Últimas indefectivações

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A fada invisível da floresta amarela

"Trinta de oito remates e apenas dois golos! Na Luz, o Benfica desperdiçou uma goleada histórica frente ao Borussia de Dortmund. Os alemães mostravam-se felizes «Perder com uma equipa tão poderosa por este resultado é motivo de orgulho!»

«A sorte grande saiu aos alemães!», gritava a manchete de um jornal português. Outro assinalava: «O Benfica 'explodiu' como nos seus grandes dias, impressionando fortemente, mas dos seus 38 remates executados só dois redundaram em golo e cinco esbarraram, com estrondo, nas balizas».
Estávamos no dia 7 de Novembro de 1963. Na véspera, o Benfica recebera o Borussia de Dortmund, na Luz, para os oitavos-de-final da Taça dos Campeões. Pois... às vezes a história repete-se...
Vamos lendo o que se escreveu. Vale a pena!
«Indomáveis! Com extraordinária determinação, vibrantes de entusiasmo e ardentes no idealismo mais acrisolado, autenticamente de dentes cerrados, os homens das camisolas rubras, como dominadores absolutos, proporcionaram-nos ontem uma jornada de elevado coeficiente emocional ao conquistarem um brilhante triunfo que, por direito próprio, pode enfileirar sem desdouro nos feitos mais gloriosos do clube, sobretudo nas campanhas internacionais da sua equipa de futebol».
E mais: «Imbuídos da 'mentalização europeia', que os tornou distintos no futebol português, os benfiquistas deram uma admirável lição de brio e de querer ao produzirem lances em torrentes que só não derrotaram impiedosamente, logo nos primeiros minutos, os combativos alemães, porque a sorte se recusou, com invulgar teimosia, em colaborar, fazendo em contrapartida um pacto secreto com os jogadores visitantes, sobretudo com o guarda-redes Tilkowski que, para além de ser um magnífico valor, deve ter tido, junto de si, uma fada invisível».
Para que ninguém acuse o autor destas linhas de exagerado patriotismo, reparemos o que afirmou, no final da partida, o treinador dos alemães, Eppenhof: «Um clube como o Borussia só sai prestigiado por ter perdido por 1-2, com o Benfica. É certo que a sorte os bafejou, mas esta faz parte de todos os jogos. E na primeira parte salvou-nos da derrota catastrófica».
Dificilmente podia ser mais claro. E objectivo. Bem à alemã, portanto.
Vertigem!
A exibição do Benfica, nessa noite, foi demolidora. Trinta e oito remates, mas apenas dois golos. Teria um custo dolorosíssimo na segunda mão, em Dortmund. As equipas jogaram assim, na Luz:
BENFICA - Costa Pereira; Cavém e Cruz; Coluna, Luciano e Raul; José Augusto, Santana, Eusébio, Serafim e Simões.
BORUSSIA DORTMUND - Tilkowski; Burgsmuller e Redder; Kurrat, Geisler e Sturm; Wosab, Schmidt, Brungs, Konietzka e Emmeirich.
Os golos surgiram só na segunda parte. O primeiro por Simões, logo aos oito segundos; o empate por Wosab, aos oito minutos; a vitória definitiva por Eusébio aos 13 minutos.
Os alemães reconheciam, todos eles, a tremenda superioridade do Benfica. O director-técnico do Borussia, Egog Petrus, declarava: «O Benfica é uma das melhores equipas que tenho visto. Apenas o jogo, por ser jogo, não deixou o resultado expressar-se. No entanto, os meus jogadores bateram-se pelo melhor resultado possível e conseguiram-no. Este resultado aqui obtido, perante tão poderosa equipa, é um motivo de orgulho para mim e para eles».
Voltemos ao jogo, e ao que em Portugal se escreveu sobre ele: «O confronto entre o que ocorreu em cada uma das partes indica que, na primeira parte, o Benfica podia ter vencido por 4-0 ou 5-0 e que, na segunda, o 2-1 se aceita como certo. (...) No primeiro tempo, o Benfica patenteou, além de febricitante ansiedade, um padrão técnico de excelente recorte, surpreendendo pelo número de remates logrados no meio da 'floresta amarela' onde o guarda-redes era árvore gigantesca». Cinco bolas nos postes do Borussia condenaram, todavia, os encarnados a uma vitória escassa para a segunda mão, em Dortmund, onde Eusébio e Coluna ficariam fora por lesão. Eusébio, que além do golo decisivo atirara dois remates impressionantes aos postes de Tilkowski. Lajos Czeizler, treinador do Benfica, lamentava-se: «Devíamos ter ganho por 4 ou 5-1. O azar perseguiu a minha equipa. Com uma defesa tão cerrada como esta, foi um milagre criarmos tantas oportunidades de golo. A trave e as defesas de recurso privaram-nos da justa vitória».
A azar perseguiria o Benfica na Alemanha. E sujeitaria os encarnados à sua maior derrota nas competições europeias até então. Perdidos num campo de neve, foram batidos por 0-5. Tantos e tantos golos desperdiçados na Luz..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Deslocações de luxo

"Depois de cinquenta anos a percorrer o país em transportes públicos, o sonho do autocarro próprio realizou-se.

Nos primeiros cinquenta anos de actividade do Sport Lisboa e Benfica, era a pé, de eléctrico, ou noutros transportes públicos que os jogadores se deslocavam para os desafios fora. Por vezes, consoante o local onde se iria realizar o jogo, era necessário recorrer ao aluguer de veículos ou à boa vontade de alguns sócios que colocavam os seus automóveis particulares à disposição do Clube. Mas, no ano da comemoração das Bodas de Ouro, o sonho concretizou-se: o Benfica adquiriu 'um excelente e moderníssimo autocarro para transporte dos seus atletas'.
Idealizado e mandado construir por Igrejas Caeiro para o grupo cénico itinerante 'Os Companheiros de Alegria', que dirigia, o autocarro foi vendido ao Benfica depois do grupo ter sido 'proibido por Salazar de prosseguir a sua actividade'. Concebido propositadamente para deslocações longas, era 'dotado de todos os requisitos modernos, como ar condicionado, aquecimento, chuveiro, lavabos, cozinha, arrecadação, etc...'.
Já devidamente 'decorado «à Benfica»', realizou a sua primeira viagem no dia da inauguração do Estádio da Luz, a 1 de Dezembro de 1954, transportando os futebolistas do Lar do Jogador para o Estádio. Ao volante, o antigo jogador João Correia - ou 'Cabo de Faca' como era mais conhecido -, que confessou ao Mundo Desportivo: 'Até parece que voltei à equipa!... Isto também é uma maneira de jogar...'.
O autocarro Samua, matricula FB-19-81, serviu o Clube durante aproximadamente 9 anos, até ser substituído por um Scania Vabis em Maio de 1963. Durante esse período, esteve presente em grandes momentos da história do Benfica. Foi ele que, inúmeras vezes, transportou os atletas até à secretaria do Jardim do Regedor, onde, depois de conquistas e digressões, a massa associativa os esperava em festa. E foi da sua janela que José Águas exibiu a Taça dos Clubes Campeões Europeus aos milhares de benfiquistas que, no Aeroporto de Lisboa, foram receber e vitoriar a equipa.
Roland Oliveira fotografou-o à saída do aeroporto, a 14 de Agosto de 1957, após o regresso da comitiva 'encarnada' de uma digressão ao Brasil e à América do Norte. Esta e outras fotografias podem ser vistas na exposição Roland Oliveira, em exibição na Rua Jardim do Regedor em Lisboa."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

O que é que o Benfica tem?

"Esta crónica começa como o velho samba de Carmen Miranda: “o que é que a baiana tem”? No caso do Benfica é mais o que é que o Benfica teve e, sobretudo, não teve. Não teve Jonas durante praticamente toda a primeira volta do campeonato. Nas primeiras jornadas deste e da Liga dos Campeões chegou a jogar sem nenhum avançado de raiz, fruto das lesões de Mitroglou, Jimenez e Jovic, obrigando a inventar uma linha dianteira com Gonçalo Guedes e o ainda mais novo José Gomes.
Mesmo neste regime de “hospital da Luz” a equipa resistiu ao embate. Começou por não se atrasar significativamente no campeonato (tirando o empate cedido em casa com o Setúbal à segunda jornada), recuperando a liderança à 5ª jornada, ao vencer o Braga. Daí em diante nunca mais a perdeu, empatando fora com o Porto e ganhando ao Sporting em casa. Conseguiu qualificar-se para os oitavos da “Champions” e manter-se nas restantes provas nacionais, ou seja na Taça da Liga e na Taça de Portugal.
Isto sem a dupla Jonas-Mitroglou que na época passada fora a chave do sucesso da equipa, com mais de metade dos golos marcados. E isso reflecte-se numa coisa curiosa: no campeonato nacional tendo de longe o Benfica o melhor ataque (e já agora, a segunda melhor defesa, o que está longe de ser despiciendo), ou seja 34 marcados e 8 sofridos, isso é conseguido à custa de uma grande dispersão de marcadores (Mitroglou, Pizzi, Gonçalo Guedes, Salvio, Cervi, etc, sem esquecer esse defesa goleador que é Lisando Lopez). Daqui resulta que, neste momento, o Bota de Ouro provisório seja Bas Dost, do Sporting mas repare-se que o grau de dependência do holandês é grande: 11 golos em 27.
Como se explica que, mesmo privado de um jogador-chave, o Benfica tenha tido este desempenho? Nalguns casos com sorte, como no jogo com o Braga, onde a vitória por 3-1 é enganadora. Ou em Chaves, onde na mesma jogada os flavienses mandaram duas bolas à madeira. Noutros, com tremendo espírito de sacrifício, como no Dragão (onde o empate foi arrancado a ferros depois de um jogo dominado pelo adversário) ou entre os minutos 60 e 80 do jogo com o Sporting. Noutros, ainda, com brilhantismo e nota artística, caso do Belenenses-Benfica ou do Benfica-Paços de Ferreira. E, no único caso de que me lembro, jogando sofrivelmente e vencendo pela margem mínima, como em casa do Estoril. Pior só no jogo com o Marítimo, verdadeira ilustração da Lei de Murphy: tudo o que podia ter corrido mal correu ainda pior…
A isto chama-se consistência. Era aquilo que Niki Lauda fazia na Fórmula 1, rodando voltas sucessivas exactamente na mesma décima de segundo, a que sabia ser necessária e suficiente para vencer mas sem degradar a mecânica nem correr riscos insensatos. É o resultado de uma táctica e de um sistema de jogo (mérito de Rui Vitória). Mas também de alguns interpretes geniais: Ederson com um punhado de defesas do outro mundo; Lindelöf, o verdadeiro homem de gelo que nunca treme na defesa; Fejsa, frequentemente comparado a um polvo, tal a quantidade de terreno que consegue ocupar; Pizzi que às vezes me irrita por ser macio nos choques mas que compensa com lances de génio; Jimenez que nem sempre acerta mas marca golos decisivos. Sem esquecer a capacidade atacante dos dois laterais (Grimaldo e Semedo), o incrível poder de explosão de Guedes e de Rafa (que se acertassem mais vezes na baliza seriam jogadores de outro planeta), as fintas de Salvio ou a alma de Luisão.
Foi isto que o Benfica teve. E agora passou a ter Jonas e, mais que isso, a dupla Jonas-Mitroglou. Com estes dois em campo o futebol deixa de ser uma espécie de ciência oculta para se tornar na coisa mais simples e bonita do mundo: meter golos. Em tempos idos, boa parte da hegemonia do Porto resultava da jogada mais simples que há: Drulovic ia à linha, centrava alto para a área e Jardel que parecia estar escondido no meio dos centrais, voava por cima destes e marcava. Era simples, bonito e eficaz. Tanto que até dá vontade de fazer de conta que o guarda Abel nunca existiu, que nunca houve “fruta” para os árbitros nem jagunços a invadir a delegação do Expresso na cidade do Porto. Ou que Olegário Benquerença nunca fez uma leitura criativa da geometria euclidiana no famoso golo invalidado a Petit.
Cardozo marcava e muito. Mas era quase sempre em força e às vezes no limite do sacrifício físico. Jonas é um felino que se move com leveza na área adversária, parece adivinhar onde vai cair a bola antes de esta ser chutada, desmarca os outros e, no momento da verdade, raramente perdoa.
O Benfica foi campeão de Natal, vai ser campeão de inverno e tem tudo para chegar a um inédito tetra. Os dirigentes e adeptos dos clubes rivais que nos últimos dias se desdobraram numa campanha frenética contra os árbitros, sem prejuízo de poderem ter razão na interpretação de um ou outro lance deveriam meditar no seguinte: cinco minutos antes do tão falado penalti, o Sporting tem em Setúbal dois lances de golo cantado e não foi por causa do árbitro que não os marcou; o FCP tem pleníssimo direito de questionar pelo menos uma das expulsões em Moreira de Cónegos mas no campeonato empatou quatro vezes a zero e no conjunto das provas desta época fê-lo por nove vezes.
O que é que o Benfica tem? Joga à bola…"

O Benfica ao raio X

"A I Liga explicada a menores de seis anos

Para lá da estridência dos apitos, que não é um problema imaginário como de repente parece, seria saudável que FC Porto e Sporting atentassem nas outras diferenças que os separam do Benfica. A mais evidente esteve a marinar durante uns meses, enquanto Jonas combatia a bactéria no tornozelo direito, mas voltou ontem ao campeonato, como uma bofetada nos concorrentes: no Benfica jogam dois pontas de lança (mais Jiménez) que marcam 60 golos por época e que têm essa média bem atestada por uma longa folha de serviços.
Não é de ontem: é de muito antes da chegada deles a Portugal. No Dragão e em Alvalade, existe metade disso, quanto muito. Os jogos decidem-se com golos e a via directa para os golos são os goleadores. Mas só contam os goleadores?
Claro que não. Até esses descomplicadores do golo podem aborrecer-se, avariar-se ou apanhar bactérias. Para essas ocasiões, os treinadores preparam, por exemplo, cantos e livres, as bolas paradas que até já empataram um clássico nesta época (FC Porto-Benfica) e que, há dois anos, rebocaram o último título de Jorge Jesus. Qual é a melhor equipa da I Liga nas bolas paradas? Pois, o Benfica de Rui Vitória, um especialista bem conhecido. Excluindo penáltis, já chegaram nove golos por essa porta, contra seis do Sporting e apenas cinco do FC Porto. Cinco golos de bola parada marcaram Paços de Ferreira e Marítimo*; Boavista (7) e V. Setúbal (6) até marcaram mais, em princípio sem beneficiarem do mesmo número de cantos e livres que os ataques das equipas grandes costumam produzir. Portanto, cinco golos é um fraco resultado naquela que até tem de ser a escapatória evidente para quem tem má relação com o golo.
Também podíamos falar dos médios e comparar as conversões do maestro Óliver (1) com os de Pizzi (5), mas o ponto é este: não é preciso chamar um prémio Nobel da física para perceber a I Liga."


PS: Quando até um avençado Corrupto, anti-Benfiquista primário (director d'O Nojo), consegue detectar algumas qualidades no Benfica... é porque as coisas, estão mesmo más, para os lados dos Frutados!!!

Benfiquismo (CCCXLIII)

Nocturna...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Lixívia 16

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 41 (-5) = 46
Corruptos..... 35 (+2) = 33
Sporting........ 33 (+7) = 26

Voltou a paz e tranquilidade !!! Depois de semanas de turbulência, devido a supostos erros da Taça da Liga, o Campeonato regressou com mais um festival de erros, em beneficio dos clientes habituais: Lagartos e Corruptos!!!!
Se os tais erros na Taça da Liga ainda tivessem sido legítimos, até se podia 'aceitar' tanta choradeira, mas o problema é que na arbitragem do Setúbal-Sporting, o único erro foi um penalty contra o Sporting que ficou por marcar...; e em relação ao jogo de Moreira de Cónegos, hoje confirmou-se a boa decisão do árbitro, com o aparecimento de novas imagens da expulsão do Danilo (a empresa que efectuou a transmissão em directo da partida, como é óbvio não teve a 'sorte' de apanhar o lance todo...!!!).
Com ameaças, agressões, invasões de campo e afins, a já habitual tendência para beneficiar os dois Clubes geridos por inimputáveis, acentuou-se, e voltaram a ser descaradamente beneficiados no Campeonato, com silêncio total dos 'ex-indignados'!!!

Estava com muito medo do Nuno Almeida no Guimarães-Benfica, o árbitro Arouca-Benfica da época passada, e do Benfica-Estoril de 2013... Mas sem estar perfeito, não esteve muito mal... Foi permissivo com a agressividade do Vitória, mas isso já nós estamos habituados... Ficaram vários cartões por mostrar na 1.ª parte aos nossos adversários... e no início do 2.º tempo, o Jonas apareceu deitado no relvado, e até hoje a PorkosTV não 'descobrir' as imagens do lance!!!
Sendo que perto do final da partida, no lance onde o Salvio se isola, é carregado pelas costas no momento do remate... se fossem com outros dava, seguramente, muita choradeira!!!!
Mas para ilustrar os tais critérios que eu tanto reclamo por aqui, deixo este Gif para memória futura! O Benfica deve ser o Clube do Mundo que comete mais faltas ofensivas, em Cantos ou Livres Laterais, aqui fica um exemplo! Será um bom exercício tentar descobrir onde está a falta?!



Em Paços, voltámos a recordar os tempos onde os Corruptos jogam com vários guarda-redes em simultâneo (o Rolando era um dos especialistas...)! Artur Soares Dias, o tal árbitro que foi ameaçado por adeptos Corruptos na véspera do jogo... Adepto confesso dos Corruptos, amigo do líder da claque dos Corruptos (assumido por uma das partes), árbitro que chegou a trocar camisolas no final de jogos com adeptos Corruptos em pleno Estádio, não viu uma Mão descarada do defesa dos Corruptos dentro da área... Seria uma grande defesa num jogo de Andebol, mas o rapaz é defesa-esquerdo...!!!
O Mini também jogou a bola com o braço dentro da área, mas a PorkosTV escondeu as repetições, pelas imagens disponíveis não tenho certeza da intencionalidade! Os Corruptos pediram também um penalty por Mão na Bola, mas é um daqueles lances à queima-roupa...


No Domingo em Alvalade, foi 'bonito' ver os Lagartos vencerem 2-1, com um golo precedido de fora-de-jogo, e um penalty perdoado ao adversário!!!
O lance do fora-de-jogo é difícil de detectar ao vivo, mas a repetição não deixa dúvidas... O penalty, é descarado ao vivo e na repetição!!!
Nos primeiros segundos da partida (!!!), à um lance duvidoso com Bruno César, que faz um corte de carrinho e levanta o braço, mas as repetições não foram esclarecedoras...
O 2.º amarelo ao Elias, devia ter sido vermelho Directo... já o 1.º amarelo, tinha sido 'alaranjado'!!! Curiosamente, o Elias parece que depois de expulso, retardou a ida para o balneário, algo que o seu treinador também costuma fazer... são os tais exemplos!!!
E já agora, essa coisa do treinador castigado, estar constantemente em contacto com o banco, na UEFA não é permitido... !!!


Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contablizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016

Os méritos de Rui Vitória

"Escolheu bem Rui Vitória o timing para puxar dos galões. Não fugiu ao tema da arbitragem, falou dos lances em que também o Benfica se sentiu prejudicado, mas - sem dizê-lo disse tudo - com uma diferença: mais penalty menos penalty, um ou outro golo mal anulado, a sua equipa consegue ganhar mais do que os outros. E por isso encheu-se de brios para dizer não admitir que todo o ruído provocado pelos adversários retire esse mérito aos seus jogadores.
E não foi preciso muito para se ver que o treinador dos encarnados tem razão: sem casos de arbitragem o Benfica ganhou em Guimarães; sem razões de queixa do árbitro (pelo contrário...) o FC Porto não foi além de um empate em Paços de Ferreira; ontem o Sporting sofreu para vencer em casa o Feirense. E assim se mostrou porque lidera o conjunto da Luz com vantagem tão confortável: Rui Vitória orienta a equipa mais regular do campeonato.
O futebol não entusiasma? Há uma excessiva obsessão pelo controlo do jogo? Talvez. Mas funciona. E é por isso - mais do que pela vantagem de seis pontos para o FC Porto e de oito para o Sporting - que o Benfica é o principal candidato ao título. Ainda é cedo para na Luz se encomendar as faixas, claro. Só para a semana a Liga atinge a sua metade. FC Porto e Sporting podem encontrar, no mercado, soluções mais competitivas, é verdade. O problema reside no facto de Rui Vitória poder fazê-lo sem ter sequer de ir às compras: chegou onde está com lesões em catadupa, das quais se começa agora a livrar. Jonas voltou, é verdade, mas convém dizer que, por exemplo, André Almeida tem sido o lateral-esquerdo, porque Grimaldo e Eliseu se lesionaram ao mesmo tempo. Só mm de muitos problemas que o treinador tem ultrapassado com vitórias. Se isso não é mérito, é o quê?"

Ricardo Quaresma, in A Bola

Fim de semana baixou a temperatura

"O futebol português precisa de bom senso para ultrapassar o momento dedicado que atravessa. A alternativa é o abismo.

O futebol português saiu airosamente do fim de semana de todos os riscos. Não houve casos particularmente polémicos e a temperatura passou de insuportável a muito elevada, o que, a curto prazo, permite que as competições possam retomar alguma normalidade. Porém, seria bom que os vários protagonistas das cenas tristes da passada semana tivessem a humildade de autocrítica, porque foi ultrapassada a linha que separa o protesto da arruaça, retirando-lhes a razão que eventualmente pudessem ter.
Parece claro que, no contexto presente, por questão de mero bom sendo, o Conselho de Arbitragem deve defender os árbitros evitando nomeações de risco, ou seja, os jogos dos três grandes (especialmente esses) devem ser entregues a juízes experientes. Não quer isto dizer que estes estejam imunes à crítica ou à contestação (é ver o que o Sporting disse de Jorge Sousa, o mais experiente de todos, depois do jogo da Luz), mas terão outro traquejo para enfrentar as dificuldades.
Também se torna evidente a necessidade de moderação verbal por parte dos responsáveis. A razão pontual que possam ter não resiste a um discurso de hipérbole que mais parece ter como objectivo sacudir a água do capote perante os maus resultados.
Dito isto, o que se está a passar especificamente com o FC Porto merece atenção redobrada porque a sensação que dá é de estarmos perante uma potencial fractura no clube. As ameaças a Artur Soares Dias, prontamente repudiadas pelo líder dos Super Dragões e pelo próprio clube em comunicado, seguidas de mensagens de contestação a esse mesmo chefe de claque e ainda a um administrador da SAD e a um empresário que trabalha com os dragões e é filho do presidente, configuram uma situação explosiva que já nem é disfarçada. Depois de três épocas em seca de títulos e com mais um ano de dificuldades em perspectiva, só resultados particularmente bons poderão calar a contestação e devolver a margem de manobra à SAD portista. E este é um caminho cada vez mais estreito e perigoso.
PS - É difícil entender as razões que levaram a Direcção da Liga de Clubes, nesta fase crítica, a optar pela invisibilidade. A Liga não tem que tomar partido por este ou por aquele clube. Mas deve defender a indústria e isso não fez...

ÁS
Rui Vitória
Passou pelos dias de tormenta com a serenidade de quem nada deve e por isso não teme. Teve palavras tranquilas e sensatas, defendeu o grupo que lidera e, a seguir, conduziu o Benfica a um triunfo importante no castelo de Guimarães. Estamos perante uma liderança humilde mas mesmo assim firme, que se afirma cada vez mais...
(...)

DUQUE
João Paulo Rebelo
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto mostra ser, a cada dia que passa, um peixe fora de água, incapaz de qualquer contributo positivo para a causa que tutela e que, aliás, sempre lhe foi estranha. A forma como interveio na recente crise da arbitragem deu bem a ideia da irrelevância do seu magistério.

Será desta que Queiroz muda de projecto?
«A Federação Iraniana reconheceu não ter nem as condições, nem a autoridade para a implementação do plano já aprovado»
Carlos Queiroz, seleccionador demissionário do Irão
A relação entre Carlos Queiroz e a Federação de Futebol do Irão tem tido tanto de profícua (é a melhor selecção asiática) quanto de tumultuosa. O técnico português acaba de bater com a parta (coisa que já fizera no passado) e desta feita parece realmente decidido a mudar de ares. Talvez lhe surja um projecto menos dependente dos políticos, numa federação com «mais autoridade».


Dia de CR7 em Zurique. E Fernando Santos?
Não se espera nenhum cataclismo cósmico que afaste da conquista de prémio da FIFA, The Best, para melhor jogador de 2016, que hoje será entregue em Zurique. Ao mesmo tempo, aqui se formulam votos para que Fernando Santos ganhe o galardão de melhor treinador do mundo. Merece...

(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Quando o Delgado afirma que nesta jornada 'não houve casos particularmente polémicos', está de facto a afirmar que os Corruptos e os Lagartos foram beneficiados... porque se não fossem, haveria seguramente polémica!!!

Sejam bem-vindos à Lei 2 - a bola

"Este é o segundo de 18 artigos em que o ex-árbitro Duarte Gomes descomplica as Leis de Jogo. E esta semana falamos sobre um objeto essencial: a bola. Sem ela, não há futebol, não há jogo

Depois de na semana passada termos aqui falado sobre o palco onde tudo acontece (na Lei 1 - O Terreno de Jogo), passamos hoje para a segunda das regras que regem as Leis de Jogo.
É que, sem bola, não há brilhantismo individual, não há jogadas colectivas, não há fintas estonteantes nem trivelas fantásticas. Sem bola não há golos memoráveis, não há bruaaaá das bancadas, não há futebol, não há jogo. Certo?
Vamos a isso, então...
Regra de ouro: a bola tem que ser esférica (que é como quem diz, redondinha). Difícil esta, não era? Depois, tem que ser feita de material adequado. Não pode ser de chumbo, esferovite, algodão ou afins. Não dava lá muito jeito, digo eu. Couro, por exemplo, serve muito bem.
Agora a parte curiosa: a bola, no início do jogo, tem que pesar menos de meio quilo (situa-se, mais concretamente, entre as 410 e 450 gramas). E dizemos "antes do jogo" porque, se por força de chuvas torrenciais ou outras intempéries, ela se tornar um pouco mais pesada durante a partida, o jogo continua. Entendido?
Outras curiosidades: o perímetro da bola, que é no fundo a medida da sua circunferência, deve ter entre 68 e 70 cm. Nem mais nem menos. E, já agora, a sua pressão obedece a regras bem restritas: deve ser a equivalente a 0.6 e 1.1 atmosferas, ao nível do mar. Ou seja, tem que estar no ponto, apta - o suficiente - para saltar e ser pontapeada pelos jogadores, mas sem ar a mais nem ar a menos.
Como é que uma coisa tão pequenina pode exigir tanto rigor?
Para o adepto, a bola é apenas uma bola. Para quem dirige e para quem joga, é mais, muito mais do que isso. De forma a confirmar todas essas premissas e imposições legais, os árbitros vêem todas as bolas disponíveis para o jogo, antes do início da partida, no seu balneário.
Munidos de um manómetro, testam - uma a uma - todas as bolas que poderão entrar no jogo. Não pode haver deslizes, mesmo naquilo que aparentemente são meros pormenores. São, em média, entre oito e dez o número de bolas que os clubes visitados devem apresentar. Quando o jogo começa, as bolas - à excepção daquela que iniciará a partida - são distribuídas pelos apanha-bolas, que estão dispostos em torno do terreno de jogo.
Mas há mais.
Nas competições aprovadas pela FIFA não pode haver nelas qualquer tipo de publicidade e todas as consideradas "oficiais" devem ter um logotipo que o confirme (de entre três que foram aprovados). Porquê? Porque só assim se confirma que ela foi devidamente testada e satisfaz os requisitos mínimos da Lei 2. Caso esses selos de qualidade não existam, as bolas não podem rolar nos relvados do futebol profissional.
Agora algo mais prático: se, no decurso de um jogo, a bola tornar-se defeituosa (ou seja, perder ar ou furar, por exemplo), o árbitro deve interromper de imediato o jogo. Depois deve substituir a bola por outra em condições. Só de seguida deve recomeçar a partida com uma bola ao solo, a efectuar no local onde ela se encontrava no momento em que o jogo foi interrompido.
Sobre esta nota, duas considerações importantes:
- Futebol não é basquetebol. Lá não há "bola ao ar"! Há "bola ao solo". E nessas, a bola só entra em jogo (que é como quem diz, só pode ser disputada pelos jogadores) depois de tocar, efectivamente, no solo. Nunca antes disso.
- Se, por acaso, a bola ficasse defeituosa dentro de uma das áreas de baliza (que o adepto conhece como pequena área), a bola ao solo não seria exactamente no local onde ela estava quando o árbitro interrompeu o jogo, mas sim "na linha da área de baliza, paralela à linha de baliza, no local mais próximo onde a bola se encontrava, no momento da interrupção". Trocando por miúdos: não fazia sentido fazer uma bola ao solo tão pertinho da linha de baliza (imaginem os pontapés e empurrões de quem defende e quem ataca). Por isso, nesses casos, a lei achou mais sensato (e eu concordo) afastar um pouco a bola da zona de potencial confusão.
Quase a terminar, nota para uma excepção importante e que acontece quando a bola perde as suas condições esféricas nos pontapés de penálti (seja em tempo normal de jogo, seja para achar vencedor): caso isso se verifique quando ela é pontapeada para a frente mas antes de tocar em qualquer outro jogador, na barra ou poste... o penálti deve ser sempre repetido.
Exemplo dessa excepção:
- A bola é chutada e rebenta no seu trajecto, mas antes de chegar à baliza: aí o penálti é repetido. Porquê? Porque não foi considerado efectuado. Não terminou o seu efeito.
Exemplo da aplicação da regra geral:
- A bola rebenta depois de bater no poste, na barra ou após defesa do guarda redes: aqui já deve ser executada bola ao solo. Porquê? Porque aqui o penálti já terminou o seu efeito. Considera-se que a bola só rebentou "à posteriori", daí aplicar o princípio geral.
Entendido? Muito bem.

Nota final: Além daquelas que são distribuídas aos jovens que cumprem a função de apanha-bolas (e que aqui já referimos), há também a opção (não obrigação) de colocar outras bolas que ao redor do relvado (em vários pontos, a cerca de um metro da linha lateral, para acesso mais rápido dos jogadores em casos de lançamento lateral, por exemplo). A ideia é tornar o jogo mais célere e dinâmico. Lá foi o tempo em que a bola saía do estádio e eram os suplentes que as iam buscar à estrada, enquanto jogadores e árbitros aguardavam pacientemente (na verdade ainda acontece em muitos jogos, sobretudo distritais... mas seria inadmissível no futebol profissional).
E pronto. Podem respirar. E reter.
Porque jogar à bola não custa, mas perceber o jogo a sério dá um pouco mais de trabalho (esperem até falarmos das leis mais complicadas...).
Para a semana há mais. E nas seguintes também. Fiquem por perto."

#ACulpaÉdoBenfica !!!

O motorista e a mensagem

"Uma sugestão de metáfora para o campeonato, onde as emoções cultivadas ao longo da semana vêm ao de cima em meros 90 minutos

Três autocarros colocados lado a lado, com diferenças relativamente insignificantes de potência, velocidade de ponta, binário, e mais algumas daquelas características a que todos fazemos referência quando queremos parecer especialistas. Ou seja, três veículos imponentes na dimensão e na capacidade de transporte e com "performances" idênticas. Pelo menos antes de começarem a rolar... Imaginemos agora, ao lado dos poderosos veículos, três motoristas. Dirão os mais "aceleras" que tendo em conta tratar-se de veículos semelhantes, a diferença será feita pelo piloto. Nesta competição imaginária, o que interessa, porém, não é ser mais rápido ou chegar mais longe. Interessa, isso sim, convencer o maior número de passageiros a subir a bordo. Ganha o motorista que transportar mais pessoas mas para as convencer o trio dispõe apenas da capacidade de persuasão.
Como é evidente, a metáfora não corresponde à imagem actual da luta pelo título em Portugal - qualquer dos três veículos já fez parte do respectivo percurso e passou por mais ou menos imponderáveis, mais ou menos incidentes e até acidentes. O que conta, na verdade, é a importância do discurso e de como este pode persuadir os passageiros de que nada é tão grave ou inultrapassável como possa parecer ou de como, pelo contrário, um certo tom de lamento do motorista legitima receios ou descontrolo emocional naqueles que transporta.
Dentro de campo, quando se joga, é difícil (impossível?) manter a calma e a imparcialidade. Se a mensagem que vier de fora ao longo da semana, de quem é suposto ser condutor, acentuar sentimentos de injustiça ou de que se rema contra uma corrente demasiado forte, como pedir para ultrapassar essa maré? Como pedir, em especial nos momentos de aperto, cabeça para organizar e pontaria para finalizar?
A mensagem do motorista tanto pode criar um confortável refúgio como ser uma caverna assustadora."

A desresponsabilização do resultado

"Um dos riscos dos treinadores e dirigentes culpabilizarem constantemente o exterior é a criação de uma certa cultura de desresponsabilização que possa passar uma mensagem errada para os atletas. E quando escrevo errada não é no sentido ético ou social. É errado porque pode criar nos atletas uma sensação que o que fazem é melhor ou menos errado do que a realidade. E com isto a capacidade de autocrítica é menos concreta e construtiva.
Não quero com isto assumir que os clubes se queixam sem fundamento. Existem vários casos que podem dar razão ao clube que se queixa. Mas a verdade é que quando esses clubes são beneficiados (e são quase todos) não se vê esse sentido crítico ou essa coerência e os jogadores podem ser levados a acreditar que fizeram tudo bem e que não há tantas coisas a melhorar. O velho exemplo de que quando o atleta é titular é mérito dele e quando não joga é por opção do treinador. Ou seja, o que é bom é meu mérito o que é menos bom é da responsabilidade dos outros.
Os melhores atletas são motivados de modo intrínseco. Podemos retirar várias informações por aqui e uma delas é que esses atletas têm uma maior capacidade de se motivarem por eles próprios do que os que são motivados de modo extrínseco, ou seja, por factores externos a si. Geralmente pelo reconhecimento que têm, colegas, ambientes de estádio, objectivos criados pelos seus líderes.
Mas também pressupõe outro aspecto bastante importante: os atletas motivados mais pela questão extrínseca também são mais permeáveis a aspectos negativos. Ansiedade, ambientes conflituosos, ruídos, desresponsabilização das suas acções, etc. E quando um plantel se vê no meio de uma disputa de acusações e desresponsabilizações, nem todos têm a capacidade de discernir que dentro dos possíveis erros dos árbitros ou outros agentes desportivos, há uma percentagem pequena ou grande de aspectos que devem ser melhorados e que são garantidamente da sua responsabilidade.
O risco de não se dividir que os árbitros erram de os insucessos da equipa se devem exclusivamente a esses erros, é que com esta última afirmação, retiramos dos atletas qualquer responsabilização e consequência do que fazem menos bem. E com isto deparamo-nos com um aspeto interessante de ser analisado: é que quando essas equipas não vencem e não há nada a apontar aos outros agentes desportivos envolvidos, os atletas têm alguma dificuldade em conseguir de modo claro, conciso e concreto em compreender onde podem claramente melhorar."

Benfiquismo (CCCXLII)

O último golo na velhinha Catedral...

Reviravolta... em cima da hora!!!

Benfica B 3 - 2 Guimarães B


Ao fim de 8 jornadas, novamente a vitória!!! Prémio justo, para um conjunto de jogadores, que independentemente dos resultados, tem lutado pelas vitórias em todas as jornadas... Não é fácil, para uma equipa tão jovem, e com algumas limitações, 'sobreviver' na II Liga...

O Benfica tentou sempre assumir o jogo, o Guimarães fez um jogo mais cínico, mas ao contrário da nossa equipa principal, esta equipa B, tem falta de qualidade nos últimos 15 metros (as hesitações no momento do remate no nosso ataque, levam qualquer um ao desespero!!!), e com a falta de experiência, temos muitas dificuldades na pressão após perda de bola, permitindo assim contra-ataques perigosos aos adversários...

Ainda por cima, depois de ficarmos em desvantagem no início do jogo, perto do intervalo, num grande trabalho individual do Joãozinho empatámos... Logo a seguir, o Vitória com um golo de uam vida, volta a ficar em vantagem mesmo antes do intervalo...
No 2.º tempo, o jogo ainda foi mais de um só sentido, com a substituição do Saponjic a aparecer demasiado tarde... era notório que faltava gente na área... O empate só apareceu ao minuto 86, e o golo da vitória aos 93... com o Rúben Dias a ponta-de-lança!!!

Os Vitorianos como é normal protestaram muito... no cartão ao Joãozinho até podiam ter alguma razão, o cartão podia ter caído para qualquer um dos jogadores (Yuri ou Joãozinho), agora no golo anulado ao Guimarães o fiscal-de-linha esteve bem, e no 3.º golo, o Saponjic foi mais forte, ganhou posição e marcou...
Infelizmente é comum, no Tugão, os defesas mergulharem constantemente para tentarem 'cavar' faltas ofensivas, hoje foi um festival dessas situações e o árbitro marcou quase sempre tudo a favor do Vitória, mas no lance do golo, não marcou nada... se em vez, de 'treinarem' os mergulhos, tentassem jogar à bola, talvez não tivessem perdido... aliás já ontem, com as equipas principais aconteceu algo parecido, a facilidade como os jogadores se atiram para o relvado é um dos cancros do Tugão...

domingo, 8 de janeiro de 2017

Vitória em Ovar

Ovarense 74 - 83  Benfica
19-29, 19-15, 22-23, 14-16

O mais importante foi a vitória, mas depois de um excelente início, voltámos a facilitar e a Ovarense aproximou-se (no início do 3.º período, e a meio do 4.º período). Estivemos bem nos Triplos com 50% (10/20). Depois da maratona Siberiana, estava com algum receio deste jogo, mas no final tudo correu bem...
Com a derrota do Galitos, temos novamente 3 equipas empatadas na liderança... como este terá sido provavelmente o jogo mais complicado fora da Luz, temos tudo para consolidar o 1.º lugar...

Na Quarta-feira temos novo jogo Europeu na Luz, contra os Búlgaros do Lukoil e no fim-de-semana recebemos o Maia...

PS: A nossa equipa feminina perdeu hoje a Final da Taça Federação, conta a Quinta dos Lombos, por 60-50. Recordo que as nossas meninas, estavam à pouco nas divisões secundárias, tem sido um trajecto ascendente... estamos cada vez mais perto dos títulos...

Um dia propício a reflectir e pensar

"O dia de ontem foi marcado pelo derradeiro capítulo da crónica de uma morte anunciada. O País estava já preparado para o desenlace e depois de várias semanas de luta, Mário Soares partiu, deixando um legado de liberdade, democracia e respeito. Estes três pilares da nossa sociedade estão para lá da partidocracia, que vive apenas da conjuntura, e devem merecer o respeito de todos cidadãos que se revêm numa democracia pluralista. E esses são pontos cardeais da bússola da cidadania. É no respeito pela pessoa humana, nos seus direitos, na liberdade individual e na força das convicções que devemos balizar comportamentos e pautar acções. Nas várias áreas da sociedade, no desporto também...
Hoje, quando a relação de confiança entre os vários agentes do futebol nacional está profundamente abalada, com atitudes absolutamente inadmissíveis a serem tomadas, numa sociedade que se pretende moderna, sem que, até ver, haja consequências para os prevaricadores (e que indigência do Governo, através da patética mensagem do secretário de Estado do Desporto!), precisamos de regressar às origens e aos fundamentos, ao primado do respeito, da liberdade e das garantias individuais.
O que aconteceu, no futebol português, fora das quatro linhas, ao longo da última semana, não pode ficar sem consequências, não há esponja que limpe a nódoa das ameaças.
Até ver, a jornada em curso da Liga decorre sem incidentes de maior e deseja-se que assim continue. Mas o que aconteceu não pode ser branqueado, o futebol português não pode viver à mercê da impunidade de hooligans, encartados ou não..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Estudar, esperar, marcar e gerir

"A diferença de valores nas equipas falou mais alto quando a alma vitoriana tentou fintar o destino

Vitória entrou melhor
1. Bom começo do Vitória de Guimarães, rápido e agressivo, com dois médios de cobertura (Luís Aurélio e João Pedro), atrás do um dinâmico Hurtado, prontos para saltar em cima do meio campo do Benfica na fase em que este procura construir jogo, criando extremas dificuldades para Pizzi pensar e ligar o jogo ofensivo dos lisboetas e servir os quatro homens do ataque. As rápidas saídas para o ataque, sempre que conquistavam a bola, iam colocando dificuldades no último reduto encarnado e as deambulações à largura do relvado do lutador Soares faziam adivinhar dificuldades na área do Benfica, com a bola a rondar a baliza de Ederson.

Benfica como peixe na água
2. Mas se a vontade era imensa, ia faltando critério mais refinado na definição das intenções atacantes dos anfitriões e a fome com que assaltavam as hostes benfiquistas ia permitindo que o jogo ganhasse momentos de parada e resposta (transições) com o jogo posicional a perder espaço para os esticões constantes, levando a que o desafio ganhasse contornos onde o Benfica se sentia como peixe na água. Neste contexto, o Benfica dispunha de argumentos que aos da casa faltavam e os artistas de Rui Vitória baralharam as contas de Pedro Martins e numa rápida saída para o ataque, um apoio frontal de Mitroglou libertava Salvio para pintar uma obra de arte e entregar de bandeja ao regressado Jonas a oportunidade de abrir o marcador e colocar a nu a diferença de qualidade na definição das jogadas entre as duas equipas.
Frio, letal e confortável nesta dança vertiginosa que o Vitória o convidava a participar, o Benfica foi ganhando espaços para soltar a arte superior de Pizzi, que sempre que se voltava e combinava com o criativo Jonas transportava o jogo para dimensões estratosféricas, mundo onde habitava a inspiração dos velocistas Salvio e Cervi e em que Mitrolgou era o finalizador por excelência. A vontade para a lita de um Vitória empurrado pelos adeptos esbarrava na incapacidade em conferir qualidade aos momentos ofensivos, com Hernâni, Raphinha e Soares a perderem-se nas intenções atacantes que terminavam sem êxito.

Aluga-se gelo
3. Mas como em situações anteriores ficou demonstrado, este Vitória é uma equipa inquebrantável e à segunda parte trazia de novo os da casa e não esperar pelos acontecimentos, buscando protagonismo e partindo para cima do Benfica, na tentativa de inverter o que parecia traçado. A diferença estava uma vez mais no aproveitamento das oportunidades e aí a ineficácia de Hurtado combinada com a superior qualidade de Ederson explicavam o desnível. Os bancos iam jogando as suas cartadas e a entrada de Bernard para pegar no jogo com outra qualidade demonstrava a clara renúncia à rendição dos da casa. Os de Rui Vitória iam controlando, espreitando o momento de soltar as feras do ataque para desferirem o golpe mortal. Este era o desenvolvimento das acções no teatro das operações, a resiliência de uns em oposição à astúcia e gestão estratégica de outros. Para dar melhor corpo a esta sua intenção de não correr riscos e através da posse de bola gerir melhor os momentos do jogo, Rui Vitória compõe o meio campo com três homens e tira Jonas, permitindo outro conforto posicional no trabalho colectivo dos seus homens e colocar areia na engrenagem da máquina vitoriana.
Era o jogo do gato e do rato, com o Vitória sempre com alma a construir situações de perigo, mas o congelador encarnado manietava e condicionava completamente as ideias dos da casa e nem o 4x4x3 final desenhado por Pedro Martins beliscou a cada vez mais tranquila águia."

Daúto Faquirá, in A Bola

Sinais da bola

"Atracção pelo golo
Impressionante, Jonas, que aquece tão depressa como um micro-ondas. Depois de longa lesão, três golos, dois na Taça da Liga, ontem mais um, mas para a Liga, o primeiro da temporada na prova. O brasileiro não marcava desde o jogo do título, com o Nacional, em Maio.

Mitro... glicerina
O ponta de lança grego fez o segundo da partida de ontem e mostrou, não só que está de volta aos golos, ele que é o melhor marcador do Benfica (11 em todas as provas), como também que adora estar ao lado de Jonas. É a melhor dupla das águias. Dizem os números.

Dor de consciência?
O 0-2 surgiu em contra-ataque, com Soares no chão. O jogador sofreu falta de Lindelof, mas protestou com o árbitro, antes de deixar-se cair no relvado. A sua equipa perdeu a bola, o Benfica aproveitou. Será que podia ter ficado de pé em vez de colocar toda a gente em jogo?

Lindelof
Não foram ainda os apregoados 4 milhões de euros da transferência para o Manchester United, mas Lindelof deu ontem, ainda assim, lucro ao Benfica. Rui Vitória não o reservou para negócios futuros, lançou o sueco e o resultado está à vista: não sofreu golos.

Um árbitro sofre
Nuno Almeida, árbitro do encontro, nunca teria, já se sabia, vida fácil, face ao que tem acontecido em torno da arbitragem. Mas o ambiente que se fez sentir foi de tal maneira quente e ruidoso que o jiz deve ter pensado que a cabeça iria rebentar. A mínima, contestação e pressão."

Nuno Reis, in A Bola

Benfiquismo (CCCXLI)

1981, Sines

“Chega de Saudade”, citou (...), depois de ver alguém a jogar

"Ederson
Meia dúzia de defesas num jogo pouco laborioso, em que se mostrou pouco inspirado na disciplina do pontapé para a frente. Isso e conseguimos finalmente perceber que aquela tatuagem no pescoço é um derrame de crude. Parabéns ao departamento de marketing da Quercus. Será difícil esquecer o que vimos.

Nélson Semedo
Rui Vitória optou por guardar o Nélson-Semedo-que-leva-tudo-à-frente para a Taça da Liga, na próxima terça, e fez bem. Semedo jogou 60 minutos amarelado frente a um dos melhores extremos do nosso campeonato e manteve a compostura, mesmo perante dois ou três daqueles adversários que pareciam estar a viver a sua primeira final da Champions. Exibição pouco memorável, mas nada que ponha em causa as contas consolidadas da SAD em 2017.

Luisão
Luisão é hoje um jogador definido por dois tipos de lances: os que nos forçam a concluir que já não tem idade para isto, e aqueles em que demonstra estar na plenitude das suas faculdades. Hoje foi uma mão cheia destes últimos, com destaque para um corte aos 83 minutos, em que oferece o corpo a um petardo de David Teixeira e, para desgosto dos adeptos rivais, não toca com os braços na bola. Mais uma vez, #ACulpaÉDoBenfica.

Lindelof
Ainda aqui andas? Nunca um jogador do Benfica tinha tido direito a tantos “jogos de despedida”. Lembramo-nos de pelo menos 45 razões por que Lindelöf não devia entrar em campo. Quarenta e seis, se contarmos com o Jardel. Trinta e sei, vá, se tivemos de pagar ao tal tipo do Västerås.

André Almeida
A canção diz “mostra a tua raça, crer e ambição”. Não diz “mostra a magia, a genialidade e o pé esquerdo”. E lá raça, crer e ambição tem o nosso Almeidinhos, que hoje não perdeu um único lance na defesa e continua a assegurar-nos que vamos ganhar isto tudo com ele em campo. Assim seja. 

Fejsa
Quantos de nós enfiámos na semana passada uma dúzia de passas miseráveis pela goela abaixo e pedimos um 2017 sem lesões? Mais uma vez, fomos ludibriados pelo complexo industrial da superstição. Quinze minutos em campo e sai mais um lesionado, desta vez o gigante sérvio que aprendemos a amar. Felizmente, o seu trabalho esta época há muito que está feito. Da IFFHS a Eric Hobbsbawn, passando por Tony Judt, a conclusão é a mesma: a Europa é um estado falhado, Jonas é o quinto melhor avançado do mundo, e equipa que inscreva o Fejsa num campeonato nacional acabará por conquistar o título. Concentremo-nos na única superstição que interessa.

Pizzi
Abençoada expulsão contra o Rio Ave. Foi para isto que se criaram regulamentos! Ver Pizzi no onze inicial é quase sempre garantia de qualidade e futebol perfumado, mas hoje, para além da habitual cabeça fria no meio-campo, teve a companhia de Jonas. O resultado foi uma série de lances bem gizados (sempre quisemos escrever gizados) que só não culminaram em golo, aos 69 minutos, porque certos e determinados agentes e instituições do futebol não o permitiram. Calma, estava a falar do Pizzi, que não conseguiu picar por cima do guarda-redes, depois de um passe maravilhoso do Jonas, e do guarda-redes do Guimarães, que fez a mancha. Há relvados onde ainda se joga à bola.

Salvio
Começou lindamente com um slalom + assistência perfeita para o golo de Jonas. É um prenúncio do deboche que está para vir assim que ele e Jonas recuperarem a sintonia que já lhes vimos. É uma questão de o futebol português sobreviver até lá.

Cervi
O argentino tem sido mais operário do que artista, sujeitando a sua individualidade à movimentação colectiva da equipa. É uma manobra de diversão clássica nos grandes jogadores sul-americanos. Messi também começou assim, a passar a bola à primeira oportunidade em vez de fintar meia equipa pela baliza adentro. Por pouco não foi o jogador mais baixo a pisar um relvado da região de Minho e Trás-os-Montes hoje. É que o Ryan Gauld já chegou a Chaves.

Jonas
Vai minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza, é só tristeza
E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim.

Mitroglou
Não se deixem enganar pela aspereza daquele rosto ou pelo modo contido como celebra os golos. Mitroglou é hoje um homem ébrio de felicidade com o regresso de Jonas aos relvados. Recebeu mais bolas em condições, entregou mais bolas em condições, e teve até a confiança de partir para lances individuais, como aos 41 minutos, quando rapidamente percebeu que estava a abusar da sorte e se viu em terra de ninguém. Todos sabemos que a felicidade é um estado passageiro e, no caso de Mitroglou, não deve durar mais do que dois segundos de cada vez, o tempo necessário para receber a bola e a passar, ou receber a bola e a rematar. Que esta época não te volte a roubar o sorriso que teimas em esconder.

Samaris
Exibição muito esforçada, mas inglória do grego, que fez tudo para nos convencer de que a ausência de Fejsa não será problema, uma tarefa manifestamente impossível. Algumas pessoas na internet dizem que fez penalty sobre Hernâni, quase a terminar. Quando for assim, não respondam.

André Horta
Entrou para segurar o meio-campo e quase assistia Salvio para o terceiro golo. Bom regresso. Saiu disparado do estádio para ir ver o jogo de voleibol dos iniciados B.

Zivkovic
Cinco minutos em campo que serviram para constatarmos que o nosso treinador se pode dar ao luxo de guardar Rafa e Gonçalo Guedes para competições menores, como a Taça da Liga.

Nuno Almeida
Arbitragem serena num jogo com faltas a mais. Tendo em conta que ganhámos, ainda não será hoje que partilhamos a morada do senhor. Mais uma vez, a culpa foi do Benfica."