Últimas indefectivações

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Quem passa pela Luz... não esquece

"O pior do jogo com o Atl. Madrid foi a lesão de Gaitán. O Benfica fez um bom jogo contra os espanhóis e muitos dos comentários que ouvi pareciam que tínhamos jogado contra o Skenderbeu. De facto, a intensidade de jogo, a qualidade defensiva e de passe dos jogadores do Atlético era impressionante. O Benfica fez uma boa noite europeia na terça e, se jogar assim sempre, é candidato ao título nacional. Veremos o que nos reserva o sorteio, mas, desde já, e aconteça o que acontecer, já assegurámos uma prova europeia positiva. Estamos nas melhores 16 equipas da Europa. Agora tentaremos merecimento para ser das oito melhores. Segunda-feira estaremos na UEFA, no sorteio mais importante da Europa, a representar Portugal. É justo e prestigiante, mas não nos desvia do objectivo de ganhar títulos. Por isso, o Bonfim amanhã, e a Madeira, na terça-feira, são tão importantes.
O FC Porto ficou com um natural amargo de boca, não por perder em Londres, mas por ver passar um Kiev muito fraco e inferior. Percebo e acompanho o dissabor dos meus amigos portistas. Resta a Lopetegui conseguir uma final da Liga Europa para compensar os seus adeptos.
Matic diz não querer defrontar o Benfica nos oitavos e Ramires afirma que «Jesus é um bom treinador» mas deseja «que o Benfica seja campeão». Quem passa pela Luz não esquece e é também por isso que não esquecemos os nossos melhores. Estes pormenores fazem a diferença, porque mostram o sentimento, independentemente do vencimento.
Na última terça-feira, o velhinho Pavilhão do Lima viveu uma noite histórica, das antigas, com a equipa de basquetebol feminina do Académico a eliminar o Sporting com um ambiente inesquecível. Parabéns ao Académico e à sua aposta na formação. Há quem com tostões faça milagres, só possível graças a uma dedicação e competência únicas de directores e jogadoras."

Sílvio Cervan, in A Bola

Nelsinho & Bulo até 2021

Com a titularidade praticamente garantida, era espectável uma actualização salarial, com a respectiva cláusula de rescisão (€60 e €80 milhões respectivamente) e o prolongar da extensão dos contratos.
Dois jovens, com muito talento, que vão ser no futuro próximo, referências no plantel... infelizmente, a forma como o mercado do Futebol funciona hoje, será muito complicado ambos ficarem no Clube durante muito tempo!!!
Mas pelo menos, a mensagem para o Caixa Futebol Campus é clara: as portas estão abertas, trabalhem e podem concretizar o sonho de vestir o Manto Sagrado na categoria máxima!!!

Valem nicles

"Vamos para a 13.ª jornada do Campeonato e está tudo na mesma. Treze fins de semana e mais umas quantas paragens para jogos da selecção depois, os segundo e terceiro classificados da época passada continuam sem patrocínio principal na camisola. São 13 jogos, mais de um terço do Campeonato e está tudo a assobiar para o lado. Além do brilhantismo da Fly Emirates nas camisolas vermelhas ou brancas, no universo do SL Benfica discutem-se 400 milhões de euros para a transmissão televisiva dos 17 jogos em casa do Glorioso. E a comunicação social já avança que podem estar mais 100 milhões em cima da mesa vindos de um patrocinador principal para a Catedral. E o que é que se passa com os outros dosi competidores ao título? Nada. Nicles. Népia.
A Norte, nas camisolas azuis e castanhas, não brilha nada, nem uma mísera referência a uma qualquer casa de diversão nocturna na zona de Vigo. No campo, o maior investimento da sua história está no banco e, muitas vezes, nem lá chega. Imbula terá sido comprado por 20 milhões e o treinador basco de nome difícil não sabe sequer onde colocá-lo a jogar. Bem, nem a ele, nem aos outros do plantel.
E junto ao metro do Campo Grande, como vai a vida? Não vai, pura e simplesmente. Depois de serem corridos da Europa dos milhões, não faltará muito para o cartão multibanco ficar bloqueado por falta de saldo. Embriagados pela soberba e pela #mãozinha, vão cantando e rindo de olhos vendados. Nas camisolas às risquinhas continua a não haver patrocínio. Nem equipa de ciclismo, nem pavilhão, nem futuro.
Vamos lá, Benfica, rumo ao tri!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Ganhar, a nossa missão

"Perdoem-me a publicidade em causa própria, mas esta semana já poderia ser encontrado mais um livro da minha autoria, o 'Assim se fez o glorioso', nas principais livrarias e na Benfica Megastore.
Esta obra, escrita em parceria com o Fernando Arrobas, é dedicada aos jogos mais marcantes do Futebol Benfiquista. Entre mais de 5000 partidas, foi difícil destacar apenas 50, apesar de serem muitas mais as referidas ao longo do livro. Por isso, entendemos que deveríamos revelar os critérios de selecção dos jogos. Entre estes consta um que a, na nossa opinião, não poderia estar mais de acordo com a filosofia Benfiquista: Só incluímos jogos de competições nacionais ganhas pelo Benfica.
Não obstante a alegria que poderá representar o desfecho de um jogo, o seu carácter efémero dilui-se no objectivo único do SLB, a conquista de títulos. Por isso mesmo defendo que não se deve apostar na Formação por decreto ou que os diversos projectos do Clube não são fins em si mesmo, constituindo-se antes como meios para o sucesso desportivo.
O Renato Sanches e a BTV são dois bons exemplos. O Renato, à semelhança do Simões, Humberto Coelho, Chalana ou Rui Costa no passado, prova que a qualidade futebolística não requer idade mínima. Só por teimosia, para não dizer estupidez, deixar-se-ia de aproveitar tanto talento. E no Seixal há mais a despontar... Quanto à BTV, é de salientar que foi o seu sucesso que permitiu ao Benfica gozar do poder negocial que potenciou o excelente acordo com a NOS. É verdade que a BTV regredirá, mas não menos o é que o Benfica, pelo aumento relevante de receitas, estará em melhores condições de conquistar mais títulos.
Afinal, a missão do Clube."

João Tomaz, in O Benfica

À grande e à Benfica

"1 - Quatrocentos milhões de euros! Impressionante! Enquanto outros se entretinham a vociferar diariamente na comunicação social, o nosso presidente assinava o maior negócio de sempre do desporto português, mostrando, por um lado, a sua já conhecida sagacidade empresarial, e por outro, a força cintilante da marca Benfica.
No momento em que escrevo, não são ainda conhecidos todos os detalhes deste negócio milionário. Mas o que se sabe é mais do que suficiente para afirmar estarmos perante um passo muito importante rumo à sustentabilidade futura do Clube – que também se reflectirá, mais tarde ou mais cedo, na competitividade das nossas equipas.
Sabemos que irão surgir tentativas de desvalorizar o que está em causa. Já há quem se mostre particularmente empenhado nessa tarefa. Tal não passa de dor de cotovelo de quem inveja a dimensão do Benfica – a qual não tem paralelo em Portugal. Não me importa que canal transmite os jogos, até porque normalmente os vejo no estádio. Importa-me, sim, que o Clube rentabilize ao máximo a sua força mediática, e é isso que esta direcção tem vindo a fazer de forma brilhante. Em relação aos direitos televisivos, e não só.
2 – Ao que parece, FC Porto e Sporting estão empenhados em regressar ao Ciclismo. Gostaria que também o pudéssemos fazer. Ostentamos uma roda no emblema, e devemos uma parte importante da nossa implementação nacional aos tempos em que, ainda com pouco futebol, José Maria Nicolau levava a camisola vermelha (ou amarela, mas de águia ao peito) aos locais mais recônditos do país. Talvez esta seja uma boa oportunidade para se pensar no assunto."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Eu, nós, a NOS... e os outros

"Para Vieira ser o melhor presidente da história do SLB, após o estádio, o centro de estágio e o museu, falta-lhe, 'só', um título europeu

Eu
Quando e enquanto, durante dois anos, ao expressar-me publicamente, v.g. no Dia Seguinte na SIC, defendi, contra quase tudo e (quase) todos, que o BENFICA deveria romper com a Olivedesportos e passar a transmitir os jogos da sua equipa principal na Benfica TV, sei o que acharam que eu era. Mas, aos que me iam chamando a atenção para o perigo, a inconsistência e a leviandade da minha posição, fui sempre respondendo com uma frase de Francisco Sá Carneiro que faço minha e que me tem dado o conforto entre o tempo em que digo o que penso e o tempo em que me dão razão:
«Nunca estive tão sozinho e nunca tive tanta certeza de ter tanta razão.»
Foi, mais uma vez, o que aconteceu.
Não sozinho, desde o início, mas quase.
A mesma solidão, estou certo, que terão sentido, por exemplo, Sílvio Cervan, José Manuel Appleton, Virgílio Vieira Duque, Jorge Costa Quintas, José Alberto Coelho... para citar os com quem ia trocando ideias e sabia defensores intransigentes dessa opção.
Como relembro todos os artigos escritos, todas as opiniões expressas na televisão, todas as opiniões de vozes amigas... aconselhando-me a esmorecer nesse meu combate porque para além de o perder, estaria a por em risco a minha carreira no Benfica, já que seria obrigado a demitir-me, em coerência do que defendia, quando assinássemos contrato com a Olivedesportos.
A esses, que avaliam as suas carreiras e as suas vidas pela defesa de convicções alheias, por não perceberem a diferença entre o que queremos e o que os outros querem que queiramos... a esses, ia dizendo que nunca me tinha arrependido de defender o que pensava. Apesar de respeitar os que olham, apenas, pelos seus interesses próprios - por maioria de razão - e pelos dos outros, especialmente quando lhes pagam bem.
Respeito quem faz a sua vida a defender o mais fácil, a não arriscar, mas não me peçam para ser como eles. 
Por isso, neste caso, como em tantos outros, poderei ter sido uma voz incómoda, uma voz que destoou do marasmo, uma voz que muitos queriam (e querem, honra lhes seja feita, pela perseverança...) aniquilar, mas que sempre disse, livremente, o que outros gostariam de dizer e que só não o dizem porque não têm essa oportunidade.
«Sei o que querem porque sou um de vós.»
E eu queria o mesmo que queriam tantos, diria até que queria a esmagadora maioria dos benfiquistas: acabar - cumprindo até ao fim - o contrato entre o Benfica e a Olivedesportos, que nem sequer se havia dignado corrigir os números do clube que tem (como tinha, na altura) entre 55% e 60% da quota de mercado de direitos televisivos, em Portugal.
Agora que essa opção serviu de plataforma para lançar e obter um - até há dias impensável - contrato entre a NOS e o Benfica, recordemos os que deram a cara por essa opção, os que lutaram para que fosse possível, em Portugal, um clube ter um contrato proporcionalmente comparável aos grandes clubes europeus.
Como o Benfica, de facto, é!
Para os que me exigiam (então, como agora, em relação a cada tema) a minha contenção, quero agradecer-lhes porque a falta de visão deles, a sua falta de coragem, a sua submissão aos interesses instalados, a sua pequenez... só tornam mais evidente a minha capacidade de prever e defender o que me parece óbvio, aquilo em que acredito, o que julgo melhor para o que gosto e defendo.
Neste caso, o Benfica (como, noutras situações, aquilo em que, ou com que, me envolvo, que defendo ou por que luto), por muito que isso custe a quem não consegue ter força para superar o medo de viver aquilo em que acredita e por muita inveja ou ódio que possa gerar nesses pobres de espírito.

Luís Filipe Vieira
Dos méritos e da visão do Presidente do Benfica já todos disseram tudo, incluindo os que tantas vezes o acusaram de tanta coisa, de forma tão injusta quão leviana.
Mas o que, antes do mais, numa nota muito pessoal, quero voltar a repetir, é a liberdade que Luís Filipe Vieira me deu sobre esta matéria.
Antes de me expressar publicamente - a título pessoal, mas não esquecendo que era Vice Presidente do SLB e Administrador da SAD - tive o cuidado de transmitir ao Presidente do Benfica as razões para concretizar a ruptura com a Olivedesportos.
E, num tempo onde ainda o próprio tinha muitas dúvidas sobre matéria tão sensível, sempre encontrei em Luís Filipe Vieira a máxima compreensão e um enorme respeito por uma opinião que ainda não saberia se seria a sua.
Nunca me impediu de o defender, dizendo-me mesmo que, se eu acreditava tanto nessa solução, que a poderia defender publicamente, sempre que o entendesse, a título pessoal.
Foi o que fiz.
Ressalvando sempre, tal como me comprometi, que a decisão final seria da responsabilidade última do Presidente do Benfica.
Por uma razão que não me canso de repetir... Luís Filipe Vieira tem o que falta a todos os outros: 
legitimidade democrática (para além da histórica e da carismática, numa aproximação ao que Max Weber diria, se algum dia tivesse analisado tais questões no SLB).
Por isso será um dos maiores Presidentes do Benfica.
Porque para ser - de longe - o melhor Presidente da história do SLB - e ele sabe, porque lho digo, tantas vezes - depois do Estádio, do Centro de Estágio, do Museu (o que mais valorizo, face à personalidade e à visão profissional de Luís Filipe Vieira), falta-lhe, apenas, um título europeu.
Que ele sabe que acredito ser possível (como, ainda na semana passada, lhe voltei a relembrar por escrito)! 

Domingos Soares de Oliveira
A par de Luís Filipe Vieira, há um outro nome a quem gostaria de, aqui, prestar pública homenagem. Nem sempre estive, nem estou nem estarei, por certo, de acordo com ele, em questões de pormenor. Mas tenho o maior respeito intelectual por Domingos Soares de Oliveira e pela sua capacidade de, em cada momento, perceber de que lado da barricada o Benfica tem de estar. Em questões estratégicas, nunca tive uma dissonância com ele (ou ele comigo... tanto quanto a memória alcança).
É por isso que, hoje, passados quase seis anos das minhas primeiras declarações sobre ele, as voltaria a repetir.

A 'NOS'
Uma palavra para a NOS e para a coragem (visão estratégica? contas bem feitas???) que teve em garantir, por 40 Milhões de Euros/ano, e por 10 anos, o acordo com o Benfica.
Não se tratará, por certo, de nenhuma leviandade mas, antes, de uma avaliação do que representa o Benfica, comparado com os outros que sonham em ser grandes como nós.
Nestas coisas, como em tantas outras, são os números que mandam.
Porque as opções da NOS foram, por certo, baseadas em realidades mensuráveis, decididas por alguém que, se fosse o coração a ditar, tomaria, porventura, outra opção.
Eu sei que não precisam, e até dispensariam, mas... querem maior elogio, vindo da minha parte, do que este?

E os outros
Os outros... foram os que perderam. Os que se recusaram a rever um contrato de €8 M/ano (porque a isso não eram obrigados, apesar de já estarem a pagar 16 e 14 a outros...).
Os que, há três anos, se recusaram a dar €25 M/ano porque o negócio não valeria mais de 18 ou 20. Os que apostavam na submissão do Benfica para continuarem a mandar.
Os que acharam que a Benfica TV não ia resultar e que seria o princípio do fim de uma estratégia baseada numa verdadeira autonomia, alicerçada na maior massa associativa portuguesa, correspondente a - como disse - mais de 50% da quota de mercado...
Os que julgaram que um projecto profissional, feito por homens sérios, em termos de ética e de responsabilidade jornalística, iria ser adulterado pela paixão clubística, que toldaria a independência e a equidistância sempre que tal fosse exigido ou, mesmo, aconselhável.
Os que, acreditando (como eu acredito) que a centralização de direitos seria a melhor opção, se distraíram...
Os que julgando-se iguais ao Benfica, perceberam logo que, no máximo, só valem 80% de nós (que exagero, eu sei...) e que, com o voar do tempo, não andarão longe de verbas que nem a 50% chegarão das agora anunciadas...
Os invejosos que me predisseram o meu fim no Benfica por defender publicamente a ruptura com a Olivedesportos.
Os medíocres que vivem da defesa de interesses ou de convicções alheias...
Os que odeiam o Benfica e convivem muito mal com a sua grandeza (mas, que, ainda assim, reconhecem que €400 M, em dez anos é muito bom, muito bom, mesmo)!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

7 anos e o futuro...

7.ª aniversário da BenficaTV celebrado com estilo, num momento muito importante da vida do Benfica.

A questão da dívida financeira do Benfica é um problema estrutural do Clube (SAD), e não é nada fácil resolver este problema. O Benfica tem pago regularmente 22 milhões de euros por ano, em 'juros'!!! É um valor incomportável a médio e longo prazo, até porque a tendência, se nada for feito, é destes custos aumentarem. Já defendi várias vezes, que a única solução para 'matar' este problema, era um negócio deste tipo (€400 milhões em 10 anos)...
Tal como no resto da vida, raramente temos tudo o que queremos, este negócio pode não ser perfeito, mas é um excelente negócio.
Não existe nenhum outro Canal de Clube a transmitir os seus próprios jogos, a intenção foi sempre, usar a BTV como uma 'chantagem' sobre os 'players' nacionais, para obter uma melhor oferta... e isso foi conseguido.
A própria SportTV, hoje já é diferente do que era, há 3 anos. Hoje, 50% pertence à NOS, 15% ao BCP e 'só' 35% ao Oliveirinha. Sendo que em 2018, quando os contratos da PPTV (a empresa do Oliveirinha que detém os direitos de todos os outros Clubes nacionais) terminarem, acredito que a NOS vai querer afastar o Oliveirinha...
Dito isto, acredito que a NOS vai fazer tudo para valorizar um produto que acabou de comprar por €400 milhões... e se forem inteligentes, uma das coisas que deviam fazer, era mudar a 'imagem' da SportTV (talvez mesmo mudar de nome...), e sanear os avençados todos!!!

A BenficaTV vai voltar às origens, a transmitir Formação e Modalidades, com debates e documentários da História do Glorioso. E ao contrário do que tem sido insinuado, com as receitas de publicidade, deverá ser auto-suficiente.
Hoje ficou claro que a NOS pretende negociar com as outras plataformas, provavelmente vai tentar 'trocar' a BenficaTV, com a CMTV e a BolaTV da Meo... portanto, ninguém vai ser obrigado a mudar de operadora!!!

Muitos Parabéns a todos os funcionários da BTV, que durante estes 7 anos, tem crescido muito a todos os níveis. Ainda tem alguns pormenores que eu gostaria de ver melhorados, mas o crescimento é evidente. Mas talvez o mais incrível, é que neste momento a BTV é um dos Canais de desporto mais independentes do panorama nacional!!! A pergunta mais incomoda na CI desta tarde foi feita pela jornalista da BTV... Quando os do costume acusam a BTV de ser a VieiraTV; ou quando os Antí's acusam a BTV de ser facciosa, não podem estar mais longe da verdade... Muito orgulho, em mais esta conquista inovadora do Benfica.

PS: Nos discursos e entrevistas de hoje, a grande novidade, que passou despercebida a quase todos, foi o anuncio que o Naming da Catedral e o negócio que o Presidente tinha adiantado a algumas semanas, são coisas diferentes!!! No relvado da Luz, o Presidente falou de uma Marca Benfica, demasiado pequena, para o mercado Português!!! Sinceramente, não sei o que isso quererá dizer na prática... vamos esperar para ver!!!

O selim do futebol

"De súbito, eis que a polémica passou da bola para o selim. Tudo por causa da bola propriamente dita (não confundir com este jornal) e porque, em 2 de Janeiro, as bicicletas estacionam em Alvalade. De facto, só cá faltava o ciclismo para agitar o... futebol!
Escreveu o presidente do Sporting, a propósito de uma tal ciclista organização W 52, que a transumância da dita para o FC Porto tem a ver, entre outras coisas, com a «falta de pedalada para o futebol» dos portistas quando, a tremerem, entrarem em Alvalade.
Confesso que, pedalada por pedalada, comecei por me lembrar da forte oposição à presidente do Brasil acusada de algumas «pedaladas fiscais», que é o que lá chamam a truques e buracos orçamentais. Mas, certamente, nesta polémica de pedais, esta questão não se põe. Dinheiro não falta, sobretudo em Alvalade. 
Mas, agora que surgiu esta crucial celeuma, gostaria que fossem tornados públicos alguns pontos. Por exemplo, quanto aos pára-lamas em que sentido vão ser direccionados? E para as superfícies mais irregulares, qual a qualidade dos amortecedores? E que raio de raios a usar e com que material? E se a corrente sair da roda livre, quais as consequências na corrida? E se, porventura, o quadro se partir, como é substituído?
Li também que o contrato terá abortado por causa de umas suspeitas da prática de doping. Pormenor que parece ter surgido mesmo junto à meta. Daí que o entusiasmo leonino se tenha esvaído subitamente e, voltando a citar o presidente do SCP, tenha proporcionado «um sprint do FCP para ganhar uma meta-volante».
Assim vai o nosso futebol. Perdão, ciclismo."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Remontada com estilo...

Benfica 5 - 2 Valongo

Má 1.ª parte, fomos lentos e complicativos... e se a ausência do João Rodrigues já atrapalhava, a bolada na cara do Adroher, retirou o Catalão do jogo, e ficámos sem homem de área... O Valongo não fez muito por chegar ao golo, jogou sempre com 2 homens atrás, fartou-se de fazer jogo passivo (assinalado pelos árbitros), mas mesmo assim marcou 2 golos, mais por demérito do Benfica.
O 0-2 ao intervalo era perigoso... Mas o Benfica entrou com outra atitude, muito mais rápido, com mais intensidade... E foi com naturalidade que os golos foram aparecendo, muito por culpa do talento do Nicolia e do Jordi 'olho à belenenses' Adroher.

Estamos com um calendário pesado, com 2 jogos por semana, e muitas viagens pelo meio, talvez por isso a equipa tenha entrado algo frouxa!!! Temos jogo com o Bassano no Sábado, para garantir matematicamente a passagem aos Oitavos-de-final... e dia 19, recebemos os Corruptos. Temos 4 pontos de vantagem sobre a Oliveirense, e estamos a fazer uma época praticamente perfeita (a excepção foi a Supertaça)...
Apesar do mau início de partida desta noite, continuo a achar que esta é a nossa equipa mais forte, entre as modalidades de pavilhão...

+1

Gaitán renovou até 2019, acrescentando mais um ano no contrato com o Benfica e terá garantido seguramente um aumento salarial.
Depois das sucessivas novelas do vai e fica, o Benfica terá prometido um acerto no contrato, e assim terá acontecido... Faz bem o Benfica, cumprir a palavra dada perante os jogadores, por muito estranho que pareça, existem muitos que não o fazem!!!

Independentemente do actual momento de forma do Nico, esta notícia é obviamente uma boa notícia... desde que haja coragem, de quando não estiver bem, que seja substituído!!!

Isto não está nada bom...

Guimarães B 3 - 0 Benfica B


Mais um desaire, e as ausências do Joãozinho, do Rúben e do Diogo não são desculpas... A equipa tem demonstrado, principalmente nos jogos fora, muito pouca competitividade.
O Guimarães aparentemente 'baixou' alguns jogadores que tem sido usados na equipa principal, mas isso também não serve de desculpa. Temos equipa e jogadores, para fazer mais... Depois da vitória no derby, podiamos ter aproveitado para ganhar embalagem, mas parece que não será assim!!!

Passos certos no Benfica

"Muito se tem escrito e falado sobre o acordo a que chegaram o Benfica e a operadora NOS, relativo aos direitos de transmissão televisiva. Ainda não sabemos os contornos completos da operação, mas pode já dizer-se que é um marco na vida do clube e do futebol nacional. Luís Filipe Vieira evidenciou, mais uma vez, a sua capacidade para maximizar o retorno do nome (palavra que prefiro a marca) Benfica, com indiscutível sentido estratégico. Este negócio também só é possível com o grito de Ipiranga que foi a autonomia face ao monopsónio a que estava sujeito, antes do canal do clube passar a transmitir os jogos. Importante é o facto de através de receitas certas e permanentes (e aqui poderíamos falar também do enorme salto dado com patrocínios, equipamentos e, provavelmente, naming do Estádio) o Benfica estar, crescentemente, em melhores condições para ir reduzindo o seu passivo e possibilitar o financiamento operacional de um modo menos dependente de receitas extraordinárias ou de financiamento bancário. Se a isso juntarmos o alfobre de bons jogadores que têm saído da formação, após décadas de deserto, há condições para um futuro cada vez mais consistente e vitorioso.
Mas atenção, evolução e renovação não são incompatíveis e o universo benfiquista, bicampeão no futebol e também campeão em quase todas as modalidades (à excepção do andebol) nunca se dá por satisfeito. O seu core business é ganhar e, apesar das contrariedades, é isso que, ainda, se espera nesta época futebolística.
P.S. Lopetegui implorou, Xistra concedeu e Layún converteu o tão desejado penalty. O juiz decidiu, está decidido..."

Bagão Félix, in A Bola

Renato, o aprendiz

"Renato Sanches é a nova coqueluche da Luz. A forma de pisar o terreno transmite uma sensação de poder, como se o chão tremesse a cada passada. Com a bola nos pés faz coisas maravilhosas. Passa adversários com a facilidade dos bonecos de PlayStation. Os seus dotes naturais estão a fazê-Io exagerar nos lances individuais; ontem, em duas ou três situações, baixou a cabeça até esbarrar na muralha que o Atlético Madrid construía no centro, à frente dos defesas centrais. Renato Sanches está na fase de aprendizagem. Se já é assim, sobredotado, aos 18 anos, aos 20 saberá que nem sempre a linha recta é o trajecto mais aconselhável entre dois pontos.
A chegada de Renato Sanches à equipa principal do Benfica está a resolver o maior problema que Rui Vitória enfrentava: a necessidade de construção de jogadas fluídas, com dois pinheiros plantados à frente dos centrais. Renato assegura movimentos defensivos, mas tem criatividade e futebol para pegar na bola e torná-la mais redonda nos pés dos criativos. Precisa de não perder tantas vezes a posição de equilíbrio defensivo e corrigir os excessos de individualismo.
Renato é uma dádiva tão grande que quase nos esquecemos que o Benfica tem também a titular Gonçalo Guedes - que está a passar uma fase de ocaso -, e já lançou Nélson Semedo, um lateral que ameaça conquistar o lugar na Selecção para os próximos largos anos. Três diamantes que só precisam de sorte, humildade e persistência para se tornarem estrelas de encantar."

Quanto valem 400 milhões?

"Números cada vez mais incríveis são os que o futebol nos vai dando a conhecer: 400 milhões de euros receberá o Benfica nos próximos 10 anos pelos direitos televisivos dos seus jogos (mais a exclusividade da BTV).
Jamais houve em Portugal tão estrondoso acordo e a partir do momento em que este foi selado tão cedo não haverá sequer parecido. Goleada do Benfica, portanto, logo se classificou o negócio. Foram dados os parabéns a Luís Filipe Vieira por ter tido a coragem de cortar com a Olivedesportos - que lhe dava €22 milhões por época, ainda que sem incluir a BTV no acordo, como agora sucede - e pela sagacidade de assim fintar as cláusulas indexantes que permitiram ao FC Porto acompanhar a subida dos valores a receber pela águia.
Convenhamos: parece de facto um bom negócio. Perto de 40 milhões já a partir da próxima temporada é número incrivelmente poderoso - ainda que daqui a 10 possa vir a ser pouco para a realidade de então. Durante 10 anos, jamais se saberá se de facto a centralização da negociação tornaria o volume de dinheiro a receber maior para cada um dos clubes. Da mesma forma, não poderá ser testada a teoria de que com todos os clubes a receberem mais dinheiro, a Liga melhoraria tanto que mais gente quereria ver os jogos, logo aumentando ainda mais o valor dos direitos. 
Provavelmente, durante os próximos 10 anos será mais fácil (ou menos difícil) ao Benfica ganhar cada vez mais jogos perante os adversários mais pobres - afinal, o fosso será cada vez maior - e tal poderá até resultar na conquista de mais títulos.
A dúvida que talvez devesse ter sido colocada é simples: daqui a 10 anos, quanto estará alguém disposto a pagar para ver o imperador de uma ilha deserta?"

Nuno Perestrelo, in A Bola

Estranha, esta história da W52

"Estou convencido de que não é só má vontade quando concluo que a história do acordo do Sporting com a W52 para a formação de uma equipa de ciclismo, empresa que depois afinal assinaria com o FC Porto, está muito mal contada. Ainda por cima parece ridícula. Não propriamente a história em si, mas o facto de o Sporting ter sentido necessidade de vir a público explicar-se, e como o fez. A que temos de acrescentar, claro, mais um manto de texto pretensiosamente irónico sobre o tema que o presidente do clube publicou nas redes sociais.
A três de Dezembro, os responsáveis da W52 e o presidente Bruno de Carvalho e o vice-presidente Vicente Moura apareceram lado a lado, em foto, a anunciar o acordo e o regresso do leão ao ciclismo. «Encontrámos um parceiro que tornou possível voltar às estradas», disse na altura Vicente Moura; o mesmo Vicente Moura que, três dias depois, quando foi anunciado o contrato da empresa com o FC Porto, veio clarificar que o Sporting afinal não tinha assinado nada e que até foi o Sporting a desistir deste negócio, porque tinha dúvidas, até mesmo relacionadas com a suspensão por doping do director desportivo da W52. Nesse mesmo dia, Bruno de Carvalho, no Facebook, atacou o FC Porto e a W52. Mas, se foi realmente o Sporting que teve dúvidas e torceu o nariz à parceria, por que razão é que parece agora tão incomodado com a ligação da empresa ao rival do Porto? Por outro lado, não posso deixar de estranhar que só depois de conversar, posar para fotografias e pomposamente anunciar um princípio de acordo com a W52, o Sporting se tenha lembrado de investigar e concluir que afinal tinha dúvidas e o melhor seria desistir de tudo.
O que não estranho, infelizmente, é mais um episódio de confronto entre clubes fora dos relvados, ou fora das estradas. Isso sim, é lamentável."

Nélson Feitorona, in A Bola

Acordámos tarde...

Benfica 1 - 2 Atlético de Madrid


Em Portugal, normalmente aplaudem-se os brinca-na-areia, e assobia-se os goleadores 'toscos'!!! Isto até podia ser 'inofensivo', mas não é... Quando nós nos queixamos que a Selecção não tem pontas-de-lança, não é por acaso. Durante a formação os jovens com faro de golo, são desvalorizados, e vão ficando para trás... Hoje, por exemplo, o Benfica quis triunfar só com brincas-na-areia, e como era previsível, não ganhou, nem empatou!!!
A jogada do golo do Mitro, é exemplar. Linear, simples, sem dribles, nem reviengas... o caminho mais curto em direcção da baliza, foi assim que o Jiménez e o Mitro pensarem, e executaram... O problema é que demos uma hora de avanço!!!
Outra coisa que não compreendo, é a insistência em jogadores, debilitados... O Nico veio para a 2.ª parte, em dúvida. Mesmo assim, foi ficando... e estava mesmo a jogar mal, mas só quando ele pediu, é que a substituição foi feita... Um Nico a 50% não é melhor, do que um Carcela a 100%, ainda por cima, quando este jogo, não era decisivo - a qualificação já estava garantida. Decisivo, vai ser o jogo em Setúbal no próximo Sábado, e no Funchal na Terça... Será que o Nico vai estar disponível?!!!

Independentemente destas minhas inquietações, admito que enquanto em Madrid a 'sorte' do jogo foi nossa, hoje a partida decorreu exactamente como o Simeone queria... inclusive a vantagem no marcador. O Atlético a jogar fechadinho, à espera do erro do Benfica, e a partir rápido para o contra-ataque... mesmo assim tirando, dois remates de longe, quase de seguida numa sequência de Cantos, o Benfica até estava a cometer poucos erros... O problema do Benfica, eram os últimos 25 metros do nosso ataque!!! Sem laterais desequilibradores ofensivamente e sem referências na área...
Mas como é impossível não cometer erros durante 90 minutos, o Benfica errou: o Fejsa tentou compensar, mas foi batido; o Jardel foi apanhado terra-de-ninguém entre o Griezmann e a linha defensiva; o Eliseu esqueceu-se da linha defensiva; e o Renato, não compensou a saída do Fejsa da sua zona... As minhas esperanças, nesta altura, eram mínimas, porque o Atlético 'gosta' de jogar desta forma...
O 2.º tempo até começou com a melhor oportunidade do Benfica, já através do Mitro... mas durou pouco, perdemos o meio-campo, o Nico andava a arrastar-se, e em vez de largar a bola, ainda se agarrou mais à dita... mesmo assim, o 2.º golo do Atlético, é 'estranho'!!!
Com a entrada do Jiménez tudo se alterou, ficámos com poder de choque, na zona central...e ficámos muito mais assertivos. Com o golo do Mitro a equipa e o Estádio acreditaram... Partimos para uns 15 minutos finais, onde jogámos quase sempre bem, com muito coração à mistura, o Jiménez teve o empate na cabeça, mas naqueles minutos finais, faltaram pernas ao meio-campo, e as substituições já tinham sido esgotadas (o Samaris tinha sido muito útil naqueles minutos finais...!!!).

O Renato cresceu muito neste jogo (a rapidez na aprendizagem do Renato, pode-se mesmo observar num jogo de 90 minutos: aquilo que ele faz no minuto 90, já é melhor daquilo que ele fazia no 1.º minuto!!!), quando foi preciso coração, foi ele que meteu quase sempre o pé, cometeu ainda alguns erros de passe parvos, mas em pouco mais de 3 semanas, é titular indiscutível, com todo o mérito... Outro jogador que merece uma referência é o Lisandro: verdadeiro gigante lá atrás, muito bom jogo. Ao contrário do jogo contra a Académica, hoje, o Fejsa foi útil...

É bom recordar que o Luisão (o Lisandro hoje até foi mais útil), o Semedo (tanta falta fez...) e o Salvio não estão disponíveis. Pode parecer pouco, mas a este nível, não é. O Atlético, é provavelmente o melhor exemplo, de um Clube 'menor' que o Benfica, mas como está num mercado muito maior, financeiramente compra muito mais, e neste caso especifico, até costuma comprar muitos dos nossos melhores jogadores...!!! Num confronto directo, desta natureza, só mesmo um Benfica, sem erros (individuais ou de estratégia), e na máxima força... pode aspirar à vitória.

Ainda não vi os lances na televisão, mas pareceu-me que ficou um penalty por marcar sobre o Pizzi... e o tal ataque do 1.º golo do Atlético, nasce de um pontapé de baliza, que devia ter sido Canto... mas além destes lances não gostei nada da arbitragem... Aliás na UEFA temos sido brindados, repetidamente, com estes artistas... provando que as diferenças com os nacionais, até são poucas!!!

Aqui concordo, com o Rui Vitória, não vale a pena pensar no Sorteio. Até Fevereiro, muita coisa pode mudar... mas neste momento nomes como Wolfsburg, Zenit e até um Chelsea não são impossíveis!

Mas o mais importante neste momento é jogo de Sábado em Setúbal. Com o natural desgaste deste jogo, com a 'natural' motivação Setubalense (até estão a jogar benzinho), este jogo é muito perigoso, e nós não temos margem de manobra no Campeonato. Será muito importante, nos próximos dias, não permitir qualquer tipo de descompressão nos nossos jogadores... Jogar em Setúbal, não é a mesma coisa, que jogar na montra da Champions, mas para chegar aos nossos objectivos, vencer em Setúbal, é vital...

Putos nos Oitavos...

Benfica 1 - 1 Atlético Madrid


Qualificação para os Oitavos garantida, e isso era o mais importante... Mesmo se tivéssemos perdido por 1-2, pelo critério de desempate, ficaríamos em primeiro... Recordo, que o Atlético que ficou em 2.º no grupo, vai ter que disputar uma eliminatória extra, com uma equipa que vem do Grupo das equipas não-Champions - a grande novidade desta competição este ano.
Não foi um jogo brilhante, houve muitas picardias, notou-se como é óbvio a 'ausência' do Renato, mas no meio da luta, salvou-se a qualificação... O aspecto mais negativo, foi mesmo a expulsão do Zé Gomes, que assim vai faltar a 1.ª mão dos Oitavos... 
Eu sei que a gestão não é fácil, mas Domingo tivemos o derby dos Bês, com o Dias e o Joãozinho como titulares, amanhã temos novo jogo dos Bês em Guimarães... Acho que foi muito arriscado esta dupla-utilização dos dois... Creio que não foi coincidência que alguns dos melhores jogadores do Benfica hoje, tenham poucos minutos esta época: Lima, Pêpê, Yuri... que estão no 'limbo' entre os Juniores e a equipa B, e assim têm as pernas mais frescas...

Vitória em Leiria

Juventude do Lis 20 - 30 Benfica
(10-15)

Vitória normal, seguimos em frente na Taça de Portugal, e até deu para descansar alguns jogadores: Uelington, Mitrevski e Vrgoc... Curiosamente os parciais desta partida, foram iguais: 10-15 em cada uma das partes!!!

PS: Foi anunciado hoje, com alguma surpresa minha, a saída do Eng. José Trindade da liderança da secção de Hóquei em Patins. Aparentemente foi uma decisão pessoal do próprio... A forma não anunciada, como isto decorreu, deixa-me algo preocupado!!!
Obrigado pelos serviços prestados...

Vitória na Taça

Benfica 3 - 0 CN Ginástica
25-17, 25-22, 25-16

Não vi o jogo, mas a crónica no site do Benfica é elucidativa: voltámos a ter dificuldades, mesmo com um adversário de uma divisão inferior (1.º Set esteve 6-8; 2.º Set esteve 10-16!!!). Estamos numa fase importante da época, tanto a nível interno, como Europeu, é melhor não facilitar nos próximos jogos...
Mas pronto, o mais importante foi a vitória, estamos nos Quartos-de-final da Taça de Portugal.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A invasão dos nomes esquisitos...

"De repente, Lisboa passou a ser visitada por figuras exóticas do Futebol da Europa e do mundo. Os amantes do jogo (sobretudo os do Benfica) viam-se perante enormes estrelas pela primeira vez nas suas vidas.

Certa vez coube ao Boavista defrontar o Inter de Milão para a Taça UEFA. Enviado-especial de «A Bola» fui a Milão em reportagem entrevistar o treinador Trapattoni e alguns craques da altura como Matthaus ou Klinsmann.
Foi do guarda-redes Walter Zenga que ouvi a frase mais curiosa:
- Boavista!!! Si! Hano queste camicie particolare...
E aí nasceu a história do clube das camisolas esquisitas que, por acaso, até eliminou o grande Inter.
Por causa deste episódio vieram-me à memória nomes esquisitos.
Vamos a isso?
Entre Dezembro de 1921 e Janeiro de 1922, Lisboa assiste a uma novidade:a visita de uma equipa da Checoslováquia, o Union Ziskow, clube do bairro de Ziskow, nos arredores de Praga, conhecido por ser uma zona proletária, de vida dura e difícil. Ziskow também era conhecido por ser o bairro de Praga com maior concentração de clubes de Futebol (e de «pubs»...), contando-se aí mais de 20 clubes antes da II Grande Guerra. Fundado em 1907, o AFK Union Ziskow trazia na sua esteira a fama de uma equipa de Futebol vistoso e diferente, mais de pé para pé, tão longe do jogo aos repelões ainda em voga em Portugal.
Casa Pia, Sporting e Benfica são os responsáveis pelo convite feito aos checoslovacos. O Union Ziskow vence o Casa Pia (4-1) e o Sporting (2-1). Dois jogos contra o Benfica: vitória dos checos por 4-3 e finalmente, vitória 'encarnada' por 2-1. Tinha chegado a era dos senhores de nomes esquisitos. Por outro lado, o Benfica viaja menos. Duas deslocações, a Sevilha e a Madrid, em 1922, com quatro derrotas em outros tantos jogos, e cinco anos em que apenas disputou jogos internacionais em Lisboa. Clubes até então desconhecidos dos portugueses visitam-nos e trazem consigo imagens de um futebol diferente.

A visita dos desconhecidos
Vamos dar uma vista de olhos aos adversários com os quais o Benfica mediu forças entre 1923 e 1949, um longuíssimo período no qual apenas efectuou cinco jogos no estrangeiro, a maior seca de viagens da sua história, muito marcada, obviamente, pelo advento da II Grande Guerra: Berzik, da Hungria (1-1 e 3-2); Nuselsky de Praga, Checoslováquia, hoje com o nome de Slavoj (2-5 e 0-2); o grande Rapid de Viena, uma das melhores equipas europeias do período de entre guerras, campeão austríaco (1-2 e 2-5); o famoso Sparta de Praga, campeão checo, vencedor da Copa Mitropa em 1927 (0-6 e 1-4); Szombathely Haladas, da Hungria (0-6 e 3-1); Wiener SK, campeão austríaco de 1922 (2-1); Helsingborgs, vencedor do Allsvenskan, o campeonato sueco (1-4 e 3-1); o MTK Hungária, como era conhecido na altura, mais tarde famoso com o nome de MTK Budapeste (1-1); Sabária FC, uma das primeiras grandes equiaps húngaras de fora de Budapeste (2-6); o Ferencváros, mais popular clube da Hungria mas a sofrer, à época, com a hegemonia do MTK (1-0); Ramblas Junior, campeão do Uruguai (1-3); Gimnasia Y Esgrima de La Plata, campeão argentino (0-1). Das ilhas britânicas vêm os ingleses do Civil Service (1-3) e do Casuals FC (1-1), consideradas das melhores equipas amadoras do país, e os galeses do Swansea (1-1).
Do Brasil vem o Vasco da Gama (0-5), esse clube revolucionário, fundado por portugueses, que tem a coragem de se opôr à Liga Metropolitana, liderada por Fluminense, Flamengo e Botafogo, que queria impor a obrigatoriedade de as equipas se apresentarem exclusivamente com jogadores brancos. Cada visita era uma lição de história e uma visão nova do mundo em contínuo desenvolvimento do Futebol. Cada confronto internacional promovia o crescimento técnico e táctico das nossas equipas. O Benfica ia conquistando a aura cosmopolita que faz hoje a sua imagem de marca. As equipas espanholas - Barcelona, Athletic Bilbau, Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha, Celta de Vigo, Real Madrid, Español de Barcelona - devolveram as visitas dos 'encarnados'. Em 1933, é a vez do Benfica medir forças com o First de Viena, o mais antigo clube austríaco, vencedor da Copa Mitropa - resultado: 1-1. Em 1935 e 1936, vêm a Lisboa o Bocsay, uma das primeiras equipas profissionais da Hungria (3-4), o Wacker SK, um clube emergente no forte Futebol austríaco, que mais tarde veio a fundir-se com o Admira (4-1); O Zidenice, da Checoslováquia, que viria a mudar o nome para FC Brno (1-2); e o Brentford, de Inglaterra, a viver a fase mais brilhante da sua história com presenças consecutivas entre os seis primeiros da divisão principal (0-5).
Em 1940, o Benfica regressa a Barcelona, para defrontar o Barcelona num só jogo (2-4), e até 1946 a actividade internacional do Futebol português entra em hibernação se exceptuarmos uns jogos da Selecção Nacional frente à Espanha e à Suíça. Com o final da II Grande Guerra, o jogo volta pujante como nunca. E aproveitando o facto de muitos países da Europa Central terem sofrido, a par com a Inglaterra, verdadeiras sangrias nas suas gerações de jovens, Portugal e os seus clubes, que haviam sido poupados às destruições geradas pelo conflito, obtêm resultados surpreendentes, alguns mesmo históricos. O empate conquistado, a 17 de Fevereiro de 1946, pela Selecção Militar de Lisboa face à sua congénere da Royal Air Force (1-1), com dois benfiquistas, Francisco Ferreira e Rogério «Pipi» a integrarem a equipa lisboeta, foi tido como um feito inolvidável - o Governo da Nação distingui o seleccionador, major António Ribeiro dos Reis, com a Ordem Militar de Avis.
Mas mais estrepitosa ainda foi a vitória do Benfica frente ao Charlton Athletic, clube profissional de Inglaterra e que ainda poucos meses antes disputara a final da Taça de Inglaterra com o Derby County. No recém-inaugurado Estádio Nacional, com a presença do Chefe de Estado Óscar Carmona, o Benfica fez uma exibição de luxo e venceu por 2-1 com golos de Rogério «Pipi» e Arsénio contra um de Don Welsh. «A Bola» sublinhava: «Com a vitória de ontem devem ter sido dissipadas muitas dúvidas. O onze do Benfica, resistindo estoicamente à luta atlética dos adversários, aguentando com mestria o despique técnico dos mestres profissionais, e tendo até sofrido algumas baixas nas suas linhas por lesões, trouxe-nos a confirmação da real categoria de que nos podemos ufanar». O Benfica, com Rogério «Pipi», Arsénio, Corona, Espírito Santo, Félix Antunes, Francisco Ferreira, Jacinto e Moreira lançava as bases da grande equipa europeia dos anos-50, vencedora da Taça Latina e finalista de mais uma edição da competição".

Afonso de Melo, in O Benfica