Últimas indefectivações

sexta-feira, 15 de julho de 2022

2011 / 2022...

 

De Águia ao Peito, in Facebook

Enzo


Mais uma novela de Verão terminada, com a apresentação oficial de Enzo Fernández, como reforço do SL Benfica.
Mais um nome, que à partida, parecia impossível, mas que neste momento é jogador do Benfica. Nas últimas épocas, o Benfica aparentemente esteve interessado em jogadores do River Plate, mas houve sempre algum obstáculo que não permitia o negócio! Desta vez, apesar de todas as incertezas, tudo se resolveu...


Pessoalmente, acho que fizemos uma grande contratação. Um verdadeiro 'oito', um box-to-box, que defende, mas que também sabe atacar, e até marca golos com alguma regularidade, normalmente com remates de longa distância! Mas que também sabe, pautar jogo, com passes curtos e longos... e quando é preciso, também sabe driblar! Provavelmente, no futuro próximo titular da seleção argentina, no miolo!

Com o sistema de duplo-pivot que o novo treinador gosta, será essencial no sucesso da época. Vindo com ritmo de jogo, poderá ser fundamental nesta fase inicial, incluindo as qualificações da Champions!

St. George Park!!!

💬 Roger Schmidt [Münstersche Zeitung]:


"«Não sei se é o meu clube de sonho, é difícil dizer isso, mas é, sem dúvida, um clube especial. Senti-o desde o início, quando estabelecemos contacto. Estou em Lisboa há 2 semanas e consigo sentir a paixão e o amor que há pelo Benfica»."

Bom início do nosso treinador!

Treino!!!


"Disfarçar para quê? Já todos sabem que o Portimonense é o FC Porto B e que são 6 pontos garantidos antes do campeonato começar. Esta é só mais uma prova do que temos vindo a dizer ao longo dos anos e que se comprova todas as épocas. Por alguma coisa o Portimonense não vence ao FC Porto há 32 (!) anos.
A cereja no topo do bolo é o jogo-treino à porta fechada para treinar os lances estudados do FC Porto. Sim, lances estudados que ninguém pode saber, menos o Portimonense.
O futebol português é um lodo.

P.S.: Conceição utilizou dois onzes, ou seja, muitos jogadores devem ter ficado baralhados se jogavam pelo FC Porto ou pelo Portimonense, já que ambos os onzes pertencem na realidade à mesma equipa e só muda o nome."

A integridade do Desporto


"Sempre que usamos da palavra no espaço público gostaríamos de nos podermos circunscrever ao lado virtuoso do Desporto.
De falar apenas da excelência dos resultados, da qualidade dos atletas, da estética dos corpos em competição, das emoções vividas, da expressão cultural e formativa de uma atividade que Pierre de Coubertin queria que fosse de musculação moral ao serviço do desenvolvimento humano.
Só que para poder continuar a falar destes valores do desporto e da sua dimensão cultural e social, teremos de fazer como pedia Saramago: olhar; se possível ver e depois reparar.
E ao reparar reconhecemos um outro lado do Desporto: aquele que é invadido por episódios de manipulação de resultados, de apostas ilegais, de uso e tráfico de drogas, de infiltração criminosa, de corrupção, de tráfico de menores, de fraude fiscal, de branqueamento de capitais ou tráfico de influências que o usam para fazer florescer proveitos de origem criminosa.
A globalização do fenómeno desportivo, a sua mercantilização acelerada por um crescente volume financeiro e interesses de cariz económico e político, uma cultura de autorregulação que resiste ao controlo dos poderes públicos, tem exposto vulnerabilidades preocupantes da indústria do Desporto à permeabilidade das ameaças crescentes que corroem os seus pilares fundamentais.
A integridade, não tenhamos dúvidas, há muito está posta em causa e a sua violação é hoje uma das maiores, mais sérias e complexas ameaças que o Desporto enfrenta. Maiores pelos volumes financeiros que comporta. Mais sérias pela dimensão da rede de criminalidade organizada transnacional que opera com baixo risco e elevados lucros. Complexas pela sua dimensão global e sofisticação tecnológica.
A prevenção da criminalidade associada ao Desporto não pode ser algo que dependa do impulso de uma ou outra entidade, ou do proclamar de princípios éticos sem uma clara componente prática e, portanto, vazios de sentido.
Os agentes e organizações desportivas devem saber reconhecer, resistir e reportar estas ameaças às autoridades judiciais. Mas as organizações desportivas devem dar exemplo de boas práticas, adotando padrões de governação onde prevaleçam o bom uso dos recursos, a transparência e a integridade.
O Desporto nasceu fora da órbita do Estado. E essa circunstância tornou as organizações desportivas avessas ao controlo público. À tentação de criarem um "estado" dentro do Estado. De fazer coabitar dois direitos. Esse tempo passou. Não é mais possível voltar para trás.
As opiniões públicas não compreenderiam que, estando em causa relevantes interesses públicos, o Estado não regulasse, não supervisionasse e se necessário não punisse.
Esta é uma batalha sem tréguas para a qual todos estamos convocados e temos a perfeita noção que uma ameaça global desta índole requer o compromisso intransigente e empenhado de organizações que partilhem a mesma visão reformista e preocupação face à dimensão dos problemas que atravessamos.
Que cruzem as competências das organizações desportivas, com as dos governos, entidades intergovernamentais, órgãos de investigação e polícia criminal, reguladores e operadores de apostas, garantindo a reputação e credibilidade de patrocinadores, operadores televisivos e demais entidades cujos investimentos e marcas serão postos em causa se manchados por eventuais escândalos.
Se não soubermos preservar o Desporto, se formos incapazes de cuidar dos seus valores e princípios fundamentais, se não salvaguardarmos a sua integridade, se o não colocarmos ao serviço do desenvolvimento social e humano, todo o seu valor formativo se perde.
Porque se chegarmos aí o Desporto vira-se contra si próprio. Subverte a sua missão essencial, descredibiliza-se irremediavelmente perante a sociedade e compromete a reputação dos agentes e das organizações que desempenham aquilo que deverá ser um relevante serviço de interesse público."

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Bigodes: Enzo...

BI: João - Reading FC

'Maurice et Hippolyte'


"Maurice Garin, o primeiro vencedor do Tour, esperava ter como rival Hippolyte Aucouturier, mas este gostava demais de tinto

Aos 85 anos, Maurice estava muito confuso. Conta o seu médico particular que acordava sobressaltado e perguntava: «Onde é o controlo? Onde fica o controlo?». Era como se ainda continuasse sentado no selim da sua bicicleta a percorrer quilómetros e quilómetros pelas estradas de França. Muitas vezes saía de casa, sem ninguém dar por ele, e dirigia-se à esquadra da polícia de Lens, onde vivia. Chegando lá, perguntava ao agente de serviço: «O controlo é aqui?». Depois, com todo o carinho, havia alguém que o devolvia à procedência. Ficava sentado, a olhar pela janela, o olhar perdido no horizonte, ele que fora um vencedor de horizontes.
Maurice Garin foi vítima de uma daquelas ironias muito comuns na natureza: nasceu num lugar sem horizontes, o Vale de Aosta. Quando era menino, em seu redor só existiam os picos brancos dos Alpes. Arvier não é um lugar propriamente fácil para se nascer, ainda por cima no ano de 1871. A menos que se goste muito de vinho e se opte por ficar lá até à idade não para o beber, porque sopas de cavalo cansado a gente do campo enfiava pelas goelas dos seus petizes sem cerimónias, mas pelo menos até conseguir apreciá-lo condignamente. Afinal, pelas redondezas abundam as plantações de castas como Dolcetto, Gamay, Neyret ou Pinot Noir. Começou a trabalhar muito cedo. Era de uma família que não tinha para gastos. Foi limpa-chaminés em Reims, aí pelos seus 15 anos, para onde a mãe, Teresa Ozello, uma italiana, se escapara entretanto, para tentar uma vida um pouco mais longe das montanhas e sobretudo da morte já que deixara para trás o cadáver do marido, Maurice-Clément, e do filho mais velho, Joseph-Isidore. Maurice tinha muito para doer. E doeu-lhe até morrer.
Os dois irmãos mais velhos sobrevivos de Maurice, César e Ambroise, gostavam de bicicletas. Instalaram-se em Roubaix e abriram uma loja. Farto de passar os dias sujo de fuligem, Maurice seguiu-os até Roubaix. Não tardariam a ser, os três, ciclistas profissionais.
A primeira bicicleta de competição de Maurice pesava a ninharia de 16kg mais os seus pneus de borracha e respetivas câmaras de ar. Ainda como amador, pegou nela e pôs-se a caminho de Avesnes-sur-Helpes, a cerca de 25km de sua casa, para participar numa prova para o qual o tinham desafiado. Enfim, uma chatice. Chegou lá e os regulamentos só permitiam que corressem profissionais. Manhoso, ficou quedo. Deixou partir toda a gente e, pela calada, foi atrás, na perseguição das vedetas. Tal e qual acontece nos filmes, passou-os a todos e terminou em primeiro. A populaça que se juntou na linha de chegada ficou fascinada com o atrevimento do moço e levou-o em ombros. Já os organizadores não estiveram para palhaçadas e recusaram-se terminantemente a pagar-lhe o prémio de vitória de 150 francos. Maurice encolheu os ombros: tinha muito para ganhar daí para diante. O público, esse, não suportou a injustiça: fez uma vaquinha e angariou cerca de 300 francos. Campeão é campeão e merece ser tratado como tal.
No dia 1 de julho de 1903, à saída da primeira etapa da primeira edição da Volta à França, Maurice Garin estava no grupo dos favoritos. E ganhou! Não era mais nenhum saloio dos montes como lhe chamavam ao princípio. Ganhou logo no primeiro controlo, em Lyon, 467km depois da partida em Montgeron, nos arredores de Paris, mesmo em frente do albergue Reveil Matin, e ganhou no fim. Na altura, o intendente da capital francesa, o inefável Louis Lépine, um tipo francamente organizado e pouco dado a rodas pedaleiras, não permitia que os ciclistas rodassem nas ruas da sua cidade. O prémio de vitória por etapa variava entre 50 e 1500 francos. Os 14 primeiros a cortarem a reta da meta ganhavam desde 3000 para o primeiro até 25 para o último. Os restantes recebiam cinco francos por cada dia de corrida. 21 chegaram ao fim das seis etapas. 38 desistiram pelo caminho.
Toda a gente estava convencida de que o maior adversário de Maurice iria ser Hippolyte Aucouturier, um fulano que concitava a simpatia geral. Chamavam-lhe Le Terrible. Era um pândego. E um bocado fanfarrão. Queria era farra e viva lá o seu compadre. Não se coibiu de, nos dias que antecederam o início da prova, andar de festarola em festarola, escorropichando os seus copázios de tinto. Já Maurice, que era da terra do tinto mas preferia a cerveja, preparou-se com rigor. Por muito que tivesse lucrado 150 euros acima do prémio em Avesnes-sur-Helpes continuava com a lição entalada na garganta. Por falar em garganta, Hippolyte desistiu logo ao fim de 320km. Alguém lhe perguntou: «Que se passa?» E ele, a custo: «Estou bem. Da cabeça e das pernas. mas o estômago, meu Deus!». Pudera!"

terça-feira, 12 de julho de 2022

Análise ao novo plantel do Benfica


"Arrancou a época 2022/23. Depois de (mais) um ano de insucesso, o Benfica parte para uma nova temporada querendo acreditar que será o ano do regresso aos títulos, depois de três anos a seco. Uma barbaridade de tempo, quando falamos do clube mais popular e mais rico do país. Bom, mas entusiasmo não falta e apoio também não, como se viu nos 23.000 Benfiquistas que foram ao Estádio da Luz a semana passada para assistir a um simples treino. Consequência de um novo treinador e uma nova esperança na família benfiquista (e revelador da fome de títulos e das saudades de um Glorioso forte e pujante).
Já passaram entretanto as semanas de futebol parado, em que as capas de jornais se dividem entre entrevistas sobre o passado e furos sobre as futuras centenas de reforços de cada clube (do qual depois se confirmam 5 ou 6) e já temos de novo a bola a rolar. Com esforço, pois os índices físicos levam sempre um reset e há ainda muito por esclarecer no plantel Benfiquista. Ao ponto de terem ido 38 (!) jogadores para o estágio em Inglaterra. Com uma pitada de humor, se poderá dizer que é em homenagem à celebração que se pretende do 38º campeonato do clube em 22/23, mas com um análise mais séria torna-se uma decisão difícil de entender, quando o próprio Schmidt anunciou ao chegar que é impossível trabalhar com 40 jogadores e se pensarmos que o primeiro jogo oficial é já daqui a 3 semanas (e que jogo! Sabemos o quanto é primordial financeiramente para qualquer equipa jogar a Liga dos Campeões).
Mesmo sabendo que as peças poderão mudar nos próximos tempos, já existe, contudo, um esboço do novo plantel e será interessante fazer um exercício de análise por posição:
Guarda-redes: Aparentemente Vlachodimos continuará a ser o dono da baliza. É um guarda-redes com as qualidades e defeitos já conhecidos: fortíssimo entre os postes, mas com fragilidades nas saídas e bolas altas. Tendo em conta que se diz que Schmidt gosta de jogar com a defesa avançada no terreno, talvez exista aqui um problema. Hélton Leite é um competente nº 2 e a posição será fechada com os jovens redes da equipa B.
Laterais: Na esquerda sobra a dúvida se Grimaldo fica ou sai. Estando no último ano de contrato, não será de estranhar que o Benfica esteja disposto a ouvir propostas. Caso fique, lutará pela posição com o novo reforço Ristic. Se sair, será necessário ir ao mercado. Na direita a posição parece bem entregue a Bah (de quem se espera que assuma a titularidade) e ao esforçado Gilberto. André Almeida, um jogador já com óbvias limitações físicas (para além das técnicas que sempre teve) parece ser carta fora do baralho.
Centrais: Aqui há muito por onde escolher! Os centrais titulares no ano passado foram Vertonghen e Otamendi, jogadores com idade e estatuto. Aceitarão o banco de bom grado? É possível que não. Mas também não parecem ser os jogadores indicados para uma defesa subida (principalmente o belga). É a pensar nisso que Schmidt terá indicado a contratação do veloz João Victor e é bom recordar que Lucas Veríssimo também voltará da longa lesão (e a acreditar nas redes sociais da sua esposa isso está para breve). Há ainda Morato e o promissor Tomás Araújo. Muitas e boas opções, pelo que não espanta que haja aqui alguma saída.
Extremos: David Neres e Rafa parecem ser os titulares óbvios para as laterais do meio-campo. O problema está nas alternativas. Chiquinho, Gil Dias e Diogo Gonçalves serão sempre opções duvidosas de recurso e Pizzi, tal como André Almeida, parece ter esgotado o seu ciclo no clube. Ou o clube contrata mais alguém, ou se aposta nos jovens da equipa B ou parece-me haver aqui uma décalage muito grande entre os titulares e os suplentes. É uma pena Jota ter sido vendido (e por um valor tão baixo).
Médios centro: A sensação que dá é que desde Fejsa tem faltado ao Benfica um n° 6 varredor, o vulgo trinco. Poderá ser Florentino esse jogador? Tem essas características, mas falta perceber se explode ou será uma eterna promessa. Depois há Weigl (fica?), Taraabt (fica?), João Mário e Enzo Fernandez. Meité e Gabriel devem ser dispensados, Paulo Bernardo talvez emprestado. Não é seguro que o Benfica já esteja totalmente bem servido nestas posições...
Avançados: É possível que Schmidt jogue com um avançado mais recuado (ou até mesmo um 10 à antiga) e um mais fixo. Fala-se em João Mário a poder fazer de 10, mas é provável que o Benfica ainda vá ao mercado (falou-se em Reinier, mas pelos vistos caiu). Quanto a pontas-de-lança há várias opções (demasiadas talvez, é possível que alguém saia. E esse alguém seja suíço): Yaremchuck, Seferovic, Musa, Gonçalo Ramos e Henrique Araújo (Pinho não deverá ter grande espaço). Mas será que algum deles explodirá esta época e fará esquecer Darwin? O tempo o dirá. Acredito que o Benfica esteja a apostar no crescimento de Ramos (se não o vender entretanto) e Araújo, mas mais uma vez estamos a falar de esperanças e expetativas e não de certezas.
Em relação ao ano passado, este é um Benfica que perde o seu melhor jogador, o Darwin, mas que já ganhou aparentemente três titulares valiosos: Bah, Enzo e Neres. É possível que cheguem ainda mais dois ou três reforços, dos quais Ricardo Horta, mas talvez Rui Costa vá aguardar pelo desfecho do objectivo Champions antes de direcionar mais investimento para a equipa principal.
Estão reunidos os argumentos e condimentos para um Benfica campeão em 2022/23? Não sei. O clube passou por um planalto entre 2013 e 2019 em que só por azar (2013) e desinvestimento (2018) não foi naturalmente campeão, mas essa fase já passou. Já não existe a estabilidade nem a qualidade que existia no plantel e quase que se está a começar do zero. E nem sempre há equipas campeãs quando começam do zero. Os projetos vencedores na maioria das vezes são os projetos de continuidade. Mas uma coisa terá que acontecer (até porque é difícil fazer pior do que tem sido feito): o Benfica tem que voltar a lutar pelo título até às últimas jornadas. Tem que voltar a ganhar troféus, nem que seja nas taças. Tem todas as condições para isso e olhando para os plantéis de Porto e Sporting, não há desculpas para que assim não aconteça.
Por isso...é tempo de trabalho, é tempo de competência, é tempo de agressividade comunicacional, é tempo de união, é tempo de Benfica!"

Fura Redes: Concorrência desleal...

Recordações!


"A tática já é velha, A BOLA.
Na primeira todos caem, na segunda só cai quem quer e na terceira cai quem é distraído."

Jogar, arbitrar, treinar e dirigir será sempre uma escolha. Saber estar no futebol com dignidade e elevação é uma obrigação moral


"Quando já não falta muito para o início da nova época desportiva, o antigo árbitro internacional Duarte Gomes lembra que as maiores obrigações de todos os atores são aquelas que estão umbilicalmente ligadas à coluna vertebral: "Errar mas com o coração, nunca com a cabeça"

Não falta muito para o pontapé de saída da nova época desportiva.
Tal como em anos anteriores, a expectativa é grande, pelo menos para quem gosta do jogo. Sociedades desportivas, adeptos, imprensa, toda a gente está à espera que a bola comece a rolar. A sede é muita e isso é bom. Há talento novo para conhecer, golos bonitos para ver e jogadas perfeitas para aplaudir.
O futebol é exatamente isto: paixão, pura paixão. Não há nada que se equipare a ele. Nada que agarre novos e velhos, miúdos e graúdos assim, desta maneira tão única e portentosa.
Mas essa força tremenda acarreta responsabilidades que, na verdade, só assume quem quer, quem escolheu estar ligado a este grandioso espetáculo.
Convém não nos esquecermos que nunca houve uma única pessoa obrigada a ser presidente de um clube, acionista de uma SAD ou treinador de uma equipa. Nunca ninguém foi forçado a ser guarda-redes, ponta de lança ou árbitro. Só quem quis. Só quem se candidatou ou tentou até conseguir. Até percorrer esse caminho.
Parece-me por isso importante que todas essas pessoas (e são muitas, felizmente) nunca descurem aquela que é a mais importante de todas as suas obrigações: as que estão umbilicalmente ligadas à coluna vertebral.
Se jogar, arbitrar, treinar e dirigir é e será sempre uma escolha, saber estar no futebol profissional com dignidade e elevação é uma obrigação moral.
Tudo o que fazemos obedece sempre a duas dimensões distintas: a uma que pressupõe competência operacional (como em tudo na vida, uns serão tecnicamente melhores do que outros) e outra, que exige dimensão humana (onde todos devem ser absolutamente insuperáveis).
Isso é ainda mais verdade no desporto, sobretudo quando o desporto se chama futebol.
Ser qualificado na profissão e desviado no caráter não tem valor nenhum. É a integridade moral de uma pessoa que oferece dignidade ao que ela faz e conquista. Tudo o que conseguimos com talento mas sem ética ou caráter estará sempre ferido de morte, porque o verdadeiro valor das coisas não está no resultado, mas na forma como chegamos até ele.
E nós, todos nós - lá dentro e cá fora - temos que ser vigilantes e exigentes, não permitindo que uma atividade tão poderosa e contagiante seja menos do que um lugar íntegro, com gente honesta e decente.
O jogo é muito duro e competitivo e, não raras vezes, testa a carcaça emocional de toda a gente. Obviamente que testa. Mas não é a esses devaneios que me refiro. Sim. Todos têm direito a deslizes, a momentos infelizes, a excessos pontuais. Todas as boas pessoas fazem ou dizem coisas que nem sempre as define.
O que as pessoas boas nunca fazem é agir com malícia deliberada, repetida, direcionada. As pessoas boas são ambiciosas, mas não são gananciosas. Têm alma. Não recorrem conscientemente a subterfúgios rasteiros. Não consideram a hipótese de ganhar à margem das regras.
Fica, de novo, o apelo, porque o futebol já nos mostrou toda a sua bipolaridade. É capaz de oferecer o melhor e o pior.
Todos temos memória de momentos inesquecíveis de tão mágicos e inenarráveis de tão maus.
Errar sim, pois claro... mas com o coração, nunca com a cabeça.
O único sítio onde se ganham jogos é dentro de campo. Sempre foi e sempre será. Tem sempre que ser.
Quem continua a achar que pode vencer fora das quatro linhas está definitivamente do lado errado da barricada. E quem está do lado errado da barricada, está a mais.
Estará sempre a mais."

Resposta...


"A entrevista de Pinto da Costa foi um clássico da silly season. Foi um conjunto de recados, omissões, frases com graçolas e regionalismos com o objectivo de reforçar um clima de medo e de intimidação que não se coaduna com o século XXI. Vive do ciúme pelo Benfica.
Felizmente no Porto, muitos não acham normal que jogadores e adeptos insultem o Benfica gratuitamente, nem que se tente intimidar tudo e todos! Pode ser idolatrado pelos seus, mas nunca será respeitado por nós. Por uma questão de educação, nunca responderei da mesma forma, seria fácil demais.
Não fomento o ódio nem a divisão. Adoro a cidade do Porto e os Portuenses, respeito o rival e tenho grandes amigos no Porto e do FC porto.
Após 40 anos disto quer branquear o passado mas não esquecemos que as vitórias que alcançou foram trilhadas pelos caminhos mais obscuros do futebol em Portugal e que aguardado com expectativa o desfecho do processo Cartão Azul.
Recebi através das redes sociais largas dezenas de ameaças. Estratégia conhecida que funciona como cruzada de Quixote onde se pretende encontrar um inimigo externo que não existe. Continuarei a denunciar e combater tudo o que não promova a transparência ou a verdade desportiva. Que se audite o VAR. Que se apliquem critérios uniformes nos mesmos lances, que haja mais controlo anti-doping, que se reformulem as competições nacionais. Que se valorize os jogadores. Sobre isto nunca há nada para dizer. Diz o provérbio popular, amigos amigos, negócios à parte, mas no Porto só há negócios entre amigos e para amigos.
Não preciso do Benfica para viver. Preciso do Benfica para ser feliz. Por minha opção não sou remunerado em nada que envolva o Benfica. O Benfica não é pão. O Benfica é paixão.
Vivendo há 40 anos num ambiente de bajulação é natural que Pinto da Costa tenha uma percepção diminuída do mundo real. Pelo que não compreende, nem nunca compreenderá, como alguém independentemente da sua profissão, possa ser livre enquanto cidadão e adepto de futebol.
O senhor Pinto da Costa, um amante de literatura, deveria recuperar os ensinamentos de Garrett, que referindo-se ao Porto dizia: 'Se nessa cidade há muito quem troque o B pelo V, há muito pouco quem troque a honra pela infâmia e a liberdade pela servidão'. Não sendo portuense não poderia rever-me mais nesta afirmação.
Confesso, no entanto, que foi com muito gosto que recebi esta 'medalha', pois se a minha voz não incomodasse, não seria referido numa entrevista de fundo com tanto destaque.
Sigo, por isso, livre e continuarei a dizer o que penso, na defesa do Benfica."

Lixo...


"Dentro dos degradantes grupos de Comunicação Social do País, há um que consegue ser ainda mais degradante e com um bando de anti-benfiquistas até ao caralho.
A merda da Cofina, LIXO, LIXO, LIXO e que já há muito deveria ter sido impedida de entrar nas instalações do Benfica (ah e tal, as multas...meus amigos, com os processos que já devíamos ter aberto contra esses talibans pagavam-se todas as multas e ainda sobrava para comprar a bruxa de Matosinhos, if you know what I mean!) decide dar à estampa esta notícia truncada, mentirosa e completamente fora do contexto! UM VERDADEIRO NOJO. Infelizmente, não é de admirar. Este é o comportamento editorial deste esgoto chamado COFINA (CM+RECORD).
Aqui ficam as verdadeiras declarações de Enzo Fernandez, na sua totalidade: https://twitter.com/TNTSportsAR/status/1546606590912073728
É apenas lamentável que milhares de adeptos do Benfica já estejam a emprenhar pelos ouvidos com esta mentira da Cofina e a crucificar o jovem jogador. Enfim. Já nos fartámos de apelar ao boicote total a este grupo de comunicação. Cada segundo que vêm CMTV, cada cêntimo que gastam a comprar o CM ou o Record, cada click que dão nos sites do CM ou do Record, estão a contribuir para a difusão do anti-benfiquismo doentio que esta gente vomita a toda hora. Parem de alimentar esta merda!"