Últimas indefectivações

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Um Benfica de pequenos passos

"1. Há semanas, escrevi aqui que se Rui Vitória não mostrasse rasgo nas opções técnicas, seria vítima das suas próprias hesitações. Podemos identificar muitas insuficiências no futebol do Benfica de hoje, é impossível não reconhecer ao treinador coragem. Vitória promoveu mudanças na equipa: podem não ser suficientes ou até darem mau resultado, mas antes isso do que ficar paralisado.
Também é verdade que o efeito das mudanças é, por definição, incremental. O Benfica perdeu com o Man. Utd., e até melhorou ligeiramente (na organização defensiva), e venceu sem contestação na Vila das Aves. Contudo, persiste o futebol previsível, com falta de objectividade e pouca profundidade. Quererá isto dizer que a situação é igual ou pior do que há umas semanas?
Não. Desde logo porque o primeiro passo para melhorar o futebol jogado e recuperar índices físicos é começar a vencer jogos. São as vitórias que dão confiança e é esta, por sua vez, que traz, de volta, as boas exibições.
Todavia, talvez o essencial esteja num outro aspecto. O Benfica tinha problemas na baliza, no centro da defesa e nos equilíbrios no meio-campo. Perante isto, Vitória não hesitou em lançar um guarda-redes imberbe, mas que tem as características certas para jogar num grande (mobilidade, propensão ao risco e autoconfiança); e um central autoritário e com um posicionamento irrepreensível, designadamente tendo em conta a idade. Svilar e Rúben Dias são soluções que podem vir a não funcionar, mas tem de fazer parte do ADN do Benfica de hoje correr estes riscos. A sustentabilidade desportiva e financeira do clube depende disso.
No meio-campo a insistência num 4x4x2 com um ‘8’ pouco participante nas tarefas defensivas e fisicamente exaurido não era sustentável. Filipe Augusto não tem a qualidade individual de Pizzi e com o brasileiro a equipa fica curta a atacar, mas há alturas em que um passo atrás é um requisito para dar dois à frente. Equilibrar o meio-campo era uma condição fundamental para nos reaproximarmos das vitórias. Falta, agora, percorrer o caminho para as exibições convincentes.

2. Este fim-de-semana, Quim passou a ser o jogador mais velho de sempre a actuar no campeonato. Contra o Benfica, ficou evidente que o guardião do Aves continua a ter muita qualidade. Como benfiquista, o novo recorde serve para relembrar um momento baixo do clube, quando, na ressaca da conquista do título de campeão, Quim foi dispensado pelo treinador em directo na televisão. Acima de tudo, é um pretexto para recordar com muita saudade um capitão insubstituível, o grande Manuel Galrinho Bento, até agora detentor do recorde. O Bento fez parte de uma última geração de jogadores de inclinação popular, de antes quebrar que torcer e com paixão incondicional pelo Benfica. São tempos que não voltam, mas cuja memória estamos obrigados a preservar."

Svilar e os paradoxos

"Mile Svilar tem servido para atestar o quanto podem conviver, em simultâneo, dois olhares desiguais e, aparentemente, opostos. Claro que haverá sempre quem estranhe quando, de um lado, se certifica que o guarda-redes do Benfica tem qualidades raríssimas para a função e, praticamente em paralelo, outra sentença alega que a utilização do mancebo belga frente ao United foi um risco excessivo e oneroso. Mas não há aqui qualquer paradoxo. Porque uma e outra opiniões, mais do que serem compatíveis, acabam até por ser complementares. Ser guarda-redes é uma arte e, não tenhamos dúvidas, Svilar nasceu com o dom das balizas. Não foi por acaso que Mourinho garantiu que ele "não tem apenas algumas qualidades: é um fenómeno". Porque, explicou, prefere sempre quem aproveite o espaço e não se limite a ficar em cima da linha fatal. Mas foi o próprio treinador do Manchester a deixar escapar que usou uma estratégia, especialmente nos cantos e nas faltas ofensivas, capaz de deixar ainda menos cómodo Svilar na sua estreia na Champions. E Matic foi ainda mais sintomático: "O treinador disse-nos que tínhamos de tentar rematar e fazer cruzamentos, porque ele era novo e era o seu primeiro jogo". Ou seja, Mourinho tem obviamente razão quando refere que Svilar tem todas as condições para se tornar num guardião de top. Mas foi o primeiro a tentar tirar partido das fragilidades que um guarda-redes estreado quatro dias antes no futebol profissional (frente ao Olhanense) jamais poderia encapotar num jogo daqueles da Liga dos Campeões. Ou seja, em condições normais Svilar nunca teria sido titular. E isto não tem tanto a ver com o facto de ter sido lançado com apenas 18 anos e 52 dias na prova mais importante do calendário internacional e logo frente a uma equipa treinada por um técnico matreiro como poucos. Não tem também a ver com o suporte psicológico de Svilar, que até nos momentos mais difíceis parece estar na baliza com a mesma desinibição e naturalidade com que é capaz de lambiscar um sorvete – e isso nota-se até na forma como já gere a carreira, não só na mudança para a Luz, mas também na provável opção pela selecção da Sérvia, para não ficar demasiado tempo na sombra do belga Courtois. Svilar não estava suficientemente preparado para um jogo daquele cariz, essencialmente porque ninguém naquelas condições o poderia estar. É que não devemos esquecer que nunca alinhou pela principal equipa do Anderlecht e, mesmo pelos sub 19, só fez 14 jogos (em três épocas).
Os três C dos guarda-redes são: calma, concentração e controlo. Relativamente aos dois primeiros, Svilar já tem para dar e vender, mas não se pode exigir suficiente autocontrolo a quem tanto queria mostrar-se ao futebol adulto e nunca havia jogado num estádio tão grande e repleto. Se já tivesse essa temperança teria sido um pouco menos afoito e percebido que Rashford, antes de o surpreender, já tinha tentado, por duas vezes, aproveitar a sua colocação adiantada – e, sublinhe-se, esta vontade de controlar a profundidade faz todo o sentido numa equipa como a do Benfica. Foi também por lhe faltar ainda esse comedimento que, logo aos quatro minutos do jogo na Vila das Aves, tentou antecipar a trajectória da bola e, como ela saiu na direcção contrária, teve de fazer uma defesa de recurso. Boa parte dos adeptos deve ter apreciado o golpe de rins, mas o belga levou foi ali mais uma lição neste curso rápido de integração no profissionalismo.
Vítor Baía também foi lançado por Quinito, quando ainda estava a dois meses de completar os 19 anos, num jogo em que o FC Porto empatou (1-1) em Guimarães. E, dois dias depois, já sob o comando de Artur Jorge, estreou-se a vencer (2-0) na Taça UEFA frente aos romenos do Flacara Moreni. Há alguma similitude nas duas situações, até porque os portistas tinham Mlynarczyck lesionado e Zé Beto a cumprir castigo disciplinar. Desta feita, Rui Vitória também não terá deixado de levar em conta os problemas físicos que afectam Júlio César. Ficou claro que a sua única dúvida para o jogo da Champions foi sempre entre o veterano brasileiro e o calouro belga. Podia ter optado pelo guarda-redes medalhado e experiente. Mas, terá pensado, este já passa mais tempo na enfermaria do que no relvado e tem cada vez mais dificuldade em sair da sombra dos postes. Preferiu, por isso, o risco total, numa decisão com perspectivas de futuro e que, por isso, não poderia nunca ser condicionada pelo desfecho e incidentes do jogo com o United. Haverá, no meio disto tudo, quem releve muito o diferente tratamento a que foi sujeito Bruno Varela, a quem, de facto, não foi reconhecido a mesmo direito ao erro. A explicação, nada palpável, é certo, encontramo-la quando olhamos para Svilar e Varela na baliza. Este último até pode vir a ser um belíssimo guarda-redes, mas não nos transmite as mesmas sensações. Svilar provoca, até no olhar esgrouviado e na forma como segura a bola, uma impressão de proeminência e magnitude. Deve ter sido isso que fez Vitória arriscar. E perdoar-lhe.

Cinco estrelas -- CR7 já é imortal
Cristiano Ronaldo há muito que garantiu a imortalidade e um lugar entre o restrito grupo daqueles que são mesmo diferentes. O segundo "The Best" consecutivo e a Bola de Ouro que se lhe seguirá são apenas as chancelas mais recentes para uma divindade que só tem paralelo em Pelé, Maradona e Messi.

Quatro estrelas -- Quim, o campeão juvenil
A poucos dias de completar 42 anos e após ter-se consagrado como o mais veterano de sempre nos relvados da Liga, Quim é hoje um guarda-redes mais consensual do que alguma vez havia sido. Um prémio justo para um profissional de primeira água e que mantém a deleite juvenil pelo jogo.

Três estrelas -- "Guedesmania"
Após um conjunto de grandes exibições, a última abrilhantada com dois grandes golos e uma assistência, a "Guedesmania" tomou conta do iluminado Valência. O jovem Guedes prova que, às vezes, é preciso dar um passo atrás para ser visto com outros olhos até em Paris…

Duas estrelas -- Lineker perdeu o senso
Gary Lineker já teve epigrafes deliciosas, mas perdeu o senso quando disse que Benzema está sobrevalorizado. O futebol não se mede só pelos golos (e o francês somou 182, o sétimo melhor registo na história do Real). Quem tiver dúvidas que veja a assistência deliciosa para Marcelo.

Uma estrela -- Rui Costa e a incompetência
É quando vejo o árbitro Rui Costa ir duas vezes espreitar o ecrã televisivo e, mesmo assim, manter a decisão errada de não marcar penálti sobre Gélson que tenho ainda mais certeza de que a incompetência só diminuirá quando a decisão final for do vídeo-árbitro."

A crença gera biologia

"O Prof. José Antunes de Sousa, quando ambos leccionávamos (e, para leccionar, estudávamos) no Instituto Piaget, em Almada, muitas vezes me acompanhou em diálogos vários sobre um desporto de perfil humanista, onde o facciosismo clubista não cabe – um desporto que fomente o civismo e a cidadania e portanto se transforme num espaço privilegiado de socialização e de integração. E terminava a sua colaboração, nos meus trabalhos, com uma frase que não esqueço: “A crença gera biologia”.
Relembro, neste momento, o Konrad Lorenz que distinguia no Desporto uma inigualável forma ritual de luta, que nos ensina a dominar, a humanizar o que, em nós, é instintivamente violento. Não há competição desportiva que, para ser verdadeiramente desportiva, não se afirme, pela competição, por uma vontade imparável de vitória, mas… com normas, com regras, com ética. São precisamente estas normas, estas regras, esta ética, que fazem do Desporto uma indispensável pedagogia. A combatividade, a agressividade, no Desporto, só se justificam, quando reguladas, quando eticamente responsáveis. Daí, que possamos escrever, sem medo de errar, que o Desporto tem, como poucas outras actividades sociais, uma indiscutível missão civilizadora, começando pelo ensino de uma linguagem de não violência. O desenvolvimento do Desporto, designadamente o de alta competição, ou de alto rendimento, supõe planeamento e gestão, organização e produtividade e ainda medidas integradas e especialistas, interessados numa tarefa comum. Ora, tudo isto recusa, dispensa, exclui a violência, a desordem, o caos. O Desporto é um jogo competitivo e portanto uma práxis que não pode deixar nunca de perder a sua condição lúdica, o seu espírito lúdico. Por isso, porque é jogo e não é guerra, ganhar ou perder, no Desporto, exige um clima de respeito mútuo, pois que os que ganharam e os que perderam foram iguais, no esforço, no pundonor, na vontade de vencer.
Um estudioso, como o Prof. Sílvio Lima, escreveu, na década de 30 do século passado, que “o verdadeiro desporto não é para ser fruído como espectáculo senão de quando em quando e à maneira helénica, pura, cultural. Quem considera o desporto uma disciplina formadora do homem, isto é, quem faz do desporto um método pedagógico, maiêutico, humanístico, sentirá sempre um arrepio invencível (um sacer horror) por todo o exibicionismo estadial. Há um pudor, uma frágil pudicícia desportiva, que importa defender” (Desportismo Profissional, Editorial Inquérito, Lisboa, p. 40). Confesso o meu pecado: no Desporto, sempre fui mais espectador do que ator. Em rapaz, as Salésias foram a minha “segunda casa”, mas sem nunca pisar a relva do primeiro campo relvado do País. O futebol, o basquetebol, o andebol, o râguebi nunca os pratiquei, como jogador federado. Mas sempre alegremente os acompanhei, desde criança, ao lado do meu saudoso Pai, para aplaudir os atletas de camisola azul e cruz ao peito. Nesses recuados anos (se bem me lembro) os treinos eram trissemanais; a preparação física poderia assim sintetizar-se: corridas à volta do campo e um pouco de Ling, para completar; e, no “treino de conjunto”, já se topavam treinadores tacticamente engenhosos. Só que o profissionalismo ainda não se implantara e, tecnologicamente, nada havia ainda de significativo. Sim, havia de facto um “amor à camisola” que morreu, anos depois, quase definitivamente. Mas era pouco, muito pouco, diante do que hoje prescreve a metodologia do treino desportivo e a própria medicina desportiva e as exigências, de rigor extremo, do profissionalismo no futebol. E, assim, com este panorama como ponto de partida, o futebol que eu contemplava, embevecido, nas Salésias, não poderia ter o ritmo, a intensidade, a força do futebol actual.
Hoje, ganha quem tem os melhores jogadores, os melhores treinadores, a melhor organização e… sabe o que faz e porque faz! Chega a ser uma crença, inteiramente necessária à coesão do grupo. Já num dos meus anteriores artigos eu citei Bruce H. Lipton autor do livro The Biology of Belief (tradução portuguesa da Sinais de Fogo, Lisboa, 2015). Volto a ele: “A ciência revelada neste livro define o modo como as crenças controlam o comportamento e a actividade genética e, consequentemente, o desenvolvimento das nossas vidas” (p. 243). Há valores em que se torna absolutamente indispensável acreditar, se queremos uma sociedade mais humana. O meu Amigo, Doutor Pedro Abreu, professor de engenharia informática da Universidade de Coimbra, teve a gentileza de facultar-me uma entrevista de Nuccio Ordine, professor, filósofo e crítico literário italiano, especialista em Giordano Bruno (1548-1600), um dos mais conhecidos filósofos do Renascença, onde colhi o seguinte:
“Temos gente superespecializada e que perdeu o sentido geral e global do saber. Hoje, as escolas e as universidades preparam os alunos para seguirem uma especialização e isso é perigoso, porque as escolas e as universidades não proporcionam uma cultura geral. Einstein já dizia que a especialização pode matar a curiosidade e esta está na base do avanço da ciência e da tecnologia. Por exemplo, a actual directora do CERN (o laboratório europeu de física de partículas) é uma italiana, Fabíola Gianotti, que fez estudos clássicos, aprendeu piano durante dez anos e é, simultaneamente, uma especialista em Física de renome mundial. Os maiores arquitectos italianos, como Renzo Piano, fizeram estudos clássicos. Uma cultura geral de base é absolutamente indispensável a qualquer especialista”. No meu modesto entender, é indispensável porque sem prévia revolução das mentalidades não há revolução científica…
Sou tentado a folhear, de novo, a entrevista de Nuccio Ordine: “O que vemos na City, em Londres, no centro financeiro britânico, são pessoas de grande elasticidade mental, pessoas que vêm dos estudos clássicos ou da filosofia, porque compreendem melhor o mundo do que os especialistas em economia e programação”. Para mim, as escolas e as universidades não devem ensinar aos alunos “generalidades”, ou um confuso sincretismo, ou um maçudo enciclopedismo, mas os princípios estruturantes, ou fundantes, do saber. Qualquer especialidade nasce de um tempo e de um espaço; tem a sua individualidade histórica; deverá exercer-se criticamente, para esclarecer o sentido e a significação da sua prática. Todos estes grandes sectores pedem bem mais do que é habitual fazer-se, numa prática profissional. Numa palavra só: pedem “cultura”, que se concretiza na crença e na vivência de determinados valores. Sem iniciação ao pensar, não há ciência. A formação universitária será absolutamente lacunar, se ensinar uma ciência que não é cultura, se esquecer os valores que humanizam a própria vida. Recordo o Gilles Deleuze de L’Image-Mouvement:
“Os grandes autores de cinema são comparáveis não só a pintores, a arquitectos, a músicos, mas também a pensadores”. E Jean-Luc Godard, em Jean Luc-Godard par Jean Luc-Godard (Ed. de Minuit, Paris, 1983) esclarece: “Há muitas maneiras de fazer filmes. Como Jean Renoir e Robert Bresson, que fazem também música. Como Serge Eisenstein, que fazia também pintura. Como Stroheim, que também escrevia novelas faladas, nos anos do cinema mudo. E como Rosselini que faz simplesmente filosofia” (p. 238). Enfim, para saber de cinema, é preciso saber mais do que cinema. Em tudo, há um perfil cultural, que é preciso descobrir, para entender o conhecimento científico, para nos entendermos a nós mesmos e ao mundo onde somos. Em tudo, há valores, para além das ciências, em que é preciso acreditar e que até podem tornar mais forte e consciente do seu valor uma equipa de futebol."

Alvorada... do Oliveira

O misterioso desaparecimento de Bastos

"O Benfica foi ao Brasil para um grande torneio chamado Charles Miller, considerado o pai do futebol brasileiro. Estávamos em 1955, e a presença encarnada foi tremendamente elogiada. E houve um episódio caricato.

Hoje vamos até 1955, nestas habituais viagens pela história do Benfica e das suas gentes. Voa a águia de Lisboa a 17 de Junho de 1955 com regresso marcado para o dia 3 de Agosto. Mas igualmente popular.
É de estalo!
América do Sul - Brasil.
No primeiro jogo, no Maracanã, frente ao Flamengo, uma enorme multidão acompanha as peripécias da partida.
O Flamengo tem jogadores enormes, internacionais brasileiros como Rubens, Índio, Esquerdinha ou Evaristo, o Evaristo de Macedo, que não tardaria a enfrentar de novo o Benfica, mas já com a camisola do Barcelona e, depois, do Real Madrid. É ele, precisamente, que desbloqueia o resultado de um jogo equilibrado cujo vencedor esteve em dúvida até ao fim. A exibição do Benfica é de enorme categoria, e Coluna é imponente no meio-campo, levando os brasileiros a compará-lo ao famoso Didi. 'Mesmo perdendo, o Benfica fez sucesso', gritava a manchete de A Noite. Por seu lado, A Última Hora deixava claro: 'A sensação do Maracanã foi o Benfica!' Os encarnados estavam na ribalta.
'O Benfica salvou o torneio!'
O Flamengo-Benfica foi o jogo de abertura do Torneio Charles Miller, torneio levado a cabo para homenagear aquele que é considerado como o pai do futebol brasileiro.
Com jogos disputados no Rio de Janeiro e em São Paulo, contava com a presença de quatro equipas brasileiras - Flamengo, América do Rio (que visitara Lisboa dois anos antes), Corinthians e Palmeiras; uma equipa uruguaia - Peñarol de Montevideo; e uma equipa portuguesa - Sport Lisboa e Benfica.
Torneio de envergadura impressionante de pensarmos que as equipas teriam de se defrontar todas entre si. Vejamos como foram os resultados, jornada a jornada, para depois nos debruçarmos sobre os resultados do Benfica.
1.ª jornada - Flamengo, 1 - Benfica, 0; Palmeiras, 2 - Peñarol, 2;
2.ª jornada - Corinthians, 2 - Palmeiras, 1; América, 1 - Flamengo, 0;
3.ª jornada - Flamengo, 0 - Corinthians, 3; Benfica, 2 - Peñarol, 0;
4.ª jornada - Palmeiras, 1 - Benfica, 2; América, 4 - Peñarol, 1;
5.ª jornada - Flamengo, 5 - Palmeiras, 3;
6.ª jornada - América, 4 - Benfica, 1; Corinthians, 2 - Peñarol, 2;
7.ª jornada - Corinthians, 3 - América, 1;
8.ª jornada - América, 2 - Palmeiras, 2;
9.ª jornada - Flamengo, 2 - Peñarol, 1; Corinthians, 2 - Benfica, 1.
Nove jornadas disputadas entre 19 de Junho e 10 de Julho. Um verdadeiro campeonato. Que teve esta classificação final:
1.ª Corinthians, 9;
2.ª América, 7;
3.ª Flamengo, 6;
4.ª Benfica;
5.ª Palmeiras, 2;
6.ª Peñarol, 2.
O Benfica, ainda que ficando longe da vitória na competição, sempre se conseguiu intrometer na ditadura brasileira que apontava quatro equipas para os quatro primeiros lugares, não jogassem elas em casa. Por outro lado, encantava os organizadores da prova que viam com que facilidade a equipa encarnada enchia os estádios onde jogava, tornando-se na grande coqueluche do torneio com um futebol cheio de movimentos e alegria.
Nos cofres da Confederação Brasileira dos Desportos, patrona do Torneio Internacional Charles Miller, tinham entrada nada menos de 8 milhões de cruzeiros só nos primeiros quatro jogos em que o Benfica participara... 'Entre o Maracanã e o Pacaembu, o Benfica salvou o torneio', escrevia a imprensa brasileira. E algumas exibições são de encher o olho, como a do Parque Antárctica, em São Paulo, frente ao Palmeiras do grande Jair Rosa Pinto, vice-campeão do mundo pelo Brasil em 1950, que viera do Flamengo e sairia para o Santos no ano seguinte, com vitória por 2-1 golos de Águas e Coluna. Ou a decisiva para as contas do torneio, também em São Paulo, mas no Pacaembu, face ao Corinthians do famoso guarda-redes Gilmar (e de Luizinho, Baltazar, Rafael e Nelsinho), na qual a arbitragem do alemão Horst Herden fez o resultado tombar para a equipa da casa com um penalty escandaloso contra o Benfica, definindo a vitória dos paulistas. No jogo e no torneio.
Mas o Benfica partia orgulhoso do Brasil. De Lisboa chegava a notícia de que o clube atingira os 27 000 sócios e se iniciava a campanha dos 30 000. Agora, o destino é Caracas. O guarda-redes Bastos vai mais tarde. Queixar-se-ia, depois, de ter sido abordado na rua por uma mulher escultural ao volante de um descapotável vermelho. Desaparece durante três dias: não se recorda de nada. Afirma que tem uma marca de seringa na nádega. E a memória reduzida a zero."

Afonso de Melo, in O Benfica

"Parecia um milagre o que estávamos vendo!"

"Eram dois milagres num dia só: a vontade dos casapianos concretizara o 'milagre da construção' e Otto Glória transformara a equipa 'encarnada'.

Em pleno Parque Florestal de Monsanto, o Casa Pia Atlético Clube ergueu o seu novo campo de jogos, o Estádio Pina Manique. Ao fim de 14 anos sem campo próprio,  a inauguração desta obra admirável', a 29 de Agosto de 1954, produto da 'dedicação dos casapianos', não deixou ninguém indiferente.
O Casa Pia AC convidou 'algumas das melhores equipas nacionais' para o festival de inauguração - o Benfica, o Atlético, o Belenenses, o FC Porto e o Vitória de Setúbal - para disputarem três desafios particulares que abririam a época de futebol. O Benfica, 'empenhado em obra idêntica', sabia o 'quanto é preciso sacrifício, de esforço, de abandono pessoal, para se levar a cabo uma obra desta envergadura' e acedeu com alegria ao convite.
O 'público da capital, ansioso de bola, deslocou-se em grande número ao novo e excelente estádio', e aguardava 'com o mais vivo interesse a apresentação do «team» benfiquista', pois seria a estreia do novo técnico do Benfica, o brasileiro Otto Glória: 'Diga-se, desde já, que tal expectativa não foi totalmente iludida'.
O terceiro e último desafio da festa era considerado o 'encontro principal, disputado entre o Benfica e o Belenenses'. E foi 'um regalo, este jogo!' A equipa orientada e preparada 'pelo famoso e inteligente técnico brasileiro' apresentou quase as mesmas '«pedras» da época finda' mas parecia 'até, que uma varinha mágica neles tocara, para os transformar...'
Disciplinador, Otto Glória implantaria em definitivo o profissionalismo no Clube, e teve resultados visíveis na equipa que se apresentou no 'tapete fôfo de viçosa relva', tanto fisicamente '(não se notou um quilo de gordura a mais!)', como na união dos jogadores, que não eram 'onze unidades, apenas, mas um conjunto'.
O Belenenses não teve argumentos, especialmente no primeiro tempo, que 'em tantas e tantas jogadas em que os seus jogadores se ficavam «pregados no terreno», imobilizados, como que sob a hipnose dos movimentos coordenados e entontecedores dos atletas benfiquistas'. O Benfica coroou este jogo inesquecível com um golo de Salvador, 'com um pontapé de longe que surpreendeu o guarda-redes belenense', e conquistou a Taça Pina Manique.
Pode ficar a saber mais sobre este inovador treinador no Museu Benfica - Cosme Damião, na área 25 - Mestres da Bola."

Lídia Jorge, in O Benfica

Benfiquismo (DCXXXVI)

António Leitão...

Chama Imensa... nós & os outros!!!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Lixívia 9

Tabela Anti-Lixívia
Corruptos...... 25 (0) = 25
Benfica ........ 20 (-2) = 22
Sporting ..... 23 (+3) = 20


A palhaçada continua... a miserável campanha propagandista continua imparável sem qualquer censura por parte daqueles que têm a obrigação de a denunciar, ou pelo menos, não ser o 'idiota útil' que só serve para amplificar as diversas mentiras!!!!

Mais uma jornada com benefícios claros para Corruptos e Lagartos, com a descomunicação social desportiva calada... enquanto os 'casos' do jogo do Benfica, são elevados a níveis de histerismo, iniciado pelos tarecos do costume e repetidos pelos avençados que contaminam a opinião pública diariamente...!!!

No Dragay mais duas agressões: Filipe e Danilo! Nem o VAR achou que deveria intervir, nem a Comissão de Instrutores da Liga, que depois do precedente grave do Samaris, no Benfica-Braga para a Taça da Liga, seria de esperar a 'manutenção' do critério... mas como os jogadores são se chamam Samaris nem Eliseu, ficou tudo na mesma...
Apesar da goleada, o 1.º golo dos Corruptos, nasce de uma irregularidade, pois o Marega marcou uma falta com a bola em movimento...
Curioso também a 'não atitude' dos jogadores do Paços...

No Alvalixo, uma autêntica pega de cernelha no 1.º golo do Sporting... não existe agarrão mutuo, só um jogador tem a intenção de impedir o outro de jogar! Aliás, esta jogada, é típica do Sporting: nos últimos confrontos directos com o Benfica, em todos os Cantos, o William tentou sempre fazer a mesma coisa, sobre o Luisão... repito em todos os Cantos... e nunca foi marcada falta, e só não sofremos golos em circunstâncias parecidas, por mero acaso!!!
Além dos cartões perdoados ao Coates (algo tão normal, que já ninguém se incomoda!!!), penalty descarado do Patrício, que perto do final do jogo varreu o avançado do Chaves!!! Quem toca na bola é claramente o flaviense... jogada parecida com o penalty do Ederson o ano passado em Alvalade!!!
No penalty reclamado pelo Gelson, na televisão nota-se que existe contacto... o problema do Gelson, foi o famoso 'tiro nas costas': este tipo de exagero de teatro, às vezes funciona ao contrário!!! O facto do árbitro não ter alterado a sua decisão, após ver as imagens, não me choca, pois como é óbvio os árbitros terão sempre muita relutância em admitir os seus erros!!!

Na Vila das Aves, Nuno Almeida teve a 'coragem' de marcar dois penalty's claríssimos a favor do Benfica, mas devia ter marcado um terceiro, sobre o Seferovic... Sendo que no 2.º penalty, houve mesmo uma falta do Jonas no início da jogada...
Creio mesmo que a não marcação do penalty sobre o Seferovic, deveu-se à falta não marcada do Jonas, pois são jogadas 'ligeiramente' parecidas (e sempre com o Nildo), mas se o Jonas, empurra o adversário porque nunca iria conseguir chegar primeiro à bola; no segundo, na área do Aves, é o Nildo que se desinteressa da bola, e faz uma obstrução 'sem bola' ao Seferovic...
Voltou a 'inventar' várias faltas ofensivas na área do Aves, nas bolas paradas... e disciplinarmente, foi permissivo com os da casa, e depois nos últimos minutos, deu dois amarelos ao Benfica, por mera mariquice... E se não 'contaram' para este jogo, lá para o Inverno, lá vamos ter que gerir cartões, enquanto os Filipes e Coates desta vida, chegam ao fim das épocas, sem sequer aproximarem-se dos 5 amarelos!!!
Uma nota ainda para as 'estranhas' condições da relva: zonas de autêntica patinagem artística, e outras aparentemente lentas com relva alta... os truques continuam!!!

A avaria do VAR a partir do momento 66, deve ser investigada, e deverá averiguar-se qual os procedimentos que se devem ter neste tipo casos! Por exemplo, será que o jogo deve ser parado, até a avaria ser debelada, ou não?!!!
Por exemplo, a 'visita' dos árbitros à linha lateral para ver as imagens dos 'casos' só serve para perder tempo... a decisão do VAR deve ser soberana, não faz qualquer sentido, este tipo de situações!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado

Jornadas anteriores:
Épocas anteriores:
2016-2017
2015-2016

VAR: o caminho faz-se caminhando

"O VAR é o caminho do futuro. Mas é necessário continuar a investir na preparação dos árbitros e na pedagogia junto dos adeptos.

O videoárbitro (VAR) permite que a verdade desportiva seja defendida e deve ser visto como o caminho irreversível que nos leva ao futuro. Ainda no último sábado estalou a polémica em Espanha por uma má decisão da equipa de arbitragem do Barcelona-Málaga, que não viu a bola completamente fora num cruzamento que acabou em golo blaugrana. Nesta fase, nos campeonatos que não têm VAR, clamam pelo auxílio da tecnologia, enquanto que nos outros, como é o caso da Liga portuguesa, não é difícil de identificar um progresso sério, pese embora ainda tenhamos de conviver com as deficiências próprias de um projecto embrionário. E com os erros humanos que nunca deixarão de estar presentes. Ontem, na Vila das Aves, o penalty que deu o terceiro golo ao Benfica não devia ter sido assinalado. No início da jogada, Jonas fez uma falta que escapou ao árbitro Nuno Almeida, que mandou seguir o jogo e apontou, bem, a seguir, um castigo máximo por infracção evidente sobre Pizzi. O VAR, na altura desempenhado por Vítor Ferreira, ficou offline, segundo revelou a FPF, e por consequência impedido de prestar o auxílio a Nuno Almeida, já que o protocolo vigente lhe permite a intervenção em jogadas que acabem em penalty. Do ponto de vista legal, esta situação, de apagão tecnológico, está prevista, passando o árbitro a funcionar apenas com os auxiliares de campo. Fica assim explicado um caso que causou estranheza dentro e fora do campo, valendo talvez e pena lembrar que se as comunicações entre os árbitros fossem públicas (como no râguebi), toda a gente saberia de imediato o que estava a acontecer, sem que se entrasse em qualquer especulação. Por princípio, sou sempre a favor do reforço da transparência...
Quanto ao jogo da Vila das Aves, viu-se um Benfica com algumas unidades jovens e interessantes, mas ainda sem conseguir controlar todos os momentos da partida. Curiosamente, quando Rui Vitória reforçou o meio-campo, com Pizzi e Krovinovic, isso não se traduziu no comando da partida para a turma da Luz. E esse facto deve merecer atenção do técnico encarnado, que precisa de aumentar a fiabilidade da equipa quando chegar a hora de administrar a vantagem. É de recordar que, ao longo desta época, foram vários os dissabores que o Benfica já teve depois de estar em vantagem...

Ás
Quim
O guarda-redes do Aves assinou uma bela exibição no dia em que se tornou no jogador mais velho a actuar em 83 anos de Campeonato Nacional da I Divisão. Quis o destino que batesse este recorde contra o Benfica, clube que representou e que foi de uma extrema deselegância na forma como lhe mostrou a porta da rua.

Ás
Lewis Hamilton
O piloto inglês assinou, no Texas, uma corrida sensacional e está muito perto de se sagrar, pela quarta vez, campeão do mundo, título que, a suceder, será abrilhantando pela réplica tenaz de Sabastian Vettel numa época em que Max Verstappen se afirma como the next big thing na Fórmula 1.

Duque
Iker Casillas
Ainda há pouco lhe chamavam El Santo e agora vê-se relegado, sem aviso prévio nem causa à vista, para o banco de suplentes. Casillas está a reviver no Dragão os piores momentos do Bernabéu e terá encontrado em Sérgio Conceição um novo Mourinho. Não antecipou este cenário quando escolheu o FC Porto.

Será que pensa que, assim, ajuda Gabigol?
«Tem muito mais potencial para mostrar e precisa de continuidade de jogo e ritmo. Não pode jogar um jogo e ficar dois ou três sem jogar...»
Wagner Ribeiro, empresário de Gabriel Barbosa
Já que os jogadores, hoje em dia, ou não querem falar, ou não os deixam, aparece sempre quem debite discurso por eles, seja o agente, a namorada, o pai, a sogra, o cão, o gato ou o periquito. No caso vertente, ao dizer o que disse, colocando pressão sobre Rui Vitória, será que Wagner Ribeiro pensa que está a ajudar Gabriel Barbosa? Assim só atrapalha, criando ruído e perturbação.

Miguel Oliveira
Em Phillip Island, a 150 quilómetros de Melbourne, Austrália, Miguel Oliveira fez história ao vencer a prova de Moto2. Foi a estreia de um português a ganhar nesta categoria e o piloto de Almada fê-lo na sua trigésima corrida na classe de Moto2, a décima quarta que fez com a KTM. Se dúvidas havia quanto à possibilidade de Miguel Oliveira aceder, mais cedo do que mais tarde, ao Moto GP, estas ter-se-ão dissipado, de uma vez por todas, na Austrália. Há um português a bater com toda a força, à porta da 'piscina dos grandes' no motociclismo.

'Haka' nas Astúrias para a família real
Os 'all blacks' receberam o Prémio Princesa das Astúrias, para o Desporto, em 2017, no teatro Campeoamor de Oviedo e homenagearam quem os galardoou com um 'haka' de gravata, realizado por Kevin Meleamu, Israel Dagg, ConrathSmith e Jordie Barret. Grande momento para o râguebi mundial..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Boa réplica do candidato

"Quim merece estar na Liga pela competência na arte de defender e transmissão de valores.

Solução encontrada
1. O Benfica foi capaz de mudar, e para melhor, na visita ao terreno do Desportivo das Aves, a sua forma de abordar as dinâmicas ofensivas. O jogo exterior da equipa de Rui Vitória funcionou, com os seus extremos e criarem e a assistirem várias vezes os companheiros. Quer por dentro, quer na largura, foram eles que dinamizaram o ataque benfiquista, que teimava nas anteriores jornadas em jogar directo. Sempre que Diogo Gonçalves, pela esquerda, e Salvio, pela direita, abordavam o jogo por dentro, no um contra um, criavam dificuldades, conquistando mesmo uma grande penalidade nessas circunstâncias. O meio campo de batalha do Desportivo das Aves foi capaz de fechar os espaços de manobra do Benfica e, principalmente, de Jonas, que aparecia entrelinhas, em aproximação. Mas esses espaços estiveram fechados. Nas acções ofensivas, os avenses optaram quase sempre por lateralizar ou pelos passes atrasados, faltando arriscar mais na profundidade e num homem para definir o último passe. Os homens da casa apenas conseguiram superiorizar-se nos últimos cinco minutos da primeira parte, quando o Aves criou duas oportunidades para empatar o jogo.

Transição defensiva
2. O Benfica foi forte na reacção, perante uma equipa que explorava a velocidade dos extremos ou do seu ponta de lança, como referência. Foi capaz de joga no meio campo ofensivo e no momento em que perdia a posse de bola obrigava o adversário a jogar quase sempre longo, fechando as linhas curtas e dificultando a primeira fase de construção do Desportivo das Aves.

Resposta do banco
3. Lito Vidigal respondeu, com alterações que viriam a dar maior consistência defensiva e mais objectividade ofensiva. O jogo caiu muito em intensidade e o Aves chegou ao golo de bola parada, já depois de avisos. Na jogada seguinte, porém, o Benfica viria a sentenciar o jogo, com bis de Jonas e mais uma vez através de um penalty. O Aves atravessa momento de transição do comando técnico, que certamente trará bons ventos, porque matéria prima existe.

PS: Uma palavra para Quim, quando muito se fala de guardião do Benfica. Quim prova que merece estar na Liga, mesmo à beira dos 42 anos, pela competência na arte de defender e certamente na transmissão de valores aos jovens."

Ricardo Chéu, in A Bola

Alvorada... com o Mr. War !!!

O melhor Gonçalo Guedes de sempre, é o português em melhor forma na Europa

"Momento de forma impressionante do jovem avançado

Num período menos efusivo de Cristiano Ronaldo, que será, ao que tudo indica e com toda a justiça, coroado esta segunda-feira pela FIFA melhor jogador da última temporada, há um português que se tem destacado dos demais.
Depois de tempos difíceis em Paris, com um eventual espaço desde logo ocupado por jogadores de enorme talento e estatuto, e que esta época ainda recebeu Mbappé e Neymar, Gonçalo Guedes está a aproveitar, com rendimento extraordinário, a cedência ao Valência.
Debaixo do olhar atento de um treinador ele próprio a confirmar créditos angariados sobretudo ao serviço do Villarreal, como é Marcelino García Toral, o antigo jogador do Benfica tem impressionado com grandes golos e ainda uma capacidade de explosão incomum, que encaixa na perfeição no futebol de transição «che». O 1-0 ao Sevilha, já depois de ter feito outro golaço ao Bétis, há uma semana, colocam-no no topo dos portugueses em melhor momento.
É verdade que, para já, com a Selecção apurada para o Mundial e a pensar apenas em particulares de preparação, Fernando Santos pouco pode aproveitar a sério do dinâmico avançado, mas o que tem feito ajudará a sustentar a sua condição de opção a ter em conta na hora de escolher para a Rússia. O melhor lado de Guedes, este que vemos agora, tem lugar indiscutível nos 23. O desafio é aguentá-lo até perto da hora da decisão.
Já se falou em Cristiano Ronaldo e no momento menos empolgante que atravessa o capitão da Selecção, mas também pelo menos Bernardo Silva, João Mário, André Silva, Nélson Semedo e André Gomes ainda lutam por um lugar no onze inicial dos «gigantes» que representam. Não têm missão nada fácil, mas a qualidade de todos estes nomes e de outros que seguem numa segunda linha de enorme talento sustenta boas expectativas para o futuro. A título individual e colectivo.
Ao mesmo tempo, Sporting, Benfica e FC Porto estão no top-15 dos clubes que mais fornecem jogadores formados localmente às ligas europeias, com destaque para os leões, em quinto lugar.
O futebolista português, que na verdade é o que o futebol indígena tem de melhor, ganha espaço e projecção cada vez maiores por esse mundo fora, e a tendência é para aumentar.
O mérito é da afirmação de jogadores como Guedes, de todos os que chegaram antes e dos que vierem depois."

Benfiquismo (DCXXXV)

Sir...

Cadomblé do Vata

"1. Coisas que me irritam: gente que desvaloriza vitórias do SLB em jogos de campeonato, porque o adversário é fraco... como se porventura a Primeira Liga tivesse algo mais do que adversários de baixa qualidade.
2. O Pizzi viu o primeiro amarelo no campeonato... já só faltam 3 para começar novamente o choradinho.
3. Na TV não deu para ver bem, por isso aqui pergunto a quem esteve no estádio... o Quim mandou calar os adeptos do Aves a cada defesa que fazia?
4. Quim sofreu mais golos do que Svilar... foi uma questão de hábito: ainda o belga não era nascido e já o português andava a sofrer golos do SLB.
5. Só gente que deseja o mal do Glorioso é que pode ver em Ruben Dias o futuro capitão do Benfica... para que isso acontecesse o rapaz tinha que baixar muito o nível exibicional, porque de outra forma não vai andar por cá tempo suficiente para assumir a braçadeira."

(...) assistiu a uma noite histórica do Benfica na Vila das Aves: Pizzi começou no banco e foi amarelado

"Svilar
Meia dúzia de intervenções atentas e nenhum lance que nos obrigue a relativizar a borrada com a sua tenra idade, o que é bom. Esteve bem até mesmo quando não tocou na bola, como num remate de Derley aos 85 minutos que, na opinião do comentador da Sport TV, foi bem desviado por Svilar. Quem somos nós para dizer o contrário? De resto, nada de novo. O jovem belga revela um potencial enorme, que é como quem diz, há lances em que claramente anda ali aos papéis. Felizmente, tem vinte e três anos para atingir o nível de Quim.

André Almeida
Há uma facção de benfiquistas que gosta de questionar as possibilidades do Benfica neste campeonato. Perguntam esses adeptos: como podemos esperar que o Benfica seja pentacampeão com André Almeida a titular? Pois bem, nós fomos fiéis militantes dessa facção durante algumas semanas, pelo menos até termos visto o Douglas. Que bálsamo voltar a ter 11 jogadores em campo. A partir de hoje André Almeida é titular indiscutível e não se fala mais nisso. Sim, isso significa que não vamos falar do lance do golo do Aves em que André Almeida mete uma argolada. Se não vos agradar, revejam os jogos do Douglas.

Luisão
O capitão fez uma exibição tão certinha como o final da sua carreira em maio de 2018. Algumas pessoas sob o efeito de estupefacientes dirão que Luisão não está ao nível de Rúben Dias, como se o jovem titular fosse o novo Varane. Infelizmente ainda não é. Mais: se não fosse a presença de Luisão em campo ao longo dos últimos anos, o Rúben Dias e os muitos projectos de defesas que vierem antes dele nunca tinham passado disso mesmo: projectos. Portanto, olhem com atenção para o banco de suplentes, respirem fundo e deixem Luisão continuar a bater recordes. Hoje foi o de jogos ao serviço do Benfica na Liga Portuguesa.

Rúben Dias
Exibição quase perfeita, não fosse o desempenho esteticamente discutível nos lances de bola parada. Com tanto cientista e laboratório lá no Seixal, custa a compreender que ninguém tenha explicado a Rúben Dias que arregaçar os calções ao ponto de parecerem uma sunga que Cristiano Ronaldo vestiria numas férias com amigos no Mediterrâneo não só não o torna melhor jogador como é desagradável.

Grimaldo
Voltaram os rumores que colocam Grimaldo a caminho do Manchester United. Estão a ver? Isto é muito mais simples do que parece. No Benfica, um jogador só tem que evitar ser um dos piores para garantir lugar na alta roda do futebol europeu. O entendimento de Grimaldo com Diogo Gonçalves foi idêntico ao que tem tido com os restantes colegas utilizados na posição, muito pouco propenso a hipérboles. Ao invés de um “parece que jogam juntos há anos”, damos por nós ocasionalmente a questionar se de facto costumam treinar juntos.

Fejsa
Alguns erros incaracterísticos. Por falar nisso, quando é que um defeito deixa de ser incaracterístico e passa a ser característico? Existe alguma regra? É que temos tido algumas dúvidas em relação ao Fejsa.

Filipe Augusto
Excelente exibição do brasileiro que hoje jogou na posição 30, designadamente os 30 milhões que vamos encaixar com a venda deste rapaz assim que o presidente e Jorge Mendes encontrarem um indivíduo minimamente impulsivo com uma caderneta de cheques por perto. Não se queixem. Passámos anos a produzir quinzes e temos alguns que, nesta deprimente ditadura financeira em que vivemos, teriam de jogar com um número negativo na camisola. E nós não queremos isso - que eles joguem.

Salvio
Se a espécie humana fosse constituída apenas por extremos do Benfica e Rui Vitória fosse o armagedão, Salvio seria a barata que sobrevive a tudo. De lance desastrado em lance desastrado, Salvio lá vai fazendo o seu caminho à espera que a nossa fénix renasça das cinzas. Fónix.

Diogo Gonçalves
Foi um dos agitadores de serviço na primeira parte, tendo inclusivamente ganho um pénalti à meia hora, quando alguns adeptos do Benfica já abandonavam as bancadas. Como qualquer extremo às ordens de Rui Vitória, foi desaparecendo aos poucos do jogo, sem que ele ou qualquer outra pessoa, incluindo o seu treinador, conseguissem perceber porquê.

Jonas
Como dizer mal de uma pessoa que já nos deu tanto e ainda assim marcou dois golos decisivos? Fazendo nossas as palavras do James Murphy: Jonas, i love you but you’re bringing me down.

Seferovic
Tal como o autor deste texto na noite lisboeta às 5 da manhã, Seferovic passou a primeira parte a aparecer nos locais certos sem saber exactamente o que fazer. Já a segunda parte trouxe um Seferovic estranhamente renovado, com melhor ocupação dos espaços, o primeiro golo desde Agosto e o primeiro jogo fora de casa em que o Benfica marcou dois golos. Tudo isto seria digno de celebração se não fosse tão deprimente. Importa notar que o golo de Seferovic nasce de um lance em que leva uma bolada de Jonas. Não nos pareceu estudado, mas talvez seja de repetir.

Pizzi
Noite histórica na Vila das Aves. Pizzi começou no banco e foi amarelado. Nada será como dantes, amigos.

Krovinovic
Foi demasiado produtivo para tão pouco tempo em campo. Ele que se junte ao Zivkovic na bancada para ver se aprende.

Jimenez
Aquele estranho momento em que percebes que o único suor na tua camisola é o do gajo que acabaste de substituir. Parabéns a Rui Vitória, esse magnífico gestor de seres humanos que hoje revelou mais uma vez os seus dotes de Sun Tzu do Ribatejo. Não percebemos se esta substituição é humor perverso ou apenas parvoíce."

domingo, 22 de outubro de 2017

Vermelhão: 3 pontos...

Aves 1 - 3 Benfica


Ao contrário de épocas anteriores, os níveis de confiança estão em baixo... e a prova disso, é a 'incerteza' da vitória, em jogos como o de hoje!!! A diferença é tão grande entre as equipas, que os benfiquistas nunca deveriam duvidar dos 3 pontos, no entanto, é isso que está a acontece!!! Mas são só os adeptos: a reacção da equipa, hoje, após o 1.º golo, demonstra como os próprios jogadores desconfiam de si mesmo!!! O nosso pior momento do jogo, foi claramente os últimos minutos da 1.ª parte...

Jogo com pouca história: entrada muito forte do Benfica. Podíamos e devíamos ter marcado nos primeiros minutos. Era impossível manter a pressão os 90 minutos, assim o Aves lá conseguiu ter a bola alguns minutos, mas antes do intervalo, indiscutível, marcámos...
Recuámos, em vez de pressionar à procura do segundo, ficámos com medo, e permitimos oportunidades ao adversário... felizmente o intervalo apareceu!
Voltámos a entrar bem... e com alguma sorte nos ressaltos (finalmente) marcamos o segundo!!!
Com as substituições o Aves ficou mais ofensivo, não soubemos aproveitar os contra-ataques e acabámos por sofrer um golo no Canto... a 15 minutos do fim!!!!
Desta vez reagimos bem, voltámos a ter a posse de bola e marcamos o terceiro (novamente de penalty)!!! Até ao fim, só deu Benfica... com uma excepção!!!
Existe claramente uma questão mental: a equipa quando 'precisa' de ter a bola, até consegue 'jogar' e com o Rúben na equipa, até controlamos melhor os 'contra' adversários; mas quando por alguma razão, 'resolvemos' baixar linhas, a equipa 'treme'!!!

A surpresa do final de tarde, foi a titularidade do Augusto em detrimento do Pizzi: como tenho afirmado, o Pizzi está num momento de forma deplorável!!! E ele deverá ser o primeiro a aceitar esta situação!!! Não sei se a paternidade está-lhe a tirar 'frescura' (não era o primeiro...!!!), mas nem consegue 'aparecer' à entrada da área, onde costumava ser fatal, como desequilibra o meio-campo defensivo... Fora da Luz, o Augusto (esteve relativamente bem...) deverá ser a escolha, nos jogos da Luz, o Pizzi (ou o Krovi...) deverão ser a opção!
Excelente jogo do Digui... dá velocidade e capacidade de remate à equipa, e está a combinar às mil maravilhas com o Grimaldo! Mais um jogo muito bom o Rúben, creio que ganhou claramente a titularidade... O Svilar sem culpas no golo (o Seferovic tem que 'atacar' a bola), esteve muito bem no resto do jogo, com muita confiança e segurança...
Uma nota para o Jonas: marcou dois golos de penalty, a classe continua lá, mas este ano 'perdeu' velocidade de decisão! Muitas bolas perdidas, por retardar passes fáceis... Tem que melhorar, porque a jogar assim, nestes jogos fora da Luz, com o Benfica a jogar muito tempo 'fora' dos últimos 30 metros, temos outras opções mais válidas!!!

Uma nota para provavelmente a melhor exibição do Quim em muitos anos!!! Se não fosse o nosso ex-guarda-redes, o resultado teria sido mais pesado!!!
Outra nota para o 'estranho' estado do relvado: zonas onde os jogadores pareciam 'bailarinas' a patinar, outras zonas onde a bola prendia, onde parecia que a relva estava alta!!! Curiosamente, em Arouca, com o Lito. também costumava haver este tipo de peculiaridades!!!
Em relação ao 2.º penalty, é claro que houve falta do Jonas no início da jogada (até aceito discutir que foi o jogador do Aves, que faz uma tentativa de bloqueio - sem ter a bola controlada -, e depois deixa-se cair, mas é falta)! Curiosamente o Benfica já foi prejudicado, em situações idênticas, e o VAR ficou 'calado'!!! Mas não deixa de ser um erro... Tal como logo a seguir no penalty sobre o Seferovic, não assinalado...!!!
A arbitragem foi fraca, típica do Nuno Almeida, logo nos primeiros minutos, num lançamento lateral longo para a área do Aves, inventou uma falta do Luisão, 'roubando' mais uma grande defesa ao Quim... e assim continuou, 'inventando' muitas faltas contra o Benfica, principalmente na primeira meia hora... Mas lá marcou os penalty's, nem todos teriam a mesma coragem, por mais evidentes que as faltas foram...!!!

Vitória, com muito desperdício...

Benfica B 2 - 1 U. Madeira


Apesar dos golos falhados, conseguimos dar a volta ao resultado, e conquistar a vitória justa, depois de uma paragem de 23 dias!!!!
Vários jogadores em destaque: Kalaica (pode acabar a época a refazer a dupla com o Rúben!!!), Willock, Florentino e novamente o Heri...

Mais uma inacreditável arbitragem do Xistra...!!!

Nova vitória...

Viana 0 - 3 Benfica
17-25, 26-28, 13-25

Nova vitória, desta vez em Viana... 2.º Set estranhamente equilibrado!!!

No próximo Sábado, jogo importante na Luz, com a recepção à Fonte do Bastardo...

Ganhar é preciso

"Jornada negra e preocupante das nossas equipas nas competições europeias. Derrotas que põem em causa não só o apuramento para a fase seguinte das Champions e da Liga Europa como, também, resultam num rombo financeiro no orçamento da presente época desportiva. Como é hábito, a rubrica das ‘receitas extraordinárias’ contempla os prémios financeiros obtidos nestas competições, onde é obrigatória chegar à fase a eliminar.
Aliás, no que diz respeito às três grandes equipas nacionais, chegar aos quartos-de-final é geralmente o objectivo a atingir. E levando em consideração os resultados obtidos, o rombo este ano vai ser grande! Até porque, a acontecer, fecha-se a montra europeia, espaço privilegiado e sempre apetecível para negócios de transacção dos direitos desportivos e económicos dos seus melhores jogadores.
Mas este é o preço normal a pagar. Porque, quando se compete com Barcelona, Juventus, Manchester United ou Mónaco o nível de dificuldade aumenta consideravelmente. E porque, como país vendedor de talentos, baixamos a nossa capacidade competitiva ano após ano. Por isso, e tendo em conta esta realidade, os gestores desportivos dos clubes nacionais terão obrigatoriamente de analisar esta temática. Cada vez mais, é prioritária a definição de um perfil de jogador moderno e competitivo. Assim como o seu processo de observação e avaliação aquando da sua descoberta em outros clubes. E, mais do que tudo, a metodologia e filosofia de trabalho implementada na sua respectiva formação. Comprar gato por lebre e formar jogadores só para consumo interno continua a ser o pão nosso de cada dia no futebol português... Agora, meus senhores, é arregaçar as mangas e ganhar, ganhar e ganhar..."