Últimas indefectivações

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Os bons 'feelings' de Bruno Lage

"A titularidade de Florentino em Istambul é a prova mais evidente de que Lage não aposta nos miúdos apenas por necessidade.

Terá Bruno Lage arriscado demasiado em Istambul? Talvez. Aliás, terão sido poucos os benfiquistas que não torceram, duplamente, o nariz nos dias que antecederam o jogo com o Galatasaray. Primeiro quando perceberam que Grimaldo, Pizzi e Jonas - curiosamente ou não (porque pode até servir para perceber um pouco melhor como mudou o Benfica e, também, o estado de espírito dos adeptos encarnados, nos últimos tempos) até mais pelos dois primeiros... - ficariam em Lisboa por preferir o treinador gerir a sua condição física para as batalhas que se avizinham; depois quando, conhecido o onze, voltaram a ouvir falar de Corchia (que até quinta-feira passada parecia não servir, sequer, para um jogo da Taça de Portugal contra uma equipa do Campeonato de Portugal) ou perceberam que a conversa da formação é, com Bruno Lage, muito mais do que uma fábula: Florentino a titular, prova mais evidente de que o novo treinador não aposta nos miúdos apenas por necessidade (Ferro entrou após lesão de Jardel) ou porque são tão talentosos que se torna difícil perceber como outros não o tinham visto antes (João Félix, pois claro). Se a isso juntarmos a titularidade de Yuri Ribeiro, Salvio, Gedson e Cervi - menos surpreendentes face aos nomes que tinham ficado fora da convocatória - a resposta é evidente: demasiado ou não, arriscou muito Bruno Lage, é um facto. Ou, pelo menos,, arriscou mais do que seria esperado por quem está de fora e tem, goste-se ou não, direito a opinião sobre estas questões do futebol em todos somos experts.
A verdade, contudo, é que ninguém sabe mais de uma equipa do que aqueles que com ela trabalham. Por muito que, por vezes, se torne difícil admiti-lo. Bruno Lage, e a sua equipa, teriam por certo em seu poder dados que os aconselharam a dar descanso a Pizzi ou a Grimaldo. E conhecerão melhor do que ninguém, de certeza, aquilo que valem Corchia ou Yuri Ribeiro, por muito que para quem foi vendo os poucos jogos em que tiveram oportunidade de se mostrar lhe custe a admitir haver ali valor algum. Ou o que pode fazer, por exemplo, um jogador como Florentino, que a maioria de nós tinha podido observar apenas em contexto competitivo bem menos exigente - na equipa B ou nuns minutos de uma partida fácil frente ao Nacional. Há, por isso, uma possibilidade que talvez nos tenha passado despercebida: que Bruno Lage tenha estudado ao pormenor este Galatasaray - ficámos a saber, no excelente trabalho do Rui Miguel Melo sobre o percurso do treinador do Benfica que A Bola ontem publicou, que era essa uma das suas funções quando com Carlos Carvalhal trabalhou em Inglaterra - e, juntado-lhe o conhecimento cada vez mais profundo do plantel que tem nas mãos, tenha percebido que aquele onze, que seguramente não nasceu de geração espontânea, chegaria para trazer para Lisboa resultado suficiente para permitir à equipa discutir a passagem aos oitavos da Liga Europa.
Essa é, aliás, a única hipótese que faz sentido, por duas razões. Primeiro, porque nunca Bruno Lage colocou no seu discurso em tom menos ambicioso. Pelo contrário, fugiu ao chavão, tantas e tantas vezes repetido por outros treinadores cá do burgo, de que o importante é o campeonato e garantiu ma equipa (e já sabia, de certeza, que seria aquela a equipa...) preparada para ganhar em Istambul. Segundo, porque me parece inconcebível que um treinador de um clube com o historial europeu do Benfica pudesse desprezar de forma tão evidente uma competição como a Liga Europa escolhendo um onze que não lhe desse garantias de relativo sucesso.
Arriscou Bruno Lage? Claro que sim. Mais do que seria expectável, isso é certo. Demasiado? O resultado diz que não. Não só conseguiu a primeira vitória do Benfica em solo turco, abrindo as portas da passagem aos oitavos de final, como ganhou, em jogadores que pareciam até agora proscritos, mais opções para o que falta jogar esta época. Detalhe que não deve, nem pode, ser desprezado. E embora nada disto faça de Bruno Lage um génio - tem ainda muito para ganhar para atingir esse estatuto -, diz muito sobre as suas ideias, até agora perfeitamente alinhadas com aquele que parece ser o projecto de Vieira. E com muitas (algumas históricas) vitórias à mistura. O que só pode ser um excelente sinal.

Em maré baixa está Marcel Keizer. Depois de um início entusiasmante, o holandês parece incapaz de retirar a equipa de uma espiral negativa que ameaça deixá-la fora das decisões em fase demasiado prematura da época. É difícil, até, encontrar uma explicação plausível para o que se passa no Sporting. Sendo verdade que ninguém esperaria milagres depois do que aconteceu no final da época passada e no início desta, é hora de alguém em Alvalade olhar para o futuro e deixar de usar o passado, mesmo que recente, como desculpa para o insucesso. O caminho é para a frente. Convém, por isso, que Varandas e a sua equipa percebam, primeiro, que rumo querem dar ao leão. Ou se o Sporting está, de facto, em condições de lutar de igual para igual com os seus rivais. E, depois, assumi-lo. Seja Keizer ou não a solução. Não convém é exigir-lhe mais e, logo a seguir, tirar-lhe Nani, um dos poucos jogadores acima da média no plantel, para poupar quatro milhões em ano e meio..."

Ricardo Quaresma, in A Bola

As balas disparadas sobre JFK

"A descoberta da penicilina foi em 1928, mas quem a descobriu nasceu apenas 44 anos mais tarde. Estranho? Nada disso...

Reza a lenda que terá sido Alexander Fleming, a 3 de Setembro de 1928, a descobrir a penicilina. Deixou alguns estafilococos à solta no laboratório e, quando voltou, uma série de fungos tinha sido destruída. Diversas infecções bacterianas começaram, então, a ser combatidas com êxito superior. A lenda, porém, não é verdadeira. Quem descobriu a penicilina foi Bruno de Carvalho (BdC). Ele só nasceria 44 anos depois? Não é uma impossibilidade. Foi BdC quem descobriu os raios-X em 1885. E a fórmula da Coca-Cola em 1886. E a insulina em 1889. E o Viagra em 1998. Foi em BdC que Charles Darwin se inspirou quando escreveu, em 1859, a Origem das Espécies. Quem deu a dica a Galileu Galilei, no século XVII, de que era a Terra que girava em torno do Sol (e não o contrário) foi BdC. Foi ele quem inventou o pontapé de bicicleta. Higuita, por exemplo, inspirou-se em BdC para fazer a famosa defesa de escorpião. O primeiro português a executar o pontapé de moinho não foi Artur Jorge, mas sim BdC. O penálti à Panenka foi inventado em 1976, sim, mas por BdC (Panenka já o reconheceu). Está nos registos da FIFA que foi por sugestão de BdC que cada vitória passou a valer três pontos. Os números nas camisolas? BdC. Os nomes nas camisolas? BdC. O spray dos árbitros para marcar a distância das barreiras? BdC. O 4.º árbitro) BdC. O VAR? BdC. Quem inventou o fosbury flop no salto em altura? Sim, foi ele. Usain Bolt treinou-se com BdC antes dos Jogos Olímpicos de 2008, 2012 e 2016. Os treinos longos de Carlos Lopes antes da Maratona de Los Angeles foram feitos na companhia de quem? BdC. A mota de Miguel Oliveira foi afinada por quem? Claro. E as raquetas de João Sousa? Evidente. Só não há certeza de que tenha sido BdC a inventar a roda. Mas foi ele quem descobriu a pólvora.

Não é apenas nesta série de invenções que a história está errada. Há demasiados detalhes que não correspondem à verdade. A 30 de Abril de 1945, por exemplo, quando Adolf Hitler e Eva Braun cometeram suicídio, foi Jorge Jesus quem cedeu a bala para o disparo do ditador. E foi Frederico Vatandas quem tirou da mala de médico a cápsula de cianeto e a cedeu à namorada de Adolf. A história, aliás, deveria ter lugar de maior destaque para Jorge Jesus. Quase quatro meses de pois a 30 de Agosto de 1945, JJ meteu-se num bombardeiro B-29 baptizado de Enola Gay, rumo a Hiroshima, com uma bomba a bordo chamada Little Boy. E deixou-a cair. Menos de dois anos depois, a 30 de Janeiro de 1948, Jorge Jesus foi até Nova Deli e, depois de pegar numa Beretta, disparou três tiros sobre Mahatma Gandhi. Foi também Jorge Jesus quem, a 22 de Novembro de 1963, subiu a um prédio de Dallas e, após afastar do local um jovem mal vestido chamado Lee Harvey Oswald, disparou meia dúzia de balas sobre John Fitzgerald Kennedy, uma das quais a célebre mágica, que andou em ziguezzague por tudo quanto era corpo de JFK. Pouco mais de quatro anos depois, a 4 de Abril de 1968, num hotel de Memphis, Jesus esmurrou James Earl Ray e disparou sobre Martin Luther King. JJ merece, pois, outro lugar na história. Tal como Frederico Varandas. Foi ele quem, às 22.55 horas de 24 de Abril de 1974, tentou impedir, nos estúdios dos Emissores Associados de Lisboa, que alguém pusesse a tocar a música E Depois do Adeus. Lá fora, no carro de Frederico Varandas, estavam Marco Silva, William Carvalho, Rui Patrício, José Maria Ricciardi (de joelhos), Octávio Machado, Jorge Mendes, Nélio Lucas, Jaime Marta Soares. E ainda o cortador da relva, a senhora da limpeza, a vizinha do 2.º direito, o dono da papelaria da esquina e o leão da Porta 10-A."

Rogério Azevedo, in A Bola

O CAS e os Direitos do Homem

"Conforme demos nota em Outubro do ano passado, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) decidiu os casos de Cláudia Pechstein e Adrien Mutu. O acórdão, em suma, determina algo de muito importante para avaliar da validade do sistema de resolução de litígios desportivos a nível internacional. O TEDH determinou que as cláusulas obrigatórias de arbitragem para o CAS inseridas nos regulamentos das federações previstas no artigo 61 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e que o sistema de lista fechada de árbitros cumpre com as exigências constitucionais de independência e imparcialidade aplicáveis aos tribunais arbitrais. Porém, decidiu também que, no caso Pechstein, o CAS deveria ter permitido uma audiência pública, não havendo razões para o negar.
Em comunicado, o CAS veio, em 5 de Fevereiro passado, tomar posição assim que a decisão do TEDH se tornou definitiva - com efeito, houve rejeição do recurso apresentado por Pechstein para um pleno de 17 juízes.
O CAS informa que, seguindo a recomendação daquele Tribunal, implementou novas regras para permitir audiências públicas em questões disciplinares ou relacionadas com a ética desportiva.
E afirma ainda o seguinte (em tradução livre): «O CAS foi criado em 1984 para fornecer serviços de resolução de litígios desportivos. Há mais de 35 anos, tem vindo a resolver litígios envolvendo atletas, treinadores, federações, patrocinadores, agentes, clubes, ligas e organizadores de eventos desportivos de quase todos os países do mundo através de procedimentos de arbitragem e medição. O CAS liga com mais de 550 casos todos os anos»."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

O que é um fenómeno desportivo?

"O fenómeno desportivo repousa inteiramente sobre uma procura social constituída por dois elementos. De um lado, o praticante joga, salta, lança, evita, visa, corre, nada; do outro lado, o praticante vê jogar, lançar, saltar, lançar, evitar, visar, correr, nadar, etc. De um lado, são os praticantes desportivos; do outro lado, são os não praticantes, que vão ao estádio, aos circuitos, veem a televisão ou leem as páginas especializadas. Estes dois tipos não são opostos e não se excluem mutuamente. Eles são o complemento, alternativamente os mesmos: quando são jovens, a maior parte dos casos, e sucessivamente os mesmos quando a idade, o modo de vida ou uma incapacidade reduz as suas capacidades ou, simplesmente, quando o seu desejo de conseguir os esforços físicos se escapa.
O fenómeno desportivo divide-se em dois sistemas. Um sistema no qual os indivíduos (sozinhos ou em grupo) entram em competição uns contra os outros (exemplo: as grandes maratonas de Londres, Nova Iorque, Paris, Berlim). Comparamo-nos uns aos outros. É a confrontação de um adversário contra si que sai da avaliação. Os encontros têm um sentido e um interesse para os competidores e espetadores (quando estes existem) e só devem opor desportivos de valor sensivelmente igual. É, por isso, que existem classificações, separando os grupos por níveis extremamente ténues. Procura-se a homogeneidade dos confrontos. Os melhores sobem de divisão ou categoria de valor, os menos bons descem. Em princípio, quanto mais se aproximam do alto nível, mais as distâncias de valor se esbatem. Este sistema compreende todos os desportos de competição conhecidos (futebol, râguebi, ténis, ciclismo, andebol, basquetebol, judo, etc.). A grande maioria dos praticantes é amadora. Os atletas de alto rendimento são, essencialmente, profissionais. A “elite” são “os melhores iguais”, ou seja, indivíduos seleccionados na ordem da excelência, que se separam, regra geral, em distâncias ténues, quase ínfimas, por vezes, invisíveis a olho nu, distâncias que podem ser reversíveis a cada novo encontro. Os concorrentes são tão próximos uns dos outros que é preciso aumentar o tempo do jogo (competição) até ao surgimento da diferença: é o caso dos prolongamentos, no futebol. Em muitos desportos, faz-se apelo ao “foto-finish” e nas provas contrarrelógio aos centésimos e milésimos de segundo, à medida do objectivo e incontestável. Neste primeiro sistema existe uma organização da incerteza. É o espectáculo de massas, capaz de federar milhões de telespectadores, aos estádios superiores, quando entram em confronto a “elite dos melhores iguais”. O desporto-espectáculo, organizado sempre da mesma forma, segundo as três regras do teatro clássico: unidade de lugar, unidade de acção e unidade de tempo, surge como uma “liturgia de identificação”. Terá ela um carácter religioso? Sim, se utilizarmos o seu sentido forte e etimológico de “religare” (latim). Sim, se consideramos que ele repousa sobre uma crença (illusio) na permanência de uma colectividade e mesmo de uma personalidade colectiva. Esta liturgia testemunha a reconstrução de um tipo de sacralidade, nova, e emerge directamente no seio do universo profano e para (re)encantar o mundo.
No segundo sistema, os indivíduos (sozinhos, raramente em grupo) entram em competição com eles próprios. Avaliamo-nos a nós próprios, não temendo espetacularizar as desigualdades (de capacidades, de treino, de motivação). O desporto assenta sobre uma curiosa e fecunda combinação de igualdade e de desigualdade. Ele não é apenas a simples diversão. Ele não é apenas uma actividade e um complemento de aprendizagem e de formação. Ele é, hoje, o que reúne os homens, mesmo quando eles se confrontam numa banal competição. A política do desporto é a de participar na construção de uma ligação social. De uma certa forma, o desporto assume um papel outrora assumido pela Igreja, a estrutura militar, o trabalho. Ele participa na reestruturação da sociedade, a começar pelos modos de vida, que marca os ritos sazonais que acompanhava a vida rural e, durante estes eventos de grande ressonância que reúne os membros de uma sociedade, o desporto permite a existência da vida colectiva de uma comunidade de homens e de mulheres que a constituem e se reconhecem."

Benfiquismo (MXCVIII)

Sr. Baroti...

Vitória em Monza...

Monza 0 - 5 Benfica

Excelente vitória em Itália, num jogo onde estávamos a lutar para garantir o 1.º lugar do grupo, após o mau resultado com o Noia.

Pareceu-me o melhor jogo do Benfica com o Dominguez no banco. O Monza tem uma equipa muito jovem, mas na Luz deu-nos bastante trabalho.

Destaco o regresso do Diogo Rafael... falta o Nicolía!

Mais uma vez, grande apoio nas bancadas... Num jogo que ficou marcado, pela perda do pai do Valter a meio da semana, que mesmo assim acabou por viajar... acabando mesmo por fechar o marcador!

PS: Desilusão na Catalunha, com a eliminação da nossa equipa feminina, que a vencer 0-1 a 3 minutos do fim, não foi capaz de garantir a qualificação perdendo por 3-1, com o golo decisivo a ser sofrido a 10 segundos do final...!!!
São necessárias mudanças na secção...

Vitória... bem agradável

Benfica 34 - 24 Águas Santas
(16-13)

Inicio 'estranho' do jogo, com muitos golos falhados e algumas grandes defesas dos guarda-redes, o Ristovski 'regressou' em grande... mas quando 'acertámos' no 'soft point' da baliza adversária, foi sempre a marcar...
Na 2.ª parte melhorámos na defesa...

O João da Silva já devia estar com mais ritmo... Outro regresso de hoje foi o Patrianova, que nos jogos 'grandes', poderá ser muito útil, nem que seja na defesa! O Grilo hoje, estava com 'pica'!!!

Boa vitória, contra a 4.ª melhor equipa do campeonato... Na 2.ª fase, será muito importante vencer os jogos com o Águas Santas, poderá decidir muita 'coisa'!!!

Vitória... natural !

Benfica 3 - 0 Sp. Caldas
25-21, 25-15, 25-16

Jogo 'perigoso' após o jogo Europeu a meio da semana, no 1.º Set o Caldas conseguiu equilibrar, mas a nossa qualidade acabou por decidir o partida...

Vitória na Póvoa...!!!

Varzim 0 - 1 Benfica B


Apesar das muitas ausências, bom jogo da nossa equipa B. Com vários jogadores a subiram à equipa principal, com outros a serem poupados para a fase final do Nacional de Juniores e a eliminatória decisiva na Youth League a meio da próxima semana e ainda com alguns lesionados, o Renato foi obrigado a 'inventar' um onze, com várias promoções dos sub-23 que esta semana não tiveram compromissos!!!

Pessoalmente, acho que jogámos melhor na 1.ª parte, excelente exibição onde só faltou mesmo o golo... e as oportunidades foram muitas! No 2.º tempo, o Varzim jogou mais subido, a bola rondou mais a nossa baliza, mas nunca 'esquecemos' do contra-ataque... e foi mesmo num ataque rápido que chegámos ao golo...

Mais uma arbitragem surreal...!!!

Kalaica e Willock, neste momento estão prontos para subir à equipa principal. Neste momento o Frimpong é o defesa esquerdo mais completo da nossa formação... O Vukotic tem tudo para entrar nos A's... O Alex está melhor... O Bernardo está a integrar-se muito bem, tem muita qualidade técnica... não é um extremo, tem características parecidas com o Pizzi... O Saponjic merecia o golo, esteve muito activo... o Pedro Henrique voltou a mostrar qualidade... O Zec será muito provavelmente titular desta equipa na próxima época, com o Pedro Álvaro, estou a gostar...!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2019

A caminho do Jamor...

Benfica 21 - 0 Ribeirão


Voltámos às 'grandes' goleadas!!! Se calhar as nossas meninas ficaram 'chateadas' por terem marcado menos golos do que a nossa equipa masculina!!!

Com a eliminação do Sporting, ficamos à espera de uma Final: Benfica - Braga...

Derrota... enganadora!

Sporting 6 - 1 Benfica

Resultado mentiroso... jogámos melhor durante grande parte do jogo! Depois do 1-1 no arranque, o 2-1 chegou após um 'aparente' erro do Roncaglio (as imagens não são claras...!!!). A perder, fomos atrás da remontada, o guarda-redes adversário foi 'safando' os Lagartos... e a meio do 2.º tempo, num remate com desvio, o Sporting faz o 3-1 e aí sim, o Benfica 'desligou' da partida...!!!

Mais uma vez, um jogador do Benfica é agredido... e acaba expulso!!! Sendo que o porco do agressor, é reincidente neste tipo de atitudes!!! E nunca é verdadeiramente penalizado...!!!

Somos líderes, e é importante manter a liderança até ao final da época regular, como se viu hoje, as regras naquele pavilhão são diferentes... na Luz, os apitadeiros também roubam, mas naquele antro, que ainda não foi pago, a roubalheira atinge níveis estratosférios!!!

PS: Mais uma vez, a diferença entre a RTP e a Sporting TV, não se notou...!!!

Derrota... com muitas ausências!

Oliveirense 82 - 82 Benfica
31-18, 17-25, 27-23, 17-16

Com todos já seria difícil, sem o Rey, sem o Fonseca, sem o Hallman e sem o Silva é praticamente impossível... ainda por cima com o Micah na pior fase da temporada!!!
A única nota positiva do dia, foi a estreia do Cooper, jovem americano da equipa B... Se calhar, é melhor do que os outros estrangeiros que ocupam os 4 lugares no plantel principal!!!

Com este resultado, o mais normal, será voltar a encontrar os Corruptos nas Meias-finais no Play-off, tal como o ano passado!!! Vamos ver qual será o estado físico da equipa nessa altura... Ainda não fizemos um único jogo esta temporada, com todo o plantel disponível... Inacreditável!!!

Sporting, o problema e a solução

"A liberdade da asneira e a presunção da ignorância, ao contrário do que alguns pensam, não é uma inalienável garantia constitucional

A pior de todas as coisas que poderiam acontecer ao Sporting seria tornar-se num labirinto de caminhos propostos por quem não faz a mínima ideia do que é um grande clube de futebol, com uma história centenária, em toda a sua complexidade. É conhecida a tentação portuguesa para que todos tenham uma opinião. De facto, a opinião ainda é das poucas coisas que não paga imposto e basta ver os fóruns que por aí nascem como cogumelos nas redes sociais para se ter uma perspectiva minimamente consistente de que os portugueses continuam a vingar-se de 48 anos de ditadura. Só que se vingam da maneira errada: achando que a liberdade da asneira e a presunção da ignorância é uma das inalienáveis garantias da Constituição da República. Não é.
No Sporting, porque, de facto, foi indevidamente criada uma ilusão de que o clube, depois do caos do tresloucado modelo brunista, iria encontrar rapidamente suprema, o povo leonino divide-se entre os indignados e os desiludidos, um género de vencidos da vida, agora, em versão desportiva nacional.
Nem uns nem outros estão, neste momento, em condições de raciocinar com lucidez e discutir o futuro com o rigor necessário.
É evidente que o problema do Sporting não é a questão do treinador. Já não era essa a questão, quando Frederico Varandas, inopinadamente, despediu José Peseiro e, apesar de Marcel Keizer nos parecer um treinador deslocado e perdido, também não será ele, para já, o problema principal.
O primeiro e prioritário problema do Sporting é estratégico. No quadro actual de grande dificuldade económica, perdida que estará, como aliás, seria fácil de prever, o acesso aos milhões da Champions, o Sporting tem de traçar o rumo do futuro próximo, num quadro de realismo financeiro, preocupando-se em recuperar o tempo perdido em Alcochete, que o destronou de uma decisiva vantagem na área da formação de talentos e o coloca em sérias dificuldades na renovação com qualidade, enquanto vê o rival a ostentar na equipa principal, com indiscutível sucesso, meia dúzia de miúdos que já brilham como estrelas que prometem um futuro optimista ao Benfica.
Enquanto isto acontece, o Sporting esmorece, deixa esvair o filão, hesita, desvia-se do essencial.
Ora, o Sporting tem de se fazer regressar a Alcochete. Rapidamente e em força. Tem de recuperar e reanimar o modelo de competência da formação, tem de inovar, tem de criar, como já criou, uma das mais extraordinárias escolas de futebolistas do mundo.
Como vai precisar de tempo, o Sporting, através do seu presidente, vai também precisar de explicar duas coisas fundamentais: a primeira, é que foi o desastre da gestão de Bruno de Carvalho que destruiu e secou a fonte de Alcochete e que, por esse crime de lesa clube, o Sporting vai sofrer as consequências durante alguns anos; depois, que é preciso acreditar que o Sporting não tem outra solução para  seu futuro, e, por isso, os adeptos têm de entender que o renovado projecto precisa de rigor, de competência, de pessoas certas nos lugares certos, e de tempo, para dar resultados consistentes.
Não sei, sinceramente não sei, se Frederico Varandas já conseguiu entender que, do ponto de vista comunicacional, tem sido um desastre que pode pôr em causa o seu projecto que, aliás, ninguém ainda sabe bem que é. E se vai ser necessário explicar de forma sistemática e até irritantemente repetitiva como se chegou aqui, quem foi, de facto, o responsável por esta desordem leonina de tão pesadas e até cruéis consequências, também vai ser preciso explicar, passo a passo, qual é o rumo escolhido para o leão ter futuro.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Melhor na delação do que na competição

"Foi uma boa semana da comunicação do Benfica. E nem foi preciso suar para que tudo corresse de feição. Foi, por outro lado, a pior semana da comunicação do FC Porto desde que entraram em vigor as coordenadas nascidas daquele concílio com o Sporting num quarto de um hotel em Lisboa e fotografado à socapa pelos serviços secretos sabe-se lá de quem. Antes de revisitarmos os passos trocados da comunicação do comandante da Liga desde o preciso instante em que Jorge Sousa deu por findo o jogo em Moreira de Cónegos, 100 minutos depois do apito inicial, é justo proceder ao reconhecimento do supremo laconismo do treinador Benfica ao longo da semana. Até no futebol-falado da guerrilha ocorrem, por vezes, situações, em que menos é mais.
Recapitulemos, então, o minimalismo do antigo treinador da equipa B da Luz.
Sobre a goleada imposta ao adversário da 21.ª jornada do campeonato, disse: “O Benfica são as pessoas.” Quanto à interdição do Estádio da Luz por 4 jogos por requisição do Sporting – …e que lhe valerá por outros 4 títulos a reconhecer pela Assembleia da República –, afirmou Lage, sem dramas: “Jogaremos onde quer que seja.” No que diz respeito à primeira vitória do Benfica em solo turco com recurso a mais de meia-equipa de garotada formada em casa, anunciou burocraticamente: “Amanhã há treino.”
E basta porque o importante é vencer no campo e, vencendo no campo, quanto menos conversa e menos explicações, melhor.
Outros, porém, não vencendo no campo no decorrer de uma semana (atípica), viram-se forçados a um registo inaudito de conversas a mais e, sobretudo, de explicações a mais.
E, assim, lá foi obrigado – pelas circunstâncias e pelo patronato – o treinador das crianças do FC Porto a vir a terreiro explicar ao país as razões ponderosas e sábias que o levaram a excluir o Félix da “cantera” local e a despachá-lo para o Padroense.
Como se não bastasse, no dia seguinte, lá se viu forçado – pelo patronato e pelas circunstâncias – o valente defesa central Filipe a vir a terreiro acrescentar à explicação oficial fornecida por F. J. Marques a sua própria explicação oficiosa para o gesto (atípico) que dirigiu ao seu treinador mal terminou o jogo em Roma.
Numa semana menos risonha em termos de resultados, de linguagem gestual e de outras coisas – bem melhor na delação do que na competição estiveram, por exemplo, os parceiros do Altis –, deu-se por feliz o patronato por não ter de dar explicações a ninguém.
Patrão é patrão. Fala quando quer e visita quem quer sem que lhe exijam carta de intenções. E se foi à cabina dos árbitros no fim do jogo em Moreira de Cónegos só haverá a lamentar que os eventuais conselhos matrimoniais prestados a Jorge Sousa não sejam já do domínio público porque muita gente, árbitros e não-árbitros, beneficiaria certamente com tanto “know-how” acumulado.
Isto é que não foi nada atípico."

Um bando de Super Wings à solta

"A discussão que mais interessará à maioria dos adeptos portugueses – e que os fará seguir a 2.ª volta da Liga de forma aguerrida e apaixonante – chegou à Turquia. Depois de ter enfrentado o FC Porto na fase-de-grupos da Champions League, o encontro com o Benfica para a Liga Europa fez Fatih Terim e Fernando discordarem publicamente sobre a tal questão. Quem é afinal mais forte? Benfica ou FC Porto? E a julgar pelo Galatasaray-Benfica, desta quinta-feira, levanta-se uma resposta óbvia: o Gala é (bem) mais fraco que os dois. E foi a observação de uma equipa com padrões de posse que a levam a perder bolas e a decompor-se várias vezes num só jogo, que levou a que Bruno Lage jogasse uma cartada importante para as suas contas, quer na Europa, quer na Liga. Não assustou assim (muito menos a quem sabia da forma como o campeão turco iria abordar a partida) que Lage tivesse deixado Pizzi, Jonas ou Grimaldo em Portugal. Não assusta também que os putos Ferro, Florentino (acompanhados de Corchia ou Yuri Ribeiro) fizessem companhia aos já mais rotinados Félix e Rúben Dias, porque Lage sabia ao que ia. E sabendo, nunca teve dúvidas de que quanto mais bola a equipa de Terim tivesse, mais hipóteses teria um Benfica, bastante bem organizado defensivamente, de congelar o inferno turco.
A conceder bola mas posicionado em zonas que o levassem a criar (imenso) perigo em transição, o Benfica comportou-se como um felino em Istambul. Isto porque, mais uma vez, observando padrões, não seria difícil de perceber que, mais cedo ou mais tarde, o ideário de Terim acabaria por trair a própria equipa. Tentando construir apoiado sem a qualidade necessária, sem a tranquilidade ou talento (sequer) para tanta bola, a estratégia embateu na de Lage que, por mais realista, se tornou superior também com a ajuda de outro erro que não as perdas de bola em zona proibida. E o Benfica, sabemos, pode deixar Pizzi e Jonas em Lisboa (pensadores) que teria sempre na Turquia quem se posicionasse de forma felina e em dois, três toques levasse tranquilidade para 21 de Fevereiro na Luz. Ainda para mais, quando o Gala se auto-mutilou ao conceder o penálti que haveria de deixar Salvio abrir o marcador.
E se um golo fora é bom, dois é bem melhor. E um, claro está, ajudaria à construção do outro, pois a partir do momento em que se encontrou em desvantagem, mais clareiras abriria um Galatasaray que precisava de um golo como de pão para a boca. E não obstante o facto de o ter conseguido, o registo do jogo não mudaria. Estaria para breve outro erro normal para quem tanta bola tem mas pouco faz com ela (o golo sofrido será facilmente dissecado e evitado nos jogos seguintes). E essa falta de acutilância, dizia, jogando contra o Benfica… é um certificado de óbito. O mesmo que já declarou a morte de vários adversários e que relança a tal discussão: é o Benfica mais forte que o FC Porto? Se o jogo oferecer transições como este… será de certeza. Mas todos sabemos (apoiados naquele que foi o encontro entre as duas equipas) que evitá-las e aproveitar as falhas encarnadas na saída-de-bola (que ainda ontem se notaram e que poderão trair o Benfica quando precisar de procurar golos em organização ofensiva) também estarão na balança de jogos onde a qualidade individual se iguala. E fica ainda por saber o que realmente valerá o plano de Bruno Lage quando as transições não puderem decidir jogos. O que, claramente, não foi o caso num jogo que deixa as águias com pé-e-meio nos oitavos, reencontrando também o nível que se espera quando o clube da Luz joga na Europa do futebol."

A estreia de Florentino

"A qualidade das gerações de 99 e 2001 no SL Benfica é um verdadeiro absurdo.
No passado fim de semana, mais um dos jovens prometedores encarnados se estreou na primeira Liga. Sénior de primeiro ano, mas já com uma bagagem de segunda liga e Youth League bastante apreciável, Florentino prepara-se para cumprir o seu destino. Ser o “seis” do Benfica.



Não é um médio defensivo com capacidades ofensivas extraordinárias, mas tem agilidade e boa destreza, para além da capacidade técnica, que lhe permitem não temer a pressão, nem se esconder na primeira fase do jogo ofensivo. Sem bola tem chegada rápida em transição, sobretudo na defensiva para equilibrar a equipa, e uma capacidade muito própria para os duelos defensivos, que o fazem roubar uma infinidade de bolas quando esta entra no seu raio de acção.
Paulatinamente, conquistará o seu espaço no equipa principal dos encarnados."

Benfiquismo (MXCVII)

Pronto...!!!

Uma Semana do Melhor... do melhor mesmo!!!

Jogo Limpo... Istambul e Injustiças !!!

Sabe quem é? Com a PIDE aos tiros - Santana

"Com Chipenda veio de Angola, jogando no barco com bolas de trapos; Campeão europeu, a incrível odisseia

1. Lá, na Catumbela, tinha criados em casa (porque vivia bem a família) e foi um desses seus criados que lhe pôs a habilidade à descoberta: «Sempre que se podia, desafiava-me para dar pulo até à sua sanzala para lá jogarmos. Não tardou a dizê-lo: 'Mínino ser grande um dia'! O pior é que o meu pai não me queria nessas aventuras dos futebóis, queria que fosse grande mecânico».

2. Ainda andou, como aprendiz numa oficina - tendo cada vez um sonho atiçado: ser como o Caximbinha, a estrela do futebol da terra. Arranjou emprego na fábrica de açúcar de Cassequel - a sair de lá, tinha destino incontornável: passar pelo campo do Catumbela para ver o Caximbinha (e não só) em treino. Perguntaram-lhe se não queria ir para os juniores - e a sua resposta foi: «Não sei se o meu pai deixa». Perguntaram e ele deixou...

3. Aos 16 anos já jogava na primeira equipa do Catumbela - e, num ápice, lhe apareceu Jordão Marques com o desafio irresistível: ir para o Benfica. De barco foi a viagem para Lisboa. Com ele vinha outro angolano: Daniel Chipenda - e ouvindo dizer que Otto Glória era muito exigente, treinavam, todos os dias, nos corredores do navio, com bola que fizerem de trapos e papéis.

4. Ao Benfica chegou por meados de 1954, tão mal jogou num dos primeiros jogos pelos juniores que lhe aplicaram multa de 150 escudos (que era metade do ordenado) por «fraco rendimento». Perdoaram-na ao perceber-se a razão: tinha problema de rins que o levou a longa paragem - e no inverno sofria de reumatismo, inchavam-lhe os pés e os tornozelos, sentia dores insuportáveis. Tudo isso foi resolvendo - apesar de pouco jogar com Otto Glória...

5. Por meados de 1958, Otto disse-lhe que melhor seria ir para outro lado, respondeu-lhe que se o Benfica o dispensasse, voltaria para a Catalunha - aparecendo-lhe o Tirsense a dar-lhe 20 contos, a sua resposta foi não. No Benfica, ficou e, nessa época (essa em que o Benfica perdeu o campeonato para o FC Porto e Calabote entrou na história como se sabe...) na Taça que o Benfica ganhou ao FC Porto (com golo de Cavém aos 15 segundos) estrela foi ele: com os seus dribles, os seus sprints, a maneira subtil com que dominou adversários...

6. Nessa final da Taça, Béla Gutmann fora impedido de ir para o banco do FC Porto por já se saber que assinara pelo Benfica - e do Jamor saiu encantado com ele. Quando chegou à Luz, transformou-o numa das suas armas nucleares - e, claro, foi titular na vitória sobre o Barcelona na final da Taça dos Campeões Europeus de 1960/1961.

7. Também foi a Amesterdão, mas na final com o Real Madrid não jogou - perdeu o lugar para Eusébio. Chipenda já fora dispensado à Académica - e com Coimbra a arder no frenesim da greve académica contou-o: «Ao chegar de Amesterdão, o Quim foi ter comigo. Fizemos festa na República dos Milionários, no regresso ao quarto, disseram-me que tinha havido telefonema para nós. Pensei que era complicação. Meti-me imediatamente no carro de Quim para Lisboa. Na Figueira, a PIDE mandou para o Fiat. O Quim, que nunca levava nada a sério,era tremendo brincalhão, sempre a fazer partidas a toda a gente, gritou-lhes: 'Vocês sabem quem eu sou, sou bicampeão europeu, portanto identifiquem-se os senhores!' Ficámos, várias horas a torrar ao sol dentro do carro, com a PIDE ali - sem saber o que nos iria acontecer...»

8. Com eles parados na estrada, uma outra brigada da PIDE largou para o Lar do Jogador do Benfica. Entraram de rompante no quarto do Quim, tudo vasculharam, não encontraram nada do que esperavam - fosse subversivo. Disparam vários tiros para o colchão, explicaram que poderia estar lá o que buscavam. Como não estava, o Quim foi solto, mas o Chipenda não: «Só após manifestação de estudantes exigindo a minha libertação, a PIDE cedeu. Não tinha prova de nada contra mim. Quando saí da cadeia, pedi que me mandassem para a tropa em Angola, mas eles nessa não caíram...»

9. Não, Daniel Chipenda não ficou muito tempo por Coimbra - fugiu para Marrocos numa traineira, de lá passou para Angola, tornou-se um dos principais guerrilheiros do MPLA. E o Quim, continuando no Benfica até 1967/1968 - tapado pelo Eusébio. (E não foi por Quim que, ainda assim, fez história no futebol em Portugal - mas como o Molengão da Catumbela, sim...)"

António Simões, in A Bola