Últimas indefectivações

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Nota...

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD vem comunicar que, por proposta do Dr. Paulo Gonçalves, celebrou hoje um acordo para a cessação do seu contrato de trabalho.
Na base da proposta do Dr. Paulo Gonçalves estão razões de natureza pessoal, em especial a necessidade de se dedicar à sua defesa num processo judicial, em nada relacionado com o exercício de funções que lhe estavam confiadas na Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD.
A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD agradece o desempenho do Dr. Paulo Gonçalves no exercício das suas funções ao serviço desta instituição e reconhece o profissionalismo, a lealdade, a integridade e a dedicação demonstrados ao longo de 12 épocas desportivas e até hoje."

'Emails', nervos, 28-0, boas escolhas...

"O Benfica feminino derrotou, por 28-0, o Ponte Frielas. A FPF deve corar de vergonha e pedir desculpas às jogadoras de Frielas.

O processo dos emails está a fazer o seu caminho e, não tarda, saber-se-á quem roubou, quem vendeu e quem comprou. Este é um caso que deve merecer a melhor atenção da sociedade portuguesa e, para aquilatar da sua importância, bastará que cada um de nós faça o seguinte exercício: imagine que todos os e-mails que enviou nos últimos dez anos eram roubados e tornados públicos. Sentia-se seguro? E confortável? Não exigiria que fosse feita justiça para que nunca mais alguém passasse por essa situação? Não é por acaso que a pirataria informática é um dos flagelos do século XXI.
O FC Porto tem revelado sinais exteriores de nervosismo, incompatíveis quer com o estatuto de campeão que ostenta, quer com a realidade com que se tem confrontado. É verdade que a vida dos dragões, fora das quatro linhas, não tem sido pacífica, numa fase em que decorrem manobras de fundo de olhos postos no day after de Pinto da Costa. Mas nada justifica tanta efervescência. O jogo de amanhã, com o Schalke 04, num palco sagrado para o FC Porto, pode representar um regresso à normalidade, contra um adversário que atravessa uma crise na Bundesliga (três jogos, três derrotas).
O Benfica estreou-se no futebol feminino, com uma vitória, por 28-0, sobre o Ponte de Frielas. Este resultado, que noutra qualquer competição seria caso de polícia, é uma vergonha para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), organizadora da prova. Em primeiro lugar, a FPF deve emitir um pedido de desculpas público às jogadoras do Ponte de Frielas. Não é assim que se defende a modalidade e se protegem as atletas. Depois, está à vista de todos como a forma de entrada do Benfica no futebol feminino foi tratada com os pés pela FPF. Que reserva a excelência para as selecções...
As escolhas dos principais clubes portugueses, nas últimas épocas, no que toca a treinadores, mostram um olho clínico assinalável. No Benfica, Jorge Jesus e Rui Vitória, mostram-se à altura dos desafios, o Sporting apostou em Jesualdo Ferreira, Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus, antes de chegar José Peseiro e o FC Porto teve Villas Boas, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Luís Castro, Julen Lopetegui e Nuno Espírito Santo, até à escolha de Sérgio Conceição. Lopetegui à parte, que está onde se sabe, as restantes opções viraram-se para a tremenda qualidade dos treinadores lusos.

Ás
Zlatan Ibrahimovic
O avançado sueco, agora ao serviço do LA Galaxy, assinou o 500.º golo da carreira, em Toronto, num jogo que acabou por perder por 5-3. Mas o mais relevante será a forma como Ibrahimovic bateu o guarda-redes Alexander Bono, com um pontapé acrobático, de marca pessoal, entre o kung fu e o taekwondo, uma obra de arte...

Ás
Simon Yates
Este inglês, de 26 anos e com figura de jockey (1,72m e 58 quilos), venceu a Vuelta e entrou no clube dos maiores do ciclismo internacional. Estamos num ano de glória para o desporto velocipédico britânico, com Chris Froome a vencer o Giro e Geraint Thomas a trinufar no Tour. Nada é por acaso. Trabalho e competência.

Duque
Paulo Gonçalves
Sendo a presunção de inocência um preceito inviolável, o senso comum exigia que Benfica e Paulo Gonçalves separassem caminhos. A Justiça, nos seus tempos e com os seus meios, ditará sentença no caso das toupeiras e no dia do trânsito em julgado terá sempre razão. Mas, para já, esta é a via mais certa...

Palavras sensatas, que fazem a diferença
«Vivemos num Estado de direito, estou à espera que se faça justiça e acredito na justiça portuguesa»
Frederico Varandas, presidente do Sporting
Frederico Varandas assumiu o discurso mais inteligente, quando confrontado com os casos que envolvem o Benfica (até porque não podia olvidar o Cashball...). De facto, os clubes devem exigir que a justiça funcione, sem ultrapassarem os limites de convivência entre oficiais da mesma arte. É assim que é feito em todos os países civilizados e deverá ser esse o exemplo a seguir, por cá.

CR7, a saga goleadora continua
O que têm em comum o brasileiro Roberto Tigrão, o tobaguenho Shaka Hislop, o espanhol Daniel Aranzubia e o italiano Andrea Consigli? Em primeiro lugar, são (ou foram...) guarda-redes profissionais. Depois, e mais relevante, sofreram os golos de estreia de Cristiano Ronaldo nos campeonatos de Portugal, Inglaterra, Espanha e Itália (e já vão 400 golos nestas quatro competições!!!). Entre o golo que CR7 marcou a Roberto Tigrão, a 7 de Outubro de 2002, num Sporting, 3 - Moreirense, 0 e aquele que conseguiu ontem, na Juventus, 2 -  Sassuolo, 1, passaram 16 anos de história e glória do prodígio madeirense. A saga de Cristiano Ronaldo na alta-roda do futebol mundial parece estar ainda longe do fim. Mas será bom que se crie a convicção de que os grandes palcos do português na sua etapa na vecchia signora estão marcados para a Champions. Para já, fica o registo do primeiro sangue derramado por CR7 em Itália...

'Boks' foram super e pumas imperiais
Depois de uma batalha sem quartel, 80 minutos de espectáculo esplendoroso, a África do Sul venceu na Nova Zelândia, algo que não conseguia desde 2009, e obrigou os 'all blacks' a abandonar a estratosfera e regressar à Terra. E os pumas venceram na Austrália!"

José Manuel Delgado, in A Bola

Pichardo 2022

Com o processo de naturalização completo, com o anuncio da Federação Internacional, era esperada o reforço da ligação do PPP com o Benfica. Posso estar enganado, mas esta relação irá durar até ao fim da carreira do nosso super-atleta... será uma questão de gratidão!

Alvorada... do Bernardo

Quem quer ser estupidamente rico? Quem pode

"Uma das regras elementares do manual de sobrevivência da vida em sociedade é não acreditar em tudo o que se ouve. Eu, por exemplo, cresci com a impressão de que o 5 ao lado do 1154xxxx no B.I. implicava a existência de outros quatro Pedro Marta Candeias, o que motivou buscas inúteis nas páginas amarelas, e de que o futebol era o desporto do povo, o que me fez gostar dele.
Estava enganado em ambos os casos: o 5 era apenas um número de controlo, e o futebol não é um desporto, mas um negócio. Quer dizer, joga-se e é relativamente simples de entender e de o fazer, basta uma bola e dois putos para que aconteça, mas não é um desporto no sentido etimológico da coisa: duvido que dê saúde física e mental a quem o pratica a sério, e envolve demasiado dinheiro para um passatempo.
Daí, Liga dos Campeões.
É chegada àquela altura do ano em que se renovam esperanças, se fazem contas à vida (pelo menos, mais uma subscrição) e se preenchem as folhas Excel das apostas entre a malta: quem marca mais e menos, passa em primeiro e segundo ou cai na Liga Europa.
Lamento informar, mas esta é uma competição viciada protocolarmente pela UEFA. Vejamos: em 2018-19, a Champions terá um bolo de mais de dois mil milhões de euros a ser fatiado assim: 15 milhões mais variáveis (ranking UEFA) por participar na fase de grupos, 2,7 milhões por cada vitória e 900 mil euros por empate; 9,5 milhões por presença nos oitavos de final, 10,5 milhões nos quartos de final, 12,5 nas meias-finais e 15 milhões na final; o vencedor receberá quatro milhões, mais 3,5 milhões por automaticamente garantir um lugar na Supertaça.
É até comovente achar que a distribuição é democrática, que os clubes têm todos as mesmas oportunidades de ganhar o seu e mais algum, mas não é verdade; o que isto faz é apenas cavar o buraco entre as Ligas ricas e pobres, e também entre os pobres e ricos dentro das ligas mais pobres. A UEFA deixa a regulação ao deus-dará: não impõe limites nas contratações, nos salários nem nos budgets, e o Fair Play financeiro é arrogantemente contornado por quem pode, ou melhor, por quem tem massa.
Em países como o nosso, em que a diferença de orçamentos dos clubes dominadores para os restantes é pornográfica, a entrada na Champions engorda o topo da cadeia – e como só dois podem lá andar, significa que o terceiro grande tenderá a penar mais. Além disso, a nossa Liga fica em Saturno e achar que FC Porto (num grupo com o Schalke, Galatasaray e Lokomotiv de Moscovo) e Benfica (Bayern, Ajax e AEK) podem competir para lá dos quartos de final é romântico, embora estatisticamente improvável.
Porque, inevitavelmente, chegará aquele momento em que os ricalhaços vão impôr os milhões e a influência para arrebanharem mais alguns milhões e ampliarem a sua influência: o último campeão europeu fora dos campeonatos multimilionários foi o abastado Inter de Milão, em 2010, e o último campeão europeu dos pobres foi o FC Porto, em 2004; em ambos os casos, com José Mourinho.
Esta é a lista dos semifinalistas da última década:
2018 - Real Madrid, Bayern, Liverpool e Roma
2017 - Real Madrid, Juventus, Atlético Madrid e Mónaco
2016 - Real Madrid, Bayern, Atlético Madrid e Manchester City
2015 - Barcelona, Real Madrid, Bayern e Juventus
2014 - Real Madrid, Bayern, Chelsea e Atlético Madrid
2013 - Bayern, Real Madrid, Barcelona e Borussia
2012 - Chelsea, Bayern, Real Madrid e Barcelona
2011 - Barcelona, Real Madrid, Manchester United e Schalke 04
2010 - Inter, Bayern, Barcelona e Lyon
2009 - Barcelona, Arsenal, Manchester United e Chelsea
2008 - Manchester United, Chelsea, Barcelona e Liverpool
* A negrito está o campeão
Tirando algumas excepções simpáticas que nos levam a acreditar que quase tudo é possível (o Lyon e a Roma e o Schalke) sem dinheiro, e o efeito a Liga dos Campeões transformou-se numa competição previsível. Manchester United, Real Madrid, Barcelona, Manchester City, Arsenal, Chelsea, Liverpool e Juventus são, por esta ordem, os clubes mais ricos do planeta; o Atlético, bem, tem Simeone.

O que se passou
Este fim de semana houve Taça da Liga: Benfica e Sporting venceram, o FC Porto nem por isso. Além disso, Cristiano Ronaldo voltou aos golos, marcando dois ao Sassuolo, ganhando balanço para o que aí vem esta semana. Porque lá atrás não referi outro ponto de interesse desta Champions: Ronaldo tem 120 golos em 153 jogos nesta competição, e pela primeira vez em dez anos não estará a jogar pelo Real Madrid. Também temos os textos dos nossos contra-cronistas e a crónica de segunda-feira de Bruno Vieira Amaral, que escreve sobre Douglas Costa, o novo bad boy, no sentido literal da expressão."

Pontapé de Canto - Selecção e Liga

Pepe já leva seis golos nesta época

"Duas horas, um minuto e 39 segundos é o novo melhor tempo da maratona, conseguido ontem, em Berlim, pelo queniano Eliud Kipchoge, que retirou ao anterior máximo um minuto e 18 segundos. Eis uma bela oportunidade para recuar 33 anos e lembrar Carlos Lopes, então campeão e recordista olímpico – e campeão do Mundo de corta-mato – que em Roterdão, a 20 de Abril de 1985, bateu também o recorde mundial da maratona.
O início da glória olímpica e global no atletismo português, desafortunadamente afastada hoje das provas de fundo e meio fundo em que o país não investiu por falta de visão, parece nos dias que correm como coisa corriqueira de que só os mais velhos guardam memória – e tão difícil foi! 
Convenhamos que o nosso futebol, que se supunha satisfeito com as conquistas europeias do Benfica e com a gesta dos Magriços, nos idos de 60, deu nas últimas décadas um salto de qualidade monstruoso, com sucessos das selecções nos diversos níveis e com o alfobre das academias a fazer despontar talentos atrás de talentos. Olhamos para Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Bruma, André Silva, Rúben Neves, Gelson Martins, Rúben Dias e muitos outros, espalhados por vários campeonatos, e damos por adquirido não só o reconhecimento internacional da qualidade portuguesa na área desportiva, como os muitos anos de alegrias que esperam por nós. A juntar às que vivemos este fim de semana, por exemplo.
E se ontem foi o dia do despertar do instinto goleador de Cristiano Ronaldo, com um duplo êxito que salvou a Juventus, no sábado desfrutara-se já dos novos elogios de Guardiola a Bernardo Silva e de mais um momento fantástico de Pepe e Ricardo Quaresma, a abrir o marcador para o Besiktas: canto teleguiado do homem da trivela para a cabeçada vitoriosa do luso-brasileiro, que de imediato viu todo o estádio a aplaudi-lo de pé.
É o início de época mais profícuo de Pepe, que a caminho dos 36 anos se mantém na plenitude das suas capacidades. Acaba de ser distinguido como o melhor defesa da liga turca na temporada finda e, ainda em setembro, soma já seis (!) golos – cinco pelo Besiktas, em oito jogos (dois de qualificação para a Champions), e um pela Seleção, na partida em que atingiu as 100 internacionalizações. Haver Pepe é um luxo. E um orgulho para os adeptos portugueses.
Depois de evocar o extraordinário Carlos Lopes, termino como comecei, longe do futebol, dedicando o último parágrafo a outra lenda, esta do snooker. Refiro-me ao inglês Ronald Antonio O’Sullivan, mais conhecido por Ronnie O’Sullivan ou "The Rocket", que ontem, aos 42 anos e em mais uma final épica, arrebatou os 225 mil euros de prémio do vencedor do Shangai Masters, torneio que conquistara já em 2009 e 2017. Pentacampeão mundial e ex-número um do ranking, Ronnie é para mim o melhor de sempre no snooker: pelo conjunto dos resultados obtidos, por ser o primeiro jogador da modalidade a chegar aos 10 milhões de libras em prémios e pelo génio, até agora insuperável, com que sai das situações de jogo mais complexas, com tacadas inacessíveis ao comum dos mortais. Viver a fase de ouro de Cristiano e Messi, desfrutar da rivalidade de Federer com Nadal e Djokovic, e ver Ronnie O’Sullivan limpar a mesa acima dos 100 pontos (ou dos 140!): que mais poderia eu desejar? Desportivamente, nada."

Benfiquismo (CMLII)


Sabe quem é? Como ele, ninguém... - Félix Bermudes

"Presidente assim nenhum clube teve (e não só pelo que fez no desporto); Sem sua ideia não teria havido Benfica

1. (O pai era da Galiza, emigrara par o Porto para por lá abrir salão de bilhar - e, algures por 1879, tinha o filho cinco anos, desceu, com a família atrás, a Lisboa, para igual negócio). Ele cresceu e estudou na Escola Americana - e fundado o Sport Lisboa (1904) desatou a aparecer em Belém, para jogar na sua equipa de terceiras categorias. «Jogava a extremo direito, era o jogador mais veloz desse tempo, mas campeão, no Sport Lisboa, só fui uma vez - e como guarda-redes...»

2. Numa das primeiras edições de A Bola contou-o: «Ajudei a conquistar o primeiro troféu ganho pelo Sport Lisboa contra  Cruz Negra, a vitoria foi nossa por 5-2 e marquei dois golos e maio porque o primeiro resultou dum chuto simultâneo vibrado por mim e pelo interior direito e que deu um efeito tão incrível à bola que o guarda-redes, verdadeiramente desnorteado, não pôde apanhá-la, tendo-a tão perto».

3. Fora o primeiro elemento do Sport Lisboa a participar num torneio de atletismo (organizado, na Pavalhã, pelo infante D. Afonso) - e, em 1908, o clube perdeu quase todos os seus melhores futebolistas para o Sporting. Pensou-se que era o seu fim (e, se fosse o Sport Lisboa e Benfica nunca teria existido...) - mas ele, Manuel Gourade, Cosme Damião não deixaram que fosse: da sua cabeça soltou-se a ideia de um peditório para suportar os gastos de inscrição (da equipa de terceiras categorias que passava a primeira) no Campeonato de Lisboa. 47 mil réis se colheram, bastaram para a necessidade - e com ele à baliza, em alguns jogos, o SL só ficou atrás dos ingleses do Carcavelos.

4. Também o contou em A Bola: «Outro dos meus melhores títulos foi quando o José Pontes organizou festa desportiva memorável. O Benfica pensou em muitas equipas para o cross-country, mas o Cosme Damião apenas pôde organizar duas e meia. Eu estava pacatamente nas bancadas, com o meu filho, a assistir aos preparativos quando o Cosme, para organizar a terceira equipa, me ordenou vestir-me para correr. Por meu turno eu mandei vestir o meu filho e lá fomos os dois completar a equipa - e ganhou o Lázaro...»

5. (Essa vitória de Francisco Lázaro com a camisola do SL Benfica foi em Maio de 1911 - num corta-mato com sebes, muros, rias de água, arames farpados e passagens por... minas!) Quinze dias antes, estreara a primeira peça de teatro de revista de feição claramente republicana: Agulha em Palheiro - foi ele que a escreveu, era já argumentista de fama (internacional).

6. Ao futebol e ao atletismo que praticou, juntou-lhes o ciclismo, o hipismo, a natação, o alpinismo (& mais...) - e, no tiro, foi aos Jogos Olímpicos de 1920 e 1924: em Paris ganhou a medalha de quarto lugar (ainda não se decidira que o pódio era de três apenas). E oito anos antes já ele se tornara presidente do Benfica.

7. Algures por 1942, a Censura salazarista proibiu  hino do Benfica por no seu refrão se cantar Avante p'lo Benfica! (e Avante se chamar o jornal dos comunistas). Fora escrito por ele para comemorações do 25.º aniversário do clube - e a presidente do Benfica voltou em Janeiro de 1945. (Ganhou o campeonato - e lançou o projecto para o «grandioso estádio de futebol» que esteve para ser em terrenos à beira do Hospital Júlio de Matos e acabou por ser em Carnide, já com Manuel da Conceição Afonso no seu lugar...)

8. Figura de destaque na candidatura de Norton de Matos, a PIDE esteve para prendê-lo, não o fez por se achar perigoso o seu impacto - dada a sua posição na Federação Internacional das Sociedades de Homens de Letras (seu vice-presidente durante duas décadas, em 1956 subiu à presidência).

9. Entre mais de 100 peças de teatro que assinou está O Leão da Estrela - transformado em filme por Arthur Duarte. Aos 67 anos chegou à final de pares do Campeonato de Portugal de ténis de segundas categorias - e aos 50 fora campeão absoluto de esgrima.

10. Foi filósofo e esoterista - experts afiançam que é dele a melhor tradução do Se, o imortal poema de Kipling. Aos 82 anos ainda jogou ténis de mesa por Moçambique - revelando a quem o viu e esboçou: «E, em Portugal, uma vez por semana pelo menos, ainda vou a pé de Lisboa a Queluz ou de Queluz a Lisboa - e se não dou a volta ao mundo não é por falta de pernas, é por falta de botas...»"

António Simões, in A Bola

Liga dos Campeões e outras mudanças: siga o dinheiro

"Não se esqueçam de uma frase de Chateaubriand: «A justiça é o pão do povo, de que ele está sempre necessitando»

1. A Taça da Liga, e a sua fase de grupos, tem lugar, esta época, a um fim de semana prolongado. Com novo patrocinador parecia seguro que nos jogos que envolvessem os grandes - importantes dinamizadores de um qualquer patrocínio, tenha este sido concretizado de forma directa ou indirecta... - o Conselho de Arbitragem nomeasse árbitros que não gerassem muita polémica. Sabemos bem que se os treinadores dão minutos aos jogadores menos utilizados também pode ser curial que o CA designe árbitros com menos experiência para os tradicionais grandes palcos do futebol português. Mas face às arbitragens do Dragão e da Luz parece, afinal, que o CA e a Direcção da Liga - em tempo de propostas de mudança estatutária revolucionária! - estão quase de costas voltadas. Ou então as relações tensas do arranque desta época não estão ainda ultrapassadas. Quase nos recordaram Sócrates, o bem antigo, quando nos legou que «de três coisas precisam os homens: prudência no ânimo, silêncio na língua e vergonha na cara». Citei e recordei uma das antigas referências europeias. Tão só! Sabendo que a justiça não tem nada de complicada a quem a complica somos nós. Nos relvados e fora deles. Nos tribunais e, por vezes, à porta deles. Seja os tribunais do Estado seja os tribunas arbitrais. Como o do Desporto, tão acarinhado esta semana em razão de acórdãos que expressam uma jurisprudência constante que começa a ser, e bem, em tempos de liberdade de expressão, e dos seus excessos. Mas no Dragão e na Luz as arbitragens foram fracas, diria que fraquinhas. O Futebol Clube do Porto empatou e Sérgio Conceição foi, uma vez mais expulso. Na Luz um Benfica, com algumas novidades e com Salvio em grande, venceu justamente um Rio Ave bem organizado e com pormenores individuais bem interessantes. Hoje é o Sporting, já sob a liderança de Frederico Varandas, a defrontar o Marítimo. Veremos qual o árbitro designado pelo Conselho de Arbitragem...

2. Esta semana fomos confrontados com um exclusivo que, de verdade, tem mais de dois anos. A descoberta do hacker, incluindo a sua fotografia, qual artífice do Football Leaks, consta de uma edição do jornal desportivo espanhol Marca em Março de 2016. E este jornal, na sua liberdade e também com a sua clara resistência - que vivamente se saúda! - deu, nesse tempo, a devida nota dessa notícia! Na altura Rui Pinto tinha 27 anos e o seu advogado Aníbal Pinto, que «com ele comunicava mediante TOR, para não ser descoberto» actuavam em conjunto e haviam «extorsioando y chantangeado a diversoso clubes y, cuando estos no pagaban, ellos hacian públicos los documentos en na web Football Leaks». Como constatam citei, em castelhano, a notícia do jornal espanhol. De propósito e em consciência. E não foi, acreditem, por negligência... Acredito que as nossas entidades de investigação não deixaram de ler, e guardar, a notícia, e porventura até os comentários publicados no site do mais conhecido, e vendido, jornal desportivo espanhol. Acredito, já que não conheço o processo - nem, ao que consta, os seus diferentes anexos - que as mesmas entidades de investigação, e quem as dirige, não deixaram de realizar todas as diligências para aprofundar os dados e factos que constam da notícia. E acredito, diria que piamente, que esse aprofundamento consta de inquéritos pendentes, estes sim, por cautela táctica, ainda em pleno segredo de justiça. Aprendi, da minha presença também nos corredores e nas diferentes barras dos nossos tribunais, e numa influência brasileira, que « segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz. Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não esqueça de antes molhar a sua ponta num vaso de mel». E, aqui, o mel é o seguir o dinheiro. E acredito, com renovada piedade, que as nossas entidades de investigação estão já a seguir o dinheiro. Com a percepção de encontrarem, a tempo - mesmo que com mais algum tempo - os verdadeiros beneficiários finais. E, decerto, ouvindo já amanhã ou durante a próxima semana, algumas personagens que se estão disponíveis para serem entrevistados estão ansiosos para serem escutados! já que como escrevia Miguel Couto: «A justiça é o que nos favorece; a injustiça é o que nos contraria»! Como bem sabe e bem fez em oportuna e sagaz conferência de imprensa e meu Amigo João Varandas Fernandes.

3. Vai arrancar, esta semana, a Liga dos Campeões. E também a Liga Europa. Muito muda na Liga dos milhões. O prémio de presença na fase de grupos desde logo. Bem apetitoso! Os prémios por vitória ou empate. Bem estimulantes! Os prémios para quem alcançar os oitavos de final, quartos de final e ... final! Bem relevantes! E neste tempo em que na Europa se estuda, com afinco, uma terceira competição europeia muito mudou, entre nós, em termos de direitos televisivos. O que sabemos é que nenhum grande ou relevante operador que actuam no mercado português adquiriu os direitos da Liga dos Campeões. Ou da Liga espanhola. Ou da Liga francesa. Sabemos, tão só, por uma voz da Sport TV que mesmo oferendo menos, não «descem os preços das assinaturas»! Sabemos, desde Victor Hugo «que ser bom é fácil. O difícil é ser justo»! E, aqui, mesmo perante a indiferença - eu diria desconhecimento! - do Ministério da Cultura - o da tutela! - os direitos dos consumidores são afectados. Acredito que o poder político do desporto - activo e cauteloso como é imperioso nestes complexos momentos! - se vai empenhar na avaliação desta situação. Este capitalismo irritante - agora que o nosso Primeiro Ministro visita, e bem, Angola após uma cómoda decisão da nossa Justiça! - tem dias. Diria também que tem rostos. As licenças resultam de uma concessão pública e é útil que algumas personalidades se recordem dessa realidade e outras o saibam, por conhecimento transmitido. E a concessão, qualquer concessão, gera responsabilidades e, no caso, explicações. Diria que aqui também a transparência se exige! E também é tempo de alguns que se julgam senhores disto tudo - e não digo donos em plena consciência bancária! - não se esqueçam de uma frase de Chateaubriand: «A justiça é o pão do povo, de que ele está sempre necessitando»! Pão e povo! Sempre! Não se esqueçam... enquanto é tempo! E como nos legou Machado de Assis «enquanto matamos o tempo, ele nos enterra»!"

Fernando Seara, in A Bola

Coincidências!!!


domingo, 16 de setembro de 2018

28 !!!

Benfica 28 - 0 Ponte de Frielas



O que dizer de um resultado destes?!!!
Não será o único resultado deste tipo, temos uma equipa muito boa, o nível do Futebol Feminino em Portugal é muito desequilibrado, mesmo na 1.ª Divisão o desequilíbrio é grande...

Esta época será um teste ao profissionalismo das nossas jogadoras, vamos ter treinos muito mais competitivos do que os jogos, e só na Taça de Portugal, poderemos encontrar adversárias de nível elevado...
Mesmo assim não esquecer que neste momento estamos a jogar a 1.ª fase, na Série D com o Frielas, o Almeirim, o Pego, o Daimaiense, os Vidreiros, o Torreense e o Sintrense. E mais tarde haverá uma Fase Final que ditará a subida... com as melhores das restantes Séries.




PS: O Presidente Luís Filipe Vieira, marcou presença na estreia oficial da nossa equipa feminina, na Tapadinha, e acabou por dar uma pequena entrevista.

Justiça com muito suor

"As duas equipas apresentaram muitas alterações, mas as exibições não oscilaram

Partida de qualidade
1. Em primeiro lugar há a destacar a qualidade do jogo, não tanto pelo desempenho do Benfica mas pelo do Rio Ave, que teve uma atitude muito positiva. As duas equipas apresentaram muitas alterações em relação aos onzes habituais mas as exibições não sofreram grandes oscilações. Os encarnados entraram bem no jogo e chegaram à vantagem, mas na resposta o Rio Ave conseguiu reequilibrar a partida. Na segunda parte, o Benfica voltou com gás e executou alguns contra-ataques de qualidade, ampliou a vantagem no marcador mas, ainda assim, o Rio Ave marcou e conseguiu manter o Benfica em alerta até final. A vitória dos encarnados foi justa mas bastante suada.

Rio Ave variável, águia constante
2. O Rio Ave apresentou-se com uma estrutura com um bloco muito subido, sempre a procurar pressionar a primeira fase a construção do Benfica, com dois jogadores na zona central do terreno encarregues de desempenharem essa tarefa de condicionar a saída de bola do Benfica. A táctica idealizada foi o 4x3x3, mas variou por vezes para um 4x2x3x1, ainda com uma nuance de transformação para 4x4x2, quando havia uma junção de dois homens na frente de ataque. O Benfica de Rui Vitória manteve-se sempre em 4x3x3, como tem sido hábito nos últimos tempos. Há a velha questão de o Benfica se poder apresentar, também, em 4x4x2, mas ái perde-se dinâmica na zona central do terreno, pois Gedson Fernandes, que tem sido muito influente neste vector do jogo, não fica com tanto espaço para as suas movimentações e o futebol encarnado poderá ter a tendência de ficar mais curto, e eventualmente, mais lento.

A questão Seferovic
3. Haris Seferovic voltou a ser o homem escolhido para jogar na frente de ataque. O suíço é um jogador forte fisicamente e que ganha muitos duelos e adequa-se a preceito ao 4x3x3, embora num 4x4x2, com um jogador que dê mais profundidade do ataque, também possa ser útil, tendo em conta, em simultâneo, a sua movimentação entrelinhas.

Destaques individuais
4. No que toca a desempenhos individuais, do lado do Rio Ave destacou-se o brasileiro Galeno, que causou sempre preocupações ao último reduto encarnado. No Benfica, Salvio apareceu a espaços, enquanto o central Jardel demonstrou a sua habitual segurança a nível defensivo. Conti e Gabriel estrearam-se, mas enquanto praticamente nada deu para ver no brasileiro, no argentino ficou patente a sua regularidade exibicional, embora tenha de melhorar bastante no capítulo da construção. No entanto, também é normal que este aspecto ainda não esteja tão afinado, uma vez que ainda não estará a par de todos os movimentos habituais da equipa, o que lhe causa alguns transtornos nesta matéria."

João Carlos Pereira, in A Bola

A Premier League e o momento de dizer basta à dissipação de dinheiro

"Dois sinais que falam de uma atitude alterada. Vêm da Premier League, o campeonato que no início dos anos 90 apontou ao futebol o caminho do Grande Negócio e o transformou num assunto de turbo-capitalismo. Durante um quarto de século, o campeonato inglês foi indicado como modelo a seguir por todos os gestores a quem toca a tarefa de converter uma Liga nacional numa máquina registadora. E ainda que essa narrativa tenha sido muito estereotipada e montada na exaltação dos aspectos positivos e na subvalorização dos negativos, continua a ser indiscutível que o principal campeonato inglês se transformou numa NBA do futebol. Mas talvez tenha chegado o momento em que até esta corrida em direcção ao gigantismo deve ser sujeita a regulação, para evitar que um excesso de crescimento conduza ao esgotamento.
Na verdade, os sinais enviados nas últimas semanas vão na direcção de um travão ao despesismo. Primeiro, foi a decisão de encerrar o período de mercado de transferências um dia antes do início do campeonato, a 11 de Agosto. Para os clubes da Premier League tratou-se de um encurtamento de 20 dias em relação em quase todos os concorrentes europeus (só os italianos tiveram de se contentar com a mesma limitação). Tal como considerei em artigo escrito aqui no Bancada, esta renúncia pode ser uma desvantagem competitiva. Mas, ao mesmo tempo, é um procedimento que, entre outras coisas, trata de limitar o despesismo dos clubes. Mas depois apareceu o segundo sinal: uma proposta para que o pagamento do serviço prestado pelos agentes aos jogadores seja feito por estes e não pelos clubes. Algo que seria lógico e normal, mas que, no entanto, não acontece há vários anos.
Tornou-se da praxe, que o serviço do agente ao jogador seja pago pelo clube. Isto é, um interveniente no negócio paga o serviço ao profissional que trabalha para a outra parte. Agora tentem explicar esta situação a alguém que não esteja familiarizado com os estranhos rituais do mundo do futebol. Chamar-vos-ão loucos. Mas no futebol esta loucura é a normalidade: os clubes pagam aos agentes dos futebolistas pelos serviços que estes prestam aos futebolistas nas negociações com os clubes. A situação que isto cria é perigosamente promíscua, até por ser uma premissa para uma aliança entre os agentes e os clubes. Além disso, os custos das transacções para os clubes podem subir em flecha, porque podemos chegar a situações paradoxais, como aquela em que um agente seja encarregue por um clube de aconselhar o jogador para quem trabalha a renovar contrato. E assim que o contrato seja renovado, o clube pagará duas comissões ao agente: aquela devida por ter “favorecido” a renovação e aquela que o jogador deveria pagar-lhe pela conclusão do negócio.
Entramos assim numa espiral de despesa que pode fazer desaparecer em custos com transferências qualquer aumento do volume de negócios gerado pela tal máquina registadora em que se transformou o grande futebol. E daqui nasceu a proposta que visa impedir que sejam os clubes a pagar aos agentes os serviços desenvolvidos no interesse dos futebolistas. E, mais uma vez, o objectivo é só um: conter os custos antes que seja tarde demais.
Que conclusões devemos retirar dos sinais vindos de Inglaterra? A resposta é que se trata de um sinal de sensibilização para a perda de controlo sobre o estado económico-financeiro do futebol. Que este é um mundo em que continua a agir-se como se se tivessem à disposição recursos ilimitados. E é do campeonato que gera muito mais receita do que qualquer outro que surge o despertar para a realidade. Os recursos não são ilimitados e, mais cedo ou mais tarde, vão esgotar-se. E uma vez que grande parte deles são utilizados em transferências de jogadores, é ali que terá de se intervir, antecipando o encerramento do mercado de transferências e pondo um travão às despesas dos clubes com os agentes. São sinais tímidos de responsabilidade que as outras ligas fariam bem em seguir."

O CAS posto em causa (II)

"Há duas semanas demos conta da decisão do Tribunal de recurso de Bruxelas que entendeu que as cláusulas dos estatutos da FIFA, da UEFA e das federações nacionais de futebol que impõem o recurso obrigatório para o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne (CAS) são ilegais. Aí explicámos que esta decisão teria apenas efeitos circunscritos ao caso concreto.
Dada a relevância da questão, veio agora o próprio CAS emitir um comunicado com alguns aspectos muito relevantes relativamente a esta controvérsia.
O CAS explica que, na realidade, o Tribunal de Bruxelas rejeitou uma objecção contra a sua própria jurisdição para decidir o litígio, tendo afirmado que, à luz do direito belga, a excepção de arbitragem não se aplica a este caso, sob o argumento de que a cláusula de arbitragem prevista nos Estatutos não é detalhada o suficiente. Diz o CAS que por essa razão, o problema reside apenas na formulação da cláusula do CAS nos Estatutos da FIFA e que isso não afecta a jurisdição do CAS a um nível global.
O CAS esclarece ainda que esta decisão do Tribunal belga não afecta a decisão anteriormente preferida pelo CAS, nesta matéria, em 2017, alertando, contudo para o facto de que podem, afinal, existir duas decisões contraditórias: uma emitida pelos tribunais belgas, aplicável na Bélgica, e outra emitida pelo CAS (e confirmado pelo Tribunal Federal Suíço), aplicável no resto do mundo.
Diz ainda o Tribunal que o risco de um tribunal nacional não reconhecer a arbitragem do CAS ou não aplicar uma decisão proferida pelo CAS é muito limitado, muito raro e que depende de legislação nacional. No entanto - refere ainda - essas excepções são isoladas e não são novidade."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Advogados de bancada

"Hackers, toupeiras, acusações, arguidos. No meio disto joga-se à bola. Uma vez por outra. Essa coisa que acontece entre os intermináveis bate-boca. Por vezes só serve para empatar. Para interromper as acesas discussões sobre o Ministério Público, os dirigentes, as SAD, quem roubou, quem comprou, quem vendeu.
Costuma dizer-se que em cada adepto há um treinador de bancada. Agora, no futebol português, assistimos ao aparecimento dos advogados de bancada. Todos sabem de Direito. Todos dizem como devia ser a acusação, qual a pena, qual a condenação, se é válida, se é falsa. Advogados, investigadores do MP, aspirantes a PJ da mesa de café.
As apreciações sobre táctica, onze, suplentes dão lugar aos pareceres sobre estratégia de defesa, política de comunicação. E tudo vai crescendo e galopando entre jogos de selecção, com a Taça da Liga a acontecer, a Champions ao virar da esquina e o campeonato quase a regressar. E então?
Nada. Que se dane o futebol. Chega de roubar tempo de antena e palco aos piratas informáticos e toupeiras desta vida. Deixem lá o jogo acabar para voltarmos a falar do que interessa. É um thriller de acção e intriga escrito por qualquer autor nórdico? Não... é o futebol português em estado puro."

Guerra e paz no futebol português

"A época passada foi catastrófica. A união entre o Sporting de Bruno de Carvalho e de Nuno Saraiva e o FC Porto de Pinto da Costa e Francisco J. Marques contra o perigo óbvio de ver o Benfica disparar para uma hegemonia total, se alcançasse o famigerado penta, trouxe ao futebol português um clima de guerrilha estratégica sistemática, à qual alegremente se associaram os mais diversos peões das duas entidades na ofensiva e da entidade na defensiva.
Pensada e executada com o cuidado de uma acção militar, os beligerantes saíram vencedores. Mais a Norte do que a Sul, a vitória saldou-se por um novo título para o FC Porto e por uma derrota, que poderia ter sido mais marcante e mais desmoralizadora, para o Benfica, caso não acontecesse o improvável suicídio social e desportivo do líder sportinguista, que o levaria à destituição e ao exílio.
Para a nova época, as forças em presença alteraram significativamente o desequilíbrio verificado no último ano. O Sporting teve eleições e os seus associados apostaram num novo chefe que trouxe uma mensagem de paz de esperança numa nova relação com o futebol, permitindo ao Sporting lutar de forma firme, mas independente, pelos seus objectivos, sem se sentir usado por aliados com interesses próprios.
FC Porto e Benfica ficam, assim, isolados e, por isso, mais expostos numa guerra que, se o Sporting perceber, mesmo, de estratégia militar, poderá vir a beneficiá-lo muito nesta fase de reconquista leonina.
Não é difícil prever: a paz ajudará o Sporting a resolver melhor o seu futuro. A guerra implicará o desgaste inevitável dos seus principais rivais."

Vítor Serpa, in A Bola

PS: O Serpa é tão tótó!!! E deve pensar que os outros também são: então o facto do Sporting se constituir de assistente no E-Toupeira é um exemplo de paz!!!
E continua a confundir o Benfica, com os outros, que atacaram e continuam a atacar o Benfica, das formais mais nojentas que se possa imaginar...!!!

Benfiquista (CMLI)

63-64

Denúncia...

"Vou clarificar isto...
Na altura que que começaram a sair os primeiros contratos do FCP, DOYEN, SCP etc, do tal super inteligente Hacker, a Doyen foi convidada a pagar 400.000€ ao advogado e fazer um contrato vitalício com o Rui Pinto de 60.000€ mês.
Só que a mesma acabou por não aceder a tal imposição e inverteu o sistema...
Contratou hackers da Rússia para localizar o mesmo e seguir fio a pavio o mesmo.
Por tais factos o famoso advogado desistiu e fez inclusive uma queixa na ordem dos advogados contra alguém (advogado também que estava ...)
Perante tais factos e na eminência de se continuar a divulgar tais processos, a força do poder nortenho contratou os serviços do mesmo, tendo assim negociado algo muito importante, que era a informação confidencial de outro clube para posteriormente usar na medida que lhe convinha.
Famoso advogado da estrutura foi quem se encarregou de tal prática e conseguiu assim libertar a Doyen de mais informação pública.
A esta parte pergunta-se, qual o motivo da Doyen não vir a público da uma explicação cabal sobre todo o processo?
- Respondo, que tem muito a haver ainda na mesma estrutura do clube, nos passes de alguns jogadores. (Interesses)
Mas na continuação dos mesmo, sabe-se que a determinada altura a informação de outro clube deixou de vir a público, pra união de dois clubes, o qual beneficiou de tal prática criminosa de informação confidencial, mas para isso havia que pagar!!!
Sim pagou-se com Lumor que sai do Norte a título gratuito, passa férias no Algarve e aterra em Lisboa por cerca de 3M no total... O tal que não joga.
Mas bem seguimos em frente, no meio de tudo isto é trocas e baldrocas o Rui Pinto tinha informação dos 3 grandes e das 2 “maiores” empresas de agenciamento do Mundo, GESTIFUTE e DOYEN..., Mas a Gestifute “supostamente” pagou e saiu do filme vigário a imagem do seu dono que é um homem honesto (Jorge Mendes), dai hoje não estar em questão.
Seguimos caminho e batemos de frente com o Benfica... foi quem não pagou, não entrou em esquemas e está a ser vítima de uma montagem megalómana que envolve mais de 10M€.
Ou seja, eu um dia destes vou para Budapeste e contrato um hacker para investigar a PGR.
Com isto me despeço até Vigo!

PS.: tal como o dos 200 e tal mil que ele tirou das Cayman... ganhou em tribunal mas nunca recebeu o dinheiro de volta porque o que tinha lá escondido era muito mais e se falasse nele tinha que pagar impostos... entenderam? 🤣 O tribunal de Oeiras sabes disso."

Cadomblé do Vata

"1. Entramos a ganhar na Taça da Liga... foi pena, um empate tinha dado mesmo jeito para aquela depressãozinha pré-Champions.
2. Bem esgalhada esta data, para dar a falsa ideia de competitividade da Taça da Liga... enquanto os 2 grandes estão mais preocupados com os jogos europeus da próxima semana, os pequenos dividem o jogo.
3. Yuri e Alfa Ce são jogadores de extremos... fazem espectacularmente o que sabem e falham com estrondo no que não sabem.
4. Têm duvidas da utilidade do Samaris? Então vejam quanto tempo é que a estrela vila condense se aguentou em campo depois da entrada do grego.
5. Salvio parece estar a viver uma segunda juventude... faz lembrar aquele filme do Brad Pitt, "O Estranho Caso de Benjamin Toto"."