Últimas indefectivações
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Derrota em França...
Lyon 5 - 0 Benfica
Resultado pesado, por culpa própria, com 3 golos 'oferecidos'!
A Lelê, até tem no jogo pelo ar, um dos seus atributos, mas hoje esteve horrível... e mesmo no 2.º golo, o passe para a Pauleta não pode ser feito!
Com 0-0, até estivemos bem, com algumas transições bem conseguidas, quase sempre com a Kika a dar o 'primeiro toque' mas definimos sempre mal no último passe... Com os golos, as francesas ganharam confiança, e nós perdemos organização...
Continuo sem perceber a utilização da Christy! O nosso meio-campo com a Cameirão, a Faria e a Vitória, pareceu durante muito tempo, uma daquelas partidas entre 'infantis' e 'seniores'!!! Só a Pauleta tinha capacidade para lutar pela bola... Ter bons pezinhos não chega!!!
Grande jogo da Amado e da Kika, quando a bola lhe chegou aos pés!
Agora, com as Suecas, teremos a nossa oportunidade de fazer alguma coisa nesta fase de grupos, mas temos que ser mais pragmáticas, a começar pelo plano de jogo!
Sem a Nycole, as coisas são mais complicadas, em Janeiro teremos que ir ao Mercado!
Parabéns, Toni!
"Hoje é um dia muito especial. Toni, património imaterial do Sport Lisboa e Benfica, personificador-mor da mística do Clube, exemplo ímpar de benfiquismo, completa 75 anos de vida.
Chegou ainda jovem ao Clube, em 1968, empenhado em agarrar a oportunidade de singrar ao mais alto nível como futebolista. Agarrou-a rapidamente e nunca mais a largou, partindo da meia-direita para ocupar o campo todo com a garra, a energia, a técnica e a inteligência que o notabilizaram ao longo de mais de uma década. Foi campeão nacional oito vezes e venceu quatro Taças de Portugal e seis Taças de Honra, sempre preponderante no plantel, um líder nato, um jogador à Benfica.
Pendurou as botas em 1981 para abraçar a profissão de treinador. No comando da equipa técnica, foi campeão nacional pelo Benfica em 1989 e 1994, venceu a Taça de Portugal em 1993 e levou a equipa à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1988. Como adjunto conquistou quatro Campeonatos Nacionais (1983; 1984; 1987; 1991), além de várias Taças de Portugal e Supertaças e da presença em mais duas finais europeias (UEFA 1983 e TCCE 1990). Foi ainda diretor desportivo do futebol.
Ao longo dos anos foi tendo várias experiências no estrangeiro como treinador, mas sobretudo nunca deixou de ser uma figura do Clube e um adepto indefetível da causa benfiquista. Toni está de parabéns pelo 75.º aniversário, e os Benfiquistas estão-lhe agradecidos por uma vida repleta de contributos indeléveis para o engrandecimento do Benfica. Muito obrigado!
Entretanto, são vários os desafios que se colocam às nossas equipas nos próximos dias, embaladas pelos dois triunfos obtidos, ontem, em voleibol e andebol.
Começando pelo futebol, temos o regresso à competição após paragem para compromissos das seleções. Há expectativa de casa cheia na Trofa, onde o Trofense receberá o Benfica no âmbito da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Sábado, às 20h15, será o nosso pontapé de saída na prova, a qual disputamos para vencer.
Hoje, no feminino, temos um dificílimo obstáculo pela frente. Trata-se do Lyon, em França, na segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Primeiro colocado no ranking europeu de clubes, o Lyon apresenta-se como candidato a sagrar-se campeão europeu, título que já conquistou sete vezes, cinco delas consecutivas, de 2016 a 2020, tendo estado presente na final em nove das últimas 13 edições. Poderá ver o jogo em direto, a partir das 20h00, na plataforma Youtube, no canal da DAZN, detentor exclusivo, para todo o mundo, dos direitos de transmissão da prova.
Na sequência do brilhante apuramento da nossa equipa de voleibol para a 2.ª ronda de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, na qual defrontaremos, dias 21 e 27, os finlandeses do Sastamala, perspetiva-se jogo grande na Luz. Sábado, às 18h30, receberemos o Sp. Espinho, que na última jornada bateu o Sporting e chega à quarta ronda ainda invicto.
Sábado será, de resto, dia cheio nos nossos pavilhões. Às 15h00 teremos o desafio com o Póvoa em andebol, depois de ontem termos batido o Avanca. Às 17h00, em hóquei em patins, seremos os anfitriões do Tomar. E, às 21h00, será a vez de a nossa equipa de basquetebol ter um forte oponente, no caso a Oliveirense. No futsal há a deslocação a Ponte de Sôr, no mesmo dia (14h00), para medirmos forças com o Eléctrico.
Nota ainda para os desafios das nossas equipas femininas das modalidades de pavilhão: ABC – Benfica (sábado, 18h00) em andebol; Guifões – Benfica em basquetebol (domingo, 15h00); CACO – Benfica (domingo, 16h00) em hóquei em patins; AJM/FC Porto – Benfica (sábado, 17h00) e V. Guimarães – Benfica (domingo, 17h00) em voleibol."
Histórico Benfica!
"Jogaço no Benfica Campus, entre duas equipas que abordaram o jogo de maneira diferente:
- O Bayern assumiu-se como favorito e relaxou.
- O Benfica assumiu o não favoritismo e superou-se.
A maneira como estava desenhada a equipa de Filipa Patão disse muito da abordagem que queriam ter no jogo de hoje, e houve vários sinais que demonstraram que o Benfica não vinha apenas defender.
Escolha do 11 titular?
Letícia: indiscutível! Se já o era, depois do jogo contra o SCP, a sua colega de posição perdeu qualquer chance de poder aparecer no 11 titular durante os próximos tempo.
Ana Seiça: substitui a experiente Sílvia Rebelo pela disponibilidade física e poder de choque.
Kika: genialidade com bola, critério, decisão. Jogadora que pode desbloquear qualquer jogo, independentemente da adversária.
Ana Vitória: Este lugar poderia estar em dúvida entre Beatriz Cameirão, e mais uma vez penso que a escolha tenha passado pela dimensão física e bolas paradas, até porque Ana Vitória desceu sempre nos momentos defensivos e esteve na área adversária nos momentos ofensivos.
As restantes jogadoras já preenchem o lote de jogadoras praticamente inquestionáveis tendo em conta o seu rendimento: Lúcia, Amado, Carole, Pauleta, Andreia Faria, Cloé e Nycole.
Vejamos como defendeu o Benfica:
O SL Benfica apresentou-se em duas linhas de 4 no momento defensivo, aqui na pressão, largando o losango que costuma usar normalmente. Quem se juntava a Pauleta no corredor central era a Kika e os corredores laterais eram para Andreia Faria e Ana Vitória.
Em organização defensiva, um dos factores determinantes para além da incrível entrega e qualidade individual na ocupação de espaços, foi a o facto de estarem sempre próximas. A distância entre sectores e entre coberturas não variava muito (7-8 metros) para impedir que o Bayern pudesse alguma vez encarar e ganhar vantagem no 1×1. Essa organização orientava o jogo do Bayern para os corredores laterais e permitia ao SL Benfica recuperar muitas vezes a bola e ter Kika perto no momento da recuperação da bola (parágrafo seguinte) – o que de facto, foi decisivo para conseguir sair e decidir bem na ligação dos sectores. Agora em vídeo:
Ofensivamente, como descrevemos anteriormente, o Benfica assumiu que o jogo seria mais em forçar o erro das adversárias e quando recuperavam a bola serem eficazes, tirando-a da zona de pressão e obrigando o Bayern a ter de baixar linhas para controlar a profundidade! ( E aí, conseguirem ganhar espaço e tempo para pensar o ataque e decidir melhor) Houve bons momentos também na exploração do espaço através da velocidade de Cloé, que costuma ser muito superior às outras, mas neste contexto não é, e portanto, foi importante o envolvimento da Kika e Andreia Faria na condução, na atração das adversárias, para criar o espaço para a Cloé aparecer em vantagem. Velocidade por velocidade, aqui, a Cloé perdeu sempre.
Para finalizar, e o que mais de interessante tem este Benfica de Champions League, é o risco que conseguem assumir perante tamanha pressão e dificuldade e a maneira como querem aproveitar o que de melhor a sua equipa tem individualmente: decisão e requinte técnico! Deixamos aqui 4 lances de extrema (!) qualidade técnica e de decisão coletiva, é incrível o futuro destas jogadoras se continuarem a este nível e com esta mentalidade!
O Benfica conseguiu ser competitivo, abriu o apetite aos adeptos e as jogadoras e equipa técnica já acreditam que é possível fazer uma gracinha e passar o grupo. Quem é o próximo adversário? Lyon!
Para o jogo de hoje, contra o Lyon – basta pesquisar um pouco para saber que é a equipa referência no futebol feminino, 1ª classificada no Ranking – é de se esperar um jogo ainda mais complicado, onde o Benfica já não aparece como equipa que pode surpreender, mas sim já com registos práticos daquilo que consegue fazer, e portanto há uma vantagem natural dada ao Lyon e o Benfica pode encarar o jogo com zero pressão e desfrutar da experiencia de jogar contra as melhores do mundo. Caso durante o jogo dê para fazer algo diferente…."
Pode João Felix vencer a Bola de Ouro?
"A declaração de que poderá competir é do próprio João Félix. Quando se trata da bola de ouro, os últimos anos demonstram que o número de golos na temporada é factor determinante, e será tremendamente difícil competir com Haaland e Mbappé. Contudo, não se diminua a possibilidade de Félix também ele se tornar mais goleador do que tem sido. O primeiro ano de sénior no Benfica revelou um jogador absurdo na zona de finalização, com recursos incríveis e capaz de somar muitos golos. Não estará pior seguramente, apenas não tem tido as mesmas condições.
Antes de tudo o mais, para elevar o seu nível precisa de ultrapassar os constantes problemas físicos que o têm vindo a afetar. O início da temporada anterior foi verdadeiramente prometedor, e as primeiras aparições na presente época voltam a deixar água na boca.
João Félix tem condições para as dezenas de golos época – E neste ponto, claramente que numa equipa com outro pendor ofensivo sairá beneficiado – e é ainda no jogo entre linhas – zona de criação – um dos melhores do futebol mundial. A forma eficiente como recebe cada posse, a genialidade técnica que lhe serve para ligar sempre com qualidade imensa em cada passe o jogo ofensivo da sua equipa tornam-o diferenciado. Porém, a verdade é que se estes dois últimos anos de Atleti terão contribuído para ser melhor jogador – Tem de fazer o mesmo mais rápido, e é seguramente um jogador mais capaz nos momentos sem bola – E tanto é o tempo que se passa sem a “redondinha” ao longo do jogo, também lhe retiraram notoriedade.
Dizia o Cândido Costa no Futebol Total do Canal 11, que João Félix estava a somar atributos ao seu portfólio nesta passagem por Madrid. E assim é! Hoje menos notoriedade mas mais aprendizagem. Que um dia mais tarde, num clube de dimensão ofensiva diferente, com a preparação de hoje e o talento de sempre, João Félix possa entrar nas contas de uma luta onde se atrasou nos últimos tempos."
Qualificação...
Benfica 3 - 1 Tartu
25-21, 17-25, 25-21, 25-20
Japa(22), André(9), Wohlfi(8), Nathan(7), Gaspar(6), Nikula(5), Zelão(4), Westermann(3), França(2), Violas, Rapha(dnp), Brito(dnp); Casas, Bernardo
Nem precisávamos de vencer, bastava ganhar dois Set's, mas acabámos por vencer tranquilamente, apesar de um segundo Set desastroso! Aliás, como tem sido hábito esta época: pelo menos um Set 'desastre'!!!
Boa entrada dos reforços, mas ainda falta ganhar entrosamento, principalmente com o Violas... E o Westermann necessita de rotinas com os 'velhotes'!!!
Agora, na próxima ronda, vamos à Finlândia, jogar com o VaLePa Sastamala, adversário seguramente conhecido do Nikula!
No sábado jogo potencialmente perigoso com o Sp. Espinho... equipa que derrotou o Sporting, em Alvalade, na última jornada!
3 pontos...
Avanca 27 - 30 Benfica
(12-15)
Não foi uma grande exibição, mas ganhámos, contra basicamente os Corruptos B...
Nota para o regresso do Keita, e as ausências do Moraes, do Kiko e do Luciano.
PS: Seja a BolaTV, seja outro canal qualquer, sempre que temos um jogo das Modalidades, é um festival de azia anti-Benfiquista! Não há mesmo vergonha nenhuma...!!!
«Maior lucro de sempre oficializa adeus da UEFA»
"Estas são as manchetes nas capas de jornais relativas ao R&C da SAD portista, numa tentativa clara de branqueamento do verdadeiro estado das contas da SAD, à margem do que aconteceu recentemente com as contas da Sporting SAD, que também foi alvo de rasgados elogios apesar de financeiramente a SAD do clube leonino estar falida.
O que a Comunicação Social se “esqueceu” de referir é que, apesar dos 34€ milhões positivos de resultado líquido consolidado, existiu um aumento do valor global do Passivo de 451.852€ milhões para 526.140€ milhões.
Eis os números:
Total do Passivo 2020: 451.852€ milhões. ✔
Total do Passivo 2021: 526.140€ milhões. ✔
Valor global do Ativo: 407.817€ milhões. ✔
Capitais Próprios: 118.324€ milhões negativos. ✔
Conveniente? Será que o FC Porto também está “no fio da navalha”, como está a Benfica SAD?
É curioso constatar que quando a Benfica SAD lançou o seu R&C, nenhum jornal fez manchete com o binómio do Ativo/Passivo do clube, cujo valor do Ativo supera amplamente o valor do Passivo, resultando em Capitais Próprios positivos e seguros.
Já em relação à SAD do Sporting e do FC Porto, os jornais apressaram-se em dar ênfase ao resultado líquido consolidado, esquecendo convenientemente as verdadeiras contas de ambos os clubes.
Não seja por isso, nós relembramos: no caso da Sporting SAD, esta encontra-se com capitais próprios negativos de 41 milhões de euros. Em relação à FC Porto SAD, esta encontra-se com uns astronómicos 118.324 milhões de euros de capitais próprios negativos.
É assim que se manipulam as massas. Infelizmente para esta gente, estamos bastante atentos.
Podem consultar os resultados aqui:
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
SL Benfica | Os 5 melhores “super-suplentes” da Luz
"Às vezes o banco é o caminho. O SL Benfica que o diga…
Nem sempre foi possível substituir no futebol. A primeira regra, surgida em 1958, cingia-se ao caso do guarda-redes se lesionar. Só assim se explica que Mário Coluna, ícone do SL Benfica, tenha terminado a final de 1963 contra o AC Milão, depois da agressividade de Pivatelli torná-lo figura de corpo presente.
Apenas sete anos depois, no primeiro Mundial do México, chegariam as substituições. O modelo atual, de cinco em três paragens, substituiu em 2020 o mais aceite de três com três interrupções, dominante desde 1994.
Desde aí que se criou uma nova vertente na abordagem tática às partidas, com o novo efeito dos elementos suplentes sobre o plano de jogo, surgindo uma nova espécie de fator determinante no resultado final: os “supersubs”, termo inglês à falta de melhor português, ou aqueles jogadores com tendência para decidir partidas entrando no decorrer das mesmas.
Milla, Bierhoff, Solskjaer, Pizarro, Chicharito em contexto internacional; Carlos Bueno ou Ernesto Farías em Portugal, assegurando pontos importantes para Sporting CP e FC Porto, respetivamente, a sair do banco.
No SL Benfica houve alguns: houve quem ficasse marcado exclusivamente por essas circunstâncias numa ocasião especial, como César Brito nas Antas, e houve quem se assumisse como super-suplente pela força estatística – muitos deles apesar de não serem imediatamente identificados como tal – como Sokota (6 golos em 20 jogos como suplente utilizado) ou Haris Seferovic (11 golos em 44).
Decidimos, então, eleger cinco que se inserem nesse rótulo de super-suplente, ou seja, que nunca se afirmaram totalmente como titulares e o seu potencial foi assim melhor explanado.
Só uma das escolhas, a última, se deveu à força dos números – foi durante muito tempo titular, mas rendeu tanto como opção alternativa que teve de ser incluído. Uma questão de justiça.
1. Nuno Gomes: 398 jogos, 59 como suplente utilizado – 166 golos e 35 assistências
Sim, Nuno Gomes só foi suplente no ocaso da carreira. Mas além de avançado de finíssima classe, transformava-se num “supersub” se por qualquer incongruência fosse colocado no banco de suplentes – na Luz, em 59 entradas no decorrer da partida, fez 17 golos e três assistências. Ou seja, um golo a cada 67 minutos e o melhor registo de um jogador enquanto suplente com a camisola do SL Benfica.
2. Raúl Jiménez: 121 jogos, 60 como suplente utilizado – 31 golos e 15 assistências
Inglório. Em muitas outras fases do currículo encarnado, seria figura principal. Mau para ele mas inesquecivelmente para nós, quando veio já cá estavam Mitroglou e Jonas.
Foi com os três que o SL Benfica construiu o seu tetra de campeonatos nacionais e consolidou a pequena hegemonia no final da década passada – se de forma inacreditável as coisas não estivessem a correr bem com o grego ou o brasileiro, entrava Raúl, com a mesma ‘fúria’ competitiva que se estereotipa ao latino comum e o sentido prático da melhor versão de Hugo Sánchez.
Decidiu muitos jogos em fases cruciais (Vila do Conde duas vezes e Bonfim como as mais memoráveis) e foi o complemento perfeito a Ederson, que criou com ele química interessante em ligação de recurso ao pontapé longo (longuíssimo), de baliza a baliza e que Jiménez sabia aproveitar como ninguém.
3. Weldon: 27 jogos, 19 como suplente utilizado – seis golos
O SL Benfica perdia em casa com o CS Marítimo. Depois da melhor pré-época em 15 anos e da histeria generalizada, agora instakava-se a depressão na massa adepta. Contudo, havia uma carta na manga.
Weldon, o protége de Jesus que viera do CF Os Belenenses e que não tinha o talento dos artistas principais, surgia como salvador e empatava perto do fim. Menos mal. Passemos à frente até Abril.
Quatro dias depois do 2-1 ao Liverpool de Gerrard e Torres e quatro dias antes da implosão em Anfield, Jesus comandava as tropas na Figueira da Foz. Obviamente que era urgente fazer descansar peças importantes – Ramires e Saviola ficaram no recobro, Amorim e… Weldon eram apostas.
O brasileiro, que estivera fora das opções de forma regular, voltava a ser chamado e era titular pela primeira vez na Primeira Liga. Augusto Inácio tinha preparado, nos laboratórios da Naval 1º de Maio, tática mortífera para fazer apagar a chama das restantes estrelas titulares – Aimar e Di Maria, principalmente.
Correu tudo excecionalmente bem até aos 11 minutos, quando os da casa aumentaram para 2-0, o que provocou um sentimento generalizado de escândalo inadmissível. Weldon não gostou da brincadeira, vestiu-se novamente de salvador e em sete minutos colocou o jogo empatado, antes de Di Maria fazer o terceiro e Cardozo o quarto.
Duas semanas depois, nova batalha de proporções épicas, num Municipal de Coimbra à pinha: o 2-3 final reflete bem a dureza do desafio, durante o qual Weldon teve de fazer mais dois para manter o SL Benfica à tona do título. Os seus golos garantiram sete pontos – o SC Braga, segundo lugar, acabou a seis. Sintomático.
4. Pedro Mantorras: 117 jogos, 75 como suplente utilizado – 30 golos e cinco assistências
As malditas lesões não o deixaram ser gigante. Os tormentos dos batatais portugueses seriam sempre desafio inglório para tanto talento – numa altura de marcação cerrada ao homem, Pedro aguentou de tudo até o seu corpo colapsar.
Dois anos infernais de operações e tratamentos mal sucedidos deitaram por terra a promessa de grandes êxitos no topo do futebol europeu – apagado o futuro, remeteu-se ao seu SL Benfica e criou então sinergia irreplicável com a massa adepta.
Cada saída para aquecimento era a comemoração de um golo que viria poucos minutos depois: como esquecer o momento em que marca ao Boavista FC , no seu regresso aos relvados?
Esse campeonato foi, em grande parte, ganho devido ao regresso de Mantorras, o ídolo de um clube e símbolo do sofrimento generalizado. Cinco golos a sair do banco nessa segunda volta, um sorriso nos lábios a cada entrada mais ríspida e título de campeão nacional 11 anos depois.
5. Vata Matanu Garcia: 77 jogos, 34 como suplente utilizado – 37 golos
Mão ou peito? O angolano ainda hoje insiste que o golo ao Marselha, na meia-final da Taça dos Campeões, é legal. O golo que carimbou ao SL Benfica o passaporte para o Prater de Viena é o zénite da sua carreira na Luz, numa amálgama de poucos jogos completos e muitos golos, de todas as formas e feitios.
O conto de fadas iniciou-se em 1988, quando chega do Varzim juntamente com Miranda, um playmaker que supostamente faria as delicias do Terceiro Anel. Vata vinha quase como extra, sem grandes promessas de sucesso – poucos esperavam a troca de papéis e o seu impacto imediato.
Com 16 golos em 1988-89 conquistou o prémio de melhor marcador da Liga: só ele deu nove pontos ao SL Benfica, numa altura em que a vitória ainda valia dois e o segundo classificado ficara… a sete!
Acresce a admiração se tivermos noção do contexto em que produziu esta monstruosidade estatística: apenas 21 jogos a titular, 13 como suplente utilizado. Em 1989-90, o ano da mão-peito ao Olympique, 17 a titular e 14 a suplente utilizado – 16 golos feitos, apesar do mesmo estatuto intermitente.
A terceira e última temporada foi de menor fulgor devido à concorrência: chegara Isaías, regressara Rui Águas, Magnusson era intransferível e ainda existia César Brito. E o senhor Vata lá foi continuar a meter as mãos pelos pés – sempre pela positiva – lá para os lados da Reboleira."
São nossos! De Sarabia a Yaremchuk e Darwin, passando pelo incontornável Luis Diaz
"A presente temporada ficará marcada pelo talento internacional na nossa Liga. Já houve bastante mais, mas é de notar que ainda tão recentemente pouco importaria a Liga nacional aos grandes do futebol Europeu.
Na presente época, são várias as caras de figuras internacionais que pisam os nossos palcos. Por Espanha, Ucrânia, Uruguai e Colômbia, jogaram homens de características ofensivas, na paragem para as selecções.
A elegância da passada e recursos técnicos de Diaz, a definição de Sarabia, a presença na área de Yaremchuk e a tremenda potência de Darwin."
A paixão pelo desporto e a história de uma cultura
"Na Grécia Antiga, a prática da ginástica foi considerada essencial para a saúde e para a formação dos cidadãos. A proeza atlética era celebrada pelos poetas, pelos escultores e pelo conjunto da Cidade. Concebidos pelos melhores arquitetos, nos estádios e ginásios havia a função estratégica no espaço público. Ao se ressuscitar os Jogos Olímpicos (JP), em Atenas, em 1896, Pierre de Coubertin testemunha a importância que ele associava do desporto moderno com a Antiguidade.
Hoje, os JO assumiram uma dimensão mundial e o desporto teve um desenvolvimento extraordinário, ao ponto de se tornar um fato social da maior importância e incarnar a moral e os valores coletivos. O lugar que o desporto ocupa na sociedade manifesta-se no papel educativo, na importância e diversidade das práticas desportivas ou ainda através do fervor que suscita. O enorme peso do desporto na vida social suscita questões relativamente ao seu financiamento, ao respeito de regras éticas e às expetativas que levanta em termos de integração e coesão nacional.
O desporto, pela sua natureza, é fonte de emoções individuais e coletivas, o que explica a popularidade dos espetáculos desportivos. Local por excelência da relação singular entre o público e os atletas, o estádio tem sido objeto de análises sociológicas, que o descrevem como um espaço de consenso, mas também de diferenciação cultural e social. A presença dos fãs, que procuram apoiar o seu atleta preferido ou a sua equipa, é um fator do ambiente próprio que se vive nos encontros desportivos. Se o desporto cristaliza todas as paixões e incita aos excessos, ele coloca em perigo os fundamentos éticos quando se pretende sempre ir mais longe na “corrida” da performance.
O combate para se preservar o ideal desportivo começa na escola, com a educação física, levando a que todas as crianças e jovens aprendam a conhecer os limites do seu corpo, a não fazer batota e a respeitar as regras. O desporto exige uma cooperação internacional, um compromisso sem falhas dos Estados e do movimento desportivo mundial, e a colocar-se em prática rigorosos procedimentos para garantir o respeito do direito e da ética no desporto."
Desaire Europeu...
Benfica 73 - 78 Den Bosch
19-17, 18-22, 20-14, 16-25
Derrota no último período, numa partida que apesar de tudo, podia e devia ter sido 'ganha'! Muitos ressaltos ofensivos, mas mesmo assim fraquíssima percentagem nos lançamentos, incluindo na linha de lance livre!!!
A lesão do Clifford acabou por 'decidir' a nossa sorte na Europa este ano! Cerca de dois meses de fora, irá regressar para os momentos mais importantes da época, internamente... mas na Europa sem a 'vantagem' Clifford, vamos penar!
PS: Semana horrível de lesões: Clifford no basquetebol, Honoré no voleibol e Nycole no futebol feminino!
Darwin explodiu da Teoria à prática | SL Benfica
"Chegou a hora de Darwin?
Darwin Gabriel Núñez Ribeiro, uruguaio, 22 anos, internacional A pelos primeiros campeões do Mundo de seleções e o único Gabriel do plantel do SL Benfica com qualidade para representar as águias.
Depois de uma época aquém das expetativas – maioritariamente criadas pelo valor da sua aquisição (cerca de um quarto de cem milhões de euros) -, o jovem sul-americano parece começar a explodir.
É, pelo menos, o que indicia o seu início de temporada. Não obstante os 14 golos e 11 assistências registados pelo “9” dos encarnados em 2020/21 (em 44 partidas), os oito jogos disputados pelo SL Benfica esta época refletem um Darwin mais pujante, mais mortífero, mais integrado, mais solto. Tudo mais. Não será, então, em risco muito grande prognosticar que também os seus números revelarão essa tendência, findada a época.
Para já, são seis os golos do uruguaio pelos de Lisboa. Curiosamente, não regista qualquer assistência, estando nesse vetor em claro contraste com a temporada transata. Mas, de onde vem este contraste? Que motivos têm tornado Núñez um jogador mais solto, mais matador, mais egoísta (no sentido “à ponta-de-lança” da palavra)?
As respostas serão, estou certo, múltiplas e variadas. No entanto, talvez a mais correta de entre todas seja a nova posição no onze de Jorge Jesus que o ex-Almería tem ocupado.
Com a presença de Yaremchuk – uma presença sóbria, mas importantíssima -, Darwin tem desempenhado funções à esquerda, com liberdade para procurar espaços interiores sempre que se justificar (o golo inaugural ante o FC Barcelona exemplifica-o).
Esta nova posição importa ao jogo de Darwin um par de características que o têm ajudado bastante: permite-lhe partir de zonas mais afastadas da baliza adversária com ou sem bola, fazendo uso da sua enorme capacidade atlética e de explosão.
Assim, retira-lhe a responsabilidade de ser “o” homem da frente, “o” homem-alvo. Neste momento, marcar golos não é a função primordial de Darwin e isso tem sido fundamentalmente para que ele… marque golos.
O avançado formado no Peñarol ganhou soltura física, mental e posicional e tem causado estragos por isso mesmo. Não obstante, são mais os fatores decisivos para este arranque fulguroso do cinco vezes internacional uruguaio.
Desde logo, o melhor momento do futebolista é indissociável do melhor momento da equipa. Se a equipa está melhor – e indubitavelmente está -, o jogador terá mais facilidade em também ele estar melhor.
E está. Por estes dois motivos e por outros quantos. Pela presença de Yaremchuk, que tem feito um bom trabalho nas tabelas, na procura de dar apoios frontais, na procura de terrenos laterais.
Pela presença de Weigl e João Mário, que dão segurança à equipa e a cada uma das individualidades que a compõem. Pela presença de Grimaldo, que, ao atravessar uma boa fase, permite que Darwin não se sinta um corpo estranho na esquerda.
Se a coexistência destes fatores perdurar, assim como a vontade de trabalhar de Darwin, é mais do que plausível que o uruguaio tenha em 21/22 a sua época de explosão e afirmação e, quem sabe, a sua época de despedida do Sport Lisboa e Benfica."
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