Últimas indefectivações

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Então não são três os tenores?


"Para Pinto da Costa Lisboa já não é Lismá. É Lisóptima. Assim sendo, como é que o presidente do FC Porto pode ter tempo e paciência para responder ao presidente do Sporting?

DEPOIS de ter declarado que tinha vergonha de pertencer ao mundo do futebol, o presidente do Sporting deu os parabéns «aos dois presidentes dos dois clubes» com quem passou a partilhar a liderança do campeonato.
Francamente já não sei bem se Bruno Carvalho deu primeiro os parabéns aos outros dois presidentes e se só depois é que declarou ter vergonha de pertencer ao mundo do futebol ou se, pelo contrário, foi pela ordem inversa que falou.
E, na verdade, tanto faz. Já foi há muito tempo, foi há cinco dias.
Devo dizer que quando escrevo estas linhas ainda só se passaram dois dias sobre as declarações produzidas por Bruno Carvalho logo a seguir ao jogo com o Nacional, em Alvalade. Até este momento, nenhum dos dois presidentes citados pelo presidente do Sporting se deu ao trabalho de lhe responder, com ou sem a ironia do costume, à vontade dos fregueses que têm estilos distintos.
Duvido que o venham a fazer, isto se menosprezo da minha parte por Bruno Carvalho que é presidente de um dos grandes de Portugal e, assim sendo, por inerência de cargo, sempre que fala é obrigatório que seja ouvido com a maior atenção nas sedes dos rivais, o que não parece ter sucedido, pelo menos desta feita.
Pressinto ainda que se alguma vez lhe responderem o farão de modo telegráfico. E sem STOPS, como antigamente.
Se queremos manter vivas as mitologias e o folclore do nosso futebol temos de velar pelo cumprir dos preceitos. E, por isso, considero uma grande falta de educação dos dois presidentes não responderem com a mesma abundância ao outro presidente.
Nós cá temos três grandes, é ponto assente. E estes trios sempre funcionaram muito bem em todas as áreas do espectáculo. Lembram-se dos Três Tenores? Eram três, Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti, certo?
Podiam não cantar sempre todos ao mesmo tempo, havia momentos em que cantava mais um do que os outros mas, entre aqueles três, ninguém ficava sem resposta por muito tempo. E o público adorava.
Esta coisa de deixar Bruno de Carvalho a cantar sozinho não é, portanto, de bom-tom mesmo admitindo, contrariada, que os dois presidentes mudos tenham, muito simplesmente, outras coisas em que pensar e mais com que entreter do que ter de responder a um Rigoletto, que até barítono e não tenor. É desprezo, é classismo? É e sou contra.
Pinto da Costa tem andado atarefado a lançar o seu último livro. Esteve recentemente em Lisboa a fazê-lo e afirmou-se, na ocasião, como «anti-nada» e «de Portugal». Isto quando falava sobre a sua relação com a Capital a propósito da famosa guerra norte-sul que alguns o acusam de ter patrocinado.
Para Pinto da Costa Lisboa já não é Lismá. É Lisóptima.
O importante não é rescrever o nome da cidade, o importante, se entendem, será rescrever a História.
Assim sendo, como é que o presidente do FC Porto pode ter tempo e paciência para responder ao presidente do Sporting se está a começar a ficar francamente preocupado com a sua lenda na posteridade?
No que diz respeito ao presidente do Benfica está ausente do país. Dizem os jornais que Luís Filipe Vieira foi passar o Natal com a família a uma antiga colónia. Nem esteve em Setúbal a ver o jogo da última jornada. A propósito dessa mais do que legítima ausência do presidente, escutei lamentos sinceros de muitos benfiquistas acusando-o de não estar com a equipa em mais uma ocasião.
E lamentos, para quê? Pois se, mesmo nos trópicos, o presidente do Benfica conseguiu sonegar 2 pontinhos ao Sporting enquanto abria uma papaia. É pelo menos esta a opinião do presidente do Sporting. Já o presidente do FC Porto tem uma opinião diferente. Noblesse oblige.

AO Vitória de Setúbal-Benfica assisti sentada à mesa de uma cervejaria numa simpática vila do extremo sul do país. Fazia um frio de rachar lá fora e a rua a principal, tão animada nos meses quentes, apresentava-se desolada. Janelas fechadas em todos os lares, nem uma portada entreaberta que deixasse adivinhar uma luz acesa, nada, só escuridão. Na rua não se via vivalma. É o destino do Inverno dos destinos de Verão.
Na cervejaria estávamos cinco. Eu, sentada, à mesa, como já vos disse. Os demais eram três clientes encostados ao balcão e o patrão, atrás do balcão como lhe competia.
Como normalmente transporto sempre comigo uma esferográfica de pouco valor bastou-me o recurso a um guardanapo de papel, que tinha ali mesmo à mão,para ficar profissionalmente apta a tirar notas. Ou seja, a recolher impressões sobre o jogo, meras gatafunhadas com o propósito de não me vir a esquecer de qualquer coisa de interessante dando-se o caso de acontecer e dando-se também eventualmente o caso de, mais tarde, me apetecer escrever sobre o Vitória de Setúbal-Benfica.
E é esse guardanapo de papel que tenho agora à minha frente quando me preparo para escrever sobre o assunto, tal como previ que viesse a suceder na noite gelada de sexta-feira da semana passada.
A primeira nota reza «1.ª parte» ao alto do guardanapo. E todo esse lado do guardanapo ficou reservado para as ocorrências dos primeiros 45 minutos. Sou metódica, incrivelmente metódica.
A segunda nota, já com o jogo a decorrer, reza «5 chaveiros» e, na verdade, a sua génese nada tem a ver com futebol. Trata-se somente do registo de uma curiosidade. É que, frequentando há tanto tempo aquele local, nunca tinha dado conta de que a sua decoração constava de cinco gigantescos painéis forrados a pano verde onde se alinhavam milhares de porta-chaves, provavelmente oferecidos pelos clientes. Ou isso ou trata-se de um triunfal espólio emoldurado de um coleccionador persistente.
A terceira reza «cachecol» e foi apressadamente redigida já bem perto do intervalo.
Sinto o dever de ter de me explicar. Porque, à primeira vista, uma coisa destas soa de todo inexplicável e até muito pouco profissional. Poderão alguma vez as notas tiradas no decorrer de uma parte inteira de um jogo de futebol resumir-se a supostos criptogramas como «5 chaveiros» e «cachecol»?
Poderão, sim.
A nota «5 chaveiros» explica-se facilmente visto que não me lembro de ter alguma vez passado quarenta e cinco minutos de um jogo de futebol, e era a minha equipa que jogava, a olhar para as paredes em vez de olhar para o aparelho de televisão, tal foi o desapontamento face ao espectáculo proporcionado.
Quanto à nota «cachecol», escrevi-a de jacto no já mencionado guardanapo quando reparei que me tinha esquecido do cachecol no restaurante onde previamente jantara. E, fazendo um frio dos diabos, como comecei por afirmar, seria da maior conveniência passar por lá no fim do jogo a recuperar o abafo. Escrevi «cachecol», portanto, para não esquecer de o ir buscar.
Na segunda parte, tomei mais notas porque aconteceram mais coisas, nada de especialmente extraordinário, é verdade, mas aconteceram. Resumem-se a isto que todos vocês já sabem: o Benfica marcou dois golos e ganhou o jogo. Houve uma nota que gostei de gatafunhar. Cá vai: «bola para um lado guarda-redes para o outro.» Era para não me esquecer do modo como Lima converteu em golo uma grande penalidade.
À saída, com o sobretudo abotoado até cima à falta de cachecol, quando passei diante do balcão ainda ouvi um cliente dizer para outro:
- A única coisa boa foi não termos sofrido golos a ver se o treinador não tira o Oblak.
Benfiquista que se preze preocupa-se com tudo."

Leonor Pinhão, in A Bola

Critérios (de novo)

"Um campeonato de medíocre qualidade está a tornar-se uma competição entusiasmante. Chega-se ao Natal com os três grandes empatados, o que, creio, nunca acontecera antes. Tudo isto com um Benfica muito abaixo da nota artística do ano passado e parecendo, muitas vezes, anestesiado por um qualquer efeito insondável, um Porto lento, sem imaginação e sem robustez que o vinha caracterizando, e um Sporting transfigurado, jovial e coeso como há meses não se pensaria possível, ainda que aquém do exagero mediático habitual nestas coisas do futebol.
Na última jornada, os leões jogaram pouco e empataram com um inteligente Nacional. No fim, o presidente do clube exprimiu a sua revolta contra a arbitragem e, como se tal não bastasse, atirou-se aos seus homólogos do Benfica e do Porto. E se me parece que tem razão para se sentir incomodado pelo golo anulado, não compreendo que não tivesse, igualmente, ido à sala de imprensa falar do penalty marcado fora do campo na semana anterior com o Belenenses ou do jogo com o SLB na 3.ª jornada. «A vergonha de ser do futebol» que referiu não deveria ter sentido único.
Infelizmente, este enviesamento - natural no simples adepto - é regra nos três clubes. O lamentável é sê-lo ao mais alto nível, com todos os efeitos em cascata dentro e fora de portas. Depois não se queixem das sequelas.
Começo a duvidar se haverá árbitros para a 2.ª volta. Proença e Benquerença, pelo Benfica, Capela, Duarte Gomes e agora Mota pelo Sporting, paixão pelo FCP (neste caso com a singularidade de já não encontrar o Porto desde Janeiro de 2012!) são ódios de estimação. Venham estrangeiros insuspeitos!"

Bagão Félix, in A Bola

Cavaleiro...

Exemplar...

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Em Lisboa caiu uma estrela: Monsieur Chayriguès!

"Recordando equipas francesas de visita a Portugal, fica aqui o registo da vinda do Red Star Amical Clube e do seu guarda-redes vedeta que chegou a receber uma oferta de 12 mil francos/mês do Tottenham de Inglaterra.

«Lisboa não sejas francesa
com toda a certeza
não vais ser feliz
Lisboa, que ideia daninha
Vaidosa, alfacinha
Casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados
Com a alma na voz
Lisboa não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só para nós»

ASSIM cantava a Amália. Mas, depois de na semana passada ter falado aqui sobre as primeiras visitas de equipas francesas a Lisboa e ao Benfica, esta semana vou carregar na mesma tecla, por mais que custe aos namorados, coitados, que querem Lisboa só para eles.
No dia 24 de Junho de 1913, desembarcava na velhinha capital do Império um clube com tradições em França, o Red Star Amical Clube, antecessor do Red Star, de Paris, fundado a 21 de Fevereiro de 1897, num café parisiense, por Ernst Weber e Jules Rimet, esse mesmo, o que foi o terceiro presidente da FIFA, entre 1921 e 1954, e deu generosamente o seu nome à primeira Taça do Mundo, a Taça Jules Rimet, que agraciou os campeões mundiais desde 1930 no Uruguai a 1970, no México, quando o Brasil, por via das suas três vitórias na competição, levou definitivamente o troféu para casa.
Quem costuma ter a infinita paciência de me ler, já sabe: tudo isto vem hoje a propósito da visita do Paris Saint-Germain ao Estádio da Luz, para este jogo derradeiro da Fase de Grupos da Liga dos Campeões 2013/14. Seja. Prossigamos.
Em 1913, havia o Red Star Amical Club, descendente do tal Red Star Club Français inventado à mesa do café, cuja estrela vermelha do emblema ou foi inspirada na estrela vermelha do Buffalo Bill, figura eminente do Velho Oeste Americano, ou na vontade da madrinha da instituição, uma tal de Miss Jenny, governanta inglesa, que gostou de ver na camisola dos jogadores a imagem da Red Star Line, uma empresa de navegação criada em 1871 pela unificação da International Navigation Company of Philadelphia com a Société Anouyme de Navagation Belgo-Américaine. Seja como for. Aquele que haveria de ser, mais tarde, o Red Star Footall Clube, foi a partir de 1907 o Red Star Amical Club, esse mesmo, o que desembarcou em Lisboa com a aura e a fama de um clube de grande expressão em França e, por isso mesmo, na Europa.
No ano anterior da sua viagem portuguesa, o Red Star pendurava medalhas ao peito vencendo a recém-criada Ligue de Football Association, o equivalente ao título de campeão francês, para atingir em seguida a final do Trophée de France, perdendo para o Étoile des Deux Lacs.

Um parêntesis importantíssimo
ABRA-SE aqui um parêntesis, daqueles que só enriquecem os anais do Futebol: o interesse pela presença dos franceses em Lisboa prendia-se sobretudo com a fama do seu guarda-redes, Pierre Chayriguès. Nascido em Paris em Maio de 1892, Chayriguès é considerado um grande revolucionário na forma de interpretar a função de guarda-redes, à época ainda muito baseada na expectativa. Primeiro no Levallois, com apenas 13 anos, depois no Red Star, o francês encantava multidões com as suas saídas a punhos, com a forma como se atirava aos pés dos adversários e, sobretudo, com os seus extraordinários «plongeons», mergulhos tão espectaculares como arriscados e que lhe valeram uma carreira marcada pelas lesões.
A sua aura era de tal forma grande que se tornou conhecido por toda a Europa e chegou a receber um convite milionário para jogar pelo Tottenham Hotspur pela verba de 12 mil francos/mês nesse preciso ano de 1913 em que se deslocou a Lisboa. Recusou.
No dia 24 de Junho. Chayriguès estava frente a frente com o ataque do Benfica. Era a véspera da partida de oito jogadores 'encarnados' para o Brasil, integrados na deslocação de uma selecção da Associação de Futebol de Lisboa, a primeira ao país-irmão, o que terá retraído alguns deles.
Mas Álvaro Gaspar, por exemplo, não deixou créditos por mãos alheias. Ou pés alheios, neste caso. Chayriguès foi grande. Nada parecia ser capaz de vencer a sua elasticidade, a sua valentia, a sua técnica com as mãos. Por isso, o golo francês foi-se mantendo pelo tempo fora numa ameaça visível e pesada de uma derrota que parecia inevitável. Não foi. A minutos do fim da contenda, Cosme Damião faz o golo do empate do Benfica. A honra estava salva. Mas, Chayriguès, o grande Chayriguès, saía de Lisboa com a sua fama intacta. Já era um estrela antes da chuva de estrelas em que o Futebol se transformou."

Afonso de Melo, in O Benfica

Desejamos chegar aos 300 mil assinantes em 2014

"O administrador da Benfica - Futebol SAD, Domingos Soares de Oliveira, concedeu uma entrevista à Benfica TV. Tendo o 5.º aniversário como pano de fundo, admitiu que não esperava tanto sucesso, garantiu que os jogos da equipa de Futebol são para continuar e estão a ser pensados novos conteúdos.

Numa conversa formal, mas que fluiu com uma linguagem corrente, Domingos Soares de Oliveira, administrador da SAD 'encarnada' começou por admitir a surpresa que foi para ele a ascensão meteórica do Canal do Clube. 'Honestamente, não tínhamos perspectivado uma evolução da Benfica TV como veio a acontecer ao cabo de cinco anos. Quando criámos a Benfica TV era com o objectivo de ser um Canal de Clube com três objectivos: o primeiro era dar, em primeira mão, toda a informação sobre tudo o que é o Benfica; o segundo era fomentar o benfiquismo; e o terceiro objectivo era o entretenimento. Nesse processo inicial, a palavra-chave era dinamizar a actividade Benfica. Hoje, é um projecto que nada tem a ver com o que desenhámos'.
O crescimento do canal obrigou-o a inovar e tornou-se o primeiro Canal de Clube a nível europeu a ter os próprios direitos desportivos dos jogos da sua equipa de Futebol - 'Há um factor importantíssimo que tem a ver com o sentimento entre os benfiquistas acerca de uma eventual continuidade com a Olivedesportos e os jogos continuarem a ser explorados pela SportTV. Os benfiquistas era desfavoráveis a esse facto. Depois, há o passo decisivo que é, quando foi apresentada a proposta financeira, o plenário dos Órgãos Sociais, a Direcção e a SAD decidem não aceitar a proposta. Isso obrigou-nos a pensar num projecto alternativo e desenvolvem-se todos os mecanismos necessários para a implementação de um modelo diferente'.
Domingos Soares de Oliveira confessou-se espectador dos jogos de Futebol 'quer do Benfica, nos diversos escalões, quer da Liga Inglesa'.
Quanto à realidade dos números e o valor correcto de assinantes do Canal, o administrador foi claro - 'Ultrapassou o mês passado os 230 mil assinantes e mantém uma perspectiva de crescimento interessante. Se olharmos o plano inicial da Benfica TV, vemos que atingimos, nos primeiros três meses, o que tínhamos delineado para o primeiro ano e isso é claramente positivo. A evolução ao longo da época dependerá de factores, como o crescimento da componente desportiva e a possibilidade de acrescentarmos outros conteúdos à Benfica TV'.

Metas para 2014
E aproveitou para traçar metas: 'O plano era chegar aos 200 mil até ao final do ano e depois manter o crescimento. Desenhámos o nosso crescimento tendo em conta o que a MEO teve nos primeiros três meses de actividade. Daqui por um ano desejamos estar perto dos 300 mil assinantes.'
O tema custos/proveitos também foi revelado. 'A Benfica TV tem dois custos principais. A sua estrutura de pessoal nada fica a dever aos melhores canais de Desporto no Mundo, pois temos uma quantidade de transmissões ao vivo absolutamente anormal. A segunda componente é o que compramos em termos de conteúdos internacionais. O nosso investimento em rota de cruzeiro - e ainda não estamos em rota de cruzeiro - ronda os nove milhões de euros', indicou.
A não renovação dos direitos televisivos com a Olivedesportos e o que isso poderá mudar no paradigma televisivo em Portugal, foi outro dos temas abordados. 'A nossa intenção é que isso aconteça e a única coisa que o poderia impedir seria se o tema da centralização fosse decidido dentro de um prazo que não perspectivo. A decisão foi tomada, o negócio está a correr bem, tem rentabilidade acima do esperado, algo que enche de orgulho os benfiquistas. Nada indica que deveríamos voltar atrás', garantiu Domingos Soares de Oliveira.
Falando de números, o administrador da SAD provou que, ao não renovar, a razão estaria do lado do Clube da Luz. 'O Benfica está a encaixar bem mais do que no contrato anterior. Estamos a captar muito mais do que 7,5 milhões de euros. EM 2011 foi apresentada à CMVM uma proposta de 2013 a 2018 no valor de 110 milhões de euros e que eram divididos por sete anos. O Benfica vai, seguramente, neste ano buscar mais do que os 22 milhões de euros na totalidade do negócio televisão por subscrição', explicou.
Domingos Soares de Oliveira, apontou aos cinco aspectos pelos quais se regiram na decisão tomada: 'O negócio total tem a subscrição, em que temos 232 mil assinantes, e parte dessa receita fica no Clube; depois, há os contratos internacionais que ultrapassam em mais de 50% o valor que tínhamos; existe, ainda, a primeira linha de publicidade e a publicidade do Canal. O quinto aspecto é o seguinte: se os detentores de direitos de jogos forem obrigados a ceder três jogos a um canal generalista, este vai ter de pagar para os ter. Tudo isto faz-nos pensar que vamos ultrapassar a proposta feita pela Olivedesportos há dois anos.'

Transmissões e 'jogos escondidos'
Quanto aos jogos na Luz, não podia ter sido mais directo - 'Estamos com vários meses de emissão com jogos do Benfica em casa e não houve qualquer crítica relativamente à isenção da Benfica TV.'
As críticas feitas a outros 'players' sobre a pressão exercida sobre outros emblemas não foi esquecida. 'Houve clubes que efectivamente se sentiram pressionados a não assinarem contratos com a Benfica TV como a Ac. Viseu, mas terá de perguntar o que se passou. Falámos com eles e com todos os outros clubes que subiram à Segunda Liga que não tinham contrato com a Olivedesportos. A nossa proposta era financeiramente mais interessante do que têm hoje e, se não assinaram pelo dinheiro, foi por outra razão...', condenou.
Na entrevista, Domingos Soares de Oliveira abordou a questão dos dois Canais. 'Estamos a fazer um segundo Canal porque temos conteúdos internacionais, mas que só comprámos os direitos para Portgal e temos acordos de distribuição a nível internacional com vários países. A Benfica TV hoje está disponível em Angola, Moçambique, Estados Unidos, França, Bélgica... Enfim, um conjunto alargado de países. Decidimos fazer uma distribuição dos diversos conteúdos entre os dois canais. Esta é a fase em que estamos: uma emissão internacional com conteúdos Benfica, e outra, nacional com conteúdos para além do que é o Benfica. A breve trecho vamos apresentar uma candidatura formal para os dois canais e aí já poderemos utilizar o nome Benfica TV1 e Benfica TV2', escalpelizou.
O administrador da SAD frisou como foi ganho o negócio ao canal concorrente. 'Quando entramos num mercado que é dominado por um 'player', isso tem inconvenientes que é o facto de a maioria dos detentores dos conteúdos internacionais estar habituados a trabalhar com esse 'player', mas há vantagens como é o benefício do efeito-cansaço que existe. As pessoas acreditaram nas projecções que fizemos, como foi o caso da Liga inglesa, e quando assinámos o contrato já era importante ter o Brasileirão e a MLS', apontou.
O sucesso do Canal do Clube junto de adeptos de outros clubes também foi explicado: 'Vencida a primeira fase, que é a da qualidade, seja em termos técnicos, seja em termos de transparência das emissões feitas, as pessoas mesmo que não sejam adeptas do Clube vão aderir, gradualmente e em maior número, à Benfica TV'.

Centralização dos direitos
A centralização dos direitos televisivos dos clubes portugueses, defendidos pelo presidente da Liga, foi também abordada. 'Sempre achei difícil levar avante a centralização dos direitos televisivos, porque a maior parte dos clubes têm contratos assinados até 2018 o que é contrário à legislação europeia que só permite contratos a três anos. A centralização seria interessante, porque beneficiaria todos os clubes e a exposição da Liga portuguesa a nível internacional, pois poderia negociar os direitos do Campeonato por inteiro. Porém, avançámos com este projecto para demonstrar o peso e o valor do Benfica e dos jogos do Clube. Depende como vai ser essa centralização. Se a centralização em que os direitos vão a jogo num concurso aberto, aí a Benfica TV, sozinha ou em parceria, pode-se posicionar para ganhar. O futuro da Benfica TV não está minimamente em causa'.
O sucesso da Benfica TV suscitou curiosidade de canais de clubes europeus. 'Temos sido abordados por outros clubes e há clubes noutros campeonatos que dizem que, no futuro, esse deveria ser o modelo. O problema é como é que este modelo joga com a centralização e em países em que esta já existe é difícil andar para trás', recordou.
'Perdemos o Brasileirão por uma questão de preço. Aqui, o mercado jogou como já tinha jogado a nosso favor em que ganhámos a Liga inglesa e é natural. Não há uma surpresa porque seria natural que a SportTV tentasse captar um dos nossos conteúdos interessantes. É o mercado a funcionar', desmistificou. Para compensar esta perda, o Benfica está a sondar o mercado: 'Temos em cima da mesa um conjunto de propostas de outros fornecedores. A Liga espanhola é também interessante, tal como a Liga inglesa'.

CUSTO MENSAL DA BENFICA TV
'Não está previsto um aumento'
Domingos Soares de Oliveira abordou o tema do custo para os assinantes, garantindo que o valor de 9,90 mensal é para manter. 'Por enquanto não está previsto um aumento. Mesmo quando lançamos a emissão nos dois canais que hoje estão disponíveis perguntaram-nos se queríamos actualizar o preço e, na altura, achámos que isso era defraudar as expectativas dos benfiquistas e não benfiquistas que aderiram à Benfica TV. Nesta fase e até ao final deste ano não vamos aumentar o preço. Esse pode justificar-se com a entrada de outros conteúdos', revelou.
O administrador da SAD explicou a razão pela qual os Sócios não têm vantagens - 'Pensámos fazer uma ligação entre a quotização e a assinatura. O modelo é complexo porque nós não dominamos o assinante. Quem tem a relação com o assinante é o operador e não conseguimos saber quem tem a assinatura. Abandonámos essa ideia e colocámos o preço mais baixo do que desenhámos inicialmente'.
Domingos Soares de Oliveira explicou como se chegou ao valor: 'Fizemos uma medição na sensibilidade ao preço até 25, começando nos 5 e percebemos que a optimização cifrava-se nos 12. preferimos baixar o preço e dar essa vantagem a todos. Parece-nos um preço razoável'.

A PREMIER LEAGUE
'Estão satisfeitos com o Benfica'
Um dos conteúdos mais fortes foi a aquisição da Liga inglesa. O administrador da SAD do Clube defendeu que a Premier League dá lucro: 'O negócio tem de ser visto no seu bolo completo. Não consigo fazer uma associação directa das receitas que são proporcionadas só pela Liga inglesa. O que temos de ver é se o negócio todo da Benfica TV, dentro do modelo financeiro que estava desenhado, corresponde ou não ao nosso plano. Hoje, ultrapassa as verbas que tínhamos perspectivado inicialmente.
Se verificarmos, hoje temos um conjunto razoável de não benfiquistas que aderiram à Benfica TV, não só pelos jogos do Benfica, mas pelos conteúdos da Liga inglesa', lembrou. A Premier League vai ter transmitida pela Benfica TV até 2016, para já, não é altura de tratar da renovação do conteúdo. 'O acordo é por três anos e nesta primeira fase vai até 2016. Ainda é cedo para negociar, mas temos contactos regulares e eles estão satisfeitos com a promoção que temos feito da Liga inglesa e com o acordo que assinaram', garantiu."

Entrevista a Domingos Soares de Oliveira, por Hélder Conduto - texto Marta Rebelo, in O Benfica

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

Ao velhote das barbas que veste de vermelho

"Estava a ver o jogo do Benfica em Olhão, que por sinal era em Loulé, e chegando ao intervalo, perante um empate a duas bolas, comecei a pensar o que havia de pedir ao Pai Natal.
A situação era a seguinte: no primeiro quarto de hora da partida, todas as jogadas de ataque do Benfica terminaram com a queda do jogador que recebia a bola supostamente para rematar à baliza, por causa do péssimo da relva do Estádio Algarve; a equipa adversária marcara nos primeiros 45 minutos 25 por cento dos golos que obtivera em 12 jornadas e meia do Campeonato; o Olhanense já obtivera dois tentos em meio jogo, sendo que havia 11 meses que não bisava em 90 minutos; o ataque do Benfica lá ia respondendo aos golos do adversário, correndo mais uma vez atrás do prejuízo.
A entrada de Sulejmani após o intervalo ficou justificada em um minuto: o número 8 da equipa do Benfica passou com autoridade pela defesa contrária e com um remate de trivela fez o resultado que viria a ser o final.
E então, que hei-de pedir ao Pai Natal? Relvados em condições para todos os jogos do Campeonato? Mais atenção e eficácia por parte da defesa do Benfica que este ano já sofreu 9 golo em 13 jogos do Campeonato, 4 golos em 2 jogos na Taça, 8 golos em 4 da Champions e 15 golos em 10 jogos particulares de preparação? O rapidíssimo restabelecimento de Cardozo e de Salvio?
Excluindo a última questão, que obviamente imploro do coração ao velhote das barbas brancas que veste de vermelho, por razões de solidariedade e pela falta que fazem à equipa, só peço mais uma graça na minha modesta qualidade de Benfiquista: mais paciência, que uma fé imensa já eu tenho. Já escrevi e repito: o Benfica tem todas as condições para fazer mais."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Lixívia 14

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......33 (-7) = 40
Sporting.....33 (-1) = 34
Corruptos...33 (+7) = 26
Braga.........19 (+2) = 17


Existem duas hipóteses para as reacções histéricas da Lagartada: estratégia, ou atrasadês mental !!! Pessoalmente, penso que é um pouco das duas!!! Desde do primeiro minuto que teve direito a tempo de antena, o presidente Lagarto procurou sempre conflitos para se armar em vitima, a estratégia é clara... Mas ao mesmo tempo, só mesmo um atrasado mental pode pensar que alguém (a não ser os acéfalos Lagartos) leva a sério a indignação inflamada dos Calimeros!!!
Admito que no meio da choradeira, existe uma característica que elogio: o descaramento!!! Não é fácil, marcar 4 golos em fora-de-jogo nas primeiras 4 jornadas do Campeonato; não é fácil beneficiar de um penalty, inexistente, que a existir seria fora da área, ou mesmo fora do campo; não é fácil ter os jogadores da sua equipa, cobardemente, sistematicamente, estrategicamente, passarem o tempo todo a mergulharem para a piscina sempre que são afectados por uma corrente de ar; não é fácil ver um golo bem anulado, por duas faltas ofensivas consecutivas; não é fácil beneficiar disto tudo (e mais algumas coisas...), e chegar ao fim do jogo, e afirmar que tem vergonha de fazer parte do desporto Português; não é fácil...!!!

Não vi em directo o jogo dos Lagartos, assim que vi o golo anulado, fiquei descansado: a polémica com as horas vai passar, pois será difícil defender o indefensável!!! Ingenuidade minha!!! A quantidade de Lagartos acéfalos, que têm direito a tempo de antenas nas rádios, nas TV's e nos jornais, torna impossível, qualquer tentativa de bom-senso...!!!
O golo foi bem anulado, existe falta do Montero, e também existe falta do Argelino: o Miguel Rodrigues, está a recuar, e quando tenta fazer a 'chamada' para o salto, é empurrado/'apoiado', só mesmo quem nunca jogou à bola (ou basket) pode dizer que aquele contacto é inócuo. Não havia necessidade, o Miguel Rodrigues nunca chegaria à bola, mas a falta existe... Basta inverter os papéis, imagine-se que era o Miguel Rodrigues, a dar um toque daqueles ao Silimani - e o árbitro nada marcava -, neste momento os mesmos Lagartos estariam a chorar um penalty!!!
De todos os lances idênticos, o mais parecido, foi o empurrão do Jackson no jogo contra o Paços. É verdade que o Silimani foi menos ostensivo, mas não deixou de ser falta... Mas também podemos comparar este contacto, com os mais variados penalty's e faltas 'pedidas' pelos adeptos Lagartos, em vários jogos. Ainda no último jogo com o Belenenses, o penalty exigido pelos Lagartos, dá-se num contacto, onde a intensidade também é duvidosa, mas nesse caso todos eles ficaram com a certeza, que era falta...!!!
O discurso do presidente da claque Lagarta ainda defendeu que o jogo foi muito violento, que ficaram muitos vermelhos por mostrar, etc., etc... Ontem nos programas da noite, vi alguns dos lances supostamente mais duros, e fiquei estarrecido!!! Então os Lagartos acham que aquilo é violência, excessiva virilidade?!!! Então aconselho a rever o Setúbal-Benfica, e as várias agressões ao pontapé que os jogadores do Benfica sofreram...!!!
A falta sobre o Jefferson, devia ter sido marcada, e o jogador do Nacional merecia o amarelo. Nada mais. Ainda foi um fora-de-jogo mal assinalado ao Carrilo. Um lance complicado, com a 'linha' a passar em cima do pé do Carrilo... O Peruano continuou o lance e rematou ao lado, não sei se já tinha consciência que o jogo estava interrompido. Estes foram os dois únicos erros que vi. O resto é treta... Estes dois lances não são suficientes, para considerar que os erros tiveram influência no resultado...
Estou também muito curioso, para saber quais vão ser os castigos, para dirigentes e jogadores do Sporting, depois do ajuntamento no final da partida. Quando os próprios jornaleiros tentam, inquinar a discussão para um possível castigo ao Presidente da Lagartada, estão simplesmente a tentar branquear o comportamento dos jogadores. É visível, nas imagens vários jogadores, completamente fora de si, em volta do árbitro, alguns repetentes nestas situações... e se nada for escrito nos relatórios, as imagens podem ser usadas?!!!
Já no jogo das equipas B's, depois daqueles festival no final do encontro, a impunidade foi a nota geral, sendo que o jogador Lagarto que ia partindo a perna ao Lindelof, levou 1 jogo, e os outros que andaram ao soco, nem uma multa!!!

Em Setúbal tivemos mais um festival de porrada (este não foi ficção!!!), não foi só a pisadela nas costas do Nico. O Sulejmani, o Garay também foram agredidos sem bola, pontapeados, por trás... E imagine-se o Matic levou com um pontapé na cabeça, dentro da área do Setúbal, e ninguém achou que era penalty (nem livre indirecto!!!)... O critério que leva os avençados (TV's, rádios, jornais...) a considerarem um lance, como Duvidoso, ou como um Erro clamoroso, continua torto, tortíssimo...
Como é que é possível neste jogo, considerar um lance duvidoso, um mergulho do Sabino na área do Benfica, e depois nem sequer mencionar o pontapé na cabeça do Matic?!!!
Como afirmei na crónica do jogo, o Benfica tinha a obrigação de jogar melhor na 1.ª parte, mas muita da culpa do mau jogo de futebol, deveu-se ao critério de impunidade que o árbitro resolveu dar aos Setubalenses. É verdade que o Fejsa, também entrou na festa, e podia ter levado o amarelo mais cedo... mas, isso só aconteceu porque o Sérvio resolver 'repetir' o que vi do outro lado...!!! E tenho a certeza que este Setúbal, quando jogar com os Corruptos (e os Lagartos também), vai ser dos mais 'manso' possível. Tal como o Olhanense, que na jornada anterior fez 22 faltas (as que foram assinaladas, mais as outras...), e nesta jornada com os Corruptos, fez 7 !!!
O penalty a favor do Benfica, é claríssimo, o jogador aumentou a área... Ainda podia ter sido marcado outro penalty, sobre o Luisão, que é impedido de saltar. E para mim, o pontapé na cabeça do Matic é penalty claro.

O treino dos Corruptos com o Olhanense teve pouca história. O mais interessante foi a rapidez com que os elogios começaram a chover em cima da equipa Corrupta!!! Bastou 2 golos de canto, para desbloquear o resultado, e mais 2 nos minutos finais, para serem os melhores do mundo e arredores...!!!
O erro mais grave, foi um penalty, já nos últimos minutos, por Mão na bola do Diákete. Os outros dois lances que os Corruptos protestaram, não existe qualquer falta... A maneira como os jornaleiros, rapidamente juram que existiu um penalty sobre o Licá, quando este deu simplesmente o cu ao adversário e atirou-se para a piscina, é demasiado absurdo sequer, para ter graça!!! Houve um fora-de-jogo mal assinalado ao Varela.
Uma nota sobre o 2.º golo dos Corruptos: mais uma vez temos o Jackson a saltar nas costas de um defesa, tal como tinha acontecido no jogo com o Braga. Eu até admito que não existe falta, mas acho muito estranho (ou nem por isso...) ninguém catalogar estes lances como Duvidosos...

O Braga na Madeira, deixou marcas principalmente nas bancadas. Dentro do campo, parece que houve alguma permissividade disciplinar para o Braga, mas a expulsão do Derley foi justa.
Agora, estou muito curioso, para saber que o Braga vai ser castigado, devido ao comportamento dos adeptos, que invadiram o campo, violentamente... e que durante toda a estadia no Funchal, provocaram vários desacatos. Será que as imagens televisivas não podem ser usadas neste caso?!!! Afinal, o prevaricador não é o Benfica...!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenense(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(f), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Corredores

"1. Os jogos passam e o público teima em não encher o Estádio da Luz. Por que não acredita? Por que ainda vive o medo de desilusões recentes? Por que não está disposto a fazer uma aposta emocional como a que fez na época passada? Por que não vê um futuro para lá das redes da baliza? Perguntas a mais para uma só resposta. Talvez cada um dos ausentes tenha a sua. Ou cada um deles saiba para quando guardou o momento de regressar ao lugar que tem sido seu. Por cada cadeira vazia há um vento frio que percorre o Estádio. Talvez o mesmo vento frio que percorre os corredores da alma de uma equipa outrora feliz...

2. Abriram-se corredores para que energúmenos baratos atingissem os jogadores e treinadores do FC Porto com tochas acesas à medida que estes iam saindo do autocarro que desembarcava nas Antas. A polícia que é sempre tão violenta com uns, limitou-se a ser passiva. E a ver voar as tochas; e até ser por elas atingida, sem queixas nem lamúrias. O Madaleno não estava lá. Devia estar no conforto do lar a abrir garrafas de champanhe sonhando com derrotas da Selecção Nacional. No autocarro é que nunca! Que dobre a espinha aquele a quem ele paga. Que sofra enxovalhos e insultos. No outro dia, pela manhã, estará fresco e bem dormido a dar o apoio de sempre àqueles que ofereceram o corpo à pouca vergonha da véspera. Há quem considere apenas uma deprimente exibição de decrepitude. Há em todo o episódio um cheiro a mofo de processos velhos. Dar um passo atrás, para que a vítima suba sozinha ao cadafalso. Cobardia? Alguns chamaram-lhe qualquer coisa que tem que ver com o seu contrário. O filme está partido e nunca acaba..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Prioridades

"O sorteio europeu de segunda-feira conduz-nos, desde já, a algumas conclusões.
É lugar comum afirmar-se que todos os adversários são iguais, e todos os jogos são para vencer. Porém, a realidade mostra que há adversários... mais iguais que outros. É o caso, por exemplo, do Tottenham, conjunto de orçamento superior ao nosso, recheado de estrelas, e revitalizado por novo comendo técnico. Se pensarmos chegar longe na Liga Europa, e mesmo partindo do pressuposto (não totalmente líquido) que conseguimos vencer o PAOK, teremos provavelmente de ser capazes de ultrapassar, também, a forte equipa londrina. E ainda sobram Juventus, Valência, Fiorentina, Sevilha, Shakhtar, Lyon, Ajax ou Napolés. Há, entre os adeptos do Benfica, quem defenda que apenas e só o Campeonato - onde se discutem as rivalidades domésticas - permite acender a nossa chama. Frequentemente, atletas e técnicos, tendem a privilegiar a frente externa, onde a visibilidade, enquanto profissionais, é maior.
Devo dizer que nem sempre consigo escolher: se por um lado percebo que, estrategicamente, as provas nacionais conferem um maior peso relativo, por outro, são os feitos internacionais que ilustram a história. Cada época é um época, e cada contexto tem as suas especificidades.
O que me parece óbvio é que o sucesso, interno ou externo, apenas poderá ser atingido com alguma dose de pragmatismo. E a cada ocasião, deverá corresponder uma clara definição de prioridades - as quais, por sua vez, devem ser escolhidas em função da importância de cada objectivo, e das reais hipóteses de o alcançar.
Esta Liga Europa não parece fácil de vencer. Por outro lado, após três temporadas consecutivas sem título nacional, este não pode deixar de figurar à cabeça da nossa lista de desejos.
No cruzamento entre uma e outra ideia, deve pois prevalecer - neste caso, e por enquanto - uma aposta inequívoca no Campeonato. Eventualmente chegados a umas meias-finais, então se verá. Até lá, que não haja lugar a hesitações, nem a Aroucas."

Luís Fialho, in O Benfica

Positivo e negativo

"1. Gostei da exibição (e da vitória) frente ao PSG, numa Liga dos Campeões em que ficámos aquém do que valíamos, em parte por falhanço próprio, noutra pelo azar que nos perseguiu no excelente jogo em Atenas. Não gostei da exibição (valeu o resultado) em Olhão, onde a defesa voltou a falhar (são demasiados os golos sofridos esta época) e a equipa 'adormeceu' na 2.ª parte, depois do golo da vitória. Positiva, apenas, a reacção às desvantagens.. que poderiam ter sido fatais.

2. Os No Name resolveram não apoiar a equipa ao longo do jogo com o Paris SG, limitando-se a duas curtas intervenções, uma em cada parte. Até admito que, zangados pelo empate frente ao Arouca, estivessem cinco ou dez minutos em silêncio, para dar esse sinal à equipa. Mas estarem todo o jogo calados é, no mínimo, lamentável, pois o grande prejudicado poderia ser o Benfica, que tem de estar sempre acima dos protestos ou das 'birras' de cada um. Felizmente, a equipa não precisou da claque para jogar bem e ganhar. O que não deixou de ser uma boa resposta.

3. Pinto da Costa escreveu outro livro, com 31 decisões nos 31 anos de mandato à frente do FC Porto. Presumo, por aquilo que li nos jornais, que não falou nem dos contactos (e não só...) com os árbitros nem da decisão (que não terá sido fácil) de ir passar uns dias a Espanha, antes de se 'entregar' à polícia, aquando do 'Apito Dourado'. O que até é compreensível: só falou de 31 das milhares de decisões que teve que tomar e as conversas (e não só...) com árbitros ocupariam demasiadas páginas, tantas elas foram...
Curiosamente, e através de Octávio Machado, que ao Record e ao Correio da Manhã desmentiu algumas versões do seu antigo presidente, soubemos que Pinto da Costa fez pressão junto de Scolari no sentido de afastar Vítor Baía e meter Nuno Espírito Santo na selecção. E o antigo treinador disse mais, agora a propósito de superstições: 'Pinto da Costa é que parava os serviços de Delane Vieira. Ele tanto vai a Fátima como vai à bruxa'. E a propósito de mentiras: 'Pinto da Costa mentia a falar e agora mente a escrever.' Ele conheceu-o bem de perto..."

Arons de Carvalho, in O Benfica 

O regresso de Jesus

"Jorge Jesus regressa hoje ao posto de comando avançado da equipa do Benfica. Uma coisa é ser um general estratego, à distância, manobrando peças num tabuleiro, transmitindo ordens por mensageiros, outra bem diversa é vestir o colete antibala e descer ao campo de batalha, dirigindo as falanges homem a homem, tiro a tiro.
Nestes tempos de guerras virtuais e bombardeamentos por aviões não tripulados, o futebol que alguns pretendem entregar ao escrutínio electrónico continua a resistir como velha escola e métodos conservadores. 
Jesus é um expoente desta velha escola, através de uma intervenção permanente sobre os jogadores, actuando como um 12.º jogador com uma intensidade rara e de enorme contraste relativamente ao estilo da nova vaga de treinadores saídos das universidades e cada vez mais formais e formalistas. Apesar da “boutade” a propósito da sua cátedra, das lições casuais em fóruns universitários e do reconhecimento filosófico de académicos eméritos, Jorge Jesus nunca conseguiu desfazer a faceta popular nem reprimir uma peculiar expressividade emocional que lhe tem custado alguns castigos e uma crescente perda de tolerância por parte dos adeptos do próprio clube.
Quando o Benfica ganha, o estilo de Jorge Jesus é apreciado e justificado como a melhor forma de tirar o máximo rendimento dos jogadores, mantendo-os à rédea curta. Quando o Benfica perde, para lá dos defeitos técnico-tácticos, acresce o cansaço relativamente ao estilo do treinador, acusado até de baralhar os jogadores com tanta linguagem gestual e gritaria para dentro do campo: uns não o percebem, outros não lhe ligam.
A sair de uma suspensão que terá penalizado a equipa, com alguns pontos desperdiçados e um retrocesso evidente na qualidade de jogo, Jesus promete não se deixar voltar a perder pelas emoções. Afinal, não terá sido das lições mais complicadas da sua longa aprendizagem, mas foi certamente das que mais lhe custaram: Jesus é um operacional sem paciência para joguinhos de estratégia nos bastidores do combate. 
regresso ao banco é acompanhado de comentários críticos do presidente benfiquista, mal restabelecido da eliminação prematura da Liga dos Campeões que tanto significava para o clube, este ano. Depois de todos os altos e baixos de uma relação de invulgar resistência, Jesus ter-se-á colocado sobre o fio da navalha, desiludindo o presidente. Já não lhe basta ter de mudar o comportamento, parece que tem igualmente de alcançar resultados."

Federação rica mas pobre

"Depois das jornadas, o Conselho de Disciplina da FPF tem à sua frente os relatórios das equipas de arbitragem, dos delegados da Liga e das forças policiais (porventura, os “autos em flagrante delito” da Liga) e decide os “castigos” dos jogos profissionais de futebol. A função corresponde a um processo sumário, mas implica uma condenação extraordinariamente sensível: afectam-se direitos e interesses relacionados com a competição sem exercício do direito de defesa. O que é uma entorse significativa de uma garantia básica, justificada em nome de princípios considerados superiores, em especial a normalidade do desenvolvimento das provas sem perturbação das decisões disciplinares e a execução célere dessas decisões.
Os regulamentos estão atentos a essa sensibilidade. Essas deliberações do CD devem descrever as circunstâncias relativas ao facto sancionado, proceder à identificação do ilícito disciplinar e motivar os critérios (agravantes e atenuantes) que levaram à escolha da pena concreta. O mínimo, portanto, para que o agente saiba como, porquê e em que medida foi condenado. E o mínimo deve ser exarado em acta do CD e notificado pessoalmente a cada um dos agentes (com excepção das penas “automáticas”, como na expulsão por “duplo amarelo”). Por fim, comunicam-se publicamente as condenações através do “mapa de castigos” relativo a todos os jogos. Que não pode substituir a notificação a que cada um dos agentes tem direito, para saber em que termos se alicerçou a acção do julgador.
Sobre o livro de actas, não sabemos. Sobre o “mapa”, sai cá para fora e é remetido aos clubes. Quanto à notificação das decisões a cada um dos agentes – isto é, o que importa para remediar a falta de contraditório e a ponderação de recurso ulterior –, entrou em desuso, numa violação gritante (mais uma) da lei e dos regulamentos. E, assim, lá temos ao fim da tarde das terças-feiras os agentes de uma prova profissional de futebol a não saberem, em múltiplos casos, por que foram condenados ou qual o critério por que foram condenados e a procurar, por portas travessas, descodificar o “mapa de castigos”. Em suma, o “velho futebol” da opacidade, do amadorismo e da preguiça, no seio de uma federação rica e esbanjadora, orgulhosa da “sua” final da Champions, instaladora de uma “cidade do futebol”, mas sem a mais simples das estruturas para defender os mais elementares direitos dos clubes e dos seus agentes. Agora se compreende melhor um dos “objectivos” de Fernando Gomes, quando, em Julho de 2010, declarava à Lusa ambicionar uma justiça “competente” e “recatada”…"

domingo, 22 de dezembro de 2013

Desperdício

Sporting 5 - 5 Benfica


A equipa não merecia acabar assim o ano civil. Depois de todas as vitórias, depois de jogar muito bem, durante grande parte dos jogos, a equipa não merecia os 2 minutos de total desconcentração, onde sofremos 3 golos, hoje!!!
Após este mau período a equipa reagiu, de 4-2, passámos para uma vantagem com 4-5, mas como nós sabemos, chegar ao fim dos jogos, com um resultado tangencial, é muito 'arriscado'!!!

Explico: durante todo o jogo o critério na marcação de faltas foi do mais torto possível, nada de estranho, bem pelo contrário. O Sporting nem sequer chegou às 10 faltas, o Benfica ultrapassou as 15 !!! Isto é recorrente, em todos os nossos jogos nacionais. Os nossos adversários, são sempre muito correctos...!!!
Mal o Benfica ficou em vantagem, foi necessário rapidamente 'empurrar' Benfica para a 15.ª falta, em poucos minutos, 3 faltas consecutivas contra o Benfica. Mesmo quando as faltas eram cometidas pelos jogadores do Sporting, os árbitros marcavam faltas contra o Benfica!!! E pronto o Sporting lá empatou de Livre Directo, a 2 minutos do fim... A poucos segundos do fim, para compensar a roubalheira do jogo todo, um dos árbitros lá marcou um penallty a favor do Benfica, mas o Coy falhou...

Num Campeonato sem play-off, nem 2.º fase, a regularidade é fundamental, os dois empates que já permitimos, podem ser fatais. Fomos roubados? Sim. Mas este é daqueles jogos, onde o Benfica pôs-se a jeito!!!

PS: Sobre este jogo, e outros jogos deste fim-de-semana, deixo aqui o link para o post do Cosme, na Travessa do Alqueidão. Muito bom...

ADENDA: A roubalheira foi tão grande, que até me esqueci de um golo misteriosamente anulado ao Benfica, que na altura daria o 4-5 a nosso favor...!!!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Grande vitória...

Águas Santas 26 - 30 Benfica

Foi mesmo um grande vitória. Já sabíamos que não contávamos com o Carneiro, o Tiago Pereira não jogou com o Belenenses, e aparentemente jogou hoje limitado... e logo no início do jogo (1-1) o nosso melhor marcador nos últimos jogos, Cláudio Pedroso, lesionou-se, ficando de fora o resto da partida (vamos ver até quando!!!)...
O jogo na Maia, mesmo sem estes problemas já seria difícil, com todos estes obstáculos, só mesmo com muita atitude o Benfica podia ambicionar a vitória... e foi mesmo isso que aconteceu, muita garra, nem sempre bem jogado, com o Álamo um pouquinho abaixo daquilo que já fez no Benfica, quase sempre atrás no marcador, só passámos para a frente no 23-24 (num parcial de 0-5, passámos de 23-22 para 23-27), mas na ponta final, defendemos bem, e vencemos um dos jogos mais difíceis da temporada... Só não gostei dos 2 livres de 7 metros falhados!!!
Nota para os dois melhores marcadores, que na altura de dar a sapatada no resultado não falharam.
Agora até ao final da 1.ª fase, só a deslocação a Braga (26 de Janeiro, espero que os lesionados estejam recuperados...) 'assusta', os outros jogos são todos para ganhar, e os nossos principais adversários ainda têm que se defrontar entre eles...
Tenho a certeza que com esta atitude, o problema recorrente da irregularidade desta equipa, nunca se colocaria...!!!

Agradável

Benfica B 5 - 0 Trofense

Vitória agradável, num jogo fluído, sem muitas paragens. Marcámos cedo, o Lolo 'vingou-se' dos falhanços da Madeira, e desta vez foi eficaz... Admito que fiquei apreensivo quando vi o 11 titular, a defesa parecia frágil, mas o jogo acabou por sair bem...
No 2.º tempo, o Dino voltou a entrar e a marcar, pouco depois um jogador do Trofense foi burro e foi expulso com 2 amarelos em menos de 1 minuto, e o jogo ficou decidido... o Bernardo, numa jogada que o define (grande recuperação de bola a meio-campo pelo próprio Bernardo, na raça, saída rápida, tabela com o Markovic, excelente controle de bola, e remate forte à baliza... golo!!!), já no final, o Cavaleiro 'ganha' um penalty, não deixa o Lolo fazer o hat-trik, e ele próprio marca o penalty, acabando assim com um período de 'seca' alargado!!!
O Lindelof depois da fase Trinco, parece que agora está a passar pela fase Central!!! Gostei de ver o regresso do Nelsinho Semedo (espero que a lesão não seja grave...), fez um excelente jogo, depois da pré-época merecia mais minutos, eu compreendo que o Cancelo também tem que jogar, mas...!!! O 2.º jogo do João Teixeira a titular, e mais uma vez gostei, ainda se agarra demasiado à bola, tem que ser mais rápido na decisão, mas está a fazer uma boa transição para sénior.. O regresso do Rúben Pinto foi muito importante no equilíbrio da equipa, este renascimento do Rúben a '6' (ou '8'), promete!!! O Rojas ainda não provou as razões da sua contratação (e muito menos as convocatórias à selecção principal do Paraguai!!!), mas está a melhorar...

A todo o gás !!!

Boavista 0 - 4 Benfica

Mais uma entrada a todo o gás, com dois golos nos primeiros 3 minutos. Já não é a primeira vez que isto acontece... os problemas normalmente aparecem mais tarde, quando a equipa relaxa, mas desta vez isso não aconteceu, ou pelo menos não se reflectiu em golos sofridos!!!
Voltámos a marcar no início da 2.ª parte... com o jogo controlado, os minutos foram passando. O Boavista apostou no 5x4 a 5 minutos do fim, pouco depois o Bebé foi expulso, ficou 5x3, mas mesmo assim, não sofremos golos, e até 'conseguimos' a expulsão do guarda-redes avançado Boavisteiro, e no consequente Livre Directo o Joel fechou a contagem com o 4.º golo!!!
Fechamos assim o ano civil a vencer na liderança isolada, depois de um bom início de temporada, com uma fantástica vitória em Loures, a equipa baixou um pouco rendimento, algumas lesões atrapalharam, mas a verdade é que a equipa está consistente, apesar de ainda ter uma larga margem para melhorar...

Duas laranjas, três pontos...

Setúbal 0 - 2 Benfica

Não sofrer golos, acaba por ser a nota de maior destaque deste jogo. O Oblak na sua estreia a titular no Campeonato, não foi obrigado a grande trabalho, mas demonstrou segurança, nas poucas vezes que foi chamado... Mas voltámos a 'facilitar' algumas vezes na zona defensiva: mais uma vez as melhores oportunidades do adversário, nascem de erros individuais nossos!!! Nos jogos anteriores, fomos penalizados com golos, hoje isso não aconteceu... Não sei se é por excesso de confiança, ou por falta de confiança, mas existem situações, onde o melhor é o 'chutão' para a frente, não interessa se é feio ou bonito...!!!

Durante muito tempo, exigimos a presença de mais um trinco na equipa, mas o trio Fejsa/Matic/Enzo não está a resultar, retira capacidade ofensiva à equipa, e não acrescenta segurança defensiva... Acredito, que com outro posicionamento este trio pode resultar, mas com o Enzo descaído para as faixas, e com o Matic à frente do Fejsa, os resultados têm sido fracos...

O Benfica foi eficaz, é verdade, mas não teve 100% de eficácia, como os comentadores parece que querem transformar em facto!!! Também é verdade que as oportunidades existiram depois do 1.º golo, mas existiram...

Dou 'meia-razão' ao Jesus nas declarações no final da partida, é verdade que o mau jogo da 1.ª parte, também se deveu à estratégia do adversário, com marcações muito apertadas, muita agressividade, muitas faltas (pelo menos uma delas, muito acima do aceitável!!!), mas também é verdade que o Benfica tinha que jogar essencialmente mais rápido. Algo que não é fácil, quando se joga com 'bolas de praia', em relvados tugas, contra equipas fechadinhas, e com critérios disciplinares largos... mas, devíamos ter jogado melhor.

As exibições do Benfica não têm sido magnificas, temos tido jogos fraquinhos, mas a verdade é que nos últimos meses, a nível nacional, tivemos um mau resultado, e a nível internacional tivemos um péssimo resultado, no melhor jogo da época!!! Todo isto com todas contingências, de lesões e castigos... As dificuldades em formar um 11 são tão grandes, que hoje em dia, antes do jogo começar, ninguém sabe quais vão ser os 11 jogadores escolhidos pelo Jesus, ao contrário do que acontecia em anos anteriores, nesta altura das épocas...!!! Tenho visto outras equipas, sem problemas de lesões, igualmente eficazes, sem fazer muito mais a não ser os golos, a serem levadas ao colo nas analises, com adjectivos superlativos:
No Benfica após somar mais três pontos, parece que estamos a caminhar para o abismo...!!! Tem que existir algum equilíbrio nas analises, não se pode andar anos a afirmar que se estão marimbando para as exibições, só querem é ganhar, e depois quando se ganha jogando mal, é o fim do mundo...
Como já disse anteriormente, estamos na luta pelo título, e se assim continuarmos, quando tivermos todo o plantel disponível, seremos claramente a melhor equipa, e depois logo se verá...

Hoje, destaco os nossos dois avançados, que na ausência do nosso abono de família, têm marcado o ponto em quase todos os jogos. Jogando melhor, ou pior, Lima e Rodrigo têm marcado, e isso é que importa.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Com rumo e na rota

"O Benfica foi classificado como o 15.º mais valioso clube do mundo. Discordo. Se aplicassem os meus critérios chegariam à conclusão que era o mais valioso do mundo, ou pelo menos, do meu mundo. Mas prometo não me detalhar com os 14 emblemas, que transitoriamente ocupam os lugares cimeiros.
Assim temos o nosso humor natalício dependente da difícil deslocação a Setúbal. Tradicionalmente difícil, o Bonfim se ainda não é o cabo da Boa Esperança do nosso campeonato, é pelo menos o cabo Bojador.
A rota não continua igual se não se vencer em Setúbal. O caminho para o título não permite mais andar à deriva. Muito tempo fora da rota, cansa a tripulação, desmoraliza os marinheiros e aumenta o risco de naufrágio.
Sporting tem um adversário de dificuldade pequena, o FC Porto tem um opositor de dificuldade nula, por isso resta ao Benfica cumprir a sua parte.
Embora vencendo no Algarve, o Benfica ficou muito aquém daquilo que espero, desejo, e sei que são capazes de fazer. Gostei particularmente de ver jogadores a assumir que o jogo foi mal conseguido, e que apesar da vitória deviam ter jogado melhor.
Gostei de ver declarações de desagrado mesmo vencendo. Gosto quando sobe a exigência e a ambição, e quando baixa a justificação e as desculpas. Assim ficamos mais perto de conseguir alguma coisa de válido.
O sorteio da Liga Europa deu a Benfica e FC Porto boas (muitas) hipóteses de vencer a próxima eliminatória e poucas (menos) de vencer os oitavos de final. Para mim Nápoles e Tottenham são as duas equipas mais fortes em prova.
Um bom Natal e óptimas rabanadas para todos, que as minhas dependem, em boa parte, do Lima, Enzo e companhia logo à noite..."

Sílvio Cervan, in A Bola