Últimas indefectivações

sábado, 28 de maio de 2016

Acabou!

Corruptos 93 - 85 Benfica
22-25, 23-14, 21-19, 27-27

Derrota esperada.
A única coisa que me apraz dizer neste momento, é que espero muito sinceramente, que exista capacidade de auto-avaliação suficiente, para perceber que esta secção precisa urgentemente de mudanças profundas.

Esclareço que nada me move contra o Carlos Lisboa, bem pelo contrário, o jogador Carlos Lisboa será eterno... o treinador Carlos Lisboa, num contexto muito especial, também conquistou muitos títulos para o Benfica, mas contexto mudou...!!!

Ainda em 'ressaca' !!!

Corruptos 6 - 2 Benfica

Ainda a recuperar dos festejos do Bi e do título Europeu, o Benfica perdeu a invencibilidade no Campeonato.
Não é grave, mas estas descompressões são perigosas, ainda temos a Taça para vencer...

PS: As meninas venceram por 4-1 o Staurt de Massamá, nas Meias-finais da Taça de Portugal, amanhã temos a Final da Taça, contra a Académica de Coimbra...

Empate...

Benfica 1 - 1 Corruptos

Zoblin; Cabral, Escoval, Ferro, Amaral; Pereira, Lourenço (Zidane),  Mendes; Jorginho (Leo Natel), Dias; Alfa

Muitas ausências, entre lesionados, castigados e jogadores nas Selecções... num jogo fraquinho, onde estivemos na frente, mas permitimos o empate...
Mesmo assim, com o empate dos Lagartos em Belém, os Corruptos são os prováveis Campeões!

Santos e boas maneiras

"A época terminou com Maxi Pereira a falhar o penálti que manteria o Porto vivo no Jamor e houve muito benfiquista que rejubilou com a justiça poética do momento infeliz do uruguaio. Maxi merece fazer da carreira o que entender mas não merecerá, certamente, a inclemência dos benfiquistas porque foi um profissional inquestionável no período em que vestiu a camisola encarnada.
Aliás, foi ele o primeiro jogador do Benfica a vestir a camisola oficial de 2015/16 com o logótipo da Fly Emirates na cerimónia de apresentação do distinto patrocinador. Foi a primeira e a única vez que a vestiu, porque assinaria contrato com o Porto pouco depois. Ainda assim, já portista por opção, levou a camisola do Benfica para as férias gozadas no Uruguai e, quiçá insensatamente, depositou-a aos pés da imagem de Santo Cono, um santo da sua predileção na sua terra natal. Santo Cono nunca falha, essa é que é essa.
No domingo passado o Sporting de Braga levou para casa a Taça de Portugal. Terminada a função, o treinador do Porto não foi especialmente eloquente - nem podia ser, não é?...- mas, registe-se, não deixou de exibir o fair play possível naquela hora aziaga: "Resta-me dar os parabéns ao Braga", disse José Peseiro. E disse muito bem.
Ainda no domínio das coisas bem ditas... a meio da semana o treinador do Benfica multiplicou-se em entrevistas e sempre que questionado sobre a imensa trabalheira que o Sporting deu esta época aos tricampeões nacionais, não se escusou a confessar que, pela sua parte, daria com naturalidade os "parabéns ao Sporting" se, eventualmente, os rivais tivessem terminado o campeonato no primeiro lugar.
Prosseguindo no campo do desportivismo também Iker Casillas, na véspera da final do Jamor, deu os parabéns ao Benfica pela conquista do título. Todo este arraial de boa educação terá começado, há duas semanas, quando o presidente do Benfica elogiou o comportamento da equipa de Jorge Jesus na Liga, dando os parabéns à equipa e aos adeptos de Alvalade.
Foi assim que a temporada oficial fechou no nosso país: um triunfo total das boas maneiras e do respeito pelos adversários a contrastar com o ambiente doentiamente odioso que prevaleceu ao longo de 2015/16. É virtude dos responsáveis péssimos fazer com que os demais surjam como mais do que aceitáveis aos olhos de toda a gente. Foi o que aconteceu."

Benfiquismo (CXVII)

A transbordar...

Ser Benfiquista...

Claramente, a melhor equipa

"A próxima Supertaça será disputada entre Benfica e Sporting de Braga. Houve justiça. Foram as duas melhores equipas da temporada. Com a conquista da Taça da Liga (sete em nove edições) por parte do Benfica, com a goleada de 6-2, e com a vitória do Sporting de Braga no Jamor, reeditando o sonho de 50 anos volvidos, ficou claro o quadro da época.
Um Braga a lutar em todas as frentes internas (caiu apenas na meia-final da Taça da Liga e frente ao vencedor), com uma interessante prestação europeia, que finaliza com a conquista no Jamor, merece esse feito.
O Benfica ganhou o mais importante, o campeonato nacional, fez a melhor prestação europeia das equipas portuguesas, venceu a Taça da Liga, sendo a única equipa a vencer dois títulos nesta época, foi claramente a equipa do ano.
Haverá maré vermelha na Supertaça, troféu pouco importante por si mesmo, mas muito revelador de quem foram os melhores desta temporada. O Benfica está novamente habituadinho a vencer. Oito dos últimos doze títulos nacionais estão no Museu Cosme Damião. Em resumo, o dobro dos outros todos juntos.
Em Coimbra foi uma festa muito bonita, num jogo de goleada e que somou momentos para a eternidade. Quando Nico saí ao minuto 78 lavado em lágrimas por ser a última vez que vestia o manto sagrado, sussurrou-nos no coração aquilo que nós sabemos. Quem por aqui passa, sai apaixonado. Muito bonita a saída do mágico. Como foi reveladora a festa de Renato Sanches. Quase uma hora depois do apito final, o Municipal de Coimbra estava repleto, e a festa continuava sem ninguém sair. Rui Vitória termina a época merecedor de todos os elogios e começará a próxima merecedor credor de todos os créditos.
Que maravilhoso defeso. Enquanto outros gerem as crises nós aguardamos pela data e local da Supertaça, para poder comparecer nos sítios onde se escreve história."

Sílvio Cervan, in A Bola

PS: A Supertaça, será em Aveiro, no dia 7 de Agosto.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pode acabar amanhã!

Corruptos 98 - 89 Benfica
(2-1)
33-24, 19-25, 22-18, 24-22


Mais do mesmo, e a confirmação que o jogo 2, foi mesmo um acidente (e incompetência dos Corruptos)!
Muito sinceramente, isto o melhor é acabar depressa!!!


Começamos mal, ainda conseguimos equilibrar, mas nos momentos decisivos, fomos ridículos!
Não defendemos, e o ataque é o Cook contra todos (o Cook acabou com 33% nos 2; e 31% nos Triplos; um total de 10/30 nos lançamentos...)!!!
As percentagens da equipa nos lançamentos de 2  é absurda!
O mais incrível, é que depois de tantos erros, até estivemos perto de dar a volta ao marcador!!!!!!!!

Mais uma para o museu

"Compreendo a antipatia pela Taça da Liga demonstrada pelos (chamados) nossos rivais. Em nove edições da competição, triunfámos sete vezes, o que se traduz num palmarés à Benfica, pelo menos aquele sonhado pelos Benfiquistas.
Será este pecúlio reflexo do desdém dos adversários pela prova? Não, evidentemente. É verdade que, em determinadas ocasiões, poderá ter havido um certo desinteresse por parte do FC Porto e Sporting, mas convém notar que, na prática, tem havido, todos os anos, o mesmo "desinteresse" do lado do Benfica. Se prestarmos atenção à estatística, verificaremos que, entre os nossos atletas mais utilizados na competição em 2015/16 (e o mesmo se aplica a todas as temporadas), constam, entre outros, Ederson, Lindelof, Sílvio, Gonçalo Guedes, Talisca, Carcela e Jiménez. Ou seja, e tendo em conta que Ederson e Lindelof ainda não tinham sido utilizados antes do início da fase de grupos, são jogadores que não foram titulares indiscutíveis ao longo da época. Os nossos principais adversários, ao se servirem desta desculpa, não estão mais que a reconhecer que, afinal, os seus propalados grandes plantéis não o são em boa verdade quando comparados com o nosso. Além disso, sendo uma prova em que os maiores clubes disputam cinco jogos para a vencer, é mais importante que a Supertaça, que se limita a uma partida realizada no início da temporada. Por mim, longa vida à Taça da Liga. Os portistas e sportinguistas, se algum dia o seu clube vier a conquistar este título, terão oportunidade de o apreciar. Até lá, reagirão com falso desinteresse e inveja indisfarçável.

P.S.: Portugal campeão da Europa Sub-17 e José Gomes melhor marcador de sempre da competição com sete golos!"

João Tomaz, in O Benfica

Um por todos

"Seria fácil dizer agora que sempre acreditei. Que, também eu, era um entusiasta da aposta na Formação. Que vira com bons olhos a substituição de um treinador campeão. Que olhara sem desconfianças para uma alteração de paradigma, justamente quando começávamos a vencer com regularidade.
Estaria a mentir.
Na verdade, foi com bastante cepticismo que encarei as mudanças do Verão passado. E quando, a poucos dias do Natal, estávamos a sete pontos do Sporting, e a cinco do FC Porto, não apostaria um fósforo na possibilidade do Tri. Não fosse uma carreira europeia prometedora, e dava, nessa altura, a época como morta.
Nada melhor do que ser desmentido pelos factos quando estes superam as nossas melhores expectativas. E este Benfica superou tudo aquilo que eu perspectivara.
Na altura, muitos pensavam como eu. Mas houve um (aquele que interessava, aquele que decidia) que se manteve absolutamente fiel às suas convicções. Que, com grande coragem, insistiu no caminho que sabia ser o melhor para o Clube.
Este título é de muita gente. É de um técnico que, para além de enorme competência, soube manter uma atitude que nos orgulha. É de todos os benfiquistas, mesmo daqueles que, como eu, tinham poucas certezas quanto à forma de lá chegar. Mas este título é, sobretudo, de Luís Filipe Vieira.
O nosso presidente apostou forte. Arriscou muito. E, seguindo a sua convicção, venceu em toda a linha. A obra feita no Benfica já falava por si. Este campeonato, a forma como foi ganho, e tudo aquilo que nos mostrou, tornou óbvia uma certeza: Vieira é o presidente mais marcante dos 112 anos de história do nosso Clube."

Luís Fialho, in O Benfica

Fica, Gaitán!

"Ver as lágrimas de Nico Gaitán no banco de suplentes, em Coimbra, depois de ter feito mais um grande jogo - provavelmente o último - pelo Glorioso fez-me chegar a uma conclusão: eu nunca serei um bom gestor. Por mim, nesse momento, o mágico número 10 nunca mais sairia do SL Benfica. Não haveria 25 nem 45 milhões que me fizessem mudar de opinião. Nem trocas de jogadores, nem pressões dos empresários para ganhar comissões, ou outras complicações.
Um jogador de Futebol dos nossos dias que chora daquela forma e que sente de maneira tão própria a realidade do nosso Clube teria que ser recompensado. Até imagino a conversa: "Então, Nico, que se passa? Não quero sair, estou bem aqui, amo este Clube, a cidade, as pessoas... Pronto, não se fala mais nisso - ficas e ponto final". Eu sei que as coisas não se resolvem assim e que no mundo dos milhões do Futebol muito menos. Mas olho para Nico Gaitán e só me vem à cabeça o pequeno uruguaio que falhou uma grande penalidade ao serviço da sua agremiação desportiva. Esse cinco réis de gente, que se vendeu por um prato de lentilhas envenenadas, representa o oposto de Nico, mas ainda bem que se sente valorizado por lá estar e por continuar a dar-nos alegrias como a do Jamor.
Nico, por mim ficavas cá até pendurares as chuteiras, serias sempre o nosso 10, o nosso abre-latas em caso de necessidade, o nosso coelho a sair da cartola, a nossa arma secreta, o nosso brinca-na-areia, o nosso mago nos clássicos. Nem que nos oferecessem o teu peso em ouro mais três pontas-de-lança, dois médios e um guarda-redes. Por mim, não saías. Por isso é que eu não sou gestor, sou só adepto."

Ricardo Santos, in O Benfica

A ignorância é o vosso calcanhar de Aquiles

"Ao caminhar para o campo de batalha, os combatentes tinham duas características diferentes - os que sabiam tudo sobre os seus adversários e os que julgando saber, afinal não sabiam nada de nada. Vejamos o que nos escreve Sun Tzu no livro Arte da Guerra.

Todas as operações militares são baseadas na Dissimulação
Assim, quando prontos a atacar, devemos parecer incapazes de o fazer; quando nos preparamos, devemos parecer inactivos; quando estamos perto, devemos fazer o inimigo pensar que estamos longe; quando estamos longe, devemos fazê-lo pensar que estamos perto.
Preparar armadilhas para atrair o inimigo, fingir desordem, e acabar com ele.
Se o inimigo é poderoso, prepare-se para o enfrentar.
Se o inimigo for mais numeroso, evite-o.
Se o seu oponente tiver temperamento violento, provoque-o. Finja-se fraco, deixe que ele se torne arrogante. Se ele se preparar com calma, não lhe dê descanso.
Se as forças dele estão unidas, separe-as.
Ataque-o quando ele não está preparado, surja onde não é esperado.
Estas manobras militares devem ser ocultadas, não podem ser divulgadas ou calculadas pelo inimigo.
O general que pretende ganhar a batalha, faz muitos cálculos no seu templo. O general que fizer poucos cálculos, perderá a batalha.
Assim, os cálculos levam à vitória, poucos cálculos levam à derrota. Pobre daquele que não fizer cálculos nenhuns. Atentando neste facto, pode-se prever quem vencerá ou será derrotado.

Foi esta a grande diferença! O inimigo não percebeu nada de nada, sobre a realidade da estrutura institucional do Benfica, nem da forma de funcionamento da mesma instituição. Disse tantas e tantas asneiras que nunca conseguiu compreender que estava a lutar contra uma realidade que o Benfica soube construir e que existiu apenas na imaginação do adversário!
Acreditou que existia uma matilha, quando o que existia era apenas uma química institucional, tácita! 
Acreditou que era melhor, quando afinal era pior, tudo porque os fizeram acreditar que eram muito bons! 
Com o convencimento relaxou-se e isso reflectiu-se no desempenho!
Comeu tudo o que lhe deram para comer, sem saber que estava a cair no engodo que lhe atravessavam no caminho! E muito mais!
Estratégia! Foi uma lição de estratégia meus senhores! A qualidade vem depois dela!"
(...)

Pragal Colaço, in O Benfica

Pensem na vida enquanto sonham com o futebol

"Jogadores sem real noção do fim no mundo que os usa e deita fora
«Gastei 200 mil euros em carros, agora nem 200 euros tenho»

A rubrica Depois do Adeus foi criada pelo Maisfutebol em Junho de 2013 e já contamos mais de trinta histórias de antigos jogadores profissionais que tiveram de garantir a subsistência financeira longe do futebol.
Desta vez fomos à ilha do Faial recolher um testemunho brutal. Um relato desarmante, de culpas assumidas e gastos astronómicos para quem teria mais cedo ou mais tarde de voltar à realidade.
Paulo Morais teve a coragem de admitir onde errou. O antigo guarda-redes encara um cenário de limiar de pobreza depois de viver o sonho.
«Ser jogador de futebol é a melhor profissão do mundo». A expressão é reproduzida vezes sem conta mas quem anda por lá não tem geralmente noção do fim que se aproxima.
O futebol não é vida. É apenas parte dela.
Vai acabar, por vezes sem aviso, e obrigar quem sacrificou anos preciosos a procurar um novo rumo sem recursos académicos ou experiência para tal.
O mundo do futebol usa e deita fora. Seja por velhice ou por uma lesão grave, algo irremediável e inesperado, essa hora vai chegar.
É tão simples e tão evidente que me custa ver jogadores a caminhar para a recta final da carreira sem quaisquer planos para o futuro. «Sinceramente, ainda não pensei muito nisso». Ainda há dias li novamente algo parecido com isto.
Pensem. Pensem na vida enquanto sonham com o futebol. Façam Planos Poupança-Reforma, que a fortuna vai desaparecer de um instante para o outro. Poucos são os que conseguem chegar aos 70 com o que ganharam até aos 35.
Há aqui outra questão, extremamente sensível, que me parece afectar uma percentagem considerável dos que penduram as chuteiras: segue-se uma fase de instabilidade emocional - não raras vezes de depressão - e perturbações na vida familiar.
O divórcio é relativamente comum nessa altura, não há como esconder. E antes que se critiquem as mulheres, perceba-se todo o cenário: geralmente abdicam da carreira para servir de suporte aos maridos e acompanhar os filhos. Quando essa dinâmica muda a relação pode ficar seriamente afectada.
Vão-se entretanto os amigos de circunstância, aqueles que pediam bilhetes e outras coisas com regularidade, que pareciam estar sempre por lá. Vão-se as férias regulares em locais paradisíacos, os topos de gama, a roupa da moda. Podem agarrar-se a essa ilusão por algum tempo, talvez à custa da família, mas o sonho acabou.
Quem se entrega por completo ao futebol – geralmente com a complacência dos pais – com 13/14/15 anos deixa para plano secundário os estudos e acorda duas décadas mais tarde com um álbum de memórias e escassez de soluções.
A síndrome de Peter Pan afecta dezenas, centenas de homens num meio que os atira para um canto quando deixam de ser necessários. Vão-se uns, vêm outros, a bola continua a rolar e esquece-se de quem fez parte do jogo.
Muitos acreditam que ficarão ligados ao futebol, de uma forma ou de outra. Pensam sobretudo em carreiras como treinadores, negligenciando a questão matemática: se em cada plantel há 25 jogadores e 1 treinador, mais um par de adjuntos, nunca haverá espaço para todos os candidatos. Nem a vida como treinador garante um vencimento regular. Alguns destes viram empresários.
Temos assim centenas de antigos jogadores, com maior ou menor currículo, a lutar pela subsistência em outros mundos. Vários aventuram-se em negócios, com o risco que essa opção acarreta, enquanto outros abraçam carreiras e destinos variados.
É possível encontrar Idalécio num restaurante famoso em Inglaterra, Ivo Afonso num mercado do Luxemburgo, Riça a remover amianto na Suíça, Mauro em várias latitudes como comissário de bordo da TAP.
Por cá, Gaspar abraçou a metalomecânica de precisão, Diogo Luís trabalha num banco, Vasco Firmino é médico, Seabra engenheiro. Uns melhor, outros pior, mais ou menos realizados. Mas deram a volta e merecem um enorme aplauso.
Não são excepções. São a regra.
A maioria tem de perceber isto: não continuará eternamente ligada ao futebol. Convém pensar na vida real enquanto se sonha com a bola nos pés."

O Benfica não está em saldo

"A época de 2015/16 correu ao Benfica melhor do que até os responsáveis encarnados mais optimistas esperariam. Saiu, de forma tumultuosa, um treinador ganhador e acabou por entrar um técnico que se afirmou e terminou a temporada campeão. Ao mesmo tempo, foram chamados à equipa principal jovens promissores, sem que houvesse a certeza do resultado dessa aposta. E tudo saiu bem: Nélson Semedo e Gonçalo Guedes já foram internacionais A, Ederson está na Copa América com o Brasil e Renato Sanches e Lindelof vão disputar o Europeu de França por Portugal e Suécia.
A valorização destes jogadores foi exponencial e o encaixe já feito pelo Benfica (Renato chegará aos 60 milhões e Gaitán rendeu mais 25) permite ao clube da Luz alguma tranquilidade face às propostas que todos os dias chegam a Luís Filipe Vieira.
É por tudo isso que parece óbvio que as notícias que davam o plantel tricampeão à venda são manifestamente exageradas.
Um clube como o Benfica, que quer manter-se competitivo na Europa, não pode, como fazem os emblemas mais ricos do Velho Continente, dar-se ao luxo de manter as unidades mais válidas, virando as costas ao dinheiro. O segredo está no equilíbrio, na capacidade de, através de uma boa prospeção, encontrar jovens promissores e rentabilizá-los, ao mesmo tempo que se vão fazendo evoluir os talentos oriundos do Seixal. No fundo, o segredo está em manter boas equipas, sempre ganhadoras. Sem isso, nada feito. Ao mesmo tempo, vender cirurgicamente, mantendo as contas no são.
O Benfica não está em saldo e essa é uma boa notícia para os benfiquistas."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfiquismo (CXVI)

A minha primeira grande 'dor' Europeia Benfiquista!

Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus
PSV 0 (6) - (5) 0 Benfica
Estugarda
1987/88

Tri-Inferno !!!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Carta a Rui Vitória

"Permitam-me a 27 de Agosto de 2015 - 4 dias depois de fazer 57 anos e também 4 dias depois de o Benfica ter perdido em Aveiro, contra o Arouca, na 2.ª jornada deste campeonato - aqui, em A BOLA, imaginei-me no lugar de Rui Vitória e, por ele escrevi uma carta, que me era dirigida. Tratava-se do que eu achava que Rui Vitória poderia dizer a qualquer adepto, a propósito do arranque da época que agora terminou, tendo em vista os objectivos do Benfica.
Hoje - sabendo todos nós a forma como a história acabou (fazendo-se História) - eis a minha resposta à carta de Rui Vitória... com o tri, o 35 e a Taça da Liga (um 3 em 2) deste lado:

Meu caro Rui:
Finalmente, a minha resposta à carta que me escreveu, após o Arouca-Benfica, da 2.ª jornada. O simples facto de ter escrito a um adepto - sim, é isso que eu sou, porque apenas estou dirigente - fez de si, também nessa altura, um treinador com especial sensibilidade e atenção para com a massa associativa.
E foram tantas as vezes, esta época, que se colocou no lugar de todos e de cada um de nós.
Também por isso, e ainda que seja usual um adepto escrever ao seu treinador, mas sobretudo pelo tempo e pelas circunstâncias, muito devido às conquistas do 35.º Campeonato Nacional (o tri) e da Taça da Liga, aqui fica o meu reconhecimento.
Mas mais do que um ato de cordialidade e de educação, trata-se do desabafo de um tricampeão... para um tricampeão.
Entre sócios de verdade, que foi uma coisa que eu não pude fazer... durante os últimos 6 anos. 
Lembro-me que recebi a sua carta logo após a derrota do Benfica, em Aveiro, frente ao Arouca, no dia em que completei 57 anos de idade.
Talvez por isso tenha tido o cuidado de me escrever.
Quanto mais não fosse por, nesse dia, como em tantos outros ter deixado a minha família para poder acompanhar mais uma deslocação do Benfica.
Não gosto de perder... nem a feijões!!!
Independentemente das fundamentadas contestações em torno dessa partida, a verdade e que a perdemos.
E como isso doeu...
Quis o destino, contudo, que após uma pré-época pouco animadora um arranque de campeonato um tanto ou quanto atribulado, e alguns significativos contratempos, sobretudo ao nível das lesões dos nossos jogadores (quantas vezes jogamos sem um número significativo de titulares ???)... que o Rui fosse feliz.
O Rui e todos nós!
Mas particularmente o Rui, que nos deu o 35.º título nacional.
E, com ele, o tri... 39 anos depois.
Como lhe estou grato.
Eu e as gerações mais novas que, até então, nunca tinham visto o Benfica tricampeão.
O Rui foi um dos que mais o mereceu.
Pela educação, pela classe, pelo rigor e pelo cavalheirismo, mesmo quando passou um cabo das tormentas, numa tentativa clara de destabilização, de mesquinhez e de inveja, à qual respondeu com elevação.
Uma atitude coerente com o seu discurso ao longo da época: confiante, altivo - mas não arrogante -, educado, sem que tenha sido necessário, em conferências, treinos ou jogos, elevar o tom de voz, muito menos ser grosseiro.
E, essencial, com o seu discernimento... sem nunca abandonar os seus.
Assim como os seus não o abandonaram.
De facto, o importante é como acaba... e não como começa.
Por isso, depois de tantas contrariedades que teimavam em assombrar a equipa, só tenho de lhe agradecer.
Designadamente por ter sido igual a si próprio, com o mesmo discurso que tinha, por exemplo, no Vitória de Guimarães.
Agradecer por ter prometido dar a vida pelo clube, aquando da sua apresentação como treinador do Sport Lisboa e Benfica.
E por há dois dias ter reforçado isso mesmo... lutar até o limite das suas forças e enfrentar o futuro de frente.
Um discurso que se mantém desde a sua escolha.
Sim, porque também o Rui foi uma escolha.
Ponderada, reflectida e... ganha!
Não fiquei indiferente ao seu discurso, nem à promessa de assumir as suas opções, as suas ideias e o seu modelo de jogo... sem medo e sem se deixar influenciar e, até, amedrontar pela estratégia mesquinha de colegas seus, que teimavam em desrespeitá-lo, mas, essencialmente, em rebaixá-lo. 
Todo o seu profissionalismo, foco, dedicação, (muita!) entrega, humildade, estabilidade e... amor ao Benfica, não me são, de todo, indiferentes.
Por isso, agradeço-lhe, também, por sempre ter pensado em todos e em cada um de nós, Adeptos, e por sempre ter colocado a equipa à frente!
Sem os egoísmos e os egocentrismos de outros tempos.
O Rui preferiu o colectivo.
Afinal, para si, primeiro estava o Benfica, depois os seus jogadores, e nunca o eu egoísta e egocêntrico do antigamente.
O que lhe permitiu criar uma emocionante e inabalável união em torno do plantel.
Como há muito não se via.
Partindo daí para uma invejável união entre o plantel, a equipa técnica, a direcção e os adeptos. E como foi extraordinário ver como os adeptos saíram em sua defesa, contra a arrogância e falta de elevação de outros.
O Rui e os jogadores, juntos, permitiram que sonhássemos, com o tricampeonato e com uma grande campanha na Liga dos Campeões.
Com a sua grandiosidade e elevação, ensinou-nos a responder dentro de campo, mesmo perante a (tentativa de) humilhação e desrespeito de outros.
E em relação a mim mesmo, quando achou que, por segundos, possa ter duvidado (todos temos um momento de fraqueza...) teve o cuidado de me elucidar sobre alguns momentos menos bons do nosso Benfica, no passado, que terminaram em vitórias finais, nesses mesmos campeonatos ou, até, como Campeões Europeus.
Teve o cuidado de me relembrar, e com razão, que na época de 2013/14, depois de termos perdido tudo o que havia para perder, inclusivamente o 3.º de 3 campeonatos seguidos oferecidos, a final europeia e a Taça de Portugal - que, ironia do destino, o Rui nos ganhou -, também começámos a perder... e fomos campeões nacionais, a que se juntaram as Taças de Portugal e da Liga.
Relembrou-me, também, que na época de 2004/05 - depois de 11 anos sem conquistar nada - na antepenúltima jornada, que nos poderia ter valido o título anunciado, e mesmo com uma exibição bem conseguida e suficiente, perdemos o jogo.
Fez questão de me lembrar o campeonato de 1993/94, onde, logo no início, perdemos 5-2, em Setúbal, mas no qual, ainda assim, nos sagramos campeões!
Recordou-me, ainda que na época de 1961/62, depois de termos empatado, em casa, com o Sporting da Covilhã e com o Belenenses e fora com o Olhanense, Belenenses e Vitória de Guimarães, e perdido fora com a Académica e com o Sporting da Covilhã, fomos... bicampeões... Europeus!!! 
Confesso-lhe que durante esta época lembrei-me várias vezes de tudo o que me escreveu.
Tudo!
Como tinha razão!
Também esta época começámos a perder... e terminamos a ganhar, a conquistar mais um campeonato nacional, superando, inclusivamente, alguns recordes alcançados (número total de vitórias, número de vitórias consecutivas, número de golos marcados, número de pontos, entre tantos outros). E honra lhe seja feita, o Rui foi dos primeiros a querer ganhar.
Elogio-lhe a capacidade que teve em descobrir jovens talentos do nosso centro de estágios, cuja potencialidade foi sistematicamente desvalorizada por quem, antes de si, por cá andou, e de reinventar, e até recuperar, outros jogadores, contrariando exemplarmente - sem uma queixa, sem um lamento, sem um insinuar da necessidade de qualquer reforço - toda a maré de azar fruto, em grande parte, de lesões... Lesionou-se o capitão Luisão e o Rui apostou em Lisandro López. Lesionou-se, por sua vez, Lisandro López, e o Rui lançou... Lindelof, que estava, há muito tempo, escondido e subaproveitado na equipa B. Antes do possível jogo do título, lesionou-se Júlio César, e o Rui lançou (e apostou) no jovem promissor Ederson.
Sem medo, descobrindo mais um dos futuros enormes guarda-redes do futebol mundial dos próximos anos.
Agradeço-lhe, por isso, cada uma dessas apostas, que fez sem qualquer tipo de receio e sem nunca vacilar, bem como a ousadia que teve em lançar na equipa, ainda, Nélson Semedo e Gonçalo Guedes. 
O tal Nélson Semedo que tinha sido o eleito para substituir Maxi, mas que o destino teimou em criar-lhe também esse contra-tempo, pela lesão que o afastou parte da época.
Isto já para não falar no facto de ter aumentado substancialmente o rendimento de alguns jogadores, que já por cá andavam.
Sem que para isso tivesse de fazer grandes jogadores, como outros (acham que) fizeram com Pablo Aimar, Saviola, Garay, Di María, Javi, etc.
Também com os jogadores já existentes no plantel, e uma vez mais, o Rui conseguiu reinventar. 
Perante tudo isso, só me leva a crer que se cá andasse já há algum tempo, Bernardo Silva e André Gomes teriam tido outro brilho com a camisola do nosso Benfica!
Com toda essa ousadia, própria dos campeões, crença e persistência, ganhou o respeito dos seus jogadores.
Mais: ganhou o respeito de todos nós!
Até pela forma como viveu - e fez viver - cada jogo, como se o amanhã não existisse, ou fosse longe de mais...
Num claro exemplo de força e disponibilidade para o combate.
Com o Rui, voltamos a ganhar com humildade.
Hoje, todos, todos sem excepção, reconhecem que foi o homem certo no momento certo, desde o momento em que prometeu dar a vida pelo clube.
Conseguindo, ainda, impor o respeito que sempre lhe foi devido.
Com a vantagem de estar cá de alma e coração benfiquistas, sempre presente, como um dos nossos... Ou não o fosse, verdadeiramente! 
Obrigado Rui, pelo tricampeonato/35, pela 7.ª Taça da Liga e pela estrondosa campanha na Liga dos Campeões.
Com muita esperança de, daqui a um ano, nos poder dar o 36.
Um enorme abraço (de adepto para adepto... tricampeão)... do tamanho das alegrias que, nesta época, tivemos.
À BENFICA!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

97 dias

"Resolvi esperar pelas 24 horas do dia 31 de Agosto. Até lá, vou saboreando o tricampeonato e usufruindo da memória fresca de um caminho que alguns queriam que fosse de pedras, mas que, com competência e perseverança, acabou por ser de pérolas e recordes.
Esperar porquê? Porque, mais uma vez mas em versão ampliada, lendo notícias, não-notícias, rumores, perguntaram por, especulações, encomendas intermediadas fico com a sensação de uma equipa campeã logo transformada num conjunto (quase) vazio ou, na melhor das hipóteses, num queijo suíço.
O selvagem Renato no Bayern já sabemos, impossível de contrariar pelo óptimo negócio. Nico Gaitán, 6 anos depois, no Atlético de Madrid lá tem de ser, ele que disse a todos os benfiquistas, com comoção e autenticidade, o que lhe vai na alma.
Mas agora não há dia jornaleiro, minuto televisivo e decibel radiofónico que não me atormentem com tantas saídas. Ele é Ederson, ele é Lindelof, ele é Jonas, ele é Lisandro, ele é Jardel, ele é Salvio, ele é Talisca, ele é (ou nunca foi) Carrillo, ele é Grimaldo, ele é Fejsa, ele é Pizzi, ele é até o treinador Rui Vitória. Este ano é demais! Por boas razões, evidentemente.
Volto ao meu desabafo inicial. Ver para crer, ou, melhor, crer que não vou ver. Sei que este é o desejo do simples e emocional adepto que aspira pelo até agora nunca alcançado tetra. Mas percebo que, entre a continuidade (da equipa) e a oportunidade (das finanças), a emoção tem que dar lugar à razão e à sã e prudente gestão. São os custos e proveitos do sucesso. Antes assim.
São 97 dias entre hoje e o fim de Agosto. A ver vamos...."

Bagão Félix, in A Bola

Promessas que nos animam

"Fernando Gomes apresentou o programa para o novo mandato como presidente da FPF. Já se percebeu que os sócios da Federação podem estar descansados em relação às promessas que o seu líder faz, por uma razão muito simples: ele cumpre-as. Nesse sentido, são auspiciosas e sobretudo pertinentes as propostas que Gomes lança para o próximo quadriénio e que podem contribuir para uma maior transparência do futebol.
A divulgação pública dos relatórios dos árbitros constitui medida tão popular como fundamental. No entanto, é essencial que seja acompanhada por outras. Por um lado, exigir o mesmo em relação aos relatórios dos observadores (o que é intenção da FPF mas está dependente de autorização da FIFA); por outro, tornar mais claros e mais justos os critérios de avaliação dos árbitros (tarefa que compete ao novo Conselho de Arbitragem). A importância do vídeo-árbitro já nem se discute, mas é preciso ter consciência que essa 'ajuda' ainda vai demorar a ser efectiva. O que é pena, claro.
A operação 'Jogo Duplo' trouxe (finalmente) à luz do dia situações que eram faladas à boca pequena mas das quais não havia prova. Há muito tempo que se defendem medidas para defesa da integridade das competições, mas a verdade é que o polvo foi crescendo sem que acções concretas tenham sido tomadas para combatê-lo. Fernando Gomes quer que a Assembleia da República reveja a lei da corrupção na actividade desportiva. Bastará ter a iniciativa, pois é de acreditar que os partidos não se oponham à ideia.
Por coincidência, foi ontem atribuída a primeira licença para a exploração de apostas desportivas online em Portugal. (Re)Abre-se uma nova fonte de financiamento para os clubes que em tempos já beneficiaram dela."

Equipas vencedoras foram... 5

"Balanço da futebolística temporada lusitana: muito forte subida de nível competitivo, leia-se renhidíssimos despiques pelo título, por entrada na próxima Liga Europa e por fuga a despromoção (tudo isto decidido apenas no último dia!). Equipas vencedoras foram... cinco.

- Benfica de Rui Vitória. Campeão (com o luxo de marcar 88 golos (!) e estabelecer recorde de pontos conquistados). Colocou-se entre os 8 melhores da Europa, batendo-se taco a taco com Atlético de Madrid, que afastou o Barcelona, e estará na grande final deste sábado (Benfica venceu e perdeu, totalizando 2-2), Zenit (3-1, após 2 triunfos), Bayern de Munique (derrota 1-0, empate 2-2); e, na soma de prémios da UEFA, receitas de bilheteira e de transmissões televisivas, muito bom percurso na Champions rendeu-lhe cerca de €40 milhões - para além de prestígio reforçado e de jogadores em grande montra europeia, potenciando outras mais-valias financeiras (vide Renato Sanches, só para começar...). Por fim, muito embalado, venceu mais uma Taça da Liga.

- SC Braga de Paulo Fonseca. Conquistou a Taça de Portugal, 2.ª mais importante competição portuguesa, chegando ao Jamor após eliminar Sporting, Arouca e Rio Ave, o que significou percurso bem mais difícil do que o do FC Porto, finalista derrotado. Excelente carreira na Liga Europa, atingindo lote dos 8 melhores (daí cobiça estrangeira por Paulo Fonseca e o salto que ele dará). Seguríssimo 4.º lugar no campeonato. Tudo somado, plena confirmação de Braga ter o mais forte clube português depois do gigantesco trio.

- Arouca de Lito Vidigal. Tão surpreendente quanto enorme proeza!: um clube que há poucos anos andava nos distritais e fracos recursos possui - até para treinos... - vai entrar na Europa! Terminou o campeonato apenas a 4 pontos do bem mais poderoso SC Braga, não perdeu jogo com ele (dois 0-0), derrotou o Benfica em campo neutro (Aveiro) e também o FC Porto (no Dragão!). Lito Vidigal, que já muito bem conduzira o Belenenses, está em grande ascensão. Não será fácil o Arouca mantê-lo.

- Rio Ave de Pedro Martins. Próxima Liga Europa é prémio arrebatado no último dia. Equipa equilibrada num interessante modelo de jogo, bateu-se cara a cara nos diretos confrontos com os primeiros, até empatando em Alvalade e no Dragão. Pedro Martins segue para Guimarães, onde foi importante como jogador.

- Tondela de Petit. Impensável, fantástica!, ponta final, salvando-se de despromoção dita garantida. Nos últimos 7 jogos, só uma derrota (em Braga), 5 triunfos, 3 deles em casa alheia, começando pela do FC Porto! Fabulosa alma!!! Petit já na época passada conseguira manter na I Liga o então muito débil Boavista.

Prémio de consolação? Para o Sporting. Porque ascendeu a protagonista de renhidíssima discussão do titulo, graças ao efeito Jorge Jesus, indiscutivelmente grande treinador: empolgamento dos adeptos e reforços do plantel como há muito não se lhe via, a par de qualidade exibicional que, nalguns períodos, atingiu brilhantismo. Não sei se terá aprendido o essencial de outra realidade: teimando em atingir o Benfica - e quase o resto do mundo... - com sucessivos balázios de canhão, estes foram -se virando para quem os disparava...
Excelente campeonato fez o Sporting. Porém, convenhamos: Champions e Liga Europa foram rotundo fiasco; Taças de Portugal e da Liga fiasco foram. Triunfo na Supertaça, no 1.º jogo da época, perante Benfica muito esvaído por disparatada digressão americana, é fraco saldo. Inferior à Taça de Portugal conquistada na época anterior.

FC Porto: 3.º ano a fio indo de mal a muitíssimo pior deu... apocalipse! Tema que, em definitivo, obriga a muito profunda análise interna. E, naturalmente, suscita não leves comentários externos. Por hoje, fico-me neste: drástico ponto final no tempo em que a estrutura portista tanto se gabava de fazer campeão qualquer treinador. A estrutura estará agora cheia de brechas. E passou a ser ela a precisar, em SOS, de grande treinador/líder. Ainda antes da pré-temporada..."

Santos Neves, in A Bola