Últimas indefectivações

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Goleada...

Araz 0 - 9 Benfica

Goleada no Azerbeijão, garantido um jogo tranquilo na 2.ª mão na Luz, neste novo formato da Champions!

A equipa está a jogar bem, mas na próxima eliminatória, nos Quartos-de-final, vamos encontrar quase de certeza a Lagartada, e tudo pode acontecer a duas mãos...


Antevisão...

Missão: Amesterdão

Visão: S07E12 - Mourinho não está feliz | Atlético

Terceiro Anel: React - Mourinho - Ajax

Treino...

Crise profunda e muitas dúvidas

Chegou à Luz o «verdadeiro» Mourinho


"Apesar de ainda faltarem cinco semanas para a abertura do mercado invernal, José Mourinho já deu um murro na mesa que fez com que nada ficasse como antes. Foi uma intervenção «à Mourinho», frontal, brutal, até, cortando a direito e separando o que, no seu entender, é trigo, daquilo que sente como joio. Os próximos tempos não serão fáceis para o Benfica, mas, pelo menos, ficou traçado um rumo. E para quem navega sem rumo, nenhum vento é favorável...

Com uma carreira a solo de 25 anos, ao longo dos quais ganhou o estatuto de «pessoa realmente influenciadora da história do futebol», ou, como se dizia antigamente nos bancos da faculdade de Direito, «com ele a doutrina aumentou e a jurisprudência evoluiu», nunca ninguém deu nada a José Mourinho - entre muitas outras conquistas, as I Ligas, as Taças, as Premier Leagues, os Scudettos, as Champions, a Liga Europa, a Taça UEFA ou a Liga Conferência - foi ele que trabalhou para ganhá-las, com os staffs e jogadores que escolheu.
No último quarto de século, honra lhe seja feita, nunca vi ninguém elogiar Mourinho pela cordialidade, pelas capacidades diplomáticas, ou pelas tentativas de tentar consertar o que já não tinha arranjo. Ao invés, embora tenha proporcionado, por vezes através de bate-bocas com os jornalistas, alguns momentos inolvidáveis, a sua natureza foi sempre marcada pela frontalidade e dureza, sem medo das palavras, muito menos de levá-las à prática.
Acontece que «este» José Mourinho, se quisermos o «verdadeiro» José Mourinho, ainda não tinha vindo à tona nesta sua segunda passagem pelo Benfica. Os primeiros tempos foram de observação, pelo meio meteu-se a temperança requerida pelo processo eleitoral, e só agora, concluída a primeira e livre das amarras da segunda, o treinador de Setúbal começou, com um aviso solene após o jogo da Taça, no Restelo, com o Atlético, a iniciar a formatação do Benfica que deseja, identificando com quem «não quer ir para a selva», com a devida vénia ao autor da expressão, Carlos Queiroz.
Quer isto dizer duas coisas: Mário Branco e Rui Costa vão ter muito trabalho até ao fim do ano, entre chegadas e partidas; e dentro do plantel, haverá dois tipos de jogadores, os que entregam os pontos, e aqueles que ainda vão tentar fazer com que Mourinho mude de ideias. Ou seja, aquilo que pareciam ser águas paradas, transformaram-se num mar encapelado, de onde apenas sairá vivo (metaforicamente, é claro), não só quem souber nadar, mas ainda tendo ainda de fazê-lo no estilo que mais agrada ao treinador.
Mas, até que este cenário possa ganhar corpo, ainda faltam cinco semanas que, entre abanões, incertezas, avisos e lesões, prenunciam tempos difíceis para o Benfica, que não deve perder mais pontos para a concorrência na Liga, joga pelo prestígio na Champions, e mantém a ida ao Jamor como um objetivo.
Então, neste contexto, terá sido oportuno o murro na mesa dado por Mourinho, no Restelo? Francamente, por mais que valorize os perigos atrás identificados, creio que sim, porque não só serviu de eletrochoque em quem nunca sentiu o peso da camisola (porque num clube da dimensão do Benfica só pode jogar quem sentir esse peso, e conseguir aguentá-lo), como abriu uma perspetiva de futuro aos adeptos encarnados, através de um treinador que acredito que tenha poderes reforçados e uma palavra importante a dizer naquilo que se seguirá, e que quer apetrechar o clube com meios que o levem ao sucesso desportivo.
José Mourinho, fazendo jus à sua imagem de marca, despiu as vestes de bom rapaz, pôs as garras de fora, arregaçou as mangas, e disse que está pronto para a luta. Não foi a primeira vez, em 25 anos, que o fez, e há que não esquecer que as coisas só não lhe correram bem quando tomou atitudes semelhantes e não teve o respaldo das administrações dos clubes. O que não me parece verificar-se no presente."

BF: Manu, formação, Mourinho e Ivanovic...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Arsenal alarga vantagem na Premier: será desta?

Observador: E o Campeão é... - Sub-17 à procura de história e um CR7 "fixado" em bicicletas

Observador: Três Toques - Trump quer tentar ser “fixe” ao lado do Ronaldo?

SportTV: Primeira Mão - Benfica x Ajax: Dois Gigantes em Tempos Difíceis

Voleibol Feminino: 3-0

1 Minuto


- Minuto...

O luto do Liverpool não acaba


"O Liverpool caiu para a segunda metade da tabela da Premier League. Parece impossível como o campeão, que na época passada fez de casa a sua fortaleza, que pegou na liderança à 10.ª jornada para não mais a largar, fez milésimas reviravoltas, este ano esteja a ter um aproveitamento tão pobre. Duas derrotas em casa, 6 ao todo na Premier League, 8 no total da época.
O que mudou de lá para cá, e quando? É fácil. Foi em julho.
A isto chama-se luto e é muito diferente daquele realizado pela família. Parece bastante evidente que o clube, e sobretudo os jogadores, que começaram a época com um funeral, não conseguiram completamente ultrapassar o vazio deixado pela ausência de Diogo Jota como amigo e companheiro, e o peso de uma ausência sempre presente, seja no memorial fora do estádio, nas homenagens nos jogos, a cada minuto 20, ou até nos programas de jogos dos adversários, em que é incluído na equipa. O lugar residente no balneário dá-lhe a importância que granjeou na equipa, marca uma presença acompanhada de dor. Poderia o clube ter gerido a situação de outra maneira? Como não elevar um jogador tão relevante e, sobretudo, tão querido na equipa? Não há muitos exemplos para estudar este tipo de situação, felizmente, por isso o Liverpool tem feito o melhor que pode.
Ainda na semana passada o tema voltou, suspeitando-se que nunca tenha ido embora. Assim que, 28 anos depois, a Escócia garantiu acesso ao Mundial 2026, e num momento de intensa felicidade, Andy Robertson abriu o coração e falou de Jota na entrevista rápida, confessando que tinha pensava no amigo perdido nas horas antes do jogo, nas conversas que tiveram quando o português falhou presença no Mundial do Qatar por lesão, tal como Robertson por a Escócia... «nunca ir».
A equipa venceu apenas 3 dos últimos onze jogos e o treinador Arne Slot assumiu que a equipa continuava afetada pela morte de Jota, desaparecido de forma violenta num acidente carro com o irmão André Silva a 3 de julho, não a queria usar como desculpa para maus resultados, mas afirmou que era impossível medir como a ausência de Jota se refletia nos jogadores.
«Acho que é bom lembrarmo-nos dele sempre que possível, pela pessoa e pelo jogador que era. Mas é impossível medir o que isso faz aos jogadores e, depois, o que isso faz aos nossos resultados. A última coisa que eu faria seria usar isso como desculpa, porque simplesmente não sei, e não é correto. O que sei é que sentimos falta do jogador e também sentimos falta da pessoa. Mas não consigo medir que impacto isso tem nas nossas exibições, quanto mais nos resultados. Isso é impossível de dizer. Desta vez não conseguimos recuperar tantas vezes como na época passada, depois de estarmos a perder por 1-0 ou por um golo, e ele teve, sem dúvida, o seu papel nisso na época passada. Mas a mulher e os filhos dele vão sentir muito mais a falta dele», confessou o treinador.
A Seleção Nacional, é certo, não se reúne todas as semanas, mas parece ter conseguido integrar a presença de Jota com o +1 desde que retomou a qualificação para o Mundial. A passagem do número 21 para Rúben Neves foi, para mim, uma ideia feliz, e até houve um golo marcado nesse minuto. O luto vem em ondas, diz-se, e Robertson foi claramente atingido por uma em dia de grande felicidade na sua carreira internacional. Agora, Portugal e Robertson vão levar Jota ao Mundial, mas o escocês e os companheiros de Anfield terão ainda algum trabalho pela frente, e terão de o fazer a cada semana, à frente de todos."

16h00: a hora de Portugal!


"Portugal pode hoje fazer história no Mundial sub-17, se conseguir apurar-se para a final onde nunca uma Seleção Nacional da categoria conseguiu estar

Bino Maçães tinha 16 anos e era um dos titulares, ao lado de Luís Figo e Emílio Peixe, da Seleção Sub-17 que, em junho de 1989, conseguiu a maior proeza de sempre da categoria em Campeonatos do Mundo: 3.º lugar no Mundial organizado pela Escócia, equipa que eliminara as Quinas na meia-final. Portugal vivia uma era de ouro na formação: sagrara-se campeão do Mundo sub-20 nesse mesmo ano, em março, em Ríade (Arábia Saudita); voltaria a conquistar esse título em 1991, em Lisboa, num Estádio da Luz a abarrotar com 130 mil pessoas.
São estes dois os únicos troféus mundiais da história do futebol português. Desde então, ou seja, desde 1991, nem mais uma taça do Mundo para o nosso País no chamado desporto-rei. É por isso que a meia-final do Mundial sub-17 que, esta tarde, no Qatar, põe frente a frente Portugal e o Brasil representa um dos momentos mais importantes da história do nosso futebol. Pela frente, a equipa de Bino Maçães, agora como selecionador, 37 anos depois de ali ter estado como jogador, tem a possibilidade de ser a primeira do escalão a chegar a uma final de um Campeonato do Mundo.
E o que até agora se viu... permite acreditar. O Brasil será adversário duro, talvez o mais duro que os jovens portugueses encontraram pelo caminho, mas como não acreditar que chegou a nossa hora, depois das cinco vitórias em seis jogos — a única derrota foi com o Japão, no último duelo da fase de grupos para o qual Portugal entrou já qualificado para os 16 avos —, depois dos 22 golos apontados e apenas quatro sofridos nesses mesmo seis duelos e depois das exibições cheias de personalidade, classe e talento de meninos como Anísio Cabral, melhor marcador da competição com seis golos, Romário Cunha, Daniel Banjaqui, José Neto, o capitão Rafael Quintas ou Mateus Mide.
Para trás, ficaram seis duelos: Nova Caledónia, 6-1; Marrocos, 6-0; Japão, 1-2; Bélgica, 2-1; México, 5-0; e Suíça, 2-0. Para que o sonho destes meninos, que no passado dia 1 de junho estavam a celebrar a conquista do Europeu sub-17, se torne realidade, faltam apenas dois. O primeiro é contra o Brasil, nas meias-finais, já esta tarde, às 16h00 — a hora de Portugal.
Espera-se, por cá, que o segundo seja aquele que será disputado mais tarde na próxima quinta-feira: o da final do Mundial sub-17, jogada horas depois da partida de atribuição do terceiro e quarto lugares."

A fulgurante ascensão do moço gigante de Tavira


"Em pouco mais de um ano em Paris, João Neves já superou os números que atingiu em época e meia na primeira equipa do Benfica. Não para de crescer em maturidade, confiança e influência. E «virou» goleador: é o melhor marcador do PSG na Ligue 1! Num plantel daqueles, não é coisa pouca

O verão caminhava para o fim quando o mundo do futebol arregalou os olhos de espanto: João Neves tinha marcado três golos na vitória do PSG (6-3) em casa do Toulouse. Dois deles de bicicleta! 30 de agosto, sendo uma data para recordar, parecia ser irrepetível.
Dias depois, ao serviço da Seleção, Vitinha, colega de equipa mais habituado a ser protagonista, dizia que João Neves era «um miúdo especial» e que o «hat-trick dele tinha sido único».
Só que não. Foi na Seleção, precisamente, que João Neves repetiu a proeza de marcar três golos num só jogo, no amasso com que a Arménia foi brindada e que garantiu – finalmente! – a qualificação portuguesa para o Mundial 2026.
E nesse Mundial, está bom de ver, João Neves tem de ser um pilar da equipa lusa.
Ele já não é só a incansável, lutadora e destemida «formiguinha» que encara todas as batalhas em todo o campo; é, cada vez mais, um jogador diferenciador, decisivo.
Numa época em que o PSG tem tido algumas oscilações de rendimento, João Neves tem sido crucial para manter a equipa campeã de França e da Europa - e vice-campeã do Mundo - no topo da classificação da liga francesa. Pelo que joga, pelo ritmo que mantém e impõe; e agora também pelos golos que marca.
João Neves está mais solto, pisa terrenos mais adiantados, aproveita a agilidade para chegar a bolas que parecem perdidas e define com tremenda facilidade. Leva seis golos marcados em nove jogos. É o melhor marcador da equipa. Cinco golos no campeonato – os mesmos de Barcola. Formidable!
Tudo isto mantendo aquele ar de menino que só quer jogar à bola; divertir-se, sim, mas ganhar - que é esse o objetivo do jogo. A mesma simplicidade que trouxe de Tavira quando, ainda criança, chegou ao Seixal.
O «moço pequeno» filho de polícia que se dispôs a conquistar o país e o mundo à custa do seu trabalho. Uma estrela antivedeta que ilumina o futebol dos campeões da «Cidade Luz». Um gigante português de 174 centímetros que se impõe aos rivais. E ainda só tem 21 anos.
Pode até dizer-se que Luis Enrique é um treinador feliz por contar com uma «armada» portuguesa com tanta qualidade; mas é bem certo que tem feito por isso. Todos os internacionais lusos têm evoluído no PSG. E se Vitinha e Nuno Mendes são facilmente colocados entre os melhores do mundo, João Neves tem de ser aceite como membro desse restrito clube."