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terça-feira, 18 de julho de 2023

Mateus: Kokcu &...

Schmidtologia!

5 minutos: Diário...

Visão: Félix...

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

1904 quilómetros de Benfica


"Uma mão-cheia de cicloturistas do Benfica levaram o nome do Clube de Lisboa a Paris, liderados por José Moreira de Paiva

A 21 de Maio de 1950, o Benfica homenageou um grupo de cicloturistas franceses que chegavam de um raide que partira de Paris até Lisboa. Logo aí, nasceu na ideia de os cicloturistas de águia ao peito fazerem o sentido inverso. A ideia foi aprovada e ganhou forma.
O cicloturismo era então, no Benfica, uma jovem secção de seis anos, atuando juntamente com o ciclismo como modalidade-propaganda do Clube. Tinha, no entanto, uma adesão de atletas muito superior à sua congénere, que ultrapassava as mais de uma centena de inscrições.
Assim, a caravana de cinco cicloturistas do Benfica que partiu de Lisboa no dia 29 de Julho ia chefiada por José Moreira de Paiva (1900-1986), natural de Nespereira, Cinfães, reconhecido como 'uma vontade firme ao serviço do Clube, um benfiquista para quem os 50 anos de idade não constituem qualquer obstáculo'.
O itinerário contava com 1904 quilómetros e estava gizado para ser percorrido em 13 dias, um deles para descanso, em Burgos (Espanha). A despedida do grupo de cicloturistas, que contava também com José Maria Ribeiro, António Augusto Alves, José Tavares Ribeiro e João Francisco Soares, foi na secretaria, onde receberam 'carinhosa despedida e votos de feliz viagem e os desejos de que tudo decorra de maneira a prestigiar o Benfica e o Desporto Português'.
Na 1.ª etapa, em Sacavém, José Moreira de Paiva teve uma avaria na roda da máquina, levando a um atraso de duas horas, mas foi entendido como um prenúncio de boa prova.
As primeiras três etapas foram de algum azar, devido a avarias mecânicas, o que provocou um atraso de um dia ao atravessar a fronteira. Contaram pelo meio com a boa hospitalidade dos benfiquistas de Benfica do Ribatejo, Chamusca, Gavião, Nisa, Castelo Branco e Fundão.
Para além das avarias que foram sofrendo em Portugal e em Espanha, em França foram apanhados por chuvas torrenciais. No entanto, conseguiram concluir a prova dentro dos limites. Regressaram a Lisboa quase de surpresa, em 16 de Agosto, onde foram recebidos por um elevado número de benfiquistas que os aclamou junto do Rossio.
Para celebrar o sucesso do feito, que ecoou na imprensa francesa e espanhola, a comitiva foi posteriormente recebida oficialmente pela Direção e elogiada pelo serviço de embaixadores do nome do Benfica.
Conheça outros episódios do cicloturismo encarnado na área 4 - Momentos Únicos, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Julho a aquecer


"1. A temporada de 2023/2024 está a começar dentro das quatro linhas e fora das quatro linhas. Dentro das quatro linhas, as equipas começam a evoluir sob a orientação dos seus treinadores. Entretanto, de fora das quatro linhas, já chegou a informação oficial da despromoção do árbitro que foi ameaçado por um dirigente de um clube de futebol em pleno relvado - 'a tua carreira vai ser curta!' - e também, de fora das quatro linhas, já chegou o anúncio de linguagem pitoresca a que são sensíveis os ouvidos dos membros do Conselho de Disciplina da FPF.

2. Florentino Luís jogou os derradeiros 45 minutos do primeiro jogo de preparação desta pré-temporada. No fim foi interpelado pelos jornalistas que quiseram saber a sua opinião sobre o regresso de Di Maria à Luz. 'Recordo os tempos em que eu era apanha-bolas e o via jogar no Benfica. É um grande jogador, é muito bom tê-lo aqui connosco. Disse-nos que vem para acrescentar à equipa', assim respondeu. Tino telegráfico e bem.

3. À chegada ao local do estágio em Inglaterra também o presidente do Benfica foi chamado à conversa e não se escusou. Naturalmente, perguntaram-lhe os profissionais da comunicação social o que tinha a dizer sobre a notícia avançada por um jornal desportivo que, nesse mesmo dia, aventava a possibilidade de João Félix poder regressar a casa por empréstimo do Atlético de Madrid. 'Mas quem é que não gostava de ver João Félix no Benfica?', perguntou Rui Costa aos repórteres que acompanham a primeira semana de estágio do Benfica.

4. Foi uma boa resposta em jeito de pergunta retórica que é aquele tipo de pergunta que traz logo a resposta ao seu enunciado. Não haverá, obviamente, benfiquista que não gostasse de ver regressar João Félix, bem como de ver o regresso todos os outros jogadores formados na casa e que atuam hoje nas melhores Ligas estrangeiras. Mas, devaneios à parte, a época de 2023/2024 vai ser construída pelos jogadores que estão hoje no Benfica.

5. No entanto, a pergunta retórica de Rui Costa aos jornalistas em Inglaterra é uma pergunta que dá para os dois lados. Ou, melhor, que dá para os três lados. Quem é que não gostava de ver João Félix no Benfica? Os Benfiquistas, todos, gostavam. Os adeptos dos nossos maiores rivais internos, é que nem um.

6. O responsável financeiro da SAD de um dos nossos rivais, o FC Porto, disse no início desta semana que o seu clube é o mais sério de Portugal. 'O Porto cumpre a lei, sempre'. Só faltou terminar com um inimputável 'chupem!'.

7. Posto isto, até para a semana!"

Leonor Pinhão, in O Benfica

Aqui vamos nós


"'Mais uma corrida, mais uma viagem', gritava ao microfone o senhor dos carrinhos de choque nas feiras de verão espalhadas pelo país. Não sei se o pregão ainda é popular, mas faz todo o sentido no início de cada pré-temporada futebolística do Sport Lisboa e Benfica. É que, nem estagiando em Inglaterra, na Suíça, nos EUA ou na Cochinchina.
No ano passado, o 'problema' foi Roger Schmidt levar 38 jogadores para estágio. Era um erro, diziam. demasiada gente, uma confusão, bla, bla, bla. Os 38 até podem ter sido reduzidos, mas o número foi sinónimo de sucesso no Campeonato nacional.
Este ano, andam em polvorosa com os valores pagos pelos direitos desportivos de Orkun Kokcu e David Jurásek, como antes questionaram os montantes investidos em Darwin Nunez, Enzo Fernandez, Rafa Silva, David Neres ou Raúl Jimenez. Estamos naquela altura do ano em que os especialistas se deitam à sombra, agarrados aos seus dispositivos e dizem de sua justiça. Uns vivem em euforia extrema. Outros em depressão profunda. Nem outra coisa seria de esperar nesta esquizofrenia coletiva que é o futebol português.
Até ao primeiro jogo do Campeonato, os nossos rivais (e respetivos adeptos e comentadores) vão tentar denegrir tudo o que possa estar relacionado com o Glorioso. Não há qualquer problema com isso, faz parte deste Carnaval de Julho e Agosto. Ao longo da temporada, a verdade virá ao de cima. Seja com os maiores audiências televisivas, as maiores enchentes nos estádios (em casa e fora), o maior impacto a nível internacional, as mais elevadas receitas de merchandising ou a melhor qualidade do espetáculo. Sempre um passo à frente.
Rumo ao 39."

Ricardo Santos, in O Benfica

30 de Setembro


"Os sorteios dos campeonatos são como as sondagens na política: valem o que valem. Enquanto nas provas europeias, ou nas taças, podemos desejar o adversário A, B ou C, e temer o X, Y ou Z, no campeonato sabemos que temos de jogar contra todos, em casa e fora. O sorteio define apenas a ordem das partidas, e só à lupa vislumbramos situações eventualmente favoráveis ou desfavoráveis.
Perante o contexto gerado nos últimos anos - para não dizer nas últimas décadas - há, porém, uma data desde já a fixar. Na 7.ª jornada, a 30 de Setembro, recebemos o FC Porto na Luz.
É lugar-comum dizer-se que os campeonatos se ganham ou perdem contra as equipas pequenas. Falso. Ganham-se ou perdem-se em todos os jogos, sendo que há jogos, digamos, mais iguais do que outros - justamente aqueles em que, além de conquistar os pontos, também os retiramos aos rivais directos.
Não tivéssemos ganho no Dragão e, ceteris paribus como dizem os economistas, não teríamos sido campeões. Andado para trás no tempo, não faltam casos de campeonatos definidos num jogo (o chamado 'jogo do título') entre candidatos.
Infelizmente, quando se trata de Benficas - FC Portos na Luz, as recordações não são boas.
Nos últimos 22 anos só vencemos o FC Porto em casa, para o campeonato, 4 vezes. Perdemos 10. Ora isto é absolutamente inaceitável, e tem de ser urgentemente revertido.
Muitas vezes fomos espoliados, e há razões tácticas e fisico-atléticas que, aos olhos do adepto de bancada, podem explicar alguns desaires. Mas há também um factor mental associado, que se vai acentuando com o tempo, ao qual é preciso pôr fim.
Dia 30 de Setembro temos de ganhar. Nem que para isso se decore o balneário, não com fotos dos triunfos do Benfica, mas com as das sucessivas humilhações que sofremos na nossa casa, e que não mais se podem repetir."

Luís Fialho, in O Benfica

Na Cidade do Futebol


"A Cidade do Futebol recebeu os seus mais recentes cidadãos com todo o carinho e mostrou o acolhimento caloroso da Federação Portuguesa de Futebol às equipas de Walking Football de todo o país. É um orgulho para a Fundação Benfica, ver o desenvolvimento que está a ter esta nova aventura humana pelos caminhos da Bola. Uma aventura que tem muito do nosso ADN e pioneirismo. Que mostra ser acertado o caminho traçado e o trabalho feito em conjunto com outras fundações de clubes europeus desde 2016, quando empreendemos este novo projeto por iniciativa da EFDN (European Football for Development Network), com apoio da Comissão Europeia. Foi aposta ganha, do lado dos clubes e fundações que estenderam o futebol social às camadas seniores da população e do lado das famílias que enriqueceram o seu diálogo intergeracional. Do lado das jogadoras e dos jogadores os benefícios são ainda maiores, seja pelo combate ao isolamento, seja pelo alargamento da rede de suporte social, seja pela prevenção em saúde, seja, ainda, pela valorização positiva da imagem dos nossos mais velhos.
A lição é só uma: Jogar à bola, sempre e bem. De preferência no nosso querido Benfica."

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"1
O Benfica sagrou-se campeão nacional de duatlo no feminino;

2
Coincidências ideais para os supersticiosos: no primeiro jogo treino da época, à semelhança da temporada passada, o Benfica venceu, por 2-0, um clube do Championship em St. George’s Park, com ambos os golos marcados numa parte, um por um lateral, outro por um ala (Bah e Gil Dias, que jogou a ala, na temporada passada, Neres e Mihailo Ristic, agora);

2.17,43
O nadador mais novo no Europeu de juniores, Rafael Mimoso, bateu o recorde benfiquista nos 200 metros bruços, que era pertença de Alexandre Yokochi desde os Jogos Olímpicos de Seul, realizados em 1988;

3
Limitação de mandatos (3) nos cargos de presidente de cada órgão social constante na proposta de revisão de estatutos; O topo da pirâmide da formação tem 3 mudanças na orientação técnica: regresso de Veríssimo à B; estreia de Paulo Lopes nos sub23; Luís Araújo está de volta aos sub19;

15
Redução de 25 para 15 anos de sócio efetivo, desde que se um observe um mínimo de 35 anos de idade, para candidatos à presidência dos órgãos sociais na proposta de revisão de estatutos;

16
Futebolistas formados no Benfica entre os 34 no estádio de pré-época em Inglaterra;

21
No primeiro jogo treino da temporada, frente ao Southampton, Roger Schmidt utilizou 21 jogadores;

170
O Athletics Youth Meeting SL Benfica contou com a participação de 170 atletas e Sinísio Ambriz, do Benfica, estabeleceu o recorde nacional de juniores nos 110 metros barreiras (13’42’’)."

João Tomaz, in O Benfica

Anatomia de um fontanário

Vasco Mendonça, in A Bola