Últimas indefectivações
quarta-feira, 13 de março de 2024
Derrota...
Feliz do Clube que tem esta capacidade de fabricar talento
"Melhor academia do Mundo
Destes cinco craques só João Neves - por sinal o mais indiscutível de todos - não foi titular na vitória de domingo com o Estoril.
Há muito que defendo - e ambiciono - um Benfica com um plantel baseado na formação, guardando os investimentos para as posições que o Benfica Campus não consegue produzir.
Uma aposta na formação tem algumas importantes vantagens:
1. Baixa as necessidades de investimento.
2. Baixa a massa salarial.
3. As vendas geram mais-valias mais signficativas.
(Estes três pontos diminuem a necessidade de vender.)
4. Plantel mais identificado com a cultura do clube, que sente mais o Manto Sagrado.
5. Cresce o desejo dos pais em ver os filhos no Benfica, aumentando a base de recrutamento e de seleção de jovens talentos.
Olhamos para as camadas jovens do clube e confirmamos que o futuro está salvaguardado.
Nota final para Roger Schmidt, a quem podem ser apontados muitos defeitos, mas não o de não apostar nos jovens talentos vindos da academia."
Amor incondicional
"1. No espaço de 3 dias, de quinta-feira a domingo da semana passada, o Benfica perdeu os 2 jogos que disputou com os seus rivais. O que exige dos benfiquistas uma situação como está? Exige benfiquismo.
2. O primeiro insucesso, em termos práticos, é remissível porque se tratou da 1.ª mão da meia-final de Taça de Portugal, e a derrota tangencial com o Sporting pode ser revertida no encontro da 2.ª mão que disputaremos em casa em Abril. E será isso que, certamente, irá acontecer. O Benfica ambiciona conquistar a sua 27.ª Taça de Portugal e tem oportunidade de concretizar esse objeto já em 2024.
3. Incomparavelmente mais duro foi o segundo insucesso frente a um rival porque nos custou 3 pontos deixando-nos feridas para sarar. Estranho seria se um resultado como o que aconteceu no Porto não provocasse dor e revolta entre os benfiquistas. É certo que, com a sua dor e com a sua revolta, cada um faz o que muito bem entender. Mas uns fazem melhor do que outros. E há exemplos.
4. Foi notável o comportamento dos benfiquistas nas bancadas do campo do FC Porto quando o resultado se avolumava em nosso desfavor. Benfica, Benfica, Benfica! Que grande lição de amor incondicional.
5. Também com a sua dor e com a sua revolta decidiu o presidente do Benfica falar aos benfiquistas. Ainda no estádio, Rui Costa pediu desculpa a todos. Fez muito bem em não desaparecer e fez ainda melhor em assumir as responsabilidades que cabem a um presidente nos bons e nos maus, péssimos, momentos.
6. A grande família do Benfica viu partir nesta semana António-Pedro Vasconcelos, um indefectível benfiquista que sempre amou, acompanhou, vibrou e opinou livremente sobre o Clube. A paixão nasceu-lhe quando, muito jovem, vivia em Paris como tantos outros exilados portugueses no início da década de 60 do século passado. Foi em Paris que o realizador se encantou com as duas conquistas da Taça dos Campeões Europeus. 'A partir daí, tornei-me um benfiquista fervoroso. Quando voltei a Lisboa, passei a ir ver os jogos, mais tarde tornei-me sócio, e hoje continuo como um adepto crítico', disse António-Pedro Vasconcelos numa entrevista à plataforma MaisFutebol.
7. A par de uma carreira incontornável como cineasta - estreou-se na realização em 1973 com o filme Perdido por Cem, a que se seguiu uma filmografia extensa e pontuada por grandes êxitos de bilheteira -, António-Pedro Vasconcelos nunca se escusou a assumir o seu amor ao Benfica e foi o defensor do Clube em inúmeros programas de televisão e noutros fóruns onde sempre se apresentou de modo fiel a si próprio, à sua inquebrantável paixão pelo Glorioso e ao grande cavalheiro que sempre foi."
Leonor Pinhão, in O Benfica
Valores de fora
"O Benfica fez parte de um momento importante da vida do râguebi português, ao defrontar a equipa francesa do Stade Hendayais, em Lisboa
Na década de 1930, intensificou-se a internacionalização do râguebi português. As equipas de Lisboa deslocavam-se a Madrid, e as daí também viajavam para Portugal. Em Fevereiro de 1936, o Benfica vencia uma equipa de marinheiros ingleses aportados em Lisboa, e era assegurada a vinda do Stade Hendayais, equipa de râguebi de Hendaye, cidade francesa anexa à fronteira espanhola.
Com o esforço, o apoio e a insistência da comunidade francesa residente em Lisboa, a sua vinda foi aplaudida, reservando-se-lhe um calendário de quatro jogos a disputarem-se entre 9 e 12 de Abril. No primeiro dia, os franceses disputaram e venceram o Ginásio CP, então campeão de Lisboa de râguebi.
Em 10 de Abril, defrontaram uma seleção de Lisboa com um quinze titular composto por nove atletas do Benfica. Alinharam Avilez, José Neto, Martins Vieira, Graça, Fernando Santos, Silva Marques, Videira, Américo Silva, Rosendo e, na segunda parte, Teixeira. Os outros clubes representados foram o Sporting (3), o Belenenses (2) e o Ginásio CP (1). Com uma diferença de 3 pontos, foi 'por um triz que a seleção de Lisboa não bateu a equipa do Stade Hendayais'.
Para o dia 11 de Abril esteve planeado um jogo entre os franceses e os espanhóis do Madrid FC, que não conseguiram deslocar-se a Portugal. Por fim, a encerrar o trâmite raguebista, a equipa do Benfica alinhou perante os hendaienses. Embora a exibição benfiquista 'não tenha sido das melhores', chegou ao intervalo a vencer por 8-6. Os franceses, apesar da fadiga pelo volume de jogos, cujo desempenho não conseguia 'coisa de jeito, sem igualar as exibições feitas nos jogos precedentes', reverteram na segunda parte com 2 golos de campo, somando 6 pontos, e concretizaram 2 ensaios, vencendo os encarnados por 17-8.
A vinda dos franceses teve dois resultados. Por um lado, evidenciou a falta de estruturas e equipamentos que não facilitava a evolução do râguebi português. Mas, por outro lado, foi muito positiva, pelos 'valores individuais que forneceram pormenores' e bons exemplos desportivos estrangeiros que enriqueciam o râguebi nacional.
Foi o único jogo de que o Benfica saiu sem vitória nessa época, mas dele adveio 'algo proveitoso, pois, sendo o quinze francês de uma superior, tiveram os nossos jogadores uma lição que se refletiu nos jogos seguintes'. No dia 28 de Maio seguinte, o Benfica conquistava o Campeonato de Lisboa, invicto, frente ao campeão regional em título, o Ginásio CP.
Acompanhe as celebrações do centenário do râguebi encarnado ao longo deste ano nas redes sociais do Museu e conheça mais sobre esta modalidade na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."
Pedro S. Amorim, in O Benfica
Vermelho otimista
"Hoje quero partilhar convosco a loucura saudável do meu benfiquismo. De um modo geral, na vida, não sou a mais otimista das pessoas. Tento sê-lo, mas a atualidade não tem ajudado. Quando vejo o extremismo a ganhar votos, a intolerância cada vez com mais adeptos, a banalização dos crimes contra a humanidade ou o estatuto social e sobrepor-se ao civismo e ao respeito pelo outro, não encontro grandes razões para otimismo. No entanto, tudo muda quando o tema é o Sport Lisboa e Benfica.
Dizem que sou louco da cabeça. É bem verdade, já o diz a canção, e posso confirmá-lo. Sou aquele género de adepto que, na triste noite de Vigo, ainda acreditava ser possível dar a volta ao resultado. Por acaso, era alemão o treinador do Glorioso em Novembro de 1999. Um tal de Jupp Heynckes, vencedor de quatro Campeonatos da Alemanha e duas Ligas dos Campeões, com Real Madrid e Bayern de Munique. Por falar em Vigo, foi bastante rasca a 'brincadeirinha' que o Celta fez depois do desaire do SL Benfica no Dragão. Mas não é de estranhar, todos sabemos das boas relações entre FC Porto e a cidade de Vigo, esse refúgio quando a lei os persegue. Adiante.
Falava então do meu otimismo e de como isso se aplica e este difícil momento da temporada. Só estamos na luta pelo Campeonato, pela Taça de Portugal e pela Liga Europa. As exibições têm sido uma montanha-russa de emoções, mas não posso tirar da equação a qualidade, o talento e o profissionalismo do plantel e da equipa técnica. Sim, não foi bonito, mas as alegrias que estas mesmas pessoas já me deram fazem com que continue a acreditar. E a apoiar. Chamem-me o que quiserem, mas eu acredito e não tenho vergonha de o dizer. Antes isso do que me alimentar do pessimismo."
Ricardo Santos, in O Benfica
Eu amo o Benfica!
"Já nem sabia onde tinha guardado a chave desse baú, mas depois de a encontrar foi lá que arrumei a memória da pesada derrota no Porto. Ficou a fazer companhia a mais meia dúzia de recordações, que tanto devem ser enfrentadas com coragem como devem ser ultrapassada com maturidade. Olhei para aquele quadro, percebi o significado, e atirei-o lá para dentro. Foi a decisão mais adequada para que agora se pintem novas telas, bem mais bonitas. Sobretudo, sabendo que temos pincéis capazes de criar verdadeiras obras de arte.
A última jornada foi marcante, mas devo partilhar com o leitor que o resultado nem sequer foi o motivo pelo qual saí do Estádio do Dragão impressionado. Regressei a casa comovido pela paixão manifestada pelos benfiquistas, que também a mim me contagiaram, enquanto os adeptos adversários tentavam perceber o porquê de aquela bancada pintada de vermelho cantar ainda mais alto depois de sofrer o quinto golo. Olhares de estupefação denunciavam a confusão que tomava conta de toda aquele gente, incapaz de perceber que, acima de qualquer sentimento de raiva ou angústia, existe um muito mais potente que move cada vez mais corações desde 1904. Na verdade, era a mesma estupefação que denunciou o mesmo tipo de confusão na bancada benfiquista, quando por ali se percebeu, a meio da segunda parte, que no exterior havia fogo de artificio a levar os adeptos da casa a um delírio, digamos, inesperado, tendo em conta a distância para os dois primeiros lugares da tabela. Enquanto uns se movem pela paixão incondicional, outros têm a sua paixão condicionada por um ódio interminável. Felizmente, somos muito diferentes. Sou do Benfica, e isso me envaidece."
Pedro Soares, in O Benfica
Olhar em frente
"O primeiro jogo do frente que recordo é uma derrota em Munique por 5-1. O segundo, nova derrota, em Alvalade por 3-0. Foi, pois, sobre lágrimas que nasceu o meu benfiquismo. Que dura até hoje. Que durará para sempre.
Após um resultado extremamente doloroso para adeptos, jogadores, treinadores e dirigentes, não é decerto este o momento para apontar o dedo a quem quer que seja. Pelo contrário, é tempo de manter a serenidade e de reforçar a união da família benfiquista em redor dos seus.
Nas horas difíceis, a paixão pelo Clube tem de se sobrepor à frustração da derrota. Independentemente das análises internas que possam, e devam, vir a ser feitas, aos adeptos restam dois caminhos alternativas: ou engrossar o coro de críticas mais ou menos destrutivas alimentado na comunicação social (para o bem e para o mal, é o Benfica que vende), contribuir para a desestabilização interna, acentuar défices de confiança nos jogadores, e fazer as delícias de quem gosta de nos ver perder; ou, pelo contrário, manter a cabeça fria, apoiar a equipa (é a nossa, não temos outra), unir-nos em torno dela, do treinador e dos dirigentes, e mitigar assim os efeitos negativos de uma derrota tão expressiva, ajudando, sem dramas, a criar condições para um rápido regresso aos triunfos. Ora, quem ama verdadeiramente o Clube não pode ter dúvidas sobre por onde seguir.
Os adeptos presentes no Estádio do Dragão deram um excelente exemplo: mesmo a perder por 5-0, fizeram-se ouvir no sei grito de amor ao Benfica. É essa a atitude certa para os próximos jogos, e até ao fim da época. Então, sim, fazem-se balanços e tiram-se conclusões.
Estamos na luta pelo Campeonato, pela Taça, e ainda na Liga Europa. Há que olhar em frente e congregar esforços para ir buscar o que esta temporada ainda tem para dar. E não é pouco."
Luís Fialho, in O Benfica
O Walking Football é uma festa!
"Parecia uma coisa estranha ao princípio, mas já se tornou um hábito para todos e para todas aquele encontro regular para treinar e conviver. Já se tornou um hábito fazer atividade física e ser capaz de competir por um objetivo a conquistar em equipa, onde todos têm valor e a união faz a força. Já se tornou um hábito, finalmente, encontrar sobre o verde dos relvados o vermelho saltitante das camisolas e os cabelos prateados tanto deles como delas. É até cada vez mais comum encontrar filhos e netos que seguem e apoiam sem reservas o futebol dos pais, da avó e do avô.
Tudo isto é o admirável mundo novo do walking football: um mundo em que as barreiras da idade e de género se esbatem para permitir e cada pessoa o retorno ao eterno jogo da infância. Aquele jogo intuitivo a que estes atletas, em criança, chamavam 'jogo da bola'. Um jogo cheio de símbolos, paixões e heróis que nos levam bem longe. O jogo dos cromos de jogadores e das cadernetas que nunca se enchiam, mas que se começavam sempre, campeonato após campeonato, taça após taça.
Neste jogo, que parecia a um tempo distante e impossível na infância, hoje, já enterrados na idade, acontecem, a cada passo, novidades. O que parecia impossível facilmente se torna realidade: é o caso, por exemplo, de jogar com um jogador famoso que, no seu tempo, engalanava as cadernetas das crianças e acendia as paixões dos adultos. É que as grandes jogadores do Benfica de sempre continuam a servir e viver o Clube e a acarinhar o trabalho da Fundação fazendo o que melhor sabem: jogar e arrebatar o coração de todos.
Obrigado, Isaías!"
Jorge Miranda, in O Benfica
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"4
Issac Nader obteve o 4º lugar nos 1500 metros do Campeonato do Mundo de atletismo em pista coberta, ficando a somente 43 centésimos de segundo do vencedor.
8
João Mário foi o 8º a ultrapassar os 3000 minutos de utilização na presente temporada (3077 – inclui tempos adicionais). Aursnes é o mais utilizado com 3845 minutos em campo. No que respeita a jogos, Rafa é o único totalista com 41;
9
Di María fez a 9º assistência para golo e voltou a ser o 3º, a par de Kökcü, do plantel com mais assistências na presente época (Rafa, com 14, e Aursnes, com 11, lideram). De águia ao peito em jogos oficiais, o argentino soma 37 e é o 8º no ranking desde 2006/07;
18
A Benfica SAD apresentou um lucro de 18 milhões de euros no 1º semestre de 2023/24. Destaque para o capital próprio de 131,3 milhões de euros (14% acima do capital social), o aumento de 2,8% do ativo e a redução de 0,6% do passivo. Nota também para o 2º melhor desempenho de sempre num 1º semestre dos rendimentos operacionais sem transferências de jogadores;
22
Terminou a sequência de jogos sem derrota no Campeonato Nacional;
25
Rafa chegou aos 315 jogos oficiais de águia ao peito e passou a ser o 25º no ranking, a par de Diamantino. Está a 9 de Carlos Manuel e Chalana e a 10 de Pietra (até final da temporada, o Benfica terá um mínimo de 13 partidas e um máximo de 19). Incluindo particulares, totaliza 347 jogos e é o 34º no ranking a par de José Torres;
97
Di María alinhou pela 97º vez de águia o peito no Campeonato Nacional e passou a integrar o top100 de futebolistas do Benfica com mais jogos na prova;
200
Rafa cumpriu o 200º jogo pelo Benfica no Campeonato Nacional.
* Não inclui o Benfica – Rangers."
João Tomaz, in O Benfica
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