Últimas indefectivações

terça-feira, 3 de julho de 2012

Ano de Ouro

"Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Supertaça em Futsal; Campeonato Nacional e Taça Intercontinental, em Hóquei em Patins; Campeonato Nacional e Taça António Pratas, em Basquetebol; Taça de Portugal e Supertaça em Voleibol; Campeonatos Nacionais de Atletismo em Pista Coberta e Ar Livre. É este, grosso modo, o vasto lote de títulos alcançados pelas modalidades do Benfica nesta temporada (falo apenas de escalões Seniores, e do sector masculino), aos quais poderíamos juntar presenças honrosas nas competições europeias de Hóquei em Patins (apuramento para a Final-Eight de Lodi) e Andebol (quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças). Só por manifesta falta de sorte não foi possível juntar a todas estas conquistas o Nacional de Voleibol, o qual perdemos no último 'Set', do último jogo da Final, após uma temporada em que - com 37 vitórias em 41 jogos - mostrámos eloquentemente dispor da melhor equipa do panorama luso.
Contas feitas, esta foi, sem sombra da dúvida uma das melhores temporadas de sempre do ecletismo 'encarnado'. Nunca, em 108 anos de História, havíamos sido Campeões de três modalidades colectivas de Pavilhão numa mesma época. E poucas vezes (creio que apenas em 1989 e 1991) teremos erguido tantos e tão variados troféus.

Vitórias anunciadas
Estes brilhantes resultados são a consequência lógica de um trabalho que já vinha a mostrar-se nos últimos anos. Em 2010 o Benfica havia sido Campeão Europeu de Futsal. Em 2011, conquistou a Taça CERS de Hóquei em Patins, e chegou à final da Taça Challenge de Andebol. Só uma infelicidade extrema nos retirou os títulos de Futsal e Voleibol da última temporada, e só factores externos e obscuros nos retiraram e de Hóquei em Patins - em cujo Campeonato fizemos , ainda assim, o mesmo número de pontos do primeiro classificado. No Basquetebol tínhamos alcançado o Bicampeonato em 2009 e 2010, cedendo no derradeiro jogo da Final o título de 2011. As Taças de Portugal, e as Supertaças, iam pingando com uma frequência crescente. E adivinhava-se que, a qualquer momento, um jackpot deste tipo pudesse cair de uma máquina onde tão criteriosamente havíamos investido.
Com a aposta de uma Direcção que imagina e promove, um Benfica global, vencedor em todos os seus quadrantes de actividade; com a competência de técnicos experientes e sabedores; com o talento e o empenho de jogadores de elevadíssima craveira; com uma elevada dose de Mística benfiquista; e, também, com a pontinha de sorte que nos faltara noutros momentos; pudemos pois acabar a época em festa, saboreando que, nalguns casos, nos fugiam havia demasiado tempo.

Os últimos também foram primeiros
No Futsal - último Campeonato a ser conquistado - um Pavilhão cheio, e emoções fortes, fizeram da tarde de sábado um momento de grande fervor benfiquista. A nossa equipa já erguera os outros dois troféus oficiais da temporada, mas a Final da prova mais apetecida chegou a parecer poder escapar-se-nos das mãos, nomeadamente quando, no 4.º jogo, já com champanhe e foguetes preparados para a festa verde-e-branca, o desempate por penáltis começou mal para as nossas cores. Valeu a inspiração de Vítor Hugo para trazer as decisões para nossa casa. Aí, fomos mais fortes, triunfando numa partida muito disputada, com alternância no marcador, e um resultado justíssimo.
Queixaram-se os nossos adversários - como não podia deixar de ser... - de uma decisão de arbitragem, num lance de eventual mão na bola de Joel Queirós. Não se lembraram eles de uma grande penalidade clara cometida no inicio da segunda parte sobre o mesmo jogador, que ficou por sancionar, nem de uma falta assinalada ao contrário (juntamente com o respectivo cartão amarelo), quando Davi foi impedido de prosseguir num perigoso lance de ataque. Enfim, mistificações a que já estamos habituados, qualquer que seja a modalidade em causa. Desculpas para uma derrota em toda a linha daqueles que ainda se julgavam campeões.
Foi o nosso sexto Campeonato Nacional, o que traduz uma inegável supremacia desde que o 'Glorioso' chegou à modalidade.
Para o próximo ano o desafio é grande. Estaremos certamente à altura de o enfrentar, mantendo os princípios que nos levaram a estes títulos, estendendo-os, se possível, também às modalidades que por ora nos escaparam."

Luís Fialho, in O Benfica

O Manto

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Descrédito total

"Olegário Benquerença, depois do que andou a fazer por cá, e sob protecção de Lourenço Pinto, é considerado árbitro de elite da UEFA.
Pedro Proença, que decidiu o último Campeonato com um erro grosseiro (coisa que já fizera em 2008, e tentara em 2005), é considerado árbitro do ano, é nomeado para a Final da 'Champions', e está no Euro (assistido pelo responsável directo por aquele erro).
Bruno Paixão vê-se à beira da despromoção, depois da campanha que lhe foi movida após a derrota do FC Porto em Barcelos. Como diria um conhecido ex-ministro: quem se mete com o FC Porto, leva!
Damir Skomina, esloveno cuja entrada no lote de elite da UEFA foi apadrinhada por Guilherme Aguiar, e que lesou gravemente o Benfica com uma arbitragem habilidosa nos quartos-de-final da 'Champions', em Londres, depois de ter tentado colocar-nos fora da Liga Europa, três anos antes. Já na 1.ª mão da eliminatória com o Chelsea, doze olhos não foram suficientes para ver aquilo que todo o estádio viu: um penálti que podia ter alterado o rumo do jogo. Pelo menos esses (Paolo Tagliavento e a sua trupe), não foram ao Europeu.
Lá, numa prova que, em termos de futebol, vai sendo espectacular, as arbitragens têm sido medíocres.
Saliento penálties perdoados à Alemanha e à Espanha, equipas que Platini não esconde serem as da sua predilecção. E, sobretudo, um golo não atribuído à Ucrânia, com um daqueles inúteis que saltitam pela linha de fundo, a dois metros de distância, de olhos esbugalhados, sem dar a sinalética que se impunha.
Todos estes factos são profundamente inquietantes para quem ama o Futebol. Quero acreditar no que vejo, mas, sinceramente, começa a ser difícil. Em Portugal já sabíamos o que se passava. Também na Europa deixou de haver preocupações em, sequer, dissimular. Com estes fenómenos, com casos de apostas ilegais, com guarda-redes e defesas que umas vezes defendem, noutras fingem fazê-lo, continuar a gostar de Futebol é, cada vez mais, um acto de coragem."

Luís Fialho, in O Benfica

Suspeita

"O ano desportivo terminou bem. Terminou a brilhar. O brilho até foi duplo. E duplamente empolgante. Quem é que disse que Benfica não é suspeita de vitórias? Foram os Campeonatos Nacionais de Futsal e de Hóquei em Patins, ganhos à medida da ambição benfiquista.
Dois triunfos importantes e com grande significância. No Futsal, à custa do arqui-rival Sporting, algo que pesa mais no plano das emoções, até porque o adversário era detentor do ceptro nacional. No Hóquei patinado, finalmente, terminou a longa hegemonia do FC Porto, alicerçada em matéria que acusa muitos vícios antidesportivos, mas que durou uma década.
Se recordarmos o recente triunfo do Basquetebol, paramais garantido no terreno portista, é caso para sublinhar com elevado apreço o trabalho dos colectivos das diferentes modalidades, algo que dignifica o Clube e arrebata os aficionados.
Quem é que disse que o Benfica não é suspeita de vitória? Na próxima temporada, esperam-se novas jornadas brilhantes, mais triunfos, novos troféus. Verdade que o nosso ecletismo não esconde uma realidade, ou seja, é no Futebol que os adeptos mais se revêm e esperam saborear êxitos a trecho imediato.
A época que se avizinha é da maior importância. Reiterada a aposta no comando técnico de Jesus, sem grandes alterações no plantel, ainda que reforçado, há razões para acreditar no sucesso. Importa é recolher os ensinamentos dos dois últimos anos e apertar a vigilância perante um monstro antibenfiquista que, às claras ou no silêncio dos bastidores, tudo fará para obstar à consecução dos nossos propósitos. O resto fica por conta da suspeita da vitória..."

João Malheiro, in O Benfica

Criar rotinas !!!

Era uma vez...



...e assim começa:

Guarda-redes: Artur Moraes, Paulo Lopes e Mika;
Defesas: Luisão, Garay, Miguel Vítor, Jardel e Luisinho;
Médios: Javi García, Bruno César, Nolito, Pablo Aimar, Matic, Witsel, Carlos Martins, Melgarejo, Ola John, Yannick Djaló, Gaitán, Enzo Perez e Yartey;
Avançados: Cardozo, Rodrigo Moreno, Saviola, Hugo Vieira, Rodrigo Mora, Alan Kardec e Michel.

O Maxi e o Nélson têm direito a mais alguns dias de férias...

Haverá saídas, e haverá algumas entradas (as laterais defensivas continuam com poucas opções...), mas para já são estes... Gostei muito da presença do Yartey. Nos próximos dias, a rescisão do David Simão vai dar que falar, pessoalmente, acho que o David não tinha futuro no Benfica...


domingo, 1 de julho de 2012

Fim... e até já !!!


Este Europeu - versão ano Olímpico - acabou em 5 dias, aceito que podem existir vantagens com este novo calendário (para os atletas menos cotados, conseguir mínimos para os Jogos...), mas muito sinceramente não gostei... além da ausência de vários atletas, tivemos outros atletas a meio-gás... e o calendário apertado também não ajudou, dificultando a vida aos atletas especialistas em várias provas... Pessoalmente, acho que do ponto vista competitivo, além dos Jogos, deveria existir os Campeonatos do Mundo de 4 em 4 anos, intercalados com os Jogos, e os Europeus de 2 em 2 anos, nos anos ímpares... mas como é óbvio tudo isto envolve muito dinheiro e as Federações Internacionais, e os patrocinadores, é que mandam...

Para o último dia tinha alguma esperança na prova do Salto em Comprimento. Mas o Marcos Chuva fez uma marca parecida com o salto da qualificação e assim ficou em 7º... falta um mês para os Jogos, tal como vários colegas do Benfica o Marcos teve um Inverno complicado com lesões, sendo assim, daqui a um mês esperamos que o Marcos consiga repetir as marcas do ano passado... um salto por volta do 8,32m (o recorde do Marcos), mais 30cm do que fez hoje, pode ser suficiente para um grande resultado em Londres.

O Rasul Dabó, nos 110m barreiras, melhorou bastante na Meia-final, em relação à qualificação, mas não foi suficiente... agora no próximo fim-de-semana o Rasul terá a última oportunidade para conseguir o mínimo Olímpico, no Estádio Universitário, algo que o companheiro de treino João Almeida conseguiu hoje!!!

As coisas na estafeta também não 'correram' bem!!! A ausência do Arnaldo Abrantes devido ao cansaço (a ausência do Obikwelu já era complicada de gerir), foi logo um mau sinal, a Pista 1 também não ajudou... Na corrida o Ricardo Monteiro até arrancou bem, mas logo na primeira transição, as coisas correram muito mal, até pensei que tivessem falhado a passagem do testemunho!!! Com as desclassificações da Grã-Bretanha e da República Checa ficámos em 6º, mas o tempo podia ter sido melhor... Fica a estreia do Diogo Antunes a este nível... e de positivo fica as exibições do Yazaldes que me pareceu muito rápido, e preparado para Londres!!!

Depois do Bronze, e da Prata, só faltava o Ouro... a Ana Dulce Félix resolveu o 'problema', nos 10000m femininos venceu a prova, com alguma 'facilidade' diga-se!!! Consagrando uma das melhores participações Portuguesas em Europeus com 3 medalhas, e vários finalistas...

PS: Depois dos Juniores, hoje foi a vez dos Juvenis do Benfica, masculinos e femininos se sagrarem Campeões Nacionais de Atletismo... Domínio praticamente absoluto, nesta época até agora só faltou os Seniores femininos, e nos sub-23 também somos favoritos... Toda a secção está de parabéns!!!

sábado, 30 de junho de 2012

Notícias de Helsínquia...


No 4º dia do Europeu não tivemos muitas provas com Benfiquistas em acção.
O Rasul Dabó nos 110m barreiras conseguiu, à justa, a qualificação para as Meias-Finais. O Rasul também teve alguns problemas fisícos nos últimos meses, nesta época não tem conseguido obter as marcas desejadas (o João Almeida atleta do Sporting, que nas últimas épocas a nível nacional perdeu quase sempre para o Rasul, tem hipóteses reais de qualificação para a Final, além de estar muito perto de conseguir os mínimos Olímpicos...), os mínimos para os Jogos Olímpicos para o Rasul, parecem longe, as condições climatéricas em Helsínquia também não ajudam... hoje, qualificou-se com o 'pior' tempo para as Meias, portanto não podemos esperar muito para a prova de amanhã...
Na estafeta dos 4x100m a marca também não foi boa, mas conseguimos a qualificação para a Final. Com 3 Benfiquistas o Ricardo Monteiro, o Arnaldo Abrantes e o Yazaldes Nascimento (o 'não Benfiquista' foi o Dany Gonçalves), sendo que o Yazaldes - fresquinho, com poucas provas nas pernas - no último percurso, 'salvou' a equipa, com uma recuperação espectacular... Na Final, com melhores condições climatéricas, espera-se os mínimos Olímpicos, seria um excelente final para o Europeu!!!

Amanhã temos a Final do Salto em Comprimento, onde um Marcos Chuva ao nível do ano passado, estaria na luta pelas Medalhas!!!

O Gaseificado

"Corre por dentro do Gaseificado uma corrente de ar fétido. E, infelizmente para a Humanidade, o Gaseificado não consegue manter a boca fechada. Todos sabem que as palavras, como outros sons, são feitas de ar. Por isso, as palavras do Gaseificado cheiram mal. É um tolo com excesso de gás a incomodar quem preferia cumprir a vida longe de ódios, de violências gratuitas, de tiradas obscenas. Atrás do Gaseificado, com isqueiros acesos como se estivessem num concerto de Peter, Paul & Mary; os sabujos correm a disfarçar-lhe os odores. Debalde. O Gaseificado está podre por dentro, as suas ventosidades são sujas. Ele ignora-o: ri-se e multiplica-se em parvoeiras como se estivesse são. Essa ignorância toma-se deprimente.
O Gaseificado só ouve o que lhe dizem os sabujos e os sabujos só lhe dizem o que ele quer ouvir. Neste círculo vicioso permanente o tempo corre e o Gaseificado vai soltando cada vez mais ar e cada vez menos paIavras. Isto é, o Gaseificado esvazia-se. Está cada vez mais velho e cada vez mais murcho. Não vale a pena alertá-lo: ele não acredita. Julga-se eterno. Talvez surja alguém com uma piedade infinita que resolva engarrafá-lo...

P.S.:
«Os soldados sentavam-se ao redor da lenha.
Como falar-lhes? De repente eu disse:
camaradas a pátria somos nós. (...)
José quantos almudes lá na tua aldeia?
Na minha aldeia o meu patrão faz mil almudes.
José a pátria somos nós entendes?»
Manuel Alegre, A Praça da Canção.
Ignorante, mal-educado, intelectual de pacotilha que nada sabe sobre a obra dos poetas portugueses, um opinador de meia-tijela teima há anos que titular um livro de «A Pátria Fomos Nós» é uma exibição de fascismo. Enfim, não vale a pena perder tempo com gente que, como dizia Torga, não tem horizontes para além da borda do prato da sopa."

Afonso de Melo, in O Benfica

Portugal na Europa do futebol

"Das quatro selecções que sobreviveram até às meias-finais do Euro 2012, três eram de países latinos (Portugal, Espanha e Itália) e a outra era a inevitável Alemanha. É uma Europa do futebol às avessas de uma Europa política e económica.
De entre estas selecções, três são o espelho de um conceito de futebol praticado nos respectivos campeonatos. De comum entre a selecção alemã, espanhola e italiana está a predominância de futebolistas que jogam nos campeonatos dos respectivos países, o que traz implicações que são bem visíveis em campo. A Mannschaft junta ao rigor e objectividade uma disciplina táctica espartana, mas também extremamente dinâmica. A Azurra joga agora um sucedâneo do ‘catenaccio’, bastante mais atractivo, defendendo com uma segurança e um rigor ímpares e em zonas do terreno bem mais avançadas, o que lhe dá um pendor perigosamente ofensivo. A Roja é uma reinterpretação feliz do célebre ‘tiki-taka’ de Guardiola, sem Messi, mas ainda com Iniesta, Xavi e uma organização exasperante. Resta Portugal, sem cognome, com poucos futebolistas oriundos do campeonato português na selecção e com um conceito de jogo que não espelha, felizmente, o futebol luso. Espelha o trabalho de um treinador, o talento individual de dois ou três futebolistas, os rasgos de inconformismo que vão surgindo e uma grande dose de improvisação (até a união dos futebolistas pareceu improvisada e como forma de responder às críticas).
Assim, os êxitos dos outros são reflexo do conceito que têm do futebol (pensado estruturalmente desde as bases e lutando contra a corrupção). No caso português, os sucessos da selecção – e dos próprios clubes – acontecem apesar da desorganização reinante e dos dirigentes federativos / associativos, ou seja, acontecem apesar do futebol português."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Vencer, festejar... e começar a trabalhar para voltar a vencer!!!

Helsínquia: 3º dia positivo


O 5º lugar do Marco Fortes na Final do Peso no Europeu de Atletismo, com 20,24m, deixa algum amargo na boca! O 3º lugar estava ao alcance do nosso atleta (a 12cm), com o pico de forma de quase todos a apontar para os Jogos Olímpicos, o Marco perdeu, provavelmente, uma oportunidade para fazer um resultado histórico!!!
Assim o Marco repetiu o 5º lugar no Mundial do ano passado... agora espero que no próximo mês consiga 'ganhar' 1 metro !!! Se isso acontecer, teremos o Marco na final Olímpica a lutar por uma excelente posição... É óbvio que o meu elevado grau de exigência nesta analise, deve-se aos excelentes resultados que o Marco obteve no último ano... Friamente, admito que um 5º lugar no Lançamento do Peso, num Europeu, é um excelente resultado...

O Marcos Chuva resolveu assustar o 'pessoal', tal como o Marco Fortes na qualificação do Peso, o Marcos Chuva só garantiu a passagem à Final do Salto em Comprimento no 3º e último salto, fazendo a sua melhor marca do ano com 7,96m... provando a sua subida de forma, após uma época condicionada por uma lesão chata... na Final só o Alemão Bayer parece difícil de bater, todos os outros estão a um nível idêntico, portanto está tudo em aberto, um salto nos 8,20m pode dar uma medalha, algo que está ao alcance do Marcos...

Depois da excelente participação do Arnaldo Abrantes nos 100m, esperava marcas melhores do Arnaldo nos 200m. Na primeira ronda o tempo, não foi o melhor (o 2º pior a passar às Meias!!!), e assim nas Meias-Finais o Arnaldo ficou com a pista número 1, algo que normalmente é fatal, e neste Estádio em particular, é ainda pior!!! Com um ângulo da curva diferente do normal, ao sair da pista 1, era impossível melhorar o tempo... O Arnaldo ainda é jovem, já tem muita experiência a este nível, mas ainda tem vários anos de competição pela frente... agora não podemos ignorar que o Arnaldo está a fazer tempos nos 200m muito longe das suas melhores marcas, é preciso encontrar a receita para que o Arnaldo volte a ameaçar os 20 segundos 'baixos'...

No 3º dia, a comitiva Portuguesa conseguiu a 2º medalha, desta vez foi a Patrícia Mamona, no Triplo-Salto, com a Prata e o recorde nacional... Parabéns Patrícia..

Troféus

"Encerrando uma temporada ímpar de êxitos nas modalidades, o Benfica conquistou o título de Campeão Nacional de Futsal. Aliás, enquanto escrevia esta crónica, fiquei a saber pelo site do Benfica que esta época foi a mais vitoriosa de sempre nas modalidades, somando os títulos de Hóquei em Patins, Basquetebol e Futsal aos nacionais masculinos de Atletismo em pista coberta e ao ar livre. E se no Basquetebol o Benfica somou o título de Campeão ao de vencedor do Troféu António Pratas, no Futsal acrescentou ao Campeonato a Taça e a Supertaça, num pleno da modalidade. E no Hóquei em Patins adicionou ao título de Campeão a vitória na Taça Intercontinental.
E mais. No Basquetebol, o Benfica sagrou-se Campeão não apenas em seniores, mas também nas categorias Sub-20, Sub-18 e Sub-16, enquanto no Atletismo as equipas masculinas e femininas juniores conquistaram os respectivos títulos nacionais.
Mas como nem sempre vence o melhor, o Voleibol do Benfica, que conquistara com toda a justiça a Supertaça e a Taça de Portugal, perdeu o campeonato num play-off à melhor de três jogos, depois de ter vencido a Fase Regular com superioridade total. E como um azar nunca vem só, o Hóquei em Patins do Benfica, duas semanas após sagrar-se Campeão, perdeu a Taça de Portugal para o 4.º classificado do Campeonato.
Os nossos adversários mais directos primaram pelo mau perder. Como se não bastassem os actos de violência e de chantagem um e outro - o que come tudo e o que apanha as migalhas - saíram-se com acusações de favorecimento do Benfica pelas arbitragens. O que lhes vale é que em Portugal a falta de vergonha não paga impostos e que a trafulhice raramente dá cadeira."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Mais um!...

"1. Cada semana é um grande título. Depois do Basquetebol, do Atletismo e do Hóquei em Patins, agora foi a vez do Futsal festejar mais um título nacional, o sexto em dez anos! Foi uma grande finalíssima no nosso Pavilhão, com muita emoção, muito sofrimento, mais um prolongamento mas, no final, uma vitória saborosíssima. O nosso Futsal já havia ganho a Supertaça e a Taça de Portugal, mas este é o título principal, o que verdadeiramente conta.
Quando se trabalha bem e se investe nas modalidades, os resultados acabam por surgir. No ano passado, perdemos por muito pouco uma série delas e ganhámos o Atletismo... que não se esperava. Este ano, começamos por perder de forma inacreditável o campeonato que parecia mais acessível - o de Voleibol (precisa de ir à bruxa...) - e, depois, enquanto o atletismo ganhou com mais facilidade que a esperada, os triunfos no Basquetebol (5.º jogo no Porto), no Hóquei (5-5 com o FC Porto e triunfo em Almeirim que nunca mais se consumava) e no Futsal (grandes penalidades no 4.º jogo e prolongamento no 5.º, com o Sporting) foram sofridos até ao último segundo. Mas assim, até souberam melhor!

2. Excelente reportagem da Benfica TV no festivo final do Campeonato de Futsal. Eu, se estivesse do outro lado, sentiria uma grande inveja. E imagino o que sentirão responsáveis e praticantes das várias modalidades ao verem a Benfica TV sempre presente a acompanhar as nossas equipas e a entrevistar os nossos atletas...

3. O nosso Hóquei não conseguiu a 'dobradinha'. Paciência. Ganhámos o principal. Só não gostei é do equipamento alternativo, para mais uma final. Benfica é vermelho e branco!
No fim-de-semana, também tivemos os Juniores do Atletismo campeões masculinos (3.º ano consecutivo e sete nos últimos nove) e femininos (4.º ano de seguida). É o início do caminho para o pleno nos títulos dos escalões jovens.

4. Está a perder qualidades. Nitidamente. Algo de estranho se passa. O presidente do FC Porto esteve na apresentação de um livro sobre o seu clube e não falou sobre o Benfica. Surpreendente!...

5. A terminar: parabéns Selecção!
Confesso: não acreditava nesta equipa. Felizmente, enganei-me. Qualquer que tenha sido o resultado com a Espanha (escrevo antes) a equipa (e Paulo Bento - que diferença para o seleccionador anterior...) está de parabéns."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Campeão voltou

"Com a conquista do título de futsal, o Benfica consegue nas suas modalidades aquela que é a melhor época desportiva dos últimos 20 anos. Basquetebol e hóquei em patins, conquistados ao FC Porto, e atletismo e futsal, ganhos em luta com o Sporting, fizeram um ano muito bom para o Benfica.
O amargo de boca - causado pelo Voleibol... perdido no último set, do último jogo, pela diferença mínima - foi compensado pela vitória de todos os campeonatos que se seguiram. Mesmo no voleibol,  a derrota ingrata vinha no seguimento da conquista de Supertaça e Taça de Portugal, o que ameniza a frustração da secção.
O ADN de vitórias, de que se fala tanto no Benfica, tem que ser uma realidade. Pavilhões ao rubro puderam este ano cantar «o campeão voltou». Para quem, como eu, se bate pela tradição ecléctica e vencedora do Benfica, este foi um ano de excelência. O que falta? Falta ganhar tudo o que ainda não se ganhou, nas modalidades e no futebol.
No Benfica não há lugar para o contentamento duradouro com as conquistas, mas deve haver a preocupação permanente com as derrotas. Só assim estaremos mais perto de ganhar sempre ou quase sempre, de ganhar tudo ou quase tudo. Segunda-feira regressa o futebol ao trabalho e espero que Jorge Jesus concorde comigo nesta ambição total e permanente de vitória.
Acabou um Europeu com uma prestação muito boa da nossa Selecção. Parabéns a Paulo Bento e todos os seus jogadores. Até na derrota tiveram classe, facto que nem sempre aconteceu na história recente das nossas derrotas. Saber perder também honra um país aos olhos do mundo. Portugal deve ter orgulho em ter sido das quatro melhores selecções da Europa.
Alguém deve ter dito ao Bruno Alves que aquela trave era do Benfica, durante toda a carreira do central que o vi acertar assim em tudo o que era benfiquista."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ficou-se o Real Madrid B pela meia-final

"A imprensa nacional descobriu com estupor e indignação que no estrangeiro - e apenas no estrangeiro - há compadrios no que respeita à nomeação dos árbitros...

O que é bom nestas coisas dos Europeus e dos Mundiais é que acabamos sempre por conhecer melhor, mais profundamente, muita gente que só conhecíamos de vista. Refiro-me a jogadores de futebol, evidentemente.
Por exemplo, o croata Luka Modric, um médio excepcional. Vendo-o jogar por três vezes e desconhecendo ainda o noticiado interesse de Ferguson em Aimar - compreendo-o perfeitamente, sir Alex... - logo lhe achei qualidades para substituir pablito no Benfica.
Modric encaixava mesmo bem no Benfica, pensei.
E é também uma das coisas boas destas grandes competições internacionais darem-nos, por breves instantes que seja, a ilusão de que, um dia, alguns daqueles artistas poderiam aterrar nos nossos clubes.
Sendo do Benfica, admito que fui bem habituada a essas situações: vi a nossa selecção jogar durante anos e anos com uma maioria de jogadores do Benfica. E jogadores mesmo do Benfica. Não se tratavam de jogadores formados no Benfica e exportados ainda de tenra idade para lá da fronteira.
Vi depois, quando a legislação passou a permitir e a alargar o número de estrangeiros nas equipas nacionais, o Benfica jogar com duplas de centrais do Brasil - Mozer e Aldair, Mozer e Ricardo Gomes - e vi o Benfica jogar com os melhores jogadores suecos do seu tempo - Schwarz, Thern, Magnusson.
Nada me impede, portanto de achar estas coisas possíveis e de me deleitar pensando em como Luka Modric, que joga no Tottenham, encaixaria na perfeição no Benfica.
Mas rapidamente uma pessoa cai num caldeirão de realidade.
«Modric encaixa perfeitamente no Real Madrid», disse, no princípio desta semana, um outro internacional croata, já retirado há uns bons anos, chamado Davor Suker. «Modric é um médio de muita qualidade, tem um grande talento e no jogo contra a Espanha mostrou que encaixa no Real», reforçou Suker e sua opinião.
Pronto. Já percebi que nunca vai encaixar no Benfica.

PIRLO também encaixava muito bem no Benfica. Tem 33 anos, isto é, a idade justa para substituir Aima, se Aimar foi para o Manchester United, como dizem os jornais, ou se regressar à Argentina. Devo confessar que durante alguns anos embirrei com Andrea Pilro por via da simpatia que tive e tenho e terei por Rui Costa.
Provavelmente, os dois até são bons amigos, jogaram juntos no AC Milan. Mas quando jogava Pilro muitas vezes era Rui Costa quem se sentava no banco de suplentes e, só por esta pequena razão, ganhei uma ligeira antipatia ao jogador italiano.
Na verdade, nem o conhecia. Apenas de vista, o que é manifestamente pouco para formar opinões.
Conheci, finalmente, Pilro no domingo à noite por ocasião do Inglaterra-Itália. E fiz as pazes com Pirlo assim que o vi virar psicologicamente a favor da Itália a cena do desempate por grandes penalidades, que começou tão bem para a Inglaterra. Foi de campeão. O descaramento com que cobrou o pontapé que lhe coube, depois do falhanço de um colega. Montolivo, é digno de um mestre da agitação e propaganda.
A bola lá fez o efeito subtil que Andrea Pilro lhe quis dar e Joe Hart viu-a passar por cima do seu corpo estirado, mas não chegou lá. Pirlo, sabendo que a Itália estava em desvantagem, apostou tudo num gesto artístico-terrorista que deixou os ingleses em estado de choque, sem capacidade de reacção.
Depois, Ashley Young, ainda a tremer pelo que viu fazer ao italiano, encaminhou-se para a bola, olhou para a baliza onde estava Buffon e, sem saber se devia imitar Pirlo ou se devia, simplesmente, chutar com força e de olhos fechados, optou por chutar com força e de olhos fechados e atirou por cima.
A Itália acabou por ganhar nas grandes penalidades e não foi por acaso. Ouçamos Pirlo: «Era mais fácil marcar fazendo cair o guarda-redes. Quis também colocar um pouco de pressão sobre os Ingleses», disse.
Um «pouco» de pressão?
Pirlo pode ser exagerado a marcar penalties mas não é nada exagerado com as palavras. Encaixava perfeitamente no Benfica.

O presidente do FC Porto foi a Varsóvia assistir ao jogo de Portugal com a República Checa, elegeu João Moutinho como «a grande estrela destes quatro jogos» e afiançou que «não lhe passa pela cabeça» ver Moutinho sair do FC Porto no fim do Europeu.
Há dirigentes assim, que se podem dar a estes luxos intelectuais e financeiros: começam por fazer crescer o valor da mercadoria e depois dizem que não está à venda.
Moutinho é, sem dúvida, um excelente jogador e se está bem e feliz no FC Porto, deixá-lo estar. O dinheiro também não faz falta ao FC Porto.
No entanto, seria muito bom para o Sporting que Pinto da Costa vendesse rapidamente João Moutinho enquanto o jogador está em alta numa grande competição internacional. De acordo com o que foi noticiado, quando o Sporting vendeu Moutinho ao FC Porto, ficou resguardado um benefício hipotético para Alvalade no caso de o FC Porto vir, um dia a vender, o jogador a um terceiro clube.
E quem sabe se com a venda de Moutinho, agora, não faria o Sporting melhor negócio, indirectamente, do que fez com a venda de João Pereira, antes do Europeu, directamente para o Valência?
É esta a realidade: para fazer render os seus jogadores, o Sporting fica sempre melhor se contar com a colaboração do presidente do FC Porto. É que é logo outro encaixe.

UM jogador que encaixa muito bem no Benfica - e que já lá está - é, precisamente, Javí Garcia que ficou fora das escolhas de Vicente del Bosque, embora tenha jogado um bocadinho no último amigável de Espanha antes de partida para o Leste europeu.
Portanto com Javí Garcia não se dá aquele fenómeno singular e sazonal de imaginar como seria se jogasse no Benfica. Já joga, felizmente.
Tudo isto para dizer que, até ao momento, as piores notícias do defeso e do mercado de Verão são as que, a espaços, nos vão sugerindo, melhor, ameaçando, que há clubes interessados no médio espanhol e que o negócio se pode vir a fazer, acima ou abaixo da cláusula de rescisão, dependendo de vários factores.
É que Javí Garcia encaixa no Benfica na perfeição. Parece nascido e criado naquele prédio velho da Rua Jardim do Regedor que durante décadas foi a sede do Benfica no coração de Lisboa.
Como jogador de bola não há nada a apontar-lhe. Como adepto do Benfica está entre os melhores e os mais qualificados, ainda que seja uma sinergia recente mas sempre em polvorosa.
Javí Garcia está de férias, muito merecidas, e através das redes sociais tem vindo a festejar a conquista dos títulos de futsal, de hóquei em patins e de basquetebol e até já pediu desculpa aos benfiquistas por ter usado uma toalha de praia com um lagarto estampado...
Era tão bom que não o desencaixassem do Benfica.

NA segunda-feira, a UEFA nomeou o turco Cuneyt Çakir para dirigir o Portugal - Espanha e na terça-feira toda a imprensa fez grande alarido com a decisão da UEFA, obviamente para nos tramar. É garantido que o árbitro, sendo turco, vem mesmo a calhar para as pretensões dos dois homens que mandam na arbitragem europeia, o espanhol Angel Vilar e um outro turco, um tal Senes Erzik, duas raposas velhas do Comité Executivo da UEFA onde ambos ocupam cadeiras - lado a lado - há mais de vinte anos.
Enfim, são todos muito amigos e venerandos dos desejos de uns e de outros. É o que se depreende.
Conclusão: já fomos. O jogo ainda não tinha coemçado e o nosso fado já tinha sido traçado. Bandidos!
Bandidos do estrangeiro, esclareça-se, porque no nosso país não há coisas destas e se houvesse teríamos uma imprensa independente, frontal, corajosa e ágil no raciocínio para desmontar semelhantes tramoias perante o grande público.
Só em Portugal é que, de facto, nunca há nomeações polémicas de árbitros, nem dirigentes mal-intencionados, nem compadrios que mereçam ser desvendados, nem árbitros sugestionáveis, nem jogos de poder, nem outras malandrices.
Pelo menos é o que parece porque nunca foi vista tanta indignação da imprensa com a nomeação de um árbitro dos nossos para os jogos dos nossos.
Ainda bem. É sinal que é tudo boa gente.

ISTO da Selecção faz descambar para a breguice até as pessoas mais insuspeitas.

O árbitro turco, afinal, foi impecável. Fez o seu trabalhinho como devia ser. A Selecção portuguesa também esteve bem sobretudo se, olhando para todos os jogadores em campo, a considerarmos como uma espécie de Real Madrid B. Com Ronaldo, Coentrão e Pepe sempre em grande e os companheiros, nuns patamares abaixo, a acompanhar bem os melhores jogadores da equipa. Nas grandes penalidades é que a coisa não correu bem. Mas foi uma bonita aventura."

Leonor Pinhão, in A Bola

Em Helsínquia...


...no 2º dia do Europeu de Atletismo, tivemos uma presença discreta dos Benfiquistas:
- O Marcos Caldeira, não conseguiu qualificar-se para a Final do Triplo-Salto, algo que já era esperado, já que o Marcos acabou por ser repescado para esta competição, depois de não ter conseguido os Minímos. Os dois nulos acabaram por impedir uma marca de registo... mesmo assim a estreia de mais este jovem numa competição deste nível, acaba por ser importante... numa prova onde deveria ter estado o Nélson Évora!!!
- O Jorge Paula voltou a melhorar a sua melhor marca do ano, mas não foi suficiente para chegar à Final dos 400m barreiras. Num ano 'normal', sem lesões, a Final estaria ao alcance do Jorge, sendo assim ficou pelas Meias, mas a evidente melhoria nas últimas semanas é um excelente indicador para os Jogos Olímpicos...

O dia ficou marcado para as cores de Portugal, pela excelente medalha de Bronze da Sara Moreira nos 5000m, repetindo o resultado do último Europeu...

Amanhã temos mais...

Esta vitória valeu mais que 5 títulos europeus

"Nunca joguei com tanta gente a assistir longe do nosso Pavilhão. Nem no Liceo da Corunha nem no Barcelona.
Tenho plena noção de que já ganhei muito, mas nunca com esta sensação... estranha.
'O que queremos é o Campeonato. A Liga Europeia é apenas um prémio extra!'. Sempre foi esta a mensagem que os adeptos me passaram ao longo da época. Ao marcar o quarto golo, na última jornada, não me consegui conter e a emoção levou-me às lágrimas. Nunca tal me acontecera.
Pela emoção que senti, este foi o título mais importante que conquistei na minha carreira. Ver a felecidade dos benfiquistas em Almeirim emocionou-me e fez-me ver que queriam dizer.
Ganhar pelo Benfica é inigualável. Ganhei 5 Taças dos Campeões Europeus (4 com o 'Barça' e uma com o Liceo)... Nenhuma me fez sentir semelhante paixão à que me passaram os benfiquistas.
Mas esta equipa quer mais. Acreditem em nós!
..."

Carlos López, in O Benfica

Pude celebrar na presença do meu pai

"...
Já tinha jogado em Portugal e conhecia a dimensão do Benfica por fora, mas agora, dois anos após o início deste desafio, as coisas ficam ainda mais claras para mim. Ser Campeão pelo Clube é uma experiência espectacular, pelo ambiente que se viveu toda a época, em especial nos dois úlitmos jogos.
Sentimos uma onda positiva em redor da equipa. As 'Casas' nunca deixaram de nos sentíssemos sós. É um orgulho integrar a equipa que devolveu o título de Hóquei em Patins, modalidade que há muito merecia ganhar. Felizmente aconteceu este ano e com total mérito e honestidade de toda a nossa equipa.
Os benfiquistas esperavam muito por isto e foi maravilhoso alcança-lo após 14 anos.
Em Almeirim, além dos adeptos, senti de forma particular as celebrações pela presença do meu pai, que veio de propósito do Brasil ver este jogo. Festejar com a sua presença foi maravilhoso.
Este Clube é enorme a todos os níveis. Tem adeptos loucos de paixão, presentes em todas as competições em que entra uma equipa com a camisola do Benfica. Para todos nós é uma honta envergá-la!"

Cacau, in O Benfica

Doces memórias

"Ramalhete, Fernando Pereira, José Carlos, Picas e Piruças. Eram estes, já sem António Livramento (então no Sporting), os nomes constituintes do cinco-base do Benfica que, em finais da década de setenta, me cativou para o Hóquei em Patins. Foram eles que, juntamente com José Virgílio, José Leste (recentemente falecido) e Casemiro, conquistaram um Tri-campeonato entre 1979 e 1981, cinco Taças de Portugal consecutivas (de 1978 a 1982), e alcançaram a final da Taça dos Campeões Europeus em 1980, na qual saíram derrotados pelo poderosísimo Barcelona de Trullols, Vila-Puig, Torner, Centrell e Pauls (2-5 no Palau Blau Grana, e uns decepcionantes 4-8 na segunda-mão da Luz). Em 1981, recordo-me de vencerem em Alvalade, por 3-9, no jogo do título, contra um Sporting muito forte, então com os internacionais Sobrinho e Chana na sua plenitude. Lembro-me também de várias vitórias nas Antas, e de grandes goleadas, que na altura eram comuns, e que, para além de Chalana, Bento, Nené ou Humberto Coelho, também me ensinaram a ser benfiquistas.
Fora de Lisboa, era pela rádio que tudo isto me chegava. Naquele tempo, o Hóquei em Patins - fruto dos títulos europeus e mundiais da nossa Selecção - tinha um estatuto substancialmente superior ao das restantes modalidades. Havia o Futebol, depois o Hóquei em Patins, e depois todas as outras. E o destaque radiofónico (as transmissões televisivas de eventos desportivos eram raras) acompanhava essa hierarquia.
Uns anos mais tarde, já com TV, lembro-me também da equipa de José Carlos, Vítor Fortunado, Paulo Almeida, Luís Ferreira e Rui Lopes. Com ela ganhámos cinco campeonatos, duas Taças e três Supertaças. Chegámos novamente à final da principal prova europeia de clubes. Apanhámos novamente pela frente um adversário muito forte: o então dominador Igualada. Esse troféu permanece adiado.

Longa noite
Os tempos mudaram. O Hóquei em Patins foi perdendo popularidade, essencialmente pela forma como os poderes federativos o foram tratando. Com objectivos bem claros, instalou-se uma ardilosa teia de interesses, que, por várias vias, catapultou o FC Porto para uma hegemonia total e absoluta. Da nossa parte, houve também algum adormecimento. Os anos foram passando, e o desfecho final repetia-se de forma invariavelmente angustiante. Alguns, mais impacientes, chegaram inclusivamente a defender a extinção da Secção - o que seria um acto quase criminoso, num Clube que é o mais antigo praticante da modalidade em todo o Mundo. Outros foram aguardando com tenacidade, sabendo que, um dia, o sol voltaria a brilhar.

Ponto de viragem
A contratação de Luís Sénica, e de alguns dos mais brilhantes e experientes jogadores do panorama nacional e internacional, paralelamente ao lançamento de jovens promessas como Diogo Rafael e João Rodrigues, foi o momento de viragem nesta história que se estava a tornar aborrecida. Há dois anos, pingou a Taça de Portugal e uma meia-final europeia.
Na época passada, a Taça CERS, a Supertaça e um promissor segundo lugar no Campeonato com o mesmo número de pontos do primeiro classificado.
Esta temporada começou com a conquista da Taça Intercontinental. Agora, finalmente, o tão ansiado e merecido título nacional (ao qual ainda podemos juntar a Taça de Portugal). Foi o 22.º mas, seguramente, o mais saboroso de todos.
Para quem gosta de Hóquei em Patins, a vitória de Almeirim não foi apenas uma vitória do Benfica. Foi também um triunfo da própria modalidade, contra aqueles que tanto dano lhe causaram no passado recente. Foi uma vitória do trabalho, da dedicação e da competência. Foi uma vitória 'à Benfica', numa temporada que ameaça vir a ser uma das melhores de sempre do ecletismo 'encarnado'.
Este foi também o título que faltava ao presidente Luís Filipe Vieira. Com ele ao leme, havíamos já sido Campeões de Futebol (em 2005 e 2010), de Basquetebol (em 2009, 2010 e 2012), de Andebol (em 2008), de Voleibol (em 2005), de Futsal (em 2005, 2007, 2008 e 2009), de Atletismo (2011 e 2012), e de Judo (2010), para referir apenas as modalidades mais representativas, e os escalões seniores.
Pela aposta que sempre fez no ecletismo, também ele está de parabéns por este precioso título."

Luís Fialho, in O Benfica