desporto

"Os conceitos são importantes para definir, conceber ou caracterizar uma realidade. Tomemos aqui três: actividade física, exercício físico e desporto. O primeiro é um qualquer movimento realizado pelos músculos, resultando um gasto energético acima dos níveis de repouso (trabalho, actividades domésticas, actividades exercidas nos tempos livres e de lazer). O segundo é uma prática planeada, estruturada e sistematizada de movimentos corporais, realizados para manter ou melhor a condição física. Para o terceiro (o desporto), tomemos aqui a designação dada pela Carta Europeia do Desporto (1992): “todas as formas de actividades físicas que, através de uma participação organizada ou não, têm por objectivo a expressão ou o melhoramento da condição física e psíquica, o desenvolvimento das relações sociais ou a obtenção de resultados na competição a todos os níveis”. A palavra “desporto”, na nossa cultura, pode provocar algum receio, sobretudo quanto se tem excesso de peso ou obesidade, se é hipertenso, se se tem incapacidades várias, etc., passando o dia sentado(a) no trabalho, uma ou duas horas por dia complementares sentado(a) nos transportes públicos ou no veículo e o resto do dia sentado(a) em frente aos écrans dos computadores quando se entra em casa. Para muitas pessoas, o desporto implica competição, mas também esforço, transpiração, lesões e uma forte intensidade para que ele seja eficaz. Esta visão é errónea, mas sabemos que é difícil desfazer as falsas ideias e algum senso comum. Em boa verdade, o desporto tem uma forte dimensão de lazer e de prazer e o meio desportivo desenvolve muitas actividades, adaptadas a todas as populações, independentemente da idade e do nível de saúde, sem ter um objectivo de competição. A actividade física não se reduz ao desporto. O importante é movimentarmo-nos na vida quotidiana, quando das deslocações (a pé, de bicicleta) e, claro, nos lazeres. Uma das responsabilidades do médico é a de explicar ao paciente que a actividade física e desportiva tem os seus efeitos benéficos, que ajuda na prevenção de doenças, de o tranquilizar sobre as suas capacidades de praticar, de procurar eventuais limitações ao exercício, antes de os encaminhar para os profissionais formados. Nenhum dispositivo é, actualmente, financiado de forma perene, quando a saúde é um direito imaterial e que a actividade física e o desporto são, provavelmente, um dos melhores meios de manter a saúde ao longo da vida e, sobretudo, de prevenir a maior parte das doenças crónicas que ameaçam a nossa saúde, aumentando a qualidade de vida e a coesão social. Para os Governos, tem um melhor “custo-efectividade”.
Mas muitas questões estão em aberto: como prescrever? Como orientar o paciente para uma estrutura desportiva (clube, ginásio), na qual poderá praticar em toda a segurança? Como enquadrar a prática da actividade física e desportiva de um paciente beneficiário de uma prescrição médica? Como acolher nessa estrutura desportiva para uma prática em toda a segurança? Como integrar um grupo e contribuir para permanecer na prática recomendada?
Estudos epidemiológicos internacionais têm vindo a sublinhar o impacto favorável que poderá representar uma actividade física regular em termos de economia da saúde. No entanto, a relação custo/benefício dos dispositivos de actividade física, com prescrição médica, estão por esclarecer, quer em Portugal, quer noutros países. Era desejável que estudos médico-económicos nesta área se multiplicassem. Do lado dos pacientes, são muitos os que referem as dificuldades associadas ao distanciamento geográfico dos locais de prática relativamente à sua residência, da falta de tempo “desporto-saúde” e da falta de profissionais qualificados para o desporto-saúde. Realçam-se também as dificuldades devido à ausência de financiamento duradouro, da importância das iniciativas políticas locais e da falta de estratégia nacional. Às pessoas que têm incapacidades várias, cremos ser importante fornecer oportunidades (e suporte efectivo) para poderem praticar exercício físico e desporto, adaptado, naturalmente, às suas condições físicas."

A ciência como inteligência de uma prática

"Se os leitores deste escrito solto, sabedores da minha proveniência profissional, ligaram de imediato a proposta reflexiva contida no título em epígrafe à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, acertaram no “centro-central” do alvo e merecem um urso de peluche como prémio. Alguns poderão criticar a minha pessoal obsessão pelas coisas da FADEUP. Reconheço-me nessa eventual crítica. Só posso aduzir, em minha defesa, que esta escola constituiu e constitui o núcleo capital da minha realização ontológica, na assunção fundamental do que o ontos tem de plural. Aqui fui aluno, aqui fui professor, aqui realizei a dimensão fundamental da minha humanidade. Daí, não a obsessão, mas a ligação umbilical. Por isso, é natural que a minha escola continue a ser a minha escola e que esta motive muitas das minhas reflexões. Hoje, quero evidenciar a minha escola como “fábrica” de teorias. Desde logo, gostaria de fazer uma distinção entre teoria e doutrina. A doutrina permanece fechada no seu núcleo fundacional e é impermeável à possibilidade da sua falsificação. Pelo contrário, a teoria é uma construção conceptual aberta e frágil, suscetível de subir ao pelourinho da razão onde todos a poderão bombardear até à sua confirmação mais robusta ou à sua infirmação.
A doutrina é fechada, a teoria aberta. Lembremo-nos que teoria provém do étimo grego theôrein que significa contemplar, meditar e também viajar. Ora, viajar, alarga-nos sempre os horizontes interiores na procura de conhecer o desconhecido. A minha escola sempre tentou realizar a conjugação harmoniosa entre teoria e prática e, tenho orgulho em afirmá-lo, tem conseguido realizar com proficiência tal desiderato. Com os exemplos que vou salientar quero expressar o meu orgulho e a minha gratidão a todos aqueles, docentes, alunos e funcionários que fazem desta escola um monumento à excelência pedagógica e científica no campo plural do Desporto.
Daniel Gonçalves e José Ramalho.
Comecemos pelo José Ramalho. Um fazedor de práticas inteligentes. Com todas as dificuldades inerentes ao facto de ser um atleta de elite, com um exigentíssimo programa de treino, com estágios regulares em vários locais de Portugal e no estrangeiro, conseguiu finalizar a sua licenciatura com a dignidade académica que se impunha em quatro anos. Conciliando estudo, trabalho e uma prática desportiva do mais elevado nível conseguiu resultados excepcionais como atleta. O nome de José Ramalho soa bem alto no areópago da excelência desportiva da canoagem mundial.
Iniciou-se tardiamente; chegou à canoagem com 16 anos. Os primeiros resultados desportivos são bem modestos. Foi penúltimo no primeiro campeonato nacional que realizou. Mas, tinha dentro dele a chama dos campeões e com o passar dos anos e uma prática desportiva bem focada no êxito, conseguiu um palmarés ímpar que o orgulha pessoalmente, a faculdade onde se formou, e o país que tão galhardamente representou e representa. Eis alguns dados do seu riquíssimo currículo desportivo como atleta:
- 6 vezes campeão da europa;
2 vezes vice-campeão europeu
- 2 vezes vice-campeão do mundo;
3 vezes medalha de bronze no campeonato do mundo
A nível interno, juntando os títulos de maratona e de pista, foi 41 vezes campeão nacional.
Importa salientar que este ano, após um interregno de sete anos, foi, outra vez, vice-campeão do mundo. Esta longevidade competitiva de excelência é exemplar e única no mundo. Acresce que José Ramalho é treinador profissional de canoagem. Paralelamente à sua prática pessoal tem desenvolvido e manifestado a sua competência como formador tendo centenas de títulos de campeão nacional como treinador. A robustez da sua metodologia como treinador tem, sem dúvida, a FADEUP como génese.
Passemos ao Daniel Gonçalves. Um construtor de inteligências para praticar.
Quando o Daniel, meu aluno no 5º ano da antiga licenciatura, me perguntou se podia fazer a sua monografia com um âmbito mais científico, estava eu bem longe de imaginar a dimensão da curiosidade e empenho a que o Daniel se propunha. Ele, que era um homem do Atletismo, pretendia fazer um trabalho prático de investigação acerca do papel do exercício físico como factor protector contra a hipertensão arterial. Disse-me que ia tentar realizar o estudo na faculdade de Medicina. Duvidei que o conseguisse, mas, passado um mês entra-me pelo gabinete e pede-me: - Professor, pode vir comigo, por favor? Fui, atravessei a rua, deambulamos pelos corredores e escadarias do Hospital de S. João e dou por mim no laboratório de Fisiologia da Faculdade de Medicina. O Daniel, com um à-vontade de quem já faz parte da casa, vai ao biotério, pega num rato, anestesia-o, prepara-o, abre-o e aplica um compressor na aorta do rato, tudo com uma mestria que me deixou admirado, enquanto me explicava o desenho do estudo. Aquele momento indicou-me que estava perante um homem do desporto que tinha escolhida a ciência básica como campo de realização académica e profissional. Rejubilei interiormente confiando sem rebuços que ele conseguira dar corpo aos seus sonhos. A sua estadia no departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto como investigador-voluntário, vejam bem, voluntário na investigação, diz bem da sua apetência perscrutar o que Gaston Bachelard denomina de obscuro.
Lembrei-me de uma proclamação taoista que cerca de 300 anos antes de Cristo afirmava que “Foi o amor da ciência que espalhou a desordem do mundo”. Bendita desordem que nos permite, cada dia mais, afastar as negras nuvens do obscurantismo que ainda persistem. Só um exemplo. Se todo o dinheiro que hoje é gasto em astrólogos e videntes fosse carreado para a investigação científica, Portugal poderia ter um quadro de investigadores sem paralelo em qualquer parte do mundo.
Mas, regressemos ao Daniel Gonçalves. Oito anos após ter entrado na Faculdade de Medicina como voluntário na investigação defendeu a tese de doutoramento com o brilhantismo a que nos habituou e já possuidor de um riquíssimo currículo científico. Porque tornaria este escrito solto muito pormenorizado e fastidioso vou referir somente algumas das suas mais importantes produções científicas a começar pela sua tese de licenciatura que se constituiu como o ponto ómega do seu percurso como cientista.
- Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
Licenciatura em Desporto e Educação Física.
Monografia de final de curso: Hemodynamic response to acute pressure overload in animal submitted to chronic dynamic exercise, sob orientação do Professor Doutor José Augusto Santos (FADEUP) e pelo Professor Doutor Adelino Leite Moreira (FMUP), com a classificação de 20 valores.
- Moreira-Gonçalves D et al. (2015) Signaling pathways underlying skeletal muscle wasting in experimental pulmonary arterial hypertension. Biochimica Et Biophysica Acta-Molecular Basis of Disease, 2015. 1852(12): p. 2722-2731. Artigo com Fator de Impacto 5.108.
- Moreira-Gonçalves D et al. (2015) Intermittent cardiac overload results in adaptive hypertrophy and provides protection against left ventricular acute pressure overload insult. Journal of Physiology-London, 2015. 593(17): p. 3885-3897. Artigo com Fator de Impacto 4.540.
- Moreira-Gonçalves D et al. (2015) Cardioprotective effects of early and late aerobic exercise training in experimental pulmonary arterial hypertension. Basic Research in Cardiology, 2015. 110(6). Artigo com Fator de Impacto 5.723.
Antes de avançar gostaria de informar, para os menos familiarizados com estas coisas das produções científicas, o que significa um factor de impacto superior a 5.0. Quer dizer que os artigos forma publicados numa revista de elevado nível científico, ou seja, entre as 5% mais importantes revistas da área no mundo. Esses números dizem da valia das suas produções.
O Daniel tem centenas de artigos publicados, com diferentes factores de impacto, que têm sido o corolário da sua missão de investigador e de difusor da ciência feita. Ele, ao escolher a via científica para sua realização, tem acrescidas responsabilidades para o futuro.
Tem de ser um revolucionário, um sedicioso, um “assassino” de mentes satisfeitas e acomodatícias quer como cientista quer como divulgador. Agora, como professor na Universidade deve porfiar para continuar a harmoniosa conjugação entre a teoria e a prática outorgando aos alunos os conhecimentos científicos e a atitude, principalmente a atitude que ele representa, que lhes permita transformar qualitativamente a realidade.
O Daniel Gonçalves e o José Ramalho são frutos sãos de uma árvore sã. Esta árvore sobreviveu a ventos ásperos e a algumas tempestades, mas após cada tormenta ressurgiu sempre mais forte e empenhada no futuro. Que o futuro desta casa permita colocar a ciência como timoneira de um barco que tem a realidade social como mar a vencer."

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Méritos de uma visão

"Os muitos títulos conquistados nos últimos anos, assim como a recuperação económico-financeira da SL Benfica SAD e do clube, tiveram, nos jogadores saídos da formação, um dos seus alicerces mais importantes.
Hoje já se tornou evidente quão determinante foi esta aposta estratégica há pouco mais de uma década e que muitos, então, duvidaram das reais possibilidades de se vir a verificar o retorno preconizado. Mas o caminho foi traçado, acreditando-se que, sem desvios, nos levaria ao destino desejado. Os títulos e lucros sucessivos validam a tal aposta que em boa hora foi feita.
Porém, num clube como o Benfica não é aceitável, ou sequer permitido, descansar sob os louros. A exigência e a ambição são uns dos traços identitários mais vincados do benfiquismo. São constantes e bem-vindas. E a formação é um bom exemplo dessa forma de estar.
Não obstante os vários “troféus” da formação, isto é, os muitos jogadores que singraram na equipa principal e contribuíram para feitos desportivos do clube, há a noção clara de que se tem de persistir na excelência do trabalho desenvolvido. Mais que os resultados desportivos das várias equipas da formação, as convocatórias para as selecções jovens constituem-se como o melhor indicador para avaliar, no presente, o trabalho desenvolvido. E estas têm sido, uma após a outra, esclarecedoras quanto ao mérito indiscutível dos profissionais do Benfica Campus.
Nas últimas convocatórias anunciadas, aliás em linha com as anteriores, verificamos que, ao longo dos próximos dias, haverá sete jogadores do Benfica na selecção portuguesa de Sub-20, oito nos Sub-19 e seis nos Sub-17 (além de cinco atletas estrangeiros chamados para selecções jovens dos seus países).
Este é um sinal claro de que a nossa formação continua no bom caminho!
E, fazendo o mesmo exercício para o plantel sénior, constatamos que são onze os atletas convocados por seleccionadores nacionais. Rúben Dias e Pizzi foram chamados por Fernando Santos para representar Portugal, a que se poderia acrescentar os formados no Seixal e que têm sido o grosso da nossa selecção principal. Nos Sub-21 portugueses estarão Florentino, Gedson, Jota, Nuno Tavares e Tomás Tavares. Odysseas representará a Grécia, Seferovic a Suíça, Svilar os Sub-21 da Bélgica e Taarabt estará nos trabalhos da selecção marroquina.
Resta-nos desejar boa sorte às selecções portuguesas, em particular a A que defrontará a Lituânia e o Luxemburgo no âmbito da qualificação para o Europeu 2020."

Benfiquismo (MCCCLI)

Espanto!!!

Chama Imensa... Bernardo, Diogo, Marinho & Rola

Benfica FM #89 - Lyon e Santa Clara...

Lixívia 11


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 30 (0) = 30
Corruptos. 28 (+8) = 20
Sporting.. 20 (+4) = 16

Mais uma jornada, marcada pelas nomeações! Das seis nomeações principais para os três jogos envolvendo os 'três', tivemos 5 conhecidos, fanáticos, adeptos Corruptos!!! Foi quase 6 em 6 !!!

Como o karma às vezes funciona de forma maquiavélica, o Soares Dias, lá ficou a observar mais uma remontada do Benfica, mesmo com o apito a inclinar o campo o jogo todo!!!
- Impunidade disciplinar total para os jogadores do Santa Clara...
- Penalty claríssmo sobre o Cervi... E sim o VAR tinha a obrigação de o ver, mas as imagens são claras, o Soares Dias estava em cima do lance, viu tudo... não quis marcar!
- Não existe qualquer falta do Chiquinho no 1.º golo do Benfica...

Os Lagartos, ganharam um jogo, depois de terem sido totalmente dominados até ao intervalo em casa...
No lance do 2.º golo ficaram dúvidas sobre um fora-de-jogo, mas a Linha Virtual do VAR, diz que o jogador estava 5 centímetros 'em jogo'!!! Não fiquei muito convencido, mas...

No amigável do Bessa (estou curioso para perceber a atitude dos jogadores do Boavista daqui a umas semanas quando o Benfica for ao mesmo estádio...), dois lances decisivos:
- O golo dos Corruptos, nasce de uma falta, inexistente...
- Marcano tinha que ver Vermelho: basta comparar com o lance da expulsão do Taarabt! O Marcano não tocou na bola (ao contrário do Taarabt), atingiu de sola, com os pitons (o Taarabt foi com o peito do pé) o adversário, vermelho claro...
Mas como é óbvio o mesmo VAR de Portimão, voltou após os distúrbios emocionais, e voltou a beneficiar os mesmos, como aliás tem feito durante toda a carreira...!!!

E ainda houve um 'charuto' para a bancada, com a baliza completamente aberta, por parte do Ricardo 'assistências' Costa, para os seus companheiros Dragays!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), M. Oliveira (L. Ferreira), Prejudicados, (6-0), Sem influência
2.ª-B SAD(f), V(0-2), Veríssimo (Xistra), Prejudicados, (0-4), Sem influência
3.ª-Corruptos(c), D(0-2), Sousa (Almeida), Prejudicados, Impossível contabilizar
4.ª-Braga(f), V(0-4), Almeida (Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (1-4), Sem influência
5.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Pinheiro (L. Ferreira), Nada a assinalar
6.ª-Moreirense(f), V(1-2), Soares Dias (Mota), Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(1-0), Martins (Esteves), (2-0), Prejudicados, Sem influência
8.ª-Tondela(f), V(0-1), Miguel (Nobre), Nada a assinalar
9.ª-Portimonense(c), V(4-0), Mota (V. Ferreira), Nada a assinalar
10ª-Rio Ave(c), V(2-0), Xistra (Esteves), Prejudicados, Sem influência
11.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Soares Dias (R. Oliveira), Prejudicados, (1-3), Sem influência

Sporting
1.ª-Marítimo(f), E(1-1), Martins (Hugo), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
2.ª-Braga(c), V(2-1), Godinho (Nobre), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Portimonense(f), V(1-3), Xistra (V. Santos), Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
4.ª-Rio Ave(c), D(2-3), Pinheiro (Narciso), Beneficiados, Prejudicados, (3-5), Sem influência
5.ª-Boavista(f), E(1-1), Sousa (V. Ferreira), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
6.ª-Famalicão(c), D(1-2), Hugo (Nobre), Nada assinalar
7.ª-Aves(f), V(0-1), Xistra (Nobre), Nada a assinalar
8.ª-Guimarães(c), V(3-1), Soares Dias (Narciso), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Rui Costa (Xistra), Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Tondela(f), D(1-0), Veríssimo (Mota), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), M. Oliveira (L. Ferreira), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Gil Vicente(f), D(2-1), Almeida (Xistra), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(4-0), Mota (V. Santos), Nada a assinalar
3.ª-Benfica(f), V(0-2), Sousa (Almeida), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Xistra (Nobre), Beneficiados, Prejudicados, (4-2), Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(f), V(2-3), Rui Costa (V. Santos), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
6.ª-Santa Clara(c), V(2-0), Godinho (Rui Oliveira), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
7.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Almeida (Sousa), Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Famalicão(c), V(3-0), Veríssimo (L. Ferreira), Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Almeida), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
10.ª-Aves(c), V(1-0), Malheiro (Rui Costa), Nada a assinalar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Almeida (V. Santos), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)

Anexos (II):
Árbitros:
Benfica
Soares Dias - 2
M. Oliveira - 1
Veríssimo - 1
Sousa - 1
Almeida - 1
Pinheiro - 1
Martins - 1
Miguel - 1
Mota - 1
Xistra - 1

Sporting
Xistra - 2
Martins - 1
Godinho - 1
Pinheiro - 1
Sousa - 1
Hugo - 1
Soares Dias - 1
Rui Costa - 1
Veríssimo - 1
M. Oliveira -1

Corruptos
Almeida - 3
Sousa - 2
Mota - 1
Xistra - 1
Rui Costa - 1
Godinho - 1
Verissimo - 1
Malheiro - 1

VAR's:
Benfica
L. Ferreira - 2
Esteves - 2
Rui Costa - 1
Xistra - 1
Almeida - 1
Mota - 1
Nobre - 1
V. Ferreira - 1
R. Oliveira - 1

Sporting
Nobre - 3
Narciso - 2
Hugo - 1
V. Santos - 1
V. Ferreira - 1
Xistra - 1
Mota - 1
L. Ferreira - 1

Corruptos
V. Santos - 3
Almeida - 2
Xistra - 1
V. Santos - 1
Nobre - 1
Rui Oliveira - 1
Sousa - 1
L. Ferreira - 1
Rui Costa - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Soares Dias - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Miguel - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1

Sporting
Xistra - 2 + 1 = 3
Sousa - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 3 + 2 = 5
Sousa - 2 + 1 = 3
V. Santos - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Soares Dias - 2 + 0 = 2
Almeida - 1 + 1 = 2
Mota - 1 + 1 = 2
Xistra - 1 + 1 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Sousa - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Miguel - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1

Sporting
Xistra - 2 + 1 = 3
Nobre - 0 + 3 = 3
Hugo - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Martins - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Sousa - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 3 + 2 = 5
Sousa - 2 + 1 = 3
V. Santos - 0 + 3 = 3
Xistra - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 1 + 1 = 2
Mota - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Malheiro - 1 + 0 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Jornadas Anteriores:
Jornada 1
Jornada 2
Jornada 3
Jornada 4
Jornada 5
Jornada 6
Jornada 7
Jornada 8
Jornada 9
Jornada 10

Épocas anteriores:
2018-2019

Abre-se a janela, limpa-se a casa

"O Sport Lisboa e Benfica tem, nos seus quadros, vários jogadores que poderão estar na porta de saída do clube já em Janeiro. Ora por baixo (ou nenhum) rendimento na equipa principal, ora por estarem a realizar boas performances na presente temporada, a verdade é que, na próxima abertura de mercado, o SL Benfica deverá vender alguns dos seus activos.
A má prestação nas competições europeias é também um factor para as possíveis vendas, uma vez que, em caso de eliminação das mesmas, não haverá espaço nem oportunidades para os jogadores menos utilizados. Andrija Zivkovic perfila-se como um dos principais candidatos à saída já no mercado de inverno. O alto salário que aufere, aliado à falta de espaço no plantel encarnado, tornam-no num excedentário para Bruno Lage. Na actual temporada, Zivkovic ainda não somou qualquer minuto pelos encarnados.
O jovem médio é visto como uma das grandes promessas do futebol sérvio, mas nunca se conseguiu afirmar na Luz. Com uma clausula de rescisão estabelecida em 60 milhões de euros, Zivkovic deverá sair por um valor bem mais baixo.
Nos encarnados, já realizou 84 jogos, tendo apontado quatro tentos e feito 24 passes para golo. Inglaterra e França parecem ser os destinos mais prováveis para o jogador.
Outro caso de insucesso no glorioso é Germán Conti. O defesa central de 25 anos tem contrato até 2023, mas pode deixar a equipa já na próxima janela de transferências. O argentino tem lidado com problemas físicos e não tem lugar no onze inicial, estando na sombra de Rúben Dias, Ferro e até Jardel. Ainda assim, o jovem poderá ficar no plantel, caso outro jogador acabe por sair já em Janeiro. Falo de Rúben Dias, claro.
O jovem internacional português tem estado em destaque nos encarnados e é cobiçado um pouco por toda a Europa. Um dos destinos mais prováveis para o central será Manchester, tendo em conta que tanto o City como o United já demonstraram interesse no jogador.
Ainda que seja apenas uma miragem, pelo menos para já, a saída de Rúben Dias poderá mesmo acontecer, mas creio que apenas pela cláusula de rescisão, uma vez que o central é uma das peças fundamentais do xadrez de Bruno Lage para a conquista do campeonato nacional. Assim, a situação de Conti está condicionada sobre o futuro de Rúben Dias.
Quem também está na porta de saída é o médio Fejsa. O sérvio esteve listado na última janela de transferências, mas acabou por ficar no plantel. A sua saída em Janeiro poderá ser mesmo real, tendo em conta que é a última opção para a posição que desempenha nos encarnados.
Caio Lucas pode também ver a sua situação no Sport Lisboa e Benfica alterada. Sem espaço no plantel, o brasileiro pode ser emprestado. Com seis jogos oficiais disputados, totalizando apenas 225 minutos, o médio não participou em qualquer golo ou jogada para golo da turma encarnada. A falta de espaço poderá mesmo ser “fatal” nas aspirações do jogador em continuar de águia ao peito. 
Também Krovinovic poderá sair em definitivo. O médio está emprestado ao West Bromwich Albion e o bom rendimento no Championship está a convencer o clube inglês, que não está sozinho na “corrida” pela aquisição do croata.
Cristian Lema, que esta temporada está ao serviço do Club Atlético Newell’s Old Boys por empréstimo dos encarnados, poderá também abandonar a Luz. O defesa de 29 anos conta com onze jogos disputados e já facturou por três vezes. Claramente que se dá bem no futebol sul americano e por lá deverá ficar.
Por último temos a situação de Facundo Ferreyra, que actualmente representa o Espanyol. O argentino já disputou 15 jogos na presente temporada, tendo feito uma assistência e sete golos, em todas as competições. Os números apresentados pelo avançado estão a atrair as atenções de vários clubes, espanhóis e também de outros campeonatos, mas o Espanyol tem prioridade, pois pode activar a opção de compra que está estabelecida nos oito milhões de euros.
Até Janeiro muito pode acontecer no panorama encarnado, mas estes são alguns dos casos que o Benfica pode ter em mãos. A continuação nas competições europeias poderão ser um factor preponderante no futuro de alguns destes jogadores, pelo que até à abertura do mercado tudo pode mudar."

Cadomblé do Vata (bitaites da semana...)

"1. O registo de Carlos Vinicius é de louvar: em 511 minutos de águia ao peito, marcou 7 golos... não vou dizer que são números fantásticos, mas quando olho para eles lembro-me daquela capa do O Jogo que só precisou de 5 ou 6 jornadas para eleger o Diaz como o Melhor Reforço do Ano.
2. Nas suas semanais intervenções na Rádio Estádio, Bruno de Carvalho insiste que LFV é que manda no Sporting CP... os discursos dele já passaram da fase "blá, blá, blá whiskas saquetas", para o nível "Batuque, Batuque, Batuque, quem são estes atletas?"
3. Do fim de semana ficou a vitória à rasquinha do Benfica por 2-1 e a goleada do FC Porto por 1-0, sem contar com os 4 reforços sul americanos... aquela malta é tão adepta de festas até altas horas da madrugada, que não será de admirar se em Maio andarem pelo Marquês de cachecol vermelho e branco ao pescoço.
4. Terminado um ciclo de 4 jornadas 100% vitoriosas o campeonato pára 15 dias, para voltar com mais uma série de 3 jornadas e nova paragem de duas semanas... com sequências de jogos destas, será um milagre se o SL Benfica no final desta Liga, não se sagrar campeão da temporada 19/25.
5. Com a vitória de sábado que lhe valeu a continuação de liderança isolada com mais golos marcados e menos sofridos, o Benfica bateu o seu recorde de pontos à 11ª jornada, desde que as vitórias passaram a valer 3 pontos... não há forma de sairmos da crise que nos assolou este ano."

Enke, o guardião

"Não venho aqui falar do guarda-redes Enke, das suas defesas ou da marca que deixou na sua breve passagem pelo Benfica, venho antes falar de Robert, o homem defensor de direitos animais, envolvido em inúmeras campanhas da P.E.T.A. e que lutou por um mundo melhor para aqueles que não se podem defender pela sua própria voz.
Quando esteve por cá a representar as cores do Glorioso, uma das ocupações deste rapaz de então 22 anos era recolher cães abandonados, tratá-los, alimentá-los e arranjar-lhes um dono condigno. Um dono que merecesse o cão e não o contrário. Acabou obviamente, porque podia, queria e porque assim ditava a sua sensibilidade, por ficar com oito desses cães, todos encontrados na rua, que acabaram por acompanhá-lo ao longo da sua vida e entrar em algumas campanhas com ele.
Em 2002, na véspera do campeonato do Mundo de futebol na Coreia/Japão, deixou-se fotografar com dois dos seus cães para dar voz ao tratamento de que estes animais são alvo na Coreia. "Don't kick the dog, kick the ball!" clamava ele. Um homem de convicções fortes que queria partilhar com todos o que, para ele, realmente importava além de a bola abanar as redes ou não.
Tristemente, há dez anos, no dia 10 de Novembro 2009, então com 32 anos, suicidou-se, deixando a mulher Teresa e a filha Leila, que adoptara em Maio desse mesmo ano.
A mulher confirmou então à imprensa o que todos nós hoje sabemos ser um problema maior do que na altura se julgava: Robert Enke sofria de depressões crónicas desde 2003, desde os seus tempos do Barcelona onde começou a ser seguido por especialistas. O precoce falecimento da filha Lara em 2006 tinha sido devastador e o receio que lhe retirassem a filha adoptiva Leila fê-lo ocultar a doença quando já se encontrava numa fase descendente. Viviam os três numa quinta, afastados dos holofotes da fama, onde estavam em paz com todos os seus animais.
Fazem falta pessoas como Robert Enke neste mundo, pena que tenha decidido partir cedo demais. Foi um verdadeiro guardião, em todos os sentidos que a palavra pode ter."

O Benfica de Bruno Lage ofereceu-me uma viagem no túnel do tempo. Tive saudades do Binya, do Beto e do Fernando Aguiar

"Na semana passada queixei-me aqui da fraca qualidade do nosso futebol. À excepção do Famalicão e, em alguns momentos, do Vitória de Guimarães, nenhuma equipa entusiasma. Funciona tudo em serviços mínimos. Na Europa, só a campanha do Braga e os pontos amealhados pelo Sporting têm adoçado a boca aos adeptos. O Porto de estofo europeu perde com Feyenoords e Rangers, já para não falar da eliminação com o Krasnodar, com uma facilidade que, noutras épocas, valeria tumultos no Olival. A exibição na Luz e os razoáveis dois pontos de atraso para o Benfica têm servido de almofada à contestação.
Felizmente para Sérgio Conceição, quatro jogadores sul-americanos – Marchesín, Uribe, Díaz e o incógnito Saravia – forneceram o pretexto ideal para o regresso ao Dragão da retórica da disciplina, da mão de ferro da estrutura e do vetusto discurso de que ninguém está acima da instituição. Nesta área, verdade seja dita, ninguém dá lições ao Porto. Depois de uma visita desastrosa à Escócia, um treinador não pode pedir mais do que “excessos nocturnos” de alguns dos seus melhores jogadores, a fim de reforçar o “espírito de corpo” que, à falta de bom futebol, acalma os adeptos. Não é um regresso à filosofia dos anos 90, com blackouts à mistura, mas traz um cheirinho da velha ordem, do Porto à Porto e demais lembranças da mentalidade de cerco que fez a glória do clube de Jorge Nuno Pinto da Costa.
Bem, dizia eu que me tinha queixado da fraca qualidade do nosso futebol e logo um dos poucos amigos que acompanha esta crónica me censurou o exagero com exemplos de campeonatos pavorosos como o grego, o turco, o belga e o russo, com os quais o ludopédio luso pode ser justamente comparado. Confesso que não acompanho com excessiva atenção a superliga turca. Um Gaziantepspor-Galatasaray pode excitar os otomanos, mas não me faz perder uma hora e meia da minha vida só para encontrar consolo na sua pobreza. O mesmo é válido para um Genk-Gent do campeonato belga ou qualquer jogo da peculiar liga holandesa com as suas catadupas de golos fruto de um horror cultural à organização defensiva.
Para miséria basta-me a nossa. Mas quando eu pensava que o cenário não poderia piorar, eis que o Benfica de Bruno Lage me ofereceu uma viagem no túnel do tempo, às épocas sombrias de Quique Sanchez Flores ou de Trapattoni, neste caso sem o aliciante de um fenómeno místico-futebolístico como Mantorras. Já nem falo da Champions. Que mais se pode dizer da participação do Benfica na maior competição de clubes a não ser que se tornou um martírio insuperável para todos os adeptos? O jogo em Lyon não foi pior do que a norma a que este Benfica nos habituou nas competições europeias e isso, meus amigos, é que é dramático. O horror ficou espelhado na jogada do segundo golo em que um jovem Tomás Tavares foi ultrapassado como se o adversário fosse de mota e ele de cadeira de rodas. Nesse momento suspirei por um paliativo, um jogo da segunda divisão turca ou entre tribos da Polinésia.
Na esperança vã de que estas exibições vergonhosas fossem compensadas por uma resposta musculada no campeonato, sentei-me para ver o jogo contra o Santa Clara e foi aí que o relógio andou para trás quinze anos. Ainda procurei vestígios de José Veiga, perguntei-me se Nuno Assis estaria no banco e, ao ver Gabriel a fazer passes para os apanha-bolas, tive saudades de um Beto, de um Bynia, de um Fernando Aguiar. O Santa Clara, bem orientado por João Henriques, estava tão confortável como eu no meu sofá, mas muito mais divertido a apreciar a sucessão de jogadas disparatadas.
Como o meu masoquismo tem limites, fui acompanhando a segunda parte intermitentemente. O Benfica deu a volta, graças ao único jogador que, ainda assim, parece ser capaz de desbloquear jogos: o também ele intermitente Pizzi. Florentino deu lugar a Carlos Vinícius, mas o segredo, segundo os relatos da imprensa, esteve no discurso de Bruno Lage no balneário. O Correio da Manhã garantiu que o treinador “abriu o coração aos jogadores”. E em que consistiu esta abertura cardíaca? Num apelo lancinante ao sentido de família: “Assim não ganhamos”, terá dito Lage aos jogadores. Quem, no seu perfeito juízo, o poderia desmentir? Prosseguiu: “temos de pensar nas nossas três famílias: a do balneário, que precisa de cerrar fileiras; na que está na bancada, com adeptos que nos apoiam; e na de sangue, por quem todos lutamos.” Este discurso churchilliano terminou com o treinador a dar uma de Arcanjo Gabriel: “Alegrai-vos, cheios de graça! O Senhor está convosco. Aproveito para vos dizer que a minha família vai aumentar!” Desconheço se esta nova Anunciação terá sido acompanhada de uma luz celestial a banhar o balneário, mas imagino os rostos dos jogadores iluminados pela Boa-Nova e a felicitar o treinador pela sua competência procriadora. De regresso ao relvado, jogaram pela trindade de famílias e por aquele que há de nascer e ao qual Bruno Lage, por uma questão de coerência bíblica, deverá pôr o nome de Jesus.
O meu temor é que, daqui para a frente, o treinador do Benfica não disponha de munições motivacionais de idêntico calibre. Que outro anúncio poderá fazer ao intervalo quando a equipa se mostrar tão apática e trapalhona como no último sábado? Anunciará a segunda vinda de Cristo? Este recurso a desesperadas cartadas emocionais recorda-me os tempos em que o Benfica tinha ao leme homens como Toni ou Mário Wilson. Ninguém esperava que dali viessem inovações tácticas. A única esperança era a de que, de alguma forma mágica, conseguissem motivar os jogadores com discursos sobre a velha mística benfiquista e os tempos em que as camisolas vermelhas chegavam para pôr os adversários em sentido, em que Nené não sujava os calções e Humberto Coelho assinalava os foras-de-jogo. O jogo nos Açores foi isso mesmo: um regresso aos tempos da fezada com uma visita angelical pelo meio."

A bola, esse bicho de sete cabeças ((...) não se lembra, nos últimos 18 anos, de uma jornada tão deplorável como esta)

"Vivemos neste fim de semana dias muito parecidos, no que diz respeito ao futebol, àqueles que se viram com a crise financeira em 2008: uma espécie de “Black Friday” no futebol das três equipas mais tituladas em Portugal. Nos Açores, em Alvalade e no Bessa triunfaram equipas cujo principal argumento é a transpiração, e parece, por isso, que todo o progresso iniciado por José Mourinho em 2001 foi interrompido.
A evolução é assim, faz-se paulatinamente e está cheia de avanços, mas também de retrocessos pontuais, como tem sido o caso em Benfica, FC Porto e Sporting até ao momento. Não me lembro de, nos últimos 18 anos, uma jornada tão deplorável nos campos onde actuaram as equipas com maior responsabilidade na prova principal do futebol português. Podia haver uma ou outra exibição má por parte de uma equipa, mas das três, na mesma jornada, não me recordo quando. Haver em três campos de futebol distintos três equipas com orçamentos infinitamente superiores ao seu adversário, com condições de trabalho superlativas, com jogadores de qualidade superior a todos os do seu rival, cujo valor do passe é maior do que os orçamentos das equipas contra quem jogam, e nenhuma delas conseguir parecer, não obstante da competitividade, uma equipa do futebol moderno, não é coisa que esperava ver.
Nesta época, o futebol dos “três grandes” tem tido pouquíssimas coisas dignas de interesse. Curiosamente, o mentor de uma das maiores evoluções e revoluções do futebol português, na última equipa onde trabalhou, estava neste mesmo estado de obscuridão que vivemos hoje em Portugal. José Mourinho mudou, e os “três grandes” parecem querer seguir o mesmo caminho antagónico à evolução que o próprio Mourinho iniciou.
A melhor forma de retratar a escuridão que vivemos neste fim de semana é pensarmos que assim como o Manchester United do melhor treinador português da história, Benfica, FC Porto e Sporting foram equipas que jogam muito sem bola - o famoso futebol humano que se joga um pouco em todas as escolas do país. São equipas diferentes na forma de fazer, mas são semelhantes nas principais virtudes e no principal problema.
A principal virtude de todas elas é a forma como o treinador idealiza o seu processo de jogo; em todas elas o treinador é a estrela que mais brilha. Durante os noventa e pouco minutos, quem estava no estádio, quem viu o jogo pela televisão, ou quem ouvia os relatos na rádio, não conseguiu perceber um pingo de qualidade da esmagadora mairia dos executantes dessas equipas, e a conversa virava-se invariavelmente para o treinador. Olhamos para as exibições nos Açores, em Alvalade e no Bessa e vemos equipas a adoptarem posicionamentos definidos pelo treinador nos seus diferentes sistemas de jogo, equipas esforçadas no momento de recuperar a bola, e desesperadas por vencer cada primeira bola e cada duelo. Equipas bem apetrechadas e rigorosas do ponto de vista posicional, focadas sobretudo no espaço.
O problema disto é quando a bola entra em jogo. Porque quando a bola entra em jogo não há transpiração e esforço que não o cognitivo e qualidade que não a técnica que valham.
Ouvi os mais velhos contarem histórias de como Néné jogava sem sujar o equipamento: nesta jornada vi equipas inteiras saírem com os jogadores cheios de lama e espremidas as exibições das suas equipas não temos sumo.
Há quem pense que antes de atacar tens de defender bem, e é esse o mindset instalado quase por todo país; eu penso que primeiro tens de atacar bem, pensar bem na tua forma de atacar, e só depois começas a pensar numa forma de te defenderes da forma como atacas. Pensemos juntos: defender é uma consequência de quê? De uma perda de bola. Se uma equipa for tão bem trabalhada do ponto de vista ofensivo para que passe muito mais tempo com bola do que o seu adversário, já está o primeiro passo dado para defender quando a equipa ainda está no ataque. Mas quando não tens bola é impossível dizeres que estás a atacar. Podes até posicionar-te como quiseres para preparar contra-ataques, mas estás sempre dependente do que o adversário te permitir. É lógico que é importante saberes colocar-te sem bola, mas o grau de dificuldade disso é muito menor do que criar formas para atacar com qualidade. E olhando para o panorama, onde a evolução defensiva tem sido muita, onde as equipas defendem muito melhor do que no passado e quase sempre com muitas pernas, saber atacar é o factor que marcará a diferença para os demais.
Aqui entra o principal problema, e também o problema comum destas equipas: a bola. Como é evidente, é muito importante que as equipas sejam competitivas, que os jogadores se esforcem; é uma arma muito importante a arrumação da equipa com e sem bola, assim como é saber jogar em função do espaço; mas equipas cujas únicas armas são essas não se notabilizam tanto do ponto de vista colectivo como poderiam por estarem sempre dependentes da competência individual dos seus jogadores, sobre quem recai a responsabilidade de fazer o que a equipa, em conjunto, não consegue. Sabendo que as individualidades nem sempre estão tão inspiradas, e nem sempre a sua exibição é directamente proporcional à sua qualidade, a equipa fica refém dos erros dos adversários e da sorte, e como resultado temos a pobreza exibicional que vimos nestes três jogos desta jornada.
Vimos equipas que priorizam o jogo sem bola e, por isso, ignoram individualidades que lhes poderiam resolver problemas ofensivos que eles colectivamente não são capazes de solucionar, e vimos equipas a livrarem-se da bola – esse problema! – chutando-a para a frente e cruzando de qualquer forma na esperança de um ressalto, de uma segunda bola, de um erro do adversário, da sorte de ficarem com ela em boas condições, ou de ser o adversário a ficar com a bola mas ter a equipa bem mais subida e começar a pressão em zonas mais adiantadas. Percebemos que as equipas são incapazes de fazer um uso correto da bola, e sem a percepção da vantagem que é tê-la. Em campo, nenhuma equipa demonstrou de forma clara e consistente que a bola serve para descansar, para se reorganizar, para retirar a iniciativa de jogo ao adversário, para gerir as expectativas de jogo e o resultado, para defender, e também não percebemos capacidade para com bola provocar o bloco defensivo, levar quem defende para zonas que interessem, e aproveitar depois os espaços deixados em aberto pelos movimentos defensivos que o adversário foi obrigado a fazer.
É um problema colectivo que os os “três grandes” demonstram: são capazes de aproveitar os espaços, mas incapazes de os criar. Problemas dos modelos de jogo e da escolha dos jogadores que denunciam a desvalorização da criatividade, que cada vez se torna mais rara em Portugal.
Parece-me que quem tem interesse em ver futebol sai desta jornada, depois dos jogos que Benfica, FC Porto e Sporting fizeram, com as expectativas defraudas. A pobreza de futebol que jogaram não chega. É preciso mais, é preciso melhor; muito melhor! Porque, com executantes de nível superior, com erros dos adversários e com a sorte, qualquer dentista pode ganhar jogos e ser treinador de futebol; e o que espero é que os treinadores das equipas com maior responsabilidade em Portugal voltem a marcar a diferença entre os dentistas e os treinadores, não repetindo uma jornada com o grau de escuridão desta."

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Análise...

"Uma análise sobre pequenos pontos relacionados com o Benfica que me foram surgindo durante a semana.
1. Jota. O Benfica voltou ao seu resultado habitual na Champions League. Nos últimos três anos, são 16 jogos, 12 derrotas, 1 empate e 3 vitórias. No Campeonato ganhámos, mas estivemos longe de uma boa exibição. Os problemas foram mais uma vez a falta de pressão, poucos homens a atacar relativamente ao número de defesas do adversário e a falta de capacidade de criar desequilíbrios. Talvez o jogador com melhor nível técnico do plantel, o Jota, estava mais uma vez na bancada. Jota é provavelmente um dos poucos jogadores capazes de revolucionar a nossa maneira de jogar, no entanto, não pode jogar porque ainda não renovou e a SAD está com medo de o perder por 30M. Jota está para renovar contrato desde Agosto pelo menos. Já se passaram quatro meses. E agora está afectar a nossa maneira de jogar.
2. O Maior Erro de Bruno Lage. Só neste ano já tivemos o Gedson que fez a formação toda como médio centro a jogar a médio ala, o Jota que fez a formação toda como médio ala a jogar a segundo avançado e RDT que é um ponta de lança a jogar a segundo avançado. Estas trocas posicionais são relativamente habituais no futebol moderno. O Ajax na maioria dos jogos desta época jogou com dois defesas centrais e um extremo a fazer as três posições do meio campo. A questão é que quando nenhum jogador tem um jogo minimamente decente nas novas posições que fazem e continua-se a insistir neles, fica difícil perceber a aposta.
3. Benfica Play. Domingos Soares de Oliveira anunciou na WebSummit que o Benfica vai lançar uma espécie de Netflix. Uma ideia um pouco bizarra, mas em linha com a Direcção que tanto tem insistido em expandir o clube para outros mercados. Temos o Benfica Viagens, Benfica Seguros, Televisão do Benfica, Rádio do Benfica, Restaurante do Benfica, Aluguer de Espaços do Benfica, querem fazer dois hotéis do Benfica e agora uma Netflix do Benfica. Não estamos muito longe de ser um conglomerado. A questão é: um adepto do Benfica tem que pagar BTV, Sport TV e Eleven Sports (este ano não é obrigatório, mas no ano passado era) para poder ver o seu clube jogar. Por ano, a nossa fatura em televisão é 240€ mais cara do que a dos nossos rivais. Somos o único clube com um canal premium. Agora temos que pagar ainda mais uma coisa para ter um conteúdo exclusivo dos balneários e dos bastidores? Quando a BTV é hoje um canal vazio, com muito pouco conteúdo de interesse que não sejam os jogos? A leitura que faço da curta descrição que fizeram desta plataforma é que o Benfica quer ter um canal de YouTube parecido com o do Manchester City só que os adeptos têm que pagar para assistir. Para já não sou fã desta ideia. Pode ser que seja gratuita para sócios.
4. Andebol. Tivemos uma derrota humilhante contra o FC Porto na passada Quarta-feira. Já venho a dizer isto há algum tempo: para sermos competitivos em Portugal, temos que gastar o dobro do dinheiro que gastamos actualmente. Se não estamos disponíveis para gastar isso, mais vale criar uma equipa do zero, contratar os melhores jovens portugueses do mercado, fazê-los evoluir e voltar a tentar daqui a uns anos quando essa equipa já tiver quatro ou cinco peças de elevado nível. Até lá estamos só a queimar dinheiro. Estamos alguns furos abaixo tanto do FCP como do SCP. Qualquer treinador que fosse, não seria capaz de ganhar aqueles jogos. Mais vale tirar o dinheiro do Andebol e pô-lo no Futsal ou no Hóquei o que nos faria mais competitivos quer a nível Nacional, quer a nível Europeu."

Premeditação...

"Rui Oliveira o menino bonito da AF do Porto.
A sua história e percurso são sobejamente conhecidos:
A vergonha e frequência é tanta, que basta comparar na mesma época, com o mesmo adversário, a actuação deste ponta de lança do #PortoaoColo.
Agressões com jogadores a sangrar e penaltys do tamanho do mundo, falamos de situações claras e inequívocas, onde não existe espaço para compreensão ou ilusão.
Isto não é inocente!"

Esquizofrenia?!!!

"É isto o futebol português.
Supostos `profissionais´ de duas caras e que colocam a defesa dos interesses do próprio clube para segundo plano. Em jogos com razões efectivas de queixa de arbitragem, nem uma palavra.
Em jogos em que o adversário foi o único prejudicado, todo um destilar de ódio e azia.
Tudo isto por questões clubísticas? Por mera subserviência a quem manda e controla o futebol português? Para garantir empregos futuros na 1ª liga?
Uma liga onde, infelizmente, ainda impera a vassalagem total ao #PortoaoColo."

O Cantinho do Olivier #12

Umbabaruma #6 - Antevisão Libertadores: Fla vs River

Missão cumprida

"O principal objectivo da nossa equipa foi atingido: ganhar e somar mais três pontos, preservando o estatuto de líder isolado no Campeonato Nacional.
Num campo difícil, e frente a um adversário que tem vindo a fazer uma boa campanha no Campeonato, já se auguravam dificuldades. Acresceu o revés do Santa Clara se ter colocado em vantagem, mas a nossa equipa, com as alterações promovidas por Bruno Lage durante o intervalo, soube dar a volta ao resultado.
A reviravolta no marcador – mais uma – é demonstrativa da raça e do querer que caracteriza os nossos jogadores. A competência da nossa equipa e estas qualidades, habitualmente conjugadas com o fervoroso apoio vindo das bancadas, como foi o caso nos Açores, constituem-se como um trunfo imbatível na perseguição das vitórias.
E estas, ultimamente, têm-se sucedido a um ritmo impressionante no Campeonato. São já 28, em apenas 30 jogos, desde que Bruno Lage assumiu o comando técnico da equipa. Ou seja, em 93% das partidas. E considerando somente as deslocações, registam-se 14 triunfos consecutivos, a terceira melhor sequência de sempre, a apenas duas do máximo conseguido na nossa História.
Analisando a presente temporada na principal prova nacional, o Benfica é líder isolado com dez vitórias nas primeiras onze jornadas. Nas 85 edições anteriores do Campeonato, só conseguiu um registo igual ou melhor em seis ocasiões. E tem ainda o melhor ataque e a melhor defesa (é apenas a oitava vez que tem no máximo quatro golos sofridos à 11.ª ronda – a última acontecera em 1990/91). 
A justiça do resultado nos Açores é inatacável e Vinícius e Pizzi materializaram o esforço colectivo, obtendo um golo cada. Pizzi merece um raro destaque individual: é o melhor marcador da competição, com mais dois golos que os seus perseguidores directos, e já atingiu os treze em todas as competições, estando a dois do seu máximo pessoal numa época.
Agora é tempo para nova paragem nas competições de clubes, dando lugar às das selecções. A nossa equipa voltará a entrar em campo em Vizela, no dia 23, no âmbito da Taça de Portugal. Esse será o primeiro de oito jogos em 29 dias."

Virou – Emocional, táctico e Pizzi

"Depois de uma primeira parte sem capacidade para assustar a baliza de Marco, o guardião do Santa Clara, o Benfica virou o jogo no segundo período.
Mas o que mudou?
André Almeida referiu um discurso de Lage ao intervalo.

«Tivemos de mexer com questões tácticas e também com a emoção dos jogadores. É um assunto particular, que fica entre nós. Mas viu-se uma equipa completamente diferente»
Bruno Lage

«Não sei se posso partilhar, mas o mister disse-nos que iria ser novamente pai e que queria juntar a isso uma vitória. Isso deu-nos uma nova força para irmos à procura dos três pontos »
André Almeida

Desta forma, sem ligar o conteúdo à forma, parece um pouco insípido que tal tenha operado uma qualquer reacção. Por experiência própria, sempre procurei levar para as palestras muito mais de emoção do que de organização, porque essa surgia e era preparada durante a semana. Porque senti resultar, acredito bastante que mexer com as emoções, com a adrenalina, com o foco e aumentar a vontade de chegar mais longe por causas maiores que o jogo em si, é determinante.

«A parte mental, a motivação e confiança, nunca foram por cá muito abordadas, por uma razão especial. Não estando no terreno, tudo o que se poderá fazer é especular sobre competências ou não dos treinadores em tal capítulo. E por não pretendermos abordar assuntos sobre os quais os dados que chegam não são concretos, tal foi sempre desprezado por aqui. Porém, tal não significa que seja algo que se deva desprezar no desfecho de cada jogo. Muito pelo contrário. E se a prática me fez perceber algumas coisas, a importância de mexer com emoções e com a adrenalina antes de cada partida foi uma delas. Em cima da competência que nunca se poderá deixar de ter, e a que é a que permite chegar às decisões. A do modelo de jogo. A das ideias. A táctica e a de decisão. Todavia, colocar a emoção em forma de determinação e perseverança no relvado faz demasiadas vezes a diferença. Sempre em cima da competência do mais importante, naturalmente.»
In Lateral Esquerdo 2016

Não chega o conteúdo – A forma como este é transmitido é tão ou mais importante!
A presença de Chiquinho num espaço mais recuado e a entrada de Vinícius aumentou a qualidade da chegada encarnada às zonas de criação. Até então, Florentino como é seu hábito fora sempre um elemento de tracção defensiva (apenas quatro dos seus passes foram para a frente), e Gabriel, o homem que procura ligar as zonas mais recuadas com as adiantadas tinha estado a um nível assustador – Somou 15 perdas de bola, falhou 25 passes ao longo do jogo.
Com Chiquinho a pegar mais cedo no jogo, o Benfica ganhou forma de chegar mais vezes com melhores condições ao último terço – A bola que Pizzi recebe de frente para a baliza adversária e preparado para o desequilíbrio que viria a resultar no golo de Vinícius é apenas um dos exemplos, mas foi a entrada de Taarabt que voltou a proporcionar melhor entrada para o último terço – Em 26 minutos somou mais passes para as zonas interiores nas costas dos sectores adversários que qualquer colega, e com uma percentagem de acerto em tais passes adiantados de 100%!
O golo da vitória chega num mau passe numa saída ofensiva do Santa Clara, que possibilita uma recuperação no meio campo ofensivo, e é marcado pelo trabalho dos dois avançados centro. Seferovic definiu muito bem todo o lance – Progrediu, aproximou do adversário e libertou no tempo e para o espaço oportuno, beneficiando do movimento Correcto de Vinícius que trouxe adversário directo preocupado com que o brasileiro pudesse receber isolado na frente, e abriu o caminho para Pizzi.


Pizzi foi o homem do jogo – Sem ele, possivelmente não teria saído o Benfica vivo dos Açores. Autor do desequilíbrio individual que permitiu o empate e finalizou a preceito o lance que definiu o resultado. Já se sabe que a sua percentagem global de acerto nunca é demasiado elevada – Reflectida nos passes errados e bolas que perde, mas a forma como define no último momento – Assistência e Finalização tornam-o à data insubstituível nos jogos da Liga NOS.
Perdas de Bola do SL Benfica – Apenas 5 no meio campo Defensivo
26 perdas de bola no meio campo defensivo do Santa Clara – Os dois golos do Benfica têm origem em recuperações em tal espaço"

Benfiquismo (MCCCL)

Taça...