Últimas indefectivações

terça-feira, 23 de novembro de 2021

O Benfica incomoda muita gente


"Em dia de buscas numa megaoperação da Polícia Judiciária ao FC Porto que nada mais serviu senão para atirar areia à cara de todos os portugueses, visto que já todos os intervenientes sabiam de antemão que estavam a ser investigados e que seriam alvo de buscas, e até, pasme-se, um dos quais, por coincidência, se enfiou num avião dias antes e foi passear até à Roménia, a Cofina decide abrir o programa da noite com uma palhaçada digna de circo, tentando, uma vez mais, colocar o Benfica na lama, arranjando um falso pretexto de um hipotético possível mal-estar entre Rui Costa e Jorge Jesus.
Se isto não fosse verdade, diríamos que era para algum programa dos apanhados. Só que não. Vale tudo para continuarem a campanha de desunião e tentativa de destruição da imagem do Sport Lisboa e Benfica.
De forma sumária, não é preciso alongar muito na realidade dos factos:
• Buscas no Benfica: abertura em todos os telejornais, assunto debatido durante toda a programação jornalística ao longo da semana, diretos da cantina da prisão onde Vieira estava preventivamente detido para inquérito com uma jornalista colocada à porta da prisão 24/7 a falar da sua alimentação, do atum com batatas, do feijão frade com peixe, da salada de brócolos com frango, do bacalhau com grelo. Para a história fica registado um autêntico escândalo dum alegado desvio de 2.5 milhões de euros numa investigação realizada a centenas de negócios de jogadores ao longo de quase 20 anos.
• Buscas no FC Porto: abertura do telejornal com uma parvoíce inventada sobre um desentendimento entre Jorge Jesus e Rui Costa, porque, veja-se, estes não se beijaram na cara nem deram as mãos à a saída do autocarro, investigação ao FC Porto abordada em coisa de 3 minutos e toca a omitir de forma deliberada os alegados desvios superiores a 40 milhões de euros, as suspeitas de fraude, abuso de confiança e o branqueamento de capitais do clube do Calor da Noite. Alguém sabe o que almoçou Fernando Gomes, Adelino Caldeira, Pinto da Costa e o filho, Bruno Macedo, Pedro Pinho e toda a panóplia de gente envolvida no processo do FC Porto? Pois, ninguém sabe. Fazemos uma ideia, no entanto. A alimentação é de conhecimento público: fruta, café com leite, galão quentinho, chocolate branco e preto, enfim, uma bodega requintada.
Vivemos num país do faz de conta, numa autêntica fábula do “Rei vai nu” e ninguém faz absolutamente nada. Tudo assobia para o lado porque interessa é bater no Benfica, dê por onde der.
Se o assunto é o Benfica, fazem-se 50 investigações, criam-se e inventam-se 1001 narrativas, contratam-se atores para se fazerem passar por jogadores em “grandes reportagens” com a voz distorcida, vão-se buscar especialistas ao Zimbabué para analisarem áudios forjados e manipulados, esmiuça-se a alimentação e a flatulência dos arguidos de processos em investigação, rouba-se, manipula-se, deturpa-se e dissemina-se correspondência privada roubada, fazem especiais a falar das bolachas de Pedro Guerra, viola-se sistematicamente o segredo de justiça e metem o nome do Sport Lisboa e Benfica na lama.
Se o assunto é o FC Porto ou o Sporting CP, os suspeitos, arguidos ou condenados agem sempre na exorbitância das suas funções. Nunca os clubes são conotados e/ou associados às ações dos seus dirigentes ou intervenientes. Metem dinheiro na conta de árbitros? Exorbitância das funções. Corrompem árbitros assistentes? Exorbitância das funções. É encontrada droga na sede da claque oficial em pleno estádio? Exorbitância das funções. Desviam 40 milhões de euros? Exorbitância das funções. Dão porrada a jornalistas? Exorbitância das funções. Vão a jogo com jogadores castigados que nem na bancada deveriam estar? Exorbitância das funções. Ameaçam jornalistas, ameaçam árbitros, destroem os locais de trabalho destes, vandalizam as suas casas, ameaçam as suas famílias, vão para o tribunal de Porsche argumentar que estão falidos e que ganham o ordenado mínimo com moradias de luxo e carros desportivos arrumados nas garagens? Exorbitância das funções, evidentemente.
Este é o Portugal que queremos e merecemos.
Mas afinal de quem é a culpa? É do Benfica, claro está! E do Rafa. #ACulpaÉdoRafa"

Pequenos gigantes !!!

Barcelona 0 - 3 Benfica
Neto, Tomás, Santos


Mais uma grande vitória, com uma exibição segura e com grandes golos pelo meio (no 1.º, além do remate, a 'posse de bola' foi exemplar...). Com o 1.º lugar a ser decidido no Seixal na última jornada! Algo que depois da derrota em Kiev na 1.ª jornada, poucos acreditavam... a começar por mim!


Mais do que o resultado... a exibição!

Benfica 25 - 33 GOG
(10-17)

Algo se passou após o jogo com o Sporting, têm sido exibições medíocres, umas atrás das outras. O adversário de hoje, no 'papel' é mais forte do que nós, mas tínhamos pelo menos a obrigação de discutir o resultado... Muito preocupado, para o que se segue....

Em Barcelona, para ganhar


"É focada na conquista dos três pontos que a nossa equipa entrará em campo, mais logo, em Barcelona (20h00), ciente do grande obstáculo que tem pela frente.
"Vamos à procura de jogar para ganhar, sabendo que vamos estar num jogo apertados defensivamente, porque todas as equipas passam por isso em Camp Nou", começou por dizer Jorge Jesus, dando conta da ambição reinante entre o plantel para o difícil embate desta noite.
Após o sorteio, todos os analistas apontaram o Barcelona, junto com o Bayern, como aposta certeira para a passagem à fase seguinte. Imune a essas previsões, a nossa equipa chega à penúltima jornada sabendo que um triunfo na Catalunha a coloca a um passo do apuramento e mesmo o empate deixa tudo em aberto para a última jornada.
"O resultado que nos interessa é ganhar. Não podendo ganhar, interessa mais empatar do que perder, porque se perdermos ficamos fora dos oitavos de final", lembrou Jorge Jesus, frisando ainda que "estamos a discutir com o Barcelona a passagem" e que "podemos ter o benefício de dois resultados, mas um deixa-nos dependentes de terceiros".
Grimaldo foi o porta-voz do sentimento prevalecente no seio do plantel na abordagem ao jogo: "A equipa vai chegar a Camp Nou, dar tudo em campo, e no final vemos como corre. Sabemos que vai ser complicado, mas a equipa vai dar tudo para sair a ganhar."
O Barcelona tem, do seu lado, a vantagem de jogar em casa, junto dos seus adeptos, num dos palcos mais míticos do futebol mundial. Mas são cerca de três mil os Benfiquistas esperados nas bancadas, empenhados em ajudar a nossa equipa na obtenção de um resultado positivo. O apoio prestado, ontem, à chegada da equipa ao hotel foi uma demonstração da força que os Benfiquistas têm, acompanhando a equipa intensa e apaixonadamente onde quer que jogue.
O Presidente Rui Costa, ontem à noite já em Barcelona, fez questão de enaltecer a presença de muitos Benfiquistas e perspetivou a partida: "Sempre otimistas. Agradeço aos três mil adeptos que vieram e serão sempre fervorosos. Todos os jogos são decisivos, é um jogo muito importante para nós. Vai correr bem."
Que esta seja mais uma noite de glória benfiquista!
Vamos, Benfica!

P.S.: Esta tarde temos mais um jogo de andebol na EHF European Legue, desta feita frente ao GOG, às 17h45. Venha à Luz apoiar a nossa equipa! Às 15h00, em Barcelona, haverá jogo da UEFA Youth League, em que um empate garante o apuramento, mas a vitória permite continuar na luta pelo primeiro lugar do grupo."

O Benfica do limbo para o prelo


"A transformação do jornal do Clube em revista, a sua saída de circulação e a alegria do seu retorno às bancas

A gerência do Benfica de 1998/99 considerou as assinaturas e vendas do jornal do Clube e da revista O Benfica Ilustrado estagnadas, motivando, assim, uma reforma e modernização.
Criou-se, portanto, um suporte material em forma de revista, conforme um estudo promovido pela Direcção, tendo em conta 'o panorama editorial dos grandes clubes europeus, nomeadamente o Manchester United, Barcelona, Liverpool ou Real Madrid'. Com o nome Benfica, publicar-se-ia mensalmente com a tiragem de 100 mil exemplares: 20% destinados para venda e 80% distribuídos gratuitamente pelos sócios.
As vozes dividiam-se. Uns viam no Jornal um formato obsoleto que apresentava notícias desatualizadas, 'ainda para mais de forma (...) neutra', inadequado dada a existência de 'três diários desportivos de (...) maiores dimensões e tiragens'. Outros lamentavam a quebra de 'uma reserva moral' e 'de um forte elo de ligação' ao Clube.
A revista foi lançada em Maio de 1999, continuando a numeração do jornal. Ao longo dos meses de tiragem, a principal queixa da revista foi o seu foco dominante no futebol, marginalizando as modalidades e outras actividades do Clube, sem cobertura de imprensa escrita ou radiotelefónica.
Em Agosto de 2000, a revista Benfica foi interrompida, dadas as despesas que apresentou ao longo de quinze edições. Anunciou-se que passaria a ser editada 'em parceira com um grupo económico líder de mercado (...) de publicações periódicas', desta vez sem distribuição gratuita pelos sócios.
O plano não avançou, pois as eleições benfiquistas de 27 de Outubro de 2000 puseram fim à gerência que preterira o jornal que se publicava desde 1942. A sua publicação retornou meses depois, no 97.ª aniversário do Clube, para gáudio dos benfiquistas que o viam como um símbolo e um contributo para 'o restaurar da esperança' benfiquista.
'O bom filho a casa torna'! Para o Benfica, este era o seu espelho e voz pública. O seu papel determinante reflete-se sobretudo tendo em vista a dimensão internacional do Clube. Segundo os leitores, com o jornal podiam saber qual o rumo seguido pelo Benfica em todas as suas vertentes, como 'um escudo', porque 'podemo-nos defender e elucida-nos sobre o que acontece no Clube'.
'Bem patrimonial e espiritual de valor ímpar', o seu retorno foi bem-visto e agradecido, testemunho que, acompanhando o presente, deixa gravado para o futuro a sua história.
Saiba mais sobre a história da comunicação do Clube na área 16 - Outros Voos, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Benfica FM #177 - Paços, pré-Barça...

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Antevisão...

Treino...

Vergonha, continuada...!!!


Tudo normal...


"Luís Filipe Vieira esteve 5 dias detido por uma suspeita de desvio de 2.5 milhões de euros. Pinto da Costa está sob suspeita de desvios superiores a 40 milhões de euros.
Alguém nos elucide se existe uma justiça para o norte e outra para o resto do país, por favor."

Vergonha no Pavilhão João Rocha


"O que se passou esta noite no Pavilhão João Rocha envergonha o Futsal, a Federação, os responsáveis pela arbitragem e os adeptos do Sporting. Uma lamentável noite de "Vale Tudo" que em nada dignifica a modalidade e o espírito desportivo que deve sobrepor-se a qualquer rivalidade.

Vamos por partes.
1 - Num jogo extremamente equilibrado, a arbitragem voltou a assumir um protagonismo que se repudia. Vários lances de análise clara foram decididos em sentido contrário, com sistemático prejuízo para o Benfica. O cúmulo de uma arbitragem enviesada está expresso no quarto golo do Sporting, com o nosso jogador Robinho a ser empurrado pelas costas sem que fosse assinalada qualquer falta.
2 - Num jogo com duas grandes equipas de Futsal assistimos a um coro arruaceiro de insultos, provocações e intimidações que duraram a partida toda. Como é que, mais uma vez, os adeptos do Sporting partem o vidro que está por detrás do banco de suplentes do Sport Lisboa e Benfica, ferindo inclusive um dos nossos jogadores? Cumpre-nos igualmente perguntar: este comportamento e os constantes insultos por parte dos adeptos do Sporting vão ficar uma vez mais impunes?
3 - Reprovável a carga policial sobre os adeptos do Benfica. O Clube vai requerer às autoridades competentes explicações quanto aos fundamentos que levaram a esta decisão gravosa para com a integridade física dos nossos adeptos.
Uma última palavra para a transmissão televisiva do Canal 11. Sem repetições, sem imagens e sem comentários no momento quanto a tudo o que acima foi referido, em contraponto com outros comentários que não dignificam em nada o desporto."

domingo, 21 de novembro de 2021

Mais um triunfo dos porcos...

Sporting 5 - 2 Benfica

Nada de novo: podemos trocar de treinador, de jogadores, a lagartada pode até jogar com os 'Juniores', mas enquanto os jogos de Futsal continuarem a ser decididos pelos apitadeiros, pouco se pode fazer!
Hoje, das 6 faltas que deram o 1.º golo do Sporting na 1.ª parte, 3 não existiram (já para não falar das que ficaram por marcar a favor do Benfica); um penalty sobre o Tayebi é transformado em livre contra o Benfica; a expulsão perdoada ao Erik, dá expulsão do Rómulo e consequente 3.º golo do adversário; logo a seguir empurrão descarado sobre o Robinho e 4.º golo da Lagartada!!! O facto do Erik ter chegado ao fim do jogo sem um único amarelo, depois de pelo menos 4 simulações descaradas, duma patada para vermelho directo e muitas outras provocações, é prova provada, que não estamos a jogar a mesma 'modalidade'!!!! A única 'anormalidade' hoje foi mesmo a expulsão justa do Pauleta, o resto tudo normal...!!!
Nas bancadas mais um festival animalesco de provocações, agressões, vidros partidos... tudo com o Canal 11 a tentar 'esconder'...
Continuar a jogar nestes moldes, calado, é ser cúmplice...

sábado, 20 de novembro de 2021

Vitória...

Benfica 3 - 1 Viana
25-19, 25-18, 24-26, 35-33

Mal jogado... mas com os 3 pontos.

Bastidores: Taça...

As 5 alternativas a Veríssimo | SL Benfica


"As 5 alternativas para a defensiva encarnada: exequíveis ou utópicas?

A lesão grave contraída pelo internacional brasileiro obriga os encarnados a repensar o futuro do seu eixo defensivo e a procurar soluções que garantam a permanência da ultra competência evidenciada pelos titulares de serviço em 2021.
Além do supracitado, Nicólas Otamendi e Jan Vertonghen impõem-se naturalmente, mas é preciso pensar mais além. Com a idade dos dois, a sua sucessão tem que ser discussão urgente para os responsáveis encarnados. 
Estes têm a oportunidade de analisar de perto, diariamente, as qualidades de Morato, Tomás Araújo, António Silva, Pedro Álvaro ou Pedro Ganchas (e Branimir Kalaica, eternamente esquecido num limbo competitivo).
Por esta perspectiva poderíamos até considerar desnecessária a ida ao mercado para rejuvenescer o setor, dado o talento diferenciado disponível e o próprio historial do clube como seguro de vida. Depois de Rúben Dias, o Seixal prepara-se para lançar nova estrela para a ribalta do futebol europeu, caso se dê prioridade ao leque de talento disponível.
Se a intenção for o recrutamento de talento estrangeiro, surge o caso Lindelof como abonador de nova aposta certeira e tentaremos então discernir cinco nomes que poderiam ser analisados mediante variados prismas.
Há quem apoie um empréstimo de um elemento mais experiente que garanta rendimento imediato, sem necessidade de grande fase de adaptação e que venha apenas cumprir os seis meses até final da temporada.
Outros, mais precavidos, preferem nova aposta na juventude, assegurando elemento que participe na reformulação do plantel para os anos vindouros. Daremos, então, atenção às duas preferências e lançaremos para a mesa de debate nomes de origens díspares e de contextos competitivos opostos, introduzindo uns mais conhecidos e outros ainda na obscuridade mediática – e em mercados em que o SL Benfica deveria estar mais atento.

1. Tiago Coser
É o principal nome apontado pela imprensa desportiva nacional para reforçar o plantel em janeiro. Produto das escolas da Chapecoense, subiu em 2021 ao plantel principal e começou desde logo a acumular minutos no estadual Catarinense, no qual a equipa alcançou a final – perdida para o rival Avaí.
No Brasileirão, estreou-se à jornada 11, cumprindo 15 minutos na derrota frente ao Flamengo, por 2-1, sendo esses os únicos que contabilizou na fraca temporada do Chapecó, que se encontra na última posição e já virtualmente despromovido há muito tempo (a equipa está agora a 17 pontos do penúltimo classificado, o Grémio).
Daí que seja difícil entender-se a falta de aposta continuada em Coser, que demonstra qualidades suficientes para se assumir neste plantel da Chapecoense – faz parte dos sub-17 do Brasil e as suas características físicas imploram por futebol europeu, onde chegaria em idade ideal para aprimorar eventuais lacunas táticas.
Está avaliado num valor aproximado de um milhão de euros.

2. Fouad El Maach
Insere-se na lista pelo seu perfil técnico e pela relaxada gestão empregue pelo Mónaco na sua carreira, que possibilitaria uma abordagem mais convicta do SL Benfica.
Capitão da equipa secundária dos monegascos desde o ano passado (transitou dos sub19 com o mesmo estatuto), Fouad só em maio assinou contrato profissional (aos 20 anos de idade) e só agora começa a entrar nos planos de Kovac para a equipa principal.
De ascendência marroquina, Fouad destaca-se sobretudo pelo à vontade no trato de bola e na confiança com que se liberta na integração de jogadas ofensivas, fazendo uso do seu bom sentido posicional e da técnica acima da média. Participou na última CAN sub-20 pela seleção de Marrocos.

3. Ilya Zabarnyi
A opção mais ousada e que obrigaria a maior esforço financeiro mas, proporcionalmente, a que maior retorno desportivo asseguraria. Zabarnyi é o novo fenómeno ucraniano e demonstra capacidades de liderança invulgares para tão tenra idade.
A estatística que alimenta já chamou a atenção dos maiores colossos europeus e o seu valor de mercado cifra-se agora nos 11 milhões de euros – seria assim a última grande oportunidade do SL Benfica lutar pelo seu concurso, processo que seria facilitado se as águias se classificassem para a próxima fase da Liga dos Campeões, ultrapassando o FC Barcelona e o FK Dynamo de Zabarnyi.

4. Alexandre Penetra
Se a opção for recuperar o monopólio dos principais talentos a despontar no campeonato nacional, a lógica obriga a pensar em Alexandre Penetra, produto do Benfica Campus que precisou de sair para ganhar notoriedade.
Subiu à equipa “A” dos famalicenses esta época e já se assumiu como uma das figuras da equipa, alcançando preponderância suficiente para ser capitão de equipa, processo de ascensão que culminou na chamada de Rui Jorge para os compromissos dos Sub-21 frente ao Chipre.

5. Lenglet / Umtiti
Duas das cartas foras do baralho de Xavi Hernández na revolução em curso na Catalunha. À espera da saída dos dois internacionais franceses estará Mika Marmol, mais uma pérola da La Masia.
Lenglet, de 26 anos, há muito que perdeu confiança dos adeptos blaugrana e nunca conseguiu assumir-se definitivamente, tendência acentuada esta temporada com apenas 374 minutos divididos por oito jogos.
Apesar disso, continua merecedor da confiança de Didier Deschamps no contexto de seleção (foi convocado para o último duplo compromisso, com Cazaquistão e Finlândia) e poderá ser esse um dos seus principais trunfos na procura de novo clube.
Everton FC e AS Roma já perguntaram por ele, e o SL Benfica teria forte motivo para o convencer a relançar a sua carreira com o fator Champions – o jogo no Camp Nou seria assim decisivo em duas frentes.
O caso de Umtiti difere pela capacidade demonstrada pelo internacional francês, que viu a sua afirmação ser interrompida pelos problemas físicos. Notícias recentes referem a intenção do jogador em conseguir nova e definitiva oportunidade de se mostrar, sobretudo agora com a chegada de novo treinador e com a introdução de novas ideias, que iriam de encontro às características inatas do francês."

Os 400 golpes


"Esteve complicada a passagem do Benfica aos oitavos de final da Taça de Portugal. O Paços de Ferreira esteve a ganhar até aos 78’, mas as mudanças em campo e o génio de Grimaldo deram o tiro de partida para a completa viragem da eliminatória, com a equipa da casa a ganhar por 4-1 em novas vagas de ataque e no dia em que Jorge Jesus completou quatro centenas de jogos no banco dos encarnados

Com a mesma certeza com que Antoine Doinel parece olhar para nós, quebrando a quarta parede, naquela fuga rumo à praia, Grimaldo também olhou para a bola, decidido, e transformou um livre direto que tinha tudo para ser um cruzamento num golaço que tudo mudou. Estávamos ao minuto 78’, o Benfica perdia na Luz frente ao Paços de Ferreira e a passagem aos oitavos de final estava em risco, no que se encaminhava para ser um amargo jogo 400 de Jorge Jesus no banco dos encarnados.
Mas se no final de “Os 400 golpes” não sabemos exatamente o que acontece ao miúdo Doinel, aqui sabemos bem o que se seguiu. A partir daí o Paços quebrou, depois de uma 2.ª parte de grande organização defensiva, e o Benfica em pouco mais de 12 minutos marcou mais três golos, como se todo o poderio atacante dos encarnados se tivesse guardado para o momento em que alguém desbloqueasse o caminho, as cabeças. E o desbloqueador foi aquele remate forte e colocado de Grimaldo, um pontapé em forma de arte do lateral espanhol.
Até aí o Paços, mesmo remetido às suas trincheiras, não tinha perdido do controlo. Na primeira parte, tinha valido aos pacences Vekic, mais um bom guarda-redes esloveno vindo dessa terra onde os bons guarda-redes parecem tão comuns quanto grãos de areia numa praia. Foi ele que tirou o golo a André Almeida aos 28’, após um cruzamento esquisito mas traiçoeiro do lateral-esta-noite-central do Benfica, foi ele que impediu Everton de marcar aos 42’, depois de uma combinação cirúrgica com Rafa. E antes disso já Darwin tinha falhado frente ao esloveno e Rafa tinha feito um painel de publicidade a uma rent a car sofrer após enviar um pontapé forte ao poste - ao Benfica não faltaram oportunidades, mas parecia faltar a cabeça fria.
O início da 2.ª parte começou praticamente com o golo do Paços que, apesar de todas as oportunidades da equipa da casa na 1.ª parte, nunca deixou de procurar a baliza encarnada, rondando também os terrenos mais adiantados. Porque Taça é Taça e na Taça mais vale arriscar. Aos 52’, Lucas Silva aproveitou a falta de ritmo de Lazaro, acabado de entrar para o lugar do lesionado Radonjic, voou pela esquerda e cruzou para a área. O corte defeituoso de Vertonghen encontrou Nuno Santos na marca de pénalti e o pé esquerdo do jogador curiosamente emprestado pelo Benfica ao Paços fez o resto. Houve um pedido de desculpas para a bancada, mas face à dinâmica do encontro, o golo não era escandaloso.
A partir daí o Benfica tomou conta do jogo, Jesus arriscou num 4x2x3x1, fez entrar Pizzi e Taarabt, mais tarde Seferovic, que não jogava desde agosto, mas a equipa demorou a adaptar-se ao novo sistema. E até aos 15 minutos finais, a única oportunidade flagrante seria um cabeceamento/tentativa de chapéu de Darwin, uma combinação improvável mas que quase resultava, com o uruguaio a ver bem a saída algo extemporânea de Vekic, a quem valeu a barra.
A pressão constante dos encarnados só se transformou em eficácia depois do empate de Grimaldo, numa bola parada. E a partir daí, como Antoine Doinel a fugir daquele reformatório para rapazes travessos, nunca mais olhou para trás e o ataque veio em novas vagas: Seferovic fez a reviravolta aos 82’, um belo cabeceamento a responder a um tão ou mais bonito passe de Taarabt, Rafa aumentou a conta aos 87’, num remate à entrada da área e já nos descontos foi Everton a colocar o resultado num talvez demasiado duro para o Paços 4-1, atirando com classe já dentro da área, servido por Seferovic.
Esteve complicada a passagem aos oitavos de final, mas bastou um momento, um tiro mágico de Grimaldo para o Benfica se encontrar e seguir em frente na Taça de Portugal. Um golpe glorioso, no dia dos 400 golpes de Jesus."

Que avançado queres ser, e a maravilha de Everton


"Recentemente numa avaliação com um avançado de nacionalidade portuguesa lancei-lhe o desafio. Que avançado queres ser? Um que participa ou um que marca golos? É que quando a bola entra no último terço, torna-se mais difícil poder ser-se ambos. E essa é também uma das lacunas de Darwin. Ataca quase sempre a zona de finalização de perto para longe – a deslocar-se para o primeiro poste, partindo da zona da bola. Um avançado que se preocupe em fazer golos, quando a bola entra no último terço tantas são as vezes em que deve afastar-se. Esconder-se nas costas do central mais longe para a partir daí atacar ou o espaço nas suas costas, ou antecipar-se. Mas, sempre movendo-se de mais longe.
Finalizar é o momento mais visível em cada jogo. Ou assistir. Mas, tantas são as vezes em que sair de uma pressão forte é o que desbloqueia o lance. Sair com qualidade de onde geralmente ou se perde a bola, ou se bate na frente, é tantas vezes o catalizador do golo que surge na frente.
Seferovic mostra a Darwin como proceder quando a bola entra no último terço, Everton viu os holofotes recaírem sobre si depois de mais um belo golo. Porém, o mais difícil de todo o lance foi como o desenhou, muito antes de sonhar que iria marcar golo uns segundos mais à frente."

BnR: Paços...

SL Benfica 4-1 FC Paços de Ferreira: Um golaço para acordar


"A Crónica: Um Golaço Que Originou o Alavanque Do Banco

Numa reviravolta no Estádio da Luz, o SL Benfica venceu o FC Paços de Ferreira por 4-1, num jogo que deu golos para todos os gostos.
A primeira parte acabou por se revelar pobre e sem golos. Vimos um SL Benfica a criar ocasiões suficientes para marcar frente a um FC Paços de Ferreira que também não se limitou exclusivamente a defender.
Aos 17 minutos, o primeiro grande desequilíbrio foi criado. Darwin Núñez consegue isolar-se, mas o guardião Vecič evitou o primeiro do encontro. Pouco tempo depois, a fórmula repetiu-se, mas desta vez foi Rafa que esbarrou no poste.
A resposta pacense não tardou. Aos 24 minutos, Lucas Silva aproveitou uma bola perdida perto da grande área e rematou forte. A bola passou a centímetros do poste direito de Helton Leite.
O jogo começou a ficar inquietante para os jogadores e era a equipa de Jorge Simão que começava a beneficiar disso.
Na segunda parte, foi o FC Paços de Ferreira que entrou a sorrir. Aos 52 minutos, Nuno Santos fez o primeiro do encontro. Corte incompleto de Vertonghen e no meio da grande área o jogador apenas teve de rematar para o fundo das redes.
O SL Benfica reagiu com algumas substituições e com a alteração do sistema tático, mas o caminho do golo não aparecia. Destaque para os 65 e 73 minutos com uma dupla oportunidade falhada por Darwin.
Mas o empate acabou por surgir da melhor forma. Um grande golo de Grimaldo levantou as bancadas da Luz como se tratasse do golo da vitória. Livre cobrado de forma exímia pelo lateral encarnado e estava feito o empate.
A equipa pacense deixou de reagir e a reviravolta acabou por surgir aos 81 minutos na cabeça de Seferovic.
Já só dava SL Benfica, e, de forma fácil, a equipa de Jorge Jesus chegou ao terceiro e quarto golo por Rafa e Everton, carimbando a passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal.

A Figura
Haris Seferovic – A escolha do ponta-de-lança encarnado como figura deste encontro prende-se por dois fatores: o golo que deu a vitória à equipa do SL Benfica e a coesão e ligação ofensiva que trouxe ao jogo. Um regresso de sonho para o avançado suíço.

O Fora de Jogo
Nemanja Radonjic – Jogo muito pobre para um lateral que, teoricamente, deveria assumir grande parte das investidas ofensivas do SL Benfica.
Desta forma, a profundidade das laterais defensivas encarnadas foram quase sempre pela esquerda e ala direita acabou por mostrar uma quebra ao longo do encontro.

Análise Tática – SL Benfica
A equipa de Jorge Jesus apresentou-se num 3-4-3, em que era visível uma maior dinâmica e ataques pela esquerda com Grimaldo a oferecer profundidade e Everton a puxar para espaços interiores.
Pela direita, víamos Rafa e Darwin a buscar a profundidade, com o uruguaio a vir buscar jogo fora da área e no corredor direito. Nemanja assumia a lateral direita quase como um extremo puro e André Almeida aparecia como terceiro central do lado direito para apoiar algumas lacunas defensivas. Antes do final da primeira parte, vimos uma equipa impaciente e a errar passes.
A segunda parte acabou por dar continuidade ao final da primeira, e , depois da desatenção defensiva que culminou no golo sofrido, o sistema tático passou para um 4-2-3-1, colmatado com a saída de André Almeida e entrada de Pizzi.
Destaque para a substituição de Taarabt por Gedson, o que permitiu uma maior circulação de bola e ligação de jogo, que era algo que faltava à equipa. Seferovic entrou e beneficiou disso.
Com a passagem garantida, equipa tranquilizou e cresceu no domínio do jogo, sendo que os espaços para a criação de jogadas de perigo aumentaram.

11 Inicial e Pontuações
Helton Leite (6)
Grimaldo (7)
Morato (6)
Vertonghen (4)
André Almeida (5)
Nemanja (3)
Weigl (5)
Gedson Fernandes (4)
Rafa (6)
Everton (6)
Darwin (3)
Subs Utilizados
Pizzi (5)
Taarabt (6)
Lázaro (4)
Seferovic (7) 
Gonçalo Ramos (-)

Análise Tática – FC Paços de Ferreira
A equipa de Jorge Simão apresentou-se num 4-3-3, sem uma postura muito defensiva, mas com uma coesão que procurou tardar o golo do SL Benfica ao máximo.
Viu-se a procura do erro do adversário para conseguir transições, principalmente na fase final da primeira parte quando o SL Benfica apresentou um maior nervosismo. Também foi uma equipa que soube aproveitar o jogo pouco ligado do adversário.
No entanto, o feitiço virou-se após as substituições operadas por Jorge Jesus. O SL Benfica conseguiu um empate através de um lance de bola parada e a partir daí a equipa perdeu o equilíbrio todo e abriu espaços.

11 Inicial e Pontuações
Vekič (5)
Fernando Fonseca (4)
Flávio Ramos (6)
Maracás (5)
Antunes (6)
Rui Pires (5)
Luiz Carlos (6)
Nuno Santos (7)
Juan Delgado (4)
Lucas Silva (6)
João Pedro (5)
Subs Utilizados
Abbas Ibrahim (4)
Uilton Silva (4)
Hélder Ferreira (-)
Denilson Jr. (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Paços de Ferreira
Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Paços de Ferreira, Jorge Simão."

À Benfica


"A primeira parte foi encarnada, mas faltou o golo. Grimaldo e Everton demonstraram cada vez maior entrosamento e pelo seu carril esquerdo criou o Benfica lances suficientes para ganhar vantagem. Vekic, o guardião pacence adiou até ao limite o golo encarnado. Primeiro num passe de morte de Grimaldo para Darwin e depois perante Everton que após uma tabela surgiu na área para finalizar de pé esquerdo. Pelo caminho, Rafa isolado por André Almeida, acertou no poste, não sem antes ter recebido o passe longo do seu colega de forma absolutamente genial.
Weigl sempre certinho foi definindo rotas ofensivas encarnadas. O Benfica circulou, encontrou espaços e libertou os seus corredores para chegar às zonas de finalização, só que não marcou e foi para o intervalo empatado.
Um corte deficitário de Vertonghen deu a possibilidade a Nuno Santos de abrir a contagem na Luz, e o Benfica passou a demonstrar mais dificuldades para em ataque posicional desmontar o robusto bloco oponente.
Quando o temor se poderia instalar, dois factores chave para a reviravolta. O Tribunal da Luz que nunca deixou cair os seus homens, e a total perda de receios defensivos de Jesus. Mudou para 4x4x2, terminou com Adel e Pizzi no meio campo – adversários mais fatigados sem capacidade para sair, também por defenderem tão baixos, permitiu meio campo tão frágil fisicamente na sua capacidade de recuperação – e Seferovic e Ramos na frente de ataque. Pelo espaço intermédio (entre central-lateral) caía Rafa Silva e Everton, enquanto Grimaldo e Lazaro projetavam-se pelo seu corredor.
Foi na pressão, na vontade de roubar rápido a bola e acelerar na procura da bola que o Benfica “incendiou” o jogo. Somou ataques tantas vezes menos pensados mas, que valeram aproximações à frente, até ao momento em que Seferovic sofreu a falta que Grimaldo com um livre de elevado quilate em qualquer parte deste planeta, transformou no golo do empate.
Faltavam 12 minutos, mas o que se seguiu foi arrasador. Empolgados pelo golo, pelo tribunal da Luz e ainda mais pelo ritmo que já impunha na partida, cada ataque encarnado virou um lance de perigo. Um Benfica em modo rolo compressor nos últimos doze minutos, a somar mais três golos. Seferovic marcou após uma grande bola de Taarabt, Rafa marcou após passe de Everton, que selou a goleada após passe de Seferovic.
A entrada do Suíço veio em excelente hora. Sofreu a falta que culminaria no empate, marcou o golo da reviravolta e ainda ofereceu a Everton o quarto golo.
Esta noite, houve Benfica na Luz. No acreditar, na reviravolta, no público que não deixou cair a sua equipa."