Últimas indefectivações

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Grande vitória...

Benfica 83 - 69 Parma
23-13, 20-20, 26-9, 14-27

Sinceramente não estava à espera! Este Parma no papel é a melhor equipa do grupo, melhores do que os Holandeses que nos venceram na 1.ª jornada! Ainda por cima, temos o Munnings como melhor marcador!!!

Como referi na última crónica, na partida da Liga: colectivamente temos uma boa equipa, solidária, boa atitude defensiva... falta alguma 'flair' ofensivo, mas o mercado está aberto!
Com o Clifford, acredito que venceríamos este grupo 'facilmente'!!!

Regresso às vitórias...

Benfica 3 - 1 Braga

Depois do desaire em Ponte de Sor, era fundamental regressar às vitórias, ainda por cima contra um Braga reforçado.
Golo cedo, e atitude pressionante... mesmo assim o Ronca não devia ter tido tanto trabalho! O golo do 'descanso' só apareceu a 3 minutos do fim!

Juventude endiabrada...!!!

Benfica 4 - 0 Bayern


Grande partida, poucas falhas, e bom aproveitamento!
Bem defensivamente, e letais nos ataques rápidos...

Depois do arranque em falso em Kiev, estamos na luta...

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Enorme desafio, enorme ambição


"Ambição e respeito pelo adversário definem a abordagem benfiquista ao encontro com o Bayern Munique, considerada unanimemente, na atualidade, uma das melhores equipas do mundo.
O reconhecimento da extraordinária valia da equipa bávara não nos impede de procurar, com as nossas armas, junto dos Benfiquistas, o melhor resultado possível.
Esta noite, às 20h00, os nossos jogadores entrarão no relvado em busca de uma noite perfeita com a consciência e o realismo que uma equipa como o Bayern exige, mas com o apoio do público, esse imenso carinho dos adeptos que tantas vezes estimula a capacidade de superação dos nossos representantes em campo.
"Quase todas as pessoas dizem que o Bayern é a equipa mais forte do mundo, também penso da mesma maneira", começou por dizer Jorge Jesus, para logo acrescentar: "Temos a convicção que podemos surpreender!"
O Bayern perdeu apenas quatro vezes na Liga dos Campeões ao longo das últimas quatro temporadas, foi campeão europeu em 2020, marca há 83 jogos consecutivos em todas as competições e tem somado vitórias robustas na presente época, "mas isso não nos tira a ambição ou a ideia de que temos poder para discutir o jogo", conforme salientou o nosso treinador.
"Acredito na nossa qualidade coletiva, temos jogadores para fazer a diferença em termos individuais e somos uma equipa também com poder. Temos de ser perfeitos nos muitos momentos do jogo em que vamos ter de nos organizar defensivamente para fazer o equilíbrio com o adversário e sair com pontos", explicou Jorge Jesus.
Weigl alinha pelo mesmo diapasão: "Têm qualidades em todas as posições, trabalham bem em equipa e têm grandes jogadores, portanto, temos de nos preparar para tudo. O objetivo é fazermos um bom jogo no nosso Estádio, perante os nossos adeptos, e veremos a partir daí."
O médio germânico sublinhou ainda a importância do Estádio da Luz repleto de Benfiquistas: "É um empurrão, sei que eles nos vão apoiar do primeiro ao último minuto e isso pode ajudar-nos a obter um bom resultado."
Venha à Luz apoiar a nossa equipa!

P.S.: Grande resultado alcançado, ontem, pela nossa equipa de andebol na ronda inaugural da fase de grupos da EHF European League. Vencemos na Alemanha, por 29-30, o TBV Lemgo, detentor da Taça do seu país. Que esta estreia auspiciosa inspire as nossas equipas nos desafios agendados para hoje no futebol na Liga dos Campeões e também na Youth League, no Seixal com o Bayern às 15h00, no futsal, às 17h00 na Luz, com o Braga, e no basquetebol, frente à forte equipa russa do Parma Parimatch na Luz, às 21h30."

Falar Benfica #33

O Cantinho Benfiquista #67 - Chasing That European Glory

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Grande vitória...

Lemgo 29 - 30 Benfica
(16-14)

Não é a primeira vez que o Benfica ganha na Alemanha, mas desta vez, os germânicos não podem desculpar-se que foram surpreendidos, pois já eliminámos uma equipa Alemã esta época na Europa! Mas mesmo assim, sabendo do nosso potencial, não nos conseguiram travar... E para 'elevar' o grau de dificuldade, ainda falhámos vários golos feitos (principalmente pelo Rogério...), o Petar levou Vermelho no inicio do segundo tempo, e mais uma vez, levámos com uma arbitragem super-caseira na Alemanha!

Parece estranho, mas podíamos ter feito melhor(!!!), tivemos várias contrariedades e alguns jogadores exibiram-se abaixo do normal, durante largos períodos, mas defensivamente estivemos quase sempre bem, e na parte final o Kukic (um dos tais inconstantes!), decidiu sempre bem...


Treino (2)...

Antevisão...

Treino...

SL Benfica | Os 3 bávaros a ter em atenção


"Kraft, SL Benfica!
É semana de liga dos campeões e o SL Benfica irá defrontar um dos grandes favoritos a levar o “caneco” para casa. O FC Bayern Munique desloca-se ao Estádio da Luz para a partida da quarta jornada da fase de grupos da liga milionária e certamente vem para vencer.
O SL Benfica sofreu bastante no jogo do passado sábado. A jogar em casa do CD Trofense, os encarnados tiveram de disputar 30 minutos extra para levar de vencida a equipa nortenha e garantir a passagem à próxima fase da Taça de Portugal.
Por sua vez, na partida que antecedeu o jogo em Lisboa, os bávaros cilindraram, literalmente, o Bayer Leverkusen por cinco bolas a uma. Este modo “rolo compressor” é caraterístico dos bávaros, até pela hegemonia que tem na Alemanha, mas o verdadeiro problema é que parar esta equipa quando está nesta forma é quase impossível.
Neste artigo destacarei três nomes do FC Bayern Munique que o SL Benfica terá de ter em atenção no jogo da liga dos campeões.

1. Thomas Müller
Thomas Müller é daqueles casos estranhos em que não se percebe muito bem como é tão preponderante, mas que o é é. Não é rápido, não tem um drible fora do normal, não é ágil nem especialmente forte fisicamente, mas, ainda assim, é um dos melhores do mundo na sua posição.
Tem um sentido de oportunidade e de golo fora do comum. É quase como ir contra a lógica do que é um bom jogador de futebol. Müller não é o melhor em nada específico, mas um dos melhores no geral.
Estatisticamente é um monstro. Esta temporada leva cinco golos e sete assistências em apenas 12 jogos e promete não ficar por aqui. À atenção do SL Benfica.

2. Joshua Kimmich
Este é um nome que não será consensual entre todos, mas, para mim, Kimmich é o principal motor desta equipa alemã.
O seu nome não aparece constantemente nas estatísticas nem na lista de marcadores/ assistências, mas é, ainda assim, um dos jogadores mais importantes deste plantel.
Contudo, leva três golos e quatro assistências esta temporada, números incríveis para um médio defensivo.
Kimmich torna-se ainda mais preponderante quando não se dá por ele, pois não precisa de ser notado para colocar a equipa a jogar. Gere a posse de bola e pauta o ritmo de jogo a seu prazer, tal como um bom médio deve fazer.

3. Robert Lewandowski
É inevitável! O nome de Robert Lewandowski tem de constar obrigatoriamente nesta lista. É o jogador mais letal do FC Bayern e do mundo do futebol.
Esta temporada, o jogador polaco tem registado números absurdos. Para se ter noção, “Lewa” tem mais golos do que jogos em todas as competições que disputou até agora na época.
São nove golos em oito jogos da Bundesliga, quatro tentos em duas partidas da UCL e dois golos na Supertaça alemã. São 15 golos e uma assistência em apenas 11 jogos. Números estratosféricos digno apenas de muito poucos!"

Benfica FM #173 - Trofense... e Bayern...

FIFA: Retro...

Teoria da Evolução de Renato Sanches


"Decidam bem o vosso futuro. A partida de Renato para Munique deu-lhe a possibilidade de treinar diariamente com os melhores do mundo, e logo aí, o potencial de desenvolvimento é enorme. Contudo, o Bayern tal como o Barcelona – Que tanto lutou para assegurar Renato na presente temporada – era e é uma equipa predominantemente de ataque posicional, de jogo em espaços curtos. Um jogo que onde Renato não tem o mesmo impacto e competência. Terá desenvolvido capacidades, pois claro, mas sobretudo esteve demasiado tempo sem competir.
O percurso de Bernardo Silva – Sair para um patamar intermédio – é a prova do quão importante é saber escolher para posteriormente chegar ao topo. Se Roma e Pavia não se fizeram num dia, recordar Renato aos dezoito anos provoca sempre sentimentos ambíguos. Que monstro que era com tão tenra idade, e quão errada foi a sua partida para um clube para o qual não estava preparado para entrar, e que o condenou a épocas sem competição regular.
Tivesse Renato passado pelo patamar intermédio onde agora se encontra – Liga Francesa, Lille – Mesmo que campeão – e mais cedo teria chegado e imposto o seu jogo no patamar onde claramente chegará. Assim saiba cuidar de si e das suas lesões.
Uma má decisão de carreira atrasou Renato que deveria hoje ter ainda mais reconhecimento que aquele que o último Europeu lhe tornou a dar."

O pai tá on


"A primeira camisola de seleção que recebi era da cor do descaro. O número era desinteressante, mas o nome lá gravado cantava sobre alguém que, jogando, exibia um aparente descaso. Era antes uma declaração de amor ao jogo, num idioma que não é percetível para todos. Driblando, salvava o mundo de vez em quando. O suor que lhe escorria marchava para curvar os lábios de outros. Nunca foi o que diziam que ia ser, e se calhar ainda bem. Era um rapaz bom de bola que ia fazendo feliz a mina redondinha e aqueles que entendiam aquele jeito de viver. O Brasil viajava naquelas botas.
Mas as coisas mudaram algures neste século. O triunfo transformou-se na mais popular religião e a perfeita e útil perfeição é o mínimo que se vai exigindo aos que jogam futebol. E as folhas de excel a engordar, insaciáveis, com números que arregalam os olhos dos feiticeiros da obviedade, quais servos da utilidade inscritos no sindicato da certeza. E Neymar, que tal? Ah, a cabeça. E a época que vem aí? Ah, olha a barriguinha [inserir fotografia dos abdominais dos génios anciãos que dominaram a última década e qualquer coisa]. Outro dia, numa futebolada, depois de uma bela ideia mal executada, um amigo de infância mandou para o ar (para mim) um impropério qualquer junto de “Neymar”. Que insulto tão bonito.
Este domingo, ironicamente o Dia Mundial da Saúde Mental, circularam as palavras de Neymar sobre o que vem aí. Ou sobre o que não vem, após o Catar-2022. "Acho que é a minha última Copa do Mundo, encaro como a minha última. Não sei se terei mais condição de cabeça de aguentar mais futebol. Então, não sei. Vou fazer de tudo para chegar muito bem, ganhar com o meu país e realizar o meu sonho maior desde pequeno”, desabafou num documentário da "DAZN". O circo do insulto fez-se à estrada e andou por aí. Também se viram inúmeras palavras de apoio e admiração. Afinal, tem apenas 29 anos. Mas a cabeça, os abdominais e a perfeição.
Em 2016, numa conferência de imprensa, perguntaram-lhe sobre o “comprometimento com a seleção brasileira”, pois, segundo o jornalista, o jogador levava muitos cartões, ia para a balada e não se incomodava de ostentar. Além disso, apesar do discurso coletivista, entrava no relvado para treinar sozinho, talvez por indicação dos patrocinadores. A resposta, entre risos que porventura visavam esfriar a cabeça, merece reflexão.
“Olha, eu acho que você tem que começar a ver as coisas que eu faço dentro de campo. As coisas particulares, a partir do momento que eu estou fora, independente de qualquer coisa, são particulares. Você tem que me cobrar dentro de campo. Falou nos cartões, não tenho problema nenhum em cobrar. Agora, eu tenho a minha vida particular, sou um cara de 24 anos, quiçá novo, tenho as minhas conquistas, tenho as minhas coisas. Eu sou muito tranquilo quanto a isso, pode criticar. Eu tenho os meus erros, não sou nenhum cara perfeito. Também gosto de sair, de me divertir, com os meus amigos. Tenho família e amigos também, porque não posso sair? Porque não posso ir para a balada? Acho que não tem um porquê, não é? Eu posso, sim. Eu vou. Se tenho consciência do meu dever no dia seguinte, eu vou, não vejo problema nenhum, é a minha vida particular. Agora, sempre que estou dentro de campo, eu me entrego, tento sempre fazer o meu melhor, o meu máximo. Acabo errando, sim, como errei já muitas vezes. E ainda vou errar. Isso é normal para um ser humano. (...) Acho que a sua pergunta foi até - desculpa, mas é a minha opinião — maldosa, mas vou levar na boa, não vou responder na maldade, estou-te explicando. Imagina você, com 24 anos, ganhando tudo o que eu ganhei, tendo tudo o que tenho. Você seria o mesmo que eu?”
Isto, a cobrança que vive em loop para tantos, aconteceu alguns dias antes de começarem os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Por ali, nas ruas cariocas (perfeitas por estarem tão longe da perfeição), cheguei a ver meninos fardados à Brasil com o nome de Neymar riscado, substituído pelo da genial “Marta”, escrito à mão, negligente, talvez para ser mais insultuoso. Nem um mês depois, este mendigo do bom futebol testemunhou o golaço de livre na final contra a Alemanha e, claro, o penálti decisivo que lhe saiu da bota direita, virando do avesso o Maracanã. “Tudo passa”, pode ler-se no pescoço de Neymar. E na vida.
É um dos melhores futebolistas que este desporto já viu, mas vai sendo olhado com desdém. Gosto de recordar as palavras de Valdo, numa entrevista à Tribuna Expresso, em agosto de 2020: “Ele é um dos últimos talentos puros, sem agrotóxicos, sem nada, do futebol brasileiro. É o que tem o maior improviso, é o que é mais leve, é o que cativa mais. Se aparecer um extraterrestre que não conheça o Neymar, vê-o jogar e diz: ‘Esse cara é brasileiro, né?’. Com certeza, não tem como enganar. O toque de bola do Neymar é o Brasil da velha escola, da boa escola”.
A versão triste do menino de Mogi das Cruzes esteve no relvado, na noite de domingo, no Colômbia-Brasil, tentando ser o martelo pneumático de algodão-doce que furava a linha defensiva cafetera. Recentemente, Romário, Tostão e Rivellino falaram nele como um dos grandes, sendo que os dois últimos garantiram que jogaria de caras no tal Brasil de 1970. O número 10 alcançou, este domingo, o jogo 114 pela seleção, superando Pelé e Djalma Santos — é o quinto futebolista com mais internacionalizações naquele país, longe de Cafu (150). E golos? Sessenta e nove, só atrás do Rei (77). E dribles? Infinitos. E bocejos alheios? Zero. As pancadas que sofreu levam-nos para outras décadas. Talvez um livro de Ruy Castro fosse útil.
O passe transformou-se na segunda religião mais popular que conhecemos e talvez um dia agonizemos por já não haver gente como ele. Afinal, exibe um falso descaso, mas é antes uma declaração de amor ao jogo, num idioma que não é percetível para todos. Driblando, salva o mundo de vez em quando. O suor que lhe escorre marcha para curvar os lábios de outros. Nunca foi o que diziam que ia ser, e se calhar ainda bem. É um rapaz bom de bola que vai fazendo feliz a mina redondinha e aqueles que entendem aquele jeito de viver. O Brasil viaja naquelas botas."

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Bastidores: Trofa...

Comunicado


"A Direção do Sport Lisboa e Benfica reuniu formalmente pela primeira vez após as eleições de dia 9 de outubro, com um ponto central em agenda: a atribuição de pelouros a cada um dos seus elementos.
Nesse sentido, ficou definido que Luís Mendes assumirá o pelouro Financeiro e Relações com o Mercado; Jaime Antunes será responsável pelas áreas do Património e Revisão Estatutária; Fernando Tavares manterá o pelouro das Modalidades; Manuel Brito irá supervisionar a Expansão Internacional; Sílvio Cervan permanece responsável pela área jurídica e Domingos Almeida Lima pelas Casas do Benfica e Fundação Benfica; Rui do Passo assume a área da Inovação e Tecnologia e José Gandarez a área Comercial e Relações Institucionais.
Após explícita solicitação pública, e indo ao encontro do que foi anunciado antes do período eleitoral, a Direção do Sport Lisboa e Benfica deliberou receber o Sr. John Textor no Estádio da Luz, esta quinta-feira, com o intuito de ouvir as suas intenções relativamente ao Clube."

Fim de semana agridoce


"Temos mais uma Supertaça a caminho do Museu Benfica — Cosme Damião (polo aquático), celebrámos medalhas no judo e obtivemos bons triunfos ao longo do fim de semana, mas as derrotas inesperadas e desapontantes no futsal e hóquei em patins impedem-nos a plena satisfação sempre almejada.
A nossa equipa feminina de polo aquático tem-nos habituado, ao longo dos últimos anos, à incessante conquista de títulos e troféus. Desta feita, as bicampeãs nacionais venceram a Supertaça pela terceira vez consecutiva, triunfando, por 15-12, ante o CA Pacense.
No judo, Bárbara Timo esteve em grande destaque no Grand Slam de Paris ao subir à posição cimeira do pódio na categoria -63 kg. O ouro da nossa magnífica atleta não foi caso isolado no pecúlio benfiquista conseguido na competição: Anri Egutidze, na categoria -90 kg, alcançou o bronze.
Ontem já abordámos a passagem à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal de futebol, cumprindo-nos agora destacar os triunfos das equipas de juniores e juvenis nas deslocações a Alverca (1-3), frente ao 2.º classificado, e Cova da Piedade (0-3), que ocupa a 5.ª posição, respetivamente. Somos líderes de ambas as séries, isoladamente no caso dos Sub-19.
Nas modalidades de pavilhão, o triunfo, por 3-0, ante o SC Espinho, que se apresentou na Luz invencível na presente temporada, tratou-se de mais uma demonstração do bom momento que a nossa equipa de voleibol atravessa. Vencemos também em basquetebol, ante a Oliveirense (97-70) e andebol, frente ao Póvoa (38-30). No hóquei sofremos uma derrota, por 3-5, na Luz com o Tomar e, no futsal, perdemos 3-1 em Ponte de Sor com o Eléctrico.
Quanto às equipas femininas, ganhámos em basquetebol (no Guifões, 26-87), empatámos a 27 golos na visita ao ABC, tivemos uma vitória (V. Guimarães) e uma derrota (AJM/FC Porto) em jornada dupla no voleibol e perdemos na visita ao CACO no hóquei em patins, em que a nossa equipa esteve desfalcada de cinco atletas ao serviço da Seleção Nacional para o Campeonato da Europa.
Por fim, voltamos a apelar aos benfiquistas para que enchamos o Estádio da Luz na próxima quarta-feira e apoiemos a nossa equipa frente ao Bayern. E aproveite para marcar presença nos nossos pavilhões no mesmo dia: Benfica-Braga, em futsal, às 17h00, e Benfica-Parma Parimatch, em basquetebol, para a FIBA Europe Cup, às 21h30.

P.S.: A não perder hoje, na BTV, a Reportagem Especial "O Manto Que Os Une". Quando duas gerações se tocam numa conversa sobre a pureza do futebol, o resultado só pode ser especial. José Augusto, bicampeão europeu pelo Benfica, e Gonçalo Ramos, uma das novas pérolas provenientes da formação, refletem sobre o ontem e o hoje do Clube. A bola, as chuteiras, a amizade e a camisola são parte da conversa. E até os tempos livres nos estágios são comparados. Dos jogos de cartas de ontem aos videojogos de hoje
E numa altura em que o popular FIFA 22 lança a camisola dos anos 60 do Benfica, para gáudio dos aficionados, José Augusto tem a palavra sobre os méritos de colegas que tanta saudade deixaram.
Uma reportagem que culmina com vistas-meias para o Barreiro do antigo extremo-direito. Local de reflexão sobre a vida. A não perder, esta noite na BTV, às 21h30."

Cancelo, o outro melhor do mundo


"Listam-se os melhores jogadores portugueses do momento, desconta-se Cristiano Ronaldo que as lendas não se devem misturar nem sequer com os incomuns dos mortais, alinham-se obviamente Bernardo Silva e Bruno Fernandes, por esta ou outra ordem, consoante se valorize mais o jogo associativo ou o rasgo finalizador, espera-se pela explosão de Félix, o atacante mais diferenciado nascido desde a mudança de século, mas normalmente esquecemo-nos dele. E não devíamos. Por uma razão simples: João Cancelo é muito provavelmente o melhor lateral que o país viu em mais de 40 anos e seguramente tão bom na função que lhe reservam, no mínimo, quanto qualquer dos outros que citei com exceção de CR7.
Naturalmente não vi Cavém em campo, nem Virgílio ou sequer Hilário, mas cresci com Artur, o ruço da raça insuperável, benfiquista que também jogou no Sporting, depois com Gabriel, o primeiro a quem me lembro de chamarem “lateral moderno” por atacar como ninguém naquele FC Porto de Pedroto cheio de campeões com bigode, mais Pietra, do Belenenses e depois do Benfica, talvez o único tecnicamente comparável a Cancelo, como ele destro natural mas lateral competente em qualquer dos lados e com tanta qualidade nos pés que jogar a médio também se tornava frequente e fácil para o lisboeta da cabeleira farta. Apareceu depois João Pinto, sempre o homem da primeira Taça dos Campeões do FC Porto, de pulmão imenso e fibra para dar e vender, Veloso, na mesma linha, de entrega total e longevidade rara com a braçadeira da águia, e depois Inácio e Álvaro, mais tarde Secretário, Dimas, Abel Xavier, Rui Jorge, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Miguel, Bosingwa, Fábio Coentrão, Nélson Semedo, Raphael Guerreiro, tantos de qualidade, outros que agora esqueço, estou mesmo convencido que nenhum como João Cancelo.
Filho do Barreiro, como tantos históricos de gerações anteriores, fez o percurso mais comum desses que o antecederam (José Augusto, Bento, Frederico, Carlos Manuel), do Barreirense para o Benfica, craque anunciado na puberdade dos sub-15 encarnados, desperdiçado pelo Benfica apesar do dinheiro da venda, na tradição de dificuldade nacional de acreditar a sério nos mais novos, mesmo nos melhores. Aparentou sempre alguma instabilidade emocional mas a qualidade foi tanta que superou a trintena de jogos, em qualquer das épocas no Valência como depois no Inter e na Juventus. E finalmente o City. E Guardiola, que quer sempre atacar também com os defesas, soltar desde trás os que superam o homem e ganham espaço. Foi preciso domá-lo primeiro para o libertar a seguir, e agora é vê-lo até em zona defensiva a driblar avançados, como só me lembro de acontecer com Leandro, lenda de pernas arqueadas do Flamengo e daquele Brasil de 82 que os tipos da minha idade não esquecem.
Cancelo é único no modo como galga metros em posse ou para recolher a bola no espaço, ao longo da linha como nos pedaços de relva onde mais adversários se acumulam, é o lateral que pode ser o que quiser: passa como um médio, assiste como um extremo, finaliza como um avançado. Em linguagem matemática seria um conjunto singular, para mim é o paradoxo admirável do jogador que é ao mesmo tempo especialista e multifunções. O que Cancelo faz, tanto e tão bem, poucas vezes vi noutros laterais em décadas, eu que me lembro de Kaltz e Gerets, Júnior e Briegel, que amei Cafu, Lahm, Roberto Carlos e Marcelo, que talvez nunca tenha visto melhor que Dani Alves. Na atualidade há dois ou três que caminham num nível próximo, Hakimi e Alexander-Arnold, com Dest a prometer chegar-se, mas nenhum me surge tão completo como o português. O melhor do mundo é designação guardada para habitantes do Olimpo, como Messi e Ronaldo, etiqueta só muito pontualmente colada um degrau abaixo, em Modric ou Lewandovski, raramente reservada a outras funções em campo, mesmo se este ainda pode ser o ano de Donnaruma, na tarefa mais específica de todas. Na tarefa de Cancelo, nessa que ele cumpre com competência mas depois multiplica como num milagre bíblico, não há outro igual. Estou mesmo convencido de que é o melhor lateral português que já vi e parece-me justo que se olhe para ele como o nosso outro melhor do mundo por estes dias."

Setembro...