Últimas indefectivações

terça-feira, 2 de junho de 2026

Indiscutível...

Aprender com o Arsenal e o PSG


"Numa final, só pode haver um vencedor, e o sucesso sorriu, dos onze metros, aos parisienses. Mas tanto a equipa do Parque dos Príncipes quanto os ‘gunners’ não chegaram a Budapeste por acaso. Adotaram princípios corretos (e o dinheiro nada tem a ver com isso), que podem e devem servir de modelo aos clubes portugueses…

Quando o Sporting está em mutação acelerada, o Benfica continua mergulhado na indefinição e o FC Porto apostou na evolução na continuidade, valerá a pena refletir um pouco sobre a final da Liga dos Campeões disputada no último sábado em Budapeste, e na política dos clubes envolvidos na disputa pela ‘Orelhuda’.
Comecemos pelo Paris Saint-Germain, atual bicampeão europeu: desde 2011, quando a QSI, agora acionista de referência do SC Braga, e com ligações diretas ao Governo do Catar, comprou o clube, os parisienses passaram 13 anos a tentar resolver problemas e ganhar relevância europeia colocando dinheiro em cima dos problemas, esperando assim comprar o êxito desportivo. Demoraram 13 anos a perceber que, por mais Messis, Neymares e Mbapées que tivessem, pagos a peso de ouro, não passavam da cepa torta, sendo apenas Gullivers em Lilliput, quer dizer, no campeonato francês. A relevância do PSG surgiu apenas quando percebeu, muito por influência do homem-forte do seu futebol, o português Luís Campos, que não são os jogadores que ganham as competições, mas sim a equipas. Foi com jogadores que colocam o coletivo acima do ego que a glória sorriu à equipa do Parque dos Príncipes, deixando para trás a guerra de egos e a prevalência dos umbigos de anos anteriores. Quer isto dizer que, no futebol moderno, em qualquer equipa de clube ou seleção, ou correm todos, para trás e para a frente, ou nada feito. Acabou, ao mais alto nível, o tempo das ‘vacas sagradas’, e devemos estar gratos a Luís Enrique e ao PSG por terem tornado esta verdade tão cristalina.
Passemos agora ao Arsenal que, depois dos anos de Arsène Wenger, que ganhou títulos e a seguir viveu dos rendimentos (esteve 22 , eépocas no clube), passou por um período de dúvidas, coincidente com o período de Unai Emery, que nada de bom lhe trouxe. Foi então que, em 2019, os ‘gunners’ decidiram apostar em Mikel Arteta, adjunto de Pep Guardiola no City. Desta feita, ao contrário do que tinham feio com Emery, deram tempo a Arteta, que, sete anos depois, devolveu o histórico emblema londrino à condição de campeão nacional e só perdeu a final da Champions da marca dos onze metros. Num contexto em que toda a gente tem pressa, valeu a pena ao Arsenal manter a cabeça fria mostrar que sabia o que queria e com quem queria. Acabou por realizar a melhor época da sua história.
Juntemos, agora, os ingredientes destes dois percursos, de PSG e Arsenal, para concluirmos que, no futebol, ninguém ganha nada sozinho, por mais Messi, Mbapée ou Neymar que seja, e quem quiser subordinar os interesses coletivos aos desejos individuais está fadado ao insucesso. Mas há mais: o Arsenal mostrou que tinha um rumo, e não lhe faltou convicção para mantê-lo. Depois de alguns insucessos e desilusões, acabou por conhecer uma época de glória interna, tendo ficado a onze metros de ser campeão europeu.
Querem uma fórmula de sucesso para o futebol, onde tudo é demasiado volátil? Esqueçam os nomes e construam equipas. E deem tempo àqueles em quem apostaram. Porque se não souberem o que querem nunca hão de chegar a lado nenhum. Para quem navega sem rumo nenhum vento é favorável.

CAPA
O ‘Monumental’ é a nova casa de Otamendi
Depois de uma passagem pela Europa – FC Porto, Valência, Manchester City e Benfica – onde conquistou 18 títulos, Nico Otamendi regressou à Argentina para ser sucessor, no River Plate, de dois ‘xerifes’ à sua imagem, Roberto Perfumo e Daniel Passarela. Campeão do Mundo e vencedor de duas Copas América pela ‘albiceleste’, a camisola de ‘Los Millonarios’ assenta-lhe bem para fim de carreira.

FOTOLEGENDA
Hugo Viana
A época 2026/27 vai ser particularmente significativa para Hugo Viana, diretor-desportivo do Manchester City, porque só a partir de agora vai terminar o seu ciclo de influência no Sporting e notar-se a sua impressão digital nos ‘citizens’, onde a intervenção de Txiki Begiristain se desvanece, ao mesmo tempo que a marca de Bernardo Palmeiro surgirá mais nítida no Sporting. O antigo médio-esquerdo dos leões está ligado a dois momentos importantes na vida destes clubes, o primeiro, da sua lavra, a contratação Ruben Amorim, e o segundo, por vontade do técnico, o adeus a Guardiola. Novos desafios em Alvalade e no Etihad.

CARTAS
ÁS
Afonso Eulálio
Quando ainda se lamentava a ausência de João Almeida do Giro, onde iria desafiar Jonas Vingegaard, eis que surgiu Afonso Eulálio, primeiro de rosa, depois de branco, mas sempre excelente, a deixar a sua marca, e muitas promessas, na alta roda do ciclismo.

ÁS
Vitinha
O internacional português foi considerado pela UEFA ‘Homem do Jogo’ na final da Champions, o que o deixa em boa posição para ganhar a Bola de Ouro de 2026, onde o Mundial terá muito peso. Parabéns também a Nuno Mendes, João Neves, Gonçalo Ramos e Luís Campos.

ÁS
André Candeias
O avançado algarvio ,de 23 anos, que vai na 15.ª época no Farense, marcou, no estádio de São Luís, ao Belenenses, o golo que haveria de valer à sua equipa a permanência nas competições profissionais. Parabéns ao Farense e, para os azuis do Restelo, o seu dia chegará. "



Benfica, PSG e Cristiano Ronaldo: continuemos a falar de liderança


"Na Luz prefere-se o vazio a partilhar poder. Rui Costa recusa entregar a autonomia que poderia ajudar o clube. E, enquanto Paris ensina mais que futebol, Ronaldo falha no papel de capitão

Quando se negoceia com um treinador a norma é que se perceba rapidamente se as pretensões deste estão ao alcance (ou perto) do clube. Não acredito que, em todos estes dias que se tem falado de Marco Silva como sucessor de Mourinho, Rui Costa não tenha percebido o quão longe estava do técnico desejado e o quão irredutível este também se apresentava nas condições pedidas. Concluo assim que o que o afasta da Luz é a autonomia que querem ou não conceder-lhe. Um maior controlo sobre a massa crítica ao seu dispor, ou seja, a palavra definitiva na entrada e saída de jogadores.
Rui Costa, que enquanto administrador e, depois, presidente, se mostrou pouco competente no assunto, não quererá perder o poder sobre o futebol. E as vistas curtas manifestam-se desde logo ao ponto de nem perceber que isso poderia devolver à equipa uma superior qualidade na decisão e, eventualmente, melhores resultados. O presidente estará a recusar precisamente aquilo que poderia ser a sua salvação. Já o seria com Amorim e acredito que Marco Silva também tenha, pelo menos, essa capacidade de ser o manager que preenche aqueles vazios que esta direção não consegue ocupar.
Podem argumentar que ambas as situações são legítimas, porém diria que a falta de provas dadas funcionará sempre contra Rui Costa. É incrível como, mais uma vez, entre o assumir o próprio destino ou deixar ver o que dá, escolheu não fazer nada. Vamos ouvir que a sua capacidade de negociação foi tão boa que conseguiu metade da verba de entrada na Champions sem fazer nada. Mas as contas far-se-ão no fim. E no fim chegará a resposta à questão que todos agora devem fazer: a que custo? O silêncio tenebroso que acompanha Rui Costa, à exceção das pancadas no padel, sem vir a público, mesmo no ambiente protegido da BTV, diz muito da sua (falta de) liderança. Mesmo que só se esperassem frases-feitas e as promessas de melhoria como resposta a mais uma temporada horrível.
Na Luz, até se podia levantar os olhos da negritude que resulta do esconde-esconde e das janelas fechadas, e se encontrar o exemplo de liderança na era que o PSG está a escrever. Tudo o que o futebol devia ser é-o na relação entre Luis Enrique, Campos e Vitinha e companhia.
E, por falar em líderes, Cristiano, talvez ainda nas nuvens com o seu título saudita, esqueceu-se da conquista dos companheiros de Seleção, a dias do Mundial. Um capitão continua a não ser isto. Não deveria."

Zero: Mercado - Benfica tenta contratar avançado do Wolfsburg

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - As razões para o triunfo do Paris Saint-Germain na Champions

Observador: E o Campeão é... - Cabo Verde pode ser a grande surpresa do Mundial?

Observador: Três Toques - Portugal no topo: Do sucesso no Giro à glória do PSG

SportTV: Primeira Mão - PSG bicampeão e Arsenal amaldiçoado: final da Champions teve de tudo 🤯

Tuga Fut #21

Falsos Lentos - S06E39 - Manuel foi a casita do Bad Bunny

Atividade do fim de semana


"O essencial da vida benfiquista nos últimos dias.

1. Contributos internacionais
Foram vários os jogadores do Benfica em ação por seleções nacionais nos últimos dias.

2. Final igualada
A equipa feminina de futsal do Benfica ganhou, por 1-4 no reduto do Nun'Álvares, o jogo 2 da final dos play-offs do Campeonato Nacional.

3. Em vantagem
Em hóquei em patins, no masculino, o Benfica está na frente das meias-finais dos play-offs com o OC Barcelos por 2-0. Na segunda partida, vitória benfiquista, por 4-5, após prolongamento. No feminino, triunfo das águias, por 4-2, ante a Sanjoanense na partida inaugural das meias-finais do Campeonato.
Em futsal no masculino, o Benfica ganhou por 0-4 ao Leões de Porto Salvo no primeiro encontro das meias-finais dos play-offs.

4. Outros resultados
Em andebol no feminino, vitória do Benfica, por 18-31, no reduto do Gil Eanes. No futebol de formação, os Juvenis bateram o Alverca, por 3-0, e os Iniciados superiorizaram-se ao Sporting por 3-1.

5. Título na formação
Em futsal no feminino, as Sub-19 do Benfica são pentacampeãs nacionais.

6. No topo
Vasco Vilaça venceu a etapa de Alghero (Itália) e comanda o ranking mundial do World Triathlon Championship Series.

7. Bons desempenhos
Vários atletas do Benfica em destaque.

8. Dia olímpico
O protagonista do 3.º episódio desta série da BTV é o nadador Miguel Nascimento.

9. Análise de um título
Em foco o Campeonato Nacional de Juniores B1 de voleibol conquistado pelo Benfica.

10. Benfica Basketball Camp
As inscrições estão abertas.

11. Concerto de balneário
Organizado pela Benfica FM, o concerto de Badoxa presenciado pelos campeões nacionais de râguebi.

12. As Marias
Foi apresentado o livro "As Marias do Benfica – Uma bolada no charco" sobre o notável percurso, durante uma década, da equipa feminina de voleibol benfiquista.

13. Casas Benfica Barcelos e Quarteira
Estas embaixadas do benfiquismo celebraram os respetivos 25.º e 16.º aniversários."

Toma Vitinha, é tua a bola que o João roubou


"Eu me confesso, tinha esta newsletter fisgada para dedicar por inteiro a Vitinha. Reparem: na era dos matulões de estampa no futebol em que pelo jargão dentro entram termos como a “dimensão física” ou a “fisicalidade”, o Paris Saint-Germain ganhou a segunda final seguida da Liga dos Campeões dando a bola, dizendo-lhe “toma, é tua, pensa-a tu”, ao tipo fininho de membros, baixinho em altura, de fraca figura à vista desarmada que tem no coração do meio-campo. Trata-se de uma divergência ambulante, o Vitinha, a quem cometeram o desplante de o batizar com um diminutivo de modo a que o que ele joga, além de extraordinário, ser irónico.
E condigno por reforçar a contradição.
Vitinha joga muitíssimo, uma barbaridade, afinal deram-lhe um pequeno troféu arredondado em forma daquilo que não lhe sai dos pés, feito das estrelas prateadas e iconográficas da Champions, que distingue o melhor jogador da final onde ele, o pequenote irrequieto, lá esteve a pedir a bola sem descanso, a querê-la por defeito que é feitio mesmo perante o antídoto do Arsenal que também foi buscar à ironia um dos seus ingredientes: para tentarem anular a influência do português, os ingleses não o pressionaram além do mínimo exigível quando tinha a bola.
Seria de rir não fosse de gabar. Trocado por miúdos, o Arsenal pôs um jogador na frente de Vitinha perto o suficiente para ele não se sentir à vontade mas longe o quanto baste de maneira a não ser atraído à sua beira e abrir um espaço atrás para o passe entrar.
Outra costela de ironia: tentar diminuir o alcance do jogador conhecido pelo seu diminutivo, que ditador de jogo é se a bola estiver na sua companhia, deixando-o tê-la, preferindo antes tapar as hipóteses de o português a passar a alguém que estivesse numa posição vantajosa. É mau que ele tenha a bola, pior fica se a conseguir passar, eis a lógica. Resultou até deixar de resultar, o PSG deu a volta à estratégia, Vitinha rodeado está de craques, imerso numa equipa fluída que mesmo sem a dinâmica do costume lá se desemaranhou do bloco compacto do Arsenal, por demais defensivo e aborrecido.
Quando o fez em modo cruzeiro, a partir da segunda parte, teve outro português, um mais discreto, no cerne de tudo. Se nos rendermos ao engodo do holofote e atentarmos só ao que o foco ilumina tendemos a não ver o que está literalmente ao lado, e é o caso de João Neves. Quando as cãibras queimaram os músculos de Ousmane Dembélé, o Bola de Ouro que continuamos por descobrir com que pé prefere chutar, do capitão Marquinhos e de Vitinha, tirando-os da partida, prevaleceu em Budapeste a fibra do discreto ladrão de bolas, igualmente pequenino como o conterrâneo do meio-campo, igualmente gigante no quanto joga.
Em João Neves não há cortes de cabelo desbastados ou aparados antes do jogo como é costume nos futebolistas dados a cuidarem da imagem, que fazem de barbeiros convidados de honra dentro dos estágios das equipas. João jogou com a guedelha com que acordou naquele dia, discreto nas funções e simples nas ações durante 120 minutos, uma formiga operária que engana: trabalha tanto, estando tantas vezes no sítio certo, que o seu lado gregário distrai da delicadeza do seu jogo.
Era impossível ignorar o português que joga com a ponta da língua encostada à bochecha a favor do que estica o dedo indicador da mão direita quando se entretém com a bola, cada um com o seu tique. Vitinha ser o tipo que mais passes e toques na bola deu na final da Champions entende-se por João Neves ter sido quem mais vezes roubou a bola, ganhou duelos (no ar) e sofreu faltas na sua equipa. As valias de um ligam às do outro, os seus trejeitos futebolísticos são umbilicais. Não há o Vítor de Santo Tirso, filho de pai jogador, sem o João de Tavira, cuja primeira experiência no desporto veio do andebol.
Outra ironia: como pôde um rapaz baixote, com os pés atolados em jeito, começar por fazer uso das mãos para se recriar com uma bola?
Faço eu ideia, mistério da vida, desta em que hoje o maior dos organizadores de jogo no futebol é Vitinha, exímio a dar um passe mas sem ser só isso, já não como Andrea Pirlo, Sergi Busquets ou Toni Kroos, últimos da geração onde receber para um lado e fingir com o corpo para o outro era o refogado do seu estilo; vergavam jogos à sua vontade usando os engodos da tanta técnica que tinham. Vitinha também, mas corre, farta-se de correr, o golo que marcou não nesta, na anterior final da Champions, é prova disso.
Ele tem algo de irónico assim como João Neves. Já que muito dado a comparações se assume o futebol, ele é uma espécie de sucessor de N’Golo Kanté. O francês era, ainda vai sendo, um destruidor de jogo omnipresente, incansável a cobrir todo o campo; o português encarna essas qualidades, acrescentando bastantes camadas: não se limita a correr, perseguir, disputar duelos, roubar ou desfazer o jogo dos adversários; também joga bastante no resto, excecional no controlo de bola, tentacular a guardá-la, movido por uma cabecinha pensadora com os neurónios em sintonia com os de Vitinha.
Seria ironia suprema que Roberto Martínez, elogiador em entrevista à Tribuna Expresso da “química natural” entre os jogadores, acendedor da brasa que esquenta a sua sardinha gabarola ao lembrar ocasionalmente ter sido quem os juntou pela primeira vez na mesma equipa, não aproveitasse esta telepatia na seleção nacional. Vitinha pensa a bola, João Neves vai buscá-la. Tenho para mim que separá-los deveria ser pecado futebolístico pelo que se vê quando jogam juntos.
Eu não os vejo nos treinos, mas não dá para ver como não dedicar o jogo de Portugal no Mundial aos dois que fazem mexer o melhor meio-campo do futebol europeu. Pode ser que seja por ter visto a final da Champions em Tavira, terra do menos badalado dos médios, atravessada pelo Rio Gilão que rima com João. Ou por ter olhos na cara."

Creaking Cristiano Ronaldo’s presence at World Cup is more a curse than a blessing


"Veterans such as Messi and Modric are much in evidence at the finals, but an obsession with celebrity may undermine Portugal

It turns out that 2022 wasn’t Lionel Messi’s last dance after all. He will turn 39 during the World Cup, but despite concerns over the “muscular overload” that led to him limping out of Inter Miami’s 6-4 win over Philadelphia Union on Sunday, he remains the figure on whom Argentinian hopes rely.
Messi won’t be the only veteran in Canada, the US and Mexico: Cristiano Ronaldo, aged 41, will also be there – inevitably, given how his career and Messi’s seem inextricably bound. So will Luka Modric and Edin Dzeko, plus the goalkeepers Manuel Neuer, Craig Gordon, Guillermo Ochoa and Vozinha, all of whom are 40. And there is one 39-year-old other than Messi: the Japan defender Yuto Nagatomo.
That is seven players aged 40 or older, a remarkable number given that only seven players have previously played at the World Cup having reached that age. The oldest was Essam El Hadary, who played in goal at the age of 45 years and 161 days when Egypt lost to Saudi Arabia in 2018. Both countries were already out and there were some qualms that he had been picked out of sentiment, a tribute to one of the undoubted greats of the Egyptian game, but he saved a penalty and performed well enough to justify selection.
Goalkeepers, not surprisingly, make up the majority of the previous seven. Faryd Mondragón, aged 43 years and 3 days, came on with five minutes remaining in Colombia’s 4-1 win over Japan in 2014. In his case, there was no doubt he was being introduced purely so he could become the oldest player at a World Cup.
There was no such favouritism, though, being shown to Pat Jennings in 1986, Peter Shilton in 1990 or Tunisia’s Ali Boumnijel in 2006, and certainly not to Dino Zoff when he captained Italy to World Cup victory in 1982. He had been heavily criticised after the 1978 tournament, but his late save, plunging on to an Oscar header, was just as vital in the 3-2 win against Brazil as any of Paolo Rossi’s three goals.
The exception is Roger Milla who, after coming out of retirement to inspire Cameroon in 1990, returned in 1994, aged 42, to become the oldest outfielder at a World Cup. He came off the bench against Brazil and Russia, scoring in the latter game, although his side were already 3-0 down and went on to lose 6-1.
But whatever the details, the comparison is striking: there could be more players over the age of 40 at this World Cup than in the 22 previous tournaments put together. In part, that is perhaps because of the expansion of the tournament. Vozinha is a regular for Cape Verde – he’s certainly not going for sentimental reasons – but would his team have qualified for a 32-team World Cup?
And would a team ranked higher than 69th in the Fifa standings be going to the World Cup with a goalkeeper who plays for Chaves in the Portuguese second division? And in part it’s because sports science has improved. Injuries that once would have ended a career can be overcome. Nutrition is far better. Footballers no longer sink double digits of pints every time they get a day off. Understanding of recovery, stretching, prehab and rehab have all improved. While the 500-game rule still seems to hit some players, others are going on for longer. To take just two examples, James Milner, born 1986, and Robert Lewandowski, born 1988, have only recently begun to show signs of wear.
Modric and Dzeko are diminished by age, but they are, fairly clearly, the best Croatia and Bosnia and Herzegovina have to offer in their respective roles. Messi’s case is more questionable – however dangerous he looks in MLS, he is evidently not capable of operating at the highest level in Europe.
But it would be hard to say with any great certainty that Argentina would be better off had he been phased out. It remains just about conceivable, given the nature of international football, that Julian Álvarez and Messi’s clubmate Rodrigo De Paul can again do his running for him and that Messi’s capacity to produce a defence-splitting pass or other moments of inspiration will make it worth the sacrifice.
But Ronaldo is not the player he was. He is not even the player he became after he ceased to be the player he was. He lumbers about in an increasingly small sphere of influence, still decent in the air, still a good finisher, but barely able to move, lacking the explosive power that once made him great. He has won the Saudi Pro League this season, but that is less an endorsement of him than an indictment of the league.
Even at the last World Cup he seemed like a burden. When he was left out for Gonçalo Ramos against Switzerland, Portugal found renewed pace and verve and scored six, Ramos getting three of them. Yet still fans in the stadium called for Ronaldo, the biggest cheers coming as he came off the bench and then marked an obviously offside goal that was swiftly disallowed with his trademark celebration; a part of modern football is obsessed by personality and spectacle.
The danger is that Ronaldo’s presence could mean that a potentially brilliant generation of Portuguese creators is never truly unleashed. That is the irony of the suspension for his red card against Ireland being commuted; it may represent a preposterous injustice as Fifa ensures the biggest names are on the field as much as possible, but it will probably end up hampering Portugal.
There is no doubt Ronaldo is in incredible shape – for a 41-year-old. Nor is it wrong to point out that, Ronaldo aside, Portugal have not produced a world-class centre-forward since Eusébio. But there comes a point at which his immobility makes him an albatross and any halfway competent forward who can move is a better option.
The continued presence of familiar faces may be testament to how much better players are at looking after themselves than they used to be, but, in at least one case, it is also evidence of the modern world’s obsession with celebrity."

Bola na Trave: Chegou a hora de dizer isto!

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - O quintal de Vitinha no bicampeão PSG e um debate sobre a posição 9 da seleção

LiveMode: Retro #15 - Portugal - Brasil, 1966

LiveMode: Mundial #7 - Vitinha Rei da Europa e um "Zidane" no Mundial ⚽️