Últimas indefectivações
terça-feira, 5 de junho de 2012
Mais do que um título
"Existem vários locais para nos podermos sagrar Campeões Nacionais de Basquetebol. E nossa casa, como em 2009/10. No pavilhão de um adversário normal, como aconteceu em 2088/09 (na altura, em Ovar). Ou... numa selva, como foi agora o caso. Após um jogo muito emotivo, em que o Benfica esteve quase sempre por cima, os comandados de Carlos Lisboa saíram do Porto ameaçados, insultados, agredidos, mas com o trófeu bem seguro nas suas mãos. E, para além dos inegáveis méritos desportivos da vitória, há que louvar a coragem (mental e física) que demonstraram, sem a qual não seria pos´sível superar o clima de intimidação que ali foi montado, e a qual deve servir de exemplo para todas as equipas do Benfica que ali se desloquem.
Uma vitória especial
Todos os títulos são bem-vindos, mas este, pelas circunstâncias em que foi obtido, vale bastante mais do que uma simples assinatura (pela 23.ª vez) no palmarés da prova. Mais do que a conquista desportiva, aquela foi também uma vitória da dignidade sobre o ódio, sobre a violência, sobre a corrupção, e também sobre o medo.
Poderia ter sido um triunfo normal, da melhor equipa, numa Final rijamente disputada, caso não estivesse do outro lado um clube que não sabe ganhar (como tantas vezes temos visto), nem sabe perder (como agora, uma vez mais, demonstrou). O que se viu após o jogo, revela a natureza dos respectivos protagonistas, à cabeça dos quais aquele que se sentava ao centro da tribuna presidencial, que inspirou e abençoou os desacatos que impediram o Benfica de receber a taça condignamente, e que depois, da cabeça perdida, ainda teve o atrevimento de descarregar a sua frustração nas suas forças policiais - talvez por elas, desta vez, terem cumprido o seu dever, impedindo o linchamento dos Campeões Nacionais.
Obviamente ninguém lhes pedia para ficar a assistir à festa dos jogadores 'encarnados', e o mais natural era abandonarem o pavilhão (coisa que eu faria, se acontecesse na Luz). Mas ali joga-se outro Campeonato. Joga-se o Campeonato dos complexos de inferioridade provinciana, que nenhum resultado, nem positivo, nem negativo, consegue apagar das mentes. Na hora da derrota, não é pois tristeza ou desânimo que ali se vive. É ódio, é raiva, é fúria, e são todos os sentimentos que a pequenez consegue despertar, e que nem com vitórias se dissipam.
O Benfica não pôde receber o trófeu no campo. É para o lado que dormimos melhor. Houve festa no balneário, e na chegada a Lisboa, onde os jogadores foram recebidos como hérois.
Em toda a temporada, nas várias competições, disputaram-se nove clássicos entre Benfica e FC Porto, dos quais a nossa equipa venceu seis. Naquele mesmo local, jogámos quatro vezes e vencemos três. Nestas Finais, dominámos largamente a maioria dos jogos, e mostrámos largamente a maioria dos jogos, e mostrámos que éramos a melhor equipa, mesmo que atingida por lesões graves de jogadores influentes.
Superioridade clara
Nos últimos quatro anos, o Benfica foi Campeão três vezes, o que traduz uma supremacia que começa a fazer lembrar a das décadas de oitenta e noventa, quando, com Lisboa em campo, conquistámos 29 trófeus oficiais em quinze anos. Agora é ele o técnico, e a avaliar por esta vitória, o seu 'toque de Midas' continua a fazer efeitos no Basquetebol luso.
O triunfo agora obtido, para além da grande alegria que nos deu, e da importância desportiva, institucional e cívica que atrás ficou expressa, significa ainda um valente pontapé num certo sentimento de fatalidade que começava a apoderar-se da Família Benfiquista. Ultimamente, muitas foram as ocasiões em que os 'encarnados' viram a sorte fugir-lhe nos principais momentos de decisão, quer nas restantes modalidades. Desta vez, sob grande pressão, num ambiente de terror, e com a desvantagem psicológica de ter perdido em casa, o Benfica foi... Benfica, arregaçou as mangas, ergueu a alma, e trouxe o caneco para a Luz.
Por tudo isso, esta vitória não termina aqui. Doravante, o exemplo dado por estes homens guiará cada atleta que àquele local se deslocar com uma camisola do Benfica vestida. Mais do que um título, é esse exemplo de coragem e de Benfiquismo que temos de agradecer aos nossos grandes Campeões.
Cheira bem, cheira a Lisboa! (positivo)
Era assim que cantavam os adeptos no velhinho pavilhão da Luz, quando Carlos Lisboa, com os seus triplos, cilindrava os adversários portugueses e europeus.
Agora, como técnico, viveu mais um grande momento, ao trazer para a Luz um Campeonato conquistado em circunstâncias particularmente difícieis, e para o qual a mística que soube transmitir aos atletas se revelou fundamental. Imquestionavelmente, o maior nome do Basquetebol português
Mau perder (negativo)
Infelizmente, os acontecimentos que se seguiram à Final de Basquetebol não surpreenderam ninguém. O crónico mau perder portista está personificado nas imagens do seu presidente a discutir com a Policia, responsabilizando-a, quiça. pela perda de um título com o qual já contava. Depois, seguiu-se um comunicado vergonhoso, que demonstra o desespero ali reinante.
Há muito a fazer no Desporto português para que um dia vencedores possam comemorar os títulos tranquilamente. Mas enquanto a impunidade sancionar as piores práticas, será difícil termos esperanças nesse futuro.
(...)"
Luís Fialho, in O Benfica
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Roubos e burros
" “Um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia”.
Luís Filipe Vieira tem razão. Até a poesia (será de Régio?) declamada por um ladrão pode constituir um roubo. Há ladrões que roubam beleza ao... belo. Dizer poesia sem jeito para a função é roubar. É apanágio de ladrão.
“Um fugitivo da Justiça não deixa de o ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado”.
Luís Filipe Vieira tem razão. Um fugitivo é um crápula, é alguém que não assume, que não se assume. Pior ainda, é que existam cúmplices (serão azuis?) de actos sentenciáveis e publicamente escandalosos.
“Têm a lata de falar de verdade desportiva quando o seu sucesso foi construído com base na maior mentira do Desporto português”.
Luís Filipe Vieira tem razão. Durante mais de meio século, a competição tem estado sempre inquinada. Processos mirabolantes (serão a Norte?) adulteraram a lisura, a transparência, a verdade.
“Burros são os que acreditam que isto nunca vai mudar, burros são os que acreditam que a impunidade vai durar para sempre”.
Luís Filipe Vieira tem razão. Procedimentos conhecidos (será o Apito Dourado?) não podem deixar, doravante, de ter o tratamento adequado, justo, implacável.
“Alguns muros já caíram, mas não vou descansar enquanto houver árbitros, delegados e dirigentes que tenham medo, que se sintam condicionados por ameaças e represálias”.
Luís Filipe Vieira tem razão. Existe uma atmosfera de receio, até de pavor (será o Sistema?) que tudo condiciona, adultera, mascara.
Luís Filipe Vieira tem razão. Os benfiquistas têm razão. O que é preciso? Que o maior Clube português seja o melhor no combate, firme e decidido, à imundice que vem caracterizando a bola nacional."
João Malheiro, in O Benfica
Hugo Vieira
Hugo Vieira confirmado no Benfica... Admito, que fiquei surpreendido quando a contratação foi anunciada - até porque dias antes tinha sido dado como certo nos Lagartos -, mas acho que é uma decisão acertada. No jogo para o Campeonato na Luz com o Gil, gostei bastante da actuação do Hugo, sozinho na frente, deu muito trabalho aos defesas do Benfica, apesar de não ser um gigante, sabe usar o corpo para proteger a bola, algo que nenhum dos actuais avançados do Benfica sabe fazer!!! Pode jogar em qualquer posição no ataque, não sendo um extremo puro, pode jogar nas faixas, sendo que é no meio que se sente mais à vontade... Não tem medo do drible, e sabe finalizar em contra-ataque... Depois do que o vi fazer na II Liga, esperava que este ano na 1ª, marcasse mais golos... Não será uma primeira opção - quase de certeza -, mas poderá ser uma excelente opção de banco, devido à polivalência... Bem mentalizado, para o seu papel no Benfica, pode inclusive chegar à Selecção - devido à óbvia falta de talento nacional no ataque...
O seu declarado Benfiquismo é honesto, e isso poderá lhe ser favorável - mas não deve repetir os erros de outros, por exemplo do Amorim!!!
Ser dirigente do Benfica, é sinonimo de criticas constantes, se contrata estrangeiros, é porque não são portugueses, se são portugueses é porque não tem qualidade para o Benfica...!!! O Hugo Vieira tem potencial, e merece a oportunidade... As suas declarações de hoje, onde reafirma o seu Benfiquismo incondicional - hoje e para sempre... -, é mais um excelente sinal...
Desejo-lhe toda a sorte do mundo.
domingo, 3 de junho de 2012
Sofrido
Benfica 2 - 1 Leões de Porto Salvo
Após muito suor e muito sofrimento estamos na Final... O jogo hoje foi mais lento - era de esperar -, o Benfica acabou por ter alguma sorte, os adversários tiveram as melhores oportunidades, apesar do domínio territorial o Benfica ia tendo desoncentrações defensivas, mas com alguma sorte, com a Marcão em bom plano e alguma aselhice alheia, conseguimos manter a baliza fechada... Com a 'rotação' curta, fomos obrigados a recorrer a jogadores que não estão a 100% - Marinho e Diego Sol -, a aposta no César e no Joel em simultâneo em campo, provou-se ser muito arriscada... Foi já na segunda metade, da 2ª parte - quando já se notava alguma descrença após muitas oportunidades falhadas -, que o Bruno Coelho descobriu o caminho para o golo, pouco depois, num ataque rápido, fizemos o segundo... depois a defender contra o 'guarda-redes avançado' nos últimos minutos, tivemos muitas dificuldades... o Porto Salvo reduziu para 2-1 rapidamente, e só não chegou ao empate porque o discernimento já não era o melhor!!!
A arbitragem hoje, voltou a ser muito má... a diferença é que os erros foram distribuídos - durante grande parte do jogo -, já que os árbitros revolveram simplesmente não marcar nada!!! Mas quando o Benfica ficou em vantagem, começaram marcar tudo!!! Se ontem vimos uma expulsão absurda, e vimos um guarda-redes a defender um penalty dando um salto de metros para a frente, antes da bola partir... hoje, ainda tivemos 'carrinhos' frontais, e um critério disciplinar ridículo... Posso estar enganado, mas creio que nestes 3 jogos com o Porto Salvo, o Benfica não beneficiou de um único livre de 10 metros (a minha dúvida está na 1ª parte, no 1º jogo)!!!
Esta vitória deveu-se quase exclusivamente à capacidade de sofrimento dos jogadores, que em condições muito adversas com muita pressão conseguiram dar a volta à eliminatória... mas para a Final, com os Lagartos, tudo será ainda mais difícil. Começando com a arbitragem. O Benfica tem melhor equipa, mas neste momento não me parece estar num momento extraordinário de forma, e nós sabemos que para o Benfica ganhar, ser melhor não chega, tem que ser muito melhor... A concentração defensiva tem que aumentar...
PS1: É comum nos recintos em Portugal, principalmente quando o Benfica joga, vermos adversários (normalmente guarda-redes) a simularem lesões constantemente. Para pararem o jogo. Funcionam quase como descontos de tempo. Dão para descansar as pernas aos jogadores com mais minutos. Tudo isto com a complacência dos árbitros. Não gosto. Detesto. Irrita-me. Por isso, além de criticar o Porto Salvo por o ter feito nos jogos todos, e hoje em particular, também critico o Marcão quando a 17 segundos do fim, vez a mesma coisa...!!!
PS2: Tenho que dar os Parabéns ao Bruno Coelho, que hoje teve a felicidade de abrir, aquilo que parecia amaldiçoado!!! O Bruno é um daqueles sortudos, que tal como nós: sofre, grita, celebra, e irrita-se nas bancadas da Luz, desde do dia que nasceu, mas que o destino lhe deu a oportunidade de vestir o Manto Sagrado!!! Começou a época com poucos minutos, mas tem demonstrado muita evolução, é claramente um jogador para o futuro...
PS3: Estou curioso para saber o castigo do Ricardinho. Se houvesse vergonha na cara, o CD tinha é que pedir desculpa ao Benfica pela decisão absurda do árbitro, mas o mais natural é o Ricardinho ser castigado em 2 jogos e falhar assim o 1.º jogo da Final... Os Lagartos no CD dificilmente vão deixar fugir esta oportunidade...!!!
PS4: Não posso deixar de destacar, a falta de destaque, que os principais sites desportivos, dedicaram a esta vitória do Benfica, principalmente sabendo que em caso de derrota, seria a principal notícia do dia!!!
PS5: Os nossos jovens Basquetebolistas de Sub-18 sagraram-se hoje Bi-Campeões Nacionais, nesta categoria, juntam-se assim aos Sub-20 e aos Seniores que esta época venceram os seus Campeonatos. No próximo fim-de-semana jogamos a final nos sub-16... estamos muito perto de fazer história, e fazer o pleno!!!
PS6: Os nossos Hóquistas que ontem venceram o Candelária no Pico, devido às más condições climatéricas ficaram retidos nos Açores... espero que o regresso seja feito em segurança, e o mais rapidamente possível, já que no próximo fim-de-semana tudo será decidido...
Grande Basquetebol!
"1. Já lá vai mais de uma semana mas não posso deixar de abrir com a grande vitória do nosso Basquetebol no Porto. Foi, em termos benfiquistas, e até agora, a maior alegria da época. Recordados da derrota na finalíssima de Voleibol e depois de termos tido o 'pássaro na mão' (4.º jogo em casa poderia ter decidido), era com grande preocupação que aguardávamos o encontro decisivo. Andámos quase sempre na frente do marcador, chegámos a ter 12 pontos à maior, o FC Porto recuperou e aqueles segundos (minutos...) finais foram terríveis. Mas ganhámos brilhantemente. Depois... não se esperava outra coisa. Mas a culpa, pelos vistos, foi de Carlos Lisboa e da Polícia. Fica para a história, o nosso título nacional - o 23.º mais que o FC Porto(11) e Sporting(oito), que se seguem na lista, juntos... -, a entrega da taça na cabina e a vergonhosa transmissão do Porto Canal que, findo o jogo, parecia uma 'barata tonta' a seguir o treinador do clube da casa, evitando dar qualquer imagem da festa benfiquista e das cenas das bancadas... Nada que surpreenda.
2. Mas o jogo teve um antes e um depois. Antes, o rasgar do contrato do FC Porto relativamente à transmissão televisiva. Pelos vistos, rasgam quando lhes dá jeito. Resta aguardar agora pelas consequências... se é que as vai haver. Depois do jogo, da entrega da taça nas cabines, da longa espera até que a equipa pôde deixar o pavilhão, houve, já no nosso Estádio, a homenagem do nosso presidente à equipa, com um discurso que se justificava e que foi ao mesmo tempo uma resposta às diatribes do presidente do FC Porto nas últimas semanas. Pelo meio, ainda houve o triste espectáculo dado por este a protestar contra a Polícia, o ridículo comunicado do FC Porto e a reacção da Associação de Basquetebol do Porto, a fazer lembrar a sua congénere do Futebol. Não sabem perder - nem ganhar... - e depois armam-se em vítimas. É assim há 30 anos.
3. Claro que o FCP respondeu às palavras do nosso presidente e claro que houve logo quem aproveitasse para meter os dois presidentes no mesmo saco, como se o Benfica tivesse que ficar calado depois dos constantes ataques do presidente do FCP e de tudo o mais que aconteceu. Mas a isso, vindo de alguns escribas, já estamos habituados. Tal como a cobertura dada pelo 'Record' a um triste candidato à presidência do Benfica, que cada vez mais parece a 'voz do dono', leia-se presidente do FC Porto..."
Arons de Carvalho, in O Benfica
Ganhou o melhor
"A expressão 'que ganhe o melhor' ameaça deixar de fazer sentido no Desporto em Portugal, tantas e tais são as vitórias sistemáticas - isto é, próprias do Sistema - por parte dos medíocres e manipuladores.
Nas últimas décadas, tornaram-se vulgares as vitórias contra a corrente dos jogos e contra a verdade desportiva, arrancadas a ferros, a golpes de apito, a cabazes de fruta, a influências ocultas, como as vitórias dos adversários contra oponentes dóceis e dependentes.
Mas, no Basquetebol, ganhou o melhor: o Benfica, os atletas, a equipa técnica, os dirigentes não esquecendo os adeptos. A Taça de Campeão para o Benfica - mesmo entregue no balneário -, a vergonha do mau perder para os vencidos. Cada um teve o que mereceu. E os raivosos perdedores ainda mereceram todas e cada uma das palavras com que o presidente do Benfica zurziu o Sistema.
O Benfica continua na luta pelos títulos de Futsal e Hóquei em Patins, modalidades em que está ainda a disputar a Taça. No Futsal, o Benfica sofreu a primeira derrota da época na 1-ª mão das meias-finais. Mas joga a desforra em casa e terá um terceiro jogo para decidir a passagem. No Hóquei em Patins, o Benfica comanda a classificação, a três jornadas do fim, mas o calendário parece feito de encomenda: o Benfica vai a casa do 3.º e recebe o 2.º. E para além do calendário, o Benfica vai certamente enfrentar outras artimanhas do Sistema, presente em todas as modalidades e escalões.
Isto só aumenta o desafio e valoriza cada vitória do Benfica. Temos equipas para vencer. E temos esta chama imensa que ilumina e alimenta o caminho da vitória. Todos à Luz, para que volte a ganhar o melhor."
João Paulo Guerra, in O Benfica
Cada vez mais perto...
Candelária 0 - 1 Benfica
Mais um passo, na caminhada do título... O jogo até começou 'calmo', a 1ª parte teve poucas oportunidades, as equipas estavam na expectativa... Mas um tiro do Abalos, acabou com o 'armisticio'!!! Curiosamente o golo apareceu quando o Benfica já tinha em campo vários jogadores que começaram no banco, e quando a meio da segunda parte voltámos a apostar nos titulares, o Candelária começou a criar perigo... jogar estes jogos 'apertados' com o Cacau e o Viana simultâneamente é muito arriscado...
Voltámos a falhar nos lances de bola parada: 1 penalty e 2 livres directos!!! Nos últimos jogos temos sido muito perdulários nestas situações, temos que melhorar no jogo com os Corruptos...
Esta vitória, após a desilusão Europeia, foi psicologicamente muito importante, na matemática do Campeonato, este resultado era 'pouco' importante, uma 'não vitória' hoje, obrigava o Benfica a ganhar aos Corruptos e depois ganhar na última jornada, assim com a vitória de hoje, o empate com os Corruptos pode chegar, e em caso de vitória seremos Campeões na Luz... Jogar para o empate raramente dá certo, portanto, para a semana o pensamento tem que estar na vitória... e tenho a certeza que o senhor Pinto vai ser o apitadeiro!!!
Depois do que se passou no antro Corrupto com o Basket, é muito, mas mesmo muito importante, que os Benfiquistas, se comportem civilizadamente... temos que apoiar como nunca, temos que encher o Pavilhão, mas não podemos cair na tentação de 'vingar' ou copiar' os comportamentos selvagens, dos Porcos... independentemente do resultado... independentemente das provocações... até porque uma das maneiras como os Corruptos podem vencer o jogo, é se a partida não chegar ao fim, por interferência do público. Portanto, vozes afinadas, mas nada de imitações baratas...
sábado, 2 de junho de 2012
Só mais uma !!!
Benfica 5 - 2 Leões de Porto Salvo
Foi preciso suar muito para garantir a vitória... já se esperava um adversário aguerrido, a jogar no erro, já se esperava uma equipa de arbitragem 'frutada' (é um hábito difícil de 'deixar'!!!)... Mas não esperava um Benfica nervoso, os jogadores queriam resolver as 'coisas' depressa demais, e para ajudar à festa aos 5 minutos, estávamos a perder por 0-2 e o Ricardinho expulso!!!
A equipa, felizmente não perdeu a cabeça, uniu-se ainda mais, lutou, e naturalmente os golos foram aparecendo, o adversário foi baixando de produção devido à menor profundidade do banco, e o jogo só não ficou resolvido mais cedo porque o Joel falhou dois penalty's...!!!
A arbitragem foi vergonhosa, parecia que o nosso adversário eram os Leões do Lumiar e não os de Porto Salvo, o critério para expulsar o Ricardinho é de bradar aos céus... também não sabia que os guarda-redes nos penalty's podem avançar quase 2 metros(!!!)...
Amanhã será ainda mais difícil, com as lesões e o castigo do Ricardinho, temos pouca gente para jogar, se calhar ainda vamos ver o Bebé a jogar 'na frente'!!! A gestão do cansaço vai ser fundamental, temos que ser mais eficientes...
PS: Os apitadores foram muito maus, mas hoje marcaram uma falta sobre o César Paulo (sem bola), quando lutava pela posição com um adversário. Nos jogos do Benfica, sempre que o César está em campo, as faltas são constantes, provavelmente mais de 20 (!!!) por jogo, e nunca são marcadas... hoje, se calhar para disfarçar, lá marcaram...!!!
Adversários ou parceiros?
"O que têm em comum Pedro Emanuel, Nuno Espírito Santo, Sérgio Conceição e Fernando Couto? A resposta é simples: todos eles foram jogadores do Porto (creio mesmo que todos chegaram a capitães), e todos eles orientarão equipas da Liga principal na próxima temporada. Também estarão em funções Paulo Alves e José Mota, que passaram pelas camadas jovens do FC Porto. E ainda andam por aí Jorge Costa, Domingos Paciência, Inácio, Sousa, Jaime Pacheco, Rui Jorge, Oliveira, Carvalhal, Eurico, Rodolfo e Costa, falando-se agora também de Aloísio.
Homens que, no balneário das Antas, beberam anos a fio do fanatismo anti-Benfica, homens que devem a carreira a Jorge Nuno Pinto da Costa, homens que, independentemente da sua honorabilidade, são, na maioria, firmes devotos da causa azul-e-branca, vão jogar com o FC Porto, vão jogar contra o Benfica, e vão, também eles, decidir o próximo campeão.
Entre os nomes referidos, há gente cuja seriedade não me custa a admitir. Sem pôr as mãos no lume por ninguém, acredito que a maior parte deles quererá ganhar os jogos que disputa. Mas há aspectos que estão para lá da corrupção ou da má fé, e que convém não negligenciar.
Que dirá um destes treinadores se a sua equipa for prejudicada pela arbitragem em jogo com o FC Porto, clube que lhes patrocina a carreira? Será que a atitude mental com que irão enfrentar o Benfica vai ser idêntica à de quando tiverem do outro lado o seu clube de sempre? Que informações passam, por exemplo, acerca de jogadores da sua equipa? Haverá verdade desportiva num Campeonato onde uns são inimigos e outros parceiros? Será coincidência nenhum deles estar nos clubes aparentemente mais próximos de Pinto da Costa, como o Sp. Braga e o Nacional?
Num Futebol normal, nada disto seria motivo para nos inquietar. Mas no Futebol português, no Futebol do Apito Dourado, dos 'quinhentinhos', do doping, do guarda Abel, dos Rembo Bóeres, dos Cadorins, dos Lourenços Pintos, dos Patos, etc, confesso que não fico descansado perante tão singular panorama."
Luís Fialho, in O Benfica
Triângulo amoroso
"O presidente da Académica foi, esta semana, condenado a uma pena efetiva de seis anos e meio de prisão por corrupção passiva para ato ilícito. Claro que ainda vêm recursos e o perigo da prescrição. Ainda assim, a pena é exemplar. José Eduardo Simões aproveitava-se da sua dupla condição de vereador de urbanismo da Câmara de Coimbra e dirigente desportivo para favorecer promotores imobiliários que fizessem donativos à Académica. Ou seja, o Estado, através deste senhor, era usado como chantagista, recolhendo assim doações para um clube.
Muitos políticos vivem, há muitos anos, numa ilusão: a de que a relação promíscua com os clubes é-lhes eleitoralmente vantajosa. Rui Rio – um péssimo autarca, na minha humilde opinião – teve a enorme vantagem de provar como estavam errados. Não houve guerra que não comprasse com o Futebol Clube do Porto. Não houve eleição que não ganhasse. A razão é simples: uma parte muito razoável dos portugueses não liga grande coisa ao futebol. E a maioria dos que ligam não tem o futebol como a sua principal preocupação.
Provavelmente, José Eduardo Simões foi apenas mais aselha do que outros. Por esse país fora, um triângulo amoroso entre clubes, autarcas e interesses imobiliários esvazia os cofres públicos, destrói a qualidade urbanística das cidades, cria obstáculos ao crescimento económico e corrói os alicerces do Estado de Direito. Como adepto de futebol, aqui fica o meu compromisso: todo e qualquer autarca que deixar clara a separação de interesses entre clubes e poder político tem o meu apoio nesse combate. Incluindo quando estejam em causa os interesses do Sporting. Se todos os adeptos disserem o mesmo, talvez deem um importantíssimo contributo no combate à corrupção."
O abuso e o Poder!
"Falando, ainda assim pouco, Scolari disse, agora, muito, ao contrário de outros tempos, em que falava muito e dizia pouco...
Foi uma semana cheia de factos. De repente, e com alguma surpresa, o impávido e sereno Leonardo Jardim deixou de ser treinador do revolucionário SC Braga - quando Jardim parecia um treinador mesmo à medida deste SC Braga, discreto, trabalhador, sem qualquer assombro no discurso... -, e, também subitamente, o antigo seleccionador Luiz Filipe Scolari, também com alguma surpresa, voltou a desenterrar o famoso caso Baía, para afinal confirmar o que muitos já suspeitavam às escondidas: disse Scolari numa entrevista à RTP que deixou de lado a ideia de eventualmente convocar Vítor Baía porque um dia alguns dos próprios responsáveis do FC Porto (nomeadamente, e cito Scolari, «o presidente»), lhe fizeram saber que Baía tinha os dias contados no clube e que estava em conflito com o treinador e com os dirigentes. Deixou Scolari ainda no ar a ideia (menos concretizada) de que também alguns responsáveis da própria Federação lhe segredaram que a presença de Baía na equipa nacional não seria assim muito aconselhável dada a sua relação «de balneáiro», como referiu o treinador brasileiro.
Um espanto de revelações, que ou muito me engano ou já não surpreendem sequer o visado Vítor Baía, provavelmente cansado de saber que, mais coisa menos coisa, a decisão de não se ver chamado à Selecção estava longe de pertencer apenas ao domínio de Scolari. Ou seja: estava na cara que não poderia ter sido o treinador brasileiro a acordar, um dia, com os pés de fora e a decidir, por dá cá aquela palha, que Baía passaria, a partir dali, a excluído da equipa das quinas.
Com o Europeu à porta e uma tranquila Selecção Nacional em estágio - já sem o controverso Bosingwa ou o impulsivo Ricardo Carvalho -, a verdade é que não se esperava nada uma semana tão agitada como a que temos vindo a viver.
Para agravar o clima já de si insuportável pelos acontecimentos com a União de Leiria e os despiques entre a Liga dos mais pequenos e a Federação dos mais grandes, a Justiça voltou a abalar o futebol nacional com o anúncio do agravamento da pena de prisão aplicada ao presidente da Académica. Ainda mal refeito da festa de vencedor da Taça de Portugal, José Eduardo Simões é acusado dos crimes que, infelizmente, mais têm afectado a sociedade portuguesa nos últimos 20 anos: corrupção e abuso de poder.
Abuso de poder é, aliás, o que não tem faltado na área do futebol profissional neste pequeno país à beira-mar plantado. O que Luiz Felipe Scolari veio revelar pela primeira vez em público - depois de o ter contado tantas vezes em privado... -, referindo-se até a alegadas pressões do FC Porto em matérias da Selecção Nacional, não foi mais do que nova denúncia do abuso de poder, ou de tentativa de abuso de poder, muito usado entre nós. Tão lamentável.
No fundo, nada que não se passe noutros países, de que a Itália é exemplo flagrante desde que nos anos 80 começaram a explodir no futebol italiano casos de resultados combinados, apostas viciadas, corrupção e o tal abuso de poder, que já levaram ao banco dos réus e até à prisão alguns jogadores famosos, clubes poderosos e dirigentes ambiciosos.
Um filme que não deixaria de ter, certamente, alguns episódios portugueses, caso tivesse o mesmo efeito no nosso país a investigação que as autoridades italianas levaram a cabo no caso que ficou conhecido como 'Calciocaos', cujas escutas telefónicas, por exemplo, estampadas nas páginas da mais prestigiada imprensa transalpina, muito ajudaram, por exemplo, a condenar (na Justiça mas também na opinião pública) o infame e abusivo comportamento de um homem como Luciano Moggi, ao tempo alto responsável da Juventus, que sempre fez do futebol fonte de uma incalculável riqueza financeira e de um poder que julgou inabalável, como todos os homens cujo poder é apenas garantido pelo abuso desse poder, pelo dinheiro fácil, pela corrupção ou pelo jogo das influências que esse poder exerce.
Falando, ainda assim, muito pouco Scolari disse agora, afinal, muito, ao contrário do que compreensivelmente fez nos cinco anos e meio que viveu em Portugal, em que falou muito e disse, quase sempre, muito pouco.
PS: Muito estranha, realmente, a ruptura de Leonardo Jardim com o presidente do SC Braga, para quem julgava (como eu) que estava tudo na paz do Senhor. Será que vai Jardim substituir Vítor Pereira no FC Porto?, é a pergunta que aqui e ali se vai ouvindo. Bom, se Vítor pereira vier mesmo a deixar os portistas, o que continua longe de ser líquido, apostaria mais no regresso de Villas Boas. Apostaria, apostaria...
(...)
João Bonzinho, in A Bola
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O poema e o cesto
"D. Palhaço julga-se um mamífero culto. Pois está regiamente enganado. Burla meia-dúzia de parolos alarves com a sua falácia, mas a verdade é que roça o analfabetismo como se comprova pela errada utilização dos verbos. Ouçam-no bem, embora seja repugnante ouvi-lo: D. Palhaço fala com erros de ortografia! Mas sabe um poema. Ou melhor: sabe uns bocados de um poema que tritura à bel talante. Pobre poeta que o escreveu. Dará hoje, pela certa, pulos na cova por se ver vítima de tamanhos vilipêndios... Perguntarão vocês: mas como sabe ele um poema se até a ler lhe custa sem auxílio? Há uma expressão comum na estudantada quando é preciso saber de cor e salteado matéria na véspera dos exames: encornar.
Há quem diga que D. Palhaço encorna muito e bem. E de tudo um pouco. Já o poema, coitado do poema, passou-lhe ao lado. Troca rimas, desfaz métricas, mas continua a dizê-lo naquela voz monocórdica e chocarreira própria de quem possui um cérebro caliginoso. Quem o vê declamar o cântico julga que foi ele quem o escreveu, se escrever soubesse.
Ah! E que dizer daquelas pobres almas basbaques de queixada caída grotesca do seu pai espiritual? Ou daquelas pobres almas fardadas aspirando o seu bafo fétido? E então não é com poema que grita, é a expressão autêntica da sua ordinarice. D. Palhaço acha-se dono do mundo como se acha dono do poema. E trata ambos da mesma maneira, o poema e o Mundo: corrompe-os, manobra-os, vilaniza-os.
Ao longe, assistimos a essa infecta degradação. Só um País manso suporta comportamentos tão rascas, exibições tão gratuitas de violência e de incivilidade.
E por nada, ou quase nada. Por apenas um cesto."
Afonso de Melo, in O Benfica
Selecção para mim é Nélson Oliveira
"É mentira que a clubite abrande com a chegada do período em que há jogos da selecção. São raros os casos em que os adeptos, dedicados, ferrenhos ou fanáticos conforme a semântica que se quiser utilizar, não olhem para a selecção com um olhar clubista. Foi sempre assim e assim será no futuro. Aos meus olhos a selecção será muito... Nélson Oliveira.
Não tenho expectativas nada elevadas na prestação da nossa selecção. Gostava de me enganar, mas não ser eliminado na fase de grupos para mim será uma surpresa. Um jogador fantástico, três ou quatro de muita qualidade e um excelente seleccionador são matéria prima escassa para resolver os problemas do grupo que nos caiu em sorte.
Desejo toda a sorte a Paulo Bento, pela selecção e também por ele próprio, mas Alemanha e Holanda são dose dura.
Confesso desde já, que isto do Benfica não jogar pré-eliminatórias tem o seu quê de insosso, para um benfiquista a época a sério começa muito tarde. Este ano falta aquela deslocação ao Twente, aquele perigo em Copenhaga ou aquele arrepio de Viena de Áustria. Está tudo muito planificado esta temporada.
Faz falta um jogo a doer, daqueles com adrenalina a valer. Torneios de pré-época não chegam para aquecer motores, e capas de jornais com jogadores a entrar e sair (quase todos mentira) já me irritam como adepto. Festejo apenas quando chegar aquele lateral esquerdo que nos tranquilize.
Assim, nos próximos tempos aquilo que há de mais excitante será o sorteio no próximo Julho. Um adepto tem que planear a vida.
Dou comigo torcer pelos Santo António Spurs até bem tarde de madrugada, talvez porque este ano o basquete parece ser o desporto mais importantes a avaliar pela azia reinante, e no desporto eu gosto de tudo o que é importante. Este Tony Parker dá uns ares de Carlos Lisboa. Sem ofensa claro."
Sílvio Cervan, in A Bola
A terra treme
"Em Itália a terra treme, sucedem-se os pequenos sismos, assustam-se as pessoas, tomam-se precauções, tenta-se prevenir o pior. Com uma frequência preocupante, em Itália a terra treme. Em Itália o futebol treme. Depois do escândalo do Totonero, nos inícios dos anos 80 – que levou à descida de divisão do Milan, Lazio, Avellino, Bologna e Perugia, e incluiu a prisão de um dos melhores futebolistas italianos, Paolo Rossi – surgiu o escândalo do Calciocaos, em 2006. Como resultado, desceu de divisão a Juventus, e clubes como o Milan ou a Fiorentina começaram o campeonato seguinte com uma considerável supressão de pontos. Houve dirigentes, efectivamente, suspensos; houve dirigentes banidos do futebol; houve dirigentes a cumprir penas de cadeia.
Em Itália a terra treme novamente e o futebol treme com ela. Surgiu agora mais um escândalo relacionado com a viciação da verdade desportiva, com a combinação prévia de resultados, com a negação da ética, com a afirmação do crime como prática quotidiana. A este novo escândalo deram o nome de Calcioscommesse. Já há detidos e entre estes está Stefano Mauri, capitão de equipa da Lazio. O treinador da Juventus, Antonio Conte, já foi alvo de buscas e o lateral esquerdo Criscito foi afastado da selecção italiana.
Em Itália a terra treme com alguma frequência e tomam-se medidas. Em Portugal toda a gente finge acreditar que os tremores de terra só acontecem no futebol dos outros. Em Itália as investigações acontecem, os criminosos são punidos e tenta-se evitar novos tremores de terra. Por cá habituamo-nos a conviver com os criminosos, a agraciá-los, a promovê-los e a louvá-los. Todos fingem que a terra por cá não treme e todos balançam ao ritmo dos abalos."
Pedro F. Ferreira, O Benfica
quinta-feira, 31 de maio de 2012
A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa
"Relatório das lamentáveis ocorrências verificadas sempre que Carlos Lisboa conquista títulos na casa do FC Porto, seja no basquetebol, futebol ou hóquei em patins
O Ola John afinal vem mesmo para o Benfica. Se a notícia é boa ou não, logo se verá por Julho dentro, quando o defeso chegar ao fim e o futebol regressar mais os seus compromissos de verão e tão bons que são para desfazer dúvidas. Mas ainda falta algum tempo. Pela minha parte, neste momento, só tenho uma dúvida: não sei se o trate por Ola ou se o trate por John.
Na verdade, tanto faz.
Trata-se de um jovem extremo holandês, nascido na Libéria, que chega à Luz vindo do Twente onde foi companheiro do avançado austríaco Janko que, no último mercado de inverno, aterrou no Dragão. Depois de assinar pelo Benfica, Ola John confessou à imprensa que ambos já conversaram sobre o assunto porque, nas suas próprias palavras serão «sempre amigos».
Nunca o vi jogar mas, francamente, este Ola John parece ser uma boa contratação. É que ainda nem se equipou e já está a causar sarilhos no campo do adversário tratando por amigo o simpático do Janko e divulgando a existência de conversas desinibidas entre os dois ex-colegas «sobre Portugal».
Não pode ser, Ola John, não faças isso, não voltes a repetir a brincadeira porque estás a meter o Janko em imerecidos sarilhos!
Os jogadores do FC Porto não podem ser amigos dos jogadores do Benfica. É proibido. E se foram amigos têm de ser amigos às escondidas porque só a imagem de dois adversários trocando sorrisos pode incendiar socialmente o nosso país-
Ai, não acreditas, Ola John?
Então lê estas palavras sobre calamitoso assunto que o belga Defour, que joga no FC Porto tal como o Janko, prestou à Gazeta de Antuérpia muito recentemente: «Os dirigentes do meu clube preferem não me ver em fotos com o Witsel. Quando nos defrontámos, um assessor do FC Porto disse-me que devia cumprimentar o Axel apenas longe das câmaras de televisão.»
Leste com atenção? Olá John, tem juízo! Não venhas para cá perturbar o regime decretado pelos arautos da harmonia e pelas nossas históricas figuras tutelares da pacificação.
«Contenção», Ola John, é preciso »contenção». É o que o presidente do Comité Olímpico anda a pedir a toda a gente. E a ti em primeiro lugar, Ola John.
SEMPRE em nome da sã convivência entre atletas e adeptos de equipas adversárias - que é o que move esta gente na teoria e na prática -, é dever de Vítor Pereira (o presidente dos árbitros, não o treinador campeão do FC Porto) pôr os olhos nisto e aprender alguma coisa com o dito assessor que avisou Defour para não se deixar fotografar com Witsel à frente das câmaras.
Está, na verdade, muito bem pensado.
Pense agora, caro Vítor Pereira, se não deveria ter feito exactamente a mesma coisa antes do FC Porto-Sporting, já depois de ter nomeado para o jogo Pedro Proença, o árbitro que não resiste a um flash. Bastava avisá-lo, diplomaticamente, quão aconselhável seria que a sua legítima confraternização com os campeões ocorresse «apenas longe das câmaras».
Tudo isto em nome da olímpica «contenção» que Vicente Moura, em vão, solicita ao país.
O Benfica conquistou o título nacional de basquetebol ao FC Porto, no pavilhão do FC Porto. Foi uma grande “bergônha”. A culpa foi do Carlos Lisboa, useiro e vezeiro, que não só é treinador do Benfica como também se chama Lisboa, só para provocar.
O pavilhão onde tudo se passou é obra recente. Já não é aquele velho pavilhão das Antas para onde o presidente do FC Porto, a 1 de Março de 1994, convocou os jornalistas e os sócios do clube vendo-se forçado a anunciar a iminente chegada ao local da GNR - “a pretexto de que está aqui uma bomba”.
Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente.
Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania.
A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.
Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente.
Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania.
A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.
E exemplos não faltam. Alguns anos antes, em 1983, quando Lisboa era treinador da equipa de futebol do Benfica que foi às Antas jogar com o FC Porto a final da Taça de Portugal, diligentemente transferida do Jamor, também houve grandes faltas de respeito pelo público da casa.
O Benfica ganhou a final por 1-0, Lisboa não se aguentou, festejou provocatoriamente o saboroso triunfo no campo do adversário e, por culpa do seu treinador, os jogadores do Benfica receberam o troféu no relvado mas regressaram às cabinas com muita, mas mesmo muita dificuldade debaixo de uma grande e mais do que justificada saraivada de legítimo desagrado.
Em 28 de Abril de 1991 voltou-se ao mesmo. Lisboa fora escandalosamente reconduzido como treinador da equipa de futebol que foi ao estádio das Antas ganhar por 2-0. E praticamente conquistar o título outra vez na casa do rival. Também desta feita Lisboa voltou a fazer das suas provocações.
Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna.
E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna.
E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Alguns anos mais tarde, Carlos Lisboa, por ser ecléctico, já não era o treinador da equipa de futebol do Benfica mas sim o treinador da equipa de hóquei em patins do Barcelona que foi ao Porto conquistar ao FC Porto a final da Liga Europeia da modalidade. E, perante isto, estavam à espera do quê?
Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes.
Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes.
Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Para mal dos nossos pecados, estas situações parecem não ter fim.
Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol.
E não há quem o prenda!
Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.
Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol.
E não há quem o prenda!
Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.
Na semana passada, o Porto Canal nem conseguiu celebrar em sossego a sua noite recorde de audiências graças ao grande número de benfiquistas que sintonizaram a estação para verem Lisboa, outra vez - caramba! – a portar-se como o energúmeno que sempre foi e a impedir que os seus campeões pudessem festejar o título, outra vez, na casa do adversário, outra vez.
É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país.
É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.
É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país.
É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.
Lisboa, sempre Lisboa, oh eterna culpa!
Meu querido apagão."
Meu querido apagão."
Leonor Pinhão, in A Bola
PS: Uma das melhores crónicas da Leonor (de sempre)... para os tarecos mais confusos, aqui temos um perfeito exemplo de «fina ironia»!!!
Vale tudo!
"No espaço de poucos dias, Pinto da Costa referiu-se ao Benfica, sem o nomear (o simples facto de o nomear parece que lhe queima a língua) como sendo “o clube do tempo do fascismo”, e chamou “burros” aos benfiquistas, sem nunca os nomear (a sigla do clube só é usada quando os adeptos e jogadores precisam de se animar com uns cânticos onde chamam nomes às mães dos adeptos do clube dos mouros), a propósito da nomeação de Pedro Proença para apitar a final da Champions. O país não se indignou. A imprensa desportiva assobiou para o lado. O estatuto de impunidade dá o direito a PC de insultar quem quer, de caluniar quem lhe apetece e de incitar ao ódio e à violência sem que ninguém o incomode.
Uns dias depois, no Dragão Caixa, o Benfica sagrou-se campeão de basquetebol, vencendo com dificuldade mas com mérito um adversário de grande qualidade, o que deu mais brilho à vitória. No final de um jogo em que o árbitro não interferiu no resultado, os treinadores cumprimentaram-se, como mandam as regras do fair play.
Mas, quando o jogo acabou, a culminar um clima de insultos e intimidação, os ânimos dos adeptos do FCP exaltaram-se. Agrediram os jogadores, levando a que a polícia não conseguisse garantir a ordem e a segurança e que a Taça fosse entregue ao vencedor nos balneários. Ao que se diz, Carlos Lisboa, treinador do Benfica, não terá resistido a responder às provocações e aos insultos com um gesto menos elegante. Tanto bastou para que o chefe do FCP entrasse no ringue e virasse o ónus da violência para o clube vencedor (como fizera com os famosos túneis da Luz), e vituperasse o comportamento da polícia que tentou, em vão, meter os adeptos do FCP na ordem.
No dia seguinte, Luís Filipe Vieira decidiu finalmente responder ao chefe do FCP num discurso duro, pondo em relevo factos que são conhecidos da opinião pública. O que fizeram a maioria dos comentadores (incluindo alguns que se dizem benfiquistas!)? Meteram tudo no mesmo saco: os insultos de PC e o discurso de LFV, o gesto de CL e a violência dos adeptos do FCP. O medo impera. E o servilismo também."
A ser verdade...
"Venho só dizer uma coisa....faço parte do corpo de intervenção que esteve no Dragão Caixa no jogo em questão, vou deixar aqui detalhes do que realmente se passou, se quiserem fazer isto publico estão à vontade, irão ter a confirmação disto tudo dentro de dias, no nosso relatório.Posto isto:
-O jogo foi por si bastante quentinho, por algumas vezes tivemos de intervir junto de adeptos por arremessos de objectos perigosos para a integridade de todos os atletas, uma vez que em movimento dificilmente acertas no alvo pretendido,os jogadores do banco foram os mais protegidos, mas também os mais massacrados;
-No término da partida, os festejos dos jogadores do Benfica, foram contidos, havendo aquela situação entre o Atleta Nuno Marçal e o treinador Carlos Lisboa;
-Após este incidente os adeptos começaram arremessar todo tipo de objectos para dentro campo, de seguida o atleta Nuno Marçal dirigiu-se À claque SD nos seguintes modos:
"Vocês vão deixar que eles festejem??Façam qualquer coisa, partam-nos todos..."
Ainda com os ânimos mais exaltados, tivemos de recorrer À força física e colocar em sentido alguns espectadores;
-Após carga policial, muitos de eles resolveram ir buscar paralelos, sim leram bem, paralelos ,para agredir o nosso corpo, como estávamos junto de outro publico, essas pedras caíram junto do mesmo abrindo cabeças de mulheres e ferindo até crianças; depois o Sr. Presidente da instituições vem dizer que fomos nós que batemos em crianças e em mulheres, quando são eles próprios a agredir as próprias mulheres e filhos;
-Para terminar, o jogador Rolando, defesa da equipa de futebol, estando presente no pavilhão ao terminar o encontro, foi abordado por um grupo de adeptos, dando-lhe um excerto de porrada desde a saída do pavilhão,até à sua viatura.
Poderão em breve confirmar isto tudo, mas disto ninguém feio falar o presidente e a sad desta instituição..."
Hoje também foram conhecidas algumas fotos do jogo, na transmissão directa do jogo, alguns destes cartazes já tinham aparecido... No Dia Seguinte o Rui Gomes da Silva já tinha contado que os gestos do Carlos Lisboa tinham como objectivo, mandar os autores destes cartazes colocarem os ditos cartazes no 'bolso de trás'!!! (lendo o teor dos comentários feitos nos cartazes, o conhecimento necessário para proferir algumas das frases, a aparente organização na distribuição dos mesmos pelo Pavilhão, e sabendo de outras atitudes tomadas pelos senhor adjunto dos Corruptos, não me admirava nada que o filho do Namdonho das Facturas tivesse sido o autor moral dos cartazes!!!)!!! Deixo também alguns vídeos com exemplos do passado (existem muitos mais exemplos, principalmente de provocações dos Corruptos em jogos de várias modalidades em Lisboa, como a agressão à Stickada do Paulo Alves, etc... etc...)... exemplos bastantes esclarecedores das diferenças:
Portofobia!...
"Um jogo de basquetebol, duas equipas rivais, um título de campeão nacional em disputa. Venceu o Benfica. Perdeu o FC Porto. No final, cenas pouco edificantes. A partir delas, declarações extremadas.
Primeiro, Luís Filipe Vieira, que produziu porventura o discurso mais violento que alguma vez lhe ouvimos, visando o presidente do FC Porto, Pinto da Costa. Depois, um texto de resposta publicado no site oficial dos portistas.
Não se trata apenas de rivalidade. Esta era a prova que faltava para a conclusão de que, não obstante a postura menos bélica de "segundas figuras" de FC Porto e Benfica, designadamente na área do futebol, não é possível criar um clima de coexistência pacífica entre portistas e benfiquistas, enquanto Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira forem os presidentes.
Pinto da Costa vai ficar na história do desporto/futebol português como a personalidade que transformou o FC Porto num clube competitivo e ganhador, ao ponto de colocar Benfica e Sporting em plano secundário. E isso também tem muito a ver, não apenas com os métodos utilizados por Pinto da Costa e seus sequazes, mas também com a inabilidade revelada pelos presidentes dos clubes de Lisboa, incluindo Vieira.
O presidente do Benfica vem agora reafirmar a ilegitimidade dessas vitórias. Quero dizer que não sou portofóbico. Gosto da cidade do Porto e, até certo ponto, compreendo os motivos da defesa da regionalização. Pelo que vi (com os meus olhos), ao longo das décadas de 80 e 90, o FC Porto foi mais forte em muitos jogos, mas em muitos jogos foi escandalosamente beneficiado pelas arbitragens.
Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, deveria explicar, a propósito, o que quis dizer quando afirmou - na tentativa de proteger os árbitros da actualidade - que esta não é a ‘geraçãodos quinhentinhos’. Na verdade, o que se infere dos testemunhos de alguns protagonistas do futebol português é que houve uma geração de árbitros que alinhou em práticas ilegítimas, umas provadas e punidas, outras não... Durante muitos anos, Pinto da Costa e os seus prosélitos trabalharam afincadamente para instalar um clima de medo e coação no futebol português. À conta dessa coação, se vivêssemos num país menos tolerante em relação à impunidade, os adeptos do FCPorto não teriam construído a imagem do presidente-herói, porque o clube, nesse enquadramento e com a paliação dos regulamentos vigentes, já teria sido despromovido...
Houve um tempo, na história do futebol em Portugal, que a maioria alinhou na consagração do "império do medo": políticos (inclusive Presidentes da República), jornalistas, homens e mulheres da cultura e das artes, dirigentes de clubes adversários, treinadores, jogadores, seguranças, árbitros... Foram muito maltratados (inclusive agredidos) todos aqueles que não se colocaram numa posição de veneração e subserviência perante o "grande líder".
Em Lisboa, desde os tempos de Fernando Martins (Benfica) e João Rocha (Sporting), convictos do sucesso do "novo regime", houve a certa altura o impulso de copiar a fórmula. Más cópias, um descalabro total na tentativa de se promover a imitação.
Pinto da Costa diz e manda dizer, é obcecado pelo poder (atente-se no que disse Scolari sobre a relação dele com a Selecção Nacional e com Vítor Baía...) e faz tudo o que considera vital ter de fazer para alcançar os seus objectivos. Por isso, não é justo, nas suas discriminações gerais e pontuais, tem um índice muito baixo de desportivismo e um índice muito elevado de despotismo, não sabe ganhar e muitos menos perder.
O que aconteceu em redor do recente FC Porto-Benfica em basquetebol é apenas mais um lamentável episódio que revela uma forma enviesada de estar no Desporto. Um clube que emergiu na Democracia tem demasiados tiques ditatoriais.
Nota - Escusam de tentar ligar-me a um certo 'benficofilismo'. Simplesmente a minha consciência não é catequizável."
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