
Últimas indefectivações
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
"Escutas", evidências do deboche

Muita areia
Há muito que esperava que o meu estimado amigo Rui Moreira se levantasse definitivamente daquela cadeira. Não porque os esclarecidos desconheçam a verdade, antes porque escasseiam argumentos para defrontar o óbvio. Significativo e imoral é o conteúdo das escutas, e não o modo como foram obtidas. Essa hipócrita lei que protege os investigados, tem-nos arrastado nesta lama onde todos se afundam e apenas prevalecem os interesses particulares em detrimento do bem comum.
Richard Nixon manter-se-ia indefinidamente na Casa Branca se Bob Woodward e Carl Bernstein, repórteres do “Washington Post”, não trouxessem à estampa as gravações que demonstravam que o Presidente tinha conhecimento das operações ilegais de espionagem que o Partido Republicano montara contra o Partido Democrata. Temos que abandonar, de modo irrevogável, esta democracia do medo. Medo de falar porque parece mal. Medo da contradita porque algum grupo de interesses nos ensombra. Medo de dizer a Verdade, de expressar a opinião.
Contrariando a corrente, tenho aprendido imenso com alguns membros da igreja católica que, por ocasiões várias, se têm cruzado na minha vida. Recentemente, vi uma entrevista concedida à SIC Notícias pelo Frei Fernando Ventura e estarreci com a lucidez da análise. Os que não temerem a internet conseguem rever esta conversa com a Ana Lourenço, onde citando Luiz Vaz de Camões, este Padre dizia: “Um fraco Rei faz fraca a forte gente”. Há nos intensos quinze minutos de aterradora radiografia social um punhado de exemplares princípios de vida, de soluções claras, ”Lapalissadas”, com as quais concordamos mas que jamais usamos. Os que ousam contrariar este “laissez faire, laissez allez, laissez passer”, são apontados como desalinhados, loucos.
O ex-ciclista austríaco Bernard Kohl, apanhado nas malhas do doping em 2008 na Volta à França, onde foi terceiro assegurou que não é possível vencer o Tour sem a ajuda de estimulantes. E piorou o cenário apontando as falhas no sistema. Foi controlado 200 vezes e em 100 carregava no corpo substâncias proibidas sem ser detetado. Estas revelações embateram num muro imenso de silêncio.
Felizmente, alguns conseguem tirar a areia que nos impingem aos olhos. Bert van Marwijk, selecionador holandês, decidiu não convocar De Jong, depois de este ter lesionado, barbaramente, Ben Arfa, num jogo do campeonato inglês. Para este condutor de homens, era o prestígio da seleção das tulipas que estava em causa. Segundo este “alien” do futebol, “foi uma falta selvagem. O Nigel não tinha necessidade de fazer aquilo”. Talvez por conseguirem afastar tanta areal dos olhos, os holandeses aproveitam-na para conquistar espaço ao mar, e aos homens de bons propósitos e boa vontade.
Tal como referiu o Frade Fernando Ventura: “ Não perguntes ao teu país o que pode fazer por ti. Pergunta a ti próprio o que podes fazer pelo teu país”... Sem medo.
Jorge Gabriel (Sportinguista), in Record
Não se faz
Claro que, como foi assinalado por várias pessoas, houve um penálti por marcar em favor do Guimarães. Mas que Diabo, isso já faz parte das regras do futebol português. Penalidade contra o Porto só em casos extremos. Está na lei. O que realmente valoriza um árbitro é a marcação de penalidades inexistentes contra as equipas que têm de passar pelas mãos do Porto. Isso sim, é que é ter brio profissional. Isso sim, distingue os melhores.
Percebe-se a revolta de Villas-Boas: não foi para aquilo que ele assinou um contrato no Dragão. Querem lá ver que agora o Porto tem de começar a época só com 11 jogadores em campo? E a tradição, onde fica? Será que se acabou a fruta? Será que Pinto da Costa já não serve de GPS para árbitros que inadvertidamente passam perto de sua casa? Podem, se faz favor, voltar à normalidade? Villas-Boas é jovem, mas merece tanto respeito como qualquer antigo treinador do Porto. Senhor Pinto da Costa, pode voltar a fazer o que melhor sabe? Ou, se está a perder qualidades, pelo menos avisar o seu treinador que quando se vai destacado no campeonato o árbitro está dispensado das suas tarefas. Um homem, quando chega onde Villas-Boas chegou, tem expectativas que não podem ser defraudadas. E ainda por cima é multado. E tem de pedir desculpas. Está tudo doido?"
Daniel Oliveira (Sportinguista), in Record
Dois Benficas e outras cegueiras
João Malheiro, in O Benfica
Está lá? Toue?!
Ver o SLB fora do País
Pavilhões
João Paulo Guerra, in O Benfica
Ecletismo reforçado
Ana Oliveira, in Mística
Vencedores. Não por acaso (iniciados)
Rui Costa, in Mística
A verdade da mentira
Como o mesmo contém algumas incorrecções, outras falsidades e outros tantos lapsos de memória, o Sport Lisboa e Benfica vem esclarecer que:
a) O senhor Pinto de Sousa está ligado a um dos períodos mais negros do futebol português, em que o tráfico de influencias, a corrupção e o compadrio foram prática corrente aceite e promovida por alguns dos principais responsáveis do nosso futebol.
b) O facto da justiça ainda não ter condenado o sr. Pinto de Sousa não significa que ele seja inocente. As provas existem, a sua evidência é indesmentível e só um formalismo jurídico ainda não permitiu a sua condenação. É bom recordar que o processo não terminou, está pendente de recurso no tribunal da Relação.
c) O Presidente do Sport Lisboa e Benfica – ao contrário do que foi afirmado pelo senhor Pinto de Sousa – não almoçou com ele “diversas vezes”, jantou duas, a pedido de um amigo comum e – facto relevante – antes de serem conhecidos os contornos e o envolvimento do senhor Pinto de Sousa no Processo Apito Dourado.
d) A verdade nunca pode ser considerada uma manobra de diversão, e só pela cumplicidade de alguns agentes judiciais é que a justiça ignorou a evidência das provas, como bem recentemente ficou provado.
e) O Sport Lisboa e Benfica, efectivamente, nada tem a ver com as amizades do Senhor Pinto de Sousa, mas tem a ver com a transparência e a verdade no futebol português e o facto deste ter voltado a contactar árbitros no activo e a movimentar-se para colocar o senhor Paulo Costa como presidente do futuro Conselho de Arbitragem da FPF. Sinal preocupante de que há quem queira que as velhas práticas voltem a fazer parte do nosso quotidiano.
f) Já agora, e como a memória é curta, convém lembrar que foi o senhor Pinto de Sousa que quis impor – seguramente por indicação de alguém – o senhor Martins dos Santos para a final da Taça de Portugal da época 2003/2004.
h) O senhor Pinto de Sousa pode ainda não ter sido condenado pela justiça, mas não é por isso que voltou a fazer parte dos homens sérios deste país."
Comunicado do SL Benfica, in Site do Sport Lisboa e Benfica
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
António Pedro Vasconcelos
Fico subjugado com tantos comentários. Na verdade, eu não fiz nada de extraordinário: limitei-me a dizer aquilo que qualquer pessoa de bem pensa, perante escutas que foram, na altura, devidamente autorizadas por um juiz de instrução e que, inexplicavelmente (a não ser por intervenção de forças exeriores à justiça) não foram tidas em conta pelos tribunais civis e levaram à absolvição de todos os arguidos.
Ao contrário do que se passou na Justiça Desportiva, que agiu em conformidade com a Lei e o Estado de Direito (os arguidos, perante os indícios de crime, foram acusados por um instrutor e julgados pela Comissão de Disciplina, com direito a defesa e prova, para que se respeitasse o exercício do contraditório, e foram punidos dentro do que a moldura penal permitia), os tribunais civis desvalorizaram as escutas e o testemunho de Carolina Salgado e ilibaram os acusados.
O país inteiro que se interessa por futebol e que não está de má-fé, ouviu e confirmou o que há muito se suspeitava: que, durante anos, houve batota no futebol português e a intervenção ilegítima de um clube - o F.C. Porto - sobre a arbitragem e a disciplina.
Sou benfiquista desde que me fiz à vida, os meus filhos e netos são benfiquistas; e, para além da paixão clubista, que é irracional e inexplicável, o que o Benfica representa para mim, para além de festejar as vitórias e sofrer com as derrotas, é o exemplo como clube: um clube onde sempre houve eleições, um clube popular mas que atravessa todas as classes sociais, que tem adeptos em todos os países e em todos os cantos do Globo, que sempre foi um exemplo de democracia e de liberdade, e que soube correr a tempo com os que quiseram desviá-lo dos seus princípios, como foi o caso, de má memória, de Vale e Azevedo.
Uma coisa eu tenho por certa, e por isso me surpreende e me indigna a atitude dos que condenam a divulgação das escutas e não o que lá se ouve: se, algum dia, um presidente do meu clube ou alguém em seu nome, dissesse ou fizesse metade do que se sabe agora que foi dito e feito pelo presidente do F.C. Porto e pela sua entourage, eu pedia a sua demissão e não descansava enquanto ele não se demitisse.
E a razão porque me orgulho de ser benfiquista, é que tenho a certeza que a esmagadora maioria dos benfiquistas pensa e faria como eu. Assim como sei que nunca, por mais razões que tivesse para isso, o Benfica se comportaria como alguns adeptos do F.C Porto (friso o "alguns", porque conheço imensos portistas do Norte, que são gente de bem, cordata e pacífica), que agem perante o silêncio e mesmo a cumplicidade dos seus dirigentes, se comportaram nestes últimos anos e continuam a comportar, quando o Benfica vai jogar à sua cidade. E se os imitassem, estou certo que seriam repudiados pela direcção e pela maioria dos benfiquistas.
É isso que nos distingue, e é pior isso que o Glorioso é, para mim e para os meus filhos e netos, uma paixão e um exemplo.
Saudações benfiquistas.
A-PV"
Peçam lá para repetir o jogo!
Para quem ande distraído ou sofra de compreensão lenta, talvez seja necessário explicar melhor a ideia expressa no parágrafo anterior.
Tal como Olegário Benquerença, de apito na boca, enterrou o Benfica, na 4.ª jornada do campeonato, sonegando pontos aos campeões nacionais, Jorge Fucile, à 7.ª jornada, enterrou o FC Porto, que é a sua equipa, com uma exibição deplorável: numa desatenção sua nasceu o golo do Vitória de Guimarães, terminou o jogo mais cedo do que os companheiros porque foi expulso, e muito bem expulso, acrescente-se.
Fucile, ainda na primeira parte, rubricou ainda um outro momento que poderia ser fatal se o árbitro, Carlos Xistra, não tivesse deixado passar em claro a falta sobre um atacante adversário que cometeu dentro da sua área e que não foi sancionada com a grande penalidade que consta das leis do jogo tal como as conhecemos.
Tal como já lhe tinha acontecido na temporada passada, em Londres, no jogo com o Arsenal para a Liga dos Campeões, Fucile teve em Guimarães uma noite que gostará de esquecer porque foi altamente penalizadora para o seu clube.
Entre alguns benfiquistas mais versados no tema conspirativo das arbitragens, até há quem sugira que a expulsão de Fucile foi uma encomenda gritada do banco do FC Porto para o sempre obediente Carlos Xistra.
Qualquer coisa assim:
- Expulsa-nos lá o Fucile antes que ele dê mais cabo da equipa!
O que explicaria o momento dramático furioso de André Villas Boas, no fundo um grande canastrão, gritando junto à linha lateral a sua falsa revolta pela expulsão que tinha pedido. Ou seja, era para disfarçar.
Mas a coisa saiu-lhe mal porque o actor, como já referimos, também não é grande espingarda e o próprio árbitro acabou por se sentir incomodado coma péssima representação do moranguito que é como por aqui se chamam aos actores que estão em início de carreira.
Carlos Xistra, antes de lhe mostrar o cartão vermelho, ainda lhe recomendou:
- Menos, André, menos…
Mas foi em vão.
Também há quem defenda uma ideia contrária. É que não foi nada para disfarçar. André Villas Boas foi expulso para imitar José Mourinho, sua referência de palco. O problema aqui é que não é José Mourinho quem quer, só é José Mourinho quem pode, como o próprio, aliás, tão bem vem demonstrando ao longo de dez anos de carreira.
Depois enfim, aconteceu o que já se sabe.
O moranguito induziu-se por sua alta recreação num monólogo desastrado, clamou por imagens que lhe dessem razão, prometeu arrependimento público no caso de estar enganado e acabou sozinho em palco a meter os pés pelas mãos num ror de petulâncias que José Mourinho jamais assinaria porque ninguém o imagina a expor-se, assim, ao ridículo de ter de se desmentir a si próprio.
O desvario cénico por um empatezinho, para o qual o árbitro não foi tido nem achado, não acrescenta louros ao brasão de um treinador que segue isolado no comando da tabela com 7 pontos de avanço sobre os seus mais directos perseguidores e que ainda não perdeu um jogo oficial na corrente temporada.
Mas se não sabemos ainda se André Villas Boas tem mau perder, já é um dado adquirido que tem péssimo empatar.
Quanto às suas queixas sobre dois fora-de-jogo mal assinalados ao ataque portista, a que se juntou a voz sempre autorizada, quando se fala de árbitros, de Pinto da Costa, é o caso para lhe dizer:
- Peçam lá para repetir o jogo!
O inevitável constrangimento de alguns opinantes leva-os a indignar-se muito com o assunto.
E, em nome da nossa República, da democracia que é de todos e das boas maneiras, que nem todos têm, reclamam um silêncio total sobre esse material não só porque é «ilegal» como também porque é feio escutar as conversas dos outros.
Discordo da argumentação. É muito importante para o triunfo dos ideais republicanos sobre a chafurda reinante tomar o povo conhecimento, por exemplo, da escuta do «nosso amigo juiz». Já ouviram?
Então vão ouvir como é que um juiz de um tribunal civil, trata como «o nosso amigo juiz», depois de passar uma manhã a ajuizar sobre uma questão que diz directamente respeito a um clube de futebol, finda a sessão pede, republicanamente, dois convites para ir ver a bola com o filho na tribuna presidencial de estádio do dito clube.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
Principalmente uma grande fraternidade.
CARLOS Martins foi chamado à Selecção Nacional por Paulo Bento, treinador com quem teve alguns conflitos quando ambos eram funcionários do Sporting.
As razões desses conflitos nunca foram bem conhecidas mas, se fosse hoje, com o código Costinha para vestuário e comportamentos já em vigor, certamente que não teriam acontecido porque quer Paulo Bento quer Carlos Martins só teriam a lucrar humana e profissionalmente com os ensinamentos e ditames do actual director do Sporting, tal como já estão a lucrar os jogadores que compõem o actual plantel de Alvalade.
Mas, para Paulo Bento e Martins, os tempos já são outros. E Carlos Martins merece, sem dúvida, a confiança de Paulo Bento porque está a jogar que é uma maravilha. É até estranho como é que um jogador com esta qualidade, que foi criado nas escolas de Sporting, está hoje ao serviço do Benfica…
Enfim, foi um que escapou para o clube rival ao contrário de alguns outros, também de excelente dimensão, que de Alvalade rumaram alegremente para um clube amigo, como Ricardo Quaresma, Varela e, mais recentemente, João Moutinho. Com certeza que são rapazes que não se vestem bem."
Ilegalidades é que não!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Fazer História !!!

16 de Novembro: PBC Lukoil Academic - Benfica
23 de Novembro: Benfica - Lugano Basket
30 de Novembro: Benfica - Tartu Rock
7 de Dezembro: Benfica - PBC Lukoil Academic
14 de Dezembro: Lugano Basket - Benfica
21 de Dezembro: Tartu Rock - Benfica
Fantoche!!!
Bem, neste vídeo ficamos a saber que o Rui Oliveira e Costa já foi deputado!!! No dia em que se comemorou os 100 da República, temos aqui um perfeito exemplo da decadência de um órgão de soberania!!!
É curioso verificar que mais uma vez o Lagarto concorda com tudo o que Corrupto diz!!!
Inquisição, tortura, auto-fé?!!! É o desespero total. É o desrespeito total por aqueles que foram vitimas da Inquisição em Portugal, verdadeiras vitimas, e não criminosos assumidos que tentam escapar entre os buracos deixados premeditadamente na Lei, e quando isso não é suficiente ainda aparece um Juiz 'amigo'...!!!
E que tal os 'senhores' mostrarem a mesma indignação para com os Corruptos, (Proxenetas, Traficantes de Marfim, Traficantes de Influências, Falsificadores de Documentos, Abusadores de Poderes Públicos, Falsificadores da Verdade Despotiva, etc) do que mostram para com a divulgação das Escutas?!!!
Escutas essas que foram autorizadas por lei, e controladas por um Juiz!!!
E mais uma vez ninguém desmentiu o conteúdo das escutas!!! Ainda estou à espera, se calhar é melhor esperar sentado...
adenda: O grupo de defensores públicos ao serviço dos Corruptos tem um discurso muito repetitivo, por exemplo todos dizem que no Apito Dourado foi tudo arquivado!!! Algo que é totalmente mentiroso, no processo principal foram praticamente todos condenados, e a Relação já confirmou, baixou as penas, mas confirmou a culpa. Nas certidões retiradas não houve condenações é verdade, mas isso aconteceu com uma grande ajuda de Juízes 'amiguinhos', isto apesar de alguns dos processos ainda estarem à espera de decisões dos Tribunais de Apelo. Ao nível da justiça desportiva o Apito Dourado acabou por condenar praticamente todos os envolvidos, as penas foram ridículas, os regulamentos não permitem castigos a sério, mas tanto o CD da Liga, como o CJ da FPF confirmaram a culpa, mesmo com todos os obstáculos, e artimanhas maquiavélicas que foram activados para abortar o processo.
Agora os tais defensores públicos dos Corruptos, dizem que as escutas já foram analisadas pela Justiça e ninguém foi condenado, portanto deveriamos esquecer que as Escutas alguma vez tenham existido!!! Ao fazer este exercício mental cobarde, estão a dar um credito enorme à Justiça Portuguesa, eu pergunto: Se a Justiça Portuguesa é assim tão eficaz, então várias meses após a publicação das primeiras Escutas no YouTube, depois de tantas queixas, e inquéritos abertos para saber quem divulgou as Escutas, depois de tantas ameaças à Benfica TV e a todos os órgãos de comunicação social caso retransmitissem as Escutas, ainda ninguém foi acusado, e muito menos condenado!!! Aliás as Escutas ainda estão disponíveis no YouTube, então a tão eficaz Justiça Portuguesa nem sequer conseguiu retirar as Escutas do YouTube?!!! (Algo que a Controlinveste faz todas as semanas, com videos da Liga...!!!)
Então a Justiça Portuguesa é eficaz quando absolve os Corruptos, mas é uma merda quando permite que as Escutas sejam tornadas públicas?!!!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Perguntas de um ministro
Imaginemos, pois, que Silva Pereira arriscaria presenciar, naquele estádio ou noutro qualquer, um jogo da liga principal. E, como jurista que é, arrisquemos conjeturar sobre as perguntas que faria a si mesmo.
Ao ver os árbitros entrar em campo com os jogadores, perguntar-se-ia:
– será que a Comissão de Arbitragem da Liga podia ter nomeado a equipa de arbitragem?
– será que a Comissão Disciplinar da Liga poderá “castigar” estes jogadores e este treinador ou estes poderão alegar que não têm que cumprir os “castigos” da semana por falta de poderes da CD para os punir?
– será que o observador da equipa de arbitragem, nomeado também pela CA, pode avaliar o desempenho dos árbitros e dar-lhes a nota do jogo, que contribuirá para a respetiva classificação no fim da época?
E, já assoberbado com tão poucas perguntas, pararia por aqui. Ainda concluiria o nosso ministro que é mais fácil embrulhar um líder da oposição partidária com um orçamento de chumbo do que responder a perguntas difíceis.
2.O futebol e Carlos Queiroz foram usados durante este Verão para uma sibilina manobra de diversão. O bombeiro de serviço foi Laurentino Dias, autorizado a sair da sua habitual discrição, e a causa ideal foi a luta contra o doping. A máquina de propaganda só parou quando Passos Coelho disse a frase mágica: “Com mais impostos, não há orçamento.” Entrincheirado o líder do PSD, Teixeira dos Santos fechou-se nos números da crise financeira, Silva Pereira (é o mesmo das perguntas) dramatizou com a crise política e Laurentino Dias saiu de cena (mas será recompensado!). Foi bem jogado. Mas não abusem! Ainda não estamos todos a dormir…"

