Últimas indefectivações

domingo, 22 de junho de 2025

Tri-Ouro !!!


Dia Dourado para a Canoagem portuguesa e do Benfica, com três Ouros no Europeu de Canoagem, na Chéquia!

Fernando Pimenta, no K1 1000m, a prova rainha da modalidade... e ainda foi a tempo, no K2 Maratona, ao lado do José Ramalho, de conquistar outro Ouro!!!

O K4 500m, com três Benfiquistas: João Ribeiro, Messias Baptista e o Pedro Casinha, juntamente com o Gustavo Gonçalves, venceram igualmente o Ouro!!!
E ainda não acabou...

Sounds of the Game...

Orlando...

BI: Megafone #30 - Mundial de clubes, Lage Vs Kokçu e reforços

A conquista do TetraCampeonato...

Zero: Mercado - Não há saldos por Diomande

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Kökçü esteve mal, Bruno Lage ainda pior?

Na luta pelo apuramento


"O triunfo do Benfica, por 6-0, ante o Auckland City é o destaque nesta edição da BNews.

1. Resultado que se ajusta
Na opinião do treinador do Benfica, Bruno Lage: "É um resultado de 6-0, podíamos eventualmente ter feito mais 2 golos, mas é o resultado certo."

2. Reações dos jogadores
Para Di María, considerado o Player of the Match pela FIFA, "o importante era vencer o jogo".
João Rego salienta: "Trabalhamos todos os dias no máximo."
Barreiro antevê a equipa "na máxima força frente ao Bayern", e António Silva garante: "Vamos para ganhar o jogo."
Schjelderup quer "fazer o melhor para passar".

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os seis golos do Benfica marcados ao Auckland City.

4. Seja onde for
Os Benfiquistas no apoio ao Benfica.

5. Red Pass 2025/26
O período de renovação dos Red Pass começa no dia 24 de junho.

6. Domingo preenchido
O jogo 3 da final do Campeonato Nacional de futsal entre Benfica e Sporting é no Pavilhão João Rocha às 19h00.
A final do play-off do Campeonato Nacional de hóquei em patins no feminino começa na Luz, com o Benfica a receber o Turquel às 15h00.
No Pavilhão n.º 2, às 10h30, tem início a 43.ª edição da Gimnáguia.

7. Campeões europeus
Fernando Pimenta conquistou o ouro em K1 1000 metros no Campeonato da Europa de canoagem, na Chéquia. João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha sagraram-se campeões europeus em K4 500 metros.

8. Distinção
Toni, glória do Benfica, foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Desportivo da Câmara Municipal de Lisboa.

9. Reforço
Claudia Dillon é reforço do plantel da equipa feminina de voleibol do Benfica."

Os europeus estão com inveja dos sul-americanos


"Como é na Europa que estão os principais clubes de futebol da atualidade, muito provavelmente o vencedor deste primeiro Mundial no novo formato virá daí e não da América do Sul. E, no velho continente, os adeptos podem ver em ação, semana após semana, nos seus clubes ou nos clubes dos vizinhos, as maiores estrelas do jogo, europeias e sul-americanas.
A UEFA, ao contrário da Conmebol, organiza provas impecáveis, com relvados macios, recurso rápido e eficaz ao VAR em partidas disputadas em cidades, ao contrário das sul-americanas, que têm estações de metro à porta dos estádios e transportes públicos que cumprem horários à risca.
A cada ano, entretanto, os ocupantes da primeira prateleira do futebol europeu gastam a reforçar os plantéis o equivalente ao PIB de cidades de médio porte dos países latino-americanos mais carentes. E os da segunda e da terceira prateleiras, se perderem as principais estrelas para aqueles, vão, muitas vezes, compensar as perdas no Brasil, na Argentina, no Uruguai, na Colômbia, obedecendo à implacável cadeia alimentar futebolística.
Então, por que razão, como diz o título deste texto, «os europeus estão com inveja»? Na verdade, é aquele tipo de inveja que alguém que não gosta de caracóis sente ao ver o entusiasmo dos apreciadores quando as tascas anunciam a chegada da época do petisco. Da mesma forma que a euforia das crianças a abrir os presentes de Natal, por mais que seja deliciosa de acompanhar pelos pais e avós, não deixa de gerar uma certa melancolia nestes, para quem o vinho e o bacalhau, e não a maçadora atividade de desembrulhar papelada e ver o par de meias do costume, é que são as estrelas da consoada.
Os europeus, em suma, têm inveja de sentir, como os sul-americanos sentem, este Mundial como um prato de caracóis fumegantes ou um brinquedo esperado há tanto tempo.
Na Europa, o Mundial de Clubes é visto mais como um capricho da FIFA para americano ver, cujo principal resultado será cansar jogadores e atrasar férias e pré-temporadas.
Na América do Sul, pelo contrário, vive-se clima de Mundial (o verdadeiro, o de seleções) com os adeptos do Palmeiras a invadirem a Times Square, os do Boca a conquistarem Miami, os do Flamengo a encherem um estádio em Filadélfia e os que cá ficaram a assistir aos jogos fora de horas em bares repletos de hinchas e torcedores.
Nico Kovac, treinador croata do Borussia Dortmund, resumiu tudo antes de defrontar — e ser dominado — por um Fluminense que deu a vida em 90 minutos. «É bonito perceber que este torneio está a ser recebido de forma muito diferente no Brasil, na Argentina e até no México em relação à Alemanha ou ao resto da Europa», desabafou. «Gostaria que o abordássemos com o mesmo entusiasmo, com a mesma sensação…» Eis a tal inveja."

De Carlos Queiroz a Rui Jorge, o talento


"Para quem segue o futebol português, nos seus diversos patamares de desenvolvimento e escalões etários, há mais de 40 anos, impressiona o grau de maturidade alcançado em vários setores, mas também surpreende a aparente falta de memória de muitos dos seus agentes.
A 3 de março de 1989, Carlos Queiroz e Nelo vingada mostraram, talvez pela primeira vez, o caminho e as suas dinâmicas: coordenação, metodologia, consistência, organização. Tudo em suporte do Talento, fator diferenciador e essencial, mas que necessita de despiste prévio para poder ser efetivamente moldado e trabalhado.
Um ano antes (1988), estive na Morávia, região da então Checoslováquia em que a Seleção de sub-19 de Portugal chegou à final do respetivo Europeu (perdendo, por 3-1, o jogo derradeiro com a União Soviética de Salenko). Foi o meu primeiro contacto com Queiroz, a sua equipa técnica e a geração de sonho que, no ano seguinte, se haveria de sagrar campeã mundial, em Riade, com a vitória na final frente à Nigéria, por 2-0.
Já aí, dando os primeiros passos no topo da hierarquia internacional para os escalões de formação, era notória a diferença que se viria a tornar decisiva para a capacitação do treinador português (agora amplamente reconhecida a nível internacional, pelos quatro cantos do Mundo), mas também a consequência de um trabalho metódico, científico na sua génese mas suficientemente adaptável às diversas circunstâncias do jogo, das competições e dos atletas.
Porque este foi, de facto, o primeiro segredo: perceber o contexto, delinear a estratégia, encetar o processo. E deve sempre ser assim, com a mais científica e tecnológica base, a cada passo e em cada geração, mas também com a matéria-prima fundamental: jogadores com caráter, com personalidade, com inequívoca propensão para a compreensão do jogo e das suas variantes, com vontade e honra em vestir a camisola das Seleções Nacionais.
Trata-se, portanto, de um processo longo, mas pensado e orientado, pelas diversas equipas técnicas das Seleções Nacionais de futebol, ao longo de quatro décadas. Vários líderes passaram pelas diversas sedes da Federação Portuguesa de Futebol, múltiplos treinadores e centenas de jogadores. Ficou, para a história, e desde o final da década de 80 do século passado, a matriz comportamental, técnica e visionária que viria, ao longo de todo este lapso de tempo, a marcar e definir Portugal, os seus executantes e os seus treinadores, como de escola, verdadeiro exemplo e benchmark para o futebol europeu e mundial.
A solidez dos projetos surge, também, da capacidade de reconhecer a consistência como fator decisivo. No caso da Seleção Nacional de sub-21, por exemplo, a permanência de Rui Jorge como responsável máximo é trunfo e garante de que o tal processo evolutivo não é esquecido, procurando, neste derradeiro escalão etário de formação (e onde pontificam muitos atletas já com contratos profissionais de respeito, titulares ou à porta dessa condição em grandes clubes…), incutir a dimensão competitiva final. A permanente luta pelos títulos, algo que resulta da capacidade de permanente superação e aprimoramento das componentes psicológicas que conduzem à obtenção dos mais valiosos resultados.
Porque — não façamos qualquer confusão — este é um escalão em que podemos (devemos) falar de alto rendimento. Será, talvez, a nível internacional (competições da UEFA e da FIFA) um entry level, mas a merecer reconhecimento e atenção especiais.
Escrevo esta página num avião da SATA Air Açores, voando entre o Faial e São Miguel. Faço-o numa altura em que a Seleção Portuguesa de sub-21, talvez não tão puramente talentosa como algumas, de outras gerações, mas seguramente muito mais competitiva, focada e determinada para o resultado que boa parte delas, se aplica generosamente a cada minuto do Europeu da categoria, tendo concluído sem sofrer golos a fase inicial da competição, ao cabo de três jogos. Prepara o jogo de mais logo, frente aos Países Baixos, ciente de que este pode ser o seu ano. E fá-lo sob orientação de alguém com múltiplos trunfos para jogar, até ao apito inicial do árbitro georgiano que vai dirigir o encontro de Zilina: o selecionador nacional Rui Jorge foi, enquanto jogador de clube e de seleção, um exemplo de dedicação, raça e resiliência, do mesmo modo que conheceu balneários e técnicos desafiantes e objetivos sempre desafiadores.
Esse pode ser um dos segredos desta geração de jogadores. Serem orientados, em espaço de seleção, por alguém que conseguiu, como muito poucos, transportar as virtudes e predicados dos seus tempos de atleta profissional para a vertente técnica, juntando, evidentemente, o conhecimento científico à formação adequada, e tornando-se, discretamente, um treinador de elite.
Rui Jorge trabalha na FPF com a discrição que dele faz um profissional único, sabedor da função de preparação para saltos maiores que se lhe exige, enquanto responsável do último escalão de formação na hierarquia etária do futebol internacional.
O espírito, o reconhecimento do talento, a organização dentro e fora das quatro linhas, a disciplina e a paixão pelo símbolo da camisola constroem um treinador ímpar, cujo reconhecimento e descolagem para outros aeroportos, com novos e desafiantes voos, estará a bater à porta.

Cartão branco
Já nos habituou a uma postura discreta, tranquila, muitas vezes longe dos holofotes, sem necessidade de potenciar a imagem em redes sociais ou em criar soundbites ou momentos de notoriedade extra-futebol para sobressair.
Lionel Messi é único na sua atitude, dentro e fora das quatro linhas. E quando consegue ganhar jogos para uma equipa da MLS no cotejo internacional, ainda para mais no primeiro Mundial de Clubes, mostra verdadeiramente quem é: uma estrela sem imitação, um nome ao nível de Edson Arantes do Nascimento e de Diego Armando Maradona.

Cartão amarelo
Bem sabemos que o primeiro Mundial de Clubes é, para já, um desafio em construção, quer por parte da FIFA, quer por banda dos clubes intervenientes.
Porém, trata-se de uma competição com enorme potencial e a representatividade continental que cada clube assume, ao estar presente nos relvados dos Estados Unidos da América, é enorme. O FC Porto ficou bem abaixo do exigível, quer no seu primeiro encontro, em que o nulo frente ao Palmeiras foi bem mais positivo do que a pálida exibição rubricada, quer, sobretudo, na derrota com o Inter Miami, resultado de outra paupérrima apresentação dos dragões. Mais valia não terem cruzado o Atlântico…"

Villas-Boas já errou outra vez


"As exibições diante de Palmeiras e Inter Miami carregam ainda mais o negativismo que já existia em redor de Martín Anselmi. Dossier que o presidente já não vai a tempo de resolver bem

O que realmente pretendia o FC Porto com o Mundial de Clubes? Depois de dois técnicos de filosofia diferente e resultados próprios de um ano zero – ainda que para os adeptos, e também para André Villas-Boas, bem visível nos primeiros discursos, aquém das expetativas –, os dragões entraram para a remodelada competição da FIFA com praticamente o mesmo grupo. Apenas o talento de Gabri Veiga, que volta a um futebol mais exigente daquele que o manteve ocupado e de bolsos cheios nos últimos dois anos, foi a única peça acrescentada.
Admito que Anselmi precise de qualidade para o modelo e o plantel o limite. Aliás, concordo com o princípio de que o argentino não tem massa crítica para jogar como quer jogar, sobretudo na defesa e no meio-campo, porém também que pouco ou nada se tem visto de uma nova identidade a nascer. No entanto, o pior será mesmo o desgaste que o jovem técnico carregará para o início da temporada, a exemplo do que aconteceu com Roger Schmidt no Benfica. E o alemão até tinha um campeonato já conquistado e memórias, algo distantes é certo, de boas exibições. Por isso, repito a questão: o que se pretendia no FC Porto com o Mundial?
O exemplo a sul não fez com que o presidente do FC Porto agisse e seguiu-se o exemplo de Rui Costa de nada fazer. Só que na Luz ainda havia fôlego para comprar esperança com reforços, enquanto no Dragão se vivem tempos de vacas magras e todas as aquisições têm de ser muito bem estudadas. Talvez até seja preciso vender para comprar e não há muitos que garantam boas maquias.
Os dragões precisam de um milagre e, se não o conseguirem e assim apagarem a má imagem deixada diante de Palmeiras e Inter Miami, o arranque da nova época já começará debaixo de nuvens negras. Mas será que era esperado algo diferente nos Estados Unidos? Porquê? Villas-Boas acreditava mesmo que o processo renasceria quase do nada e sem reforços?
A decisão menos má, depois de amostra mais que suficiente, ainda que com a ressalva da fraca qualidade do plantel, deveria ter sido tomada no final da época, mesmo que isso significasse reconhecer que Anselmi, afinal, não era a tal grande visão a longo prazo. Agora, a época já está condicionada. Mais para a frente, poderá estar estragada.
Villas-Boas está a aprender. Contudo, ou se davam condições ao argentino para recuperar a aura ou já não viajaria, criando-se, pelo menos, o benefício da dúvida que protegesse um novo treinador."

Se calhar isto é que é o FC Porto


"«Faltou intensidade, faltou ser mais FC Porto»
Iván Marcano, defesa do FC Porto, após derrota com o Inter Miami

Depois de empate com o Palmeiras em que podia ter perdido, o FC Porto perdeu mesmo ao segundo jogo no Mundial de Clubes, contra o Inter Miami. Uma derrota histórica — nunca um clube europeu tinha perdido contra um da Concacaf na história do Mundial de Clubes, com todas as suas versões.
Martín Anselmi, o treinador, assumiu responsabilidades no final do jogo, admitindo erros táticos, ou pelo menos uma reação tardia — embora, com os sinais que se tinham visto na primeira parte, a forma como o FC Porto foi ainda mais frágil na segunda nada abone de bom.
Já para Marcano, faltou intensidade, faltou o FC Porto ser mais FC Porto. E percebo as dificuldades com o calor e com o calendário, neste momento híbrido de fim de temporada com início de outra, de pré-época mas ainda com cansaço acumulado da anterior. Percebo também que, pelo que já viveu no Dragão, o central tenha a fasquia elevada. Mas olhando para o Porto dos últimos dois anos, é caso para perguntar: que intensidade? Não será este, apático, amorfo, sem chispa, o verdadeiro FC Porto neste momento?"

Um primeiro olhar para a Premier League 2025/26


"Já há calendário definido e, como sempre, o sorteio ditou sortes distintas e desafios imediatos. A emoção arranca a 15 de agosto, com o campeão Liverpool a receber o Bournemouth em Anfield, mas os temas de maior interesse começam muito antes da bola começar a rolar. Entre regressos esperados, estreias em novos estádios e duelos de alto risco, há desde já muito para analisar

O Arsenal parece condenado a enfrentar um arranque repleto de obstáculos. Depois de três temporadas consecutivas a terminar no segundo lugar, os adeptos esperavam um início mais acessível, capaz de embalar a equipa rumo a um título tão desejado quanto adiado. Em vez disso, o calendário atirou os Gunners diretamente para Old Trafford na 1.ª jornada. E nas primeiras seis rondas, enfrentam quatro equipas do top-7 da época passada, incluindo visitas a Anfield e a St. James' Park, além da receção ao Manchester City.
Esta exigência obriga o conjunto de Mikel Arteta a preparar-se com intensidade na pré-época e a acelerar processos no mercado de transferências. Após um início de defeso discreto, a direção do clube vê-se agora sob pressão para agir rapidamente - sob pena de ver o título escapar antes de setembro terminar. Em maio, escrevi aqui n’ A Bola que seria um erro estratégico o Arsenal não fazer tudo ao seu alcance para contratar Viktor Gyokeres. Na minha opinião, o avançado sueco é a peça que falta para elevar o patamar competitivo da equipa e permitir-lhe, finalmente, deixar de ser vice para se tornar campeão. Acredito que nos próximos dias haverá fumo branco quanto à sua ida para Londres.
Noutro plano, quase uma década depois, o Sunderland está de regresso ao principal escalão do futebol inglês. Num contexto em que muitas das promovidas têm sido despromovidas de imediato, os Black Cats têm pela frente o desafio de contrariar a tendência. O sorteio até foi generoso: recebem o West Ham na jornada inaugural, visitam o Burnley na segunda, e só enfrentam um adversário do top-5 da época anterior a partir de outubro.
Régis Le Bris tem trabalho árduo pela frente, mas as circunstâncias oferecem-lhe uma oportunidade preciosa para construir confiança e amealhar pontos antes da entrada em cena dos gigantes. Um bom arranque pode fazer toda a diferença.
Se em Londres há algum receio perante um início de época desafiante, em Manchester não reina propriamente tranquilidade. O calendário do Manchester United também é tudo menos simpático. Depois de receberem o Arsenal, os Red Devils de Rúben Amorim defrontam o Manchester City e visitam o Chelsea, tudo nas primeiras cinco jornadas. Amorim, que chegou a meio da época passada e não conseguiu travar o declínio deixado por Ten Hag, tem agora a oportunidade de liderar uma pré-época, ajustar o plantel e impor a sua identidade.
O 15.º lugar de 2024/25 tem de ser rapidamente apagado da memória. A história do Manchester United exige mais. Qualquer eco de repetição será insustentável. O estilo, as ideias e os resultados precisam de aparecer. As casas de apostas não acreditam no sucesso de Amorim - há até quem preveja a sua saída antes do Natal. Mas eu acredito. Se há treinador capaz de recolocar o United na rota dos títulos, é Ruben Amorim. Dêem-lhe os meios necessários e, com a sua competência, ele fará o clube crescer. Não creio que o título inglês esteja ao alcance já esta época, mas um quinto ou sexto lugar seria um importante sinal de progresso.
Ainda em Londres, o Tottenham inicia um novo ciclo com Thomas Frank ao leme, depois da saída de Ange Postecoglou. O sorteio colocou-lhe pela frente um desafio aparentemente acessível: em casa, frente ao recém-promovido Burnley. Mas o dinamarquês sabe que não pode vacilar. Do outro lado estará Scott Parker, que já levou três equipas diferentes à Premier League e construiu uma autêntica fortaleza em Turf Moor: apenas 16 golos sofridos em 46 jornadas na época passada - um recorde no futebol inglês. É mais um lembrete de que, na Premier League, não há jogos fáceis, nem no papel.
Em Liverpool, abre-se um novo capítulo para o Everton, que se despede de Goodison Park e dá as boas-vindas ao Hill Dickinson Stadium, com capacidade para mais de 52 mil espectadores. A estreia no novo recinto acontece na 2.ª jornada, frente ao Brighton. Antes disso, os Toffees visitam o Leeds. David Moyes, de regresso ao comando técnico, conseguiu evitar a descida na temporada passada e sonha agora com uma época mais estável, condizente com a grandeza do clube - e num estádio à altura dessa história.
O campeão Liverpool, sob comando de Arne Slot, começa a defesa do título frente ao Bournemouth. Já o Manchester City, de Guardiola, inicia a época diante do Wolves, treinado por Vítor Pereira. Na 4.ª jornada, há reencontro com o Arsenal e, logo depois, dérbi de Manchester em setembro. Com Rodri de regresso, Bernardo Silva a envergar a braçadeira de capitão e reforços promissores, os “Citizens” parecem prontos para recuperar o domínio perdido para os rivais de Merseyside.
A temporada arranca a 15 de agosto e termina a 24 de maio, com a habitual jornada final disputada em simultâneo. Está prevista uma pausa de inverno, sem jogos na véspera de Natal, e os jogadores terão, no total, 83 dias de descanso ao longo da época. A Premier League procura, assim, mitigar o desgaste físico e evitar as críticas à sobrecarga competitiva - tendo em vista, também, o Mundial de 2026, que começa logo em junho. Resta ver que impacto terá, já numa fase mais crítica da temporada, a participação de Manchester City e Chelsea no novo Mundial de Clubes que decorre neste momento nos Estados Unidos.
O calendário está definido e as primeiras histórias começaram a ser escritas. Se o futebol inglês continua a ser o mais seguido e mediático do planeta, muito se deve à sua competitividade, intensidade e imprevisibilidade semana após semana. E esta nova época promete manter - ou até elevar - esse padrão."

E se ela fosse ele?


"AB Hernandez nasceu do sexo masculino, mas identifica-se como género feminino. Nos campeonatos regionais de atletismo na Califórnia fez estalar a polémica e até Donald Trump tem algo a dizer. E o resto do do Mundo está preparado para esta realidade?

Usei este título «E se ela fosse ele?» com uma fotografia do futebolista David Beckham e outra da tenista Anna Kournikova para uma reportagem sobre um tema praticamente tabu em 2002: os atletas transgéneros. Naquela altura, o ponto de partida foi uma polémica numa prova de BTT no Canadá, em que a vencedora da prova feminina ganhou sem oposição e deixou profundamente irritadas as adversárias, uma vez que tinha nascido biologicamente homem. Falei com médicos, advogados, revi outros casos, muito mais do que imaginava existirem. A argumentação era muitas vezes oposta e contraditória. «Se legalmente ela é agora ele tem o direito de competir e ser selecionada para uma equipa», diziam.
«Apesar do processo rigoroso médico que implica a transição, há aspetos que fisiologicamente não se podem alterar», exclamavam outros. Sem consenso, sem unanimidade, os casos foram acontecendo ao longo destes anos e questiono-me se teremos andado muito. O Comité Olímpico Internacional tomou posição, as instituições internacionais que gerem as diferentes modalidades também, umas a favor, outras contra, mas em que ponto estamos quando batemos de frente com esta realidade?
Passaram mais de 20 anos e o tema continua a dar que falar. Nos Estados Unidos, há poucas semanas AB Hernandez, 16 anos, participou nas finais do Campeonato Estadual da Califórnia de atletismo, uma espécie de regionais ou 3.ª divisão. Hernandez nasceu biologicamente do sexo masculino, mas identifica-se como mulher e competiu nas provas femininas. Não ganhou, mas apurou-se para as finais. A sua participação fez com que algumas raparigas cisgénero (biologicamente do sexo feminino) ficassem excluídas das finais, por não se terem classificado e logo muitos clamaram que Hernandez teve vantagem física e que era injusto.
Perante a polémica, a CIF, a Federação do Desporto Escolar da Califórnia criou um projeto piloto para tentar acalmar os ânimos que permite que raparigas cisgénero que não se classificaram para as finais (por terem ficado imediatamente atrás de AB Hernandez) também possam competir. Uma medida de compromisso basicamente em que a ideia é não excluir a atleta trans, mas também não penalizar as atletas cisgénero que, de outra forma, iriam à final.
No Oregon, no início deste mês, duas atletas recusaram subir ao pódio onde estava uma atleta trans que há duas épocas participou em competições masculinas.
«Não era isto que as feministas queriam», exclamou a ex-tenista Martina Navratilova, lésbica e defensora dos direitos LGBTQI+.
A polémica está ao rubro, para já nos Estados Unidos, até porque Donald Trump não se priva a qualquer assunto.
A questão parece ser mais contestada quando se passa do biologicamente masculino para a identificação feminino, mas haverá modalidades em que o contrário pode igualmente levantar dúvidas sobre a justiça competitiva.
Há poucos anos, o treinador de voleibol Bernardinho, que já foi selecionador do Brasil, viu a sua equipa, (Sesc-RJ),perder depois de Tiffanny Abreu (Sesi/Bauru) marcar 28 pontos.
Em 2008/2009, Tiffany jogou no Leixões e chamava-se Rodrigo Pereira de Abreu.
Depois da derrota provocada em grande parte pela exibição da oposto que se tornou a primeira atleta transsexual a atuar na Liga brasileira, o técnico reagiu assim: «Ser homem é ff&##@!»
Afinal, 20 anos depois, continuamos sem saber como responder à pergunta: «E se ela fosse ele?»"

BolaTV: Hoje Jogo Eu... - Hugo do Carmo

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Rabona: UEFA CLUBS are STUMBLING: NOW the CWC is getting INTERESTING!

BolaTV: Prestianni...