Últimas indefectivações

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Bastidores: Trofa...

Comunicado


"A Direção do Sport Lisboa e Benfica reuniu formalmente pela primeira vez após as eleições de dia 9 de outubro, com um ponto central em agenda: a atribuição de pelouros a cada um dos seus elementos.
Nesse sentido, ficou definido que Luís Mendes assumirá o pelouro Financeiro e Relações com o Mercado; Jaime Antunes será responsável pelas áreas do Património e Revisão Estatutária; Fernando Tavares manterá o pelouro das Modalidades; Manuel Brito irá supervisionar a Expansão Internacional; Sílvio Cervan permanece responsável pela área jurídica e Domingos Almeida Lima pelas Casas do Benfica e Fundação Benfica; Rui do Passo assume a área da Inovação e Tecnologia e José Gandarez a área Comercial e Relações Institucionais.
Após explícita solicitação pública, e indo ao encontro do que foi anunciado antes do período eleitoral, a Direção do Sport Lisboa e Benfica deliberou receber o Sr. John Textor no Estádio da Luz, esta quinta-feira, com o intuito de ouvir as suas intenções relativamente ao Clube."

Fim de semana agridoce


"Temos mais uma Supertaça a caminho do Museu Benfica — Cosme Damião (polo aquático), celebrámos medalhas no judo e obtivemos bons triunfos ao longo do fim de semana, mas as derrotas inesperadas e desapontantes no futsal e hóquei em patins impedem-nos a plena satisfação sempre almejada.
A nossa equipa feminina de polo aquático tem-nos habituado, ao longo dos últimos anos, à incessante conquista de títulos e troféus. Desta feita, as bicampeãs nacionais venceram a Supertaça pela terceira vez consecutiva, triunfando, por 15-12, ante o CA Pacense.
No judo, Bárbara Timo esteve em grande destaque no Grand Slam de Paris ao subir à posição cimeira do pódio na categoria -63 kg. O ouro da nossa magnífica atleta não foi caso isolado no pecúlio benfiquista conseguido na competição: Anri Egutidze, na categoria -90 kg, alcançou o bronze.
Ontem já abordámos a passagem à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal de futebol, cumprindo-nos agora destacar os triunfos das equipas de juniores e juvenis nas deslocações a Alverca (1-3), frente ao 2.º classificado, e Cova da Piedade (0-3), que ocupa a 5.ª posição, respetivamente. Somos líderes de ambas as séries, isoladamente no caso dos Sub-19.
Nas modalidades de pavilhão, o triunfo, por 3-0, ante o SC Espinho, que se apresentou na Luz invencível na presente temporada, tratou-se de mais uma demonstração do bom momento que a nossa equipa de voleibol atravessa. Vencemos também em basquetebol, ante a Oliveirense (97-70) e andebol, frente ao Póvoa (38-30). No hóquei sofremos uma derrota, por 3-5, na Luz com o Tomar e, no futsal, perdemos 3-1 em Ponte de Sor com o Eléctrico.
Quanto às equipas femininas, ganhámos em basquetebol (no Guifões, 26-87), empatámos a 27 golos na visita ao ABC, tivemos uma vitória (V. Guimarães) e uma derrota (AJM/FC Porto) em jornada dupla no voleibol e perdemos na visita ao CACO no hóquei em patins, em que a nossa equipa esteve desfalcada de cinco atletas ao serviço da Seleção Nacional para o Campeonato da Europa.
Por fim, voltamos a apelar aos benfiquistas para que enchamos o Estádio da Luz na próxima quarta-feira e apoiemos a nossa equipa frente ao Bayern. E aproveite para marcar presença nos nossos pavilhões no mesmo dia: Benfica-Braga, em futsal, às 17h00, e Benfica-Parma Parimatch, em basquetebol, para a FIBA Europe Cup, às 21h30.

P.S.: A não perder hoje, na BTV, a Reportagem Especial "O Manto Que Os Une". Quando duas gerações se tocam numa conversa sobre a pureza do futebol, o resultado só pode ser especial. José Augusto, bicampeão europeu pelo Benfica, e Gonçalo Ramos, uma das novas pérolas provenientes da formação, refletem sobre o ontem e o hoje do Clube. A bola, as chuteiras, a amizade e a camisola são parte da conversa. E até os tempos livres nos estágios são comparados. Dos jogos de cartas de ontem aos videojogos de hoje
E numa altura em que o popular FIFA 22 lança a camisola dos anos 60 do Benfica, para gáudio dos aficionados, José Augusto tem a palavra sobre os méritos de colegas que tanta saudade deixaram.
Uma reportagem que culmina com vistas-meias para o Barreiro do antigo extremo-direito. Local de reflexão sobre a vida. A não perder, esta noite na BTV, às 21h30."

Cancelo, o outro melhor do mundo


"Listam-se os melhores jogadores portugueses do momento, desconta-se Cristiano Ronaldo que as lendas não se devem misturar nem sequer com os incomuns dos mortais, alinham-se obviamente Bernardo Silva e Bruno Fernandes, por esta ou outra ordem, consoante se valorize mais o jogo associativo ou o rasgo finalizador, espera-se pela explosão de Félix, o atacante mais diferenciado nascido desde a mudança de século, mas normalmente esquecemo-nos dele. E não devíamos. Por uma razão simples: João Cancelo é muito provavelmente o melhor lateral que o país viu em mais de 40 anos e seguramente tão bom na função que lhe reservam, no mínimo, quanto qualquer dos outros que citei com exceção de CR7.
Naturalmente não vi Cavém em campo, nem Virgílio ou sequer Hilário, mas cresci com Artur, o ruço da raça insuperável, benfiquista que também jogou no Sporting, depois com Gabriel, o primeiro a quem me lembro de chamarem “lateral moderno” por atacar como ninguém naquele FC Porto de Pedroto cheio de campeões com bigode, mais Pietra, do Belenenses e depois do Benfica, talvez o único tecnicamente comparável a Cancelo, como ele destro natural mas lateral competente em qualquer dos lados e com tanta qualidade nos pés que jogar a médio também se tornava frequente e fácil para o lisboeta da cabeleira farta. Apareceu depois João Pinto, sempre o homem da primeira Taça dos Campeões do FC Porto, de pulmão imenso e fibra para dar e vender, Veloso, na mesma linha, de entrega total e longevidade rara com a braçadeira da águia, e depois Inácio e Álvaro, mais tarde Secretário, Dimas, Abel Xavier, Rui Jorge, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Miguel, Bosingwa, Fábio Coentrão, Nélson Semedo, Raphael Guerreiro, tantos de qualidade, outros que agora esqueço, estou mesmo convencido que nenhum como João Cancelo.
Filho do Barreiro, como tantos históricos de gerações anteriores, fez o percurso mais comum desses que o antecederam (José Augusto, Bento, Frederico, Carlos Manuel), do Barreirense para o Benfica, craque anunciado na puberdade dos sub-15 encarnados, desperdiçado pelo Benfica apesar do dinheiro da venda, na tradição de dificuldade nacional de acreditar a sério nos mais novos, mesmo nos melhores. Aparentou sempre alguma instabilidade emocional mas a qualidade foi tanta que superou a trintena de jogos, em qualquer das épocas no Valência como depois no Inter e na Juventus. E finalmente o City. E Guardiola, que quer sempre atacar também com os defesas, soltar desde trás os que superam o homem e ganham espaço. Foi preciso domá-lo primeiro para o libertar a seguir, e agora é vê-lo até em zona defensiva a driblar avançados, como só me lembro de acontecer com Leandro, lenda de pernas arqueadas do Flamengo e daquele Brasil de 82 que os tipos da minha idade não esquecem.
Cancelo é único no modo como galga metros em posse ou para recolher a bola no espaço, ao longo da linha como nos pedaços de relva onde mais adversários se acumulam, é o lateral que pode ser o que quiser: passa como um médio, assiste como um extremo, finaliza como um avançado. Em linguagem matemática seria um conjunto singular, para mim é o paradoxo admirável do jogador que é ao mesmo tempo especialista e multifunções. O que Cancelo faz, tanto e tão bem, poucas vezes vi noutros laterais em décadas, eu que me lembro de Kaltz e Gerets, Júnior e Briegel, que amei Cafu, Lahm, Roberto Carlos e Marcelo, que talvez nunca tenha visto melhor que Dani Alves. Na atualidade há dois ou três que caminham num nível próximo, Hakimi e Alexander-Arnold, com Dest a prometer chegar-se, mas nenhum me surge tão completo como o português. O melhor do mundo é designação guardada para habitantes do Olimpo, como Messi e Ronaldo, etiqueta só muito pontualmente colada um degrau abaixo, em Modric ou Lewandovski, raramente reservada a outras funções em campo, mesmo se este ainda pode ser o ano de Donnaruma, na tarefa mais específica de todas. Na tarefa de Cancelo, nessa que ele cumpre com competência mas depois multiplica como num milagre bíblico, não há outro igual. Estou mesmo convencido de que é o melhor lateral português que já vi e parece-me justo que se olhe para ele como o nosso outro melhor do mundo por estes dias."

Setembro...

FIFA: Adivinha... !!!

Em frente na Taça


"Está selada a passagem à quarta eliminatória da Taça de Portugal com o triunfo na Trofa, por 1-2 após prolongamento, ante um Trofense que, com mérito, soube dificultar ao máximo a tarefa da nossa equipa.
Não está em causa, no entanto, a justiça do resultado. A nossa equipa, como era a sua obrigação, desde cedo tomou conta do jogo e foi criando, ao longo da primeira parte, várias oportunidades de golo que pediam outro resultado. A vantagem benfiquista de um golo, assinado por Everton, verificada ao intervalo era manifestamente curta face ao que se passou em campo.
No segundo tempo, a toada do encontro manteve-se, apesar do menor número de ocasiões de golo criadas pela nossa equipa. Até que, já à entrada dos últimos dez minutos do tempo regulamentar, num dos poucos lances contrários junto à nossa baliza, surgiu o empate, que se manteve até ao apito final. No prolongamento, com ambas as equipas a denotarem dificuldades físicas, continuámos mais fortes e o golo solitário de André Almeida selou o nosso apuramento.
Para Jorge Jesus, a exibição da equipa na primeira parte justificava uma vantagem de “dois ou três a zero”. Não aconteceu e há que reconhecer o mérito do adversário que, tal como Jorge Jesus fez questão de enaltecer, “acreditou sempre, procurou e empatou”.
André Almeida, autor do golo do triunfo, considerou que “o mais importante foi sairmos daqui com a vitória e a passagem à próxima fase da prova”.
Numa partida realizada praticamente um ano depois da grave lesão que o afastou dos relvados durante dez longos meses, o capitão fez o primeiro jogo completo desde o regresso ao ativo, um facto que não passou despercebido: “Estou muito feliz por me sentir cada vez melhor fisicamente, espero que com o meu crescimento também possa ajudar a equipa como fiz hoje.”
Agora é tempo de iniciar a preparação para o desafio com o Bayern Munique, a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões (quarta-feira, dia 20, às 20h00). O apoio dos benfiquistas coloca sempre a nossa equipa mais perto de atingir os objetivos. Todos à Luz!"


PS: Parabéns ao Anri Egutidze, pela medalha de Bronze, no Grand Slam de Paris, a prova rainha do circuito do Judo internacional! Não foi o Ouro da namorada(!), mas o Bronze merece destaque!

FC Porto e a suprema hipocrisia


"Estávamos em junho de 2017 quando o SL Benfica é escandalosamente roubado frente ao Sporting CP, em hóquei em patins, num jogo decisivo que daria o campeonato ao Benfica, em caso de vitória. O Benfica marca um golo limpo a poucos segundos do final e o árbitro decide anular o golo de forma premeditada numa decisão absolutamente inexplicável. Esse golo daria a vitória ao Benfica e o respetivo campeonato, mas o árbitro assim não o quis e ofereceu o campeonato ao FC Porto, que se viria a sagrar campeão graças ao empate do rival.
Como manifesto de revolta, o Benfica entendeu que deveria tomar uma posição de força e decidiu não comparece à “final four” da Taça de Portugal, falhando o jogo frente ao FC Porto, onde se adivinhava novo roubo, como é apanágio nesta modalidade quando o adversário é o clube da cidade invicta.
Rapidamente a Comunicação Social e os peões afetos ao FC Porto se apressaram em criticar de forma implacável a posição do Benfica. Paulo Rodrigues, vice-presidente da Federação de Patinagem de Portugal, apelidou como “falta de respeito” a atitude do Benfica e disse que representava uma “página negra no hóquei em patins português”. Este mandou ainda a indireta de que o Benfica deveria descer de divisão, referindo que "uma equipa que desista na primeira divisão é despromovido à 3ª divisão, uma equipa que falte à Supertaça António Livramento é despromovido à 3ª divisão, no caso da Taça de Portugal essa penalização não existe. É óbvio que esta é uma situação que ninguém espera, ninguém prevê. Vamos ter que prever no futuro.”.
Hélder Nunes, capitão da equipa de hóquei em patins do FC Porto, foi ainda mais longe, e disse que "a falta de comparência propositada não é só uma 'falta'. É a falta de respeito pelo adversário, é a 'falta' de consideração pela organização da prova, é a 'falta' de desportivismo pelos clubes que eliminaram, é a 'falta' de afeto pelos amantes da modalidade, é a 'falta' de dever por todos aqueles que investiram monetariamente para comprar o ingresso para assistir ao jogo e, substancialmente, é a 'falta' de amor pela modalidade... Quem toma esta atitude não deve nem pode estar no desporto. Independentemente dos argumentos, só perdes quando desistes de lutar.”. Ou seja, nas palavras do então capitão da equipa de hóquei em patins do FC Porto, o Benfica deveria ser erradicado para sempre do hóquei em patins.
Agora tudo mudou.
No desfecho do último jogo da final dos 'play-offs' em basquetebol, ganho pelo Sporting por 86-85, na época passada, o FC Porto criticou duramente a arbitragem e admitiu deixar a modalidade. A equipa azul e branca sentiu-se injustiçada e, em comunicado, disse que não disputaria mais nenhum jogo que fosse arbitrado por Fernando Rocha, Paulo Marques (ambos da AB Porto) e Carlos Santos (AB Lisboa).
Como a Federação Portuguesa de Basquetebol se considera idónea e entende que não é o FC Porto quem estipula que árbitros podem ou não arbitrar os seus jogos, decidiu então nomear Paulo Marques para o FC Porto - Ovarense, num encontro que estava agendado para as 17h de ontem. O FC Porto, numa tomada de força, decidiu reforçar as palavras do comunicado lançado na época passada e não compareceu ao jogo, boicotando o mesmo e voltando para casa sem o disputar.
Não bastava roubarem em praticamente todas as modalidades onde estão inseridos e ainda exigem escolher os árbitros que arbitram os seus jogos. Parafraseando as palavras do antigo capitão do FC Porto, “quem toma esta atitude não deve nem pode estar no desporto”. Não poderíamos estar mais de acordo.
Esperemos que a Comunicação Social, tão lesta em criticar o Benfica, esteja atenta às movimentações do FC Porto e aborde o assunto sem rodeios. Este é o verdadeiro ADN do FC Porto, que, como uma vez disse Alex Ferguson, “compra os campeonatos no supermercado”."

Hora de ser Feliz, Jota


"Há sempre a tendência de ao vermos o sucesso de um jogador num determinado contexto, lamentarmos a sua partida, e até culparmos tudo menos o próprio jogador por não ter resultado no clube anterior. Já foi assim com tantos jogadores, e será também com Jota.
Não sei se o extremamente talentoso extremo da formação do Benfica teria condições para ser mais utilizado ou para render mais. O que me parece claro é que Jota precisava de um contexto no futebol sénior que o transportasse para a realidade que viveu enquanto atleta de formação. Ser o melhor, ter sucesso, recuperar a felicidade de jogar futebol e com isso voltar a ter confiança para “soltar os seus truques”.
Não lamento não ter (ainda) triunfado em Portugal. Não conhecendo nem tendo dados para o afirmar, e num mero exercício especulativo, acredito que Jota mentalmente precisava muito deste desafio para que um dia mais tarde possa ainda cumprir o tanto que prometeu.
Fica a saber que não vais nada tarde, miúdo! Essa pressa que vos colocam na cabeça é o que tantas vezes vos prejudica e faz passar ao lado do próprio destino."

CD Trofense 1-2 SL Benfica: Não faltou alma…nem Almeida


"A Crónica: (Quase) Houve Taça, Em 120 Minutos de Alma, e Almeida
O SL Benfica deslocou-se à Trofa e sofreu para vencer o CD Trofense por 1-2 num jogo marcado pela grande alma trofense e pela ineficácia da equipa da luz, que teve em André Almeida o grande decisor de jogo.
Foi um SL Benfica intranquilo porém mais forte que, finalmente, quebrou o enguiço perante o CD Trofense. À terceira foi mesmo de vez para o clube da luz, que venceu, pela primeira vez na história (uma vitória e uma derrota nos únicos confrontos em 2008/2009) o emblema da Trofa num jogo que se verificou bem mais complicado do que se esperava.
O jogo principiou e acabou, surpreendentemente, tremido para a equipa da Luz. O CD Trofense – subido e destemido – entrou com tudo e várias vezes forçou o erro na defensiva encarnada. Desde cedo, seja no momento sem bola, ou na hora da bola parada, foi notório que a equipa da casa não vinha para ‘picar o ponto’. Pelo contrário.
O primeiro susto para Jorge Jesus surgiu logo ao minuto 12, com um facilitismo de Helton Leite que quase dava num golo de bandeja para Bruno Almeida.
De seguida, João Paulo Gomes cabeceou por duas vezes e deu o mote para o que se seguia – o golo anulado à equipa da Trofa. A jogada foi quase perfeita: Vasco Rocha encontrou Bruno Almeida entrelinhas, que perfurou e encontrou Elias – entrado ao minuto dois – naquele que seria o único golo da equipa da casa, no entanto, irregular.
Ainda assim, esta pressão alta do CD Trofense teve os seus malefícios, principalmente quando a bola chegava com tempo e espaço para os criativos encarnados.
Pizzi, Cebolinha e Taarabt foram os principais homens em destaque no primeiro tempo.
Cebolinha, após duas tentativas, consegui mesmo marcar. Pode-se dizer que à terceira foi de vez. Numa deambulação da esquerda para o meio, Cebolinha atirou uma autêntica bala fora de área e inaugurou o marcador na Trofa. 0-1 ao minuto 22.
Depois do golo, uma tempestade de oportunidades para o SL Benfica, que via Rodrigo Moura realizar uma partida tremenda.
Ao intervalo, a vantagem mínima permitia o CD Trofense sonhar, enquanto o SL Benfica apenas podia queixar-se de si próprio por não conseguir ampliar o marcador.
No início da segunda metade, a toada não se alterou. O SL Benfica por cima, porém, com a sensação de que o CD Trofense a qualquer momento poderia ter o «o seu momento».
Aliás, a ineficácia e incapacidade de gerir ritmos, até podem não ser amigos, mas andaram de mãos dadas com o SL Benfica o jogo praticamente todo. O clube da luz não foi eficaz e, ao minuto 80, sem criar muitas oportunidades os homens da casa avivaram a partida com um golo de Pachu após assistência perfeita de Tiago André.
Tudo empatado ao fim dos 90 min (1-1), o jogo seguiu para prolongamento.
O início do prolongamento não podia ter sido mais penalizador para a equipa da casa. O passe a rasgar de Weigl foi perfeito e André Almeida – numa arrancada de assinalar – não vacilou perante Rodrigo Moura.
1-2 para o SL Benfica. Um resultado que, até final, não iria sofrer quaisquer alterações. Vitória para os encarnados num jogo de grande espírito e muita festa, como é costume na Taça de Portugal.
Independentemente do desfecho final, a equipa da Trofa pode afirmar que se agigantou perante o clube encarnado e que «quase fez Taça».

A Figura
André Almeida – Podíamos ter destacado Vasco Rocha – exibição exímia e sentido posicional fantástico – mas André Almeida foi quem acabou por efetuar o golo decisivo do SL Benfica e quem trouxe a alma necessária num jogo dificílimo.

O Fora de Jogo
Lesões prematuras – O minuto 2 já pressagiava, e acabou mesmo por se revelar um jogo marcado por três lesões, sendo que duas delas aconteceram de forma muito precoce no jogo. Uma para o CD Trofense – Barthélémy Diedhiou – e duas para os encarnados – Gil Dias e Lázaro. Um jogo que teve, de facto, de tudo.

Análise Tática - CD Trofense
A equipa orientada por Rui Duarte alinhou no seu 3-4-3 habitual, com Tiago André e Lionn nas alas, sendo estes os responsáveis por dar largura ao jogo do CD Trofense. Depois, com dois médios defensivos de referência – Vasco Rocha e Índio – permitiu – a espaços – que Bruno Almeida tivesse mais liberdade para criar com bola. Dois guarda costas que ofereciam segurança e, igualmente, serenidade com bola.
Defensivamente, e no momento do jogo posicional ofensivo do SL Benfica, Rui Duarte impôs uma forte pressão sobre a primeira fase de construção da equipa encarnada. Ofensivamente, como esperado, os homens da casa procuraram ser pragmáticos e rápidos nas suas ações com Bruno Almeida a ser – em conjunto com Elias – o principal destaque da equipa da Trofa.

11 Inicial e Pontuações
Rodrigo Moura (7)
Lionn (5)
João Faria (6)
João Paulo Gomes (6)
Caio Marcelo (6)
Tiago André (6)
Matheus Índio (5)
Vasco Rocha (8)
Bruno Almeida (6)
Henrique Pachu (7)
Barthélémy Diedhiou (-)
Subs Utilizados
Elias Achouri (6)
Bruno Moreira (6)
Andrezinho (6)
Simão Martins (6)
Keffel (6)
Rodrigo Ferreira (5)

Análise Tática – SL Benfica
Caras novas e o mesmo sistema de sempre (3-4-3). Jorge Jesus apesar das muitas mudanças, não apresentou nenhuma surpresa tendo em conta o esperado.
Ora, com um trio de centrais diferente do habitual – Vertognhen, Morato e André Almeida -o SL Benfica tinha em Pizzi a referência na construção e criação de jogo, enquanto Cebolinha foi quase sempre o principal homem-alvo para ferir a linha do CD Trofense.
Já com Weigl, João Mário e Roman Yaremchuk dentro de campo, a equipa encarnada jogou de forma mais apoiada e sempre na procura da melhor decisão, ainda que a turma da casa tenha dificultado muito a tarefa de todos. Substituições que vieram com o intuito dos encarnados gerirem a partida de forma mais asseverativa e possante.

11 Inicial e Pontuações
Helton Leite (5)
Gilberto (6)
André Almeida (8)
Vertonghen (6)
Morato (6)
Gil Dias (-)
Meité (4)
Pizzi (6)
Taarabt (5)
Everton Cebolinha (7)
Gonçalo Ramos (5)
Subs Utilizados
Julian Weigl (6)
João Mário (6)
Roman Yaremchuk (6)
Nemanja Radonjić (5)
Ferro (5)
Lázaro (5)

BnR na Conferência de Imprensa
CD Trofense
Bola na Rede: Boa noite mister, gostaria de lhe perguntar sobre a pressão alta que exerceu no SL Benfica, principalmente no primeiro quarto de hora. Sentiu que, ao não baixar tanto as linhas, que poderia forçar o erro no SL Benfica e consequentemente chegar ao golo?
Rui Duarte: “Sim, a estratégia passava por aí, passava por pressionar alto a equipa cima do Benfica e condicionar muito e conseguir roubar a bola nas alas para depois conseguir ferir o adversário nesse momento. Podia ter sido outra estratégia, mas acho que optamos pela mais correta, pelo menos agora no final do jogo poderia ter sido ainda melhor, mas podemos valorizar a grande exibição”.

SL Benfica
Não foi possível realizar quaisquer perguntas ao mister Jorge Jesus."

domingo, 17 de outubro de 2021

Dois minutos de Benfica


"Passando por todos os momentos do jogo de forma fluída. A jogar com bola, variando corredores, contornando pressão e posteriormente concentração adversária, agressivo na perda e no duelo, permitindo recuperar para contra atacar primeiro, e para guardar a posse depois. Dois minutos que deveriam ter sido transportados para todo o jogo. Mas, não foram."

Uma noite de sofrimento contra os bravos da Trofa


"O Benfica derrotou (2-1), após prolongamento, o Trofense, na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Perante um conjunto da II Liga que deixou uma imagem de qualidade, lutando pela passagem até ao último suspiro, Everton e André Almeida marcaram os golos das "águias", que tiveram de suar muito para evitar uma eliminação precoce

Os caminhos da Taça de Portugal levam ao cruzamento de realidades que, normalmente, se encontram, em quase tudo, separadas. Num desses duelos de mundos diferentes, o Trofense provou, frente ao Benfica, ser possível uma equipa da II Liga bater-se com honra, qualidade e coração durante 120 minutos, complicando muito a vida de um conjunto que, provavelmente, esperava uma noite tranquila nas vésperas de receber um colosso chamado Bayern Munique.
O Benfica está na 4.ª eliminatória da prova, mas precisou do prolongamento para bater, por 2-1, o Trofense. Num jogo muito bem disputado, com períodos de equilíbrio, a equipa de Jesus só pôde mesmo respirar de alívio após o apito final, visto que mesmo até ao fim do tempo extra esteve a sofrer para evitar uma surpresa ainda maior.
A Trofa não é terreno habituado a receber os grandes, mas não era reduto de boas memórias para o Benfica. Aqui, a 4 de janeiro de 2009, o Benfica de Quique Flores, com Maxi Pereira, Luisão, Rúben Amorim, Di María ou Aimar no onze , e David Luiz ou Cardozo no banco, foi surpreendido por 2-0 frente ao Trofense (Binya foi expulso, o que não terá sido assim tão surpreendente). Na única temporada da formação da Trofa na I Liga, também na Luz o Benfica não foi além de um empate, pelo que os precedentes aconselhavam prudência às "águia".
As rondas iniciais da Taça são, muitas vezes, uma espécie de programa novas oportunidades, com vários elementos menos utilizados a terem a chance de provar que merecem mais minutos. No Benfica, Helton fez o primeiro encontro da temporada, e Gil Dias, Meïté, Pizzi ou Gonçalo Ramos, que não eram titulares desde agosto, também alinharam de início. Mas a partida não estava desenhada para que habituais suplentes brilhassem.
O desafio ainda estava na sua alvorada e já havia um homem a chamar a atenção de todos. E não vestia de vermelho. Bruno Almeida, de número 10 nas costas, pé esquerdo na bola e meias para baixo fazia jus, com a sua técnica, a todos os estereótipos sobre o criativo. Desde o apito inicial, Almeida quis ter a bola para explicar que o talento se esconde em muitos estádios de Portugal.
Nos primeiros 20 minutos, o Trofense, sob a batuta do seu número 10, esteve perto de marcar por duas vezes, sendo que Elias Achouri, irrequieto atacante que muito cedo substituiu o lesionado Diedhiou, chegou mesmo a colocar a bola no fundo da baliza de Helton, mas o golo foi anulado por posição irregular. O Trofense perdoou, mas o Benfica não.
Everton, internacional brasileiro e nome de créditos firmados do lado de lá do Atlântico, não tem tido vida fácil na Luz. As fintas e dribles que tão facilmente lhe saiam em Porto Alegre custam a aparecer na Europa. Mas, ao minuto 21, o "cebolinha" fletiu da esquerda para o meio, num movimento muito seu, e atirou, de pé direito, para o 1-0.
Pouco depois de uma boa notícia, veio uma má para Jesus: Gil Dias, lesionado, teve de abandonar a partida, substituído por Lazaro. Mas, com 1-0 no marcador, o Benfica terminou o 1.º tempo sendo muito perigoso, aproveitando o arrojo do Trofense, que nunca se fechou atrás, para sair em velocidade e com espaços. No entanto, nem Everton, nem Gonçalo Ramos nem Taarabt conseguiram aumentar a vantagem.
Na bancada, Rui Costa, a viver o seu primeiro jogo após vencer as eleições, ia vendo a partida ao lado de um antigo profissional do golo, como foi João Tomás, o agora presidente da SAD do Trofense.
No recomeço da contenda, as lesões voltaram a trazer um dissabor para o treinador do Benfica. Lazaro, pouco depois de entrar, teve de abandonar o terreno de jogo por lesão, sendo substituído por Ferro, que realizou os primeiros minutos pelo clube esta temporada.
A boa organização da equipa de Rui Duarte, que como futebolista foi um médio de qualidade que foi referência do Olhanense, ia contrastando com um Benfica com alguns laivos de displicência. Um passe falhado de calcanhar de Taarabt, que levou a um remate perigoso de Achouri, foi a gota de água para Jesus, que ao minuto 62 lançou na partida Yaremchuk, João Mário e Weigl. O técnico do Benfica não queria surpresas.
Mas as intenções de Jesus contrastavam com o entusiasmo e capacidade do Trofense. Em momento algum Achouri deixou de tentar desequilibrar, Henrique Pachu de ganhar duelos ou Bruno Almeida de aplicar o seu pé esquerdo para servir os homens da frente. E, ao minuto 80, chegou o momento que deixou o Trofense nas nuvens. Pachu tirou a bola João Mário, numa rara perda de posse do médio português. Almeida abriu na esquerda e, após cruzamento largo de Tiago André, Henrique
Pachu elevou-se mais alto, bateu Helton Leite e fez o 1-1 que levou a eliminatória para prolongamento. A igualdade foi, mais do que um prémio, um atestado à qualidade da exibição da equipa da casa.
No prolongamento, o Benfica demorou somente quatro minutos para marcar o tento da vitória. Aos 94, André Almeida, isolado por Weigl, fez o 2-1 que, mais do que um golo, foi um enorme suspiro de alívio para as "águias".
Ainda assim, havia um Trofense disposto a lutar até final. Andrezinho, o miúdo que em tempos Paulo Fonseca lançou juntamente com Diogo Jota na equipa principal do Paços de Ferreira, representou bem o esforço final dos locais. Saído do banco, o médio não parou de tentar aproximar a equipa de Helton Leite com uma qualidade que, por vezes, pensamos não existir na II Liga.
Cumprindo-se a lei do mais forte, o Benfica está na próxima eliminatória. Mas há muitas maneiras de ganhar e perder, e dizer que o Trofense saiu derrotado hoje talvez não seja inteiramente certo. A equipa de Rui Duarte pode ter caído, mas fê-lo de pé. O desgaste final dos jogadores do Benfica, que acabaram o jogo a pedir assistência médica, evidencia como uma equipa de Liga dos Campeões teve de suar para levar um triunfo da Trofa."

Salvos por Almeida – Destaques no prolongamento, onde também se fala de Vasco Rocha


"Vasco Rocha. Que categoria de jogador. Aos trinta e dois anos mantêm toda a classe intacta. Um nível técnico e inteligência de jogo soberba. Nos seus pés a bola nunca se queixa. Ao longo de todo o jogo, e não apenas no prolongamento foi o porto seguro da posse do Trofense. Mais do que qualidade para ainda estar no patamar acima;
Weigl. Depois da dificuldade em entrar no ritmo da partida no tempo regulamentar, a pausa e recomeço do jogo fez bem ao alemão. Voltou a ser o Weigl habitual que descobre os melhores caminhos para a chegada à frente. Não apenas construiu de forma pausada, variando a bola de corredor a corredor, sempre a encontrar espaços vazios, como teve o descernimento para numa recuperação da posse encarnada, perceber o movimento de Almeida. Do seu magistral passe marcou o Benfica;
Vertonghen. O melhor defesa do Benfica em campo. Sempre imponente nos duelos e em situações de cruzamento, o central belga que ocupou o espaço central, não se coibiu de depois de roubar a bola progredir à procura da melhor solução ofensiva. Tremendo fisicamente e na forma como coloca o corpo, soube também proteger-se da sua debilidade maior – A falta de velocidade;
Radonjic. Demasiado individualista, facilitou no momento da decisão. Demonstrou novamente ter uma velocidade de condução bastante apreciável, contudo leva sempre as suas jogadas para a definição a solo e tantas são as vezes em que acaba por perder a posse porque não solta atempadamente a bola. Percebeu-se uma vez mais o potencial desequilibrador que é, mas não se percebeu se poderá evoluir e tornar-se um elemento objectivo;
Everton. Depois de noventa minutos de grande qualidade – pecou em demasia por ser perdulário, depois de estar em todos os grandes lances do Benfica – desapareceu por completo no tempo extra. Não parou de lutar, e a sua não afirmação não se deve à falta de empenho."

Destaques dos 90 minutos do Benfica na Trofa


"Meité. Jogo francamente mau do francês, demonstrando que nem como segunda linha poderá deveria ser tido em conta. Sucessivos erros técnicos, más decisões que trouxeram perdas e retiraram fluidez ao jogo ofensivo do Benfica. Tem argumentos físicos, mas mesmo quando levou o jogo para tal dimensão, acabou por fazer faltas e não recuperações. A desilusão da noite.
Taarabt. Com o marroquino é sempre 8 ou 80. Está no melhor e está no pior. As suas qualidades poderão torná-lo importante em contextos muito específicos – de risco máximo. Em jogos que se querem controlados ter Taarabt é como jogar na roleta russa. Ora sai desequilíbrio para a frente, ou perda com a equipa aberta e não preparada para defender. Assim foi a sua noite na Trofa.
Everton. Grande exibição do extremo brasileiro, que acabou por pecar na zona de finalização. Agressivo, ligado ao jogo na perda, soube sempre receber com qualidade em espaços curtos e com isso levou sucessivamente a bola à zona de definição. Esteve em todos os grandes lances do Benfica, mas foi perdulário no momento de finalizar e a sua exibição pecou por somar apenas um golo.
Pizzi. Enquanto a fadiga não se instalou, voltou o Pizzi mais solto na hora de rodar e decidir. Melhor do que num passado recente na velocidade e na qualidade técnica das suas acções, contribuiu para o jogo andar sempre em zonas potencialmente perigosas, e não se coibiu de ajudar sem bola o jogo da sua equipa. Serviu com qualidade os colegas da frente. Os últimos 20 minutos em queda, voltando as dificuldades para decidir e executar de forma rápida;
Gonçalo Ramos. Alternou momentos em que impôs o seu vigor físico ganhando duelos e aproximando a equipa da baliza adversária com outros lances em que poderia ter definido mais assertivamente e de forma mais veloz, quando solicitado em zona de tiro. Precisa de golo para poder competir pelo lugar."

BnR: Trofa...

O admirável mundo novo da justiça no futebol e o Tribunal Arbitral do Desporto


"A atividade do Tribunal Arbitral do Desporto português, criado em 2015, tem sido produtiva com centenas de decisões (344), mas tem revelado que, materialmente, é quase exclusivamente um Tribunal Arbitral do Futebol: ocupa mais de 90% das suas decisões. Se é verdade que contribuiu para a justiça desportiva e foi um avanço face ao anterior modelo, pelo menos para o futebol profissional, também é sentimento coletivo que esta é a hora da reforma do TAD

O futebol é um fenómeno galáctico nos dias de hoje — na sociedade e na economia — tem biliões de adeptos em todo o mundo, gera e movimenta milhões em transferências dos jogadores, direitos de transmissão televisiva, publicidade, comissões e outros negócios ligados a este desporto. O Direito é expressão da sociedade, pelo que não podia ficar indiferente a este fenómeno. Dada a magnitude e especificidades do Futebol, e de modo transversal, tem sido promovido um desenvolvimento legal próprio desta realidade, em termos de dimensão, complexidade e profundidade, que tem amadurecido e se destacado do próprio Direito do Desporto, pelo que, na minha opinião, já podemos falar da sua autonomia, ou seja, falar de Direito do Futebol e de Justiça do Futebol, na ordem jurídica, nacional e internacional.
A Justiça do Futebol não só tem sido produtiva, como tem estado em mudança.
O Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne, Suíça, (CAS), instância arbitral internacional, por excelência, de resolução de litígios relativos ao desporto, já produziu, desde a sua criação, milhares de decisões, das quais mais de metade são relativas ao futebol.
Em termos federativos, o Tribunal de Futebol da FIFA acabou de entrar em funcionamento, a 1 de outubro, sendo competente para decidir sobre litígios relativos ao futebol e à aplicação das disposições regulamentares. O objetivo da FIFA, com a criação deste Tribunal, é agilizar os processos, unindo sob a sua égide as diversas questões disciplinares e a resolução de disputas da FIFA, tendo herdado os poderes da Câmara de Resolução dos Litígios e da Comissão do Estatuto dos Jogadores.
O Tribunal é composto por três Câmaras: a Câmara de Resolução de Litígios (competente para a resolução de disputas relativas a matérias laborais entre jogadores e clubes, bem como as respeitantes a compensações de formação, e que a FIFA estima que, anualmente, terá 3.500 disputas); a Câmara do Estatuto dos Jogadores (competente para a resolução de litígios relativas a matérias laborais entre treinadores e clubes ou associações, de litígios relativos a transferências entre clubes e de questões de aplicação regulamentar quanto ao sistema internacional de transferências e de elegibilidade dos jogadores para participarem pelas suas equipas, sendo previsível para a FIFA que hajam, anualmente, 700 disputas e 6.000 questões relativas a aplicações regulamentares); e, por fim, a Câmara dos Agentes (que é uma novidade, e que, após a revisão das normas da FIFA relativas a estes, decidirá sobre as disputas que envolvam os agentes de futebol).
Nas novas regras, e como promoção de maior acesso à justiça desportiva, não são impostas custas processuais quando uma das partes for uma pessoa singular (p.e. um jogador, um treinador, um agente de futebol).
Em Portugal, a Justiça do Futebol é composta pela justiça federativa, cometida aos órgãos jurisdicionais da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) Conselho Disciplinar e Conselho de Justiça) (e da Liga — Conselho Jurisdicional — quanto às sociedades desportivas) e pela justiça arbitral (com possibilidade de recurso para os tribunais estaduais nas situações previstas na lei) atribuída ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).
O TAD, que é uma instância arbitral, única, sem par na esfera internacional, é um tribunal criado pelo Estado Português, através de legislação — Lei n.º 74/2013 —, mas sem ser uma entidade jurisdicional estatal, e independente de qualquer organização desportiva ou da administração pública desportiva. Este Tribunal surge como expressão da vontade da comunidade desportiva em ter uma justiça para as suas disputas que fosse especializada e célere, em detrimento da opção de um tribunal administrativo estadual desportivo.
O TAD, que só começou a funcionar em 2015, tem a competência para administrar a justiça relativamente a litígios que relevam do ordenamento jurídico desportivo (arbitragem necessária) ou relacionados com a prática do desporto (arbitragem voluntária). A bem da uniformidade, o TAD engloba tanto a arbitragem necessária (ou obrigatória, que deriva da imposição legal e da responsabilidade pública que o desporto representa em Portugal, e abrange também as matérias de dopagem, mas não a resolução de questões decorrentes da aplicação das normas técnicas e disciplinares diretamente respeitantes à prática da competição desportiva), bem como a arbitragem voluntária (que decorre da vontade das partes, e inclui as questões laborais).
A atividade do TAD nestes seis anos de funcionamento tem sido produtiva, com centenas de decisões (344), mas tem revelado que, materialmente, é quase exclusivamente um Tribunal Arbitral do Futebol (que ocupa mais de 90% das suas decisões) e de arbitragem necessária (ou obrigatória), onde se incluem os litígios decorrentes de atos das federações desportivas e outras entidades desportivas praticados no exercício dos seus poderes estabelecidos nos devidos regulamentos (sendo prevalecente os recursos das decisões do Conselho Disciplinar da FPF) e da Autoridade Antidopagem de Portugal em matéria de violação das normas de antidopagem.
Se é verdade que o TAD contribuiu para a justiça desportiva e foi um avanço face ao anterior modelo, pelo menos para o futebol profissional, também é sentimento coletivo que esta é a hora da reforma do TAD, especialmente nas seguintes temáticas:
1. escolha dos árbitros: alteração do método de nomeação para sorteio na lista fechada atualmente existente ou a substituição por uma lista aberta de árbitros, em nome da rotatividade e imparcialidade (já que os árbitros que constam da lista são em maior número indicados pelas federações e ligas desportivas do que pelas entidades representativas dos agentes desportivos;
2. custas processuais e sua onerosidade: que dificulta o recurso das decisões da justiça federativa pelas entidades e agentes desportivos com menor disponibilidade financeira, além da necessidade de revisão dos honorários dos árbitros que, em determinadas situações, são mais elevados na arbitragem imposta legalmente do que na voluntária;
3. maior promoção da arbitragem voluntária, mediação e recurso para a Câmara de Recurso (ao invés do recurso para os tribunais estaduais administrativos, nomeadamente o Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS)): na primeira, são escassos os casos existentes (e os que existem largamente têm a ver com matérias laborais) e nos dois últimos sem terem sequer expressão no TAD .
4. maior agilidade na constituição do colégio arbitral e distribuição dos processos: para agilizar os processos e obviar que as providências cautelares sejam decididas pelos tribunais administrativos estaduais (TCAS).
Em suma, a Justiça do Futebol em Portugal deveria passar pela reforma do TAD, como por exemplo: o reconhecimento formal do TAD como (exclusivamente) Tribunal Arbitral do Futebol, com a resolução das temáticas aduzidas, e criar uma nova solução para a justiça desportiva nos outros desportos, nomeadamente a criação de um tribunal administrativo especializado com uma tramitação célere adequada às especificidades do desporto, que permita o acesso desses desportos à justiça não federativa, que hoje basicamente não ocorre pela onerosidade da justiça arbitral, ou, pelo menos, ser preconizada a solução adotada pela FIFA (se uma das partes for um agente desportivo, uma pessoa singular, não serem impostas custas processuais)"

Vermelhão: Trabalhos extra...!!!

Trofense 1 - 2 Benfica
Everton(21'), Almeida(94')

Helton; Almeida, Vertonghen, Morato; Gilberto, Dias(Lázaro, 31')(Ferro, 50'); Meité(Weigl, 62'), Taarabt(Mário, 62'); Pizzi, Everton; Ramos(Yaremchuk, 62')

Prolongamento desnecessário, com minutos a mais para alguns jogadores fundamentais, e mais duas lesões...!!! É o resultado desta eliminatória da Taça de Portugal!

Estes jogos pós-Selecções -  ainda por cima antes de uma eliminatória da Champions, muito antecipada, por todos... com vários jogadores de fora, alguns nem sequer chegaram das Selecções (inacreditável, como é que o Benfica teve 3 jogadores, a jogar pelas suas Selecções na América do Sul, com partidas que terminaram à menos de 48 horas!!!) -, são sempre perigosos... Sendo que o Benfica, mais uma vez, levou com um daqueles Sorteios, que fazem o menos crente, acreditar em bruxas!!! Havia muitas equipas do CNS (4.º divisão) disponíveis, mas para o Benfica a bola estava fria!!!

Não jogámos bem, tivemos muitas dificuldades em ultrapassar a primeira fase de pressão do adversário... mas antes do intervalo, podíamos estar a vencer por 2-0 ou 3-0! Seria o resultado justo! O 1-0 era curto, mas com o passar do tempo, acabámos por cair na esparrela de gerir a vantagem mínima, e no único remate que foi à baliza do Benfica, o Trofense marcou!!! O Helton até teve algumas hesitações, mais não fez um defesa, digna desse nome!!! Antes dos 90m tentámos evitar o prolongamento, mas já fomos tarde...
Com o improvável Almeidinhos, logo na entrada do tempo extra, a marcar e a dar a vitória ao Benfica...

Defrontámos um adversário bem organizado, muito motivado, e com pilhas 'duracel', e mesmo jogando abaixo do nosso potencial, merecemos a vitória... E ao contrário do que foi (e será nas próximas horas...) insinuado, vencemos com um golo limpo, basta analisar a linha do corte da relva... Aliás, ainda não foi desta que um apitadeiro do Tugão marcou um penalty a favor do Benfica, e teve oportunidades para isso...

Quarta, com o Bayern, será um jogo totalmente diferente. O Benfica continua a ter mais dificuldades quando defronta equipas com bloco baixo... com espaços nas 'costas' temos jogado melhor!
O regresso dos ausentes, vai fazer a diferença (Ody, Veríssimo, Otamendi, Grimaldo, Weigl, Mário, Darwin, Roman... e vamos esperar pelo Rafa). Dúvidas em relação à condição física do Gilberto e do Digui que hoje voltou a não ser opção!

Sem espinhas!!!

Benfica 3 - 0 Sp. Espinho
25-19, 25-20, 25-22

O Espinho venceu em Alvalade a semana passada, portanto chegou à Luz, com ambição... e quando viu que o Marcel ia rodar alguns jogadores, devem ter pensado que tinham hipóteses! Enganaram-se!!!
Aquele último Set com os Estónios, deu confiança para apostar na rotação neste jornada, e os jogadores não desiludiram...

A meio da semana, temos nova eliminatória Europeia...

PS1: Parabéns às nossas meninas do Pólo Aquático, que venceram hoje a Supertaça, depois da dobradinha da época anterior!

PS2: Enorme Barbara Timo, conquistando a medalha de Ouro, no Grand Slam de Paris, a prova mais importante do circuito do Judo, extra grandes campeonatos!
Recordo que a Barbara, após os Jogos Olímpicos de Tóquio, decidiu baixar de categoria, agora compete nos -63Kg, nada melhor do que um Ouro em Paris, na estreia...!!!

Vitória fácil...

Benfica 97 - 70 Oliveirense
34-13, 25-18, 18-23, 20-16

A equipa colectivamente dá garantias, nota-se organização, internamente, mesmo sem o Clifford, dá para ganhar a maior parte dos jogos, na Europa será diferente! Mas falta, aquele jogador que faça a diferença individualmente, quando o colectivo não chega... mas hoje, acabou por ser tranquilo...

Bem...

Benfica 38 - 30 Póvoa
(23-15)

Não deixa de ser curioso, mas neste momento a nossa secção de Andebol é claramente a mais 'saudável', com o Volei a 'espreitar'!!!
Bom jogo, com a fase de grupos da Europa, a começar esta semana... Podíamos é ter sofrido menos golos!