Últimas indefectivações

domingo, 3 de fevereiro de 2019

A primeira vez

"E neste dérbi, como sempre, mas hoje mais ainda, a vitória é 'tudo' e a derrota é nada. Terão que ser duas conquistas, duas vitórias.

1. Hoje não é apenas hoje. É também, por exemplo, 26 de Fevereiro de 1967. Tenho dez anos de idade e meses antes ingressara, com o orgulho que ainda permanece, no Colégio Militar. Ali no Largo da Luz. Fui pela primeira vez a Alvalade, ao bonito Estádio que combinava pista de atletismo com pista de ciclismo. Fui pela mão de meu tio-avô, e também encarregado de educação, o Almirante Roboredo e Silva, então Chefe de Estado Maior da Armada e o homem que fundou os Fuzileiros, um dos grandes corpos de elite das Forças Armadas de Portugal. As cartas enviadas à saudosa Senhora Minha Mãe - cartas que tentavam ultrapassar a saudade intensa e a distância imensa entre Lisboa e Viseu - certificam, numa caligrafia bem infantil, esse momento. Como outros momentos de uma infância e de uma adolescência que me marcaram e que nunca esquecerei. Vi jogos no velho Alvalade à chuva e ao sol, no peão e na superior, também na central ena tribuna presidencial. Vibrei em dérbis com amigos que o futebol não separa e senti com o meu querido e amado Filho que o desportivismo é a junção do eu e do eu em nós. Aprendemos na vida, tal como Vázquez Montalbán, que a única coisa que não parece negociável é a equipa de futebol por que se tifa - como dizem em italiano - desde a infância. Tirando, é certo, «alguns vira-casacas impenitentes que na realidade não gostam deste desporto»! Que os há! Mas nessa citada carta, e retratando esse longínquo dia de Fevereiro, lá está a descrição do almoço e da deslocação para o Estádio, o ambiente da tribuna, o resultado final - o empate a uma bola - e a realce que o golo do Benfica fora marcado por Eusébio, pelo saudoso Senhor Eusébio da Silva Ferreira. E com a nota que o Tio Almirante não ficara nada contente com o resultado final. E dava também nota, e recordava por ter escutado, que o Benfica iria a Coimbra - defrontar a forte Académica de Mário Wilson e com um atacante de luxo, Artur Jorge - daí a quinze dias. Hoje é também um dia de Fevereiro. Se bem que no arranque do mês. Passaram 52 anos e neles assiti no velho e no novo Estádio de Alvalade a muitos jogos, a muitos vibrantes dérbis. Sorri com vitórias, algumas delas deliciosas e outras deslumbrantes. Sofri com algumas derrotas, algumas delas dolorosas e outras inquietantes. E encolhi os ombros com certos empates, mesmo aqueles que souberam bem a pouco. E acreditem também recordei tudo isto, e bebi um pouco, ao reler um delicioso artigo de um grande escritor espanhol - nascido em Madrid - Javier Marías inserido num livro com o sugestivo título Selvagens e Sentimentais. Um livro de histórias do futebol e que termina assim: «Perder a camisa não importa, uma camisa não é nada comparada com a angústia e a certeza, e mais angústia e emoção». E assim, hoje não é apenas hoje! São muitos hojes!

2. Hoje é, na realidade, mais um dérbi. Um Sporting - Benfica. Com a singularidade de na próxima quarta feira haver uma repetição dessa vez para a Taça de Portugal e para a primeira mão das suas meias finais. Mas aprendi, desde miúdo, que este era o dérbi do nosso futebol. Tal como em Itália é o Juventus - Milão, na Argentina o River - Boca, em Inglaterra Liverpool - Manchester United, na Holanda um Ajax - Feyenoord e em Espanha um Real Madrid - Barcelona. E cada jogo, cada dérbi deixa memória, a memória da alma. De uma alma que resiste a tudo e a todos os actos e factos. Mesmo a falta de cortesia ou a esquecimentos fugazes que geram, sempre, e pouco tempo depois, a sérios arrependimentos! E sei bem do que falo e do que senti e sinto! Hoje será também o primeiro dérbi de cada um dos dois treinadores. Bruno Lage já sabe o que é um dérbi em outros escalões. Mas vai estrear-se e defrontar pela primeira vez o Sporting na convicta e firme liderança da principal equipa do Benfica. E sabe que ainda terá mais dois confrontos com a equipa leonina nesta época desportiva. Sem angústias mas sabendo que cada dérbi suscita uma emoção acrescida e tem de ter uma renovada e diferenciada motivação. E neste dérbi, como sempre, mas hoje mais ainda, a vitória é tudo e a derrota é nada. Por isso hoje, como nos ensina Marías, tem de haver uma «mistura» de «malandrice» com «temeridade». O Benfica não pode perder o ânimo e tem de o reforçar ainda mais para o confronto da próxima quarta feira, no Estádio da Luz. Terão que ser duas conquistas, duas vitórias. Respeitando o adversário mas tudo fazendo para ganhar com clareza e sem discussão. Mesmo, mas mesmo, para além do VAR e das suas circunstâncias! Mostrando, afinal, como há cinquenta e dois anos que o futebol é, mesmo, a recuperação semanal da infância!

3. Permitam-me três notas bem diferentes. Ontem em Camp Nou, e para além do Barcelona - Valência, foi exibido um cartaz em que se lia que «a auto-determinação é um direito e não um crime»! O que significa que a imensa visibilidade de um jogo de futebol é, sempre, um palco e um espaço para reivindicações que, no caso, exigem muita cautela por parte das autoridades desportivas - e não só... - de Espanha. A segunda nota para dar nota que cada trinta segundos no intervalo da fantástica Super Bowl de hoje - a grande final do futebol americano - vale (custa a cada anunciante!) 4,5 milhões de euros. Valor superior a muitos orçamentos anuais de SAD que participam na única competição profissional em Portugal. A terceira nota para recordar que há poucas semanas dei aqui nota da compra de um livro acerca do Football Leaks. Não sabia, pelo que leio, que contribui com um euro para o John. O John é português, está preso na Hungria e chama-se Rui Pinto. Mas se lerem todo o livro - todo mesmo! - ficarão, acreditem, claramente perplexos, com muitas interrogações e outras necessárias interpelações. Como fiquei com a sua afirmação de que não terá «um julgamento justo em Portugal»! Também aqui parece que não está só... Mas também neste sede hoje não é apenas hoje!"

Fernando Seara, in A Bola

Vice-Campeões Europeus de sub-20 em Corta-Mato...

Esta manhã em Albufeira, o Benfica voltou a conquistar o 2.º lugar na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, na categoria dos sub-20. Com a nossa estrela Queniana, Edward Zacayo a triunfar individualmente...
Mas o 4.º lugar do Etson Barros e 11.º do Duarte Gomes também merecem destaque. O Miguel Ribeiro fechou a equipa em 18.º, mas também merece uma dedicatória, pois torceu o pé a meio da prova, e terminou em grande esforço...
Mantendo, estes jovens, temos base para bater os Turcos na categoria principal nos próximos anos!

PS: Os nossos Juvenis masculinos, voltaram a conquistar o título colectivo nos Campeonatos Nacionais de Pista Coberta...

"Alfa esteve sempre à altura nos breves minutos que lhe foram dados"

"Esta sexta-feira, lá ia o escritor, todo lampeiro na sua gabardine à Colombo, com o seu chapéu à Groucho Marx, para pegar no carro e - ups, carro de grilo. Roubado? Rebocado? É verdade. O bólide familiar do cronista que daqui vos fala tinha sido levado pela empresa-municipal-dos-carros-mal-estacionados para um parque num sítio com a vaga designação de "Entrecampos". Recuperá-lo, era facílimo, supersimplex: bastava eu perder o tempo da viagem e separar-me de um chimbalau de euros. Claro que o escritor não tem nada que se queixar. Estacionou o veículo em lugar impróprio, é certo que pague as consequências. Por outro lado, já estou como o outro: onde é que queriam que eu parasse o raio do automóvel, meus senhores, em cima da cabeça? Na noite anterior, regressando ao meu bairro como um funcionário exemplar, descubro que não há lugares. Nem dos reservados aos residentes, nem dos outros - nada. Quando encontrei uma nesga onde arrumar a carripana, quase me pus a cantar aleluias. Milagre, milagre! Era em cima de um passeio, pois, mas não causava mossa a ninguém... Enfim, perdoem-me o desabafo rodoviário.
O que queria dizer é que imagino bem como se sente Alfa Semedo. Que Ferreyra e Castillo sejam rebocados para fora da Luz, faz sentido, nunca mostraram qualidade à Benfica. Mas... Alfa?! Nos breves minutos que lhe foram dados, o guineense esteve sempre à altura. Duas ou três vezes, esteve ainda acima disso e trouxe aquele extrazinho que resolve jogos. Não tenho nada contra o grego e o luso-brasileiro que Lage gosta de ver no miolo, mas Alfa, de olhos fechados e ao pé coxinho, é melhor do que qualquer um deles. Enfim..."

Sp. Braga, um golo que define uma equipa

"Há ali muito trabalho de Abel, sim, mas há mais que isso: há um clube a crescer consistentemente em vários sentidos



O segundo golo do Sp. Braga na Vila das Aves define uma equipa.
Sempre ao primeiro ou segundo toque, seis jogadores trocam a bola desde a defesa até ao ataque, num total de oito toques, para percorrer todo o campo e permitir a Paulinho encostar à boca da baliza para golo.
É uma jogada extraordinária, que apresenta o trabalho feito nos treinos.
Este Sp. Braga nem sempre joga bem, é verdade, por vezes parece até algo rudimentar nos processos, mas é uma equipa sólida. Este sábado, por exemplo, teve um domínio avassalador que os números certificam de forma cristalina: o dobro da posse de bola, quase o dobro de remates, o dobro dos passes, o dobro dos cruzamentos e mais do dobro de passes certos. Foi a única equipa a criar boas oportunidades de golo e foi a única a acertar nos ferros.
Chegou à segunda metade do campeonato a lutar pelo título e promete ficar nesta luta até ao fim. Se não o fizer, há uma coisa que é segura: vai pelo menos batalhar por um lugar na próxima Liga dos Campeões.
Ou seja, a formação bracarense está a crescer consistentemente ao longo dos últimos anos. O que é absolutamente natural. O clube está mais competente, tem uma academia de formação melhor, tem instalações mais qualificadas, cede mais jogadores às selecções jovens, soma mais poder financeiro e tudo isso reflecte-se dentro de campo.
Em golos, vitórias e classificações com esta: tão admiráveis quanto equilibradas."

Um dérbi não é só um jogo de futebol

"Em circunstâncias normais, um empate, num dérbi, é um resultado que a ninguém desilude. Mas este é, de facto, um dérbi diferente. Há quem o considere ainda mais decisivo para o Sporting, mas, sinceramente, tenho de dizer que uma equipa que ainda no início da segunda volta está a dez pontos do líder e sendo esse líder o FC Porto, não pode esperar o milagre da multiplicação de pontos, que seria a única forma de ainda chegar ao topo da classificação. Mesmo para o Benfica, a cinco pontos do líder, atingir o primeiro lugar é quase uma missão impossível. Não tão impossível quanto a do Sporting, mas muito, muito difícil e, neste caso, sim, para poder alimentar algumas, mesmo que não muito elevadas esperanças, será decisivo não perder, esta tarde, em Alvalade.
Julgo que esta visão realista do dérbi não lhe diminui, nem importância, nem, sequer, a pressão sobre cada uma das equipas. Para lá da guerra do título, provavelmente perdida para o FC Porto, há ainda muitas batalhas que levarão à conquista de um segundo lugar que, em tempos, era apenas o primeiro dos últimos lugares, mas é, agora, uma via possível para a Champions e para os milhões de euros que proporciona e que muito ajudam a planear uma época menos espartana.
Além disso, que não é pouco, há sempre uma questão de honra. Trata-se, talvez, de um valor em desuso, mas que o futebol e, sobretudo, as equipas com História no futebol, não só mantêm como veneram.
Natural, pois, que o país, hoje, só tenha olhos Alvalade. Porque, afinal, um dérbi nuca é apenas mais um dérbi e nunca é, nem será, apenas, um simples jogo de futebol."

Vítor Serpa, in A Bola

Mais uma decisão de incompetência

"Conforme já tivemos oportunidade de dar conta anteriormente, não são muitas as decisões do TAD em que este Tribunal se declara incompetente para conhecer de determinado litígio. Com efeito, foi intenção do legislador centralizar todos os litígios desportivos no TAD, existindo, contudo, limites impostos pela Lei ao seu âmbito de jurisdição, que cabe ao julgador - e ao intérprete - conhecer e respeitar.
Diz-nos o artigo 4.º, n.º 1 da Lei do TAD que «compete ao TAD conhecer dos litígios emergentes dos actos e omissões das federações desportivas, ligas profissionais e outras entidades desportivas, no âmbito do exercício dos correspondentes poderes de regulamentação, organização, direcção e disciplina». Recordemos que a arbitragem com cariz obrigatório criada com o TAD abrange somente acções relativas ao exercício de poderes de natureza  pública, precisamente os referidos na parte final do artigo.
Em decisão recentemente publicada, tirada por maioria, o TAD declara-se incompetente para conhecer da acção arbitral relacionada com uma deliberação da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Judo que excluiu a Associação Distrital de Judo de Braga de sua associada ordinária. De forma muito resumida, o TAD entende que este não é um litígio no âmbito do ordenamento jurídico desportivo relativo aos poderes de natureza administrativa ainda que interpretado com extensão do elemento literal do n.º 1 do artigo 4.º pelo que, quanto muito, poderia apenas ser conhecido em sede de arbitragem voluntária.
Começamos, assim, a pouco e pouco, a conseguir delimitar, através da jurisprudência, o que cabe ou não cabe no âmbito da arbitragem necessária do TAD."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Benfiquismo (MLXXXIV)

O cenário é parecido, até no apito...!!!

Traços de personalidade de um ascendente remoto

"O presidente do Sporting atirou-se ao presidente do Benfica como gato a bofe. Os analistas convencionais não demoraram a descodificar esta volúpia insultuosa de Frederico Varandas. trata-se de um ativismo, foi a conclusão a que chegaram. No campo da Biologia diz-se que um ativismo é a "reaparição em um descendente de traços de personalidade de um ascendente remoto que permaneceram latentes por várias gerações". Em sentido figurado, um ativismo remete para a "hereditariedade biológica de características psicológicas, intelectuais, comportamentais". Perante a ânsia latente na diatribe de Varandas, os analistas parecem ter toda a razão. É que este episódio, apesar de recentíssimo, remete para todo um historial de episódios já seculares. E, assim, é legítimo concluir que esta semana o presidente do Sporting limitou-se a ser presidente do Sporting.
Existe, no entanto, uma segunda escola de analistas que explica de outro modo, bastante menos convencional, a inspiração para esta epístola furiosamente anti-Benfica assinada por Varandas a meio da semana. Não lhe terá surgido por causa daquele impulso atávico de insultar o presidente do clube rival fornecendo, sem custos, uma alegria e um suplemento motivacional às suas hostes em vésperas de dérbi.. Não, nada disso. Não é com o Benfica nem com o lugar onde se vai sentar para assistir ao jogo que o presidente do Sporting está preocupado. É com a aproximação vertiginosa do dia do lançamento do livro de memórias do ex-presidente do Sporting que o actual presidente do Sporting está preocupado. E ainda que à pala do Benfica, tocou a unir as hostes, fez bem.
Há qualquer coisa de inatingível e de muito perverso nesta febre com que o Benfica se dedica a contratar para as suas camadas jovens os descendentes de velhas glórias portistas. Depois do filho de Sérgio Conceição, teremos agora no Seixal um filho de Domingos Paciência e ambos os progenitores estão descansadíssimos porque têm os filhos bem entregues. No entanto, o "benfiquismo" mais básico torce um bocadinho o nariz a estas notícias. Ah, se "eles" fossem mesmo jeitosos, de certeza que jogariam no FC Porto e não os deixavam sair... - é esta a suposição corrente entre os que não acreditam no Pai Natal e são pessimistas por natureza. Já os optimistas por natureza vêem a coisa de uma maneira totalmente diferente. Para estes, é óbvio que Sérgio Conceição e Domingos Paciência estão apenas a zelar para que ninguém diga aos seus talentosos filhos o que foi dito ao pequeno João Félix lá no FC Porto: aqui não, miúdo, no Padroense, talvez...
O Benfica despachou as suas quatro contratações mais ou menos sonantes do defeso passado e fez subir à equipa principal o mesmo número de jogadores da equipa B. E passou duas mensagens para o exterior: que se espalhou ao comprido no mercado de verão e que o Seixal é que é. E será. Ou não será?"

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Profecia, baseada em padrões bem definidos !!!

"Imaginem os acompanhantes do futebol nacional que após as declarações sincronizadas desta semana, sobre arbitragem, de Frederico Varandas e Sérgio Conceição, o Conselho de Arbitragem viria a designar para o jogo Sporting Benfica, de Domingo, o árbitro Artur Soares Dias (ASD). Se bem se recordam, o que treina disse que os árbitros tinham de ser protegidos. O que preside disse que o Benfica queria condicionar os árbitros. Logo, o Benfica não pode questionar as arbitragens e as nomeações. Deve contribuir com o seu silêncio para o bom desempenho desta função fundamental do jogo.
Retórica, meus caros! Pura Retórica. Estratégia de comunicação montada e implementada para apresentar ASD, outra vez, como árbitro de um jogo mais decisivo para o Benfica do que para o Sporting. Vejamos alguns motivos de apreensão que partilho…
Na temporada 2011-2012, na última vitória do SCP sobre o Benfica em Alvalade, aos 2 minutos ASD não marca penalti para o Benfica por derrube sobre Gaitan. Pouco tempo depois assinala penalti para o SCP em lance muito duvidoso. Luisão é expulso nesse jogo.
Em 2015-2016 o Benfica vence o SCP de Jorge Jesus com um golo de Mitroglou e alguma sorte na segunda parte, convenhamos! ASD não influenciou directamente o resultado mas permitiu um jogo especialmente pressionante do SCP na segunda parte, optando por não assinalar várias faltas sobre os benfiquistas.
Época 2016-2017, novamente com ASD. Aos 4 minutos penalti a favor do SCP. Bem assinalado por falta de Ederson. Aos 40 minutos falta claríssima na área sobre Grimaldo. Não marcada. Aos 41 minutos empurrão de Bruno César a Lindelof junto à pequena área quando este ia cabecear para a baliza. Não marcado. Aos 42 minutos William puxa o ombro de Rafa, que estava isolado perante Rui Patrício. Não marcado. Só que na segunda parte foi impossível impedir o míssil de Lindelof que empurrou o Benfica para o Tetra.
Nos jogos em que intervém o FC Porto a estatística de ASD não engana.
Recorrendo a dados estatísticos das últimas 10 épocas, de acordo com a magistral compilação do blogue “influência arbitral”, verificamos que o Benfica tem uma média de sucesso desportivo de 80% dos pontos ganhos, mas nos 28 jogos arbitrados por ASD o Benfica conquistou, apenas, 64% dos pontos em disputa, ou seja, com este árbitro o Benfica desce 17% o seu rendimento desportivo. Notável! Comparativamente, das 4 equipas que disputam o título o Benfica é o candidato que mais diminuiu o seu rendimento médio. A este facto não é alheio o registo de grandes penalidades. Com ASD nas últimas 10 épocas o Benfica sofreu 6 grandes penalidades e beneficiou de 5. O registo é quase inexplicável para uma equipa que ataca muito mais do que defende e que, em regra, é das mais concretizadoras do campeonato.
Mas há mais curiosidades quando escrutinamos a relação de ASD e o FC Porto. Este árbitro apita mais vezes esta equipa em jogos grandes e nesses jogos a média do rendimento desportivo não oscila. O FC Porto tem muita sorte nos “jogos grandes” apitados por ASD porque o nível de dificuldade passa a ser igual ao dos outros jogos. Mas quando o árbitro é outro, a média do rendimento desportivo do FC Porto nos jogos grandes piora. O que é lógico, atendendo à maior competência dos oponentes. No ano em que o Benfica discutia o Tetra, em 5 de Janeiro de 2017, ASD foi ameaçado de morte por adeptos identificados com objectos do FC Porto. Prudencialmente, ASD, com este registo e este episódio, não devia apitar jogos de grau de dificuldade elevado, que pudessem influenciar directamente a disputa de títulos entre Benfica e Porto.
Só que o Conselho de Arbitragem, ciente destes factos, nomeou ASD para o Benfica – Porto, em Abril passado, com o registo que se conhece. O jogo decidiu o título e ASD decidiu o resultado do jogo.
Relativamente ao Sporting – Benfica desta época… Aposto que vai fazer o mesmo. Oxalá me engane, só que tenho um palpite que a resposta do Conselho de Arbitragem ao protesto e indignação expressos após a vergonha que foi a meia final da Taça da Liga será a nomeação de ASD. Desculpem falar de arbitragem neste tom incómodo. Também vivo incomodado com a estatística de ASD nos jogos do Benfica."


PS: No tal jogo de 2011/12, não foi só o penalty sobre o Gaitán aos 45 segundos, houve outro sobre o Luisão (um agarrão gigantesco...), e houve pelo menos mais dois lances 'duvidosos' na área Lagarta, e houve um festival de pancadaria que passou impune, para depois expulsar o Luisão nos últimos minutos...!!!

Regresso às vitórias...

Benfica 105 - 91 CAB Madeira
(29-19), 32-21, 25-23, 19-28)

Voltámos às vitórias, mas defensivamente voltámos a permitir muitos pontos... A boa notícia é que este terá sido o primeiro jogo da época, com todos os jogadores disponíveis, sem lesionados!!! Mas alguns ainda não estão a render o habitual...

Será importante o próximo fim-de-semana para dar ritmo aos jogadores a recuperar de lesões. Vamos disputar a Taça Hugo dos Santos em Sines. Nas meias-finais vamos encontrar a Ovarense... enquanto na outro meia-final a Oliveirense é favorita contra os Corruptos!
No regresso do Campeonato, na semana seguinte, vamos a Oliveira dos Azeméis, num jogo que deverá ser decisivo para determinar quem terá a vantagem nos play-off's... e evitar os Corruptos nas meias-finais!!!

Vitória esperada...

Benfica 34 - 14 Sp. Horta
(14-5)

Jogo com pouca história... e se não fossem os postes, tínhamos chegado aos 40 !!!

Estórias do Afeganistão !!!

"👔 Frederico Varandas é um cavalheiro de punhos de renda com toda a gente (vai até criar um departamento para ensinar regras de urbanidade aos jogadores, para que estes não chamem nomes feios aos árbitros), menos com o Benfica. Aí, o Badinha (carinhoso petit nom por que é tratado pelos amigos) vira badass. Deve pensar que isso lhe vale simpatias entre os seus.
🤷‍♂ Por exemplo, sobre o Cashball, o Badinha só sabe o que vem nos jornais; sobre o avençado Pedro Henriques, não sabia de nada, mas sobre o E-Toupeira, curiosamente, sabe tudo e não tem dúvidas de que o Benfica devia ser punido.
🤦‍♂ Outro exemplo: diz que acredita na justiça, mas, quando a justiça considera que o Benfica não tem nada que ver com aquilo e que nem a julgamento deve ir, o polido Badinha vira badass e diz que a decisão da juíza Ana Peres é ridícula. Repararam na incoerência? Chama nomes à juíza na mesma entrevista em que anuncia que vai criar um departamento para os jogadores não insultarem os juízes das partidas. É maravilhoso.
🥁 Enfim, quando alguém nos ligou a contar que Varandas tinha ido contrariado para o Afeganistão por ter sido o pior aluno do seu curso, percebemos bem a decisão do Exército português. Se há o risco de perdermos um médico, que seja o menos capaz. *Badumtss*"

Camdoblé do Vata (Sportinguismo:...)

"1. Um Vice Presidente deposita 2.000,00€ requisitados ao clube, na conta de um fiscal de linha - agiu por vontade própria, o clube e a SAD não têm nada a ver com o caso.
2. Um Assessor Jurídico tem um esquema com oficiais de justiça para ter acesso a processos judiciais - o clube e a SAD têm que ser responsabilizados."


PS: Isto partindo do princípio que a teoria do MP sobre o Paulo Gonçalves é verdade, algo que está longe de estar provado, e que pelas provas que são públicas, não faz qualquer sentido...!!!

Os pacificadores !!!

Empate, esclarecedor...!!!

Sp. Tomar 1 - 1 Benfica

Esta semana fomos informados que o Diogo Rafael e o Nicolía estão lesionados e vão ficar de fora durante algum tempo. Basicamente, confirmando que as poucas aspirações ao título, morreram mesmo...

Independentemente disso, a equipa tem que demonstrar ofensivamente mais... Estamos a jogar pouco, com a entrada do novo treinador, não se tem notado melhorias, principalmente no aspecto ofensivo...

Independentemente de todas as outras situações, hoje, voltámos a ser prejudicados de forma inacreditável pelos árbitros: o golo do Tomar nasce na sequência de Cartão Azul ao Vieirinha, completamente absurdo!

Empate no vendaval !!!

Mafra 1 - 1 Benfica B
Zé Gomes


Empate justo, mas com a frustração do golo do Mafra ter aparecido num erro individual do Zlobin... mais tarde o nosso guarda-redes Russo até compensou o erro com algumas boas defesas, mas fica sempre o amargo de boca...

Curiosamente, jogámos melhor contra o vento, do que no 2.º tempo a favor do vento... Mas não foi fácil, fazer a circulação de bola, que estamos habituados, até porque quando era necessário o passe longo (ou médio), para mudar de flanco ou lançar os avançados nas costas dos defesas contrários, não era fácil calcular a velocidade das rajadas naquele momento preciso!!!!

O Mafra entrou forte no início da 2.ª parte, mas depois das substituições, melhorámos e na parte final tivemos várias oportunidades para ganhar o jogo...

Destaque para as estreias do Pedro Henrique e do Bernardo Martins. O Bernardo, mostrou boa técnica individual, garra... mas nota-se que ainda falta o entrosamento com os colegas. O Pedro Henrique, mostrou bons pormenores individuais, mas teve poucos minutos para se mostrar, mas as primeiras impressões são positivas...

Grande jogo do Florentino e do Pedro Álvaro... o Zé Gomes tem estado nos últimos tempos, a regressar ao 'normal', já era sem tempo!!! O Gonçalo Ramos (Júnior de 1.º ano), está a ganhar confiança...

Quem não 'mata'...

Benfica 2 - 3 Marítimo
Soares, Pinto


Começamos com 20 minutos espectaculares, marcámos dois golos, e podíamos ter marcado muito mais... no resto da 1.ª parte, não fomos tão dominadores, mas tivemos sempre por cima!!!
Terrível entrada no 2.º tempo, com 20 minutos horríveis, onde sofremos 3 golos...!!! A saída do Jocu ao intervalo, foi importante...
Após o 3.º golo do Marítimo aos 65' minutos (não sei se a bola já estava dentro, mas o Frimpong foi claramente empurrado para dentro da baliza... e a TVI24 atribuiu o golo, ao jogador que o empurrou... que nem sequer tocou na bola!!!), voltámos a dominar o jogo completamente, e falhámos vários golos de forma inacreditável, com destaque para o Umaro!!! Foram 4 ou 5 golos 'feitos' desperdiçados!!!
Mesmo assim, marcámos um golo, aquele que seria o golo do empate, através do Tiago Gouveia, mas foi inacreditavelmente anulado (mas inacreditável só mesmo o facto da TVI24 não ter dado uma única repetição!!!)

Com a 'subida' do Ronaldo a esta equipa, acho que hoje tivemos momentos muito bons, dos melhores da época... mas não fomos consistentes! Jogámos com 1 Juvenil (1.º ano) e 6 Juniores a titular, e do banco vieram mais Juniores!!! Estamos a falar em 3 a 4 anos de diferença para o adversário...
O Vukotic já devia muito provavelmente estar a jogar na equipa B...

A Fase Final do Campeonato de Juniores vai começar, vamos ver qual será a opção: manter os Juniores a jogar nos sub-23 e na B, ou 'baixar' alguns (ou todos) dos nossos jovens jogadores! E ainda temos a UEFA Youth League...

O desporto: vector da integração social ou da instrumentalização?

"O sociólogo francês Jean-Marie Brohm é o fundador de uma “sociologia crítica e radical do desporto”, que rejeita, irremediavelmente, a competição, sinónimo de violência, exploração e alienação, que conforta as relações sociais de produção numa sociedade dividida em classes. Consentir as regras da prova desportiva leva a aceitar as regras de dominação capitalista. A competição e o seu espectáculo levam a que as massas esqueçam os seus próprios interesses, servindo a dominação. O desporto é, assim, o “ópio” do povo, tipo de força narcótica, “clorofórmio” das massas “cretinizadas” pelo seu espectáculo. O autor denuncia, várias vezes, com um tom cáustico, que são “confrontações imbecis entre músculos”, “a dramaturgia digna de um romance”, com funções de “cretinização de massas” e de “encarceramento dos espíritos”.
Outro modelo teórico é o de Alain Ehrenberg e o de Christian Bromberger. Para Ehrenberg, praticar desporto significa ir à conquista da sua identidade. A competição é muito igualitária. Existe confronto, mas com armas iguais. Exaltando o mérito, a competição não é uma porta aberta ao fascismo, como refere Brohm, mas uma metáfora da justiça em democracia. Este modelo é afinado por Bromberger. No fundo, passa-se de um mundo muito negro (o de Brohm) para um modelo cor-de-rosa (o de Ehrenberg e Bromberger). Os dois modelos não oferecem manifestamente a mesma visão do mundo, em geral, e do deporto, em particular. Passa-se de uma sociologia crítica da dominação desportiva a uma sociologia muito volátil, despolitizada e ingénua.
Socialização, inserção ou integração e catalisador de coesão social são algumas das funções do desporto. A Comissão Europeia definia, na década de 90, cinco funções específicas no âmbito do desporto:
1) A função educativa para equilibrar a formação e o desenvolvimento dos indivíduos em todas as idades;
2) A função de saúde pública no quadro do bem-estar geral da pessoa para preservar o “capital-saúde” dos cidadãos;
3) A função social para lutar contra a exclusão, a intolerância, a discriminação e o racismo;
4) A função cultural, permitindo ao cidadão de se reconhecer no seu território;
5) A função lúdica como componente do tempo livre e do lazer individual e colectivo.
A declaração do Conselho da União Europeia, de 05 de maio de 2003, refere que o valor social do desporto, sobretudo para a juventude.
Apesar de algumas derivas (corrupção, dopagem, violência, etc.), convém não atribuir ao desporto mais funções do que ele possui ou que pode assumir. Se a função social do desporto é reivindicada desde a origem dos discursos humanistas “coubertianos”, admite-se que a problemática da prevenção e de inserção social no e pelo desporto surge no início dos anos 80. Desde essa altura, múltiplos programas têm sido aplicados e apelam às práticas desportivas para favorecer a integração, em particular os jovens desfavorecidos ou oriundos de bairros e/ou cidades reputados(as) de “sensíveis” ou “difíceis”. É uma forma de reacção social ao famoso “mal dos bairros”, que é julgado como responsável pelo aumento da violência, de roubos, de tráfico de estupefacientes e de outras degradações dos bens públicos e privados.
Muitos dos programas e projectos desportivos desenvolvidos, quer em Portugal, quer no estrangeiro, adoptam títulos como “inclusão”, “integração”, “inserção”, “socio-desportivos”, “de prevenção”, “de socialização”, “de educação” no e pelo desporto. Esta escolha terminológica sublinha a dificuldade de se nomear o “público-alvo” (os jovens de origem estrangeira, os jovens saídos da imigração, os jovens de bairros sociais, os jovens em dificuldade, os jovens difíceis) e os territórios abrangidos (bairros “problemáticos”, “sensíveis”, de exilados). Na realidade, a escolha terminológica confirma a incapacidade recorrente de se reconhecer o problema identitário desses jovens e de os acompanhar num eventual processo de integração ou de inserção e de se assegurar o desenvolvimento equilibrado do território."

Benfiquismo (MLXXXIII)

O Rogério lá sabe...!!!

Jogo Limpo... Seara, Guerra & o Júlio !!!