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quarta-feira, 18 de junho de 2025
Martín Anselmi não passa disto
"Trocar Rodrigo Mora por Eustáquio foi a prova (serão precisas quantas mais?) de que o argentino não entende a dimensão do clube que representa. Villas-Boas vai arriscar perder mais uma época?
A expectativa de ver algo de refrescante e novo no depressivo FC Porto de 2024/25 durou escassos 15 minutos no jogo frente ao Palmeiras. É certo que a condição física dos azuis e brancos para este Mundial-que-não-se-percebe-bem-se-é-o-fim-de-uma-época-ou-o-início-de-outra está longe de ser a melhor, também é verdade que a equipa de Abel Ferreira está a meio da temporada e, naturalmente, tem esses índices noutros patamares, mas servirá isso de desculpa?
Não. Não podemos esconder que a herança de Anselmi não foi a melhor e ainda perdeu Galeno e Nico González num piscar de olhos, recebendo os desconhecidos William Gomes e Tomás Pérez, mas continuam a ser muitas as dúvidas e poucas as certezas sobre a capacidade que o argentino terá para dar a volta ao texto.
Apesar de bom falante e de ter um discurso honesto, Anselmi continua sem entender a realidade do clube que representa. Trocar Rodrigo Mora, um raio de luz no breu que é esta equipa, por Eustáquio, a 15 minutos dos 90', não cabe na cabeça de ninguém e mostra que é maior o medo de perder do que a ambição de ganhar. Num clube como o FC Porto, isso simplesmente não funciona, caro Martín.
Diante do Palmeiras, era grande a curiosidade para perceber se a entrada do talentoso Gabri Veiga serviria para contagiar o resto da equipa, mas a estreia do ex-Al Ahli, um brutal investimento da SAD para a nova época, soube a pouco.
Sobretudo porque, incompreensivelmente, o treinador lhe pediu para cair para a meia-esquerda sendo ele um 8/10 puro, e, por isso, andou sempre alheado do centro do jogo. De ser infiel às ideias não podemos acusar Anselmi, mas até ao mais fervoroso adepto do argentino custará perceber qual será, afinal, essa ideia, já que o técnico insiste num sistema desenquadrado da realidade do plantel que tem. Como na época passada, a equipa do FC Porto surgiu em campo completamente partida, sem ligação entre setores e só uma grande exibição de Cláudio Ramos impediu que a sonolenta exibição dos dragões se traduzisse em derrota na estreia no Mundial de Clubes.
Lembro-me, num passado não muito distante, de ver o FC Porto de Sérgio Conceição, com muito menos recursos do que alguns tubarões do futebol europeu, a com eles ombrear nas fases mais adiantadas da Liga dos Campeões. Agora, o seu treinador orgulha-se de «competir e lutar» até ao fim. É curto e André Villas-Boas saberá disso. E também da exigência dos adeptos, que se habituaram a ganhar e não só a competir..."
A luz interior de João Félix
"Neste momento, o rendimento de João Félix nem sequer justifica a sua presença na Seleção. Voltar ao Benfica também não é uma garantia de sucesso, mas é o caminho mais óbvio para renascer.
Se João Félix regressar ao Benfica, será apenas no final de agosto. Não vejo outro cenário, e mesmo esse é, por esta altura, muito especulativo. João Félix é um jogador cujo salário está muito acima da realidade financeira do Benfica e, tendo contrato com o Chelsea até 2031, é expectável que o clube inglês procure ofertas de compra ou, no limite, aceite um empréstimo, desde que o clube de destino assuma a totalidade ou grande parte do seu ordenado.
Recentemente, numa intervenção num congresso organizado pela Associação Nacional de Dirigentes de Futebol, Futsal e Futebol de Praia, Deco destacou dois pontos importantes sobre João Félix. Por um lado, reconheceu a sua boa época no Barcelona (44 jogos, 24 como titular, 10 golos e 6 assistências). Por outro, apontou que Félix é um jogador que «pede um lugar no 11 demasiado cedo» e «desiste fácil nos maus momentos». Isso é absolutamente verdade. O talento de João Félix e o seu sorriso nos picos altos desvanecem-se quando passa para o banco e começa progressivamente a ter menos protagonismo. Se este padrão continuar, será difícil justificar a sua convocatória para o Mundial de 2026, caso Portugal se qualifique.
Aliás, Félix já perdeu espaço na Seleção, onde outras opções mais competitivas e motivadas têm ganhado destaque. Num futuro próximo, nomes como Rodrigo Mora poderão assumir-se como referências da equipa nacional. Félix tem, portanto, de fazer uma escolha de carreira: ou volta a tentar a sua sorte num clube dos 'Big-5', ou regressa ao Benfica, onde não é garantido que vingue, mas dá-lhe mais possibilidades de isso acontecer. Há ainda a questão financeira. Faz sentido o Benfica suportar 7 ou 8 milhões de euros brutos anuais em salário (bem menos do que o futebolista ganha no Chelsea, mas será o limite para os encarnados) para garantir Félix por um ano? A compra do passe nem sequer parece ser uma possibilidade realista. Além disso, existe o risco inerente a este regresso, tanto para o jogador como para o Chelsea.
Uma coisa é Félix não vingar num clube como o Milan; outra, bem diferente, é regressar ao Benfica, clube que o projetou, e também não corresponder às expectativas, algo que pode afetar ainda mais o seu valor de mercado. Embora por razões de ordem física, o caso de Renato Sanches é um exemplo claro: o regresso ao Benfica não trouxe benefícios nem para o jogador, nem para o Benfica e PSG, e Sanches acabou por se tornar um ativo ainda mais desvalorizado. A gestão de expectativas, o planeamento estratégico e o apoio contínuo são elementos fundamentais para que Félix, voltando ao Benfica, possa ser bem-sucedido, porque carinho já ele tem garantido das bancadas da Luz."
Mundial de Clubes: choque tático entre estilos diferentes
"Levantar a taça do Mundial de Clubes é entrar na história do futebol como o melhor entre os melhores. Num torneio que reúne 32 das equipas mais competitivas do planeta, vencer é afirmar um projeto desportivo consolidado, uma estrutura de excelência e uma mentalidade vencedora. Mais do que um troféu, é o reconhecimento da capacidade de gestão, talento e superação.
Esta competição representa uma grande oportunidade de visibilidade e receita, especialmente para as equipas de fora da Europa. Porém, traz fortes riscos de sobrecarga física e conflitos com o calendário.
Os europeus chegam bem estruturados, enquanto outras regiões enfrentam questões de ritmo, profundidade e viagens longas. As contratações mostram investimento direto no torneio, enquanto os estilos táticos refletem tradições regionais — desde o futebol de posse europeu até os blocos organizados dos demais continentes.
Será importante também olhar para as equipas que estão presentes e os treinadores que no banco poderão marcar a diferença nos jogos. Do lado europeu, Guardiola (Manchester City), Xabi Alonso (Real Madrid) Simeone (Atlético Madrid) e Luis Enrique (PSG); nas equipas sul‑americanas Abel Ferreira (Palmeiras), Renato Gaúcho (Fluminense) Marcelo Gallardo (River Plate) e Miguel Ángel Russo (Boca Juniors); na Ásia/África/Oceânia Simone Inzaghi (Al Hilal) e Paul Posa (Auckland, interino).
Estes são alguns dos nomes que estão ao leme das equipas em campo e que terão a responsabilidade de apresentar um futebol eficaz e vencedor ao longo do torneio. O Mundial de Clubes de 2025 será palco de um choque tático entre estilos diferentes: controlo total, organização europeia, intensidade sul-americana e flexibilidade. Cada técnico traz a sua filosofia, e os confrontos entre eles poderão definir o vencedor.
Durante esta competição, existirão alguns riscos como a sobrecarga de calendário, ou seja, a proximidade com o encerramento da temporada cria risco elevado de lesões e fadiga. O Mundial de Clubes traz prestígio e oportunidades comerciais, mas também agrava problemas crónicos do calendário. Com um calendário sobrecarregado, deslocações longas, climas adversos e um nível elevadíssimo de competitividade, as equipas enfrentarão um verdadeiro teste à sua preparação física, organização tática e gestão do plantel.
A temporada 2025/2626 começará, para muitos jogadores, sem pré-época, sem férias e com risco físico elevado — obrigando técnicos, departamentos médicos e dirigentes a planearem de forma extremamente cuidadosa.
Terá também um impacto negativo em torneios de seleções (2026), já que a sobrecarga acumulada entre 2024 e 2025 coloca em risco a preparação e integridade física para o Mundial-2026, que começa menos de 12 meses após este novo Mundial de Clubes e trará uma consequência: federações e seleções terão de adaptar calendários e reduzir compromissos internacionais em 2025.
As equipas competentes, especialmente os grandes clubes, estão a preparar-se com estruturas alicerçadas em ciência desportiva: gestão de carga, recuperação ativa, adaptação ao ambiente e rotatividade. Tudo isso para garantir o máximo desempenho sem sobrecarregar os jogadores no torneio. Embora o torneio caia na off-season, as equipas estruturaram um cronograma claro: férias curtas (7 a 10 dias), seguidas por pré-época adaptada, com foco em carga leve, condicionamento geral e progressão até ao primeiro jogo . Tendo em conta tudo isto, torna-se importante também falar de combater situações como o jet lag e para isso a adaptação gradual de horário, controlo de luz e sono estratégico são cruciais — quanto mais longa a viagem, mais tempo de aclimatação é necessário.
O desgaste acumulado: clubes como Man. City, Real Madrid, Bayern e grandes sul-americanos chegam bem carregados de jogos. Isso aumenta riscos de fadiga, lesões e queda de rendimento precoce e obviamente é necessário um equilíbrio entre planeamento logístico (instalações, sono, treinos), pelo que a estratégia de descanso/rotação será decisiva para manter o nível durante o torneio.
Atletas que participaram recentemente em provas internacionais de seleções chegam sem o descanso necessário para uma nova competição de alto nível. Isso compromete não só a forma física, mas também o foco mental. A sobreposição de calendários coloca em risco a integridade física dos atletas e o próprio espetáculo e o que vai acontecer durante a temporada 2025/2026 não será bonito de se ver relativamente ao risco individual e quebra de performance de equipas com objetivos muito vincados, pois vão ter os seus jogadores constantemente em competição num período de tempo em que não terão o descanso necessário.
Para este evento em concreto, o Bayern, por exemplo, planeou quem regressa primeiro, quem folga mais ou chega depois aos treinos pré-Mundial.
Embora os números exatos variem por clube, algumas equipas chegam muito mais sobrecarregadas, como por exemplo o Manchester City, já que alguns jogadores passaram os 70 jogos na temporada europeia recente. Equipas como Real Madrid, Bayern ou PSG somam em média 70 jogos, incluindo ligas, Taças e Champions, clubes sul-americanos de Libertadores (Palmeiras, River Plate ou Boca Juniors) frequentemente disputam 55/65 jogos, entre provas estaduais, nacionais e continentais. Já as equipas asiáticas e africanas têm calendário mais leve (entre 40/55 jogos) e as da Concacaf (Inter Miami, Los Angels FC ou Seattle Sounders) variam entre 30/45 jogos, por disputarem menos competições ao mesmo tempo.
Outro fator a ter em conta são as temperaturas que se fazem sentir durante este Mundial de Clubes. Miami e Los Angeles terão previstas temperaturas acima de 30 graus, com sensação térmica elevada durante os jogos da tarde, e Atlanta, Orlando, Charlotte, Nashville, entre outras cidades do sul, também devem registar temperaturas entre 28°e 32° e normalmente o perigo da humidade acaba por ter de ser tido em conta.
Destaco a ausência neste torneio de Jorge Jesus, que, em 2019, foi vice-campeão do mundo de clubes com o Flamengo e que até há pouco tempo estava no Al Hilal, assim como destaco a presença de quatro treinadores portugueses: Abel Ferreira (Palmeiras), Bruno Lage (Benfica), Miguel Cardoso (Sundowns) e Renato Paiva (Botafogo).
Desejo sorte a Benfica e FC Porto nesta competição e que consigam atingir o maior sucesso, à imagem do que Seleção Nacional recentemente colocou em prática."
Mundial de clubes
"Dois colossos do futebol mundial frente a frente no calor abrasador de Miami!
Jogo duro, muito duro da parte dos argentinos, mas nada de anormal, basta ver alguns jogos da liga Argentina para perceber que é assim que se joga…admira-me não escolherem o Sonceição para treinar por aquelas bandas…seria rei das “Américas” rapidamente.
Equipas em fase totalmente distintas na temporada, um Benfica em fim de temporada, com uma mini interrupção após findar a época e com diversos jogadores a regressarem das seleções na fase final do apronto…frente a uma equipa que não tem tanto disso além daquilo que frisei atrás..
Mesmo assim fomos capazes, após um primeira parte horrível, que terminou 2-1, de resgatar 1 ponto mesmo com 10 elementos…acaba por dizer muito do futebol Sul Americano…nem as suas principais equipas conseguem superar as duas principais equipas da Liga NOS…
De resto, uma partida dentro daquilo que eu estava à espera, excepto a excessiva permissividade do árbitro perante tanto anti-jogo e disputas a roçar a violência da parte dos atletas do Boca…além da parte de dar 5 minutos de desconto, quanto estávamos novamente 10x10 e o Boca mostrava que não conseguia mais…faz parte!
Já agora…ficou um penalti claríssimo por assinalar sobre Pavlidis que foi anulado com algo que ninguém percebeu…se falta ou offside…a realidade é que ninguém sabe e repetições do lance são zero!
Vamos ao próximo jogo que este já faz parte da história!"
Empate em jogo inaugural
"O destaque nesta edição da BNews é a partida do Benfica frente ao Boca Juniors (2-2) a contar para a fase de grupos do Campeonato do Mundo de Clubes.
1. Lutar até ao fim
O treinador do Benfica, Bruno Lage, enaltece a reação às adversidades: "Fomos a melhor equipa em campo. Sinto que podíamos ter vencido o jogo. Tivemos várias oportunidades para o fazer. Ficámos com menos um homem, mas não se notou a diferença, a equipa continuou a controlar o jogo e é pena não termos feito os golos que merecíamos."
2. Reações dos jogadores
Otamendi releva que "tentámos chegar à vitória"; Di María frisa que "a mentalidade é tentar ganhar sempre"; Florentino destaca a "reação do caráter que temos"; Aursnes salienta que há que "continuar a acreditar"; Trubin refere que "queríamos mais golos"; e Dahl considera que "temos de fazer melhor nos jogos que se seguem".
3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos do Benfica frente ao Boca Juniors.
4. Sempre presentes
Leia a reportagem sobre o apoio ao Benfica em Miami.
5. Tetracampeões
Com o basquetebol benfiquista no jantar após a conquista do tetracampeonato.
6. Tricampeonato em análise
O treinador dos Juvenis de futebol, Pedro Faria, e o capitão de equipa, Miguel Figueiredo, em entrevista à BTV sobre o título alcançado.
7. Outro tri em análise
João Faria Rodrigues, treinador dos Iniciados de futebol do Benfica, e Martim Gomes, avançado membro do plantel, abordam o título ganho em entrevista à BTV.
8. Título na formação
As Infantis de voleibol do Benfica são campeãs nacionais."
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