Últimas indefectivações

terça-feira, 8 de junho de 2021

A importância do HPD


"O sucesso desportivo das equipas do Sport Lisboa e Benfica depende em grande medida da condição física e psíquica dos seus atletas, impactando na sua disponibilidade e rendimento em treino e competição.
Por essa razão, o SLB tem vindo a investir fortemente quer no âmbito da prevenção, diagnóstico e tratamento da patologia desportiva, quer na maximização da performance dos seus atletas de alta competição, integrando estas valências numa só estrutura – o Human Performance Department – com a missão de garantir o máximo rendimento dos seus atletas, salvaguardando a saúde e a disponibilidade dos mesmos a todo o tempo nas melhores condições físicas e psicológicas, através de uma abordagem holística multidisciplinar.
A trabalhar diariamente na Clínica Benfica, no Benfica Campus, nos Pavilhões desportivos e em todos os locais em que os atletas do SLB treinam e competem, está uma equipa de mais de 100 profissionais altamente qualificados – médicos (especialistas em Ortopedia, Fisiatria, Medicina Desportiva, Cardiologia Desportiva e Medicina Geral), enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e fisiologistas –, que trabalham de forma integrada com atletas e equipas técnicas nas seguintes frentes:
- Minimizar o risco e severidade de lesão desportiva, através da implementação de planos de trabalho preventivo individualizados tendo em conta fatores como a posição em que o atleta joga, a idade, o histórico clínico e os resultados obtidos na avaliação funcional, biomecânica, antropométrica e psicológica ao longo de toda a época desportiva. A reeducação e reforço alimentar, e o reforço físico das áreas anatómicas mais propensas a lesões através de planos de treino personalizados, são exemplos de atividades desenvolvidas de prevenção;
- Garantir o acompanhamento dos processos lesionais – desde o pós-lesão imediato, passando pelo diagnóstico, tratamento e reeducação seguindo as melhores práticas, até à total reintegração dos atletas em treino e competição sem limitações;
- Desenvolver as competências psicológicas de atletas e treinadores, como por exemplo a comunicação, a liderança, a motivação, a resiliência, a gestão dos níveis de stress e ansiedade pela pressão desportiva, bem como monitorizar a saúde mental dos mesmos e intervir sempre que necessário;
- Otimizar as capacidades físico-motoras, em articulação com as equipas técnicas, preparando-os para as exigências do treino/jogo, nomeadamente quanto à sua força, agilidade, velocidade, coordenação, resistência e flexibilidade, imprescindíveis à alta competição;
- Apoiar as equipas técnicas no planeamento e processo de treino, monitorizando a carga a que o atleta está sujeito através, por exemplo, da avaliação da frequência cardíaca durante a atividade desportiva, ou da tecnologia GPS para análise de diferentes métricas que caracterizam o esforço de cada atleta (p.e. distância percorrida, n.º de sprints, velocidade máxima);
- Monitorizar a recuperação física pós-treino e jogo, aferindo o dano muscular por biomarcadores, a qualidade/quantidade de sono, ajustando a alimentação, hidratação e suplementação de forma individualizada sempre que necessário;
- Apoiar a tomada de decisão do Clube no que respeita a novas contratações de atletas, pela avaliação rigorosa da condição física e psicológica dos mesmos;
Adicionalmente, o HPD entende como sua responsabilidade ética zelar pelo futuro dos atletas, pelo que desempenha um papel ativo na educação dos jovens atletas e seus familiares para adoção de hábitos saudáveis, promoção da sua autonomia e responsabilidade, por via de ações de formação e atividades dinâmicas individuais e em grupo.
O HPD conta ainda com uma estrutura de investigação, desenvolvimento e inovação – Knowledge and Innovation Center (KICK) –, que tem como missão a constante otimização da sua intervenção, assegurando a adoção das melhores práticas internacionais, a tomada de decisões baseada no mais recente conhecimento e metodologia científica e a formação e desenvolvimento profissional dos seus colaboradores.
O HPD é assim uma peça-chave para que o sucesso desportivo do Clube possa ser alcançado, trabalhando com dedicação, empenho e espírito de equipa em prol dos milhares de atletas que compõem a família benfiquista."

O Regresso de Tiago Dantas


"Depois de uma temporada praticamente sem jogo – Fez 7 jogos na Equipa Secundária do Bayern, que disputa a terceira divisão, e menos de 70 minutos na equipa principal bávara, o talentoso médio regressa ao Benfica.
Tecnicamente esclarecido como poucos outros a nível mundial, de Tiago espera-se que nunca perca a bola. É o tipo de jogador que facilita o jogo ofensivo das suas equipas. Sem erro, dá fluidez, liga cada sector e corredor com a qualidade dos predestinados em posse. Contudo, o seu regresso surge pós temporada traumatizante onde se sentiu em demasia as dificuldades sem bola dos médios do Benfica – E todos eles terão aí mais argumentos que o pequeno talento. Apesar do nível técnico absurdo, o seu raio de acção no momento defensivo, e capacidade para resgatar a bola para a sua equipa fazem prever que jamais será médio centro com Jorge Jesus. Mas poderá Dantas surgir nas costas de um avançado? Na sua despedida em Munique, jogou nas costas de Choupo-Moting, à frente de Kimmich e de Muller, alimentando Coman e Musiala."

Benfica After 90 - 2020/21

Quando o "demoníaco" Šekularac fechou a porta do primeiro Europeu na cara de Portugal


"Os carrascos dos portugueses seriam os primeiros finalistas da então Taça das Nações da Europa, em 1960. O sonho lusitano, com Matateu e Coluna em destaque, caiu por terra perante a fineza do número 10 jugoslavo e companhia

O povo português não sabe o que é estar ausente de uma competição, seja Europeu ou Campeonato do Mundo, desde 2000. A cada dois anos, os amigos e as famílias juntam-se à frente da televisão para ver os rapazes de vermelho com jeito para convencer a bola a fazer certas coisas. Mas não foi sempre assim.
Só 36 anos depois da primeira edição do Mundial, que teve lugar no Uruguai em 1930, é que Portugal se estreou naquelas andanças (Inglaterra-66). Quanto a fases finais de Campeonatos da Europa, que arrancaram em julho de 1960, os portugueses só se estrearam em 1984, em França. Foi preciso esperar muitos anos para se saber como suspiram e se enamoram as multidões que ocupam as bancadas das grandes competições.
Quando se desbobina a fita do primeiro Campeonato da Europa e vemos aquela final four, com França, Jugoslávia, Checoslováquia e União Soviética, parece que os portugueses nunca tiveram hipótese de entrar naquelas jogatanas históricas. Mas tiveram…
A caminhada lusa para o Europeu - ou Taça das Nações da Europa, um sonho de Henri Delaunay que teve de esperar que a desavinda pólvora baixasse os olhos - começou a 21 de junho de 1959, em Berlim Oriental. Portugal, com golos de Matateu e Mário Coluna, ganhou a primeira mão contra a República Democrática da Alemanha. O enviado especial do “Diário de Lisboa”, Fernando Soromenho, apreciou o desempenho do avançado do Belenenses: “Agressivo, batalhador e entusiasta, causou grandes calafrios nas hostes adversárias, pois a sua exuberância, combinada com a subtileza de Carlos Duarte, foi poderosa arma de desmembramento da defesa adversária”.
Num jeito de outros tempos, Figueiredo, que fez carreira no Belenenses, resumiu então assim o jogo: "Os alemães entraram cheios de genica, julgando por certo que arrancariam triunfo fácil. Engaram-se, porém, porquanto acabámos por chamar a nós a vitória, aliás merecidamente. Gostei da minha atuação. (...) Dos alemães gostei do [Günter] Schröter", um atleta do BFC Dynamo.
Na segunda mão, nas Antas, os portugueses voltaram a vencer: 3-2, cortesia de Coluna (2) e Cavém. Soromenho, dificilmente impressionável, escreveu: “Em estilo desorganizado, sem rompantes de ‘raça’, o grupo nacional consentiu um resultado enganador que não se coaduna com a capacidade técnica dos alemães”.
"Os alemães jogaram com muito mais dureza que em Berlim", sentenciou então Cavém, futebolista do Benfica. "Lá, o jogo foi muito mais agradável e mais correto." Coluna concordou que os rivais foram mais temíveis: "Jogaram mais desta feita. Apesar disso, julgo que vencemos bem e que o resultado se ajusta ao desenrolar da partida".
Seguiu-se a Jugoslávia, que havia eliminado a Bulgária na ronda anterior, para a derradeira eliminatória antes da tal final four.
Os jugoslavos eram finos a jogar. O meio-campo gostava de tocar a bola, Perušić tinha categoria, Kostic era potente e veloz junto à linha, havia mobilidade, harmonia, uma ideia (menos física) e pouca urgência, jogava-se bem. Mas o mago dos magos, e que nenhuma alma e coração parem de latejar sem o ver jogar, era Dragoslav Šekularac, o camisola 10.
Corria como correm os craques, era fino do mais fino que há, jogava com as duas pernas, era daqueles que já usava recorrentemente o calcanhar e obrigava o realizador a puxar a fita atrás. Até podia começar pelo lado direito, mas o campo era todo dele, procurava os espaços. Era um génio.
“Não foi em poucas ocasiões que a imprensa internacional lhe ofereceu uma alcunha que então era talvez a melhor que alguém podia dar a um futebolista do Velho Continente: o Garrincha europeu”, pode ler-se no livro “Sueños de La Euro”, de Miguel Pereira. Mané Garrincha, campeão do mundo pelo Brasil em 1958 e inflamador de corações suecos, era quem sabe o futebolista mais importante do mundo na época. Quando Šekularac morreu em 2019, aos 81 anos, o seu Estrela Vermelha prestou homenagem ao “rei do drible”.
O primeiro jogo daquela eliminatória, com quase 40 mil pessoas no Jamor, até correu bem. Joaquim Santana e Matateu trataram de fazer o marcador bailar até ao 2-0. Bora Kostić reduziu a nove minutos dos 90.
O exigente repórter do “Diário de Lisboa”, que já antecipava uma jornada dura em Belgrado, deixou-se seduzir pela qualidade dos visitantes. “Os jugoslavos são aquilo que vimos nos dois Mundiais de 1950 e 1954. (...) Notável técnica individual, no controle, na condução e cobertura da bola; passes matemáticos e terrivelmente enganadores, e uma concepção, digamos, descontraída do futebol concebido como ‘associations’.”No fundo, “era um exemplo típico da tradicional escola húngara”, escreve, numa referência aos magiares mágicos dos anos 50, os tais que massacraram a Inglaterra, em Wembley, no jogo do século, trocando a bola com mestria e revelando um dos primeiros falsos 9 da história, Nandor Hidegkuti.
Portugal estava assim a 90 minutos da primeira fase final da inédita Taça das Nações Europeias. “O triunfo luso ficou quase ferido de morte com o inoportuno golo de Kostić perto do final”, recuperamos um trecho do livro “Sueños de la Euro”. “O 2-1 deixava tudo em aberto para o jogo da segunda mão, em Belgrado. Ali, os portugueses aguentaram o pulso dos locais até ao intervalo, mas os rivais começaram a assegurar a passagem à fase final com um golo madrugador da sua grande estrela, o demoníaco Šekularac.” Depois do 1-0 aos 18’, Cavém até empatou, deixando a imaginação salivar, mas aquela Jugoslávia era outra loiça e acabou a golear Portugal por 5-1 (marcaram ainda Srdjan Cebinac, Milan Galić e Bora Kostić duas vezes)
“Baile de grande gala em Belgrado”, berrava a página 17 do “Diário de Lisboa”. “O encontro de Belgrado não representou mais do que a simples confirmação do que cepticamente se pensava a respeito da selecção nacional, cujos mentores quase se esfalfaram a apregoar que a vontade, a valentia, o espírito de luta, a confiança, a atmosfera de optimismo, etc, etc, obram prodígios e seduzem quantas vezes a deusa da Fortuna…”. O cronista falou então de um jogo abraçado pela euforia, graças a uma multidão brindada com “uma exibição de fino recorte técnico, altamente prometedora”.
Os portugueses foram engolidos por “teias de passes, fintas e dribles plenos de preciosismos técnicos, ligados a um conjunto harmonioso, límpido e, ao mesmo tempo, terrivelmente prático e eficaz”, celebrava Fernando Soromenho, que, não querendo deixar qualquer dúvida quanto ao seu sentimento, deixou ainda outra nota: “Venceu, de longe, a melhor equipa e os 5-1 não traduzem suficientemente a supremacia total revelada pelos jugoslavos”. O sonho dos portugueses de jogarem uma fase final de um Campeonato da Europa teria de esperar 24 anos, uma estreia que seria apenas travada pelo quadrado mágico francês que jogava como quem bebia champagne.
A Taça das Nações Europeias, que teria como palco um dos territórios finalistas, teve lugar em França, num evento ainda não tão importante como seria mais tarde, menor do que Jogos Olímpicos e Campeonato do Mundo. A Checoslováquia e a União Soviética, que beneficiou da desistência da Espanha, pois o ditador Francisco Franco não queria misturas em solo comunista, foram os outros finalistas.
As meias-finais ditaram Jugoslávia-França e URSS-Checoslováquia. No primeiro jogo, no Parque dos Príncipes, em Paris, os jugoslavos mostraram o que haviam mostrado com Portugal e lograram uma cambalhota fascinante no resultado, vencendo por 5-4 uma seleção que não pôde contar com Raymond Kopa, Roger Piantoni e o killer Just Fontaine, que ainda detém o recorde de golos num Campeonato do Mundo - 13, em 1958.
No outro encontro, no Vélodrome em Marselha, os soviéticos despacharam os checos por 3-0, com golos de Valentin Ivanov (2) e Viktor Ponedelnik. Na baliza estava o mítico Lev Yashin. Na final, após prolongamento, a União Soviética foi mais feliz naquele duelo comunista e venceu os rivais por 2-1, com mais um golo de Ponedelnik, que em russo significa segunda-feira. "A final começou às 22h00, horário de Moscovo, no domingo, e no fim do prolongamento já era meia-noite, basicamente segunda-feira", contou uns anos mais tarde o camisola 9 soviético. "O meu apelido foi um sonho para as manchetes!"
A Jugoslávia, o carrasco de Portugal, voltaria a uma final em 1968, mas tropeçaria na derrota novamente, desta vez com a Itália de Facchetti, o homem com sorte ao jogo. A Jugoslávia é o país que mais derrotas tem em finais de Europeus sem saber como é levantar a taça Henri Delaunay."

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Tudo em aberto no Futsal


"As emoções estão ao rubro na final do Campeonato Nacional de futsal, com a nossa equipa, ontem, a igualar a contenda com o Sporting num jogo eletrizante disputado na Luz. Após o empate a cinco golos verificado no tempo regulamentar, superiorizámo-nos no prolongamento, saindo vencedores do segundo jogo por 7-5.
À semelhança da primeira partida, o equilíbrio entre as duas equipas foi a nota dominante. Desta feita melhorámos significativamente a eficácia no aproveitamento das ocasiões de golo, o que nos colocou mais perto do triunfo.
A entrada forte dos comandados de Joel Rocha proporcionou a vantagem inicial, mas o Sporting deu a volta ao marcador e chegou ao 1-3. Ainda antes do intervalo, alcançámos o empate. De novo na segunda metade a equipa leonina chegou a dois golos de vantagem, mas a nossa equipa mostrou qualidade, crença e maturidade e não se deixou abater, empatando o desafio, estando inclusivamente perto do sexto golo, mas a bola foi ao poste. No prolongamento, dois golos sem resposta garantiram o triunfo para as nossas cores.
Benfica e Sporting têm agora uma vitória cada, sendo que precisamos de mais dois triunfos, em três jogos, para revalidarmos o título. O próximo encontro está agendado para quinta-feira, dia 10, às 20h30 no Pavilhão João Rocha.
Sorte diferente teve a nossa equipa de andebol na final four da Taça de Portugal. Nas meias-finais vencemos o Sporting por 26-24, porém, no dia seguinte, perdemos na final ante o FC Porto.
O nosso treinador Chema Rodríguez reconheceu que "o FC Porto se adaptou melhor às circunstâncias que este jogo teve". Foram circunstâncias inusitadas, conforme explanou o vice-presidente Fernando Tavares, que se traduzem numa "arbitragem absolutamente miserável que condicionou o jogo", nomeadamente por termos tido "12 exclusões". "Foram 24 minutos em 60 com menos um jogador, 40% do tempo", notou.
Destaque ainda para os desempenhos de Fernando Pimenta e João Ribeiro no Campeonato da Europa de canoagem. O primeiro conquistou a medalha de prata em K1 1000 e a de bronze em K1 5000, enquanto o segundo se sagrou vice-campeão em K1 500."

Toma Basic, o 8 prometido


"É alto (190), canhoto, duas vezes internacional pela selecção da Croácia, e joga no meio campo do Bordéus.
Toma Basic reúne características que escasseiam no meio campo do Benfica. Tem argumentos defensivos e ofensivos – A passada larga permite-lhe cobrir rapidamente espaços largos no momento defensivo – Seja em Transição ou em Organização, ao mesmo tempo que proporciona a chegada à área adversária que Jorge Jesus tanto preza num oito.
Revela dificuldades sob pressão aquando da posse – Um oito que perde mais do que recupera, nunca será de topo Mundial – embora quando é o seu momento defensivo, pressione com qualidade.

Aos vinte e quatro anos poderá estar de saída do Bordéus para rumar a Lisboa. Não é um oito que possa criar que não em momentos excepcionais, como é Taarabt, por exemplo, mas é bastante mais completo – pela forma regular com que joga em todos os momentos do jogo – que as outras opções que o Benfica teve para o seu meio campo. Formado no Hajduk Split, uma das principais academias do futebol Mundial, revela inteligência na forma como prepara cada acção para dar seguimento ao jogo – Recebe com ambos os pés o que lhe possibilita ser eficiente no momento de acelerar o jogo, e é ainda uma tremenda mais valia na bola parada – Livres e Cantos Ofensivos."

SL Benfica | Al Musrati nas asas da águia?


"Almoatasembellah Ali Mohamed Al Musrati. Enquanto leram o nome completo dele, o rapaz já “roubou” a bola e colocou-a jogável 15 vezes. Um dos pilares do Rio Ave FC e do SC Braga de Carlos Carvalhal, o médio líbio está no radar do SL Benfica, que parece tentado a fazer dele uma das grandes novelas de verão.
Com 1,89m e 83Kg, Al Musrati sabe impor o seu físico perante os adversários na hora de recuperar o esférico, beneficiando ainda do seu exímio sentido posicional para chegar da melhor forma ao duelo ou até antecipar-se e evitá-lo. Quando recupera a bola (que é o que acontece na maioria das vezes), não se coíbe de assumir a saída de bola na transição, arriscando sem medo o passe vertical quando este se imponha.
Pela qualidade que também apresenta com bola, pode revelar-se bivalente. Não será o “8” de transporte à medida de Jorge Jesus, mas poderá ser mais do que um mero recuperador de bola, mesmo jogando claramente como “6”, podendo partir dele a iniciativa encarnada nas saídas para ataque ou contra-ataque.
O líbio de 25 anos prima não apenas pela qualidade, mas pela consistência e fiabilidade. Na época findada no último 23 de maio, Al Musrati participou em 44 partidas pelos arsenalistas e fez os 90 minutos nas três partidas para as quais foi chamado pelo selecionador líbio na qualificação para a CAN. De resto, as 34 internacionalizações (com dois tentos apontados) do médio demonstram que Al Musrati é já peça fundamental no xadrez líbio.
Apesar da chegada à área não ser o seu ponto forte – movimentos verticais de transporte não são a sua praia (sendo médio-defensivo, não surpreende) -, na temporada 20/21 mostrou ter golo e preponderância no último terço, somando quatro golos e três assistências.
Isto não significa, no entanto, que Al Musrati não apareça no último terço. De resto, o líbio até está muitas vezes próximo da área adversária, pela sua capacidade de pressionar alto e “roubar” a bola numa posição adiantada do terreno, característica que faz dele um médio à medida de Jorge Jesus.
Por tudo o que é e por tudo o que mostrou, Al Musrati seria uma aquisição de grande relevo e de baixo risco para as águias. O montante para o resgatar do SC Braga será sempre bastante avultado, mas poderá compensar. Não será, todavia, um jogador para emparelhar com Weigl ou com Florentino, pelo que a sua entrada no plantel deverá sempre implicar a saída de um dos dois mencionados. E, nesse caso, talvez seja melhor ponderar com muita cautela o próximo passo…"

O culto da derrota


"Se a derrota é a escola do carácter, a nossa seleção de “esperanças” (ou, como mandam as organizações, sub-21, embora eu prefira “esperanças” ou, em alternativa, “promessas”) é a faculdade. Três finais, três finais perdidas. Nem a “Geração de Ouro”, a primeira a chegar ao jogo decisivo, pôde fazer melhor e lá teve de se contentar com o paliativo prateado dos segundos lugares que no futebol, ao contrário do atletismo, não contentam nem aliviam. Três finais perdidas, dizia eu, duas por 1-0, outra nos penáltis, exigem uma certa arte, um saber perder, não no sentido do desportivismo, mas como se a derrota fosse um ofício com ferramentas e conhecimentos próprios.
Ontem, depois do golo alemão, viu-se logo que os rapazes não tinham aquele nadinha de arrogância, para vergar o adversário, para derrubar a muralha. Tiveram o mérito de não desistir, é certo, mas com a Alemanha a defender a vantagem, ou seja, autorizada a prescindir de qualquer vestígio de brilhantismo que pudesse ter em si, as diferenças entre as duas equipas tornaram-se evidentes: um conjunto de rapazes talentosos e franzinos de um lado, uma armada titânica de matulões teutónicos do outro. Se pedissem a um ilustrador para desenhar figuras que correspondessem aos estereótipos dos respetivos futebóis sairiam de certeza um Fábio Vieira (pálido, etéreo e tão leve que os pitons nem ferem a relva) e um Dorsch, aquele descendente dos gigantes genesíacos, barbudo como um bárbaro.
A propósito de Dorsch, acrescento que se a tez do rapaz fosse mais escura já haveria alguém a exigir certidões de nascimento. A sorte é que nós sabemos que em países como a Alemanha ninguém aldraba a idade, mas que fiquei desconfiado, fiquei. Se aqueles dois jogadores eram quase corporizações arquetípicas do futebol de cada um dos países, o momento em que Portugal foi Portugal, novecentos anos de história numa jogada, levando-me de volta aos tempos em que jogávamos muito mas não ganhávamos nada, foi o do lance magistral de Vitinha (outro talento sobrenatural num corpo de hóstia). O horror ao remate, meu Deus! Há quanto tempo eu não via essa interpretação da técnica como a procura das condições ideais, elementares, para se fazer um remate até não haver condições nenhumas para se fazer o remate e, muito simplesmente, não se rematar.
Desesperados, os comentadores bem que gritavam que Vitinha tinha tudo para fazer o golo, mas ter tudo é o mesmo que não ter nada. O que ele queria era o ideal. Aquele ponto perfeito, alquímico, em que o defesa adversário foi para as couves, a bola cai para o melhor pé e o guarda-redes, já sem noção do espaço atrás de si, deixa aberto o marco do correio em que só se tem de depositar, com elegância e educação, o envelope do golo. Como tudo o que é perfeito, esse momento é fugaz. Basta piscar os olhos e ele desaparece. Pela televisão, todos nós o testemunhámos e todos nós o vimos escapar, para sempre, aquele momento em que Vitinha devia ter chutado mas, portuguesmente, fatalmente, procurou as condições ideais, “ajeitou” a bola.
Não sei nada de alemão, mas duvido que haja naquela língua de filósofos e defesas-centrais o equivalente a “ajeitar” (diz-me o google que em alemão será “fix”, o mesmo que o inglês “to fix”, mas vê-se logo que não é a mesma coisa que “ajeitar”). Há pouco dizia que os nossos jogadores eram talentosos, mas os alemães também são. O que os alemães não são é “jeitosos” ou “ajeitadores”. Ontem perdemos não por falta de talento, mas por excesso de jeito. A derrota não foi a paga pelos nossos pecados, mas o corolário das nossas virtudes. A derrota foi o remate da nossa arte maneirista, do nosso barroquismo de chuteiras."

As crucificações de Nuno Tavares e Vitinha


"Num espaço de apenas três dias, dois jovens do futebol português, ambos de 21 anos, foram crucificados em praça pública. Dois seres humanos naturalmente imaturos que, em contextos totalmente (!) distintos, falharam e prontamente caíram nas garras afiadas do espelho da nossa (cada vez mais) infeliz sociedade: as temidas redes sociais.
Nuno Tavares quer jogar, assim como tantos outros. Errou ao não defender um companheiro de equipe que foi insultado por um colega. Pagou o preço rapidamente, sendo achincalhado sem dó pela esmagadora maioria da torcida do Benfica. Agora, está à espera de uma punição do próprio clube.
Vitinha quer brilhar, assim como tantos outros. Errou ao não finalizar rápido ou passar a bola para Tiago Tomás. Também pagou o preço rapidamente, ao ver a Alemanha marcar logo no começo do segundo tempo na final e, no fim, amargar o vice-campeonato europeu. Agora, é o alvo de críticas absurdas de vários lados.
Os cenários, insisto, não têm nada a ver um com o outro, mas a questão é a essência da consequência: a sede de perseguição. Buscamos demônios a todo instante e ignoramos que somos, principalmente os mais novos, passíveis de tropeços. Não importa a dimensão e a razão. Dentro e fora de campo.
Não tenho a menor dúvida de que Nuno Tavares aprendeu e vai ser (ou tentar ser) mais homem daqui para frente. Também não tenho a menor dúvida de que Vitinha aprendeu e vai ser (ou tentar ser) ser mais jogador daqui para frente. Vivendo a aprendendo, especialmente com os erros."

O futebol nacional tem o melhor e o pior


"Essa força, infelizmente, não chega da mesma maneira a todos os níveis. Uma mistura de guerras de poder, divisões regionais e rivalidades mesquinhas faz com que o panorama do campeonato nacional não reflita esta riqueza como podia.

É um mistério entre outros. Quem fizesse um estudo sério sobre o assunto teria certamente dificuldade em explicar como este pequeno país de dez milhões de habitantes consegue produzir tantos e tão bons jogadores e treinadores de futebol. No que toca a jogadores, nem é preciso falar de Ronaldo. Rúben Dias, o jovem central do Manchester City formado no Benfica, foi recentemente eleito o melhor jogador da Premier League, logo na época de estreia.
Bruno Fernandes, vindo do Sporting, também deu cartas e ajudou o Manchester United a obter a melhor classificação dos últimos anos. Diogo Jota, antigo jogador do FCP, assinou exibições do mais alto recorte pelo Liverpool.
E na geração a seguir já vem uma nova fornada a caminho. Jovens talentos como Vitinha, Dany Mota e Rafael Leão, que disputaram ontem a final do Europeu de sub-21 com a Alemanha, podem sonhar com um belo futuro.
É um sucesso que resulta de um trabalho de anos, talvez de décadas, e cujos méritos não podem deixar de ser enaltecidos. De alguma forma, conseguiu-se criar uma espécie de ecossistema favorável ao florescimento do talento que tornou Portugal uma potência do futebol mundial.
Essa força, infelizmente, não chega da mesma maneira a todos os níveis. Uma mistura de guerras de poder, divisões regionais e rivalidades mesquinhas faz com que o panorama do campeonato nacional não reflita esta riqueza como podia.
Já se sabe que os melhores jogadores saem para campeonatos mais competitivos, onde são mais bem pagos. Não há como evitá-lo. Mas o que realmente contribui para a degradação do futebol ao nível dos clubes são as manobras de bastidores, as obsessões doentias, as picardias entre dirigentes, as intervenções de inenarráveis “diretores de comunicação”, que criam um ambiente altamente tóxico em torno do desporto.
Aí, há que reconhecer que as camadas jovens têm um ponto a seu favor. Embora o seu potencial seja enorme, ainda não envolvem somas de milhões e milhões. Ainda não foram corrompidos pelo dinheiro. Sei que hoje não é isso que vende. O que vende são as transferências sonantes, os insultos grosseiros e as grandes negociatas. Mas quem gosta realmente de futebol deve remar contra a corrente. Porque quando se fala de camadas jovens, fala-se de futebol em estado puro."

Os piores adeptos do mundo?


"Quando as coisas ficam caóticas, aponta-se o dedo aos suspeitos do costume: os adeptos. Antes considerados jovens ordeiros, passam a ser bárbaros invasores, espécie de vândalos dos tempos modernos.

Não é novidade o desprezo da generalidade dos nossos governantes perante a realidade do desporto nacional. Ocasionalmente realizam-se, é certo, acções de propaganda para louvar grandes feitos de atletas nacionais, mas cujo intuito de louvor aos atletas se confunde, por vezes, com o auto-enaltecimento dos nossos governantes, como se eles fossem os próprios olheiros e treinadores dos heróis. O interesse dos governantes na promoção do desporto esgota-se quase sempre no frenesim mediático das conquistas internacionais ou olímpicas de clubes e atletas. Porém, quando as coisas ficam caóticas e correm mal com a organização de eventos desportivos de maior dimensão aponta-se o dedo aos suspeitos do costume: os adeptos. Os adeptos, que antes eram jovens ordeiros, passam a ser considerados como bárbaros invasores, uma espécie de vândalos dos tempos modernos.
Se a pandemia colocou a cultura desportiva por um fio, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, cortou esse fio, liquidando qualquer sinal de esperança para a reabertura urgente e responsável da assistência de espectadores nos recintos desportivos para provas nacionais, como seriam, por exemplo, os casos do Campeonato de Rugby e da Taça de Portugal de futebol.
Esta postura por si só, quando comparada com a admissão de espectadores noutro tipo de espectáculos, seria criticável; ainda que existam aqueles que a tentam justificar com o argumento – especulativo – de que o público que assiste a competições desportivas, concretamente o futebol, é menos controlável comparando com o que assiste a outro tipo de eventos. Ora, a situação muda de figura quando atentamos ao sucedido nos últimos dias na cidade do Porto, com um Governo impávido e sereno ao rebentar da bolha dos adeptos ingleses que se deslocaram para a final da Champions.
Os jogos da selecção de futebol nacional em Outubro de 2020, ou a realidade mais recente do desporto holandês, demonstram que é possível ter público nos recintos com ordem e sem riscos acrescidos para a saúde pública, designadamente através dos cada vez mais acessíveis testes de acesso. Um jogo aberto a adeptos portugueses, prudentemente organizado, certamente não atingiria o grau de descontrolo que se viu nas imediações do Estádio do Dragão e um pouco por toda a zona histórica das ruas portuenses durante vários dias consecutivos. Aliás, o comportamento exemplar das centenas de adeptos lusos que marcam presença nos estádios eslovenos, a apoiar a selecção nacional de sub 21 no Europeu de futebol deste escalão, são mais uma evidência disso.
Se é seguro que pouco poderíamos esperar da acção do Governo, como revelou a recente inoperância da troika Costa – Cabrita –Brandão Rodrigues, o juízo mais recente de João Paulo Rebelo, ao avaliar o evento do passado dia 29 de Maio como um “sucesso”, não pode deixar margem para dúvidas: em primeiro lugar, o Governo deve apresentar sinais claros e transparentes quanto à reabertura imediata de estádios e pavilhões, permitindo aos agentes desportivos planear devidamente a próxima época, com diferentes graus de lotação em função da previsível recuperação pandémica; seguidamente, e não menos importante, o Governo tem de se retratar publicamente, pedindo desculpa às federações, aos clubes e aos adeptos portugueses pela inaceitável discriminação que lhes aplicou, seguindo dois critérios distintos com resultados desastrosos – agravar ainda mais a situação financeira do desporto português, limitar a liberdade daqueles que anseiam por regressar às bancadas e assumir que, no seu próprio país, os Portugueses foram cidadãos de segunda categoria.
Não deixa de ser oportuno verificar que o Japão fez precisamente o inverso dos socialistas portugueses (com o alto patrocínio da DGS): os Jogos Olímpicos de Tóquio terão adeptos, mas, e para assegurar a contenção de contágios, só os cidadãos residentes poderão entrar nos recintos. Por cá, enquanto se admitiu um evento com milhares de ingleses, negou-se que 500 adeptos assistissem a uma partida de rugby num estádio com capacidade para 30 mil adeptos.
Se dúvidas restassem sobre o desrespeito que nutre o Partido Socialista pelo desporto nacional, veja-se o atraso de um ano na criação de um fundo com o objectivo de apoiar clubes e associações desportivas com dificuldades financeiras em virtude da pandemia, contrariando as recomendações das Nações Unidas e do Parlamento Europeu, os sucessivos reptos do Comité Olímpico de Portugal e, provavelmente, condenando muitos clubes ao encerramento.
É fácil atirar areia para os olhos da opinião pública com o intuito de gerar medo e responsabilizar injustamente certas franjas da sociedade. Foi exactamente isso que algumas das altas chefias do Estado fizeram, quando justificaram o seu fracasso no controlo dos contágios imputando a culpa às novas gerações, os tais bárbaros invasores. Os que suportam o desporto, enquanto espectáculo, não podem é continuar a servir de arma de arremesso para esconder a falta de estratégia para o desporto nacional, até porque, ao contrário do que o PS parece querer revelar, os Portugueses estão muito longe de serem os piores adeptos do mundo."

Bronze Europeu...


No último dia dos Europeus a decorrer em Poznan na Polónia, Bronze para o Fernando Pimenta no K1 5000.
Mais uma vez, o Bronze acaba por saber a pouco... mas o título mais importante da época, será em Tóquio!

Na raça...

Benfica 7 - 5 Sporting

Duas desvantagens de dois golos, e tivemos força para ir buscar os golos... e quando no prolongamento, praticamente tapados por faltas, fomos 'obrigados', a arriscar o 5x4, fomos pacientes, e marcámos o 6.º golo...
Continuámos a oferecer golos, desta vez, pelo menos dois... mas tivemos atitude, a atitude que deveríamos ter sempre!

No 2.º golo sofrido, existe falta sobre o Tayevi (puxado pelo pescoço) e no 4.º golo sofrido, a falta é inexistente... e se compararmos com a forma como o Jacaré é marcado no outro lado, é escandaloso! Também escandaloso, foram aqueles mais de 12 minutos de entrada no 2.º tempo, onde não foi assinalada uma única falta a favor do Benfica...!!! E foram cometidas muitas...

Reafirmo, aquilo que já defendi noutras ocasiões: em ataque apoiado somos melhores, temos mais opções, mas defensivamente temos demasiadas brancas... e nas bolas paradas ficamos a 'perder'!

domingo, 6 de junho de 2021

Taça do apito!!!

Benfica 27 - 31 Corruptos
(14-16)

Final onde os protagonistas foram os árbitros, que começaram com um critério ridículo, com duas exclusões do Matic nos primeiros minutos, e depois foram obrigados a manter o 'critério' e perderam-se pelo caminho, com o Benfica a levar com 12 exclusões (contra 10), mas mais importante do que o número foi o momento: o jogo foi decidido a meio do 2.º tempo, quando o Benfica reduz para dois golos de desvantagem, e imediatamente a seguir começaram a chover exclusões e cartões... Ainda tivemos algumas hipóteses de reduzir, mas o Keita falhou alguns remates fáceis os barrotes a não ajudarem também!!! O plantel com mais 'profundidade' neste caos do apito, acabou por ser beneficiado...

A equipa demonstrou atitude este fim-de-semana, merecia outro resultado. Os Corruptos têm melhor plantel, com mais opções, mas hoje o jogo foi decidido pelos apitos... Os rumores do mercado são interessantes, a serem verdade, estamos a contratar bem... defendo deste o início de época, que a equipa com mais duas ou três contratações top, pode lutar pelos títulos internos... vamos ver!!!

Pedrinho e Waldschmidt | O que terá falhado?


"Pedrinho e Waldschmidt foram dois dos reforços mais sonantes do defeso do verão passado e acabaram a época sendo duas desilusões, pelo que lhes é, atualmente, apontada a porta de saída.
A contratação do brasileiro seria fechada em fevereiro de 2020 (outra situação bizarra) a troco de 18 milhões de euros, ainda com Bruno Lage no comando técnico da equipa. Já o internacional alemão era um desejo antigo dos responsáveis do clube, reforçando o SL Benfica em agosto de 2020, rendendo 15 milhões de euros aos cofres do SC Freiburg.
No caso do avançado alemão, este até teve um início de época muito positivo, mostrando que teria potencial para se tornar no MVP da Primeira Liga. Apesar disso, Luca Waldschmidt nunca foi um titular indiscutível no SL Benfica, sendo que Jorge Jesus referiu numa conferencia de imprensa que tinha dificuldades em comunicar com ele pelo facto de não saber falar português nem inglês. Contudo, os melhores momentos dos encarnados na época foram momentos em que Luca marcava presença no onze da equipa.
Já Pedrinho teve mais dificuldades em integrar-se na equipa devido a uma lesão que o afastou durante grande parte da pré-época. Depois de recuperado, era mais vezes opção a partir do banco do que no onze inicial, mas sempre que tinha oportunidades, era um jogador que mostrava ter um toque de bola diferenciado.
Tanto Pedrinho como Luca Waldschmidt são jogadores que possuem aquele toque fantasista e criativo. Com eles em campo, a equipa ganhava maior capacidade em organização ofensiva e de ligação em zonas interiores do terreno de jogo, podendo estes jogadores acrescentar coisas à equipa que mais ninguém acrescentava.
No entanto, tendo em conta o contexto coletivo em termos técnico-táticos, verificamos que a equipa procura criar ocasiões através de transições rápidas e jogadas diretas. Como tal, jogadores com este perfil, que se destacam pela capacidade de pensar o jogo e de jogar curto, sentem-se desconfortáveis numa equipa que passa mais tempo a ver a bola no ar do que a tê-la no pé.
Com isso, Pedrinho e Waldschmidt acabam por ser alvo de certos rótulos e preconceitos por parte dos adeptos, sendo acusados de serem jogadores que não têm atitude, de serem lentos e preguiçosos e de serem pouco dados a correrias e grandes esforços, visto que hoje em dia os adeptos, no geral, dão mais importância à disponibilidade física do que à criatividade e à capacidade de pensar o jogo.
Para além disso, todos os problemas que se têm verificado no SL Benfica em termos diretivos e estruturais também se têm espelhado no rendimento destes jogadores, tornando o contexto ainda menos propício para que os novos jogadores se afirmem.
Pedrinho e Luca Waldschmidt são dois dos jogadores mais talentosos do plantel e correm o risco de sair do clube pela porta pequena pelo facto de estarem inseridos num contexto que não favorece nem potencia as suas qualidades, fazendo com que possam deixar a Luz sem nunca terem mostrado o seu real valor."

Análise: Basic...

Fever Pitch - João & Pedro... Caderneta de Cromos!

Tóquio #15 - Diogo Costa e Pedro Costa...

O Brinco do Baptista #76 - O Piercing do Tibério

sábado, 5 de junho de 2021

Prata Europeia... mais uma!


Depois do João Ribeiro, agora foi a vez do Fernando Pimenta conquistar a Prata no Europeu de Canoagem, no K1 1000m. Mas se no caso do João, a Prata é um excelente resultado, com o Pimenta a Prata acaba por saber a pouco... Apesar de saber que o grande objectivo este ano, são os Jogos!