Últimas indefectivações

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Benfica forte em prol da medicina


"O leitor viu? Ainda nem a meio do campeonato chegámos, e os adeptos do FCP já abandonaram completamente a equipa: o Benfica foi ao Dragão, e o estádio estava às moscas. Talvez essa ausência de portistas nas bancadas ajude a explicar a superioridade do Benfica no clássico. A tranquilidade do jogador é maior quando sabe que não qualquer probabilidade de ser atingido com uma bola de golfe antes de executar um lançamento de linha lateral, fruta da época a meio do aquecimento, ou um isqueiro durante um pontapé de canto. Sim, concordo que, se o Fábio Coentrão ainda cá estivesse, até podia fazer sentido. Tudo, não só os isqueiros.
O universo portista ficou muito revoltado com a análise do árbitro e do VAR a lances entre o Pizzi, o Nuno Tavares, o Vertonghen e o Corona. Fico boquiaberto e revoltado com as opiniões que li e ouvi. Afinal, estamos todos juntos nesta luta, ou não? Num momento tão delicado a nível mundial, perante uma crise de saúde pública, os jogadores do Benfica tentaram de várias formas anular o potencial desde vírus, e ainda são condenados por isso? A verdade é que o Corona pouco se manifestou durante o jogo, o que me leva a recear que algum laboratório acione a cláusula de rescisão de meia equipa.
A boa exibição no clássico pode significar um ponto de viragem no comportamento do plantel. Acima de tudo, ficou demonstrado que a equipa tem competência para apresentar o entusiasmo e a qualidade que queremos ver dentro de campo. Não sei quem teve a ideia de apreender as refeições aos jogadores na semana que antecedeu o jogo, mas o resultado foi excelente, porque eles até comeram a relva."

Pedro Soares, in O Benfica

Acreditar


"A menos que assegurem títulos ou, quando muito, eliminatórias europeias, no Benfica não se festejam empates.
Em qualquer jogo que disputamos, o objectivo é sempre ganhar, e só a vitória nos satisfaz plenamente. Sobretudo quando (ainda) não estamos na liderança do campeonato, e precisamos de recuperar pontos para depressa lá chegar.
No final do jogo do Dragão não nenhum benfiquista festejar o resultado. Pelo contrário, quer treinador, quer jogadores, quer adeptos, todos coincidiram no lamento pelas oportunidades desperdiçadas e pelos pontos perdidos, num jogo em que o Benfica foi manifestamente superior ao seu adversário, qualquer que seja o plano de análise.
Só por má vontade se pode confundir festejos com o enaltecer de uma excelente exibição da equipa de Jorge Jesus - que porventura terá feito frente ao FC Porto o melhor jogo da temporada. Acresce que vínhamos de uma sequência de partidas menos vistosas, que deixaram no ar um rasto de cepticismo, pelo que a forma afirmativa e personalizada com que o Benfica se apresentou no Porto devolveu-nos esperança e criou uma redobrada expectativa para o resto do campeonato.
Não ganhámos o clássico, mas ganhámos uma equipa, e isso, não sendo motivo para comemorações, é motivo para acreditar no futuro. Não se festeja, mas saúda-se.
Faltam ainda vinte jornadas e dependemos só de nós. Temos o melhor plantel e o melhor treinador. Infelizmente, não podemos encher os estádios com o nosso apoio. Mas, onde quer que jogue, a equipa fica a saber que confiamos nela: quem joga assim, quem luta com aquela bravura, tem de merecer a nossa confiança."

Luís Fialho, in O Benfica

Covid ataca de novo


"Após a brilhante exibição no clássico, que merecemos vencer, continuamos a viver tempos de grande incerteza por cauda da maldita pandemia. Sendo o SL Benfica um dos clubes mais prejudicados pela covid-19, fomos, no início desta semana, confrontados com 19 novos casos positivos, incluindo o nosso presidente. Entre staff, equipa técnica e plantel, são muitos os casos. Aconteceu-nos em vários jogos não termos os jogadores todos para disputar as várias competições. O problema da covid não é só o facto de os jogadores não poderem jogar, mas também o tempo que demoraram a readquirir a forma. Antes da final da Supertaça, ficámos sem Pizzi. Agora antes da final four da Taça da Liga, mais 7 baixas: Gilberto, Vertonghen, Grimaldo, Diogo Gonçalves, Waldschmidt, Otamendi e Nuno Tavares. Já estivemos sem Darwin, Seferovic, Gonçalo Ramos, Weigl, Taarabt, Jardel, Gabriel, Cervi, João Ferreira e Svilar. Ou seja, mais de metade do plantel. Ninguém consegue prever quando é que isto acabará, e creio que o Benfica fez bem em suscitar a questão junto da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Recorde-se que o Plano de Retoma do Futebol Profissional, instituído pela Liga de Clubes em Setembro de 2020 e aprovado por todos os clubes, é muito claro em relação às medidas preventivas de segurança e higiene definidas pelas entidades competentes. Inspirado nas orientações da DGS, o Plano Específico para o Futebl Profissional prevê um código de conduta, que foi assinado por todos os agentes desportivos e no qual é muito clara a obrigatoriedade de cumprimento das normas de prevenção e controlo da infeção por SARS-CoV-2. Ou seja, o SL Benfica, que já realizou mais de 7000 testes a todos os elementos da sua estrutura profissional, em média 82 por cada colaborador, tem cumprido na íntegra todas as regras estabelecidas pelas autoridades de saúde. Este comportamento, socialmente responsável, vem na linha dos princípios do SL Benfica. A todos desejo as rápidas melhoras."

Pedro Guerra, in O Benfica

Do freio se faz calor


"Não há como confinar quando não se tem casa, nem como aquecer quando não se tem como. Este é seguramente o pensamento de muitas pessoas que, sem abrigo e sem calor, povoam as ruas de Lisboa nestas noites gélidas e nestes dias esvaziados de gente. A cidade está mais solitária e menos atenta aos mais frágeis e expostos a tudo, é certo. Cada um pensa mais em si e nos seus e olha menos à volta com olhos de empatia e vontade solidária. Mas, se nos dias se encolhem as gentes, tolhidas pelo frio, e nas noites se recolhe a maioria ao aconchego e segurança dos lares, também é certo que outros fazem percurso inverso, dia após dia, noite após noite, deixando casa e família para vaguear pela rua, levando comida, conforto, cuidados de saúde e companhia e centenas e centenas de lisboetas a quem a vida trocou as voltas. Falo, é claro, dos voluntários da Comunidade Vida e Paz, que anonimamente prestam um apoio humanitária insubstituível a um inestimável serviço à cidade.
Na verdade, não podemos atravessar estes dias sem nos lembrarmos, uma e outra vez, da situação difícil que os sem-abrigo de Lisboa atravessam e sem reconhecermos o trabalho fantástico dos voluntários desta Comunidade. Mas somos Benfica, sentimos as dores do povo e identificamo-nos com ele. Sentimos e agimos porque é assim que somos desde que somos, há mais de um século. Deste modo, uma vz mais a Fundação Benfica resolveu apoiar de forma substancial a acção da Comunidade Vida e Paz nas ruas de Lisboa, entidade parceira com quem colaborarmos praticamente desde que o Sport Lisboa e Benfica instituiu a Fundação há doze anos. Desta vez a situação é grave e, como se costuma dizer, 'para grandes males, grandes remédios', por isso, oferecemos 450 kits conforto com sacos-cama, luvas e máscaras. Sabemos que, por seu intermédio, a mão solidária do Benfica chegará aos sem-abrigo, aquecendo-lhes o corpo com agasalhados e a alma com um enorme abraço de todos os befiquistas."

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
Surpresa na posição do extremo-esquerdo no onze frente ao FC Porto, com Grimaldo a desempenhar essa função e a fazer uma excelente exibição e a marcar. O espanhol foi utilizado em 196 partidas (177 em competições oficiais). 189 (172) como titular. Foi a primeira vez que não iniciou uma partida como lateral-esquerdo. Marcou 15 golos pelo Benfica (13 em competições oficiais), foi o seu 2.º na pequena área;

12
Citações de Jorge Jesus, extraída da flash interview, reveladoras do seu descontentamento devido ao empate cedido no Dragão. Logo de seguida, Sérgio Conceição afirmou que 'o treinador adversário está satisfeito com o empate com certeza pela forma como falou aqui'. Surreal. Ao menos que sirva de inspiração para bons sketches humorísticos;

13
Golos e assistências de Pizzi (11+2) e Seferovic (10+3) em jogos 'oficiais' em 2020/21, perseguidores do líder Darwin, com 16 (8+8);

19
Casos de infeção de coronavírus conhecidos nos dias anteriores ao desafio com o SC Braga (presidente, atletas, equipa técnica e staff de apoio). Jogadores ausentes: Diogo Gonçalves, Gilberto, Grimaldo, Nuno Tavares, Otamendi, Waldschmidt e Vertonghen, 5 dos habituais titulares;

87
Pizzi marcou frente ao SC Braga e chegou aos 87 golos em competições oficiais pelo Benfica, os mesmos de Magnusson, o 24.º melhor de sempre. Passou a ser o 5.º com mais jogos na Taça da Liga, um ranking liderado por Jardel, com 35;

+7000
Mais de 7 mil testes SARS-CoV-2 a todos os elementos da estrutura profissional do futebol - em média, 82 por cada colaborador -  desde o início da época, denotando o acentuadíssimo nível de acompanhamento permanente dos elementos afectos ao nosso futebol em contexto de pandemia."

João Tomaz, in O Benfica

Olheiro BnR | Paulo Bernardo


"Paulo Guilherme Gonçalves Bernardo nasceu no dia 24 de Janeiro de 2002, na cidade de Almada. 
Paulo Bernardo tornar-se-ia jogador do SL Benfica a partir dos oito anos de idade, ainda no futebol de sete. Paulo Bernardo viria a passar por todos os escalões de formação, sagrando-se campeão nacional de iniciados em 16/17 e campeão nacional de juvenis em 18/19. Na época 2019/2020, como júnior de primeiro ano, foi aposta sobretudo na equipa de sub-23, tendo-se também estreado pela equipa B.
Já em Agosto de 2020, Paulo Bernardo fez parte da equipa de juniores que disputou a Final 8 da UEFA Youth League, mas falharia a final contra o Real Madrid devido a castigo. Nesta temporada, tem sido um dos principais jogadores da equipa B, tanto com Renato Paiva, como com Nelson Veríssimo, tendo já feito 15 jogos na Segunda Liga e marcado três golos.
Paulo Bernardo também tem percurso nas camadas jovens da Seleção Nacional, tendo disputado o Europeu de sub-17 em 2019. Paulo Bernardo é um médio bastante completo, podendo tanto jogar na posição de oito, como a número 10 no apoio ao ponta-de-lança. É um jogador que demonstra uma inteligência e maturidade tática acima da média para a sua idade. No momento defensivo, é um jogador agressivo e pressionante na saída de bola da equipa adversária, demonstrando uma boa capacidade de recuperação.
No entanto, é no momento ofensivo onde o médio mais se destaca. Paulo Bernardo demonstra grande qualidade na receção e no controlo de bola, e uma grande capacidade de tomada de decisão. É um médio que gosta de aparecer entre linhas para desequilibrar através do passe e tem capacidade finalizadora, seja através da chegada à área ou da meia-distância.
Paulo Bernardo adaptou-se rapidamente às exigências e ao contexto da equipa B na Segunda Liga, fruto da sua maturidade. E tendo em conta as carências da equipa principal no meio-campo, já tem havido adeptos a reclamar pela sua chamada à mesma. Na minha opinião, Paulo Bernardo deve continuar a evoluir na equipa B de forma contínua, de modo a não estagnar e a ser lançado de forma prematura, face a maus exemplos de outros jogadores da formação lançados recentemente."

Fundação Benfica


"A pandemia tem sido desafiante para todas as instituições de solidariedade, incluindo a Fundação Benfica, que logo se prontificou a implementar diversas iniciativas com vista à mitigação de problemas e desigualdades dos domínios da saúde pública, social e económico, causados ou acentuados pelo surto pandémico.
Uma das consequências da pandemia menos focada está relacionada com a agudização de problemas dos necessitados, além do próprio aumento de pessoas em situações carenciadas, agravado pela crescente escassez de recursos.
A Fundação Benfica tem estado muito atenta a este fenómeno, reforçando a sua ação onde e quando possível, sem nunca descurar os projetos em curso, tendo, para isso, inclusivamente, que proceder a algumas alterações no seu funcionamento devido à pandemia.
As recentes condições climatéricas extremamente adversas, com temperaturas muito baixas, expuseram ainda mais as pessoas em situação de sem-abrigo, acrescido da vicissitude de o apoio que lhes é habitualmente prestado por particulares e instituições poder ser seriamente afetado, agora que houve a necessidade de decreto de novas medidas de confinamento e vivemos o maior período de pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde.
Neste contexto, a Fundação Benfica empreendeu a iniciativa "Vaga de frio", que consiste na oferta de 450 kits compostos por saco-cama, luvas e máscara reutilizável a pessoas em situação de sem-abrigo da cidade de Lisboa, sinalizadas e acompanhadas pela Comunidade Vida e Paz, a qual apoia diariamente a população sem-abrigo da cidade de Lisboa, num trabalho contínuo de enorme mérito e solidariedade muito assente na ajuda de centenas de voluntários.
Este é um projeto com a marca Fundação Benfica que surge na sequência de vários outros desde que a pandemia foi decretada em março do ano passado.
Recordamos que o Sport Lisboa e Benfica, através da sua Fundação, constituiu-se como uma das primeiras entidades a associar-se ao Estado na linha da frente do combate à pandemia. Tratou-se de uma colaboração significativa e efetiva envolvendo mais de um milhão de euros tendo permitido a aquisição e oferta ao Serviço Nacional de Saúde de um milhão de máscaras cirúrgicas descartáveis, 173 500 máscaras de proteção FFP, 9005 máscaras de proteção FFP2 com respirador, 1 milhão e 800 mil pares de luvas descartáveis, 2620 óculos de proteção, 2620 fatos de proteção, 778 termómetros infravermelhos e dois ventiladores.
Destaque ainda para a iniciativa "Juntos cuidamos de Si", através da qual a Fundação, em parceria com a Guarda Nacional Republicana, distribuiu cerca de três milhares de packs alimentares de emergência a idosos isolados e em contexto de elevada vulnerabilidade social já previamente sinalizados pela GNR. 
Também a colaboração entre a Fundação e o Futebol Profissional que permitiu oferecer 5,5 toneladas de alimentos à Comunidade Vida e Paz no apoio às pessoas em situação de sem-abrigo num momento particularmente difícil em que escasseavam os apoios e o voluntariado em função do início do período de confinamento.
E a nova oferta de milhares de máscaras e viseiras junto de Hospitais e Escolas já no decorrer da segunda vaga e em função de uma parceria com a empresa do setor, Oxray/Active Capital. Assim como de cerca de cem cabazes de Natal a famílias devidamente sinalizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Estes, como outros apoios de inúmeras instituições, são relevantes, mas insuficientes. A todos os que puderem ajudar ou contribuir, apelamos que o façam. Vivemos um momento difícil para todos, mas ainda assim mais difícil para uns do que para outros. Sejamos solidários!"

Novo sinal de vida da Superliga Europeia


"Já foi um tema quente num passado não muito distante. Tendo entrado numa compreensível letargia, também em função do aparecimento de uma pandemia que a todos atormenta, eis que, por estes dias, essa fantasmagórica competição volta à ordem do dia.

A Superliga Europeia será, convém já esclarecer, uma competição (muito) elitista, sendo intenção dos seus mentores criar um núcleo de 15 grandes clubes fundadores, para os quais ficaria desde logo reservada a modesta quantia de 35 milhões de euros para entrar na prova.
A Superliga Europeia tem como primeiro objetivo tornar mais ricos os clubes já anormalmente abastados e, não menos importante, criar um fosso impossível de destruir por outros de menor dimensão.
A imprensa britânica avançava ontem nomes, destacando-se seis da Inglaterra, três de Espanha, três da Itália, dois da Alemanha e um da França. Olhando para este quadro, nem sequer é difícil acrescentar os nomes dos clubes que estarão incluídos no lote dos eleitos.
Os direitos televisivos e os patrocínios constituir-se-iam como as principais fontes de receita desta super competição.
Ameaçadas nas suas hegemonias, tanto a FIFA como a UEFA saíram de imediato a terreiro, avisando que serão vetados todos os jogadores que venham a tomar parte na Superliga Europeia, impedindo-os assim de participar noutras competições por ambas organizadas.
Estamos, pois, perante um cenário que promete muita polémica e fartas discussões.
O inevitável braço de ferro que daqui vai resultar será, sem dúvida, um dos temas mais palpitantes dos próximos tempos.
É verdade que a pandemia é, neste tempo, o grande motivo das nossas preocupações.
E, talvez por isso, o assunto da Superliga acabe por ficar um pouco na penumbra por agora.
Mas não será enterrado definitivamente, porque os milhões vão continuar a falar mais alto."

O Brinco do Baptista #65 - From Amadora to the World

Treino desportivo: Implicações para o(a) treinador(a)


"O desporto é um tema importante. Continua a ser um dos fenómenos sociais mais marcantes da nossa época. A sua prática democratizou-se e envolve quase todos os indivíduos. A prática desportiva implica treino. E se o treino desportivo é uma atividade social, provocando aprendizagem, relacionamento, interação e comunicação com os outros, a sociologia, e em particular a sociologia do desporto, poderá auxiliar os treinadores a compreenderem melhor o seu impacto junto dos agentes sociais, em particular dos praticantes e atletas. Para além de uma melhor análise dos processos de treino, provoca alguns questionamentos relativamente a visões tradicionalistas.
Com os Jogos Olímpicos Modernos, o treino desportivo passou a ser entendido como uma estrutura sistematizada, com o objetivo de aumentar o rendimento desportivo. Desta forma, ele pode ser considerado um processo organizado, com princípios científicos, estimulando modificações morfológicas, por forma a elevar a capacidade de rendimento do indivíduo. Procurando retirar a máxima capacidade dos praticantes desportivos, os treinadores apostam em treinos de qualidade, intensivos (quando se justifica) e criativos (quando é possível). Mas não é fácil orientar, conduzir e controlar os atletas. Para os atletas de alto rendimento, a conversa é outra, dado terem uma preparação física mais elevada. Isso leva a perceber como funciona os sistemas energéticos e a dupla relação: treino e recuperação.
O treinador deve ter também consciência sobre os objetivos e as competências a atingir. Nesse sentido, o planeamento do treino justifica conhecer a(s) prática(s) desportiva(s), conhecer os atletas e conhecer o(s) clube(s). Como em várias áreas do conhecimento, o treino está sujeito a constantes estudos e a propostas no sentido de melhorar. Para além de ser um fator de reflexividade profissional, a formação dos treinadores constitui um lugar de encontro e de partilha, pois os participantes encontram nela uma ocasião de se conhecerem, de confrontarem as suas opiniões e experiências, vencendo o isolamento próprio das suas condições de trabalho e de vida. O título profissional de treinador(a) de desporto é constituído por quatro graus, que atestam os domínios, as competências e as responsabilidades."

Fever Pitch - João & David... Inglaterra!

Fever Pitch - João & Felipe... Holanda!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Seguimos juntos


""Não nos vamos agarrar às ausências. Aqui, no Benfica, não há desculpas para nada", começou por dizer Pizzi após a partida. Palavras de capitão, de quem conhece bem o Clube e o representa condignamente pela sétima temporada, sagrando-se campeão nacional em quatro das seis épocas completas de águia ao peito.
Jorge Jesus, também ele na sétima época de serviço ao Benfica e três vezes vencedor do Campeonato, alinhou pelo mesmo diapasão, consciente da divergência entre o resultado da partida e as aspirações do clube na Taça da Liga, optando por salientar a boa resposta dada por jogadores menos utilizados e a boa exibição coletiva até perto dos 60 minutos, quando os bracarenses se colocaram em vantagem e souberam controlar o jogo até final, em detrimento da enunciação de todas as condicionantes à preparação da partida que afetaram o plantel.
De facto, a nossa equipa, não obstante as muitas ausências e as limitações na preparação, foi superior ao longo do primeiro tempo e na entrada do segundo.
Nos primeiros 45 minutos foi a equipa que mais procurou o golo, tendo produzido algumas oportunidades para se adiantar no marcador. Contra a corrente do jogo, viu-se em desvantagem, mas reagiu bem e acabou por chegar ao empate. O 1-1 verificado ao intervalo não espelhava o que se passara no campo. No segundo tempo, à forte entrada benfiquista, o Braga apresentou melhores argumentos que anteriormente, fez o 2-1 e controlou a partida.
Ontem pedíramos à nossa equipa que fosse um exemplo de benfiquismo e que voltasse a lutar bravamente pela vitória. Hoje saudamo-la por tê-lo feito e por ter tentado ser imune às circunstâncias adversas que a condicionaram.
Falhámos o objetivo de vencer a Taça da Liga, esta é a realidade. Mas é indesmentível que, além de alguma superioridade em relação a um bom adversário em parte do jogo, houve raça, querer e ambição, em suma, houve benfiquismo! Estaremos sempre mais próximos de vencer quando é esta a atitude. 
Apesar das dificuldades que subsistem na preparação, decorrentes de um distanciamento entre jogadores a que somos momentaneamente obrigados, estamos Juntos para assinarmos uma vitória já na segunda-feira com o Nacional.
De Todos Um, o Benfica!"

Um, dois, 3-4-3


"A final-four da Taça da Liga 20/21 trouxe-nos a falência do 442 que foi a maior marca do legado anterior de Jorge Jesus no Benfica. E se Sporting e SC Braga já utilizavam o camaleónico 3x4x3 (5x2x3), FC Porto e Benfica tentaram a sua sorte desenhando o mesmo sistema que bracarenses e sportinguistas, mas o resultado final (coincidência ou não) pendeu a favor de quem mais rotinado está nas valências da nova vaga. E ontem, quarta-feira, calhou a um Benfica completamente remendado na linha defensiva apostar num encaixe perfeito em relação ao Braga de Carvalhal, e acabar a perder o acesso à final por detalhes. E no seguimento poderemos falar da maior eficácia dos minhotos, como poderemos falar no tal sistemático encaixe que levou as equipas a forçar longo demasiadas vezes – não se estabelecendo assim um controle satisfatório de nenhuma das equipas no jogo.



Darwin, pela esquerda, foi o porto-seguro do Benfica. Capacidade imperial de ganhar espaço e segurar. Melhorando definição e finalização será um caso muito sério.

Assim, se quisermos ser simples, é impossível não referir que pelo facto do Benfica apostar numa tripla central inédita (Weigl juntou-se a Jardel e Todibo) e em alas também eles novatos (Cervi e João Ferreira). Ora, isto deixou Pizzi e Taarabt num duplo-pivot que encontrou oposição em Al Musrati e Castro, deixando os dois criativos fora das zonas de decisão. Na frente, Darwin tentou replicar movimentos também desenhados no Dragão (da esquerda para dentro), enquanto que Seferovic adormeceu no meio dos centrais. Já Rafa poderia ter tido papel mais importante, sendo que a sua exibição nos arrasta para os ‘ses‘ do que poderia ter sido este e o outro jogo desta final-four.
E o que ficou evidente é que a intenção de jogar curto dos grandes em Portugal (nos quais incluimos este grande Braga!) se fica por isso mesmo, intenção. Se pressionados e encaixados, os jogadores escolhem, invariavelmente, o passe longo. E não havendo paciência (ou talvez arte) para circular, fica difícil que o jogo não se torne numa catrafada de repelões e duelos, com pouco domínio de parte a parte. Já o dissemos, o 523 (que no momento defensivo as equipas desenham) tem a valência de desestabilizar a 1.ª fase de construção, enquanto garante solidez e largura na linha defensiva. Mas se o ajuste não for rápido, a linha média deixa espaço. Daí que seja imperativo que, mais do que neste jogo, apareça domínio com bola para fixar os três da frente e encontrar espaço no miolo.

Ainda que não cumprindo escrupulosamente, Pizzi e Taarabt não tiveram as dificuldades que se esperavam. O espaço à frente dos centrais do Benfica poderia ter sido mais vezes explorado. Mas para isso seria necessária outra abordagem ao jogo.

Esta é, claro, a visão de quem está de fora. Sendo que, lá dentro do vortex criado pelo medo da derrota, a escolha que parece mais óbvia é a de jogar longo para depois ganhar a 2.ª bola nesse espaço. Mas, das duas, uma, ou as equipas crescem neste aspecto ou podemo-nos preparar para mais jogos deste estilo, em que as duas equipas até conseguem criar oportunidades (nos poucos momentos que têm no meio-campo ofensivo) e que é a eficácia a ditar o vencedor. E se bem que isto se pode aplicar a qualquer jogo, mais se aplica quando este encaixe e o medo de perder se juntam. Isto porque se a confiança de ganhar fosse maior que o medo, talvez as equipas aparecessem mais preparadas para com bola descobrirem esses espaços, ao mesmo tempo que controlavam a partida. Mas o erro está sempre à espreita. E à falta de preparação total para esse desiderato, tenta-se evitar o erro e as transições.


Bola demasiado tempo descoberta merecia outro controle por parte da linha defensiva do Benfica. O golo acaba por surgir no espaço que não foi protegido

Este seria um cenário. Outro seria o de reforçar o miolo garantindo superioridade ali – fazendo entrar o 352 nas contas do jogo. E se isto aconteceu a espaços durante a partida, a sua utilização não foi suficiente para aí garantir superioridade. Também porque o meio-campo foi uma espécie de controlador aéreo (só a via passar por cima), e também porque nunca (ou quase nunca) os dois avançados se fixavam numa zona mais central. Porém, deixando os cenários hipotéticos de lado (mais fáceis de exigir quando se está de fora), o jogo inevitavelmente trouxe períodos no último terço. E foram esses períodos a levar a conversa para a linha defensiva do Benfica e sua impreparação para no detalhe controlar as investidas do Braga. Algo que se notou no primeiro golo (com a bola descoberta demasiado tempo para não se controlar a zona onde a bola entrou) e no segundo (com Todibo a demorar muito mais que Tormena a estar preparado para o cruzamento). Pequenos detalhes que vão ficando cada vez mais importantes, isto porque a antevisão, prevenção, previsão dos lances é fundamental para os defesas chegarem mais cedo que os avançados. E com uma linha defensiva sem qualquer tipo de preparação, o Benfica ficou sem possibilidades de chegar à final – ainda que pelo meio tenha marcado de penálti, e criado um par de situações que continuam a revelar a falta de killer-instinct dos encarnados (e que curiosamente foi uma das maiores valências do tetra).

O detalhe no segundo golo do SC Braga. Todibo ainda está a tentar juntar-se à linha defensiva e já Tormena mudou o chip para atacar o cruzamento. Uma diferença de centésimos que se revelou decisiva."

A final ali ao canto – curtas do Braga vs. Benfica


"Foi um Braga vs. Benfica muito disputado, que só as bolas paradas conseguiram separar no momento da verdade.
- Braga estruturado num 4-4-2 com bola. Sem bola, fazia baixar Galeno e alterava o seu sistema para 5-3-2, tal como tem sido habitual esta temporada.
- Um Benfica desfalcadíssimo levou Jesus a apresentar a equipa em 3-4-3, com Weigl no meio de Todibo e Jardel.
- Lado esquerdo do Braga a criar desequilíbrios em jogo corrido, muito por culpa de Galeno e dos seus lances individuais.
- Também no Benfica, o lado esquerdo assumia maior preponderância: se querem um ala que faça piscinas, realize movimentos verticais e cruze, então Cervi satisfaz esses todos requisitos; já Darwin, muito dinâmico (sobretudo na primeira parte) a cair também no corredor para apoiar Cervi, mas também forte e seguro a receber a bola entre linhas.
- Al-Musrati e Castro a encaixarem em Taarabt e Pizzi, e vice-versa. O jogo passou muito pelas ligações entre laterais/alas e extremos, visto que os médios das duas equipas pouco conseguiram criar hoje.
- Quando entraram Pedrinho e Everton, o Benfica deixou de ter presença na área. Provavelmente porque ambos estão habituados a servir e não a terem que finalizar, ao contrário do próprio Darwin (como extremo esquerdo) e Rafa. Posto isto, pouca gente acompanhou Darwin (aí como ponta referência) nesses momentos.
- Nos minutos finais, Jesus adiantou Weigl para o meio-campo, passando para um 4-3-3. Carvalhal respondeu e voltou a “encaixar”, ao baixar Fransérgio para igualar no miolo.
- Nos descontos, Gonçalo Ramos entrou para a saída de Pizzi. O sistema alterou-se novamente, desta feita para 4-4-2, mas sem tempo algum para surtir qualquer efeito.
- Num jogo tão encaixado, emergiu Tormena, que assistiu e marcou no seguimento de lances de bola parada. Do outro lado, só um penálti convertido por Pizzi permitiu ao Benfica chegar ao golo. 

Destaques individuais
Ricardo Horta – duas assistências, primeiro para Abel Ruiz, depois para Tormena. Decisivo e objetivo! 
Al-Musrati – assertivo. Juntamente com Castro, varreu o jogo interior do Benfica. Com bola, entregou com qualidade.
Weigl – a central, ajudou a controlar a profundidade e esteve bem a dobrar Todibo e Jardel. Em posse, não falha um passe."

SC Braga 2-1 SL Benfica: Minhotos aproveitam debilidades e garantem final


"A Crónica: Erros Defensivos Custam Presença Na Final
Foi um jogo muito bem disputado em Leiria entre SC Braga e SL Benfica. A segunda vitória consecutiva de Carvalhal sobre Jesus assentou no talento de Ricardo Horta, assistente que serviu duas bandejas para Abel Ruiz e Tormena construírem o resultado que permitiu vencer um SL Benfica remendado, ainda que com equipa mais do que suficiente para disputar a vitória. Jorge Jesus viu-se confrontado com oito ausências, seis na defesa, inovou na abordagem tática e tentou o encaixe ao sistema híbrido habitual dos arsenalistas. Já se viram exibições piores, mas continua a ser muito pouco para o prometido para esta temporada, que se começa a tornar difícil e… longa.
As equipas acumularam oportunidades suficientes para construir resultado ainda mais dilatado e de acordo com o bom espetáculo a que se assistiu. Realidade impedida por duas boas exibições dos guarda-redes. Helton Leite e Matheus tiveram os seus momentos para a fotografia e foram nota positiva em noite onde os criativos tiveram espaço para explorar – de um lado Galeno e Horta sempre em alta rotação, do outro um Darwin sempre muito interventivo e a dupla Pizzi – Taarabt a pautar ritmos no centro.
Os encarnados entraram pressionantes, empurrando o SC Braga contra a sua própria área e a obrigando a despachar na frente. Porém, os minhotos habituaram-se rapidamente ao papel e notava-se a postura confortável de esperar pelo momento certo para sair. As transições rápidas causaram alguns calafrios à defensiva contrária, mas a boa gestão da posse de bola justificava o ligeiro ascendente encarnado.
O golo nasceu de uma dessas venenosas situações, já na ressaca de lance muito perigoso. Na insistência Ricardo Horta meteu-a em arco para a zona de penalty, não exigindo muito ao espanhol Abel Ruiz para emendar.
O Benfica reagiu bem à desvantagem, Cervi começou a progredir mais com bola e Darwin não teve medo de assumir. Era pelo lado esquerdo que o Benfica ia construindo a maioria das suas oportunidades, e foi o uruguaio que sofreu o penalty em cima do intervalo: que Pizzi, à sua maneira, concluiu com sobriedade.
A segunda metade inicia-se com um lance de fino recorte técnico do inevitável Darwin, assistindo para Pizzi, que obrigou Matheus a grande estirada. Era o aviso dos encarnados e de Jesus, que não resultou porque o Braga é uma equipa adulta, já habituada a estes contextos adversos e ao nível máximo de exigência. Uma série de faltas cirúrgicas e de situações disciplinares travaram o ímpeto benfiquista e arrefeceram os ânimos, a circunstância ideal para rematar com o segundo golo, aos 58’.
Horta descobre Tormena perdido nas costas de Todibo e dá-lhe o golo, que à cabeçada se fez – e cabeçadas foi o que o Benfica andou a restante meia hora a fazer, em tentativas múltiplas de desmontar o castelo arsenalista.
As circunstâncias que a equipa do Benfica vive, devido à pandemia, não permitiram outro tipo de desenvoltura exibicional. As inseguranças defensivas voltaram aos mínimos históricos de 2020, apesar da tentativa inovadora de Jesus, e a equipa nunca conseguiu verdadeiramente soltar a criatividade no último terço, vivendo dos talentos individuais das suas principais figuras.
O SC Braga estudou bem a lição, introduziu Fransérgio na luta do meio-campo e esperou pelos momentos certos para contra-atacar e aproveitar as naturais falhas de comunicação adversárias. Dos cinco objetivos iniciais, já foram três – Champions, Supertaça e Taça da Liga – e os próximos tempos não serão nada fáceis para a equipa, que se viu envolvida noutra frente de batalha muito mais importante, com o COVID.

A Figura
Ricardo Horta – Poderia ser Weigl, mas o craque português esteve sempre em evidência e foi do seu pé direito que saíram os dois passes açucarados para golo, tornando-o na figura da noite e consolidando o seu estatuto de principal fantasista do conjunto arsenalista. Entre linhas, organizando ou insistindo no último passe, foi sempre um dos mais perigosos. Talento imenso.

O Fora de Jogo
Todibo – As boas indicações da Reboleira não tiveram continuidade. Sem ritmo, seria sempre difícil fazer melhor num jogo deste nível. O segundo golo do SC Braga é concretizado nas suas costas, após desatenção. Nunca conseguiu proporcionar a segurança defensiva necessária para libertar Weigl, sendo o elemento mais em foco pela negativa. Ferro, que o substituiu após queixas físicas, não fez melhor. 

Análise Tática – SC Braga
O esquema habitual de Carvalhal, o 3-4-3 com Galeno e Esgaio nos corredores. Dependendo dos momentos e dinâmicas, Sequeira assumia a lateral esquerda e transformava a equipa em 4-2-3-1, libertando Galeno e Fransérgio para zonas mais próximas da baliza. Musrati e Castro tiveram noite difícil, com a presença constante de Rafa, Pizzi e Taarabt nas suas proximidades.

Onze Inicial e Pontuações
Matheus (6)
Esgaio (5)
Tormena (6)
David Carmo (5)
Sequeira (5)
Al Musrati (5)
Castro (5)
Galeno (6)
Ricardo Horta (8)
Fransérgio (6)
Abel Ruiz (6)
Suplentes Utilizados
João Novais (5)
Paulinho (5)
Lucas Piazón (-)
Iuri Medeiros (-)

Análise Tática - SL Benfica
Novidade, a introdução do 3-4-3 e a colocação de Julian Weigl como central do meio – tomando conta de Abel Ruiz, enquanto Todibo e Jardel assumiam também eles a marcação individual. Encaixe perfeito na zona central de forma a controlar melhor a largura de que João Ferreira e Cervi eram responsáveis. Esse desenho tático soltou Darwin e Rafa para zonas interiores, próximos Seferovic.

Onze Inicial e Pontuações
Helton Leite (6)
Todibo (4)
Weigl (7)
Jardel (5)
João Ferreira (6)
Pizzi (7)
Taarabt (5)
Cervi (5)
Rafa (6)
Darwin (6)
Seferovic (5)
Suplentes Utilizados
Ferro (3)
Everton (5)
Pedrinho (-)
Chiquinho (-)
Gonçalo Ramos (-)"

Quando tudo parecia encaminhado para que Pedrinho fosse o nosso Jovane, desapareceu sem deixar rasto e só voltaria a ser visto numa story


"Helton Leite
Não tenho a certeza que não tenha sido mal batido, mas tem a seu favor o facto de não terem sido cumpridas as regras no lance do primeiro golo. Sorte a dele, azar o nosso.

João Ferreira
O Galeno nunca imaginou que fosse possível encontrar figos tão docinhos em Janeiro.

Todibo
Depois de ter enchido o campo contra o Estrela da Amadora, estreou-se em jogos de futebol a sério e a coisa não correu tão bem. Chegou ao fim do jogo em pior condição física do que o Jardel.

Jardel
É o Aixam dos centrais do Benfica. Deus nos ajude.

Weigl
Imagino o Lucas Veríssimo a ver este jogo e a pensar “querem ver que eu me alistei para ser o quarto central do plantel?”

Cervi
Perdeu-se mais uma taça, ganhou-se um lateral esquerdo. Vamos ver se o mister conseguiu chegar a essa conclusão naquele caderno A3 que leva para os jogos.

Taarabt
Sabem aquele namoro de Verão que termina convosco a odiar toda e qualquer característica da outra pessoa? É aí que se encontra esta relação.

Pizzi
Tentou levar aos colegas e aos adeptos a vacina da Pfizer de que todos precisamos. Tal como o condutor azarado umas horas antes, também ele acabou por se despistar a caminho da final.

Rafa
De cada vez que sprintou, foi deixando para trás os adversários mas também os colegas, que muitas vezes não parecem ter velocidade ou qualidade para acompanhar as suas transições. Um desperdício. 

Seferovic
A situação está de tal maneira confusa que eu dou por mim a olhar para o Seferovic e a ver mais utilidade nele do que no nosso miúdo uruguaio. Ajudem-me.

Darwin
Desculpem, mas não dá para continuar a atribuir semanalmente o prémio de Miss Simpatia a um avançado cavalão que custou 24 milhões de euros.

Everton
Tenho gostado mais dele quando sai do banco. Tentou por tudo resistir, mas é mais forte do que ele. Lá tentou aquela jogada em que arranca do flanco esquerdo, recua 30 metros, contorna um poste de iluminação fora do estádio, rodopia sobre si mesmo e remata ao ângulo para defesa fácil do guarda-redes. Ainda assim deu sinais positivos.

Pedrinho
Assim que entrou pareceu esboçar uma reação, mas quando tudo parecia encaminhado para que fosse ele o nosso Jovane Cabral, Pedrinho desapareceu sem deixar rasto e só voltaria a ser visto numa story do instagram.

Ferro
Tirando a travadinha que nos ia custando mais um golo e a visita do INEM cá a casa para ver da minha arritmia, esteve bem.

Chiquinho
Tentou cumprir à risca as indicações de Samaris, o que nos diz bem da situação em que a equipa se encontrava nos minutos finais.

Gonçalo Ramos
2021 e continuamos a assistir impávidos a crianças serem vítimas de bullying."

Rescaldo...

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