Últimas indefectivações
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Arranque promissor
"A nossa equipa masculina de futsal começou a Liga Placard 2020/21 da melhor maneira, ao vencer em casa o Modicus, um dos conjuntos de referência da modalidade nestes últimos anos, por 4-0.
Ainda sem contar com os reforços Hossein Tayebi e Ivan Chishkala, destaque para a presença de dois jovens no cinco inicial dos encarnados, Silvestre Ferreira e Jacaré, ambos com apenas 21 anos. O pivô Jacaré marcou mesmo por duas ocasiões, dando seguimento aos bons indicadores demonstrados durante a pré-época.
Foi um jogo de sentido único, com os encarnados muito consistentes na construção ofensiva e muito estáveis no capítulo defensivo. Diego Roncaglio não teve praticamente nenhum trabalho, o que enaltece o labor do coletivo durante todo o jogo.
Após quase sete meses sem jogos oficiais, seria perfeitamente normal que existisse alguma ansiedade pelo regresso à competição. Mas o grupo deu uma resposta bastante positiva para o futuro, isto perante um adversário que tem estado no topo das equipas com mais golos concretizados no Campeonato.
Para esta nova época, o futsal apresenta vários novos rostos no seu plantel, todos eles internacionais pelos seus países. Nilson (ex-SC Braga) é português e chegou para a posição de fixo, enquanto Arthur (ex-Barcelona) é brasileiro e atua como ala. Já o iraniano Tayebi (ala/pivô, ex-Kairat Almaty) chegou a tempo de integrar a parte final da pré-época da equipa e promete, tal como o recém-chegado ala/universal Chishkala (internacional russo, ex-Ugra), ser um elemento de peso para o conjunto treinado por Joel Rocha.
Além destes reforços, nota ainda para o regresso de Silvestre Ferreira – após uma temporada de empréstimo – e para os atletas da Formação que trabalharam com o plantel principal durante a pré-época: Edmilson Sá, Diogo Furtado e Rúben Teixeira. Este último esteve mesmo na primeira convocatória oficial da época.
É certo que o encontro com o Modicus foi só o primeiro jogo e que há uma longa caminhada por percorrer, mas o futsal benfiquista e os seus protagonistas mostraram estar prontos para as frentes que irão disputar ao longo destes meses. O próximo compromisso é já hoje, dia 8 de outubro, pelas 21h00, frente ao Dínamo Sanjoanense, um conjunto recém-chegado à Liga Placard. O objetivo é somar mais três pontos!"
Benfica mais forte que em 19/20?
"Fechou o mercado de transferências e o plantel do Benfica 2020/21 está definido. Foi um mercado onde o Benfica investiu quase 100 milhões de euros, tornando-o no 6º clube da Europa que mais dinheiro gastou e onde se assistiu a uma inversão de quase 180º na estratégia dos últimos anos de aposta no Seixal e aquisição de jogadores com elevado potencial de desenvolvimento para posterior venda. Sempre se pensava mais no médio/longo prazo e na parte económica do que no impacto desportivo imediato. Desta vez não. Isto apesar de, falhado o acesso à Champions, termos visto o Benfica a desfazer-se dos poucos anéis que tinha, colocando o "net spending" algures nos 30 milhões.
Fazendo um exercício de análise às entradas e saídas e uma comparação com o plantel da época anterior, poderemos dizer o seguinte:
Baliza: Vlachodimos continua e isso é uma boa notícia. O guarda-redes que ainda ninguém percebeu muito bem se é grego ou alemão não é Oblak nem Ederson, mas também não é Roberto nem Varela. Não sendo um fenómeno e tendo algumas limitações nas bolas altas e saídas de área, cumpre muito bem entre os postes e dá confiança à defesa. Quanto a alternativas, saiu Zlobin e entrou Hélton Leite, no que parece ser um upgrade. Já Svilar irá passar mais uma temporada a rodar entre o banco e equipa B, numa gestão de carreira que parece desastrosa.
Laterais: Na esquerda, tudo na mesma, mantendo-se Grimaldo e Nuno Tavares, e na direita apenas saiu Tomás Tavares e entrou Gilberto, ex-Fluminense. Se no lado canhoto me parece não haver problemas (Grimaldo tem o mesmo nível de Vlachodimos: não é Fábio Coentrão nem Siqueira, mas também não é Emerson nem Cortez. Ou seja, não é um fenómeno, mas tem bastantes qualidades) e quanto a Nuno Tavares parece o tipo de jogador que Jesus gosta de potenciar: Forte, ágil e veloz. Terá espaço na Taça de Portugal e na Taça da Liga. Já no lado direito, surge o primeiro e talvez maior alarme no plantel do Benfica. Fez sentido emprestar Tomás Tavares, mas quão limitado será Gilberto se não consegue tirar o lugar a André Almeida? Como é possível o Benfica ir para mais uma época com Almeida a titular? Alguém que, a juntar à qualidade mediana que sempre teve, soma agora uma apatia e uma falta de empenho visíveis? É um jogador completamente acomodado e arrogantemente convencido de que tem muito mais qualidades do que aquelas que tem.
Centrais: Saiu Rúben Dias e entrou Vertonghen, Otamendi e Todibo. Ferro e Jardel parecem ter pouco espaço. Foi muito triste ver a saída de Rúben Dias para o Manchester City. De forma se calhar algo ingénua, mas muitos adeptos do Benfica acreditaram que Rúben era o "the one", aquele jogador do Seixal que finalmente ficaria vários anos no clube e faria longa carreira no Benfica. Tem todos os atributos para ser um excelente central, um grande líder e um futuro capitão. Perdemos tudo isso. Ganhámos, por outro lado, dois jogadores experientes vindos da Premier League, que, se não tiverem problemas físicos, certamente farão uma bela dupla, e um Todibo que, apesar de jovem, já revelou atributos de qualidade em França, Espanha e Alemanha.
Extremos: Saiu Jota, manteve-se Rafa e Cervi, entrou Éverton e Pedrinho e há ainda o regresso de Diogo Gonçalves. Aqui o Benfica sai claramente reforçado. Éverton Cebolinha é um craque daqueles que só de vez em quando e em condições excepcionais param no futebol português. Beneficiamos da pandemia para conseguir um valor exequível na transferência e do prestígio de Jorge Jesus no Brasil para aliciar o jogador. Pedrinho também é um "espalha-brasas" que poderá ser interessante em vários jogos. Diogo Gonçalves cresceu no Famalicão e espreita uma oportunidade. Talvez até a defesa direito, quem sabe...
Médios-Centro: De forma algo surpreendente, o Benfica termina o mercado sem qualquer aquisição para esta posição. Tendo até dispensado Zivkovic e emprestado Florentino e David Tavares. Entre Gabriel, Taarabt, Weigl e Pizzi (Samaris parece mais uma vez relegado a um papel secundário) terá que surgir a dupla titular sob a qual toda a equipa girará. São quatro jogadores de qualidade, sem nenhum ser extraordinário e espanta-me a ausência de um seis puro. Nos últimos 10 anos no futebol de elite, Jorge Jesus nunca dispensou de um "armário" em frente à sua defesa, basta recordar Javi Garcia, Matic, William Carvalho ou William Arão. Contudo, neste Benfica 20/21 não tem nenhum jogador com essas características. Nem parece sequer que tenha procurado obter, ficando a curiosidade de saber como funciona este meio-campo mais fluído de Jorge Jesus.
Ataque: Saíram Vinícius e Dyego Sousa e entraram Darwin e Waldschmidt. Dyego Souza sempre foi uma carta fora do baralho, mas Vinícius mostrou qualidade que o tornaram no melhor marcador do campeonato, sendo estranho o empréstimo ao Tottenham, mesmo que com cláusula de compra elevada. Seferovic que tanto jogou com João Félix ao seu lado e pouco jogou o ano passado tem mais uma hipótese no plantel do Benfica. É alguém que precisa de ser bem assistido e que a equipa jogue para os seus pontos fortes ou as suas exibições resvalam para a mediocridade. Quanto às entradas, o clube gastou 40 milhões em busca de golos. Waldschmidt parece o típico jogador Alemão: frio, cínico, calculista, inteligente e prático. Já Darwin é um mistério. Em três jogos deu para ver que é um portento fisicamente e que será um diamante em bruto para Jesus trabalhar, mas também que é alguém que parece (pelo menos por enquanto) ter algum decoro em assumir a responsabilidade de finalizar (embora por via disso, já leve a bela quantia de 4 assistências) e naquilo que mais preocupa, parece ter uma relação com a bola algo preocupante para quem é a transferência mais cara da História do futebol Português. É verdade que Mário Jardel ou Óscar Cardozo também não primavam por uma apurada técnica, por isso o uruguaio só tem que começar a marcar golos para esse detalhe ser de pouca importância.
Em suma, parece ser óbvio que o Benfica terá um plantel significativamente mais forte que no ano passado, com um treinador também ele significativamente melhor, mas com lacunas graves que não foram resolvidas e que poderão vir a ensombrar a temporada Benfiquista. Temporada essa que será semelhante à dos últimos anos: a ter que disputar a glória com um FC Porto que aí estará mais uma vez pronto para fazer mais de 80 pontos no campeonato, o que obrigará a um Benfica sem desleixos e quebras de rendimento como ocorreu na temporada passada."
Mercado do SL Benfica | Chegaram Jesus e mais nove, saíram 18
"Chegou ao fim mais um mercado de transferências, este mais atípico que os demais, pela sua longevidade face a anos anteriores. O SL Benfica desde cedo se fez notar na aquisição de ativos para o seu plantel, a começar pelo “novo” técnico encarnado, o mister Jorge Jesus.
Pois bem, com a chegada de JJ ficou imediatamente subentendido que iria haver uma revolução na Luz e foi exatamente isso que aconteceu. Foram muitas as entradas e saídas do plantel encarnado face à temporada transata.
Ao todo foram 25 as operações de transferência realizadas pelo Sport Lisboa e Benfica: nove entradas, 18 saídas. Claro que alguns estarão de volta ao Benfica no final da temporada, uma vez que foram por empréstimo.
Na secção daqueles que aterraram no Aeroporto da Portela podemos encontrar Pedrinho, Helton Leite, Gilberto, Jan Vertonghen, Luca Waldschmidt, Everton Cebolinha, Nicolás Otamendi, Darwin Nuñez e Jean-Clair Todibo, este último por empréstimo.
Sem sombra de dúvida que os encarnados juntaram muita qualidade ao seu plantel, mas a que preço? Pois, fazendo as contas, 98,50 milhões de euros. Um valor irrisório quando inserido no contexto do futebol português, agravando-se a situação quando o mundo, e o futebol, atravessam tempos atípicos.
Dos jogadores que chegaram a Lisboa para representar o SL Benfica, apenas Helton Leite e Gilberto não tiveram a oportunidade de se estrear de águia ao peito nos jogos realizados até ao momento. Quanto a Todibo, como a sua transferência só foi confirmada no “deadline day”, ainda não teve oportunidade de se mostrar a Jorge Jesus.
Apenas Darwin Nuñez e Everton Cebolinha são totalistas, no que a jogos oficiais diz respeito, tendo jogado todos os encontros oficiais do SL Benfica até ao momento. Vertonghen falhou a última partida frente ao SC Farense devido a lesão, Waldschmidt e Pedrinho falharam um jogo cada, também.
Otamendi, que chegou no negócio de Rúben Dias, fez a sua estreia no jogo contra o Farense e deixou também bons apontamentos, prometendo lutar por uma vaga no eixo defensivo das águias.
No geral, as entradas no plantel encarnado têm “dado cartas”, e têm tudo para se tornar peças fundamentais no Benfica de Jorge Jesus.
Como em qualquer mercado de transferências, houve também algumas saídas, se bem muitas foram por empréstimo. Rúben Dias saiu para o Manchester City, por valores a rondar os 68 milhões de euros, tornando-se na segunda transferência mais cara do campeonato português atrás de João Félix.
A título definitivo saíram ainda Cristian Lema, por dois milhões de euros, para o Damac FC, Ivan Zlobin para o FC Famalicão a troco de um milhão de euros e Dyego Souza, que foi devolvido aos chineses do SZ FC. Saíram ainda, a custo zero, Andrija Zivkovic (PAOK), Bruno Varela (Vitória SC) e Ljubomir Fejsa (Al-Ahli).
O lote de empréstimos deste defeso é grande, bastante grande. Foram 12 (!) os jogadores que saíram do SL Benfica para outro clube, mas que mantêm ligação contratual com o glorioso.
Tiago Dantas foi a saída de última hora, tendo rumado ao Bayern de Munique; por sua vez, Carlos Vinícius transferiu-se para o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho. Florentino Luís (AS Mónaco), Jhonder Cádiz (Nashville FC), Yony González (LA Galaxy), Pedro Pereira (FC Crotone), Filip Krovinovic (WBA), Tomás Tavares (Deportivo Alavés), Alfa Semedo (Reading FC), Jota (Real Valladolid CF), David Tavares (Moreirense FC) e Pedro Álvaro (Belenenses SAD) são os restantes empréstimos feitos pelo Benfica a outros clubes.
Foi, portanto, um verão atribulado para os lados de Benfica, com muitas mexidas no plantel face ao deixado por Bruno Lage/Nélson Veríssimo. Jorge Jesus chegou, pediu e teve à sua disposição um orçamento colossal tendo em conta a realidade do futebol português. Agora, resta esperar e observar o que fará o técnico natural da Amadora com um plantel escolhido a dedo por si."
Reviravolta... na minha terra!!!
Benfica 3 - 2 Sporting
15-25, 22-25, 25-19, 25-23, 15-11
Mais uma grande vitória da nossa secção de Voleibol, que no reinado do Marcel, praticamente nunca falha!!! Admito, que a má entrada no jogo, deixo-me com algum receio, mas devia ter ficado 'descansado' pois esta equipa nunca desiste... e não ia ser agora, num jogo disputado em 'minha casa' que íamos perder!!!
Mais a sério, acabámos por ter alguma 'sorte', aquela recuperação no 4.º Set no serviço do Honoré deu muito jeito!!! Temos melhor equipa, com mais opções, mas não podemos entrar desconcentrados como aconteceu hoje...
Agora, vamos voltar a disputar o Sp. Espinho, na Final da Supertaça, neste formato 'estranho' da competição!!!
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Eliminação na Taça, no primeiro jogo da temporada...!!!
Corruptos 81 - 74 Benfica
19-12, 30-23, 20-23, 12-16
Esta secção esteve várias semanas 'encerrada' com vários casos positivos de Covid, além disso tivemos uma verdadeira revolução no plantel, dos americanos só o Coleman ficou, só na última segunda-feira tivemos todo o plantel disponível a treinar! Como a pré-época, 'não existiu', tínhamos planeado alguns jogos de preparação, com participação em alguns torneios, mas nada disso aconteceu...Tendo em conta todo este cenário a FPB, resolveu adiar esta partida da Taça de Portugal (competição a eliminar) 3 dias!!! Sim, 3 dias...!!!
Dito isto, não esperava nada deste jogo, ao intervalo temi 'capote', mas a equipa reagiu e conseguimos estar no dentro do jogo, praticamente até ao fim... Não é fácil fazer uma avaliação só com um jogo, disputado neste contexto (os Corruptos por exemplo, mudaram poucos jogadores...), mas ficou a ideia que não temos Postes, algo que poderá não ser importante na maioria dos jogos, mas nos mais complicados, na defesa principalmente, poderá fazer a diferença...
Forte investimento
"Fechada a janela de transferências, constata-se que o Benfica encetou um elevado investimento com vista a atingir os objetivos a que se propõe na temporada. O regresso da equipa técnica liderada por Jorge Jesus, marcada pelo sucesso na passagem anterior, e a contratação de vários jogadores internacionais pelos seus países, acrescentam, inegavelmente, talento e competência ao nosso plantel.
Chegaram os internacionais A Darwin, Everton, Otamendi, Vertonghen e Waldschmidt e ainda Diogo Gonçalves, Gilberto, Gonçalo Ramos, Helton Leite, Pedrinho e Todibo, juntando-se à grande maioria dos jogadores que, na época passada, mais se destacaram e permaneceram de águia ao peito. O Benfica, de acordo com um estudo publicado hoje, foi o sexto clube que mais investiu neste defeso, algo que só é possível devido à solidez financeira da SAD benfiquista.
Entre os mais utilizados em 2019/20, saíram Rúben Dias, Tomás Tavares e Vinícius. No caso particular de Rúben Dias, há que referir a oportunidade de equilibrar as contas, dado o montante envolvido na transação.
A alienação do passe de Rúben Dias por 68 milhões de euros (a que poderão acrescentar 3,6 milhões de euros mediante o cumprimento de objetivos do Manchester City) tratou-se da quarta transferência mais elevada neste defeso, a quinta maior de sempre no que respeita a defesas, e sobretudo alcançou um valor justo face à qualidade de um destacado atleta formado no Clube.
Nota ainda para o empréstimo de vários jogadores jovens (David Tavares, Florentino, Jota, Pedro Álvaro, Tiago Dantas e Tomás Tavares), obedecendo a uma política de valorização desportiva com vista à reintegração no plantel. E ainda de Vinícius, para o Tottenham, numa operação com contornos semelhantes à que resultou na transferência de Jiménez para o Wolverhampton.
Estas operações visam proporcionar aos jovens jogadores a oportunidade de jogarem, permitir que evoluam, adquirirem experiência e consolidarem o seu crescimento de forma a estarem mais bem preparados para representarem o Clube. Este foi, de resto, o caso de Diogo Gonçalves, que regressa agora ao Clube após dois anos a jogar e evoluir noutras paragens.
É inegável que o nosso plantel ficou mais forte após este defeso, numa temporada em que a nossa equipa trabalha arduamente para tentar conquistar todas as competições nacionais e chegar o mais longe possível na Liga Europa."
Cadomblé do Vata (Fortunato...!!!)
""É verdade que o jogador do Marítimo chegou primeiro à bola, mas de seguida, fez uma rotação com o pé (pausa para assimilarem bem o movimento), tendo deliberadamente atingido com os pitons - a imagem é bem clara (pausa para clarificarem a imagem) - o tornozelo esquerdo de Marega. Clara negligência, bem punida com pontapé de penalty".
Se exceptuarmos o parentesis, esta é a análise de Fortunato Azevedo ao penalty que Alex Telles se encarregaria de falhar no Dragão no passado sábado. O ex (chamemos-lhe) árbitro foi à Lua e voltou, para arranjar uma forma de defender o indefensável. A edição de domingo do O Jogo terá saído até mais tarde, porque na redacção aguardavam que o ex. (chamemos-lhe) árbitro conseguisse o que nem Jorge Coroado, nem José Leirós conseguiram.
(...)"
Finalmente
"Fez-se história! O maior das ilhas venceu no Dragão (ou Antas) pela primeira vez para o campeonato, num relvado inclinado, o que realça ainda mais a justiça do resultado. Dizia antes do jogo que estes são os jogos mais fáceis de assistir: não temos nada a perder e, normalmente, não sentimos aquelo nervoso miudinho. A verdade é que, ao longo deste jogo interminável, a ansiedade foi aumentando exponencialmente, acabando da melhor maneira com uma felicidade estampada no rosto!
Na 2ª jornada o Marítimo recebeu e venceu o Tondela, tendo sido um jogo muito comentado durante a semana seguinte devido ao antijogo praticado pelos madeirenses. Compreendo e reforço as críticas efetuadas pois assumo que fiquei envergonhado por tal postura: o antijogo faz parte do futebol e aceita-se, pois cada qual luta com as suas armas, mas há limites, e esses foram ultrapassados neste jogo.
Contudo, este jogo deveria ter terminado nos Barreiros e não ser prolongado para o norte de Portugal. Aquilo que se passou no estádio do FC Porto foi o futebol português no seu “melhor”, com uma arbitragem totalmente parcial, em claro benefício para o campeão em título.
A equipa de arbitragem estava nitidamente influenciada pela atitude que os verde-rubros tiveram contra o Tondela, mas também condicionada pelas declarações do treinador dos azuis e brancos na antevisão da partida. Não é a primeira vez que Sérgio Conceição faz este tipo de pressão sobre os árbitros (nem será a última) e ninguém consegue admitir que isto também é antijogo?
Como é possível dar 10 minutos de compensação? Verificaram-se algumas perdas de tempo, tal como há em todos os jogos, mas em nada, repito, em nada se justifica este tempo extra.
De entre os vários equívocos de arbitragem, há que destacar a grande penalidade assinalada contra o Marítimo - admito que à primeira vista se possa assinalar falta, no entanto, o VAR tinha a obrigação de o corrigir. Com a atual tecnologia, é inadmissível um erro destes. Valeu-nos a brilhante defesa de Amir!
Gostaria ainda de enfatizar o antijogo de Marega e, por conseguinte, do FC Porto. Um jogador que tenta ludibriar o árbitro por duas vezes de forma a beneficiar de um penalty não estará a fazer antijogo? E, pelo que vimos, o árbitro foi complacente pois nem amarelo deu...
Dentro das quatro linhas, jogando contra 14 (+ VAR e + 4º árbitro) e com uma posse de bola muito reduzida, o Marítimo teve uma mão cheia de oportunidades de golo tendo efetivado três delas, além de um outro golo anulado por míseros nove centímetros. Ao contrário do que muitos apregoam, apenas nos vinte minutos finais é que o Marítimo se foi fechando nos últimos 25 metros, por culpa da equipa da casa, pois esta estava já em desespero à procura do empate. E, mesmo assim, ainda foi possível marcar um 3º golo em contra-ataque.
Em suma, e tendo em conta toda a envolvência do jogo, foi uma exibição espetacular, consumada com os três pontos, que deixou todos os maritimistas extremamente felizes e orgulhosos."
terça-feira, 6 de outubro de 2020
Todibo
"Temos Central... Mais um, não foi aquele que se calhar o pessoal estava à espera, vem emprestado, mas é um Central de qualidade, jovem, com futuro (a cláusula de compra não está acima das nossas possibilidades...), e com experiência em campeonatos europeus (Francês, Alemão e Espanhol)!
Rápido, agressivo, forte fisicamente, bom no desarme... Parece-me que vai ter que levar com umas lições sobre posicionamento, mas isso dá para trabalhar... Sendo que como jogador do Benfica, vai ter que moderar alguma da agressividade, pois com os nossos apitadeiros arrisca-se a ver ser marcado falta em todos os lances onde tenha intervenção!!!
Rumores do mundo online dão a entender que também garantimos o Lucas Veríssimo, do Santos, para a janela de Janeiro!!! O Jardel neste momento não pode 'contar', pois a idade não perdoa, o Ferro precisa de rodar, o que muito provavelmente irá acontecer em Janeiro, e assim ficamos com o Vertonghen, o Otamendi, o Todibo e talvez o Veríssimo em Janeiro, o que na minha opinião, é um bom quarteto, com jogadores experientes, e jovens com potencial... e ainda temos o Morato na B...
PS: Na minha opinião ficou por contratar um '8' forte na recuperação defensiva... De resto, acho que estamos mais ou menos equilibrados... É evidente, que gostaria de ter um Lateral-direito mais forte que fosse mesmo opção ao Almeidinhos e também não me importava num ponta-de-lança, 'matador' no lugar do Haris, mas creio que temos equipa para lutar por todos os objectivos! A descida de qualidade no plantel foi um processo que levou algumas temporadas, por muito dinheiro investido, seria complicado 'recuperar' a qualidade em todas as posições, na mesma janela de transferências, ainda por cima num mercado como o actual!!!
Uma ave pernalta voando nos céus da Luz
"Mozer foi, muito provavelmente, durante algum tempo, o melhor defesa-central do mundo. Tenho falta das nossas tardes de conversa, daquele jeito que ele tem de saber tudo, mas tudo, sobre a posição que ocupava em campo...
Ainda não consegui chegar à conclusão se é fácil ou difícil escrever sobre os amigos. Fico expectante. Por um lado, há tudo aquilo que nos liga pronto a entrar pelas páginas brancas; por outro, não há a distância que a objectividade talvez devesse tomar conta dos textos. Não há forma de falar dos amigos sem ser pelas letras do coração.
Já há um tempo que não estou com um amigo chamado Mozer, acabado de chegar aos 60 anos, apenas muito ligeiramente mais velho do que eu. No Restaurante Calcutá, na Rua do Norte, no Bairro Alto, sentámo-nos na companhia do Lauro Antunes e do Hiren Tambaclal a ver um jogo do Benfica. Não me recordo de qual. Recordo-me, isso, sim, de que o tempo foi passando naquele bate-boca tão carioca, própria de uma figura excepcional que nasceu no Rio de Janeiro no dia 19 de Setembro de 1960.
Mesmo que puxe pelas meninges, também não sei dizer quando é que conheci José Carlos Nepomuceno Mozer. Dizer de facto consumado, como está bem de ver, data e hora e o diabo a quatro. Sei que foi há muito tempo, e, daí para cá, mesmo que não estejamos juntos muitas vezes, a sua companhia é sempre um prazer renovado.
Vê-lo jogar era encantador. Dificilmente algum central foi mais elegante na passada larga e confiante. Quando fez dupla com Ricardo Gomes, outro daqueles com classe à sua altura, eu costumava gastar a minha atenção a diferenciá-los. A passada de Ricardo era curta. Ele tinha um centro de gravidade diferente, isto é, o tronco ligeiramente mais comprido do que as pernas. Algo que lhe dava características divergente. Mozer, por seu lado, provocava lances nos quais parecia só ter pernas. Quando arrancava em velocidade, o vento era seu aliado, seu irmão, seu companheiro na busca da caça que jamais lhe fugia.
Aquele abraço!
Mozer fez 60 anos, e eu não acredito. Ainda consigo vê-lo com a sua cara de morcego, enfurecido, gritando ordens para dentro do campo, chamando à atenção os colegas, assustando adversários. havia nele a tendência natural para a chefia. Como não percebê-lo de imediato, mal tornava a sua posição sobre o relvado e olhava em redor, soberano, altivo? Depois voava. Vocês lembram-se de como Mozer voava? O céu convidava-o a subir pelas escadas de mármore da sua inolvidável força, e ele galgava o espaço, sentava-se numa nuvem qualquer à espera do momento em que iria tomar a decisão de cabecear a bola para os pés de um companheiro ou de afastar apenas do lugar embaraçoso de uma situação complicada. Mozer, Nepomuceno: guerreiro imperial de samurais de catanas afiadas. Senhor da guerra.
Mozer gostava de guerra.
Mozer gostava de guerras.
Por momentos, parecia desfigurar-se a sentir que o ponto mais baixo em que se pode atingir um adversário é o das amígdalas. A bola sofria, e o opositor também.
Mozer não brincava.
Mozer não era personagem de uma pantomima.
Mozer era um divindade que abria as asas vermelhas sobre a grande área da qual era o mestre, proprietário sabedor, atento e inevitável. Nesse voo de condor, que abrangeria as montanhas mais altas dos Andes, recolhia milhares e milhares de adeptos sob a sua protecção. 'Ah! Está lá o Mozer...', dizia o murmúrio que ecoava nas bancadas. 'Está lá o Mozer' era sinónimo de infabilidade. Sim, o Mozer estava lá, e de que maneira. O Mozer estava lá no seu trono de veludo rubro, com o seu olhar perscrutante que conseguia adivinhar o perigo que se acumulava em negras nuvens distantes.
Mozer, meu amigo, companheiro, tenho saudades de te ver arrancar com a bola no pé, da tua passada incomparável, do receio que impunhas aos inimigos da tua tranquilidade, da opção serena, da escolha correcta, sempre tão correcta. E, de ficarmos à conversa sobre futebol, tu que sabes tudo de futebol e sabias todos os segredos dessa tarefa exigente que era a de ser, muito provavelmente (eu aposto nisso), o melhor defesa-centeal do mundo. Num destes dias temos de repetir o bate-boca tão ao jeito do teu Rio de Janeiro, princesa do mar, mesmo que apenas ali, na Rua do Norte, no Bairro Alto, onde as recordações se acumulam numa mesa à mistura com uns copos de cerveja. Para que a gente não se esqueça. Para que a gente nunca se esqueça. Tal como jamais poderei esquecer aquele teu jeito de ave pernalta voando pelos céus da Luz."
Afonso de Melo, in O Benfica
Subscrever:
Mensagens (Atom)










