Últimas indefectivações

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Roger Schmidt e a linha vermelha...


"Os sócios, únicos donos dos nossos clubes, têm direito inalienável a manifestar opinião

Ninguém é mais importante num clube que os sócios e adeptos, porque o clube são eles, os gordos e os magros, os altos e os baixos, os ricos e os pobres, os religiosos, independentemente dos credos que professem, e os ateus, os negros, os amarelos e os brancos, os masculinos, os femininos e os outros, os de esquerda e os de direita, os apolíticos e os militantes, os positivos e os negativos, todos diferentes mas todos iguais, no ideal comum que é o mesmo emblema.
No sistema de organização dos clubes portugueses, os sócios são ciclicamente chamados a escolher quem os representa, e em nome deles dirige os destinos da instituição, e é esse o momento em que lhes é devolvido o poder fundacional que lhes subjaz. Porém, a vida associativa não se resume a votar de quatro em quatro anos, e é direito inalienável dos sócios e adeptos manifestarem a sua opinião, muitas vezes motivada pela paixão, nascida mais do coração do que da razão, mas mesmo assim inquestionável e indisputável. Significa isto que quem, em nome dos sócios, comanda os destinos do clube deva governar segundo a conjuntura e os humores, amores e desamores dos associados? Obviamente, não. Embora o estado de alma dos sócios e adeptos deva entrar nas equações diretivas, há muitos outros fatores que devem ser levados em linha de conta, sob pena do clube passar a ser governado de fora para dentro. Mas não é aceitável, mesmo no calor do momento, que Roger Schmidt, e é dele que aqui se fala, tenha dito, após o empate com o Farense, que «[os adeptos] negativos que fiquem em casa, porque não é bom para a equipa, quem não estiver feliz com o que os jogadores e equipa fizeram, por favor fique em casa!»
Depois da infeliz interpelação a um jornalista da RTP após o triunfo sobre o Sporting, o treinador do Benfica voltou a perder as estribeiras, e desta feita colocou em causa o clube, que não é mais do que o conjunto de vontades dos sócios e adeptos, dos que assobiam e dos que aplaudem. E, ao contrário do que Roger Schmidt disse, o Benfica não precisa de um treinador que faça as substituições de que os sócios gostam, precisa de um treinador que pense pela sua cabeça e tenha personalidade suficientemente forte para não vacilar nos momentos mais difíceis, nem se deixar impressionar pelo nome dos jogadores. Não pode é ter um treinador que coloque em causa o direito à manifestação de opinião dos sócios, algo que sempre fez parte do futebol, por mais errada que ele entenda que seja.
Rui Costa, a três semanas da abertura do mercado de inverno, tem em mãos vários problemas a que deverá dar resposta. O primeiro tem a ver com a necessidade de equilibrar um plantel que apresenta alguns erros de casting: com Bah lesionado, é Aursnes a ser desviado de funções onde é mais importante; as escolhas para a esquerda da defesa e o ponta de lança estão a revelar-se flops; falta um matador na área (que Rafa, excelente com espaço, nunca será); e, finalmente, será preciso avaliar bem até que ponto Roger Schmidt mantém condições para dar a volta por cima nesta sua segunda época no Benfica. São muitas bolas no ar que o maestro, que também deverá ser malabarista, não pode deixar cair. Em tese, despedir um treinador a meio da época não é boa política, e o que aconteceu na troca de Rui Vitória por Bruno Lage foi a exceção que apenas confirma a regra. Mas a linha vermelha, no relacionamento com os sócios e adeptos, que Roger Schmidt pisou, não pode deixar de entrar nas contas do presidente encarnado, na coluna dos contras.
Já tenho tido oportunidade de referir, ao longo desta época, em inúmeras ocasiões, que Roger Schmidt é lento a substituir e essa não é das suas melhores facetas; também tenho dito, e mantenho, que o Benfica dificilmente terá sucesso se continuar a jogar com escassa presença na área adversária, num contexto em que em 95% das ocasiões enfrenta defesas superpovoadas. Mas só por desonestidade intelectual poderia cavalgar o empate caseiro com o Farense para explicar, com as razões atrás apresentadas, a perda de mais dois pontos. Apesar da ansiedade evidente dos jogadores encarnados na partida com os algarvios, estes construíram, e não concretizaram, oportunidades que dariam para vencer vários jogos, graças a uma dinâmica e intensidade muito bem conseguidas. Globalmente, numa exibição que resultou em 37 remates, 15 dos quais perigosos, e 15 pontapés de canto, o grande problema (desta vez) foi, de facto, de concretização. O que irritou quem estava no estádio, já de nervos em franja depois de tanto golo falhado, foi a decisão de Schmidt de tirar dois jogadores, que provavelmente serão dos que têm menos peso no balneário, que estavam a ter um rendimento positivo, deixando em jogo alguns intocáveis, o que tem sido prática recorrente. Ao contrário do que sucede com os rivais internos, Roger Schmidt parece ter mais dificuldade em substituir certas unidades, e esse tem sido um problema que ganhou outra dimensão quando o técnico alemão passou a ter um plantel com mais soluções à disposição.
Poucos esperariam que o Benfica chegasse ao Natal de 2023 com tantas incertezas e fragilidades, mas a vida é o que é. E é nas dificuldades que se vê a fibra de quem tem de tomar posições, nas bancadas, nos gabinetes, no banco e dentro das quatro linhas…

PS - Depois do rendimento desportivo inesperadamente baixo, a cena no parque de estacionamento. Fim de linha, no Benfica, para Arthur Cabral?"

6, excerto...

RTP, excerto...

ESPN: Futebol no Mundo #292 - City perde e cai na tabela; Dortmund eliminado na Copa da Alemanha

domingo, 10 de dezembro de 2023

Vitória muito importante...

Benfica 2 - 1 Nacional


Bom jogo, que merecia um resultado mais dilatado, contra uma das equipas favoritas à subida, onde ainda falhámos um penalty... e acabámos por beneficiar uma expulsão (justa), que nos ajudou na reviravolta!

Grande jogada no golo do Nuno Félix...

3 pontos muito importantes na luta pela permanência!

Vitória...

Gaia 26 - 29 Benfica
13-14

Segunda parte segura, sempre em vantagem, e margem de segurança para evitar surpresas...

Empate...

Benfica 4 - 4 Barcelos

Empate frustrante, depois de uma remontada, já perto do final...
Algumas ausências, principalmente o Robby, que neste momento é provavelmente o jogador mais importante da equipa, tanto na estrutura defensiva, como na fase ofensiva!

Derrota no regresso do campeonato...

Braga 5 - 2 Benfica

Entrada suicida, a perder por 2-0, conseguimos empatar no início da 2.ª parte, mas acabámos por ficar em desvantagem pouco depois, novamente numa bola parada mal defendida!
Na reta final, quando corríamos atrás do prejuízo, o Braga aproveitou... após mais dois erros, quando arriscámos o 5x4!

Rui Costa...

BI: Tema quente - Contestação a Roger Schmidt

5 minutos: Diário...

Cabral

𝗔𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗖𝗠: Amorim vai falar em alemão na conferência de imprensa.

O inimputável... com zoom!!!

O inimputável...

A nossa luta diária...


"A nossa luta diária. Felizmente, mais e mais começam a abrir os olhos. Por mais que nos insultem, nao vão silenciar-nos. Não quebramos. Não dobramos. Não cedemos aos caprichos e às pressões da geração do TikTok, do Instagram, das selfies no estádio e do ambiente de cinema. Vocês, os responsáveis por isto, são os maiores inimigos do Benfica.
Porto não joga nada.
Sporting não joga nada.
A única campanha montada é contra o Benfica.
Tenham vergonha."

Falou muito bem...


"Roger Schmidt: "Aos adeptos que fizeram coisas negativas, por favor fiquem em casa. Se não conseguem apoiar uma equipa que deu tudo, talvez seja melhor voltarem só quando formos campeões e for para celebrar no Marquês."
Falou muito bem, e em relação aos energúmenos que mandaram objetos para cima do treinador, têm que ser identificados e têm que ver interdita a sua presença em recintos desportivos.
Seria bom que mostrassem tanta energia durante os 90 minutos no apoio ao clube como mostram no arremesso de objetos aos assalariados do mesmo."

Em Maio vemo-nos no Marquês. 😉


"37 remates, 14 oportunidades de golo, 67 ações na área adversária, 15 cantos, 65% de posse de bola, guarda-redes adversário eleito homem do jogo com nota 10.
É este o quadro do jogo de hoje, sem extrapolações.
Os benfiquistas têm a obrigação de ver este vídeo e refletir seriamente sobre o que é ser adepto do Sport Lisboa e Benfica.
Podem insultar-nos à vontade, que estamos no lado certo da história.
Em maio vemo-nos no Marquês. 😉"

Pontuação do guarda-redes do Farense frente ao Benfica

Polvo das Antas, in Facebook

Rahm, CR7 e o projeto saudita


"Estamos a assistir, através do Desporto, a reformas importantes em ritmo acelerado...

Jon Rahm, 29 anos, espanhol nascido em Barrika, no país basco, e indiscutivelmente um dos melhores golfistas do Mundo (liderou o ranking durante 52 semanas) - vencedor de 21 torneios PGA/DPWT, entre os quais dois majors, o US Open de 2021 e o Masters de Augusta em 2023, além de ter sido foi fundamental no triunfo europeu na Ryder Cup-23 -, é a mais recente aquisição do Circuito LIV, que continua a investir forte, com o apoio do Fundo Soberano da Arábia Saudita, no golfe. E quanto recebeu Rahm para se juntar a Phil Michelson, Dustin Johnson e Cameron Smith no circuito gerido pelo australiano Greg Norman? Apenas 500 milhões de euros.
Não, não há engano, a verba foi mesmo esta, o que revela a forma como os sauditas continuam empenhados em tudo o que é desporto, sem que mostrem qualquer hesitação ou sinal de fraqueza. E quando questionado se não tinha dúvidas ou complexos sobre a proveniência do dinheiro que vai receber, Jon Rahm lembrou os exemplos de Cristiano Ronaldo, Neymar ou Benzema, que aderiram ao projeto de Riade, e têm sido instrumentais na afirmação da mudança que já se vê na Arábia Saudita, país que acolherá o Campeonato do Mundo de Futebol de 2034. O Desporto sempre teve a vocação de aproximar os povos, como instrumento de paz (daí a trégua olímpica nos Jogos da antiguidade clássica grega); agora, em muitas partes do globo, surge como meio para acelerar a evolução de costumes e a sedimentação de princípios até agora desvalorizados, no respeito pela cultura e tradição religiosa e social de cada nação. Poder-se-á falar em revolução ? Não creio (aliás será bom lembrar que os resultados revolucionários da Primavera Árabe fizeram ricochete…). Mas que estamos a ser testemunhas de reformas há alguns anos julgadas impossíveis, estamos!
A Rahm juntar-se-ão em breve outros nomes grandes do golfe planetário, e mais cedo do que mais tarde o LIV receberá o reconhecimento que hoje têm o PGA ou o DPWT. E quando passar o tempo de CR7 no futebol, outros craques lhe sucederão. Um dia será feita a história das mudanças na península arábica (onde estão, além da Arábia Saudita, Catar, Emirados, Bahrein e Kuwait, também grandes investidores) e será reconhecido o extraordinário papel do Desporto num processo delicado e complexo."