Últimas indefectivações

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Filip Krovinovic | Um regresso com a bênção de Jesus


"Numa altura em que o SL Benfica procura por um ‘8’ no mercado, uma das soluções poderá passar mesmo pelo regresso de um dos (muitos) jogadores emprestados. Filip Krovinovic, médio croata de 25 anos, deverá regressar à Luz para realizar a pré-época sob o comando de Jorge Jesus.
Na temporada 2020/2021, Krovinovic esteve ao serviço do West Bromwich Albion, na Primeira Liga Inglesa, e do Nottingham Forest, na Segunda Liga Inglesa. O croata tinha sido emprestado ao emblema do primeiro escalão inglês na temporada 2019/2020, onde realizou 43 jogos e marcou três golos.
Devido ao bom desempenho, os responsáveis quiseram avançar para um prolongamento do empréstimo por mais um ano, mas acabou por ser mais curto dado que, em janeiro de 2021, Krovinovic rumou ao Nottingham Forest FC, onde realizou 31 jogos, totalizando 2248 minutos.
Tal como já foi referido, Jorge Jesus procura um jogador capaz de desempenhar a posição de médio-centro e vai experimentar o croata nessa mesma posição. De relembrar que Adel Taarabt deixou “muito a desejar” nessa função devido à sua impaciência na construção de jogo, à sua ineficácia de passe e, sobretudo, ao pouco golo que apresenta. Nestes parâmetros, Krovinovic poderá acrescentar e, eventualmente, jogar até numa posição de avançado recuado à semelhança do que fez na sua primeira passagem pelos encarnados.
Ainda que há umas semanas tenha sido noticiada a tentativa dos responsáveis do Nottingham Forest FC em avançar para a contratação em definitivo do médio croata, o interesse “caiu por terra” e levou Krovinovic a decidir apresentar-se na Luz no próximo dia 28 de junho.
Segundo o transfermarkt.pt, Filip Krovinovic está avaliado em quatro milhões de euros, valor muito próximo daquele que foi pago pelo SL Benfica ao Rio Ave FC em 2017, cerca de três milhões e meio. O médio croata tem contrato com as águias até 2023."

Sonho do Olimpo #9: Telma Monteiro salvou a honra portuguesa no Brasil!


"Pela Primeira Vez, Jogos Falam a Língua Portuguesa
A última edição dos Jogos, em 2016, foi histórica e memorável por várias razões. Primeiro, porque foi a primeira vez que uma cidade de um país cuja língua oficial é o português acolheu o maior evento desportivo do planeta, um grande motivo de orgulho e satisfação para toda a comunidade lusófona. Foi também a estreia absoluta da América do Sul nestas andanças e o regresso à América Latina, que não organizava as Olimpíadas desde 1968, quando estes foram disputados na Cidade do México.
Continuando com as curiosidades, foi o regresso ao Hemisfério Sul, depois de 16 anos passados desde a edição de 2000, na cidade Australiana de Sydney. A escolha da cidade-sede era uma incógnita, pois não havia nenhum favorito declarado no início da votação, que se restringiu a quatro finalistas: Chicago, Tóquio, Madrid e Rio de Janeiro.
Na primeira ronda de votações, que eliminou a cidade de Chicago, havia um relativo equilíbrio entre as outras três, mas a partir da segunda ronda começou-se a desenhar um tal domínio nas votações que não deixava muitas dúvidas que a cidade maravilhosa ia albergar os jogos no ano de 2016. Como habitual e como a logística na preparação de um evento desta magnitude exige, o vencedor foi conhecido em 2009, no dia 2 de Outubro, em Copenhaga, capital da Dinamarca.
Mas não se pense que esta edição não teve qualquer polémica, antes pelo contrário. Desde logo, o problema com o estado das águas onde iriam decorrer as provas de canoagem, remo e vela, devido à concentração de diversos agentes poluentes que colocavam em risco a integridade física e, no limite, a própria saúde dos atletas, mas este problema foi identificado e conseguiu-se resolver sem grande alarido e com eficácia.
Depois, surgiu um outro que colocou em causa a realização dos Jogos na data prevista, o surgimento da epidemia do vírus Zika, causada pela mordidela de um mosquito em tudo semelhante ao bicho responsável pela Dengue, com o pico de casos a acontecer no ano de 2015, mas o COI e as autoridades de saúde locais entenderam, e bem, que não haveria problema ao deixar entrar pessoas vindas de países estrangeiros e o certame avançou, decorrendo dentro da normalidade.

Participação Cinzenta No Rio
A missão portuguesa contava com 92 atletas representando 16 modalidades. Quanto ao aspeto desportivo, e olhando friamente para o número de medalhas, a participação portuguesa não foi brilhante, apenas uma medalha de bronze conquistada por Telma Monteiro, em -57 kg, no judo.
Pese embora a ausência de mais lugares no pódio, há que destacar os atletas que ficaram classificados até ao oitavo lugar nas suas modalidades, conquistando assim um diploma olímpico.
Assim, falamos de Patrícia Mamona, sexta no triplo salto, Nélson Évora, sexto na mesma prova mas na variante masculina, posição também de Ana Cabecinha nos 20 km marcha, Fernando Pimenta no k1 1000m, o nosso k2 e k4, todos na canoagem, o Nélson Oliveira no contrarrelógio individual em ciclismo de estrada, o Marcos Freitas na prova individual de ténis de mesa, a seleção sub-23 de futebol, o Rui Bragança no Taekwondo e o João Pereira no triatlo.
Desta feita, tivemos muitos atletas a disputar medalhas e que, por meros detalhes não o conseguiram, e por isso é que a esperança na missão portuguesa em Tóquio 2020 é muito grande, até pelos atletas que estiveram menos bem nesta edição ou nem sequer participaram e vão estar no Japão a representar as nossas cores e a dar o seu melhor por Portugal! 

Novidade em 2016: Rugby Sevens
Apesar de não ser um grande apreciador de rugby de XV, esta versão do jogo mais rápida e dinâmica entusiasma-me bastante. Com apenas 7 jogadores de cada lado, ao invés dos tradicionais 15, as regras básicas do jogo mantêm-se, apesar de algumas diferenças na especificidade do jogo e substituições, mas a única grande diferença consiste no tempo de jogo: 7 minutos para cada parte perante os 40 do rugby tradicional.
Normalmente quem joga um pode obviamente jogar a outra versão, mas nesta os jogadores mais velozes ganham aos “tanques” do desporto convencional, porque o espaço a percorrer parece bem maior e a velocidade torna-se um fator ainda mais importante nesta variante. No Rio, a medalha de ouro recaiu sobre as Ilhas Fiji, veremos qual a seleção que sucede em Tóquio."

Contas...

Modalidades #52: Semanada...

Euro2020: Portugal 2 - 2 França

Euro2020: Alemanha 2 - 2 Hungria

Euro2020: Suécia 3 - 2 Polónia

Euro2020: Eslováquia 0 - 5 Espanha

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Rodrigo Pinho


Anunciada oficialmente a contratação do avançado brasileiro Rodrigo Pinho.
Não me parece que vá ser uma 1.ª opção, mas penso que será útil e deverá entrar na rotação...
Avançado com experiência do Tugão, inteligente na forma como se movimenta, técnica interessante e tem claramente faro de golo... e pode jogar como 9, ou como 9,5! 
Se tudo correr bem, poderá ser um 'novo' Lima (apesar de ter características diferentes... não tendo a mesma qualidade é mais tipo: Jonas)!

Leonor...

105x68...

Algumas notas sobre o Euro


"Uma primeira nota significativa: este é um Campeonato nómada, o que, num tempo caracterizado pelas ululantes hordas de migrantes, não deixa de ser, em si mesmo, um sinal dos tempos. As equipas, com as excepções do costume, saltam de palco para palco, deixando um rasto de exotismo nunca antes visto. Um nomadismo que visou não acentuar uma qualquer errância, mas, pelo contrário, sinalizar politicamente o desígnio unitivo de uma Europa múltipla e multíplice.
Segunda nota: à uma, todo o mundo boquiaberto a observar a caprichosa trajectória de uma bola chutada a uns bons 45 metros por Patrik Schick, da República Checa, até se anichar nas redes de um desesperado David Marshall. Uma cena criativa com três protagonistas: Schick, Marshall...e a bola!
Uma cena que inclui o estado mental e emocional de todos os jogadores em campo e o entusiasmo e aflição das bancadas. E a bola também? Sim.
Já o escrevi (Desporto em Flagrante, pp162/3) e insisto aqui: o jogo desenvolve-se num clima dinâmico de intencionalidades, num contexto de inteligência e criatividade e no qual a bola está longe de ser um mero objecto inerte e opaco que todos perseguem - precisamente por ser o alvo da acuidade intencional de todos, ela anima-se, de acordo com a dinâmica dicotómica das vontades em confronto. Como elemento integrado no campo qualificado de consciência, aquela bola como que se afeiçoou à intenção parabólica do avançado checo e reagiu ao olhar apavorado e rendido do guarda-redes escocês.
Enfim, trata-se de um golo epistemologicamente significativo e interpelante. Um golo que concita e convoca as várias condicionantes do jogo: aquela bola buscou, como teleguiada, a baliza, descrevendo uma curva traçada na mente do executante e pareceu fugir (não, fugiu mesmo) do guarda-redes com quem se estatela contra a rede. Belo, artístico, inteligente, único: um golo histórico.
Terceira nota: o milagre da ressuscitação de Eriksen. Foi o próprio médico da Dinamarca quem o afirmou: “ele esteve morto”. E a questão coloca-se com a prontidão de um recruta: foi o desfibrilador que o trouxe de volta ou foi ele mesmo que quis regressar? Os dois, mas, em última instância, foi o próprio Eriksen quem decidiu voltar à vida: nós somos os co-criadores de nós próprios.
Por outro lado, o grupo, fuzilado a frio pela foice da morte na relva, não resistiu ao abalo e perdeu com a Finlândia e, apesar de dar nítidos sinais de fortaleza de ânimo, perderia também com a Bélgica. Mas, catapultado pelo acicate do companheiro a recuperar, eis que, num desafio épico, cilindrou a Rússia, assegurando assim a continuação na prova. Conclusão: somos comandados pela emoção.
Quarta nota: aquele jogo de Wembley entre Escócia e Inglaterra, além de confirmar a força colossal das disputas ancestrais, veio dar plena razão a um antropólogo, Desmond Morris, também ele britânico ( A tribo do Futebol) que vê no jogo de futebol a metáfora bélica perfeita. Combate faiscante e sem um segundo sequer de trégua foi como se ofereceu ao nosso espanto aquela rija peleja entre históricos rivais - e, mesmo sem golos, foi o exemplo acabado de como se deve lutar para obtê-los.
Quinta nota: o golo dançado por Portugal contra a Hungria, a culminar um bailado colectivo de trinta e três passes: golo-paradigma do colectivismo, sem dúvida. Mas sabem por que foi possível tal golo? Simples: porque os nossos jogadores ( a ganhar por 2-0), estavam implantes de confiança. Ao contrário do que revelaram no jogo (autêntico baile), com a Alemanha, jogo abordado por um seleccionador em pânico: “Alemanha é uma equipa fantástica “, tendo acrescentado, com um esgar de aflição: “não temos medo da Alemanha”. Sob a indicação negativa esconde-se o paradoxal reconhecimento amedrontado do temor que nos incute tal poderio. E continuou o nosso seráfico treinador: “o nosso objectivo não é empatar mas tentar (!!!) ganhar à Alemanha”.
Agora, fazendo, uma vez mais, alarde da nossa atávica convivência com a mediocridade, toda a minha gente se entretém a celebrar o facto de podermos perder por dois com a França, que, mesmo assim, passaremos para a próxima fase da competição.
É o discurso minimalista e tangencial, que nos deu, caída do céu aos trambolhões, a vitória em Paris, em 2016, com aquele pontapé enrolado do Elder, mas, atenção, é equívoco que, para nossa desgraça, não voltará a repetir-se.
Meus amigos, quem pensa pequeno pequeno se torna!"

Euro2020: Croácia 3 - 1 Escócia

Euro2020: República Checa 0 - 1 Inglaterra

terça-feira, 22 de junho de 2021

Guendouzi, o geómetra


"Quem é o médio que Jesus pretende no Benfica 2021.
Francês – selecção pela qual jogou dois Europeus Sub 21 – formado entre o Paris SG e o Lorient, foi recrutado pelo Arsenal no seu segundo ano de sénior, e pese embora a utilização não escassa, não conseguiu tornar-se prioritário para o clube Londrino.

Porque não se impôs no Arsenal?
Guendouzi demonstra mais qualidade com bola do que sem esta, e numa Liga tão competitiva e veloz quanto a Premier League acabou por não se impor. Tem dificuldades no 1×1 defensivo e não tem passada suficientemente veloz para se impor num clube de grande nível.
É com bola, na ligação com o jogo ofensivo que se destaca. A qualidade do seu passe é excepcional, e não se coíbe de conduzir a bola à procura do passe que rompe linhas. Decide rápido e liga com muita qualidade no início de cada ataque ou transição.
Se quer uma comparação com elemento do plantel encarnado: Guendouzi seria Taarabt. Contudo, menos centrado em fazer sempre o passe mirabolante e mais capaz de colocar critério no seu jogo. E embora seja o ponto menos notório do seu jogo e que não lhe permitiu impor-se no topo, defensivamente tem um raio de acção bastante mais largo que o marroquino. Curiosamente, Guendouzi também também ele nacionalidade marroquina, embora tenha nascido em França.
No Benfica seria obviamente o oito dono de um lugar à frente de um seis de maior capacidade defensiva. Porque não, Florentino?"

Valada, duas vezes nascido no Cartaxo


"Um insólito da Volta a Portugal de 1966, no Cartaxo, levou ao nascimento de uma estrela, natural da mesma vila

No Portugal de Agosto de 196, os telespectadores assistiam aos primeiros ensaios das transmissões do ciclismo português na RTP, com a Volta a Portugal. O Benfica colocou dez ciclistas na prova, contando com elementos de topo como Peixoto Alves, vencedor da edição anterior, Pedro Moreira e Fernandes Mendes.
Entre eles ia ainda Francisco Valada, que poucos dias antes se tinha destacado na frente de um 'compacto pelotão'. Nascido na vila do Cartaxo, em 15 de Maio de 1941, representaria Portugal nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960.
A 29.ª Volta a Portugal iniciou-se no Estádio das Antas. Tinha um traçado considerado 'demasiado duro nos primeiros dias', prejudicial ao desempenho dos velocipedistas, tendo em conta que fora uma época atípica, com poucas provas.
A camisola amarela foi sendo disputada entre Mário Silva, do FC Porto e Peixoto Alves nas primeiras etapas. Entre os dias 13 e 15 de Agosto, sucedeu uma 'caleidoscópica sucessão de acontecimentos' surpreendente e insólita. Para além de uma quebra física e psicológica de Mário Silva e da equipa do FC Porto, Peixoto Alves foi confrontado com aproximação dos ciclistas belgas que lhe iam apertando o caminho. Fernando Mendes foi obrigado a 'escapar-se aos seus companheiros de fuga', cortando a meta em lugar de Peixoto Alves. Falou-se num 'fratricídio' insólito, porém necessário à equipa 'encarnada', impedindo que a camisola amarela 'conhecesse outro corpo que não fosse o de um ciclista do Benfica'.
Na etapa seguinte, que arrancou do Cartaxo até Lisboa, passando por Óbidos, Francisco Valada tomou parte das novas hostilidades que se abriram no pelotão. Desde então, mostrando-se 'cada vez mais firme', o ciclista ribatejano envergou a camisola amarela, 'não mais a largando até (ao) final', no dia 21. Com o apoio da equipa, que nunca faltou, foi o vencedor individual da prova mesmo sem ter sido dos mais destacados corredores. Foi, no entanto, o mais regular e o que em menos tempo 'cobriu os 2342 quilómetros', somando 64h 38m e 36s, menos 72 segundos que o segundo classificado, Peixoto Alves.
A chegada dos dez elementos da equipa benfiquista, sem nenhuma desistência, até à última meta foi um facto único na história da prova até então. O Benfica conquistou a 'Volta-66' em equipas e individualmente pela bicicleta de Valada, que nasceu como pessoa e como vencedor na terra de José Maria Nicolau.
Descubra esta e outras histórias do ciclismo 'encarnado' na área 4 - Momentos Únicos, n Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Euro2020: Rússia 1 - 4 Dinamarca

Euro2020: Finlândia 0 - 2 Bélgica

Euro2020: Macedónia 0 - 3 Holanda

Euro2020: Ucrânia 0 - 1 Áustria