Últimas indefectivações

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Como quase sempre


"O rendimento das equipas do Benfica na maioria das modalidades não tem correspondido às expectativas. Falta ainda terminar o campeonato de Futsal, que pode alterar um pouco a equação, mas até agora apenas o Voleibol se mostrou ao nível daquilo a que nos habituámos na década anterior.
Reconhecer isso não nos inibe de olhar também para outros factores, alheiros ao desempenho de jogadores e técnicos, e que têm igualmente contribuído, em larga medida, para os maus resultados verificados.
Já aqui falei do Hóquei em Patins, cujas arbitragens continuam a ser dignas de um conto policial. Agora, também na Final da Taça de Portugal de Andebol se assistiu ao lastimável desempenho de uma dupla de arbitragem - diga-se a propósito, convenientemente branqueado pelo obtuso narrador da RTP -, que para além de prejudicar o Benfica, prejudicou sobretudo a qualidade de um espectáculo que muito prometia.
Foi pouco o tempo em que Chema Rodriguez teve em campo a equipa completa, tal o número inusitado de exclusões - algumas delas totalmente absurdas, e em momentos em que o Benfica parecia poder aproximar-se no marcador. O FC Porto é campeão invicto, tem melhor plantel, e podia ter ganho de outra forma. Talvez não necessitasse de ajudas. Mas elas apareceram, como quase sempre.
É triste constatar que, nas modalidades onde existe FC Porto, existem também arbitragens demasiado tendenciosas, como demasiada frequência. E quando tal não acontece, quando, por uma vez, não sentem o manto protector a que estão comodamente acostumados, logo cai a Torre dos Clérigos, como se viu há pouco tempo no Basquetebol."

Luís Fialho, in O Benfica

João Ribeiro


"João Ribeiro e Fernando Pimenta foram os grandes destaques de Portugal no Campeonato da Europa de Velocidade, conquistando três medalhas. Na Polónia, os dois canoístas do Sport Lisboa e Benfica exibiram toda a sua classe, confirmando o excelente momento de forma que atravessam em vésperas de Jogos Olímpicos.
Os feitos de Fernando Pimenta tornaram-se de tal forma vulgares, que a notícia será o dia em que não subir a um pódio. Foi a 104.ª vez que Fernando Pimenta brilhou numa prova internacional, o que diz tudo acerca do maior canoísta português e um dos maiores do mundo.
Quanto a João Ribeiro, o título de vice-campeão da Europa em K1 500m foi o corolário de uma carreira notável, alicerçada em muito trabalho e enorme ambição. João Ribeiro ingressou no SL Benfica, em Janeiro de 2012, altura em que todos defendiam a contratação de Emanuel Silva. Mas a prof. Ana Oliveira apostou num jovem de Esposende, considerado uma das esperanças da canoagem. Apesar de ter falhado o apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres, o Benfica renovou-lhe o contrato e João Ribeiro retribui a confiança com grandes resultados, sagrando-se campeão do mundo em K2 500m, no ano passado, na Alemanha, fazendo dupla com Emanuel Silva.
Benfiquista de alma e coração, jamais esquecerei uma entrevista que deu, em Março de 2019. 'Ter assinado pelo Benfica foi tão importante como ter sido campeão do mundo'. Foi este o título da entrevista ao jornal da Universidade Autónoma de Lisboa. João Ribeiro revelou ainda que queria ficar no Clube para o resto da sua vida desportiva. São atletas desta estirpe que o SL Benfica precisa."

Pedro Guerra, in O Benfica

Mudar o mundo


"É lugar comum que cabe às crianças fazer pequenas grandes coisas para com isso mudar o mundo. É lugar comum e é verdade que muitos dos males do mundo nascem nos comportamentos e na falta de compromisso dos adultos com os seus ideias, seja no plano social, da justiça ou do ambiente por exemplo.
A educação é seguramente a chave para uma mudança sustentável e impactante, sobretudo se os conhecimentos e valores veiculados pela escola forem objecto de confirmação social e reforço positivo dos seus pares, vizinhos e, sobretudo, dos seus familiares. Então, quando lançamos às crianças pequenos desafios como inventar ideias para melhorar o que está mal no ambiente, por exemplo, na verdade estamos a demonstrar-lhes a importância da atitude e da responsabilização individual, acima de todas as coisas. Dum desafio desmesurado, como o é 'mudar o mundo', mais que soluções esperam-se atenções e vontades individuais que germinarão pela infância e adolescência como sementes de cidadania para o futuro.
O mesmo princípio se aplica a todas as áreas do comportamento humano, desde a justiça social, a prevenção das diferentes formas de violência, a promoção de igualdade de género, de equidade e da não discriminação. Não é que a mudança para melhor não esteja ao alcance dos adultos, ou que a regulamentação, controlo social e punição dos comportamentos socialmente indesejáveis não funcionem. Na verdade, não só são uma garanta para todos nós como também ajudam à mudança, no entanto a verdadeira resposta aos flagelos da nossa vida actual está na cidadania e essa constrói-se dia-a-dia, individuo a indivíduo, criança a criança. Vem daí a nossa aposta inequívoca nas crianças, na sua educação e bem-estar. Não é mera convicção humanitária, é certeza de estar hoje a agir para mudar o mundo!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"3
Fernando Pimenta (prata e bronze) e João Ribeiro (prata) foram os canoístas medalhados ao serviço de Portugal no Campeonato da Europa;

8
Convocados para o Europeu que beneficiaram da formação do Benfica (incluo Nélson Semedo, que chegou ao Benfica aos 18 anos e fez o seu percurso na B, na qual se converteu num lateral de eleição). E oito são também os vice-campeões europeus sub-21 formados no Benfica. Estes dados não motivam comemoração benfiquista, mas constituem-se como uma demonstração cabal da excelente qualidade do trabalho desenvolvido no Benfica Campus na última década e meia;

9,84%
Aumento orçamentado dos custos das modalidades em 2021/22, depois do recuo motivado pela quebra de receitas devido à pandemia. É uma boa notícia: grande parte deste crescimento será canalizado certamente para o apetrechamento dos vários plantéis, sabendo-se que desde há duas décadas que o investimento nas modalidades tem respeitado sempre a sustentabilidade económica e financeira do clube;

12
Exclusões de dois minutos de jogadores do Benfica na final da Taça de Portugal, além da expulsão do treinador Chema Rodriguez. Ninguém põe em causa a qualidade do nosso oponente, o FC Porto, mas a já de si muito difícil tarefa com que a nossa equipa se deparava foi, assim, tornada praticamente impossível;

74
Assinalam-se hoje, dia 11, 74 anos do falecimento de Cosme Damião. Considerado o 'pai' fundador do benfiquismo, foi um dos fundadores, jogador de eleição, treinador de elevado mérito e dirigente inexcedível em empenho e benfiquismo. Foi um dos esteios do desenvolvimento inicial do clube, incansável na acção, visionário nas decisões. Teve o seu tempo e hoje é justamente reconhecido por isso. 'Sem Cosme não haveria Benfica'."

João Tomaz, in O Benfica

Euro 2020, Viva Portugal


"Com base numa espectativa previamente anunciada e amplamente desejada, chega até nós a festa das festas onde o Futebol vai durante cerca de 1 mês condensar várias histórias, reproduzir a arte num poema de bem jogar. Esse despertar de paixões pela presença de quem o pode respirar dentro do estádio ou no destino da distância, curvando-nos perante as belas imagens por uma jogada ensaiada ao pormenor dum passe de excelência, ou proveniente da magia duma bola parada, muito em especial quando propriamente é coroada em golo, então o foco irresistível duma libertação coreográfica, irradia o sinal duma magistral existência.
Mais do que mais um campeonato da europa, as circunstâncias do adiamento que lhe foram aferidas, libertam-nos do apagão com que durante um tempo doloroso fomos rubricando o encontro com a vida. Por isso e também por isso, será um campeonato da europa atipicamente diferente, quer por ser disputado em 11 cidades diferentes, jogadores e staffs submetidos continuadamente ao controlo preventivo “Covid-19” e a espectativa dos resultados, quer contando com a presença duma percentagem aleatória de público, depois dum tempo em que as competições estiveram bloqueadas por um silêncio ensurdecedor.
Qualquer jogo de uma seleção assume-se como um fenómeno de enorme cumplicidade, alicerçando de forma verdadeiramente abrangente todo um povo sem limites de tempo e vontades, envolvendo-se por uma labareda de emoções verdadeiramente contagiantes, onde as dinâmicas impostas pela competição se conjugam com a interdependência, indeterminação, variabilidade, imprevisibilidade, aleatoriedade, relação de forças, cooperação e oposição constantes, fazendo de cada lance uma oportunidade de exaltação.
Portugal diz presente mais uma vez. Mas não podemos esquecer que essa presença está inscrita no manancial de responsabilidade acrescida e claramente atestada nos cadernos do sucesso pela conquista do último europeu. Como sabemos, as estratégias para gerir o sucesso tornam-se por vezes muito mais difíceis do que enfrentar as oportunidades para eliminar o fracasso. Contudo, temos vindo a constatar em equipas campeãs, o traço da sua identidade está na humildade para aprender, e na competência para partilhar e daí a corrente do sucesso conseguido por um bom desempenho, perdurar mais no tempo, fazendo dessa circunstância uma das variáveis mais preciosas da vida.
Mas como estamos perante uma constante em apreço, que é o carisma ilustrado pela identidade coletiva dos nossos jogadores, bem ilustrada pelos valores da coragem, lealdade, humildade e coesão, que estão inscritos no habitáculo dos seus êxitos conseguidos, fazendo do sucesso o princípio de toda a causalidade, eu creio que estamos preparados para honrar com brilhantismo o sentimento deste nosso “nobre povo valente e imortal”.
Associado a tudo isto, também temos verificado ao longo do tempo que na magistratura de influência do nosso líder selecionador nacional Eng.º Fernando Santos, habita uma sólida estabilidade emocional, que permite de forma categoricamente consciente, estimular e encorajar, e porque acredita, através dessa constante e generosa convicção para o êxito, tem sido capaz de fazer reunir em cada gota de suor dos nossos campeões, paixão, rebeldia, consciência, amor e razão.
Muitas Venturas
Viva Portugal

Obs.1 - Aproveito para neste artigo saudar de forma absolutamente justa a nossa seleção sub 21 e todo o seu desempenho no recente campeonato da europa. Eu sei que atingimos uma bitola em que atingir o lugar de vice-campeão pode parecer pouco para quem tanto vale. Contudo a raça, paixão, motivação e galhardia interpretada pelos nossos jogadores superiormente liderados pelo selecionador Rui Jorge, cujo perfil de liderança assenta nos valores da honestidade, na firmeza de convicções, integridade e respeito, nos dá a certeza de que se no passado existem as recordações, no presente as convicções, no futuro encontraremos uma jovial e generosa esperança. Parabéns.

Obs.2 - Uma nota final de homenagem de despedida a “Neno” que pertencia ao gabinete de relações públicas, promoção e marketing do Vitória S.C. Tive a honra de o ter como aluno dos cursos de treinador e profissional leal e dedicado quando também tive a alegria e honra de servir o clube. Creio que não havia ninguém que ousasse tecer qualquer comentário menos abonatório pela sua conduta. Fazia da alegria e graça de bem existir uma civilidade de trato exemplar envolta num humanismo contagiante. Ainda este domingo de manhã constatei o longo cordão humano que lentamente e entre silêncios quebrados pela saudade, se preparava para a despedida. Não tenho dúvidas que pode ter sido desfraldada uma das bandeiras do Vitória S. C. mas creio que se ergueu uma estrela maior que haverá de iluminar o caminheiro para a conquista de novos desafios do futuro. Saudade."

Exemplo de superação


"O vínculo contratual poderá terminar, mas o emocional e o histórico perdurarão para sempre.
Jardel, "o guerreiro da Luz", deixa de representar o Benfica após 10 temporadas e meia, nas quais conquistou 14 títulos e troféus e se notabilizou pela elevada competência, entrega inexcedível, compromisso permanente e regularidade assinalável, características que lhe valeram a conquista a pulso da sempre exigente massa adepta benfiquista.
(...)
Chegou ao Clube em 2010/11, contratado ao Olhanense ia já a época a meio, incumbido da espinhosa tarefa de substituir David Luiz, admirado pela massa associativa e de partida para o Chelsea. Cedo se impôs, conquistando a titularidade e começando a demonstrar os atributos que suscitaram o interesse benfiquista na sua contratação.
Após três temporadas enquanto primeira opção de recurso na sua posição (59 vezes titular), Jardel firmou-se no onze inicial, passando a ser uma referência da equipa e estreando-se, inclusivamente, no papel de capitão. Foi figura central do bi e do tri, indispensável na caminhada rumo ao 37.
Jardel faz parte do restrito lote de futebolistas tetracampeões nacionais de águia ao peito (com André Almeida, Fejsa, Luisão e Salvio) e venceu mais um Campeonato, num total de 5, um feito que apenas 41 jogadores alcançaram em toda a história do Benfica. Contribuiu ainda para o triunfo benfiquista em duas Taças de Portugal, 5 Taças da Liga e 2 Supertaças (e fez parte do plantel que conquistou mais duas).
Na época do tri, num campeonato disputado palmo a palmo, foi o autor de dois golos decisivos, nas 30.ª e 32.ª jornadas, que valeram os três pontos à equipa em cada uma delas. Na época anterior, a do bicampeonato, marcou em Alvalade no tempo adicional e evitou a derrota.
Não foram, no entanto, estes golos fundamentais para títulos ou a consistência exibicional ao longo de anos que o tornaram consensual entre os benfiquistas.
Foi antes o regresso do balneário para a segunda parte de uma partida, na Luz, trajando uma toca protetora depois de ter necessitado duma longa assistência médica no primeiro tempo. Só passadas algumas horas do jogo terminado os benfiquistas tiveram oportunidade de perceber quão impressionante havia sido a galhardia com que Jardel abordara os lances de cabeça. O golpe profundo na face, que viria a necessitar de 20 pontos de suturação, em nada afetou o rendimento do central, a partir desse momento, por definição e por mérito próprio, um jogador à Benfica!
O Benfica e os benfiquistas estão agradecidos a Jardel pelo seu contributo para a causa benfiquista. Foi, indubitavelmente, daqueles jogadores do Benfica que, sempre que entrou em campo ao serviço do Clube (320 vezes pela equipa A, das quais 288 em todas as competições oficiais, incluindo 3 da Taça de Honra da AFL), se empenhou em cumprir o repto "honrai agora os ases que nos honraram o passado". Quando os jogos voltarem com público, Jardel estará na Luz para a devida homenagem dos sócios do Benfica e a merecida ovação no relvado.
Obrigado por tudo, capitão!"

Memória: Lisboa 45 !!!

domingo, 13 de junho de 2021

Fim de época...

Benfica 2 - 6 Sporting

As palavras do Joel no final reflectem o que se passou nestes 4 jogos da Final: o Sporting foi superior em dois e venceu os dois, o Benfica foi superior em dois e só venceu um... Quando em condições normais deveríamos ir para uma 'negra', vamos para férias!

Hoje, fizemos o nosso pior jogo da Final... principalmente, aqueles dois minutos, onde a ganhar por 1-0, cometemos erros consecutivos, que deram o 1-3 para o Sporting, com o Cecílio mais uma vez, em destaque nos brindes defensivos!

Não é fácil ser competitivo a este nível, quando defensivamente se dão consistentemente brindes, como nós continuamos a fazer...

Tudo isto, quando já temos que levar com o handicap habitual nos apitos: para serem assinaladas 5 faltas contra os Lagartos, têm que fazer cerca de 15... Hoje, por exemplo, quando já estava praticamente tudo decidido, a falta que o Henmi sofre no final, é para vermelho directo... por sorte, o Rafa ficou com o tornozelo no sítio! E nem sequer Amarelo levou... Até naquela falta que o Arthur sofre na 1.ª parte, que cai em cima de um adversário, na repetição, é visível o instinto do árbitro, em marcar falta contra o Benfica, mas arrependeu-se a tempo, e apontou o braço para o lado contrário!!!

O Joel está de facto muito desgastado, muito provavelmente vai sair, mas desenganem-se quem pensa que as coisas vão mudar radicalmente, porque enquanto o handicap arbitral continuar, será quase impossível o Benfica voltar a vencer o Campeonato... se o Ferrão fosse o Pivot do Benfica, seria um jogador banalíssimo, tal a forma como é permitido defender os Pivot's do Benfica...
Precisamos de um Fixo urgentemente... de resto, as alterações no plantel, são muito 'relativas'...!!!

PS1: Parabéns à nossa secção de Pólo Aquático feminino, pela conquista da Taça de Portugal e respectiva dobradinha!

PS2: No Atletismo, neste fim-de-semana, vencemos o Nacional de Pista ao Ar Livre em sub-23... No feminino, ficámos em 2.º lugar, 12 pontos das vencedoras.

Análise: Actualidade...

Comunicado


"A Direção do Sport Lisboa e Benfica e, em particular, o seu Presidente desmentem veementemente qualquer oposição à realização da Assembleia Geral Extraordinária solicitada por um grupo de sócios.
A Direção do Sport Lisboa e Benfica, no cumprimento estrito dos estatutos, dará todo o apoio aos órgãos sociais competentes para procederem à convocatória dessa mesma Assembleia Geral Extraordinária, em observância às diretrizes emanadas pela Direção-Geral da Saúde. E no mais breve prazo possível.
A Direção e o seu Presidente desejam as maiores felicidades ao Prof. Doutor Rui Pereira."

Uma Semana do Melhor...

Agenda...

sábado, 12 de junho de 2021

Rafa Silva | A eterna saída da eterna promessa


"Há um ano, o agente de Rafa Silva deixava no ar a perspetiva do extremo se mudar para a Liga Espanhola ou Inglesa, assumindo que o seu cliente gostava de chegar ao topo do futebol europeu. A verdade é que o jogador permaneceu no Sport Lisboa e Benfica e esteve em 46 partidas, apontando nove golos e somando dez assistências.
No entanto, um ano volvido volta a especular-se sobre a permanência ou saída do ex-SC Braga e CD Feirense. Jorge Jesus parece querer mantê-lo, vendo em Rafa um jogador de qualidade e experiente. Todavia, o peso que as contas encarnadas vão ter no mercado de verão 2021 podem implicar a venda dos ativos mais rentáveis.
Incluindo Rafa. Aos 28 anos, esta pode ser uma das últimas janelas de oportunidade para angariar um montante razoável com a transferência do extremo português. Num momento de necessária renovação desportiva e de obrigatório equilibrar das contas, a saída de Rafa poderá revelar-se uma necessidade.
Apesar de as suas qualidades intrínsecas lhe serem sobejamente reconhecidas, o extremo nunca chegou verdadeiramente a explodir e a alcançar o patamar prático que o seu potencial teórico fazia antever.
Exceção feita à temporada 18/19 (e, em certa medida, esta transata), em que de facto mostrou qualidade com consistência, as épocas de Rafa de águia ao peito foram sempre plenas de altos e baixos.
E, parecendo que não, Rafa Silva já leva cinco temporadas de SL Benfica. Ainda assim, continua a falar-se do jogador como se de um rapaz de 20 anos se tratasse. Ainda se espera o momento da explosão, o momento em que Rafa demonstra ser um desequilibrador com golo, em que o extremo mostra capacidade para ser um jogador regular.
Parece-me claro que, a chegar, esse momento não terá lugar com Rafa no SL Benfica. Naturalmente, o internacional português não deixa de ser um bom futebolista e será sempre vital saber substituí-lo.
Contudo, pesando o que Rafa já deu e o que pode dar ao SL Benfica, atentando no valor de mercado do jogador (23 milhões de euros, segundo o Transfermarkt), relembrando a vontade já demonstrada pelo mesmo de jogar no estrangeiro, tendo em conta a necessidade de fazer dinheiro por parte do clube e considerando que este pode ser o momento ideal para libertar Rafa, não me oporia à sua saída (se oposição ainda significa alguma coisa no regime vigente no SL Benfica)."

O Cantinho Benfiquista - Euro2020

O nariz que salvou a Itália


"Gino Bartalli, o italiano alegre do nariz triste, ganhou vida e recuperou a coroa do Tour. Em Itália já não havia lugar para a política...

Se havia algo saliente em Gino Bartalli era, sem dúvida, o nariz. Escreveram-se, em Itália, livros e livros sobre Gino: Una Bici Contro il Fascismo; L’Uomo d’Acciaio che Salvó l’Italia; Campione Toscano; Un ‘Santo’ in Bicicleta; Un Naso in Salita. Era mesmo aqui que eu queria chegar: à obra de Massimo Guglielmi. Em português podíamos chamar-lhe: Um Nariz Montanha Acima. Belo título por sinal.
Terceiro dos quatro filhos de um pequeno proprietário de terras de Ponte de Ema, não longe de Florença, Gino era, sem dúvidas, senhor do seu nariz. Embirrou desde miúdo com as enxadas e as ceifeiras. Tratou de avançar com o seu próprio negócio e passou a vender ráfia aos produtores de vinho que a usavam para forrar as garrafas de chianti. Em seguida arranjou um emprego numa fábrica de bicicletas e, a partir daí, nunca mais a vida deixou de correr-lhe sobre rodas. Começou a competir com 13 anos e fez-se profissional aos 21. Pelo meio casou-se com um rapariga chamada Adriana Bani. A boda foi consumada pelo cardeal Della Costa e recebeu bênção papal e tudo. Foi a forma de Pio XII lhe agradecer a bicicleta que Gino lhe enviara de presente.
Há um episódio na vida de Gino Bartali, O Nariz que Salvou a Itália, que todos contam, cada um à sua maneira. Gino estava numa esplanada sobre a praia, em Cannes, tomando notas para a etapa do dia seguinte da Volta à França. Decorria no dia 14 de julho de 1948. Um homem de gabardina esperara pacientemente em frente à praça de Montecitorio. Não era um homem sequer, apenas ainda um fedelho. Viajara entre Génova e Roma para assassinar Togliatti, o chefe do Partido Comunista Italiano. Disparou por quatro vezes. Três balas atingiram Togliatti, uma delas na cabeça. A quarta perdeu-se. Os jornais da tarde berravam em manchete: Togliatti colpito a morte in Piazza Montecitorio.
A Itália entrou em convulsão. Por toda a parte havia movimentos de revolta, cenas de pancadaria, os passeios sujos de sangue. O país precisava de Gino Bartalli, tal como precisara dele durante a II Grande Guerra para formar uma rede clandestina que permitiu a fuga de centenas de perseguidos pelo regime nazi-fascista.
O empregado do hotel surgiu na esplanada e dirigiu-se a Bartalli. Havia um telefonema urgente à sua espera, Gino sobressaltou-se. Pegou no auscultador e ouviu uma voz do outra lado: «Pronto, Gino, ciao, sono Alcide De Gasperi...». Ao sobressalto seguiu-se a incredulidade. O primeiro-ministro de Itália? A que propósito?
De Gasperi traçou o quadro negro dos confrontos que tinham tudo para degenerar numa guerra civil. Precisava de um momento de distração, Ou melhor: de um momento de união. Perguntou: «Gino, puoi vincere il Tour?» Gino tinha 34 anos, gastara muito as pernas em duras compitas nas montanhas de Espanhas, Itália e França. Não era à toa que lhe chamavam l’Intramontabile. Sabia que estava perante a tarefa impossível, a vinte minutos de distância do líder, Louis Bobet. Mas respondeu com o seu sotaque de ferro: «Eccellenza, il Tour non lo so, ma la tappa di domani la vinco».
A etapa do dia seguinte era uma etapa para soldados do pelotão: Cannes-Briançon-Aix-les-bains. O que se segue é uma das lendas da Volta a França: Bartalli voa na frente de todos os seus opositores, pedala furiosamente como se trouxesse toda a Itália nos pés, os franceses estão boquiabertos, já não o imaginavam capaz de algo tão violento. Gino ganha a etapa. E também a do dia seguinte. De repente, o Tour está de olhos postos em Ginettacio.
A Itália está também de olhos postos em Bartalli. A raiva acalma. Discutem-se nos cafés as etapas que aí vêm e esquece-se a política.
Paolo Conte escreve uma música sobre Gino. Toda a gente a aprende de cor:
«Oh, quanta strada nei miei sandali 
quanta ne avrà fatta Bartali 
quel naso triste come una salita
quegli occhi allegri da italiano in gita 
Io sto qui aspetto Bartali
scalpitando sui miei sandali
da quella curva spunterà
quel naso triste da italiano allegro».
O italiano alegre de nariz triste está no coração de todos os compatriotas. Em plena sessão do parlamento, o deputado Tonengo, do Partido Democrata-Cristão, inicia o seu discurso com a notícia de que Gino Bartalli acaba de vencer mais uma etapa da Volta a França, a etapa decisiva. As palmas estralejam. Nas aldeias da sua Toscânia natal, rebentam foguetes e surgem festas espontâneas pela madrugada. No dia 16 de julho, os jornais italianos só têm um assunto com o qual encher as primeiras páginas: Gino Bartali ha vinto al Tour De France. La guerra civile è scongiurata. Gino Bartali ha salvato la patria. Gino do nariz triste. Uma vitória no Tour dez anos após a primeira..."

“Baggio era o melhor, mas era um jogador de ninguém”: a história do poeta que nunca jogou um Europeu


"Il divin codino tem uma história curiosa na sua carreira: jogou três Campeonatos do Mundo, mas nunca esteve num Campeonato da Europa. Em 1996, dois anos depois daquele mágico Mundial, Arrigo Sacchi não o levou ao Europeu e fomos saber porquê

Uma vez perguntaram a Borges para que servia a poesia. E ele, sendo poeta e poetando, perguntou para que serviam os amanheceres, as carícias, o cheiro do café, enfim, tudo o que é maravilhoso e não quantificamos, nem coisificamos. Outra vez, em meados da década de 90, perguntaram a Óscar Tabárez, o então treinador do AC Milan, porque Roberto Baggio jogava tão pouco: “Não há espaço para poetas no futebol”. E se, baralhando esta história quase inútil, tivessem perguntado a Borges para que servia Baggio?…
Il divin codino tem, entre centenas, uma história curiosa na sua carreira: jogou três Campeonatos do Mundo, mas nunca esteve num Campeonato da Europa. Em 1988, ainda estava a começar a seduzir os que sonhavam acordados com Antognoni no Artemio Franchi, o campo da Fiorentina. Em 1992, a Itália não se qualificou para o torneio depois de ficar atrás da União Soviética, que seria substituída naquele belo, belo verão dinamarquês pela Comunidade de Estados Independentes.
Em 1996, Arrigo Sacchi, que quase foi campeão do mundo dois anos antes graças ao genial número 10, não o convocou. Em 2000, em trânsito do Inter para o Bologna, já entrara noutra fase da carreira, embora dois anos depois tenha ficado a ferver por Trapattoni não o ter levado ao Campeonato do Mundo na Coreia do Sul e Japão. Em 2004, na última época da carreira, com a camisola do Brescia, o telefone também não tocou, apesar da juvenil esperança, dele e dos homens que choram por homens como ele.
O futebolista que se converteu ao budismo, e cuja figura agora é protagonista na Netflix, talvez já tenha encontrado a paz interior para digerir tantas ausências num torneio especial para os europeus. Por aqui ainda saltita um pugilista no pensamento a fazer perguntas como socos: como é que é possível, após aquele Mundial nos Estados Unidos, somente dois anos depois, aquele homem de rabicho inolvidável, da profunda tristeza que rasgava a relva com os olhos após um desafinado penálti e depois de tantas e tantas jogadas divinas ter ficado de fora do Euro 96?
Volvidos uns bons anos, Arrigo Sacchi quebrou finalmente o silêncio. “Deixei o Baggio de fora no Europeu de 1996 por problemas físicos, não por ter má relação com ele”, disse o ex-selecionador em entrevista ao "Goal". Mesmo depois daquele imenso Campeonato do Mundo, os dois nunca se deram muito bem. “Ele tinha problemas no joelho. A única razão pela qual não o levaria era por questões médicas, não por outras razões”, insistiu o treinador.
Paolo Tomaselli, jornalista do “Corriere della Sera”, confirma à Tribuna Expresso a versão. “Acho que era verdade que Baggio não estava na sua melhor forma. Teve um problema nessa época com o joelho, como sempre. Penso que Sacchi decidiu não chamá-lo por não estar em condições. Para ser honesto, não me lembro do debate, acho que não houve um grande debate sobre isso. O Baggio era o nosso melhor jogador, mas era um jogador de ninguém. Isto é, não era apoiado por jornalistas do Milan ou por jornalistas da Juventus. Não sei se já viste o filme da Netflix sobre ele, ele é um jogador de seleção nacional, mas nessa ocasião não houve um grande debate nem grande escândalo pela decisão do Sacchi”.
Não houve debate, nem um motim, como aquele que os adeptos da Fiorentina montaram quando o clube viola vendeu o craque à Juventus, eterno rival emocional. Mas houve, em 1997, um motim pessoal… contra Sacchi, que depois do Europeu e já durante a época substituiu no banco do Milan Óscar Tabárez, o tal senhor que não apreciava poetas na cancha.
A seguir a ficar de fora contra o Bologna, admitiu que ia pedir a Silvio Berlusconi para sair, o Real Madrid piscava-lhe o olho na altura, Christian Panucci era o embaixador daquela causa. “Porque decidiu romper oficialmente com Sacchi?”, perguntou-lhe numa entrevista o jornalista do “El País”. “Porque já não posso mais. Já não aguento mais que me façam passar por tolo. Tenho 30 anos, já não sou um miúdo”, disse o internacional italiano, insatisfeito.
Nas perguntas seguintes foi desabafando sobre o facto de Sacchi não ter coragem para lhe dizer porque não jogava. “Se mereço jogar, creio que é justo que o treinador me deixe jogar. Se não, quererá dizer que há algo mais, algo que Sacchi não tem valor para me dizer. Eu sou um profissional sério, já é altura de todos saberem a verdade. Algumas vezes li que não jogava porque não estava em forma ou por não me encontrar bem. Isso é não é verdade. Estou em forma e encontro-me bem.”
Aquele penálti na final do Mundial contra o Brasil ainda estará atravessado?, perguntaram-lhe ainda. “Não sei se é um problema de simpatia ou de antipatia, já não tento encontrar explicações para este tema. Só sei que com 30 anos não posso continuar a jogar a vida a cada jogo. Para além disso, se a equipa perde deixam-me a mim de fora, como se eu tivesse a culpa da derrota. Que me expliquem porque Sacchi não me deixa jogar e ficarei tranquilo. Mas que não me voltem a fazer de tolo. Estou triste e amargurado, perdi a paciência. Já não podia calar-me.”
Em 1996, Baggio não foi o único grande futebolista a ficar de fora, pois também o nome de Giuseppe Signori não constava na lista da squadra azzura. Signori, avançado da Lazio, foi o melhor marcador da Serie A com 24 golos, tal como Igor Protti, do Bari. Atrás, com 22, estava Enrico Chiesa, que juntamente com Alessandro Del Piero colmataram as ausências dos jogadores históricos. O Euro 96 foi um desastre para a Itália, que não passou dos grupos depois de algumas opções muito questionadas do treinador. Afinal, como escreveu Miguel Pereira no livro “Sueños de la Euro”, a “polícia do karma” entrou em campo.
Em 1998, com Cesare Maldini, Baggio voltou a jogar um Campeonato do Mundo, embora com o número 18, uma heresia, já que Del Piero herdou a famosa maglia 10 de Demetrio Albertini. Baggio fez dois golos, à Áustria e ao Chile, este de penálti. Assim que o árbitro apitou para a grande penalidade, as mãos de Baggio descansaram nos joelhos, os olhos voltaram a ficar enfeitiçados pela relva. Estaria a pensar no penálti ao Brasil quatro anos antes? Chiesa aproximou-se, talvez para o animar, mas Dino Baggio levou-o dali para fora, aquele momento era para Roby, estava a arrumar o orgulho e a dor nas gavetas certas das entranhas.
Pouco depois, em novembro, nas páginas do “El País”, a pena de Santiago Segurola voltou a pegar na ideia da poesia. “Ninguém como ele sofreu as consequências da evolução no futebol rumo à estupidez. Há muito de poético e dramático na figura de Roberto Baggio, futebolista da velha escola. (...) O dramático em Baggio, e o que convida a amá-lo, é a sua posição residual, mas também a sua firmeza para resistir aos sucessivos golpes que os seus treinadores lhe deram, esses treinadores que vão com um esquema debaixo do braço e proclamam o seu entusiasmo pela pressão, marcação e rasgo. Baggio, o último da sua espécie, não participa em nenhuma dessas condições.”
Olhando à volta, quantos poetas conhecemos?

O Que Esperar Da Itália de Mancini?
O Campeonato da Europa começa esta sexta-feira, com um sedutor Itália-Turquia, um duelo que aconteceu pela primeira vez na caminhada para o Euro 64 e que os italianos venceram por 6-0, com quatro golos de Alberto Orlando e dois de Gianni Rivera, il bambino de oro.
A Itália de Roberto Mancini, que esteve no Euro 88 e marcou à Alemanha, acabou em primeiro lugar na fase de qualificação para o Euro 2020, com 10 vitórias em 10 jogos (37 golos marcados, quatro sofridos). O futebol já nada tem a ver com o velhinho e cansado catenaccio.
“A seleção italiana pode fazer um bom torneio. As expectativas estão talvez um bocadinho altas porque ganhámos tantos jogos seguidos, embora com equipas mais pequenas”, admite Paolo Tomaselli, jornalista do “Corriere della Sera”.
“Não sabemos exatamente como a equipa pode evoluir durante o torneio quando enfrentar equipas melhores. Mas temos uma boa mistura de jogadores e Mancini trouxe o espírito de clube, mentalidade de clube, até na forma como jogam. Estão a jogar um futebol muito bom, de ataque, com uma boa defesa, um guarda-redes forte, com Chiellini sempre atrás. No meio-campo há Jorginho, que ganhou a Liga dos Campeões. A maior dúvida é o número 9, talvez Immobile seja o homem, com Belotti no banco. Immobile já está nos trintas, esperamos muito dele, assim como de Insigne. Acho que o jogador mais importante vai ser Barella, um rapaz do Inter, muito, muito forte no meio.”
Já Tomás da Cunha, comentador da TSF e Eleven Sports, fala num “tremendo” potencial. “Esta Itália, não podendo ser considerada favorita número um ou número dois, tem apesar de tudo um potencial tremendo para ser uma espécie de surpresa. Digo surpresa porque falharam o apuramento para o Mundial de 2018, bateram no fundo. Mas, desde então, com a chegada de Mancini, a equipa transfigurou-se completamente.”
Tomás da Cunha recorda que a Itália não perde desde o jogo contra Portugal, em 2018, somando muitos jogos sem sofrer golos, o que revela uma importante confiança e solidez por parte dos italianos. “É uma equipa ofensiva, que parte do 4-3-3, com muito protagonismo para os médios. É aqui que a Itália pode dar o passo para se igualar com as principais seleções do torneio. Verrati e Jorginho são dois dos melhores organizadores do mundo. Depois há outros jogadores, como Barella, essencial no título do Inter de Milão, e Locatelli, uma das estrelas do Sassuolo e com potencial para chegar às principais equipas do futebol europeu. Esta Itália, no meio-campo, acaba por mandar nos jogos, daí que consiga ter tantas soluções com bola, para depois servir os homens da frente.”
A visão deste comentador vai na linha da de Paolo Tomaselli, colocando Immobile como principal candidato à posição de bomber, ou avançado. “Já Insigne, que chega com 29 anos, é uma das estrelas mais feitas desta seleção italiana. Do outro lado há dúvidas, entre Berardi e Chiesa, que foi uma das estrelas da Juventus, que fez uma temporada para esquecer. Há essa dúvida, mas, de facto, a Itália chega com jogadores em ascensão e muitos deles no ponto de rebuçado da carreira. Verratti e Jorginho, por exemplo, são bastante maduros. Barella tem 24 anos mas já está claramente entre os melhores médios do futebol europeu. Depois é difícil encontrar um extremo como Chiesa, tão enérgico, tão eletrizante, tão vertical, com capacidade de finalização. Insigne é um jogador algo subvalorizado, porque está há muitos anos no Nápoles e nem sempre luta por títulos.”
No fundo, resume Tomás da Cunha, “esta Itália, quer no onze quer no banco de suplentes, é muito bem treinada por Mancini e tem soluções”. Ou seja, “pode ser uma das seleções que melhor joga neste Europeu e ser também uma potencial seleção a chegar às fases adiantadas”.
A Itália está no Grupo A, juntamente com Turquia (esta sexta-feira, às 20h, TVI e SportTV), Suíça e País de Gales."

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Neno, sempre entre nós!


"O Sport Lisboa e Benfica expressa o seu profundo pesar pelo falecimento do nosso antigo guarda-redes Neno, que tinha 59 anos. Os nossos pensamentos vão, nesta altura de saudade e vazio, para a sua família.
Para sempre ficarão na memória de todos os Benfiquistas as grandes exibições que Neno protagonizou com a camisola do Benfica. Para sempre ficará também o talento de um dos guarda-redes mais marcantes do futebol português.
De águia ao peito de 1985 a 1987 e também de 1990 a 1995, o antigo guardião sagrou-se Campeão Nacional três vezes (1986/87, 1990/91 e 1993/94). Envergando o Manto Sagrado, venceu ainda três Taças de Portugal (1985/86, 1986/87 e 1992/93) e fez parte do elenco que conquistou a Supertaça em 1985.
A todos os seus familiares e amigos, o Sport Lisboa e Benfica endereça, neste momento de grande consternação, as mais sentidas condolências por parte de toda a Família Benfiquista.
A memória de Neno estará sempre entre nós."

Saudades, Neno


"O dia amanheceu triste para a nação benfiquista com a notícia do falecimento, aos 59 anos de idade, do nosso antigo jogador, Neno. O Sport Lisboa e Benfica já manifestou o seu "profundo pesar" através de nota de condolências publicada no sítio oficial, onde também enaltece o percurso do guarda-redes de águia ao peito, que se notabilizou pelo contributo para a conquista de três Campeonatos Nacionais e três Taças de Portugal.
Entretanto, ontem foi dia de novo jogo da final do Campeonato Nacional de futsal, o terceiro, em que fizemos uma boa exibição e tivemos ascendente, sobre o adversário, em largos períodos do jogo, o qual ficou marcado pela indesejável polémica fruto de uma decisão de arbitragem errada com indiscutível influência no resultado.
O Sporting venceu a partida, realizada em Alvalade, por 2-1, encontrando-se agora em vantagem na fase derradeira da prova. Recordamos que esta é disputada "à melhor de 5", o que significa que são necessários três triunfos para garantir o título nacional. O Sporting lidera a final por 2-1, sendo que o próximo jogo está agendado para domingo, dia 13, às 17h30 na Luz.
Em comunicado oficial, o Sport Lisboa e Benfica deu conta da revolta sentida por um erro de arbitragem que fez pender a balança para o lado leonino quanto à definição do vencedor. Com o marcador a registar um empate a uma bola, o Sporting viu ser-lhe atribuído um golo num lance "em que a bola, manifestamente, não entra toda na baliza, como ditam as regras". As imagens são claras e contrariam a decisão errada tomada pelos árbitros: não houve golo.
Segue-se a quarta partida, cujo objetivo da nossa equipa é vencer e, assim, levar a decisão do Campeonato para a chamada "negra".
Além do futsal, entrarão ainda em ação, ao longo do fim de semana, as equipas femininas de andebol e hóquei em patins.
No andebol estão agendadas as duas últimas jornadas do Campeonato. Em função do recente regresso do Benfica ao escalão máximo, a época tem-se revelado acima das expectativas. À entrada da penúltima jornada, a nossa equipa continua com possibilidades de se sagrar campeã nacional, apesar de não ser favorita tendo em consideração a classificação atual (2.º) e os jogos em disputa. No sábado defrontaremos, na Luz, o Alpendorada (15h00), e, no domingo, no reduto adversário, o Colégio de Gaia às 18h00.
No hóquei, as heptacampeãs nacionais entraram a ganhar nos quartos de final do Campeonato e têm agora a oportunidade de selar o apuramento para a ronda seguinte, bastando um triunfo para consegui-lo (sábado, às 16h00, na Luz; caso necessário, domingo, às 19h00, na Luz).
De Todos Um, o Benfica!"

Não Golo !!!


"Assim se continuam a decidir Campeonatos em Portugal. 1 golo para cada lado, vitória do Sporting.
Há alguém que vá defender o Benfica hoje?"

Tóquio #16: Maria Caetano...