Últimas indefectivações

terça-feira, 13 de julho de 2021

Comunicado


"O plenário dos Órgãos Sociais do Sport Lisboa e Benfica esteve reunido esta tarde. Foi analisada em pormenor a situação do Clube e de todo do grupo Benfica, em clima de coesão e unidade.
Comum a todos os intervenientes a preocupação de defender os interesses da instituição acima de quaisquer outros.
Ficaram unanimemente identificados os objetivos de curto prazo a que se torna imperativo dar resposta:
- Preparação da época desportiva no futebol;
- Qualificação para a Champions League;
- Preparação da época desportiva nas diversas modalidades;
- Garantir a normalidade na gestão;
- Assegurar um adequado fecho do mercado de contratações e vendas;
- Conclusão, com sucesso, do empréstimo obrigacionista em curso;
- Unidade no universo Benfiquista.
Foi sublinhado que a Direção do Sport Lisboa e Benfica está seriamente empenhada em garantir que esses objetivos sejam alcançados, pelo que terá uma atuação intransigente em relação às matérias abordadas.
Nessa perspetiva irá trabalhar, com dedicação, firmeza e sentido das responsabilidades para garantir a estabilidade e tranquilidade necessárias a fim de que as prioridades definidas sejam resolvidas com sucesso no tempo estritamente indispensável.
O Presidente da Direção, Sr. Rui Costa, sublinhando a unanimidade de todos os vice-presidentes, informou o plenário que, finda essa missão, irá promover todas as diligências tendentes à realização de uma consulta aos sócios.
O ato eleitoral deverá ocorrer até ao final do corrente ano.
O plenário faz um apelo à união e ao sentido de responsabilidade de todos os benfiquistas na construção de um Benfica cada vez maior."

Entrevista...

João Mário | O “8” já chegou!


"Acaba finalmente a novela João Mário, com os benfiquistas a saírem por cima dos rivais leoninos na disputa pelo jogador que foi campeão nacional 2020-21, e com papel preponderante no sistema de Rúben Amorim.
A famosa cláusula “2.7” do contrato que ligava João Mário ao Inter de Milão – a tal anti-rival – foi contornada com uma rescisão de contrato, método que Steven Zhang, o jovem proprietário do Inter, interpôs como de mais abonatório às partes interessadas: ficou, assim, o jogador livre de assinar pelas águias e a dívida italiana ao empresário do jogador, Federico Pastorello (quatro milhões de euros pelos negócios de Lukaku e Candreva).
Seria também assumida pelo SL Benfica o custo de intermediação, como a totalidade do mesmo salário que auferia em Milão – 3,5 milhões de euros anuais, qualquer coisa como 5,5 milhões brutos. Contas feitas, 7,5 milhões que saem já dos cofres da Luz e aproximadamente 20 milhões de euros em salários, estes divididos pelos cinco anos de contrato.
Entre Inter e Sporting CP, a comunicação não foi fluída e a interação não foi completamente amigável. Na origem da discórdia está a intransigência leonina em fazer cumprir a cláusula anti-rival imposta aquando da venda de João Mário aos italianos em 2016, que obrigaria o clube italiano a compensar o Sporting CP em 30 milhões caso o jogador fosse transferido para um dos rivais portugueses.
Foi até à última que Frederico Varandas alertou Zhang para essa condição, o que obrigou ao proprietário chinês do Inter a render-se à tentação de outros caminhos, de mais fácil resolução e que desbloqueassem o processo junto do SL Benfica: ao dois interessava a célere conclusão do negócio, que se arrastava já há semanas.
À pergunta do Inter sobre se era pretendido igualar a oferta dos encarnados (7,5 milhões de euros), o Sporting CP respondeu sempre negativamente, ficando-se pelos cinco milhões: inflexibilidade que levou a que os italianos optassem pela via negocial concretizada ontem.
Rescindindo com o jogador, evitam-se futuras complicações, ainda que o clube leonino não desista e já tenha vindo a público com comunicado que denuncia a utilização de “um expediente para que o Inter e o jogador João Mário se procurassem eximir ao que contrataram com a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD em 2016“, acrescentando ainda que “todas as partes sabiam as obrigações que assumiram” nesse mesmo ano e a que, volvidos outros cinco, “pretendem furtar-se“.
Depois de uma experiência falhada em Itália, onde nunca se conseguiu assumir, tendo sido emprestado consecutivamente a West Ham United FC, Lokomotiv de Moscovo e Sporting CP, João Mário era visto como excedentário para o plantel nerazurro.
A ausência do Euro 2020 terá certamente pesado na decisão controversa do jogador – a vontade de continuar em Portugal obrigou-o a ambicionar voltar a trabalhar com Jorge Jesus, o técnico que o projetou em termos internacionais e que lhe permitiu a carreira acima da média em 2015-16, que lhe justificou a titularidade naquele Euro, de onde saiu com a medalha de campeão.
Trocando Sporting CP por SL Benfica, João Mário tenta repetir esse capítulo da sua história, até porque em 2022 há Mundial do Catar, certamente ao qual o jogador, já com 29 anos, não aceita ficar de fora.
Todo este processo foi concluído ontem, permitindo ao jogador aterrar em Tires ao final da tarde. Hoje já trabalhou às ordens de Jorge Jesus no Seixal, depois de uma breve apresentação nas redes sociais, onde surgiu Rui Costa como representante presidencial, continuando o ex-jogador a assumir as vezes de dirigente máximo dos encarnados."

Treino...

João Mário


Admito que quando li pela primeira vez o suposto interesse do Benfica no João Mário, pensei que seria mais uma das muitas tretas do mercado... na pior das hipóteses, uma estratégia dos italianos para fazer o Sporting pagar mais...!
Mas com o passar do tempo, a notícia ganhou credibilidade... nessa altura, liguei o facto do Jesus já ter sido treinador do João Mário, e fiquei convencido que este deveria ser um pedido expresso do treinador!
O problema é que o João Mário hoje não é o mesmo jogador que já foi... principalmente aquele que foi treinado pelo Jesus no Sporting! Nunca foi um jogador com muita intensidade, e hoje fisicamente já deixa alguma coisa a desejar...
Tecnicamente e tacticamente tem qualidade... e poderá ajudar o Benfica no último passe! A definição das jogadas nos últimos metros tem sido um dos problemas do Benfica nas últimas épocas... Mas temos que esperar para ver como se irá adaptar aos novos colegas, e ao novo esquema!

Benfica After 90 - Worldwide...

Filip Krovinovic | Cansado, afastado e agastado


"O SL Benfica é neste momento uma casa a arder, adquirindo a expressão “Inferno da Luz” um novo e indesejado significado. Entretanto, as fugas de gás que vão acentuando a intensidade do incêndio parecem ocorrer em catadupa. Uma dessas fugas de gás surgiu na forma de uma fuga de informação privada de Filip Krovinovic.
Em conversa informal com um “amigo” (chamemos-lhe assim por conveniência vocabular), Filip Krovinovic desabafou sobre a delicada situação desportiva em que se vê inserido no SL Benfica. No áudio que tem circulado pela Internet e não só, ouve-se o médio croata a revelar ao interlocutor do outro lado da chamada que Jorge Jesus não lhe havia dado qualquer minuto de jogo na partida de pré-época frente ao SC Covilhã.
Audivelmente melindrado pela situação, o jogador de 25 anos insulta o treinador das águias de forma leviana. A punição foi imediata e o croata foi afastado dos trabalhos do plantel. Verdade seja dita, parece que antes já não estava propriamente dentro dos mesmos. Talvez importe perguntar: “a punição justifica-se ou trata-se de uma reação exagerada perante uma situação normal?”.
Antes de responder, deixo apenas a nota de que o “amigo” de Krovinovic teve uma atitude absolutamente reprovável segundo qualquer padrão moral e, acima de tudo, segundo qualquer código de amizade. No entanto, o áudio é agora público e as consequências para o médio dos encarnados já se fizeram sentir.
Mas, justifica-se a punição? Sim e não. Isto é, do ponto de vista da gestão externa do grupo (ou seja, a gestão de dentro para fora) é compreensível que se puna o futebolista, visando assim dar um sinal de que estão bem estabelecidas no grupo de trabalho as hierarquias de autoridade.
Ao castigar o jogador, o SL Benfica mostra que atitudes que possam ser nocivas para o grupo de trabalho serão alvo de escrutínio e sanção, transmitindo uma mensagem para fora (mas também para dentro) centrada na imposição de respeito para com quem, dentro do grupo, goza de mais autoridade.
Jesus, como treinador, tem mais autoridade do que os jogadores sob a sua alçada e, ao ser desrespeitado, será protegido e o desrespeitador será punido – é, no fundo, esta a mensagem. Por outro lado, numa visão meramente interna da gestão do grupo, muito provavelmente não se justificava tão dura sanção.
Haveria, natural e necessariamente, uma conversa entre treinador e jogador (eventualmente com a presença do restante grupo de trabalho), mas tudo seria sanado, acredito eu. Em condições normais, a expressão do seu descontentamento – ainda que com um insulto nada agradável – não seria suficiente para que o jogador fosse alvo de consequências desta magnitude e este continuaria, acredito eu mais uma vez, a trabalhar junto do grupo.
O problema é que as condições que circundam o caso não são normais. A conversa, idealizada por Krovinovic como privada, tornou-se pública num ato de má-fé e gerou uma onda de reações e de pressões externas que acentuaram a necessidade de haver uma reação dura da parte da estrutura e da equipa técnica encarnadas.
Posto isto, não sou capaz de dar uma resposta que não seja híbrida, considerando que talvez não fosse preciso aplicar tão duro castigo a Filip Krovinovic, mas compreendendo que quiçá essa aplicação tenha sido a única forma de manter a estabilidade da relação treinador-jogadores."

segunda-feira, 12 de julho de 2021

O que espera Jorge Jesus de João Mário?

Manual de instruções para uma transição


"E onde havia fumo surgiu, enfim, o fogo.
Durante demasiado tempo, ouvimos insinuações e suspeitas em torno de Luís Filipe Vieira; agora, temos factos e acusações – e se de insinuações fomos educados a não falar, aos factos não podemos fechar os olhos. A justiça fará o seu caminho e Vieira procurará provar a sua inocência como melhor entender, mas, independentemente disso, não mais poderá voltar a ser Presidente do Benfica. Não é compatível; não é aceitável.
Agora, ao abrigo dos estatutos e com total legitimidade e naturalidade, a direção do Benfica continua em funções e o seu vice-Presidente ascende a Presidente, mas se o Rui Costa e esta direção querem verdadeiramente o melhor para o Benfica, há um conjunto de ações que têm absolutamente de fazer nesta etapa de transição:
1. Convocar eleições num prazo máximo de seis meses. O Benfica tem de estar unido; neste momento, não está unido e nunca estará sem eleições que sufraguem um novo programa.
2. Preparar a próxima época e mantê-la totalmente estanque, impermeável à menor hipótese de contaminação pela situação diretiva do clube. Isto significa: criar condições para entrar no campeonato a liderar, garantir o acesso à Liga dos Campeões, colocar as modalidades na esteira do regresso ao êxito e concluir, com sucesso, o empréstimo obrigacionista, já que dele depende a estabilidade financeira do Benfica. Há muito trabalho a fazer neste defeso e início de temporada e é por isso que não se pode (ou não deve) querer convocar mais cedo eleições e, com elas, correr o mais que provável risco de paralisar tudo o que de urgente há a fazer.
3. Solicitar uma auditoria externa para que todos nós, família benfiquista, percebamos onde falhou a instituição Benfica, se é que houve alguma falha na instituição Benfica. E convidar a integrar a comissão que dirija esta auditoria os candidatos às últimas eleições, isto é: Rui Gomes da Silva e Noronha Lopes.
4. Apresentar um regulamento eleitoral no prazo máximo de 90 dias. O Benfica não o tem e não pode continuar a não o ter. Assim que termine a preparação da época desportiva, esta terá de ser a primeira prioridade de Rui Costa.
5. Assumir o compromisso – não só esta direção, mas quem quer se que se candidate às próximas eleições – de fazer obrigatoriamente uma revisão dos estatutos do clube nos 100 primeiros dias de mandato.
Uns já vão aos telejornais da noite aproveitar a detenção de Vieira para atacar Rui Costa e lançarem-se em campanha eleitoral. E pior: para criticar a equipa técnica, sem pensar que podem ter de vir a conviver com ela e sem que lhes preocupe, por um momento, se estão a desestabilizar a equipa e a divorciar dela os adeptos numa fase tão embrionária da época.
Outros vão-se deixar ficar na cínica posição de quem espera para ver no que isto vai dar e logo decidir o que fazer.
Da minha parte, quero deixar bem claro o meu apoio a Rui Costa. O Rui foi e é uma enorme figura do clube, mas nunca teve pela frente um desafio com a responsabilidade daquele que agora se lhe coloca. Torço por ele agora como torcia quando perfumava os relvados com a magia dos seus passes e a inteligência da sua visão de jogo. Quem me dera, quem nos dera, que ele seja também um 10 da liderança.
Porém, mais do que o Rui isoladamente, defendo uma solução conjunta com José Eduardo Moniz. A arte e a ciência; o homem do futebol e o gestor. São estes os vetores estruturantes para uma transição que coloque depressa o Benfica, de novo, no caminho do sucesso.
Mas que não fiquem dúvidas: esta direção não pode por um momento pensar que lhe basta o formalismo legal para se legitimar. Não pode esconder-se atrás dela. Rui Costa está onde deve estar como número 2 de um bilhete eleitoral votado há menos de um ano, mas tem de convocar eleições assim que esta temporada esteja preparada e lançada.
Ser líder não é uma herança que se recebe; é um direito que se conquista quando se ganha. E estou certo de que ninguém sabe disso melhor do que um campeão português, italiano, europeu e mundial.
Vamos, Rui. O povo benfiquista está de novo todo aos teus ombros."

Uns Jogos Olímpicos bem diferentes


"Os Jogos Olímpicos constituem a competição desportiva de maior prestígio mundial. Nela participam mais de 200 países.
Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, depois de adiados por um ano, vão mesmo em frente. Como é sabido, enfrentaram sérias complicações devido à pandemia. Tal facto não impedirá a ocorrência de uma realidade inequívoca consubstanciada no facto de, durante duas semanas, cerca de 11.000 atletas poderem exibir, em condições de segurança, a excelência atlética do planeta.
De facto, a situação pandémica no Japão não se constituiu como obstáculo intransponível. Os Jogos iniciar-se-ão no dia 23 de julho e terminarão a 8 de agosto, mesmo que a cidade esteja sob estado de emergência. O mesmo se verifica para os Jogos Paralímpicos, que decorrerão entre 24 de agosto e 5 de setembro.
Qual a situação Covid 19 no Japão?
Sabe-se que o número de casos é relativamente baixo, mas uma nova onda de infecções teve início em abril passado e algumas áreas enfrentaram fortes restrições.
O Japão só começou a vacinar as pessoas em fevereiro, relativamente tarde. Até agora, apenas cerca de 5% da população japonesa está totalmente vacinada.
Neste contexto, que medidas estão em vigor para estes Jogos Olímpicos?
Atletas internacionais e equipas de apoio serão submetidos a protocolos de testagem rigorosos, antes da partida e na chegada ao Japão, e também durante o evento. Não se vislumbra que tenham necessariamente que ficar em quarentena, mas deverão permanecer em bolhas e evitar contactos com os locais e é claro que não existirão exceções para os atletas e equipas de apoio. Algumas destas decisões poderão ser alvo de reconsideração.
Apesar da vacinação não ser obrigatória, o Comité Olímpico Internacional (COI) espera que cerca de 80% dos participantes sejam portadores da vacinação concluída.
Uma pesquisa recente de um dos principais jornais do Japão estima que cerca de 80% da população se manifestou a favor do adiamento ou cancelamento dos Jogos Olímpicos. Esta situação também foi suportada pelas instituições representantes da comunidade médica japonesa.
No entanto, nenhum país com representatividade através de delegações numerosas se manifestou contra os Jogos, apesar de se terem emitido alguns alertas, caso dos EUA.
Será que a hipótese de cancelamento consubstanciava alguma viabilidade?
Sim, no plano meramente hipotético. De acordo com a história dos Jogos Olímpicos, só em circunstâncias limite e excecionais, como ocorreu no período das guerras mundiais, o cancelamento teve lugar. Por outro lado, sabe-se que o regime contratual entre o COI e a cidade-sede de Tóquio deixa claro que apenas o COI pode cancelar o evento.
O COI não poupou esforços no sentido de se criarem as condições para uns Jogos em segurança. Tal facto está bem patente nos conteúdos das três edições dos playbooks, já do conhecimento publico.
Serão uns Jogos Olímpicos como os outros?
Não, serão bem diferentes.
Os atletas terão condições para atingir as suas melhores prestações?
Estamos em crer que sim, desde que se consciencializem do que vão encontrar neste Jogos e saibam lidar com as condições particulares decorrentes dos procedimentos a adoptar.
Serão espetaculares?
Seguramente menos do que outras edições anteriores.
O verdadeiro atleta é aquele que vence as adversidades e vale o que a situação exige. Este Jogos ficarão indubitavelmente na História, pelos motivos que conhecemos, mas seria desejável que o ficassem também pelo brilho que os atletas, mercê das suas prestações, lhes poderão emprestar."

Euro2020: Itália 1 (3) - (2) 1 Inglaterra

Dobradinha...


Parabéns às nossas hoquistas, que conquistaram hoje a Taça de Portugal, confirmando a dobradinha e o domínio da nossa secção na modalidade...
Hoje com o Infante de Sagres, o jogo até foi fácil, mas ontem na Meia-final com o Sporting, foi novamente desnecessariamente difícil...

PS: Excelente participação dos nossos jovens atletas nos Europeus de Atletismo de sub-23, com duas medalhas de Prata: Etson Barros nos 3000m, Leandro Ramos no Dardo; e o Bronze do Isaac Nader nos 1500m...

sábado, 10 de julho de 2021

Uma Semana do Melhor...

SL Benfica | Um 11 feito de novelas de mercado


"Muitos nomes ficaram de fora por falta de espaço e não de mérito: Ansaldi ou Santíago Garcia, por exemplo, novelas de verão intermináveis e que não se chegaram a consumar no SL Benfica.
Seguem-se, então, onze representantes máximos das peripécias do mercado de transferências, sempre prodigioso na Luz, de ritmo acelerado onde os nomes se sucedem em catadupa e nunca há certezas até pisarem o relvado de camisola vestido – e mesmo assim.
Em jeito de 2-3-5, voltando ao primórdios do futebol jogado, obrigados pela acumulação de pontas de lança – pois há sempre mais para contar sobre os homens do golo que sobre aqueles que os evitam. Pelas naturais barreiras que o tempo impõe, não nos afastámos mais do que 1994, com 26 anos a separar o exemplo mais antigo do mais recente.

Guarda-Redes
Mattia Perin – Bruno Lage reconhecia qualidades a Vlachodimos, mas avisava para a necessidade de não pôr o grego demasiado confortável. “A concorrência é muito interessante, porque nos ajuda a crescer, a ser mais competitivos e a aprender uns com os outros. Termos concorrência é sempre muito interessante. Ajuda a equipa a funcionar e a termos um plantel ainda mais rico. Por isso é muito importante haver concorrência não só para o Ody, mas para todos”.
Surge então o nome de Mattia Perín, terceiro guarda-redes da Juventus FC, como forte candidato e o processo da sua contratação é agilizado de forma célere. O italiano desembarca em Lisboa para os habituais testes médicos: ups, surgem problemas. Afinal o jogador está ainda a contas com um problema físico (lesão no ombro) e só estará disponível daqui a quatro meses, ou seja, em dezembro.
Numa primeira fase é noticiado que o negócio ficaria em ‘águas de bacalhau’ e que o SL Benfica esperaria pela recuperação do atleta para logo, então, integrá-lo nos seus quadros. O que acabou por não acontecer, obviamente, assim como nunca surgiu o tão pretendido concorrente de Vlachodimos, pedido expresso de Bruno Lage.
O grego faria época a grande nível e o treinador português seria despedido, mas o tempo dar-lhe-ia razão – Jesus chegou, analisou a perfomance do guarda-redes durante uns meses e não tardou em dar a titularidade a Helton Leite, o concorrente desejado por Lage que só chegou depois da sua saída.

Defesa-Direito
Dedé – Uns anos antes já o SL Benfica se tinha interessado por um Dédé, aquele que cumpriria 13 anos ao serviço do Borussia Dortmund. Não deu, assim como não deu novamente noutra versão da novela – desta vez o Dédé era a promessa do Vasco da Gama, central duro que se distinguia no Brasileirão na viragem da década.
A sua novela com os encarnados alongou-se por três anos, até 2013, sempre com o seu nome a servir de alternativa à saída de David Luiz – porém, quando se consumou a sua venda, em janeiro de 2011 ao Chelsea FC, quem chegou foi Jardel, repescado ao SC Olhanense.
Sidnei subia na hierarquia e o capitão retirado há pouco mais de um mês ficaria com a vaga de suplente. Nesse verão chegava alternativa real – Ezequiel Garay, que passava à frente de Dedé, mantendo-se este no radar encarnado como alternativa à saída do argentino. Tanto se considerou o atleta brasileiro, tanta observação houve que se perdeu o timing – nunca se consumando o enlace entre clube e jogador.
Acumulou prémios nos primeiros anos de carreira, integrando o onze do ano do Brasileirão de 2010, 2011 e 2013, sendo considerado o “Zagueiro do Cariocão 2011”, ano em que venceu a Copa brasileira. Tanto sucesso adivinhava aventura europeia, fosse pelo SL Benfica ou por qualquer outro dos muitos interessados no Velho Continente.
Por razões pessoais, decidiu manter-se na América do Sul, tornando-se a maior contratação de sempre do Cruzeiro EC, em 2014 – 14 milhões de reais, qualquer coisa como 2,5 milhões de euros. Numa tentativa de justificar o amor incondicional aos vascaínos, alegou a saída como necessária para as contas debilitadas do clube.
Na Toca da Raposa, porém, chegariam as lesões e com elas perdeu-se todo o élan criado no inicio da carreira, ficando sempre longe das promessas de glória feitas pelo seu talento precoce. Seria 11 vezes internacional pelo Brasil.

Defesa-Esquerdo
Timothee Atouba – Na primeira época em que era responsável pela construção do plantel, José António Camacho pretendia reforçar o lado esquerdo da defesa. Ricardo Rocha, adaptado, tinha sido dono do lugar em 2002-03, fruto da inconsistência de Cristiano.
Timothee Atouba, do FC Basileia, e Júnior, campeão do mundo pelo Brasil na Coreia e Japão e jogador do Parma, eram as hipóteses em cima da mesa. Da Suíça respondiam às pretensões benfiquistas com uma etiqueta de cinco milhões de euros – de Lisboa houve resposta negativa, que não havia cofres para isso.
A 25 de julho, os suíços condescendiam com novo preço, cifrando o passe de Atouba nos 3,5 milhões e 20% de uma futura transferência. Voltaram a levar uma nega. A impaciência do jogador quanto ao desenrolar do processo vinha ao de cima no mesmo dia: “Eles não querem que eu saia, mas não podem prender-me aqui se eu não quiser ficar aqui. Há um mês que ando a falar nisto, que digo que quero ir para o Benfica e que não quero ficar mais aqui”, transcrevia o Público.
Já havia pré-acordo entre atleta e SL Benfica, no valor de 450mil euros por época, mas a intransigência suíça e as dificuldades financeiras encarnadas impossibilitaram a consumação do namoro. Seguiriam caminhos diferentes.
O SL Benfica esperaria até janeiro para recrutar Fyssas ao Panathinaikos AO; Atouba faria mais uma época no St. Jakob Park, sendo contratado no verão seguinte pelo Tottenham Hotspur, por quatro milhões de euros. Faria carreira por Inglaterra, Alemanha (Hamburgo SV), Holanda (AFC Ajax) e Espanha (UD Las Palmas), tendo sido 42 vezes internacional pelos Camarões.

Médio Ala Esquerdo
Christian Wilhelmsson – De estrela em ascensão no RSC Anderlecht chegaria o seu nome à Luz como possibilidade de reforço das extremas atacantes, numa altura que tanto Simão como Geovanni não tinham alternativas credíveis.
Os responsáveis benfiquistas insistiam muito junto dos belgas e, coincidência, os mesmos calham em sorte aos portugueses na pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões 2004-05. Zahovic assina o 1-0, que dava vantagem aos encarnados para a segunda mão, jogada uma semana depois num Constant Vanden Stock à pinha.
Num SL Benfica já pouco habituado àquelas andanças, não houve estofo para aguentar o ímpeto belga, suportado nas qualidades do sueco, de Aruna Dindane ou Baseggio: o 3-0 final era justo e pecava por escasso. O RSC Anderlecht rumaria à Fase de Grupos, acabando por cumprir recorde igualado pelo mesmo SL Benfica (seis derrotas). O interesse em Christian esfumava-se aí, naturalmente.
Wilhelmsson seria aposta do FC Nantes, um ano depois. Em França duraria apenas seis meses, sendo emprestado à Roma no mercado de janeiro. Nesse verão de 2007, piscava o olho ao SL Benfica – “Gostava de ter ido mas, infelizmente, os clubes não chegaram a acordo“, recordando o interesse inicial. Inconsequente, já que o SL Benfica tinha outras preocupações.
Seguiria para a Premier League, onde representaria o Bolton Wanderers FC, para logo depois rumar a sul, ao Deportivo. Estava mais perto de Lisboa e talvez isso tenha reacendido o interesse encarnado. No verão de 2008, enquanto chegavam Aimar, Reyes ou Suazo à Luz, a contratação do internacional sueco seria novamente cogitada nos seus corredores, já que o FC Nantes queria recuperar o investimento inicial.
Os mesmos 3,5 milhões que pagou ao RSC Anderlecht foram recuperados, entretanto, numa venda ao Al-Hilal FC, sem que o SL Benfica se chegasse verdadeiramente à frente. Era demasiado tarde e o interesse já não era tão forte.
Ao serviço da seleção sueca participou no Euro 2004 e no Mundial 2006, cumprindo 80 internacionalizações e nove golos.

Médio Ala Direito
Alexander Hleb – Ramires e Di María tinham saído naquele verão de 2010 e alas vertiginosos eram imprescindíveis no losango de Jesus. Ao SL Benfica, já com Gaitán assegurado, interessava ter mais alternativas e surgia o nome de Hleb – que era descartável para Guardiola no seu Barça, depois de ter sido contratado ao Arsenal FC por 15 milhões de euros dois anos antes.
Tinha passado 2009-10 emprestado ao Estugarda, clube que anteriormente o revelara para ribalta europeia, e procurava agora nova colocação. A novela envolvendo jogador e SL Benfica começa com uma notícia do Sport, jornal catalão com ligações inquestionáveis aos Culés, datada de 26 de agosto.
Ou seja, a novela não foi longa, mas as peripécias que se sucederam até ao fecho de mercado, dia 31, e especialmente pela dimensão do nome e pela correspondência entre o talento e as necessidades da equipa tornaram Hleb na grande esperança dos benfiquistas naquele verão – até ser anunciado, nos últimos instantes, que o Bielorusso preferia continuar a sua carreira ao serviço do Birmingham City FC. O SL Benfica teria que se contentar com o empréstimo de Eduardo Salvio, contratado seis meses antes pelo Atlético de Madrid ao CA Lanús. O resto é história.

Médio Ofensivo/Avançado
Francesco Totti – Esta história começa a 15 de agosto de 1999, era Jupp Henyckes treinador e Vale e Azevedo o presidente. O Record noticiava, em primeira mão, que Totti e Sávio (Real Madrid CF) interessavam ao SL Benfica, numa operação de charme que envolvia José Manuel Capristano, por estes dias comentador televisivo, e à altura vice-presidente para a área desportiva.
A expectativa era imensa, o universo encarnado entrou em polvorosa com a possibilidade de recrutar um dos melhores jogadores do mundo. Era Totti quem recolhia toda a atenção mediática, dizia-se por aí que a transferência até podia ser feita por valores acessíveis – isto apesar do jogador italiano ser um dos grandes nomes do Calcio, a melhor liga do mundo. Aparentemente, tinha-se deixado render pelo ambicioso projeto encarnado. Era um sonho tornado realidade.
Surpreendentemente, cinco dias depois, a 21 de Agosto, chegava à Luz um tal de Tote, um “prodígio” do Real Madrid CF que vinha para a Luz ganhar experiência. Tinha cumprido 23 jogos na época anterior pela equipa B madridista, assegurando nove golos. Na Luz faria três em 11 jogos, não jogando a seu favor as caricatas circunstâncias da sua contratação.

Médio/Extremo Esquerdo
Robinho – 27 de outubro de 2004. O Record anunciava que o SL Benfica, por intermédio de José Veiga, tinha chegado a acordo com o Santos FC para a transferência da sua maior pérola, tendo inclusive recusado uma proposta do 20 milhões do PSV por, supostamente, não ser do agrado do jogador prosseguir carreira na Eredivisie.
Os encarnados, à semelhança do negócio Luisão, garantiriam apenas uma percentagem do passe – sendo o resto assegurado por um fundo. Do Brasil vinham notícias que apontavam a um modelo de negócio em tudo semelhante ao praticado na contratação de Ramires uns anos depois, com o jogador a fazer uma época de ambientação à Europa antes de seguir para Londres, onde o esperavam os responsáveis do Chelsea FC.
Robinho era uma das principais figuras do grande Santos campeão brasileiro 2002 e finalista da Libertadores 2003, junto de outros craques como Diego, Léo ou o capitão Paulo Almeida – que entretanto já estava na Luz, o lateral chegaria no ano seguinte – sendo dos últimos a manter-se no Vila Belmiro, retardando a sua saída à procura do contrato perfeito.
A histeria em volta da história foi tanta que chamou à atenção do Real Madrid CF, que se intrometeu e provocou a queda do acordo entre lisboetas e paulistas, como reconheceu o jogador em 2020.
“É verdade. O Benfica foi um dos primeiros clubes a fazer-me uma proposta, quando eu tinha 20 anos e jogava no Santos. Antes de chegar ao Real Madrid, quase fui jogador do Benfica! Esperei um pouco, depois apareceu o Real Madrid. Com todo o respeito pelo Benfica, mas o Real Madrid naquele momento era um clube com maior visibilidade. Eu cheguei até a estudar o Benfica, a olhar o número de adeptos, de benfiquistas. O Benfica tem uma “torcida” muito grande em Portugal, mas acabou por não dar certo”.
Em 2010, nova aproximação: desta vez já Robinho era estrela internacional, jogador do Manchester City FC. O salário era incomportável para aquele SL Benfica e o jogador seguiu então até Milão, para representar o AC Milan.

Ponta de Lança
Edinson Cavani – Dois meses de pura adrenalina. Vem, não vem, afinal está quase para depois estar longe. Seguiram-se trajetos de aviões, analisaram-se ao pormenor diretos de Instagram à procura do detalhe exclusivo, surgiram fontanários a cada esquina que confirmavam a transferência – “Chega quarta feira!”, foi previsão que se tornou slogan.
Alguém impaciente foi esperá-lo ao aeroporto com o icónico cartaz onde se lia “Tazonde, Cavani?”, horas intermináveis de debates televisivos sobre o futuro do jogador e como ia Jorge Jesus aproveitá-lo. A novela da década do futebol português que acabou na subtileza e descontração do Manchester United FC e de Solskjaer, a confirmarem o jogador já depois do fecho de mercado – e que, desconfiados da condição física do craque, lhe ofereceram apenas um ano de contrato: entretanto já prolongado, após 17 golos em 39 jogos.

Ponta de Lança
John Dahl Tomasson – Nome de respeito no futebol europeu, campeão da Taça UEFA pelo Feyenoord em 2001-02 e recrutado pelo AC Milan logo a seguir, Jon Dahl Tomasson passaria em San Siro três intermitentes épocas: na última, cumpriria os 90 minutos apenas cinco vezes em 30 participações, derivado da competição apertada com Shevchenko ou Pippo Inzaghi.
O SL Benfica, recém-campeão português, iniciava 2005-06 com aspirações europeias. Trapattoni tinha saído e para o seu lugar tinha sido recrutado Ronald Koeman. A pré-época encheu-se de grandes jogos, como aquele contra a Juventus FC ou o de apresentação, frente ao Chelsea FC de José Mourinho. Luís Filipe Vieira, com intenções de tornar a festa ainda mais grandiosa, prometia apresentar dois craques mundiais. Um deles era Léo, lateral do Santos FC, e o outro seria Jon Dahl Tommasson. Faltava confirmar o segundo.
Foi uma semana muito atarefada para José Veiga, a que principiou a 11 de julho, sábado. O jogo com o Chelsea FC era a 17, domingo, portanto a contratação do avançado dinamarquês era uma corrida contra o tempo: Galliani, chefe-executivo do AC Milan, pedia 5 milhões de euros pelo passe do jogador, valor incomportável para o SL Benfica, que pensava noutro tipo de manobras financeiras que se tinham de moldar também ao salário principesco – 3,5 milhões por época.
A operação foi avançando a bom ritmo, chegou-se a acordo total com o clube italiano a 14, terça feira, por valores a rondar os 3 milhões. Faltava acordo com o jogador e Galliani determinou sábado como prazo final para os benfiquistas: depois disso, seriam ouvidas outras propostas.
Paralelamente, Trappatoni, agora treinador do Estugarda, não se tinha esquecido de Liedson e procurava substituto para Kevin Kuranyi, de malas feitas para Gelsenkirchen (Schalke 04). O avançado leonino tinha sido melhor marcador do campeonato ganho pelo técnico, com 25 golos, tendo ajudado o Sporting CP a alcançar a final da UEFA – era, portanto, peça invejada por toda a Europa.
O técnico tentou usar a sua influência para convencer os antigos rivais, mandou o Estugarda oferecer 8 milhões pelo ‘Levezinho’ – mas o Sporting foi intransigente no seu “não”.
É aqui que se dá o golpe de teatro. O SL Benfica continuava sem conseguir convencer Tomasson, que hesitava, matreiro, esperando outras propostas de campeonatos mais vistosos (era ano de Mundial e não convinha perder o comboio da seleção). Juntou-se a fome à vontade de comer: no sábado, 16, rebenta a bomba – Trapattoni, resignado com a nega de Liedson, roubava Jon Dahl ao SL Benfica pelos mesmos 8 milhões oferecidos ao Sporting CP.
Todos os envolvidos satisfeitos menos o SL Benfica que, no jogo com o Chelsea FC, apresentou Léo e… mais ninguém. O avançado de classe internacional pretendido chegaria em cima do fecho de mercado, um gigante de 1,68m de altura emprestado pela Juventus FC. Chamava-se Fabrizio Miccoli. 

Ponta de Lança
Sigurd Rushfeldt – Era a figura daquele Rosenborg, presença assídua na fase de grupos da Liga dos Campeões. Rushfeldt tinha sido o melhor marcador das duas edições anteriores da Eliteserien e procurava provar habilidades noutro futebol mais técnico. Jupp Heynckes pedia a José Capristano um ponta-de-lança de área, fulcral para o seu 4-2-3-1, e a aproximação deu-se naturalmente.
Noticiado por Record a 27 de junho, da Noruega pedia-se 750 mil contos pelo passe – e é neste valor que começa a história rocambolesca. O acordo parece ter sido alcançado pouco antes do dia 12 de julho, dia em que Sigurd chega a Lisboa e é anunciado como jogador do SL Benfica. Veste a camisola entregue por Vale e Azevedo e vai com o presidente ao relvado, dar os habituais toques na bola perante centenas de adeptos. Logo a seguir parte para a Áustria, onde já estagiava a equipa principal.
Uma semana depois, o escândalo – o Rosenborg tinha ido a Viena buscar o avançado, alegando não existirem garantias bancárias. Ao que parece, os responsáveis encarnados tinham adiado os pagamentos relativos à transferência do jogador, ignorando os prazos impostos, e, portanto, os direitos desportivos mantinham-se na posse do clube norueguês. O caso chegou à FIFA, arrastou-se por semanas e acabou num sequência de atitudes incompreensíveis dos responsáveis encarnados, que tentavam a todo o custo disfarçar o calote.
O dinheiro nunca tinha chegado aos cofres noruegueses, claro. Primeiro, a de José Capristano, que contextualizaria a situação de forma caricata, alegando que afinal tinha sido o SL Benfica a desistir da transferência.
O SL Benfica, supostamente, tinha enviado um fax ao Rosenborg a informar isso mesmo, no dia 13 de agosto, ao 12h30: “Devido às burocracias, a verba não chegaria ao Rosenborg antes das 14h30. O dinheiro ia via Nova Iorque e demoraria dois ou três dias a chegar à Noruega. Mas o Rosenborg foi irredutível, pressionou e o meu presidente é radical neste tipo de situações. Foi isto que aconteceu. Se fosse ao contrário, preferia receber em ‘cash’ daqui a dois dias do que esperar pelas garantias bancárias. Para mim, era suficiente saber que o montante estava depositado. Foi falta de confiança deles. Não estou a dizer que foi combinado, mas é de um rigor…”
Segundo, aquela tomada por Vale e Azevedo, de forma a responsabilizar o jogador pelo fracasso: organizou uma conferência de imprensa onde afirmou, sem qualquer pudor, que todas as complicações se tinham originado no momento em que Rushfeldt, nervoso com a dimensão do clube, tinha feito “chichi nas calças” em plena apresentação!
“O Benfica não ficou com o jogador não por não haver garantias bancárias, que as havia. Mas por outra razão, que revelo agora pela primeira vez: dois ou três dias antes da partida para estágio da equipa, o Rushfeldt é apresentado na Luz. Passa pelo campo número três e, pela pressão de ver três mil espectadores à frente, faz chichi pelas pernas abaixo. Antes da apresentação na sala de Imprensa, chorou que nem uma madalena”.
Sigurd acabaria por assinar pelo Racing Santander, onde não foi feliz. Ao serviço da seleção seriam 38 jogos e 7 golos marcados.

Ponta de Lança
Jürgen Klinsmann – A hipótese Klinsmann no SL Benfica surge em 1994, depois de uma época abaixo do esperado sob comando de Ársene Wenger no AS Mónaco. Diz-se que quando Gaspar Ramos propôs a contratação do alemão a Artur Jorge, este lhe respondeu de pronto que “com esse dinheiro vamos buscar meia dúzia de bons reforços”, juntando assim a nega a outras, dadas descomplexadamente a Kennet Anderson ou Zamorano.
À Luz chegaria Cannigia, por intermédio da Parmalat, e Jürgen rumaria a White Hart Lane, com o Tottenham a pagar 2 milhões de libras pelo seu passe. Um ano passou. Em 1995, um SL Benfica já em processo de desmaterialização da mística qualificava-se para a terceira ronda da Taça UEFA.
Pelo caminho ficavam Lierse e Roda e o próximo adversário, ditava o sorteio, era o FC Bayern Munchen. O ‘9’ dos bávaros? Sim, era Jurgen, regressado à pátria mãe depois de uma curta mas agradável estadia em Inglaterra. Vingando-se da rejeição, conscientemente ou não, Klinsmann esmerou-se no ataque à baliza de Preud’Homme – poker na primeira mão (4-1), mais um bis na segunda (3-1) e a este esfrangalhar da águia reagiu a imprensa portuguesa: Kataklinsmann!"

Análise BTV: Rui Costa...

O caso Krovinovic


"O talento croata voltou ao Benfica para fazer a pré temporada, com expectativa de poder integrar a versão 2021-2002 da equipa de Jorge Jesus.
A dificuldade defensiva que revela no momento do roubar a posse para que a sua equipa possa ser ofensiva será o entrave maior a integrar o meio campo do Benfica – Num sector a dois, exige-se maior capacidade de deslocamento, raio de acção largo e equilíbrio entre tarefas com e sem bola – Porque sem bola se jogam 87 minutos de cada partida!

O talento e capacidade para reter a bola, e contribuir para que o ataque posicional das suas equipas seja fluido é uma marca de Krovinovic que mesmo actuando diversas vezes em zonas de criação – Entre Defesas e Médios adversários – tem níveis absurdos de (não) perda da bola.

Apanhado numa conversa que não poderia ter sido divulgado publicamente, ainda para mais em tempos conturbados, o médio croata poderá ter definitivamente encerrado as chances que teria de fazer parte do novo Benfica. Contudo, alguém acredita que o valor da pena seria igual para diferentes jogadores?"

Presidente...

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que, nos termos que se encontram estatutariamente previstos e em virtude da comunicação realizada hoje pelo Presidente da Direção, Luís Filipe Vieira, o Vice-Presidente Rui Manuel César Costa, assume, com efeitos imediatos, a Presidência do Sport Lisboa e Benfica, nos termos da alínea a do número 3 do artigo 61 dos estatutos do Clube.
Esta nomeação tem o apoio unânime dos membros da Direção do Sport Lisboa e Benfica."

2021/22


"Já com a época a dar os primeiros passos, terminámos a anterior com dois triunfos, atletismo e hóquei em patins feminino, esperados em função da respectiva hegemonia e competência dos plantéis. Que sirvam de mote para as muitas conquistas benfiquistas que todos desejamos em 2021/22.
A informação que te sido veiculada oficial e oficiosamente deixa-me optimista. Muito carece ainda de confirmação, mas, pelo que é possível antever, parece-me evidente que as nossas equipas estarão mais bem apetrechadas para os desafios que se avizinham. Já não estamos habituados a temporadas caracterizadas pelo insucesso, como foi o caso das nossas equipas masculinas, excepção à de voleibol, em 2020/21. É justo reconhecer que essa não é a norma no Sport Lisboa e Benfica na última década, pelo que não se tratará de benevolência, mas de uma visão realista, pensar que o rumo ao triunfo não sofreu qualquer desvio, apenas um percalço.
Creio que a política seguida é, de forma genérica, a correcta, aliás trata-se mesmo da receita ideal, e quaisquer circunstâncias: identificação dos pontos fortes e fracos, preservação dos primeiros, eliminação ou mitigação dos segundos, sempre com uma perspectiva de estabelecimento das bases de um futuro que se pretende vitorioso de forma regular.
Estou entusiasmado para 2021/22. Tudo indica que estaremos mais competitivos e, por isso, mais próximos de conquistarmos títulos.

P.S.: Euro(4): A participação benfiquista terminou. Vertonghen foi um esteio na defesa belga, Seferovic evidenciou-se na surpreendente Suíça, e Rafa, apesar de decisivo na única vitória portuguesa (participou nos três golos), ficou na bancada nos oitavos-de-final, vá-se lá perceber isto."

João Tomaz, in O Benfica

Maratona de futebol


"No espaço de 15 dias, a equipa masculina de futebol do SL Benfica vai disputar ainda mais seis encontros de preparação para a temporada 2021/22. Entre jogos particulares e o Torneio do Algarve, os jogadores vão ter seis oportunidades para conquistar um lugar no plantel e mostrar que o último ano e meio foi apenas um acidente de percurso. Tudo para que a máquina esteja oleada quando a competição a sério tiver início.
Depois dos embates com a equipa B e com o SC Covilhã, o Benfica joga (amanhã, sábado) com o SC Farense e, no dia 13, terça-feira, com a Belenenses SAD. Ambas as partidas no Benfica Campus.
Depois virá o Torneio do Algarve, onde os adversários serão KAA Gent (Bélgica) e Boavista FC (16 e 18 de julho). Ainda no Estádio do Algarve, o SL Benfica vai defrontar (dia 22) os franceses do Lille OSC. Vamos lá ver se Renato Sanches ainda estará na equipa campeã de França na temporada passada.
Para terminar o ciclo de preparação, a equipa regressa a casa, ao Estádio da Luz, para jogar com o Olympique de Marselha. Será no domingo, 25 de julho, ainda em hora a designar. Será desta que os adeptos regressam às bancadas? Essa é a grande pergunta, mas até lá vai haver muito para ver.
Como adepto, acima de tudo quero ver entrega. Bem sei que os índices físicos não serão os melhores, mas para quem torce por fora não há maior alegria do que ver jogadores que deixam tudo em campo, nos treinos e nos jogos a doer. É só isso que se quer: atitude. O resto está lá tudo - qualidade, capacidade, técnica, valor, experiência.
Carrega Benfica!"

Ricardo Santos, in O Benfica