Últimas indefectivações
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
Treinos espiados com drones: a decisão da FIFA
"No final do mês de julho, ainda na pendência dos Jogos Olímpicos de Paris, o Comité Disciplinar da FIFA tomou uma importante decisão após acusações de que a treinadora da Seleção Olímpica de Futebol Feminino do Canadá – e a sua equipa técnica – espiaram com drones uma equipa adversária, durante o torneio, de modo a obter vantagens competitivas.
O Comité entendeu que, após recolha de prova, a conduta adotada é suscetível de se enquadrar numa violação do artigo 13 do Regulamento Disciplinar - Comportamento ofensivo e violações dos princípios do fair play – e numa violação do artigo 6.1 do Regulamento da Competição.
A Federação de Futebol do Canadá – em concreto, a equipa participante – foi, assim, sancionada com dedução automática de seis pontos da classificação no Grupo a que pertencia bem como sujeita a uma multa de CHF 200.000, e a equipa técnica foi suspensa de participar em qualquer atividade relacionada com futebol pelo período de um ano.
Em concreto, a Federação foi considerada responsável por não respeitar os regulamentos aplicáveis da FIFA designadamente por não garantir que os seus dirigentes acatassem a proibição de fazer voar drones sobre quaisquer locais de treino e cada um dos técnicos foi considerado responsável por comportamento ofensivo e violação dos princípios de jogo limpo em conexão com o uso de drones.
A decisão foi alvo de recurso junto do Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne Ad Hoc instituído para apoio durante o período dos Jogos Olímpicos. Porém, tal recurso não obteve sucesso, tendo a decisão da FIFA sido mantida pelos árbitros do CAS na sua plenitude."
O Olimpismo e o seu valor
"O Código de Ética Olímpica é claro ao definir os seus princípios fundamentais e é evidente, e mesmo essencial, respeitar sempre integralmente esses valores. Ele afirma o princípio da universalidade e a neutralidade política do Movimento Olímpico, rejeitando qualquer tipo de descriminação, por qualquer razão ou motivo, seja raça, língua, política, opinião, nacionalidade, ordem social…Assim sendo, torna-se evidente que não pode ser por erros políticos ou outros que se possam excluir de participar nos Jogos Olímpicos os atletas de um qualquer país. Estão em causa competidores e não adversários ou inimigos.
No olimpismo o importante não é vencer mas sim ter dado sempre o seu melhor. O olimpismo tem por lema palavras bem significativas, como Excelência, Respeito e Amizade. Mas certamente não se esgota aí, pois obviamente não prescinde do Rigor, da Verdade e da Justiça. Se discriminar é tratar de modo diferente quem é igual, será igualmente discriminar tratar de modo igual quem é diferente. E por isso o desporto é útil à Sociedade como um conceito e ideal de vida e não como um meio de vida (o que aliás, legitimamente, os profissionais procuram).
Passaram os Jogos Olímpicos de Paris e aproximam-se agora os Jogos Paralímpicos. Em Paris foi infeliz a apresentação da Mesa de Baco (bem diferente das imagens deste na Rede) e bem sugestiva de comparar com a Ceia de Cristo com os Apóstolos. E a explicação da Organização foi certamente fraca e insuficiente.
Será que os Jogos Olímpicos irão terminar como na antiga Grécia perante a corrupção e a traição aos Valores e Princípios da Ética Olímpica, pela pressão constante de querer obter benefícios e vantagens financeiras? Se é legítimo compensar os atletas pelos encargos assumidos directamente com a sua preparação, consideramos muito grave e totalmente inaceitável, a proposta da Federação Internacional de Atletismo de providenciar prémios pecuniários aos medalhados Olímpicos. Com a concordância do COI?
Considerando que o Profissionalismo no Desporto é incompatível com o texto da Carta Olímpica, será certamente oportuno que o Comité Olímpico Internacional esclareça, sem ambiguidades, as fronteiras entre desporto amador e profissional, reservando os Jogos Olímpicos para os primeiros, e sendo excluídos aqueles que, embora legitimamente, transformam os seus êxitos atléticos no seu novo modo de vida. Isto faz-nos recordar o finlandês Paavo Nurmi, que após ter vencido os 5000 metros em 1924, por ter recebido alguma escassa remuneração no desporto, foi impedido de voltar a participar nos Jogos Olímpicos seguintes…! De facto o Olimpismo está a mudar… mas não para melhor!
Todos nos lembramos que a Trégua Olímpica e as suas regras de Paz Universal, com livre circulação e ausência de quaisquer conflitos, se iniciava uma semana antes e terminava uma semana depois do final das competições. Assim como não aceitar que as regras e limitações definidas e impostas pela denominada Trégua Olímpica devem ter lugar desde a saída do País de origem e que se irá representar, e não apenas ao sair a porta da denominada Aldeia Olímpica, como parece ter sido a inesperada e surpreendente decisão do Comité Olímpico Internacional.
E finalmente o erro mais grave, indigno e totalmente inaceitável , quando, no Boxe, o COI aceitou bastar a apresentação de uma declaração de sexo, havendo assim um Campeão (XY) falsamente se apresentando como mulher. Será que a Comissão Científica do COI desconhece a evolução e acção dos valores hormonais, nomeadamente da testosterona, nos sexos feminino e masculino? Podemos admitir que neste caso um Ser Humano do sexo masculino (XY), com malformação genital grave, tenha sido erradamente diagnosticado à nascença e educado com o sexo errado. Mas, além da carta cromossômica, o estudo hormonal, fácil e claramente mostraria isso (e ainda hoje o pode comprovar…). Isto já para não falar já num exame médico da área genital…)
É indesmentível que a Comunicação Social cada vez mais se impõe em relação às modalidades desportivas aceites para construir os Jogos Olímpicos, com nítida preferência para as modalidades mais espectaculares. Também não se pode esquecer que, até aos Jogos Olímpicos de Barcelona era difícil, por razões económicas, arranjar candidatos à organização dos Jogos, situação hoje já largamente ultrapassada devido à Comunicação Social. E é uma realidade incontornável a maravilha mediática que representam hoje em dia, sobretudo as sessões inaugurais dos Jogos Olímpicos…
No entanto também é pena que tenha sido pela última vez, em 1932 (Los Angeles), que a Arte, a Música, a Poesia, a Literatura, etc, tenham deixado de ter lugar de honra nos Jogos Olímpicos…"
quarta-feira, 28 de agosto de 2024
Mão cheia...
Benfica 5 - 0 Portimonense
Foram 5 e podiam ter sido muito mais!!! Partida de sentido único, com várias boas exibições...
Sven Goran Benfica
"Quase tudo parece ter sido escrito sobre Sven Goran Eriksson, e ainda bem. Felizmente, não deixaram uma extraordinária história para depois da morte do protagonista. Os elogios fúnebres a pessoas que fomos esquecendo, mesmo sabendo que eram importantes, ganham sempre uma aura de arrependimento por não se ter dito tudo o que queríamos ou não termos estado lá tantas vezes quanto devíamos. Eriksson foi tão marcante na sua passagem pelo Benfica e pelo nosso futebol que ficou sempre entre nós, muito depois de ter liderado a equipa técnica num dos grandes períodos da história do clube e de ter encantado milhões de adeptos. E é assim que permanecerá. Não é caso para menos. Ocorria-me hoje, horas após a morte confirmada de alguém há muito em paz com o seu destino, que existirão diferentes formas de explicar a totalidade do Benfica a alguém. Podemos falar de Cosme Damião e dos 24 magníficos que decidiram criar algo muito maior do que eles, de Eusébio, de Mário Coluna, José Augusto, Torres, Águas e tantos outros, de Chalana, de Carlos Manuel, e de tantos outros que juntos encheriam esta página. Podíamos falar dos adeptos que são aquilo que sustenta a grandeza da instituição, ou de mais ídolos que têm o seu nome inscrito na história do clube, mas nenhuma explicação será fiel à realidade sem explicar que Eriksson foi e continuará a ser um dos alicerces que faz do Benfica um gigante do futebol.
Nasci em 1981 e só me apercebi da existência de Eriksson na sua segunda passagem pelo clube. Lembro-me de já viver obcecado por futebol, de memorizar todos os jogadores, todos os marcadores de golos e os minutos a que cada golo tinha sido marcado. Lembro-me de sonhar relatar jogos na rádio quando chegasse a adulto, a única profissão que me lembro de alguma vez ter desejado. Lembro-me da primeira vez no estádio e das muitas que se seguiram, dias inteiros que eram uma realidade alternativa. Lembro-me de ver o Domingo Desportivo como se de um momento sagrado se tratasse, e quase sempre irrepetível. Os golos chegavam pelo correio, numa experiência que seria insuportável aos olhos dos adeptos mais jovens de hoje, a quem o sismo chegou numa notificação da Google antes mesmo de terem sentido a terra tremer. Comprar jornais às escondidas dos meus pais, com o dinheiro das gomas, tornara-se um hábito. Aprendera a ler cedo e estava convencido de que o mundo inteiro estava contido nas páginas dos desportivos (há dias em que ainda penso assim). Eu e o leitor sabemos que há recordações muito mais grandiosas do que era então o Benfica e de quem era Eriksson, vindas de quem estava sempre na Luz enquanto tudo isto acontecia. São as pessoas que mais gosto de ouvir. Cada um viveu a história de acordo com a sua circunstância, umas vezes partilhada, outras vezes meio tola e singular. A minha circunstância era a de um miúdo cheio de sonhos, um miúdo ao qual vou tentando regressar desde então. De todas estas recordações, há uma que me marca até hoje, e que relembro sempre, mesmo quando ninguem me pergunta, como o momento em que percebi a grandeza do Benfica. Eram 16:45 do dia 23 de maio de 1990 quando a minha professora da terceira classe, que não era benfiquista, decidiu que as aulas terminariam mais cedo. Passáramos o dia no recreio a ensaiar o modo exato como o jogo aconteceria, eu mais por palavras do que por gestos técnicos com a bola. Os meus relatos, inspirados naquelas tardes da Antena 1 a saltitar de estádio em estádio, terminavam sempre da mesma forma: uma jogada construída de forma ardilosa e dramática, eu a adiar o prazer para dar um efeito realista ao relato e não parecer que íamos ganhar só porque sim, a bola disputada no meio campo, com direito a sucessivas reações à perda, até ao momento apoteótico em que punha à prova as minhas reais aptidões para um dia vir a relatar jogos na rádio. Tinha que ser capaz de prolongar a palavra golo, ênfase no primeiro o, até ficar sem ar. Aí chegado, inspirava se suficiente para gritar bem alto: do Benfica!
As aulas terminaram mais cedo porque naquele dia o Benfica jogava uma final da Taça dos Campeões Europeus. Se fosse hoje, a professora teria as redes sociais à perna e seria obrigada a escolher outro ofício. Felizmente isto não aconteceu em 2024 (a parte de sairmos mais cedo, irmos a uma final da Champions pode ser já amanhã), e por isso lhe posso dever hoje estas palavras de gratidão, à minha professora e a Sven Goran Eriksson, o treinador que, anos mais tarde, vim a perceber tratar-se de uma pessoa invulgarmente carismática, um homem com uma vida cheia de histórias para contar e pouco arrependimento para dispensar, mas que naquela altura me parecia só um tipo diferente.
O tempo explicou melhor o porquê dessa sensação. O reconhecimento daquilo que foi a sua passagem pelo Benfica e pelo futebol português revela a marca singular de alguém que tornou um clube gigante, ainda maior à sua passagem. Mostra um homem que se engrandeceu por causa do Benfica, mas que nunca se esqueceu do Benfica, essa coisa linda que lhe aconteceu e lhe abriu as portas do resto do mundo. Sinto tristeza e angústia quando penso na morte de uma pessoa que esteve sempre aqui, de pedra e cal, intrinsecamente ligada a um acontecimento tão importante na minha vida. Penso nisso e naquilo que as perdas sucessivas dos heróis do meu clube significam. Ainda sou uma criança “feita para grandes férias”, como escreveu Ruy Belo, uma criança sempre a desejar o dia em que sai mais cedo das aulas porque nesse dia joga o Benfica. Mas agora tenho as minhas próprias crianças, uma forma mais empedernida de ver as coisas, e a realidade concreta teima em intrometer-se na agenda. Já não pede licença nem negoceia férias. Nos últimos anos fui a mais funerais do que a casamentos. Sempre que alguém vai a enterrar, penso no mesmo que muitos de nós. Sou convencido novamente da urgência de vivermos o máximo que podemos enquanto podemos. Saio do cemitério simultaneamente comovido e comprometido em fazer uma espécie de justiça a quem nos deixou primeiro. Foi isso que o próprio Eriksson nos transmitiu numa das suas últimas mensagens, em que pede que saibamos viver com alegria. Se tomarmos a sua vida como inspiração, isso significa deixar as tristezas para trás, como na história contada por Dietmar Hamann, internacional alemão treinado por Eriksson no Manchester City. Uma manhã, numa viagem do City à Tailândia para alguns jogos promocionais, Eriksson chegou à beira de Hamann com uma garrafa de champanhe e dois copos. O jogador perguntou ao treinador o que estavam a celebrar e Eriksson esclareceu: «a vida, meu caro.»
Mais uma vez, o Benfica perde uma das suas maiores referências num tempo em que, por força da nossa finitude e do trajeto do clube, as referências se tornam cada vez mais escassas. Cada dia que passa é mais um dia em que a instituição Sport Lisboa e Benfica vive mais à conta da grandeza dos que vieram do que daqueles que hoje cá estão hão-de vir.
Mas, para lá dos dias tristes em que, de certa forma, nos despedimos de quem somos, fica a ânsia de apontar aos novos começos. Que saibamos contrariar a sentença inevitável e consigamos honrar com alegria os pergaminhos do Benfica e aproveitar a vida e a paixão que este clube pode dar a tanta gente. Começando pelo pequeno Francisco, um miúdo a quem a vida pregou a mais dolorosa das partidas, e a quem a Fundação Benfica em boa hora deu a mão para lhe arrancar o mais difícil, um sorriso. Que o clube lhe dê mais alegrias e o relembre, apesar da dor, que é uma criança feita para grandes férias.
Quanto a Sven Goran Eriksson, não tenho dúvidas de que sorriria perante uma última homenagem. Não sei quanto custa nem me interessa, mas seria bonito que, no próximo jogo em casa, todos os lugares no estádio tivessem um chapéu da Macieira à espera de cada um de nós. Se alguém perguntar o que estamos a celebrar, responderemos a quem estiver ao nosso lado: a vida, meu caro."
Pipa em modo colorido!
A análise que este senhor fez a duas situações de mercado semelhantes.
— Alberto Mota (@lbrtmt1904_mota) August 27, 2024
É o que temos na cs portuguesa... pic.twitter.com/6swKIGX6O4
Mundial de Clubes...
O Mundial de Clubes explicado pela FIFA pic.twitter.com/aIDSQd6EuE
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) August 27, 2024
Partiu um dos maiores
"Sven-Göran Eriksson, antigo treinador do Benfica, faleceu aos 76 anos. Este é o tema em destaque na BNews.
1. Percurso extraordinário
Conheça o notável contributo de Eriksson para a grandeza do Sport Lisboa e Benfica em cinco temporadas de uma carreira marcada pelo sucesso e pela admiração de diferentes gerações de adeptos.
2. Figura incontornável da história do Benfica
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta que "será sempre um orgulho enorme termos tido na nossa casa um homem tão importante e tão bom como Sven-Göran Eriksson".
3. Testemunhos sentidos
Foram várias as figuras do Benfica a lembrar o homem e o treinador nesta hora de consternação e já de saudade.
4. Homenagem em vida
Recorde a homenagem prestada a Eriksson em abril passado.
5. Bilhetes esgotados
Já não há ingressos para o Moreirense-Benfica da próxima 6.ª feira (20h15).
6. Informação clínica
São 5 os jogadores do Benfica constantes na informação clínica divulgada.
7. Prémio Futebol Feminino
O Benfica arrecadou o "Prémio Futebol Feminino" do Liga Portugal Awards. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta o percurso na temporada passada e projeta o futuro: "Fizemos história no ano passado, com a conquista dos quatro títulos nacionais e a chegada aos quartos de final da UEFA Women's Champions League. É um projeto para continuar, de forma sustentada, esperando que possamos contribuir para o crescimento da modalidade em Portugal."
8. Excelente prestação
No Campeonato do Mundo de canoagem de velocidade, houve várias medalhas para canoístas do Benfica, incluindo o ouro em K1 200 metros e K2 500 metros mistos.
9. Jogos e resultados
A equipa B ganhou ao Vizela, por 1-0; os Sub-17 venceram, por 0-2, no reduto do Sacavenense; os Sub-15 triunfaram, por 0-3, na visita ao Académica de Santarém. No andebol, o Benfica foi derrotado na final da Supertaça disputada com o Sporting.
Hoje há partida dos Sub-23 no Benfica Campus, frente ao Portimonense (18h00). Amanhã, os Sub-19 recebem o Lusitânia, no Seixal, às 11h00.
10. Jogos de preparação
A equipa masculina de basquetebol do Benfica triunfou, em Espanha, ante o Unicaja Malaga, vencedor da Basketball Champions League e 3.º classificado do campeonato espanhol na época passada. O resultado foi 76-80.
A equipa feminina de andebol, também em Espanha, foi derrotada, por 30-25, pelo Beti Onak Tudela.
11. Casa Benfica Batalha
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 12.º aniversário."
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