Últimas indefectivações

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Lixívia 2


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..............6 (0) = 6
Sporting........... 6 (0) = 6
Corruptos.......6 (+2) = 4


Não tivemos que esperar muito... logo, na segunda jornada, o primeiro jogo com erros de arbitragem, com influência directa no resultado final de uma partida, num dos candidatos ao título, e também sem surpresa, o beneficiado foi o do costume: os Corruptos...!!!

O mais extraordinário do erro principal de Famalicão, nem foi o próprio erro, foi a total indiferença que durante a transmissão directa, narrador, comentador e produção do PorkosTV... ignoraram olimpicamente o penalty que ficou por marcar...  E como ninguém gosta de ficar para trás, no rescaldo, foi um festival de expert's a justificarem o penalty como um lance normal e se alguém fez falta, foi o jogador do Fama, que só tinha é que se ter desviado do guarda-redes dos Corruptos!!!

A questão das linhas do fora-de-jogo, nem foi desperdiçar muitas palavras sobre o assunto! Já o afirmei muitas vezes, as Linhas Virtuais são colocadas à vontade do freguês... Os 21 centímetros no golo anulado ao Fama não me espantam nada... Já os 2 centímetros 'válidos' no 2.º golo dos Corruptos, aconselho a verificarem onde está a perna do jogador dos Corruptos que faz o passe: no frame usado, o pé que faz o passe, ainda nem sequer tocou na bola, quando mais a bola ter saído do pé... como 'costuma' ser o critério!!!

Em Braga, o Godinho não teve trabalho fácil... muitas entradas duras! O Esgaio que o diga...!!!
O lance mais significativo é na Bola na Mão do Esgaio! Aviso, que concordo com a decisão, não acho que seja penalty... o problema é que na 1.ª jornada, numa jogada parecida, foi assinalado penalty a favor dos Lagartos (desperdiçado...)... e neste jogo, nos minutos finais, quando o Braga procurava o empate, num lance idêntico, o Godinho marcou Mão na Bola do Roger (jovem do Braga)...!!!
Adenda: No 1.º golo do Sporting, o Paulinho está em fora-de-jogo no momento do cruzamento, faz-se à bola, mas acaba por não ter influência na forma como a defesa do Braga, incluindo o guarda-redes, reage ao lance... Na minha opinião, este tipo de situações, devem ser consideradas fora-de-jogo posicional, portanto não deve ser assinalado infração, mas estou curioso se o critério é mantido no futuro, com outras equipas...!!!

Na Luz, mais lenha para fogueira, na propaganda semanal anti-Benfica!!!
A paragem cerebral do guarda-redes do Arouca, é facilmente transformada em benefício do Benfica!!! Inacreditável, como os expert's consideram que houve falta de bom senso!!! Quer dizer, o Mota, não assinalando o fora-de-jogo (para evitar uma paragem desnecessária no jogo...), cumpriu as regras... o jogador do Arouca foi bem expulso... mas devia ter havido 'bom senso'... para evitar deixar o Benfica em superioridade numérica?!!!
E alguns mentiram mesmo, afirmando que o Fiscal assinalou o fora-de-jogo, enganando o guarda-redes do Arouca, algo que nunca aconteceu, como as imagens provam...!!!
Mas o principal erro nem foi do Mota... foi do Malheiro! No golo anulado ao Luca, o VAR reverteu uma boa decisão do árbitro de campo, quando as imagens não demonstraram que tenha existido um erro inequívoco...!!!
Recordo que este é o critério, os VAR's só podem mudar uma decisão do árbitro principal, quando as imagens o provam sem qualquer dúvida... Portanto, aqueles que escreveram que dão o beneficio da dúvida ao VAR, só podem estar a brincar!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), V. Ferreira(Godinho), Prejudicados, Sem influência
2.ª-Arouca(c), V(2-0), Mota(Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-0), Nobre(Almeida), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Braga(f), V(1-2), Godinho(Miguel), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-B Sad(c), V(2-0), Correia(Mota), Nada a assinalar
2ª-Famalicão(f), V(1-2), Almeida(Narciso), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Anexos (II):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
(...)

Sporting
(...)

Corruptos
Almeida - +2
Narciso - +2

Anexos(III):
Árbitros:
Benfica
V. Ferreira - 1
Mota - 1

Sporting
Nobre - 1
Godinho - 1

Corruptos
Correia - 1
Almeida - 1

VAR's:
Benfica
Godinho - 1
Malheiro - 1

Sporting
Almeida - 1
Miguel - 1

Corruptos
Mota - 1
Narciso - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 1 + 0 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Almeida - 0 + 1 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Correia - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Anexos(IV):
Jornadas anteriores:

Anexos(V):
Épocas anteriores:

Benfica After 90 - Arouca...

Diferenças!!!


"Hoje vamos exemplificar como é o Futebol Português desde que Fontelas Gomes, Paulo Costa e Bertino Miranda tomaram conta da arbitragem em Portugal. E basta um vídeo. Um vídeo que fala por si. Um vídeo que demonstra factualmente que o Calor da Noite joga numa competição com regras diferentes de todos os outros clubes.
Ontem ocorreu mais um roubo de proporções pornográficas, levado a cabo por dois indivíduos que nem há um ano tinham feito a mesma coisa em Paços de Ferreira, a favor do mesmo. Sempre a favor do mesmo. Na altura, ficaram proibidos de apitar mas isso é apenas uma forma de Fontelas e Paulo Costa atirarem areia para os olhos do consumidor de futebol Português. Desde que o roubo a favor do Calor da Noite aconteça, os árbitros e VAR´s até podem ficar meia dúzia de jogos castigados sem apitar. É o dano colateral do objectivo principal dos cabecilhas Fontelas e Paulo Costa: que o Calor da Noite ganhe a qualquer custo. Ontem deu para quase tudo: Penalty por marcar contra o Calor da Noite? Check / Golo fora de jogo em jogo por poucos cms? Check / Golo contra anulado por fora de jogo que em tempo real se vê não ter ocorrido? Check. Foi ternurento ver o Ferrari Vermelho acabar o jogo aos 90+7 (quando tinha dado 7 minutos de desconto), sendo que no tempo de desconto o jogo teve parado 2 minutos por causa do VAR anular o golo do empate ao Famalicão. Isto é à vista de tudo e todos, já nem vergonha têm. E ninguém da nossa parte faz nada!
Já não nos resta mais nada a não ser que Frederico Varandas e o Cashball denunciem esta vergonha sem fim destes dois senhores Nuno Almeida e André Narciso. Do Benfica não esperamos absolutamente nada. Foram 4 anos calados, a sermos enrabados por todos os lados sem uma única palavra. O Presidente saiu mas o autoproclamado novo Presidente parece ter os mesmos telhados de vidro do anterior. Só desta forma se explica que não venha a público denunciar tudo isto e chamar os bois pelos nomes.
A arbitragem precisa de uma limpeza profunda, as coisas conseguem hoje em dia estar num estado mais degradante e corrupto do que no tempo do Apito Dourado (apesar dos Malheiros desta vida continuarem nas TV´s a dizer que o Apito Dourado foi muito pior). Isto já não é nada.

P.S.- Rui Costa e Pedro Pinto, metam a newsletter que vão lançar hoje a queixarem-se pelo rabinho acima. Vale de BOLA!"

Mais uma jornada, mais um roubo


"Como esperado (e avisado antecipadamente por nós), a arbitragem do Famalicão – FC Porto não surpreendeu ninguém.
Um penálti por assinalar contra o FC Porto num lance exatamente igual ao que originou penálti a favor do FC Porto frente ao Marítimo na época passada, um golo validado por 2 centímetros num presumível fora-de-jogo e, como cereja no topo do bolo, um golo anulado ao adversário por fora-de-jogo de 21 centímetros, por intervenção de André Narciso. Este golo daria o empate ao Famalicão e retiraria 2 pontos ao FC Porto.
Nuno Almeida, com a pressa em beneficiar o FC Porto nem quis ver as imagens. A ordem do VAR ao auscultador foi clara.
Que continue o roubo."

As 'várias' linhas !!!

Só um destes lances foi penálti!! Adivinhe qual foi


Libertem o desporto


"O desporto faz parte integrante da vida dos cidadãos, é um dos motores de bem-estar e potenciador de uma melhor qualidade de vida e não pode ser uma preocupação de menor importância

Por estes dias, muito se tem falado de desporto, ou não fosse este o ano de Jogos Olímpicos e Portugal tivesse conseguido a melhor prestação de sempre, quatro medalhas e 15 diplomas olímpicos. Os parabéns vão acima de tudo para os nossos atletas, os medalhados pela proeza que alcançaram, mas também para todos os outros, para todos os 92 atletas que integraram a comitiva portuguesa pela qualificação e participação que resulta do esforço, dedicação, coragem e superação que tiveram e demonstraram nesta longa caminhada para chegar até aqui. Desengane-se quem pensa que um atleta olímpico se cria e constrói em meia dúzia de dias – ao invés, é o produto de muitos anos de investimento pessoal, familiar e financeiro e que na grande maioria dos casos começa na infância, com a aquisição e o desenvolvimento de competências motoras básicas até à formação do atleta sénior de competição.
Mas o desporto não é em si um tema que se esgota nos Jogos Olímpicos ou no “Desporto Rei”, o futebol. É muito mais do que isso… devia ser muito mais do que isso!
O desporto e a educação deviam andar lado a lado, numa perfeita simbiose entre aquisição de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio, mas também construção de espírito e trabalho de equipa, resiliência, ambição pela excelência e superação de adversidades. As crianças e os jovens de hoje são os adultos de amanhã, aqueles que constroem e dignificam uma sociedade que se quer equilibrada, justa, livre e preparada para enfrentar o rápido progresso e as constantes mudanças a que cada vez mais estamos expostos.
É por tudo isto, que o desporto escolar, ou sendo mais precisa, a prática de atividade física devia ser encarada com seriedade e como um dos motores basilares no desenvolvimento das crianças e jovens. A disciplina de Educação Física devia assumir no ensino básico e secundário o mesmo nível de importância e exigência que as restantes disciplinas curriculares, porque provoca hábitos saudáveis, cria a base e os alicerces daquilo que são os valores fundamentais de uma sociedade. Desde 2018 que a disciplina de Educação Física faz parte integrante das disciplinas que contam para a média final de ano e do secundário em geral, mas esta é uma medida desenquadrada da realidade, porque o importante é dotar as escolas, os agrupamentos escolares e os professores de ferramentas, de condições, de equipamentos e de estratégias inovadoras para conseguir chegar aos alunos de forma criativa, incitar-lhes o gosto pela prática de desporto e que estes possam utilizar a disciplina de Educação Física como rampa de lançamento para a prática de outras modalidades.
Para nós, liberais, o desporto, a par da atividade física, é uma área que não tem passado despercebida, sobretudo em tempos de pandemia e com condições adversas e, por conseguinte, desde cedo que temos vindo a apelar à retoma de todas as modalidades desportivas e de todos os escalões, com regras definidas e em respeito pelas normas de segurança, bem como à abertura ao público, de forma gradual e com as devidas precauções, de estádios, pavilhões e recintos desportivos. Parece que finalmente fomos ouvidos e que assistimos a uma mudança naquilo que são as restrições no que ao desporto diz respeito.
Basta olharmos mais uma vez, e a título de exemplo, para aquilo que alguns países mais desenvolvidos já implementaram aos dias de hoje, como é o caso da Holanda onde o desporto e a atividade física estão integrados no ministério da Saúde, Bem-Estar e Desporto, tutelado pelo vice-primeiro-ministro.
É por considerar que o desporto faz parte integrante da vida dos cidadãos, que é um dos motores de bem-estar e potenciador de uma melhor qualidade de vida, que considero que não pode ser uma preocupação de menor importância, secundarizada e deixada para depois, não, deve ser tratado com a seriedade que merece e pode ser que assim consigamos encontrar, potenciar e elevar mais Patrícias, Jorges, Fernandos e Pedros… Portugal precisa, precisamos todos daquilo que estes agentes da mudança provocam em cada um de nós!"

Faltam 1.054 dias para Paris 2024


"Faltam 1054 dias para o início dos Jogos Olímpicos (JO) Paris 2024. Corrijo. Faltam SÓ 1054 dias!
Polémicas à parte, estes JO, realizados em condições que nunca imaginamos serem possíveis, acabaram por ser um sucesso. Para os atletas presentes, porque puderam enfim expressar toda a beleza e arte do desporto nas pistas, nos ringues, nos campos, nos terrenos de jogo, no mar. Para o país organizador, porque, apesar de todos os obstáculos, conseguiu que a essência dos JO prevalecesse e deu ao mundo mensagens poderosas. De esperança num futuro onde possamos voltar a viver vidas ditas normais.
Mas também num mundo onde a igualdade de género seja uma realidade. Ou questões delicadas como a saúde mental possam ser abordadas sem tabus. Ou ainda que se possa discutir seriamente a importância do pós-carreira destes milhares e milhares de atletas que, dos quatro cantos do planeta, se entregam de corpo e alma a uma vida de tão curta duração, mas que, tantas vezes, condiciona a sua existência enquanto mulheres e homens inseridos numa sociedade, até ao fim dos seus dias.
Pessoalmente, integrado que estive na Missão de Portugal aos JO de Tóquio, foi um privilégio poder acompanhar de perto as incríveis atuações dos nossos atletas, que resultaram na melhor participação de sempre de Portugal neste evento. Foi também uma descoberta para mim. Mas apesar do tanto que aprendi, em todos os momentos, com todos os atletas e modalidades, encontrei um traço comum. Uma paixão pelo fenómeno desportivo nas suas mais diversas manifestações, num colorido multicultural, unidos num mesmo evento, alicerçado em princípios e ideais com os quais todos nos identificamos.
Assim, estou profundamente agradecido pela oportunidade que me foi dada pessoalmente, mas também pelo voto de confiança que foi transmitido à Comissão de Atletas Olímpicos — CAO, que esteve presente em Tóquio com o seu Presidente e com o Coordenador do Gabinete do Atleta, o Açoriano Ricardo Bendito.
Importa ressalvar que outros elementos da CAO estiveram presentes, mas na qualidade de atletas, como sejam o Emanuel Silva (canoagem), o João Pereira (triatlo), o João Silva (triatlo) e o Rui Bragança (taekwondo). Em Portugal, ficaram a acompanhar-nos o David Rosa (BTT), a Jéssica Augusto (atletismo), a Susana Feitor (atletismo) e a Telma Santos (badminton). Foi a primeira vez na história do Movimento Olímpico Nacional que a CAO esteve incluída na Missão a uns JO. Tudo fizemos para estar à altura do desafio.
E agora?
Agora é tempo de celebração! De vivermos, cada um à sua maneira, o que foram estes JO. De homenagearmos os vencedores, de respeitarmos todos os outros e, muito importante, de descansarmos! Deixarmos a poeira assentar calmamente no chão, permitirmos ao nosso corpo e mente que relaxem. Absorver todas as emoções, processá-las e deixar o tempo curar as feridas.
Mas a vida continua a sua inexorável caminhada. A roda da vida não parou depois destes JO. Passado este período, que o verão convida a aproveitar, outro momento tem de surgir. O da reflexão, do debate, da discussão, não só do que se passou, mas também, aproveitando os ensinamentos deste ciclo, corrigir o que for necessário, alterar o que não esteve bem, cimentar o que funcionou corretamente.
Acredito que vamos assistir a passos que nos permitam, a médio e longo prazo, conduzir a sociedade portuguesa a uma maior multiculturalidade desportiva, com reflexos nos níveis de excelência dos nossos atletas. Tenho esperança que a perceção da importância que o desporto tem na sociedade portuguesa venha a crescer. Seja na opinião pública em geral, seja ao nível dos decisores políticos. Também seria importante ver os atletas cada vez mais envolvidos na construção e desenvolvimento do Movimento Desportivo. Com competências cada vez maiores, estes estão prontos para esse passo. E querem-no.
Existe a abertura para os receber no seio dos centros de decisão e estou convicto de que será uma mais-valia para todos. Por um lado, o conhecimento que têm do fenómeno desportivo, das suas nuances, necessidades, desafios, peculiaridades, é inestimável e deve ser aproveitado. Por outro, para os próprios, certamente dará ainda mais sentido às suas vidas, dedicadas ao desporto. Seja quando ainda estiverem no ativo, seja quando terminarem as suas carreiras desportivas.
O nosso compromisso enquanto Comissão de Atletas Olímpicos é o de também contribuir para esse debate. Para tal, iremos organizar o Encontro Nacional de Atletas Olímpicos, já em setembro, convidando todos os atletas Olímpicos a participar neste derradeiro capítulo dos JO de Tóquio 2020, mas também o primeiro de Paris 2024. Os seus contributos serão extremamente importantes para a forma como o Projeto Olímpico Paris 2024 será moldado. Sem a partilha das suas experiências, sem as suas sugestões, recomendações e críticas, aquele será sempre um projeto incompleto.
Umas palavras finais para quem agora começa a preparar Paris 2024. Por mais palavras que escreva, nunca conseguirei fazer jus ao que significa representar o nosso país, Portugal, no maior evento multidesportivo do planeta. Como seria possível que combinações de palavras, por mais rica que seja a nossa língua materna, pudessem expressar a magia de uma vida com significado? Descubram por vocês mesmos. Vale a pena! Vale mesmo a pena! Felicidades!"

domingo, 15 de agosto de 2021

6 pontos!!!

Penafiel 0 - 1 Benfica B

Soares; Ferreira, Tomás(Álvaro, 56'), Ganchas, Rafa; Brito, Vukotic(Neto, 56'), Bernardo; Umaro(Jair, 86'), Samu(T. Araújo, 69'); Henrique(Duk, 86')

Dois jogos, duas vitórias, contra adversários com plantéis de I Divisão!
Eu sei que provavelmente vamos 'perder' jogadores (o Vukotic é provável que vá para o Boavista...), mas esta equipa, sem alterações significativas, arrisca-se a dominar completamente a II Liga!!!

Vitória justa, com um marcador curto, pois desperdiçamos várias oportunidades para alargar a vantagem... Na segunda parte, recuámos, deixámos de sair nos 'contra' perigosos, e arriscámos o empate... principalmente nos descontos, onde tínhamos vários jogadores ao 'pé coxinho', e com as substituições esgotadas!!!

O regresso do Capitão


"Só o triunfo interessava e foi focada nesse propósito que a nossa se equipa se apresentou em campo frente ao Arouca, imprimindo desde cedo a dinâmica e a qualidade de jogo que lhe permitiram, no último quarto de hora da primeira parte, adiantar-se no marcador e ampliar a vantagem ainda antes do intervalo, selando o resultado final (2-0).
Para Jorge Jesus, da partida há a extrair “duas coisas muito importantes: a vitória e novamente o regresso dos nossos adeptos”.
A quarta vitória consecutiva nos quatro jogos inaugurais da época, um registo que ocorreu somente pela 5.ª vez desde o final dos anos 60 do século passado, refletem o bom início de temporada, ao qual não será certamente irrelevante o regresso do público às bancadas. “Com os nossos adeptos temos sempre mais um jogador. Eles ajudam muito a equipa a ter de lutar pelo golo”, reconhece Jorge Jesus.
O nosso treinador destacou ainda a rotatividade do onze titular nas partidas efetuadas, ganhando-se “um plantel que está sempre em competição, hoje joga um, amanhã joga outro, e todos vão ter um ritmo alto de jogo, que é o que queremos”, a segurança coletiva da equipa em mais um jogo em que manteve as redes invioladas, e, no lado oposto, as muitas oportunidades de golo criadas.
Yaremchuk, autor de um golo e de uma assistência, foi considerado o homem do jogo. E Pizzi, que assistiu o ucraniano, atingiu a marca de 333 jogos oficiais de águia ao peito, passando a figurar no top 20 dos jogadores com mais jogos em todas as competições oficiais pelo Benfica, dando-se a coincidência de ter atingido este marco frente ao mesmo adversário, também na Luz, com que se estreou de vermelho e branco. Nota ainda para o 50.º jogo oficial de Vinícius pelo Clube.
Mas o grande momento da tarde, além do triunfo, deu-se à passagem dos 66 minutos de jogo, quando André Almeida, depois de quase um ano de muito sofrimento e ainda mais trabalho com vista ao seu restabelecimento físico e regresso à competição, voltou a pisar os relvados para defender as cores e o emblema que já representa pela 11.ª primeira temporada.
André Almeida tem sido, desde que chegou ao Benfica, insuperável na dedicação e competitividade e foi instrumental nas muitas conquistas do Clube na última década, entre as quais cinco Campeonatos Nacionais. Versatilidade tática, conhecimento do jogo e entrega são as suas imagens de marca, conforme Jorge Jesus fez questão de destacar ontem. E também as assistências para golo (desde 2012/13, só Pizzi, Gaitán e Salvio fizeram mais).
O nosso capitão explicitou todas as emoções que envolveram este regresso: “Senti-me muito emocionado, esperei muito tempo por este momento. Já se fazia tarde, até. Foi uma lesão muito dura, foram meses muito duros, mas tive muito apoio dos meus colegas e da estrutura do Benfica. Estou extremamente feliz por estar de volta."
“Foi uma satisfação para todos nós, treinadores, adeptos e colegas de equipa”, confidenciou Jorge Jesus acerca do regresso de André Almeida, acrescentando que “a equipa precisa dele!". A estrondosa ovação que lhe foi prestada ao entrar em campo foi reveladora do grande e merecido apreço que os benfiquistas sentem por ele. Foi a 283.ª vez que André Almeida alinhou pela equipa de honra do Benfica. Caso o treinador assim o entenda, que sejam muitas mais!"

Cadomblé do Vata


"1. Imaginem a azia do dono do PSG a esta hora... vai pagar 35 milhões por época ao Messi, quando tinha logo ali ao lado o Yaremchuk a pedir 2 milhões ao ano.
2. Bolas aos postes, defesas do guarda redes, remates ao lado... a baliza do Arouca parecia tão pequena, que a meio da segunda parte eu pedi a entrada do Nicolia.
3. Waldschmidt faz-me lembrar Ola John... tem futebol nos pés, mas a equipa joga em FM e ele está 90 minutos em AM.
4. Destaque especial para o regresso de André Almeida depois de 10 meses fora... foram tempos duros para ele que sofreu com a lesão e para os adeptos que sofreram com o Gilberto.
5. O futebol português não para de nos surpreender... nas 4 participações anteriores do Arouca na Primeira Liga o SL Benfica foi campeão e mesmo assim, agora que foi promovido ao escalão maior pela quinta vez e a Liga de Clubes insiste que se tem de disputar as 34 jornadas para decidir o vencedor."

Yarem no fim do bloqueio em Lisboa


"Que estreia do avançado ucraniano. “Expulsa” o guardião adversário, num lance bem bizarro, cria o primeiro golo do jogo, e marca o segundo. Pelo meio, ao longo de toda a primeira parte foi aparecendo em lances prometedores aos quais chegou pela sua superior leitura das situações. Alguns perdeu por não ser tecnicamente um jogador refinado. Promete não precisar de tal para deixar marca. Intuição e Finalização de quem não poderia ter estreia melhor.

Estava difícil entrar em Ataque posicional contra o 5x4x0 – Desbloqueou o jogo em Transição – Superior definição de J. Mário e Yaremchuk no golo de Luca

O jogo iniciou-se com um Benfica dominante e controlador – Desta feita organizado num 4x4x2, que permitiu colocar mais gente em zona de criação – Everton, Luca, Roman e Pizzi, mais a chegada de Gil Dias e Gilberto – e com João Mário uma vez mais a assumir protagonismo no ataque posicional. Em cobertura (atrás da linha da bola) quando a bola chegava a zonas altas, foi sendo opção para receber e ligar os diferentes corredores. Nas suas costas, Meité controlou possíveis saídas adversárias. Ora caindo em cima de quem podia ser referência, ora ganhando duelos.
Contudo, foi bem cedo que a história se começou a definir. Com a expulsão do guarda redes do Arouca, se o jogo já havia prometido toada única, quase ficou sentenciado.
Contra 10, João Mário saltou uma estação e incorporou-se na frente de ataque, mesmo que com liberdade para oscilar entre diferentes espaços entre sectores.

João Mário a saltar entre diferentes espaços, forçando igualdade numérica sobre a numerosa linha defensiva adversária

A numerosa organização adversária foi dificultando o processo criativo do Benfica, e quando o Arouca finalmente saiu de trás, abriram-se os espaços em Transição para a equipa de Jesus se adiantar, e a partir daí a única dúvida passou a ser perceber por quantos venceria um Benfica que vai crescendo no processo e na confiança.

Superioridade numérica em cima dos 5 defesas do Arouca

A segunda parte trouxe um Arouca com maiores dificuldades para controlar o processo criativo do Benfica, e as ocasiões foram-se sucedendo. A entrada de Rafa, Ramos e Taarabt com o jogo sentenciado, e o Arouca sem condições de colocar dificuldades à construção de Otamendi e Morato, vieram trazer velocidade às combinações ofensivas. Para lá de mandão, passou a criar com maior facilidade. A própria opção de saída do Arouca proporcionou momentos óptimos para os encarnados roubarem bolas em zona alta, e procurarem acelerar contra uma equipa ainda a fechar-se.
Somente as várias perdidas na finalização impediram a águia de sorrir mais. E algumas das quais seriam imperdoáveis, não tivessem os três pontos assegurados. O volume de criação na etapa complementar deixou o Benfica com amargo de ficar a dever a si próprio um resultado bem mais avolumado. 

Homem do Jogo
Roman Yaremchuk
Foi o homem que desbloqueou todo o jogo. Esteve nos três lances capitais na definição do resultado e da toada da partida. Contornou o guardião obrigando-o a “expulsar-se” para impedir o golo do avançado, serviu Luca para o primeiro num lance que definiu com qualidade imensa, e marcou com a simplicidade que se lhe reconhece o golo que sentenciou definitivamente as aspirações do Arouca."

SL Benfica 2-0 FC Arouca: Yaremchuk é sinónimo de golos nos lados da Luz


"A Crónica: Expulsão Ao Início Tornou Fácil a Tarefa Encarnada
O início de época do SL Benfica tem sido em alta e hoje assistiu-se a mais um episódio que faz os adeptos antever uma temporada mais positiva que a anterior: após eliminar o Spartak de Moscovo, os encarnados receberam no seu reduto o FC Arouca.
Os comandados de Jesus não tiveram qualquer dificuldade em despachar o conjunto visitante com uma vitória categórica por 2-0, com o destaque a ir para a exibição do último reforço das águias, Roman Yaremchuk, que esteve presente nos dois golos da sua equipa. Um jogo sem grande história que acabou por ter a bizarra expulsão de Victor Braga como o momento-chave para o triunfo encarnado.
Num final de tarde de bastante calor, o jogo começou muito mal para o FC Arouca: à passagem do minuto oito, o guardião Victor Braga viu o cartão vermelho direto por ter tocado com a mão esquerda na bola fora de área, o que obrigou o técnico visitante a mudar muito cedo a sua estratégia. O sacrificado foi Arsénio, para entrar o suplente Fernando Castro. No livre direto, Luca Waldschmidt atirou à barra e Everton Cebolinha na recarga cabeceou em cheio no poste.
A expulsão veio ainda reforçar uma tendência que já se previa antes do início do jogo: o SL Benfica a ter mais bola e completamente instalado no meio-campo contrário. Contudo, as desmarcações dos encarnados estavam a ser em vão, já que a defesa arouquense estava bem sintonizada e conseguia sempre colocar os homens mais avançados caseiros em posição irregular. Foi preciso esperar até aos 29’ para ver novamente um lance de perigo para as águias: num lance já típico seu, Cebolinha fletiu para o meio e disparou a rasar a trave da baliza adversária.
O marcador foi inaugurado aos 38 minutos por Waldschmidt. Pizzi recuperou a bola no meio-campo defensivo, deu para João Mário que desmarcou Yaremchuk, com este a passar por um defesa e a assistir o número dez do SL Benfica para o seu segundo golo na Primeira Liga.
Cinco minutos depois, Yaremchuk fez mesmo o gosto ao pé depois de um belo cruzamento do lado direto tirado por Pizzi. A vantagem de dois golos a favor da equipa da casa justificava-se pela maior procura durante a maioria da primeira parte, muito por culpa da inferioridade numérica do FC Arouca.
O primeiro lance de perigo da segunda parte surgiu por intermédio de João Mário aos 51 minutos, num potente remate fora de área que não passou muito longe da baliza de Fernando Castro. Antes do alcance do minuto 60, Jorge Jesus fez uma tripla substituição, colocando em campo Taarabt, Rafa Silva e Gonçalo Ramos. O FC Arouca timidamente ia tentando levar perigo à baliza de Vlachodimos, e fê-lo aos 65 minutos num remate ao lado de André Bukia.
Já com André Almeida em campo, foi-se assistindo a um autêntico show de golos falhados por parte do SL Benfica, com Waldschmidt a ser o maior protagonista de lances em que a vantagem podia ter-se alargado, só que estava a faltar assertividade na hora de colocar a bola no fundo das redes.
Até ao apito final do árbitro, o conjunto caseiro bem tentou chegar ao terceiro golo, mas esse objetivo acabou por não se concretizar para grande tristeza dos adeptos presentes nas bancadas da Luz. O jogo fechou com 2-0 no marcador e a confirmação de que o SL Benfica está a ter um início fulgurante de época, o que pode ser um sinal de que a má temporada 20/21 já vai bem longe no horizonte. Yaremchuk fez toda a diferença numa partida controlada a belo prazer pelas águias!

A Figura
Roman Yaremchuk – Que bela estreia no onze inicial para o último dos reforços do SL Benfica para esta temporada! Bastante interventivo na frente de ataque, o avançado ucraniano teve em alta nos minutos que esteve em campo, sendo que participou de forma direta nos dois primeiros golos das águias, primeiro com uma assistência e com um golo. Uma exibição que deixa antever uma possível preponderância no ataque encarnado durante a época.

O Fora de Jogo
Victor Braga – O guarda-redes prejudicou bastante os seus colegas com um lance de completa desatenção que ditou na sua expulsão. Costuma-se dizer que erros destes ao mais alto nível se pagam caro, e o certo é que o FC Arouca saiu muitíssimo penalizado com a mudança repentina na estratégia ocorrida ainda antes dos primeiros 10 minutos de jogo.

Análise Tática – SL Benfica
A senda de três triunfos consecutivos no início de temporada trouxe um SL Benfica confiante para mais um duelo da Primeira Liga. Depois de eliminar o Spartak na eliminatória da Liga dos Campeões, Jorge Jesus fez bastantes mexidas – sete no total – no seu onze inicial: o sistema utilizado foi o 4-4-2, com os grandes destaques a serem as duplas de meio-campo (Meité e João Mário) e ataque (Roman Yaremchuk e Luca Waldschmidt).
O SL Benfica entrou bem no jogo com vontade de assumir as despesas de jogo, e isso ficou evidenciado com a expulsão de Victor Braga numa fase prematura da partida. A jogar mais com um, os comandados de Jorge Jesus intensificaram ainda mais a pressão sobre o adversário, embora o momento de desmarcação estivesse a sair mal, muito por culpa da boa sincronização da linha defensiva do FC Arouca.
Teve de se esperar até aos últimos 15 minutos do primeiro tempo para ver o SL Benfica a chegar à vantagem, que se aceitava perfeitamente. O grande destaque dos primeiros 45 minutos foi a excelente dinâmica entre João Mário, Yaremchuk e Luca Waldschimdt.
Na segunda parte assistiu-se a uma repetição do filme observado nos primeiros 45 minutos: equipa encarnada com maior controlo de jogo e à procura de deixar o FC Arouca ainda mais numa posição frágil, só que faltava maior acerto no momento de visar a baliza à guarda de Fernando Castro.
O SL Benfica ia pressionando, mas sem grande acutilância, o que permitiu a Jorge Jesus fazer uma rotação mais efetiva da sua equipa a pensar no jogo da próxima semana contra o PSV.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (5)
Gilberto (6)
Nicolás Otamendi (6)
Morato (6)
Gil Dias (6)
Soualiho Meité (6)
João Mário (6)
Pizzi (6)
Everton Cebolinha (6)
Luca Waldschmidt (7)
Roman Yaremchuk (8)
Subs Utilizados
Adel Taarabt (5)
Rafa Silva (6)
Gonçalo Ramos (5)
André Almeida (5)
Carlos Vinícius (-)

Análise Tática – FC Arouca
Após ter começado o campeonato com uma derrota em casa, o FC Arouca veio à Luz à procura de conquistar os seus primeiros pontos, mas a tarefa não seria nada fácil de ser alcançada. Depois da derrota sofrida em casa na jornada anterior, o treinador Armando Evangelista fez apenas duas mudanças no seu onze: no setor mais recuado, o central João Basso e o lateral Quaresma jogaram de início nos lugares de Baptiste Aloé e Joel Ferreira respetivamente.
O jogo praticamente começou com a expulsão do guardião Victor Braga, o que levou à mudança repentina na estratégia para o resto do jogo. Se já com 11 seria uma árdua tarefa pontuar na Luz, com menos um isso acabaria por ser uma completa miragem, uma vez que os homens de Armando Evangelista se limitaram somente a tentar suster as intenções encarnadas de marcar.
A missão estava a ser parcialmente bem-sucedida, mas o golo de Waldschmidt aos 38’ deitou tudo por terra. Já perto do intervalo, o FC Arouca pôs em sentido a defesa encarnada com dois lances seguidos – remate de Eugeni Valderrama para defesa apertada de Vlachodimos e lance de André Silva na sequência de um canto, onde Gilberto fez um corte importante -, mas não conseguiu reduzir a diferença no marcador.
O segundo tempo foi ainda mais penoso para o FC Arouca, em que esteve apenas remitido ao seu meio-campo defensivo e só por uma vez conseguiu ir até à baliza de Vlachodimos. A expulsão de facto estragou qualquer vontade dos visitantes em tirar pontos ao SL Benfica, deixando assim a equipa recém-promovida sem qualquer ponto conquistado ao fim de duas jornadas já jogadas.

11 Inicial e Pontuações
Victor Braga (2)
Thales Oleques (4)
João Basso (5)
Sema Velázquez (6)
Mateus Quaresma (4)
Pedro Moreira (4)
Leandro Silva (5)
André Bukia (5)
Eugeni Valderrama (5)
Arsénio Nunes (-)
André Silva (4)
Subs Utilizados
Fernando Castro (5)
Pité (4)
Adílio Santos (5)
Brunão (4)
Or Dasa (4)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Arouca
BnR: Na antevisão ao jogo, disse que um dos objetivos na visita à Luz era o Arouca conseguir conquistar o respeito dos adversários. Antes de sofrer o primeiro golo, a sua equipa conseguiu fechar bem os caminhos da baliza. Sente que esse objetivo foi alcançado e o que retira de positivo deste jogo?
Armando Evangelista: “A mim, parece-me que uma equipa chegou agora à Primeira Liga e que há um ano estava a jogar o Campeonato de Portugal e que conta com um grande número de atletas que jogaram nessa divisão (eram seis) e faz aquilo que fez, acho que acaba por deixar uma imagem positiva. Até porque a nossa postura não foi de perder tempo, quebrar o ritmo de jogo e recorrer sistematicamente à falta. Foi sim uma postura de uma equipa que quer jogar o jogo pelo jogo, que quer divertir-se na disputa do jogo e gosta de jogar, por isso, perante o domínio que não deixa dúvidas e nem a justiça do resultado se discute, parece-me que, em relação a esse objetivo, fomos bem-sucedidos. Por isso, por este conjunto de situações, tenho apenas de dizer que fico orgulhoso da equipa, embora não satisfeito com o resultado final”."

Bello: Arouca...

sábado, 14 de agosto de 2021

Vermelhão: Desperdício... que valeu 3 pontos!

Benfica 2 - 0 Arouca


Jogo praticamente decidido aos 8 minutos, com a expulsão do guarda-redes do Arouca (paragem cerebral!!!), que só não deu em goleada histórica, porque a pontaria não quis nada com os golos!!!

Mais um onze 'estranhíssimo', dando total prioridade ao jogo de quarta-feira com o PSV, poupando vários jogadores... Sendo assim, com a lesão do Vertonghen e o descanso obrigatório do Veríssimo, regressámos ao 442, com o Otamendi na dupla de Centrais, algo que não me deixou descansado!!!

E aqueles primeiros 8 minutos, provaram que o jogo iria ser complicado... mas depois, ficou mais fácil!!! Como foi dito pelo treinador no final, não se pode falhar tantos golos, alguns deles 'feitos'... Se hoje, o importante eram os 3 pontos, no play-off com o PSV os golos 'contam'!!!

Hoje, o único momento de descontrole foi mesmo nos descontos do 1.ª tempo, onde o Arouquenses podiam ter reduzido!!!

Destaque óbvio para o Roman, assistência e golo... praticamente sem treinos colectivos, ainda sem conhecer os colegas, nem entender a língua! Segundo golo em poucos dias, nada mau... Mas mais do que os golos, as movimentações e a forma como toca na bola, não enganam... temos jogador!
O Meite ainda precisa de ganhar ritmo... a paragem foi muito longa...

Mas o grande ovação do dia, foi mesmo o regresso do Almeidinhos, que com o jogo totalmente inclinado para o nosso lado, fartou-se de cruzar... merecia ter regressado ás 'assistências'!!!

Prevejo polémica esta semana, a expulsão do guarda-redes do Arouca, vai dar confusão: pessoalmente, suspeito que algum defesa do Arouca tenha gritado 'fora-de-jogo' e o seu goleiro tenha ficado com a impressão que o fora-de-jogo tivesse sido assinalado...
No golo anulado ao Luca (3-0), não percebi! Ainda pensei que tivessem assinalado fora-de-jogo ao Taarabt no início da jogada, mas agora o VAR só deve reverter lances 'claros', e parece claramente que o passe é do defesa do Arouca e não do Rafa...
E o que dizer das duas faltas assinaladas a favor do Benfica, em todo o jogo, sendo que uma delas foi o lance da expulsão?!!! O Mota só viu mais uma, no resto do jogo!!!!!

Quarta-feira vamos defrontar uma equipa forte, a melhor de todas aquelas que defrontámos neste início de época. Tem jogadores muito rápidos lá na frente... mas com paciência, dá espaço lá atrás! Vão ser dois jogos, onde será necessário entrega total, concentração total... e pontaria afinada!!!! Financeiramente, a qualificação para a Champions é importantíssima... espero que todos estejam conscientes disso!!!

Com os nossos adeptos e ambição


""Vivemos de vitórias", resumiu Jorge Jesus, numa frase apenas, a mentalidade ganhadora indispensável a quem representa o Benfica.
E é com este espírito que hoje, mais uma vez, a nossa equipa se apresentará em campo, desta feita para defrontar o Arouca, um adversário regressado ao escalão máximo do futebol nacional, que marca presença pela quinta vez na Primeira Divisão.
A escassa tradição deste encontro não é sinónimo, no entanto, de facilidades. Basta recordar que na estreia arouquense na Luz para o Campeonato, em 2013/14, o resultado saldou-se por um empate a duas bolas.
Por conseguinte, é com redobrada atenção que este jogo está a ser encarado. De acordo com o nosso treinador, o Arouca "é uma equipa bem organizada, muito rápida a sair para o contragolpe, forte na bola parada e tem alguns momentos de jogo a que temos de estar muito atentos porque podemos ser surpreendidos".
Acresce a sobrecarga competitiva a que a nossa equipa tem sido sujeita neste arranque de temporada, promovendo a rotatividade no onze inicial em cada jogo, com os jogadores chamados pelo técnico a darem a resposta esperada.
As três vitórias conseguidas nos três primeiros jogos "são um sinal de que neste ano estamos melhor do que há um ano quando começámos", assevera Jorge Jesus, importando agora dar continuidade ao bom momento vivido pela equipa.
Este encontro com o Arouca ficará também marcado pela estreia de um "patrocinador a constar na manga da camisola oficial da equipa de futebol", conforme comunicado oficialmente pelo Clube.
Trata-se da Betano, o novo "Official Betting Sponsor" do Sport Lisboa e Benfica, que, "para além desta exposição no equipamento, o compromisso entre as duas entidades envolve ainda um conjunto de funcionalidades e ativações nos diversos canais do Benfica, sobretudo digitais".
Que seja uma tarde auspiciosa para a nossa equipa e que no final da partida possamos celebrar mais um triunfo.
Força, Benfica!"

Bello: Spartak...

Uma Semana do Melhor...

Cartão de Adepto – um modelo irracional, imoral e inconstitucional!


"Com as medidas finais de mitigação da pandemia de SARS – CoV 2 e com a consequente permissão de adeptos nos estádios de futebol, o “mundo português” acordou para uma realidade que foi sendo esquecida nos últimos meses: o cartão de adepto.
Na verdade, à medida que se sucedem jogos nas diversas divisões profissionais (o problema, segundo sei, alastrar-se-á às divisões não profissionais assim que comecem os respectivos campeonatos, se os jogos forem considerados de alto risco – basta olhar para a Primeira Divisão Distrital da Associação de Futebol de Lisboa para perceber que em todas as jornadas haverá dérbis…), sem que os sócios visitados e visitantes se possam sentar em determinadas zonas dos Estádios, ficando as mesmas vazias, sucede-se o espanto de quem acordou agora, ouvindo-se, por todo o lado, a pergunta: porquê?
A resposta embora seja materialmente complexa, acaba por ser rápida: cartão de adepto.
Sem perder muito tempo a explicar o que é o cartão de adepto, sinto que devo referir que a emissão do mesmo assenta na inscrição de “determinado adepto_” na Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, que, após pagamento de uma taxa, passará a ser possuidor de um cartão que permitirá a aquisição de bilhetes para “determinadas” zonas dos Estádios, na condição de adepto visitado e visitante.
Esta Lei é, como veremos, irracional, imoral e, pior, clara e patentemente inconstitucional, devendo, com a maior urgência possível, ser expurgada do panorama Legislativo nacional, não deixando, sequer, uma boa memória.
Vejamos,

I
É irracional, desde logo na sua génese, porque visa centralizar numa entidade pública (quem terá sido o inventor do nome “Autoridade” para caracterizar entidades de natureza administrativa, não policial?) a questão da emissão e gestão do cartão de adepto, quando na grande maioria dos casos, para não dizer na totalidade, os adeptos de aqui se fala são sócios dos Clubes e é nessa condição que acompanham. Nesse sentido, a gestão total da situação de “adepto” que pretende ser feita por Decreto, não tem ponta de racionalidade, considerando que a responsabilidade pela mesma devia ser feita no âmbito da condição, como se repetirá no fim, de “sócio” – que, como veremos adiante, são, face ao modelo associativo vigente em Portugal, os “donos” dos Clubes.
Mas é também irracional porque parte do princípio que o desporto tem um modelo colectivo e único de “adepto”. Ora, peço desculpa, não há, nesta área, modelos ou tipos de “adeptos”, havendo em cada um de nós um adepto, que pode ser de Clube, ou Clubes, tipo de desporto, ou tipos, ou, ainda, adepto esporádico.
E a Lei, ao criar esse túnel, torna-se, também, irracional porque demonstra que, quem a fez, desconhece profundamente o amplo “mundo” que pretende regular, soçobrando, por aí, nos seus objectivos: tonou o adepto único, sem perceber a sua singularidade. Logo, está reduzida ao seu papel mais simples: não regular nada.

II
Por outro lado, ao limitar o acompanhamento ao Clube aos titulares do cartão de adepto, a presente regulamentação impede que famílias completas, Pais e filhos, Avós, Pais e netos, afins e grupos de amigos se juntem, dirijam aos diversos Estádios e acompanhem a sua equipa desportiva.
Esta limitação, dentro de todos os problemas que este cartão, com aparência de legalidade, gera, é o mais grave. Aliás, é muitíssimo grave e passível, só por si, de levar à revogação imediata da medida. Porque nada há de mais chocante que impedir, por via legislativa, que uma Mãe ou Pai, ou os dois juntos, veja um jogo, seja na condição que for, ao lado da sua filha, do seu filho, dos filhos! E assim por diante: separar avós e netos, irmãs, irmãos, melhores amigos, companheiros, mulher e marido, em benefício de uma ideia de “bancada fechada”, é algo que, perdoem, choca e colide com a “Moral” que preside à condição de adepto, em sentido lato, desportivo.
Além de que, para pior, ao colocar o ónus da violência no desporto do lado dos adeptos que mais se deslocam aos recintos desportivos (o que também, como veremos adiante, coloca problemas jurídicos) é, digamos assim, absolutamente imoral e não corresponde a qualquer realidade que se conheça.

III
Por fim, mas não menos importante, o cartão de adepto levanta diversos problemas legais que constituem evidentes violações da Constituição da República Portuguesa.
Desde logo porque, como talvez qualquer aluno do primeiro ano do curso de Direito pode confirmar, o Princípio da Igualdade, normativizado no artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa, impõe que “todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.”
Ora o cartão de adepto, nos termos formulados na sua criação, visa, à partida, criar uma segregação entre adeptos visitantes e visitados e, pasmemo-nos, entre cada uma dessas sub-categorias, se assim podemos dizer. Ou seja, ao limitar a presença de determinado conjunto de adeptos a um registo prévio (e autorização) e a outros não, a Lei está a criar uma diferenciação entre adeptos, sem qualquer justificação que seja atendível. Seja em que condição for, adeptos que estão em iguais condições não podem, só por presunção, ser impedidos de ver o mesmo jogo.
Por seu turno e em reforço do sobredito, o artigo 18.º, n.º 2, refere, sem mais, o seguinte, naquilo que se entende ser o princípio da proporcionalidade e legalidade na restrição a Direitos Fundamentais: “A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos.”
Não é naturalmente o caso: não se alcança qual a previsão constitucional para a restrição de Direitos, neste enquadramento, nem, tão pouco, se alcança como pode esta medida ser considerada proporcional, ainda que por absurdo se alcançasse essa previsão
Para mais, ou pior, o Direito da Liberdade de Associação, ínsito no artigo 46.º da mesma Constituição, refere o direito de constituição de associações e permanência, em liberdade e sem dependência de qualquer autorização, a todo e qualquer cidadão – com a limitação constitucional de não perseguirem violência nem se constituírem associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.
Ora essa liberdade de associação, que no mundo do desporto é de Clube, não permite que depois, nessa condição, sejam encontradas novas restrições que não no âmbito do próprio Clube. Sublinho, sem qualquer receio, que essa liberdade de associação começa a ser colocada, em várias frentes, em causa pelo Estado, numa tentativa de controlo desse tipo de organização colectiva – quer por registo prévio, quer por informação de participação.
No presente, a relevância é evidente: o cartão de adepto, na sua inscrição, pretende que a informação partilhada seja exactamente essa: qual a associação a que se pertence – seja clubística, seja de claque ou grupo organizado de adeptos. E essa informação, mais uma vez, é uma restrição ao Direito de Associação, sem qualquer previsão constitucional que o preveja ou sem que se perceba a adequação da sua aplicação.
Por outro lado, a denominada “Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto” está caracterizada, assumam-no ou não, com poderes amplos, quer de emissão do cartão, quer de cassação (através de um artificio legal), quer de inspecção, quer mesmo de fiscalização inspectiva, que deviam, nos termos legais, ser apenas asseguradas por entidades policiais, e, nos termos da cassação ou restrição de direitos, jurisdicionais, pelo que estamos perante mais uma violação de um Princípio Constitucional: no presente da Separação de Poderes – artigo 2.º da Constituição.
Nesta particular violação da Constituição, estamos perante uma situação que conflitua, como todos os juristas a aprendizes deviam reconhecer, com o Estado de Direito Democrático e o modelo representativo, o que sedimenta um ataque violentíssimo e sem paralelo ao nosso modelo social e político, que importa suster – mais uma vez, através da revogação imediata da Lei!
Mais, os adeptos de desporto, nomeadamente de futebol, que são, no fundo, espectadores de um espectáculo desportivo, que geram, inclusive, centenas de milhões de Euros ao Estado, quer através de impostos directos, quer indirectos, não sem referir a dependência de determinados sectores da economia da “existência de adeptos”, estão a ser discriminados em relação a todos o público de outros espectáculos (não desportivos), partindo-se de uma presunção que, aliás, não é real: que a violência existe apenas no desporto. Destarte, atenta-se a mais uma violação do Princípio da Igualdade, sem que o Direito que daí se retira possa ser restringido por qualquer forma, considerando a tal presunção.

IV
Em jeito de conclusão e como bem referiu o Braz Frade na sua entrevista ao Jornal Record, na passada quinta-feira, dia 12 de Agosto, estamos perante uma Lei que visa retirar aos Clubes o controlo dos seus sócios, criando, como se referiu em cima, o fenómeno do “adepto”, controlado pelo Estado – além da irracionalidade da medida, neste trecho temos em causa a imoralidade e inconstitucionalidade, “num só grito”, considerando que o profundo choque no modelo associativo e desportivo em Portugal, como se viu, que assentou, desde sempre (e bem!), no papel do sócio no controlo clubístico – ou, peço desculpa pela repetição, associativo.

Em suma, Se é o ao sócio que cabe esse controlo, como vimos na questão da irracionalidade, delegando, por via do modelo democrático, a gestão a determinados sócios, é, depois, ao Clube, enquanto entidade colectiva, que cabe o controlo da actividade do sócio, na conformação com os seus Estatutos.
Daqui, meus caros amigos, a seguinte pergunta: porque raio decidiu o Estado intervir numa questão que devia e podia estar delegada aos próprios Clubes, cabendo-lhes a eles a gestão da bilhética, controlando, no limite estatutário, a actividade de cada um dos seus sócios? Será, não pretendendo especular, que o Estado decidiu intervir para todos, quando apenas pretendia “atacar” um?
Seja como for, a medida adoptada é, repito, irracional, imoral e inconstitucional, devendo, desde já, ser revogada, antes que coloque em causa a sustentabilidade do desporto em Portugal!"

Ouro e pechisbeque


"Pichardo arrasou a concorrência no triplo salto e trouxe o ouro para Portugal, para grande alegria da nação, exceptuando, aparentemente, Nélson Évora e as suas viúvas.
Esteve bem José Manuel Constantino, presidente do COP, ao afirmar que Portugal só pode estar grato a Pichardo e a não se esquivar à polémica protagonizada por Évora, criticando-o implicitamente.
Talvez tivesse sido preferível que assumisse frontalidade, mas reconheço que tal centraria demasiado o mediatismo num outrora grande atleta, agora que o seu tempo claramente já passou, por muito que lhe custe a aceitar.
Mas o que Constantino não explicou (perguntaram-lhe?) foi a estranha ausência de referências aos clubes por parte de atletas durante os Jogos Olímpicos. Há rumores fundados de que existiu uma 'recomendação' que as desaconselhou. Ao serviço de Portugal, que pouco ou nada faz pelo desporto, proíbe-se, por assim dizer, os atletas de referirem quem, de facto, lhes dá a possibilidade de singrarem ao mais alto nível. Bem justificado, pode aceitar-se o parco investimento do país, mas então que não se atropelem a aparecer nas fotografias junto dos campeões e reconheçam o mérito de quem o tem.
Com Pichardo é ainda mais gritante. Que não seja remetida para o esquecimento a deplorável 'hesitação' da federação de atletismo em aceitar o contributo do nosso mais recente campeão olímpico, qual clube de fás de Nélson Évora.
E uma palavra para o futebol. Ouro para os benfiquistas pelo apoio em Moreira de Cónegos e para a equipa que, notoriamente cansada e em inferioridade numéria, soube manter a vantagem e conquistar os três pontos. E ouro igualmente para o deserto nas zonas do cartão adepto. Panaceias há muitas, mas esta á atentatória da dignidade..."

João Tomaz, in O Benfica