Este ano vamos ter play-off's, portanto estes deslizes têm menos importância... mas nem assim os 'apitadeiros' dão descanso... Independentemente da forma incompetente como continuamos a 'atacar' os LD, hoje, voltámos a sofrer as consequências de tentar sobreviver no lodaçal que esta modalidade se transformou...
O jogo estava equilibrado, por 'baixo', com poucas oportunidades, mas a expulsão do Morato mudou a dinâmica do jogo... Se o 2.º amarelo até foi correcto, o 1.º foi um absurdo!
Sem o Gonçalo, a equipa não 'sabe' marcar golos!!!
"Em dia de jogo com o Sporting, o foco do #PortoaoColo continua a ser o SL Benfica.
Há 16 anos, tal como hoje, continuam a querer fazer-se de vítimas e hoje recordam mais uma vitória à #PortoaoColo com a ajuda do inesquecível Olegário Benquerença.
O ruido antes desse famoso jogo por parte do #portoaocolo, algo que já é habitual há largos e largos anos, serviu para influenciar e pressionar o árbitro, e como se pode confirmar pelos relatos da época teve uma exibição onde "pior é impossível"."
"Como explicar tão terrível semana para o universo benfiquista? Assim de rompante, num período de quatro dias, três figuras da história do SL Benfica despedem-se rumo ao Quarto Anel, provocando saudade eterna naqueles que com eles tiveram oportunidade única de conviver ou naqueles que apenas apreciaram, a cada fim de semana, o seu talento de águia ao peito.
Vasiliy Kulkov, há mais de um ano a travar intensa batalha oncológica, viu-se inesperadamente diante de outro monstro chamado Covid-19. O homem que sempre demonstrou frieza ilimitada bateu-se corajosamente, mas a bagagem acumulada de uma vida recheada de prazeres foram peso insuportável.
Chegou a Lisboa em 1991, famoso para lá da cortina de ferro à conta do destaque num Spartak europeu. Enquanto líbero, assumiu-se no gigante moscovita e ajudou-o a chegar às meias-finais da Liga dos Campões – numa edição onde só caíriam aos pés do futuro campeão, o Olympique de Marseille do inveterado Tapie, depois de eliminar o Real Madrid CF.
Eriksson apreciava as suas qualidades e fê-lo chegar ao Benfica juntamente com o enfant terrible Sergey Yuran, craque do Dínamo de Kiev. Na Luz, seriam sempre figuras problemáticas, já que, habituados à rigidez soviética, viam no clima temperado português e na nossa lendária… hospitalidade motivos para dispersar atenções além dos assuntos da bola.
Vasiliy, porém, marcou o seu nome na cultura encarnada com uma das suas melhores características – nunca se amendrontava e, como tal, era figura nos jogos grandes – o que lhe possibilitou marcar em Londres, no 3-1 ao Arsenal FC, ou no ainda mais memorável 4-4 de Leverkusen, onde fez dois golos de belo efeito.
Pêndulo que equilibrava a ânsia ofensiva de uma máquina futebolística composta por Rui Costa, Isaías, João Vieira Pinto e Vítor Paneira, o russo deixou muitas saudades na Luz – apesar de, após três temporadas, se ter mudado para a Invicta.
«Adorei jogar no SL Benfica e no FC Porto. São dois grandes clubes, não consigo dizer se um é melhor do que o outro. Fui bem tratado por toda a gente. Se calhar eu é que não tratei bem todos», dizia em 2011, por ocasião das meias-finais portuguesas da Liga Europa. Exposto fica o carinho que pelo nosso país teve e, sobretudo, a mea culpa por todos os casos de indisciplina fora de campo. Assuntos que, por agora, pouco interessam.
Pouco depois, abalou Ângelo Martins – um dos nossos imortais, bicampeão europeu de clubes, com 14 épocas como jogador profissional e muitas mais outras como elemento da staff técnico, onde se destacou como impressionante formador de talentos.
Das suas mãos saíram Humberto Coelho, João Alves, Jordão, Néne, Shéu, Vítor Martins ou Chalana: delapidador de diamantes de primeira categoria, o mais alto mandatário dos valores à Benfica de rectidão, frontalidade e competência, dele ficou famoso o feitio díficil. O mesmo feitio que lhe permitia, na mocidade, encarar os transeuntes junto ao estabelecimento do seu pai, na Travessa das Antas, que o desafiavam a envergar a camisola do FC Porto, «Sou do Benfica!», dizia então orgulhosamente com cara feia.
Esse desejo eterno cumpriu-se aos 20 anos, quando os responsáveis lisboetas conseguiram levá-lo para lá do Mondego depois de complicações burocráticas. Das suas conquistas e números muito se falou por estes dias e seria exercício fútil voltar a enumerar, ponto por ponto, a enormidade de pinceladas que deixou na nossa história.
É-me mais fácil eternizar a sua memória com uma das suas famosas rábulas – e a que melhor define o seu carácter valente, talvez. Amesterdão, 2 de Maio de 1962. O Benfica acaba de derrotar o Real Madrid de Di Stéfano por 5-3, e o estádio inunda-se com uma multidão em delírio à procura de Eusébio, Coluna e companhia.
Ângelo deixou-se apanhar já nas escadas para as cabines e empurrão para cá, para lá, e queda aparatosa com direito a perda dos sentidos. Grande sorte: à espreita estavam um par de agentes da autoridade prontos a socorrê-lo – embrulharam-no à pressa num cobertor e acharam uma cabine telefónica por perto, intepretando-a como melhor solução de refúgio até acalmar a histeria.
Não esperaram muito, não podiam nem deviam, decidiram abrir caminho à bastonada até à segurança do balneário onde já se aliviavam os restantes parceiros de equipa. Lá chegado, recupera pouco depois os sentidos. O primeiro reflexo é verificar se perdera alguma parte do corpo; estando tudo no sítio, cospe tirada que se tornou lendária: «O velhote Ângelo não morre tão cedo. Ainda hoje caíram 50 em cima dele e já está pronto para outra!», enquanto corre para abraçar a taça que tanto suor custou a ganhar. Foi com essa desfaçatez e sentido prático que comandou toda a sua vida profissional, encaminhada sempre pela paixão ardente a um emblema e a uma causa, ou Mística, que tão bem soube personificar.
Como se não bastasse, dois dias depois de nos despedirmos de uma personalidade desta estirpe, fomos obrigados a dizer adeus a outra presença vincada da vida do clube: Augusto Matine, atleta no final dos anos 60 e princípio dos 70, que chegou à Luz como o sucessor de Mário Coluna.
Missão para Sísifo, mas, em 1967, o menino Augusto chega disposto a lutar por um lugar ao sol da lenda encarnada, com a genica dos grandes e com Lourenço Marques às costas no apoio. Na terra natal era o playmaker do Central, clube da segunda divisão, do qual envergava a camisola apenas para manter o emprego, bem prioritário naquele tempo.
Ângelo Oliveira, grande jornalista moçambicano e responsável por chamarem Moçambola ao campeonato do país, foi um dos impulsionadores da sua carreira, entregando-lhe o prémio de Melhor Médio da Capital no ano da sua despedida.
Por cá, vingou principalmente com a sempre honrosa camisola do Vitória sadino, onde desfilou as qualidades ímpares que lhe valeram nove internacionalizações A e a participação na Minicopa do Mundo de 1972 – à arte de bem desarmar juntava a subtileza dos grandes criativos, o saber ser ladrão e maestro, qualidades inatas a um dos grandes ‘8’ do seu tempo.
Tanto assim é que, depois de chegar a Setúbal como moeda de troca por Vítor Baptista, ainda volta a Lisboa para participar no campeonato invicto de Jimmy Hagan, em 1972-73. Como treinador, projectou remodelações no futebol do seu país, chegou a seleccionador nacional (2001-02) e constituiu-se como uma das principais vozes do progresso desportivo da terra que nunca esqueceu.
Se à colossal importância histórica de Ângelo Martins juntarmos a estima que toda uma nação teve, tem e terá por uma figura como Augusto Matine – e onde o Benfica foi a bandeira de uma longa e prestigiada carreira – e as lembranças açucaradas que Vasiliy Kulkov deixou numa geração mais recente de benfiquistas fiéis e apaixonados, é impossível disassociar os últimos dias como momentos de enorme tristeza, onde não pode existir lugar a ingratidões ou ressentimentos mesquinhos. A um clube que honra os seus e que se assim se mantenha."
"Morreu o bicampeão europeu Ângelo Martins e nem um minuto de silêncio no jogo da Selecção. No Benfica jamais o esqueceremos
Uma reflexão importante sobre o tamanho dos diversos plantéis em tempos de Covid. Nunca como agora se justifica ter um plantel mais longo e com mais soluções. De repente um plantel poderá ficar sem seis ou dez jogadores e ver comprometido um ano desportivo. Tudo o que seja aproximar a verdade desportiva e diminuir o aleatório é bom para o Benfica. O que se passa na Juventus é o preâmbulo de uma época atípica. Temos de ter cuidado, ter atenção e ter soluções.
Esta época vai ser cheia de folhetins, de ambiguidades e de incertezas. Jogos adiados sem critério, equipas limitadas com infectados ou incertezas de quem estará disponível até à hora dos jogos são algumas das telenovelas que já se apresentaram. Mas vai haver mais e por isso um plantel longo com boas soluções. põe-nos mais perto daquilo que queremos, ou seja, vencer. É bom o Benfica ter um plantel um pouco mais longo daquilo que á habitual.
Benfica vai ao Estádio dos Arcos para um difícil jogo no domingo. Só interessa o nosso jogo, nada mais. O nosso clássico é em Vila do Conde. Esperamos um Benfica forte, revigorado e com vontade de manter a liderança, que temos agora e ambicionamos na 34.ª jornada. A deslocação à Polónia para a Liga Europa, neste momento, interessa pouco, só Vila do Conde nos deve preocupar até domingo à noite.
A Selecção Nacional foi empatar a França contra o Campeão do Mundo e o seu treinador saiu insatisfeito. Só é possível a treinadores de topo e a uma Selecção gigante. Depois, sem o mais conceituado jogador, vencemos 3-0 a Suécia como se tudo fosse normal, frequente e fácil. Parabéns, Fernando Santos, há muitos que esperam dizer mal, mas estão com a vida complicada.
Morreu Ângelo Martins e nem um minuto de silêncio (jogo da selecção) ao bicampeão europeu nascido na cidade do Porto, que vestiu a camisola do grande Académico do Porto e do enorme Benfica. Jogou à Benfica e jamais será esquecido, mesmo que alguns não tenham notado que por 20 vezes vestiu a camisola das quinas com orgulho e talento. Ângelo, tudo faremos para que o 38 também seja teu, no Olimpo onde descansas. Podes ter a certeza de que no Benfica jamais te esqueceremos."
"Desde miúdo que, para mim, “Ângelo” era sinónimo de benfiquismo e grandeza. Apercebi-me da presença constante do nome Ângelo nos maiores feitos do clube ao perscrutar os livros sobre o Benfica, mas era pela voz do meu pai que “Ângelo” ressoava em mim como um símbolo benfiquista, merecedor de admiração incondicional e de múltiplos elogios.
Havia uma clara distinção entre a linha da frente e os outros. O Ângelo fazia parte dos outros, igualmente imprescindíveis. A polivalência do Cavém, a “loucura” do Cruz, a classe do Germano e a raça, mas com técnica, do Ângelo, em nada eram desmerecidas pelo meu pai nas sucessivas e reiteradas loas, obviamente nostálgicas, ao Benfica europeu da década de 60.
E, quanto ao Ângelo, acrescia a particularidade do meu pai ter tido o privilégio de o ter conhecido. O Ângelo não era apenas um dos maiores nomes da história do Benfica, sabia-o também um defensor intransigente da causa benfiquista, um formidável contador de histórias e um homem que conjugava uma rara capacidade para se mostrar disciplinador com os miúdos que formava enquanto, num registo informal, agraciava os convivas com o seu sentido de humor apurado.
E os anos passaram, cresci, desenvolvi a minha cultura benfiquista e tornei-me autor de vários livros sobre o nosso clube. Foi na apresentação de um deles que o Ângelo, o super-herói, passou a ser, para mim, de carne e osso, o Senhor Ângelo. A humildade e simpatia do Senhor Ângelo foram desconcertantes. Não fiquei seguro de ele se ter apercebido do meu aperto de mão carregado de admiração, adquirida e herdada, que sentia por ele. E, por isso, fiz questão de a verbalizar. Nunca esquecerei a resposta: “Meu amigo, todos fazemos o que podemos pelo nosso Benfica”. Paz à sua alma!"
"Mais cedo ou mais tarde, vamos voltar às bancadas do estádio e dos pavilhões da Luz. Sejam mil adeptos, apenas 50 ou 33% da lotação total de cada recinto, vai voltar a haver gente a apoiar as nossas equipas em competição. É o caminho normal, apesar de os números da covid-19 continuarem tão altos como em Abril passado. Aos poucos, por todo o mundo, vamos vendo espectáculos desportivos com público, seja nos campeonatos de futebol francês e holandês ou nos jogos da selecção nacional. E nem vale a pena estar a discutir novamente a embirração com o público afecto ao futebol, essa é uma questão já debatida.
O que me importa aqui é que poderemos estar, brevemente de volta ao apoio in loco ao Sport Lisboa e Benfica. E, qualquer que seja a forma de selecção dos felizardos e felizardas que vã poder ver um jogo ao vivo, interessa que quem lá for esteja preparado para incentivar a equipa. Como temos visto em algumas transmissões de eventos desportivos com presença de público, é óbvio que os ânimos esfriaram. Já não há infernos nem pressão vinda da bancada, devido ao distanciamento, mas isso tem de mudar.
Pouco importa se seremos 50, 1000 ou 20000 nas bancadas. Os que lá forem terão de vestir a camisola e estar preparados para gritar, aplaudir, incentivar e cantar como se não houvesse amanhã. Vai ser estranho fazê-lo num estádio quase vazio? Claro que sim, mas estranho é a palavra-chave para o tempo que estamos a viver. É tempo de irmos preparando as gargantas para o que aí vem. Quem não se sinta com capacidade para fazer barulho e puxar pela equipa durante mais de hora e meia, que faça como até agora e apoie à distância. Nem tão cedo voltaremos a sentir o Inferno da Luz com a casa cheia, mas com um terço da lotação - e com a alma de quem lá for - temos de fazer a diferença."
"Normalmente, apercebemos-nos da abundância apenas quando, de alguma forma, passamos para situações de escassez. Talvez por isso, alguns benfiquistas ainda não tenham percebido cabalmente quanto o clube cresceu nesta última década. E esperemos que não seja necessário voltar para trás para que todos saibam valorizar o que temos hoje.
Na última década, o Benfica voou bem alto. Nas modalidades, nunca tinha apresentado tantas equipas, e nunca ganhara tantos troféus - títulos internacionais inéditos em hóquei em patins (vários), em futsal, em triatlo, finais europeias em voleibol e andebol, total hegemonia nacional em várias modalidades nos sectores masculino e feminino, e aposta generalizada na formação de atletas.
No futebol, à excepção da gloriosa década de sessenta, não encontrarmos em 116 anos de história nenhum outro período tão ganhador como os últimos dez anos. Na década de setenta, também conquistámos cinco campeonatos, mas apenas mais dois troféus (duas Taças de Portugal). Nos anos oitenta, estivemos em duas finais europeias, mas vencemos somente cinco campeonatos. Entre 2010 2020, vencemos seis campeonatos (entre eles um inédito tetra), conquistámos mais doze troféus e chegámos a duas finais europeias.
Foi também nesta última década que se sedimentou o projecto do Seixal, com fortíssima valorização de jogadores e reflexo nos melhores resultados financeiros de sempre.
Em 2000, estava em causa a nossa sobrevivência. Em 2010, estávamos ainda perante uma total hegemonia do FC Porto. Hoje, há quem se queixe de o Benfica não ter conquistado sete campeonatos seguidos. Sinal dos tempos."
"'Nunca se cale quando atacarem o Benfica!' Recordo este conselho que Ângelo Martins me dava sempre que nos cruzámos. Tive o privilégio de com ele privar, mas tive a frustação de nunca o ter visto jogar. Eu sabia que o Senhor Ângelo era um 'jogador à Benfica'. Conhecia o seu palmarés como jogador operário que ajudou a conquistar 15 títulos em 13 épocas e ainda como treinador, que formou alguns dos mais emblemáticos jogadores dos anos setenta, como Humberto Coelho, João Alves, Shéu, Vítor Martins, José Luís, Rui Jordão, Nené e Fernando Chalana. Um dia, Artur Santos, um dos nossos históricos capitães e um dos campeões europeus, apresentou-mo o ficámos horas à conversa. Com ele aprendi que o mais importante é o Benfica. Com ele aprendi que é nas alturas difíceis e complexas que devemos demonstrar o nosso benfiquismo. Com ele aprendi que nada nem ninguém está acima do Benfica. Quando o presidente Luís Filipe Vieira e a Direcção do Clube decidiram homenageá-lo com o Galardão Cosme Damião, pelo prémio Carreira, em Março de 2017, vibrei com o seu discurso. Fiz questão de o cumprimentar, no final da Gala, e, como sempre, disse-me: 'Continue a defender o Benfica!' Era assim o Senhor Ângelo. Respirava Benfica. Só pensava no Benfica e ouvi-lo confessar à BTV, há quatro anos, que sentia orgulho por ter pertencido ao Benfica, é algo que nos deve fazer pensar nos dias de hoje. Nas paredes do Estádio da Luz, o seu nome está imortalizado como 'persistente' e 'intrépido'. E com uma frase que o definia na perfeição - 'antes quebrar do que torcer'."
"É da natureza humana esta inquietude que nos leva a encontrar novos caminhos a cada obstáculo sem tirar os olhos da meta. A biologia poderia ajudar a explica-lo, mas a cultura veste-a de valores e significados que elevam os instintos à condição humana e fazem de nós superadores crónicos e ávidos que quer sempre ir mais e mais além. Talvez seja por isso que o Walking Football arrasta consigo tantos homens e mulheres que, diria o vulgo, poderiam estar mais numa escola de avós, cada vez mais sedentários e cada vez mais resignados com a condição do envelhecimento. Mas não, pelo contrário, eis que se ergue em toda a parte a bandeira do envelhecimento activo e que se dá roupagem, justa e devida, do século XXI à antiga expressão 'velhos são os trapos'. Eis que se joga à bola, muito e bem. Sem complexos e cultivando o corpo e o espírito em prol de uma vida saudável, útil e feliz. Eis, também, que um vírus repentino a todos ataca com requintes de selectividade e idadismo e apita para intervalo neste jogo da vida, procurando tirar-lhes a bola dos pés e remeter à inação por tempo indefinido. Procura, tenta, mas não consegue, porque entre artes e engenhos fura a vontade dos homens e das mulheres que sentem da bola saudade e reclamam vitória ao inimigo invisível por entre vagas, epidémicas e vidas dramaticamente ceifadas. Não vencerá este vírus, a bola continuará a rolar pelas equipas de Walking Football, que se fortalecem e preparam na penumbra para a retoma do grande jogo. Equipam-se, melhoram a logística, formam e capacitam técnicos, trabalham por trás do pano até que seja seguro rasgá-lo e escancarar o palco, invadindo os campos de alegria e vivacidade, reclamando felicidade à sua vida sem olhar a género, idade ou cor. Vivendo activamente cada dia, como todos merecemos e como só uma bola, simples, exacta, alegre a saltitante nos pode proporcionar. Mais cedo do que tarde, esse dia chegará, e os nossos atletas, juntos em equipas às dezenas por esse país fora, voltarão a pisar relva e bola porque, evidentemente, vai ficar tudo bem!"
"1. Volto ao tema da vergonha quotidiana a que diariamente nos sujeitamos ao abrir jornais e televisões. Toda a gente já sabe que, regra quase absoluta, a imprensa generalista e as televisões de mercado aberto afinal, praticamente sempre em concerto, continuam a tanger as respectivas músicas, conforme, em sedes de alta decisões nos correspondentes grupos empresariais, hajam previamente sido traçados a brocha azul (o lápis era dantes...) as baias dos devidos interesses pessoais e colectivos dos seus stakeholders.
2. Os assuntos do futebol, vistos dessa maneira, são verdadeiro pasto desta pastagem de animais. Mas, na realidade, também é assim que acontece, mais ou menos escancaradamente, acerca de assuntos da política, da economia, de temáticas religiosas ou, nos últimos tempos, praticamente sempre que se garatuja ou gorgoleja, nas páginas e nos estúdios, até acerca de substâncias e epifenómenos do domínio da própria justiça.
3. Esta sinfónica estampagem mediática que está a definir os dias e serões do nosso tempo alastrou como uma mancha podre nos meios de comunicação, se não ao ponto de provocar enfado e enjoo nas faixas dos incautos consumidores mais fragilizados, pelo menos e para já, ao mitigar drasticamente, os índices de confiança daqueles que ainda vão retendo algum poder de compra; isto é, os que ainda iam podendo justificar, com o seu retorno no comércio e no dia a dia, o investimento publicitário que algumas empresas e marcas arriscam nessas TV e nesses jornais...
4. Na linha da frente da exposição dessa vergonhosa decadência dos valores éticos e deontológicos, mais do que os chamados comentadores 'independentes' que ali vão quase sempre como 'canários' sob avença, estão os 'papagaios da casa' que lhes são postos como pseudomoderadores, cada vez mais para incentivar o conflito, do que alguma vez, para evitar ou minorar as peixaradas.
5. Interrogo-me até onde e como conseguem estes pobres títeres suportar o primarismo dos raciocínios, a boçalidade das argumentações e desbochado fervedouro que, ainda por cima, são constantemente obrigados a estimular fazendo figura de patetas, a fingir - uma, cinco, dez, ou vinte vezes na mesma meia hora, se for preciso - que ainda não esteja suficientemente esclarecida uma qualquer questão de pacotilha, uma meia-verdade ou uma rematada calúnia, prolongando a miséria até à náusea.
6. A vida custa muito a ganhar. É o que é. A eles, e aos 'coronéis' escondidos nos gabinetes de chefia das redações e nas mesas de direcção dos programas que, mesmo a caminho do abismo, para defenderem as cadeiras em que (ainda) se sentam, assim estabelecem - vendidos - essas nojentas 'regras' do 'jogo' aos desgraçados que têm de dar a cara porque, infelizmente, só sabem ganhar a vida desse modo, a cavalo ad insinuação, da mentira e no meio da algazarra boçal.
7. Para mais debates desses, basta. Também eu, já dei para esse peditório."
"Tendo em conta que o FC Porto ainda não apresentou as suas contas da época 2019/2020, ao contrário dos outros clubes, iremos analisar o fair-play financeiro tão badalado aquando da publicação das contas da Benfica SAD. E mais tarde quando os mais de €100 milhões (ou serão €110M ou quiça €120M?) de prejuízos forem divulgados certamente teremos oportunidades para nos debruçarmos sobre o assunto.
Quanto ao fair-play financeiro vários meios de comunicação social trataram de informar os seus leitores para o « Rácio dos gastos com pessoal vs receitas operacionais na SAD » Em baixo deixamos alguns exemplos:
Na imagem em anexo podemos ver a tabela informativa relativa a esse rácio divulgada pela Benfica SAD durante a última década. Constatamos que o limite referido é em primeiro lugar uma recomendação e não uma obrigação exigida pela UEFA, e em segundo lugar que o limite, mesmo sendo uma mera recomendação, foi sempre cumprido ao largo dos últimos 10 anos. Como se diz «a César o que é de César » e a verdade é que quando a actual direcção do SL Benfica comete erros deve ser criticada, todavia deve também ser elogiada quando realiza um grande trabalho e no que a finanças diz respeito o trabalho está à vista de todos.
Recordamos que este rácio faz simplesmente parte das boas práticas definidas pela UEFA e como tal o seu incumprimento não tem qualquer consequência prática. Aliás prova disso é o Porto, que já o ultrapassou por diversas vezes e ninguém fez referência a esse facto.
Dito isto e analisando o rácio da sua SAD é factual que no relatório e contas da época 2013/2014 o mercado foi informado do seguinte:
« Ainda que o resultado de exploração seja negativo, a Sociedade continua dentro do valor recomendado pela UEFA para o rácio Salários vs. Proveitos Operacionais (70%), excluindo proveitos com passes de jogadores, apresentando um valor na ordem dos 67% em 2013/2014 »
Esta foi, porém, a última vez que um relatório e contas da SAD do Porto falou sobre o rácio « Salários vs. Proveitos Operacionais ». Provavelmente o facto desta não ter conseguido cumprir as recomendações da UEFA nas épocas seguintes, acabou por contribuir para um total desinteresse da SAD azul e branca em informar os seus investidores e adeptos.
Em baixo segue a tabela com os rácios desde a época de 2013/2014:
2013/2014 -> 67%
2014/2015 -> 76%
2015/2016 -> 101%
2016/2017 -> 75%
2017/2018 -> 75%
2018/2019 -> 52%
Reparem que na época 2015/2016 os rendimentos operacionais nem chegaram para cobrir os custos com o pessoal e honorários o que é deveras impressionante!
Não encontramos contudo notícias na comunicação social com o facto da Porto SAD ter ultrapassado este limite por diversas vezes, mas talvez seja compreensível pela banalidade com que tem acontecido nos últimos anos e como todos sabemos irá acontecer novamente em 2019/2020, com os €100 a 120 Milhões de prejuízos que terão.
A comunicação do Porto sobre o incumprimento do Fair-Play Financeiro, onde concordaram pagar multa de 700 mil euros, é também clara e nem se quer reportou a este rácio, contudo é bom não esquecer que apesar da avaliação do Fair-Play Financeiro ter sido adiada pela UEFA para 2021, o COVID-19 não vejo ajudar a situação do Porto, apenas veio piorá-la.
Antes de terminar não podemos esquecer que derivado a complexos de grandezas o Porto gerou uma guerra norte-sul e um ódio profundo ao maior clube Português, que infelizmente tem saído prejudicado dentro e fora do campo desde que foi montada uma rede de interesses e influências brilhantemente tecida por Pinto da Costa, Reinaldo Teles, Adelino Caldeira, entre outros como os irmãos Oliveira, etc… Esta obsessão levará o Porto à ruína financeira, pois gastam o que não têm e o que não podem para competir com o SL Benfica.
Assim como hoje ao final do dia virá a noite, a verdade é que eles odeiam o SL Benfica, mas desejam tudo o que é dele seja títulos, glória, número de adeptos e obviamente contas em dia!
Para rematar, facto são factos e, para o bem ou para o mal, e tal como diz o título a « ordem das grandezas » justifica os artigos escritos na comunicação social. O clube mais pequeno será sempre menos falado que o maior independentemente do assunto, e eles sabem bem disso e aproveitam-se disso como lhes der mais jeito.
Será que irão divulgar o pior relatório e contas da história do futebol português aquando das eleições do SL Benfica para que este tenha menor visibilidade ?"
- Nos últimos 11 jogos para o Campeonato, o #PortoaoColo beneficiou de 9 penáltis (!) a favor. Quase 1 penálti por jogo;
- Desde o início da época 2019/2020, o #PortoaoColo beneficiou de 17 penáltis face aos 9 assinalados a favor do Benfica.
Fontelas Gomes referiu que o “número de penáltis vai diminuir”, mas quem manda (Sérgio Conceição) disse que “temos de ter mais penáltis a favor". Amanhã há mais?"
"Após duas semanas de interregno devido aos compromissos internacionais das seleções, a Liga NOS está de volta para a quarta jornada, com a nossa equipa a ter uma deslocação tradicionalmente difícil a Vila do Conde (domingo, dia 18, às 20 horas).
A marcar presença consecutiva no principal escalão do futebol português desde 2008/09, o Rio Ave tem-se vindo a estabelecer como um clube da metade cimeira da tabela classificativa, inclusivamente participando, na presente temporada, nas competições europeias, à semelhança do sucedido em três das seis épocas anteriores. Apesar do começo menos conseguido no campeonato, com três empates, a qualidade da equipa vila-condense ficou bem patenteada na Liga Europa, eliminando o Besiktas e só caindo no desempate por pontapés da marca de grande penalidade frente ao AC Milan.
Ao todo, o Benfica disputou 26 partidas no reduto do Rio Ave a contar para o Campeonato. O saldo é bastante positivo para as nossas cores, com 16 vitórias, seis empates e quatro derrotas. No entanto, a demonstrar as dificuldades sentidas pelas nossas equipas ao longo dos anos nas visitas aos vila-condenses, nos 12 jogos disputados desde que o Rio Ave regressou definitivamente à Primeira Divisão, em 2008/09, só num dos oito triunfos obtivemos uma vantagem superior a um golo.
Apesar de a preparação para este jogo ter sido condicionada pelas muitas ausências de jogadores convocados para as seleções dos seus países (foram sete entre os utilizados na última jornada frente ao Farense), será com muita ambição que a nossa equipa procurará conquistar os três pontos e estender assim a série vitoriosa desde que a Liga NOS teve início.
Este será o primeiro de 13 jogos da nossa equipa nas próximas oito semanas. Neste período, serão seis os jogos da Liga NOS (Rio Ave; Belenenses, SAD; Boavista; Braga; Marítimo; Paços de Ferreira – 2.º, 4.º e 6.º jogos na Luz), outros tantos da Liga Europa (todas as partidas da fase de grupos – na Luz, dias 29/10, 5/11 e 3/12) e ainda a terceira eliminatória da Taça de Portugal, agendada para 22 de novembro, com adversário por sortear.
Serão semanas de elevada intensidade competitiva, nas quais a nossa equipa procurará sempre apresentar-se ao seu melhor nível e somar vitórias em todos os jogos que participe.
E procurará também homenagear Luís Santos, o técnico de equipamentos falecido ontem, aos 53 anos, que durante mais de três décadas serviu o Clube com inexcedível benfiquismo, competência e dedicação. Acarinhado e respeitado por todos os que tiveram a oportunidade de o conhecer e com ele trabalhar, a equipa tudo fará para vencer e, assim, poder dedicar-lhe as vitórias e os títulos que Luís Santos tanto desejava."
"A perder por dois a zero ao intervalo no Equador, o selecionador lançou o avançado do Benfica que fez dupla com Luisito na parte final da partida. Antes, porém entrou para a posição de extremo direito e não teve de todo um jogo feliz, mesmo tendo somado um golo… que acabaria invalidado pelo VAR. Suarez por duas ocasiões de grande penalidade fez balançar as redes, mas não impediu o triunfo da equipa da casa por quatro bolas a duas."
"1. A Cláusula de Tiago Dantas. Esta semana Luís Filipe Vieira divulgou as duas mensagens que Tiago Dantas alegadamente lhe enviou antes e depois do empréstimo para o Bayern Munich estar fechado. Notei algumas semelhanças no discurso do Tiago Dantas com o Manifesto de Luís Filipe Vieira - certamente foi coincidência. O Tiago Dantas querer sair para o Bayern, não espanta ninguém. Aliás, a partir do momento que assinámos com o Jorge Jesus, já sabíamos que o projecto da formação ia entrar numa pausa. No entanto, também consigo constatar a diferença de atitude do Presidente do Benfica e do Presidente do Sporting. O Bruno Fernandes também quis sair três janelas de transferências consecutivas e acabou por ficar até que pagassem o que o Sporting queria. No Benfica é só pedir para sair que saem logo. O mais escandaloso é mesmo a opção de compra de sete milhões e meio de euros. Já todos os jornais confirmaram a existência de tal cláusula - não deixa de ser caricato que LFV tenha mostrado mais cedo as mensagens que Tiago Dantas alegadamente lhe enviou do que a opção do Bayern sobre o jogador. Não se entende o porquê de uma opção tão baixa. O Fábio Silva foi vendido por quarenta milhões de euros. O Vitinha foi emprestado com opção de vinte milhões de euros. O Tiago Dantas não é inferior em nada a qualquer um destes dois jogadores. Este negócio cheira a podre. Alguém ficou a ganhar (ou vai ganhar) muito dinheiro e não foi o Benfica. Para aqueles que dizem que o Tiago Dantas era um suplente da equipa, por favor, informem-se. Tiago Dantas não só era o capitão de equipa como na última época foi o jogador mais utilizado da equipa B.
2. Movimento Servir o Benfica apoia João Noronha Lopes. O Movimento “Servir o Benfica” - cujo o programa foi analisado aqui na página e era bom - uniu-se à lista “A Glória é Agora”. É uma boa notícia para a oposição. O Movimento “Servir o Benfica” parecia-me ser a terceira/quarta lista mais bem posicionada. A lista de João Noronha Lopes parece-me ser uma das duas listas mais fortes. Nesta união, o candidato do Movimento “Servir o Benfica”, Francisco Benitez, tornou-se o candidato a Presidente da Mesa da Assembleia da lista “A Glória é Agora”, o que também me pareceu uma decisão bastante boa, visto que a sua postura ao longo da candidatura tem sido sempre de um grande benfiquismo e muita humildade, algo que tem feito falta nas Assembleias Gerais.
3. A Lista de Bruno Costa Carvalho vai mesmo a Eleições. Numa entrevista ao “Benfica Independente”, Bruno Costa Carvalho clarificou que se a sua lista não for aceite por ele não ter os vinte e cinco anos de filiação, uma pessoa da sua lista irá assumir a posição de candidato a Presidente do SL Benfica e Bruno Costa Carvalho vai na lista como vice-presidente. Em caso de vitória essa pessoa ficaria como Presidente do clube e Bruno Costa Carvalho ficaria como o Presidente da SAD. É uma boa maneira de contornar uns estatutos que neste assunto não fazem muito sentido.
4. Rui Costa Abdica de Salário. Ao que parece, Rui Costa vai passar para vice-presidente do Benfica, caso a lista de Luís Filipe Vieira vença, e vai abdicar do seu salário como administrador da SAD. Eu acho esta notícia bastante perigosa, pois cria a ilusão que os dirigentes do Benfica não devem ser pagos. Os dirigentes do Benfica têm de ser pagos. Achar que não é suposto serem pagos, mas depois podem ter setecentos milhões de euros em dívidas a bancos é que é errado. As pessoas não vivem do ar e os dirigentes do Benfica tomam decisões muito importantes. O salário tem que ser um reflexo das decisões que tomam e é até uma maneira de atrair talento. Se não recebem salário depois podem ir buscar dinheiro de outra maneira e não tomar as decisões que são melhores para o clube mas sim para as suas carteiras.
5. Sistema com Três Centrais. Jorge Jesus já o disse por uma vez e o Benfica tem neste momento cinco centrais, sendo que ainda se fala da hipótese de em Janeiro recebermos mais outro central. Isto pode ser um indicador de um sistema com três centrais. Este sistema tem vindo a conquistar o mundo do futebol. Cada vez mais equipas adoptam sistemas assim. O melhor 3-4-2-1 que vi até agora é o da Atalanta. Há também quem jogue em 3-5-2. Caso o Benfica avance de facto para um sistema assim, acredito que a vítima acabe por ser o André Almeida, com Rafa ou Diogo Gonçalves a ficarem encarregados pela ala direita. Acho no entanto que é pouco provável que acabemos por só usar este sistema, porque não me parece ajustar-se muito ao Everton que é talvez o nosso jogador mais talentoso neste momento.
6. A “Sondagem” da CMTV. A CMTV anunciou uma “sondagem” onde 53.4% das pessoas achava que o candidato com melhores condições para vencer as eleições era Luís Filipe Vieira. Esta “sondagem” parecia logo algo estranha porque a segunda resposta com maior percentagem de escolha era “Não Sabe/Não Responde”. O problema estava nas entrelinhas. Primeiro, a pergunta a que as pessoas responderam na “sondagem” era “Qual o candidato que tem melhores condições para vencer as Eleições?” e não “Qual o candidato em quem vai votar?”. E segundo, no canto superior da emissão apareceu uma mensagem que dizia que as pessoas que responderam à “sondagem” foram escolhidas através da geração aleatória de números de telefone. Isto quer dizer que não só quem votou nesta “sondagem” não tinha que ser sócio do Benfica, como nem sequer foi controlado se eram benfiquistas ou não. Foi também divulgado as características demográficas da amostra populacional desta “sondagem” e deu para perceber que a moda (o grupo mais representado) eram senhoras com mais de 55 anos, o que explica bem porque é que 36.9% das pessoas responderam “Não Sabe/Não Responde”. Como tal, os resultados desta “sondagem” não me parecem os mais relevantes.
7. Dois Derbies nas Modalidades. Esta semana fica marcada pelo regresso do Andebol Feminino que se estreia contra o Maiastars e por dois Derbies. O Voleibol Masculino e o Hóquei Feminino vão ambos a Alvalade. Ambos os jogos devem ser relativamente equilibrados, principalmente o do Voleibol. Na Supertaça jogámos contra o Sporting na semana passada e ficou claro que vai ser um Campeonato mais equilibrado do que o da última época. O Sporting tem um oposto de grande qualidade."