Últimas indefectivações
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
Campeões da Europa na Luz...
20-25, 23-25, 19-25
Acabámos por fazer o possível, num momento complicado, com um Central lesionado, com o Japa num mau momento e o Pablo a regressar de lesões (mais uma)... numa época, que não está a correr bem!
Foi pena no 2.º Set não termos conseguido a vitória!
Boa notícia, é a integração completa do Nivaldo, depois dum início de época tremido, é neste momento o nosso principal pontuador...
Não sei se o Micheletto é o melhor jogador do mundo actualmente, mas é provavelmente o mais impressionante, incrível a altura que ele remata!!!
Derrota...
Corruptos 35 - 29 Benfica
16-15
Entrámos mal, mas até ao intervalo recuperámos... mas sem o Borges, perdemos muita eficácia na defesa! E quando se marca 1 Livre de 7 metros, em 5 tentativas, não se pode ganhar
Benfica: Reabertura
"Em curto espaço de tempo, duas candidaturas que o Benfica, sem dúvida, reforça. Reabrem-se as portas dos mais importantes objetivos da época. Um confronto europeu de exigência máxima ultrapassado na raça e na capacidade artística de Di María, mesmo que no limite das suas forças. Depois de um início receoso e consequente golo sofrido que não prometia nada de bom, Pavlidis aproveitou um erro para empatar quando já decorria a segunda parte e a urgência crescia. Mais tarde e novamente em desvantagem, foi à boleia de dois cruzamentos perfeitos que os substitutos Arthur Cabral e depois Amdouni seguiram, carimbando a valiosa vitória. Três avançados a marcar é uma bênção para qualquer equipa. Sucesso com reviravolta é sempre dramático e desgastante, mas sem dúvida ganha um sabor mais apurado.
Tomás Araújo destacou-se muito em ambos os jogos. Afinal, nada de novo. Defende cometendo poucas faltas (nenhuma cometida em Arouca!) e descobre com o seu passe longo os colegas mais próximos da baliza. Parece fácil. Araújo afirma-se nesta fase como dos mais indiscutíveis da equipa. Talvez seja apressado dizê-lo, mas olhando às qualidades que possui, é difícil lembrar alguém parecido na história do nosso futebol. Eficiente e correto. Longe vai a repressão a que os pobres avançados estavam sujeitos no meu passado... Hoje, a agressividade dos centrais é controlada, a bem do espetáculo e das canelas adversárias.
Chegado, então, o fim deste ciclo, objetivos estão cumpridos com distinção numa escalada intensa de complicados obstáculos.
Agora está, finalmente, em curso a primeira semana normal de trabalho desde a chegada de Bruno Lage ao Benfica. Uma raridade para aproveitar!
NOVO TRIO
Nota prévia: sou fã de Ruben Amorim, tal como a grande maioria dos adeptos portugueses. Curiosamente, a única assinatura de contrato em que estive com Rui Costa, então diretor desportivo, aconteceu quando se mudou do Belenenses para o Benfica. Muito, entretanto, se passou e o que mudou está bem à vista.
Na atualidade, acompanhando com expetativa o seu trajeto, confesso que me confundi com um par de substituições feitas na estreia europeia na sua nova casa.
Contra um adversário pouco ilustre (Bodo/Glimt...), mas que tem feito obra, o trio de habituais defesas escolhidos por Amorim passou, inicialmente, por um lateral adaptado (Mazraoui) e dois centrais frequentemente utilizados (De Ligt e Lisandro). Até aqui tudo bem. Mas depois, com o resultado ainda perigosamente em aberto, as opções passaram por manter o lateral adaptado, acrescentando mais duas adaptações: um médio experiente, mas que já teve melhores dias (Casemiro), e mais um lateral há pouco regressado de lesão (Luke Shaw), retirando os únicos centrais em campo...
Numa exigente Liga Europa, imagino o que terão pensado os próprios substitutos chamados ao jogo: 'Vou jogar onde? No lugar de quem?' A verdade é que o Manchester United, mesmo com dificuldade, venceu, até com o recorde mundial de três centrais adaptados de uma só vez a ser batido. E o que terá pairado no ar de estranho para alguns observadores, acabou por durar pouco. A força da vitória imediata sobre o Everton reafirmou a necessária confiança.
Afinal, são os primeiros e diferentes passos numa nova casa de um líder especial sobre quem recaem enormes expetativas. Força, Amorim!
A UNHA
Insólito o episódio mostrado ao mundo por Pep Guardiola, no final do último jogo europeu do Manchester City. O treinador, referência para muitos adeptos e treinadores, despido de qualquer capa, vulnerável como muitos. Evidente frustração pelo empate sofrido depois de uma vantagem de três golos, traduzida em ferimentos na face provocados pelo próprio (!). Guardiola é dos treinadores de maior êxito desportivo da história.
Sucesso desportivo ímpar e da estabilidade económica nem falar, que é aquilo que todos os simples mortais ambicionam. Da unha afiada, Guardiola passou por um despropositado tom de humor, mas corrigiu com um alerta público sobre o problema da automutilação. Esclarecer e admitir uma fraqueza ou patologia faz parte da nobreza e humildade humana. Este episódio foi assustador, mas real.
ARTUR JORGE
Num país onde ser treinador de futebol já é especialmente difícil, mais complicado se torna quando o mister chega de um país pequeno e íntimo parceiro histórico do gigante anfitrião. Mais uma conquista retumbante de um dos nossos treinadores na Taça dos Libertadores da América, no caso Artur Jorge no Botafogo, competição rainha da América do Sul. Já é o terceiro... Parabéns!"
O caso inspirador de Tomás Araújo
"O central que precisou de sair da zona de conforto e melhorar naquilo em que António Silva era melhor que ele. Nem todos podem ser Rúben Dias ou Gonçalo Inácio
Guarda-redes e defesas centrais devem ser as posições mais sensíveis de gerir na formação dos grandes clubes. Devido à diferença de valor, qualidade e condições (entre treinar todos os dias ou apenas três vezes por semana, por exemplo), vemos na distrital de Lisboa (a realidade que conheço melhor) ou nas competições nacionais a superioridade dos clubes de maior dimensão sobre os demais nos escalões jovens, em que o processo ofensivo tende a ser mais valorizado ou, pelo menos, mais sistematizado em função do volume de jogo – simplesmente porque repetem mais vezes os movimentos e dinâmicas.
As equipas B e sub-23 vieram dar uma ajuda cá em cima, mas ainda se nota o défice competitivo nos guardiões e centrais por falta de maior exposição ao erro. Ainda recentemente um treinador recordava-me que os guarda-redes da formação dos grandes jogam melhor com os pés do que com as mãos porque aprendem muito sobre a integração do processo de construção e dedicam-se menos àquilo que no fundo é a sua primeira exigência: defender. Só o fazem nos treinos.
E depois há a questão do perfil: aqueles que têm uma capacidade de adaptação muito rápida à subida de exigência e outros que precisam de passar por um processo de transição. Podemos apontar o exemplo de Diogo Costa na baliza do FC Porto ou Rúben Dias e Gonçalo Inácio no eixo defensivo de Benfica e Sporting, respetivamente: foram crescendo à medida que iam caminhando. São fortes tecnicamente, sim, mas tão ou mais ao nível mental. A diferença está aqui.
Mas nem todos são iguais e não é por causa disso que haja maior perda a médio ou longo prazo. Basta olhar para António Silva e Tomás Araújo no Benfica: Silva foi um caso de sucesso no futebol sénior com Roger Schmidt ao passo que Araújo precisou de sair da sua zona de conforto. Mas quando olhamos para o percurso entretanto feito por ambos chegamos à conclusão de que António Silva cresceu menos do que se esperava (não consegui vislumbrar evolução na época passada face ao ano anterior) e Tomás Araújo melhorou, e muito, com o empréstimo ao Gil Vicente, afirmando-se hoje como um titular absoluto nas águias. Com inteira justiça.
O ano que passou em Barcelos fez muito bem a Araújo porque ali aprimorou o que lhe faltava em comparação com o colega de setor: a capacidade de estar permanentemente ligado ao jogo, alinhando desta vez no lado do mais fraco e não do mais forte, sendo constantemente posto à prova. E ao erro. Em boa verdade, o 44 dos encarnados passou por uma etapa semelhante à de centrais como Jorge Costa ou Ricardo Carvalho que por uma ou outra razão tiveram de sair para ganhar calo – ou, para dar um exemplo mais recente e numa outra escala, o caso de Eduardo Quaresma no Sporting, que perdeu muitas fragilidades após cedências a Tondela e Hoffenheim e em certo período da época passada assumiu-se como titular de Ruben Amorim.
Só o tempo dirá se o sucesso de Tomás Araújo no Benfica é momentâneo ou prolongado, mas não há dúvidas de que a curva de aprendizagem é elevada, defendendo bem frente aos fortes e atacando bem (o que o diferencia de António Silva) diante dos mais fracos. É cedo para adivinhar qual deles terá o futuro mais risonho, mas não estaremos enganados se dissermos que o perfil de Araújo se enquadra mais no futebol de uma equipa que gosta de dominar a partir de trás e Silva encaixa como uma luva num modelo à base de transições, tal como Schmidt gostava. Mas o mesmo Schmidt que fez tudo para não deixar cair Tomás Araújo. Bruno Lage está a aproveitá-lo."
Lixo anti-Benfica!
🎪 A CNN continua a alimentar o seu circo. Não satisfeitos com os palhaços que tinham, foram buscar mais um.
— Polígrafo do SL Benfica (@poligrafoslb) December 4, 2024
Alguém o avise que o que agrada aos benfiquistas são:
✔️ 13 vitórias em 15 jogos
✔️ 47 golos marcados
✔️ Benfica depender de si para ser campeãopic.twitter.com/dOedaiVx46
Recordar...
O Sporting tem sido, de longe, o clube mais favorecido pela arbitragem. E tem perfeita noção disso. Por essa razão, inventa uma falsa narrativa do prejuízo para justificar ainda mais benefícios.
— MasterPT (@MasteringPT) December 4, 2024
📽️ 𝗔𝘀 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗲𝗻𝘀 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗺 𝗽𝗼𝗿 𝘀𝗶.pic.twitter.com/FDqa4lxgwI
A sério?!
Nada como começar a manhã a desmentir a cartilha dragarta com a análise do ex-árbitro internacional que eles mais adoram partilhar.
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) December 4, 2024
Chupem que é de uva.
As vossas mentiras não passarão. ⛔ pic.twitter.com/OTWQThO0zY
Noção...
"Durante muitas semanas (meses até), falar em más arbitragens era quase tabu. Aí de quem dissesse que era prejudicado pelos árbitros - especialmente se fosse o Benfica - já que o que se argumentava era que o Sporting era o mais forte e "joguem mas é à bola".
Agora, de repente, toda a gente quer falar em erros de arbitragem. Será é porque o Sporting afinal não é tão forte como a imprensa nacional enviesada sempre nos quis vender? Bastaram 2 derrotas seguidas para essa mesma imprensa tenha chegado a esta conclusão!? Afinal a SUPER MEGA ESTRUTURA não sabe tudo, nunca falha e não acerta em todas as decisões?
Noção precisa-se!!"
As Mulheres a fazerem história
"A Seleção Nacional de futebol feminino marca presença no terceiro Europeu consecutivo. Até 2017 nunca tinha estado numa fase final de grandes competições. Poucas coisas na vida surgem por acaso
A Seleção Nacional de futebol feminino escreveu na terça-feira uma das mais bonitas páginas da sua história. A luta começou há muitos, muitos anos, e acaba de ser plasmada num livro que conta, justamente, todo o percurso da equipa nacional até este ponto, aquele em que se atingem fases finais de grandes competições, sejam europeias ou mundiais. Até 2017, Portugal nunca tinha estado numa. Daí para cá vai no terceiro Europeu consecutivo e esteve num Mundial, falhando de permeio a presença na fase final de 2019. A Mary Caiado, autora do tal livro — História do Futebol Feminino, da Cultura Editora e parte integrante da coleção Livros FPF — deve estar muito contente pelo feito das Navegadoras e ao mesmo a tempo a pensar que vai ter mais trabalho, no futuro, se quiser continuar a escrever esta história.
«Navegar é preciso, viver não é preciso.» Na primeira página de hoje, A BOLA homenageia as Navegadoras pelo feito com esta frase. Terá sido proferida originalmente por um general romano, foi tomada por Fernando Pessoa para enriquecer ainda mais a sua poesia, Caetano Veloso pegou nela para escrever Os Argonautas, a pedido da irmã Maria Bethânia, que a cantou pela primeira vez. Ao apropriar-se da frase, o poeta, autor, compositor, cantor, ativista, ator, pensador, político — génio pode ser um bom resumo — deu à canção um título que remete para a mitologia grega.
Roma, Grécia, Brasil, Portugal. Há nesta frase — «Navegar é preciso, viver não é preciso» —, conjugada com a felicidade de quem escolheu o nome de guerra desta Seleção feminina, um sentido quase épico da procura de um bem maior e comum.
É isso que a Seleção feminina de futebol tem feito nos últimos largos anos e, fruto de uma aposta pensada e estruturada, consegue na última década colher frutos que jamais terão sido imaginados, a não ser pelos líricos e líricas que na década de 80 do século 20 acreditavam que um dia o futebol poderia, também, ser das Mulheres.
Na terça-feira, dias depois de quase ter lotado o Estádio do Dragão na primeira mão do play-off, a equipa de Francisco Neto foi à Chéquia vencer e carimbar a presença no Europeu. Não se chega de barco de Portugal à Suíça, o que podia estragar a metáfora das Navegadoras. Mas não: é mesmo «por mares nunca dantes navegados» que se está a escrever uma nova história. A Mary Caiado vai ter muito trabalho nos próximos anos."
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