Últimas indefectivações

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Noite de vergonha e orgulho

"Que fique para sempre na memória e na história do futebol português o árbitro, mas sobretudo o VAR do jogo realizado ontem à noite em Braga. Mais do que a vergonha que todos sentimos perante o despudor com que se desvirtua a verdade desportiva, fica a falta de respeito que demonstraram por si próprios. Uma ofensa à função de árbitros.
E fica também o orgulho perante a entrega e exibição da nossa equipa, que a cada injustiça, a cada erro absurdo, a cada dualidade de critério, respondeu da forma mais digna.
Mais do que nunca, importa por isso recordar as principais mensagens deixadas pelo Presidente no final do jogo.
1. O apoio exemplar que os adeptos deram à equipa do primeiro ao último minuto, mais significativo ainda durante a segunda parte – após os acontecimentos que geraram a revolta de todos os benfiquistas.
2. A qualidade exibicional da equipa e a extraordinária resposta que foi capaz de dar perante a adversidade e quem a procurou abalar de forma premeditada.
3. A certeza de que, para infelicidade de muitos, o Benfica irá lutar até ao fim, em Portugal e na Europa, nas três competições em que se encontra.
4. A degradação acentuada do sector da arbitragem nacional, em geral, e mais em particular a falta de condições de Fábio Veríssimo para continuar a exercer, seja no relvado ou na função de vídeo-árbitro. 
Por um lado, motivos de orgulho que nos fazem ter a certeza, cada vez mais, de que estamos no caminho certo. Por outro, motivos de vergonha (alheia) que nos fazem ter a certeza, cada vez mais, de que alguma coisa vai ter de mudar. Doa a quem doer.

PS – Todos sabemos bem quem é o presidente que surge em gravações a escolher árbitros e a convidá-los para sua casa e também a oferecer-lhes a famosa “fruta” ou viagens ao Brasil. Um tempo cada vez mais presente. Assim, nem surpreende muito o absurdo da falta de bom senso que foi ter Rui Pinheiro de serviço neste Benfica-FC Porto. O delegado da Liga que esteve no clássico de Braga é sobrinho de Reinaldo Teles (braço-direito de Pinto Costa) e fillho de Joaquim Pinheiro (vice-presidente do FC Porto). Perante isto..."

Falta contra o Benfica!!! Não estou a gozar... foi mesmo marcada falta do Félix !!!

Avanços tecnológicos !!!


Os Escolhidos !!!

"Parabéns pelo resultado deste jogo corrupto, seus... escolhidos. Merecem tudo o que de vez em quando vos acontece. Árbitros de futebol alinhados são seres significantes. Desde acompanhantes de prostitutas, a condenados por corrupção, canastrões, carreiristas, têm medo da própria sombra. Merecem toda a fama que alcançaram com arbitragens certificadas. São uns dignos representantes de um certo modo de vida. Quando usurpam as funções que têm são tão desprezíveis como os criminosos que vos coagem. E nessa central de alcatrão reproduzem-se como uma mancha. Nunca acabam. Atrás vêm sempre outros a fazer lembrar os que se foram sem saudades. Vão e vêm com os truques de sempre. Sobra-lhes em gel o que lhes falta em escrúpulos. Gesticulam como espantalhos numa farsa de feira. Piores que proxenetas. São pagos com o dinheiro de lesados. O VAR é mais um instrumento de propaganda ocupacional. Mais uma torre de marfim para estes caçadores de pontos se eternizarem. Enquanto trocam de lugares à janela. O futebol não é isto, o que se vê através destes magistrados de calções. O futebol é a partilha do esforço, do talento, do respeito, da ambição, da sorte. Estes arrogantes vaidosos não fazem parte deste lugar esférico. São erráticas imprudências em busca de poder e dinheiro. Umas melgas ruidosas, portanto."

Corruptos condenados...

"Quando Ricardo Araújo Pereira diz que isso do "sou do Benfica mas sei ver as coisas" não existe, nem está a pensar no meu caso. Para além de ser do Benfica e como tal, naturalmente parcial, também tenho graves problemas nas retinas, pelo que até podia ser do Almancilense, que continuava a não conseguir ver as coisas. Posto isto, compreenderão certamente a inclinação himalaia da minha observação aos acontecimentos de Braga. Agradeço também que apliquem o mesmo desconto compreensivo às avaliações técnicas do Tribunal d'Ojogo. No caso deles, nada de mal existe do ponto de vista oftalmológico, mas há ali colunas vertebrais com mais curvas do que a estrada Nisa-Vila Velha de Ródão.
O Benfica perdeu ontem com o FC Porto e acabou por ser um resultado extremamente proveitoso para todos os Benfiquistas que há anos tentam explicar aos mais novos o que eram os anos 90. Até ontem os chamados "millenials" olhavam para nós com um certo desdém e sentimento de exagero da nossa parte, de uma constante extrapolação de erros arbitrais. Ontem as coisas mudaram, a pergunta "ai às vezes era assim?" surgiu muitas vezes, tantas quantas a resposta "não, raramente não era assim". Os erros acontecem para todos os lados, as situações absurdas é que parecem cair sempre em cima dos pés dos mesmos.
Não podemos de forma alguma dizer que os nossos jogadores foram apanhados desprevenidos, a menos que não tenham estado atentos aos 10 minutos de atraso com que os portistas se apresentaram a jogo. Quando foram recebidos com sorrisos e abraços no túnel, já o jogo devia ter 5 minutos decorridos. Foi tudo encarado como uma natural "isenção de horário" com que se brinda o patrão. Benfiquistas mais atentos à História, não se coibiram de agradecer a gentileza de deixarem os nossos atletas equiparem-se no balneário, mesmo tendo em conta que os corredores deste estádios modernos dão 10-0 em conforto aos húmidos irmãos das Antas demolidas.
Para preâmbulo a coisa nem correu mal, mas logo à primeira foguetada Xistra julgou intensidades e deixou o 1-0 acontecer. Como também esse não é o meu departamento, aceitei. Pedro Proença recordou aquele solo de Lisandro na área do SLB e torceu ligeiramente o nariz para LFV, sorrindo em seguida para Pinto da Costa. Quando Rafa empata, num momento quase fetichista, o árbitro entretém-se 3 minutos a ver a bola bater no peito suíço. Em casa António Costa grita para a mulher "é mão, é mão". Na Ucrânia Kandaurov corta os pulsos... no abdómen. 5 minutos depois do extremo Vilafranquense do SLB ter colocado tudo igual, e 1 minuto a seguir ao pontapé de saída, Marega recupera vantagem para o FC Porto, com Grimaldo estatelado na área. Já sabendo que só podia voltar a ver televisão depois de acabar a sopa toda, o juiz da Covilhã nem se dá ao trabalho de video-arbitrar e confirma o golo maliano. Como diria Francisco J. Marques, o melhor estava para vir.
A cair o limite da 1.ª parte (porque sim, ainda estamos na primeira parte), dá-se o que é considerado "o caso do jogo", o "MVP do Absurdo", o "VIP do Que Raio Estamos Aqui a Fazer". Atalhando caminho: sem VAR aceitava a decisão com naturalidade. Lance rápido de contra ataque, Rafa em excesso de velocidade, camisolas vermelhas a marcar um golo às das riscas. Não me admirava que o fiscal marcasse fora de jogo. Com VAR não posso aceitar que um jogador com um pé ainda em cima da linha de corte da relva, esteja adiantado a outro que já vai 2 passos à frente da linha. Isto claro, a não ser que as minha retinas estejam melhorzinhas que a do rapaz do VAR. Sérgio Conceição teve a desfaçatez de quem nunca é sujeito a contraditório, de dizer que foi por um pé, quando nem em linha Rafa estava. Estava tão mais perto da nossa linha de fundo do que o último defesa portista, como o Maicon da linha defensiva Gloriosa em 2012.
O Benfica não perdeu por causa do árbitro. Bastaria aproveitar as 3 flagrantes oportunidades da segunda parte ou colocar na confusão da área portista a bola que Xistra atirou para os pés de um Pizzi que já conduzia outra, para que o resultado nos tivesse sido favorável. O que ontem foi pelo ralo foi aquela sensação de que os pratos da balança estavam equilibrados entre SLB e FCP, com o SCP a estrebuchar quando pende para o Benfica e a fingir de morto quando a coisa descai para o lado portista. O simples facto de uma equipa poder-se apresentar a jogo feliz e contente, à hora que quer, foi logo um chuto nos tomates na credibilidade disto tudo. Porque como disse LFV à imprensa, ainda a cheirar aos croquetes partilhados com o Proença e com o Jorge Nuno, emails, mala ciaos, vouchers e etoupeiras tem havido muitos... condenações é que até hoje, só mesmo ao FC Porto."

O futebol são onze contra onze e no final o Carlos Xistra dá cabo de tudo, ajudado pela marcação cerrada do Veríssimo

"Mile Svilar
Grande defesa logo aos 45 segundos a remate de Marega. Pouco depois, aos 19’, voltou a deter com class um remate de André Pereira, mas já não foi a tempo de evitar a recarga de Carlos Xistra.

André Almeida
Corriam apenas 2 minutos e o rei das assistências já aparecia na área pronto para dar o golo a João Félix, que infelizmente atirou à malha lateral e assim estragou a média de André Almeida esta época. O lateral integrou bem o ataque e até tirou alguns bons cruzamentos, mas estes não foram correspondidos. Preso por ter cão, preso por não ter.

Jardel
Esta noite dedicou-se à tauromaquia, fazendo os possíveis para conter o ímpeto de Marega. Não foi fácil. Rúben Dias Quase sempre no sítio certo, incluindo quando apareceu na flash interview para falar sobre futebol. Gesto generoso de Rúben Dias, que assim abre alas para que pessoas como eu se queixem desta arbitragem miserável.

Álex Grimaldo
Fez os possíveis por adaptar-se a uma nova modalidade, sem sucesso. Quando Grimaldo percebeu que hoje valia tudo, já tinha sofrido uma falta de Marega no segundo golo do Porto e tentado participar numa jogada de ataque com duas bolas em campo. Só faltou uma atração musical, uma instalação artística e uma feijoada para batermos um recorde qualquer do Guiness.

Andreas Samaris
Bruno Lage conseguiu o impensável: fazer-me voltar a gostar de Samaris. O grego está feito patrão de meio campo, acrescentando opções de passe que nem sempre estão ao alcance de Fejsa. Aspectos a melhorar: entrada muito macia sobre Pepe aos 18 minutos. Emendou quando se dirigiu a Felipe aos 70’ com vontade de lhe arrancar a cabeça. O central brasileiro fingiu que regressou à sua posição no terreno, mas na verdade fugiu de Samaris. Ganhou o futebol, mas foi uma derrota copiosa para o hooligan em mim.

Pizzi 
O jogo ofensivo do Benfica passou maioritariamente por ele e por Rafa. Mostra níveis de entendimento muito interessantes com o nosso mister Bruno Lage, contrariando assim as vigílias que têm exigido a sua despromoção para o banco de suplentes. Não parece estar para breve.

Gabriel
Ele bem tentou desenvolver o seu jogo cada vez mais convincente de bola colada ao pé, boas decisões de passe e vistas largas ao longo do relvado, mas o que interessa isso? Desculpa, Gabriel. Na verdade o futebol são onze contra onze e no final o Carlos Xistra dá cabo de tudo.

João Félix
Aos 4 minutos já tinha rematado duas vezes à baliza e levado uma pancada do Felipe, mostrando claramente o que podíamos esperar da sua noite na Pedreira. João Félix fugiu como pôde ao ajuntamento de gunas a que o Porto chama o seu sector mais recuado, mas acabou por não ter a melhor noite. Teve nos pés a oportunidade de colocar o Benfica a vencer por 2-0 aos 53’ e desperdiçou como se fosse Castillo. Foi estranho, mas terá mais clássicos para se redimir até final da época.

Rafa Silva
Diabólico desde o primeiro segundo com e sem bola. No essencial, pode dizer-se que Rafa fez tudo para merecer o seu golo e a assistência para Pizzi, mas a marcação cerrada de Fábio Veríssimo não lhe permitiu mais.

Haris Seferović
Como costumava dizer a minha primeira namorada, uma exibição plena de sacrifício que pecou na finalização.

Gedson
É comum dizer-se que os jogadores devem encarar cada partida como se fosse uma final. O que nem sempre acontece é alguém encarar um jogo como se fosse a primeira mão dos dezasseis avos de final da liga inter-turmas. Acorda, miúdo. Contamos contigo.

Salvio
Entrou para o lugar de André Almeida e isso notou-se. Salvio acusou a pressão de ter que substituir o melhor jogador do plantel e acabou a ver passar um tipo qualquer de azul e branco que marcaria finalmente o primeiro golo legal do Porto.

Castillo
Um calhau na pedreira. Faz sentido."


PS: Tinha prometido não colocar aqui mais crónicas do Um Azar do Kralj, mas hoje faço uma excepção!

Camboblé do Vata

"1. Bela jogatana, golo irregular do FCP e golo mal anulado ao SLB... isto hoje foi tão à antiga que para prevenir, até fui comprar Clearasil, não me vá aparecer acne outra vez.
2. Não me quero queixar demasiado da arbitragem, porque um jogo destes não merece... há que dar os parabéns aos jogadores, treinadores e ao LFV que esteve 90 minutos sentado ao lado do Proença e do Pinto da Costa sem dar uma cabeçada a cada um.
3. Não quero ser repetitivo, mas não me cabe na cabeça que alguém no seu perfeito juízo anule aquele golo com recurso a video... só falta um dia anularem um auto golo do FCP a favor do SLB por fora d... ah, esperem...
4. Para um jogo que devia começar às 19h45, o FCP aparece no túnel de acesso ao relvado às 19h50... o delegado da Liga já estava à espera disto, porque também é costume o tio se atrasar quando vai jantar lá a casa.
5. Amanhã SCB e SCP entram em campo para disputarem o acesso à final com galhardia... são apenas mais 2 equipas que não repararam que nesta Taça da Liga, até os putos que acompanham as equipas na entrada para o relvado, equipam de azul e branco."

Benfiquismo (MLXXIII)

Senhor...!!!

Vermelhão: Ode à corrupção !!!

Benfica 1 - 3 Corruptos


Os adjectivos não são fáceis, são muitos anos a ser roubado para levar isto na 'brincadeira'. Hoje, tivemos mais um exemplo do triunfo dos porcos, um manual de como roubar... um excelente tutorial para ser usado com os 'estrangeiros' para explicar como funciona o Tugão à quase 40 anos...!!!
Tudo falso, tudo. Tudo é mentira. Não existe um pingo de verdade neste resultado... Se fosse eu mandar, nem tínhamos regressado após o intervalo... Uma simples declaração de indignação no final não chega...

Em 18 jornadas desta época na Liga, os Corruptos foram escandalosamente beneficiados, em 16 jogos!!! Nesta Taça da Liga, os Corruptos nem sequer deviam ter jogado esta partida, pois não cumpriram o regulamento na última jornada da fase de grupos... e depois, isto...!!! Uma roubalheira épica... completamente desenvergonhada!!!
Ainda esta semana, nos EUA, na NFL, uma meia-final foi decidida por um erro de arbitragem, no dia seguinte a indignação foi geral, os responsáveis máximos pediram desculpas em privado e depois em público... Aqui, vamos assistir nas próximas a uma lavagem de tudo isto, daqui a 48 ninguém se lembrará... ( e provavelmente, até vão conseguir criar uma narrativa qualquer, mentirosa, onde o Benfica até terá sido beneficiado!!!).

Dois golos ilegais marcados pelos Corruptos, um golo legal do Benfica anulado (mesmo o golo validado, foi 'sacado' a ferros...!!! O Verdíssimo quis anular, mas até o Xistra que era descarado demais!!!), expulsões perdoadas ao costumeiro Alex Telles, Felipe (Directo ou duplo amarelo, escolham?) e ao André Pereira (Directo)! Xistrema Verdíssimo, uma dupla de Lagartos completamente criminosa... que numa organização normal, nunca mais apitariam um jogo de futebol na vida, nem sequer no INATEL!!!
Para que não fique a dúvida: nada disto é incompetência, nada disto é cobardia porque estão a ser supostamente ameaçados ou coagidos... isto é corrupção, pura e dura...

No meio deste nojo duas notas positivas:
- jogámos melhor, mesmo com toda a roubalheira os jogadores não perderam a cabeça, e apesar de estarmos quase sempre em desvantagem (ou empatados), tentámos sempre construir jogo ofensivo, com pés e cabeça (apesar do critério das faltas na pressão alta, ter sido sempre inclinado... como o 1.º golo prova), e só nos últimos minutos, após a última substituição, ficámos desequilibrados!!! E mesmo com todos estes 'incidentes' com o Jonas em campo, provavelmente teríamos marcado mais alguns golos (se calhar invalidados... pelo VAR)!!! O facto da estatística 'dar' um jogo equilibrado, isso só aconteceu, devido à interferência arbitral constante durante todo o jogo, que alterou completamente a dinâmica de todo a partida...!!! A equipa confirmou em campo, no jogo jogado, claramente, as melhorias nos processos de jogo...
- vamos ter finalmente uma semana para preparar o próximo jogo!!! Com um potencial mês de Fevereiro, também com dois jogos por semana, estes dias podem ser aproveitados, para recuperar o desgaste, melhorar os posicionamentos e rotinas que o Lage quer implementar... e até poderemos recuperar os lesionados!!!

Manita na Linha...!!!

Paço de Arcos 4 - 6 Benfica

Sabia-se que seria complicado, o Paço de Arcos ganhou recentemente no pavilhão dos Lagartos!!! E confirmou-se, nunca tivemos em desvantagem, mas depois de um bom início permitimos dois empates (3-3; 4-4), mas a noite era mesmo do Lucas...

Derrota...

Benfica 0 - 1 Estoril


É verdade que ainda somos líderes (agora partilhada), mas a equipa tem vindo a baixar de rendimento...

À reconquista da Taça da Liga

"O Benfica 2018/19 mantém-se em quatro competições e tem esta noite a possibilidade de dar um passo importante rumo à concretização de um dos seus objectivos para a temporada em curso: a conquista da Taça da Liga, agora denominada Allianz Cup.
Na realidade, o verdadeiro propósito é, também aqui, a Reconquista – porque se trata de uma prova que o Benfica não ganha desde 2015/16. Queremos, naturalmente, voltar a erguer este troféu, que sempre respeitámos e que, por isso mesmo, vencemos em 7 das 11 edições já realizadas.
A realização desta Final Four surge na ponta final de um mês muito sobrecarregado. Em Janeiro, a nossa equipa pode vir a fazer 8 jogos. De resto, o mesmo número de compromissos oficiais que já tinha tido em dezembro: 16 jogos em dois meses! Nunca se jogou tantas vezes em tão pouco tempo. 
O modelo encontrado para a Taça da Liga (desde há duas épocas) é interessante e resulta de uma ideia que merece ser acarinhada. Desde logo porque revela a preocupação em tornar a prova mais atractiva e, por isso, com maior potencial de receita.
É preciso, contudo, continuar a reflectir e perceber se a actual calendarização é a mais adequada atendendo aos interesses das equipas que ainda competem nas provas europeias. É que esses também são, ou deveriam ser, os interesses nacionais.
Fica um apelo a que todos saibamos dar um exemplo de fair play em nome do prestígio do futebol português e de forma a atrair cada vez mais público a este fenómeno único. A festa do futebol!"

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O eco infinito de um nome sem igual

"Houve muitos jogadores chamados Eusébio. Mas só Eusébio da Silva Ferreira, da Mafalala para Lisboa, de Lisboa para  mundo, soube ser verdadeiramente Eusébio. Ia para lá das estrelas.

Eusébio é um nome para a lenda!
Por causa de Eusébio, o nosso Eusébio, Eusébio da Silva Ferreira, de Mafalala a Lisboa, de Lisboa para o mundo.
Eusébio foi, até, nome de papa, o 31.º, nascido na Grécia no ano de 255 e eleito pontífice no dia 18 de Abril de 309. O seu pontificado durou apenas quatro meses, em consequência de actos de violência na Igreja. Morreu no exílio, na Sicília.
Vários jogadores se chamaram Eusébio e ganharam um lugar de destaque na história do futebol. Aqui ficam alguns: Eusébio Castigliano (9 de Fevereiro de 1921 - 4 de Maio de 1949), centro-campista do grande Torino dos anos 40, chegou a ser 7 vezes internacional pela Itália; morreu no acidente de aviação de Supertaça (4 de Maio de 1949), no qual pereceram todos os jogadores do Torino que regressavam a casa depois de terem disputado, em Lisboa, frente ao Benfica, um jogo de homanagem ao capitão Francisco Ferreira. Eusébio Ramon Tejera (6 de Janeiro de 1922 - 9 de Novembro de 2002) foi um central de físico impotente que jogou no Nacional de Montevideu e na selecção uruguaia, fazendo parte daquela célebre equipa que no dia 16 de Julho de 1950, em pleno Estádio do Maracanã, venceu o Brasil por 2-1 e se sagrou campeã do mundo. José Eusébio Soriano Barco foi um guarda-redes peruano (nascido em 19 de Abril de 1917) que ficou marcado a letras de ouro no futebol argentino por ter sido o guarda-redes da famosa equipa do River Plate que ganhou a alcunha de 'La Maquina' na qual brilharam Muñoz, Di Stéfano, Moreno, Pedernera, Labruna e Loustau. Finalmente, Eusébio Bejarano Vilaro, nascido em Badajoz, no dia 6 de Maio de 1948. Defesa, fez a sua carreira no Atlético de Madrid, entre 196 e 1979. Curiosamente veio a encontrar-se frente a frente com Eusébio, em Badajoz, no III Torneio Ibérico, em 28 de Junho de 1969, e em Cádis, no dia 21 de Agosto de 1971.

Eusébio encontra Eusébio
Pois é tantos Eusébios, e a verdade é que só um foi autenticamente Eusébio.
Eusébio que vestiu a camisola encarnada do Benfica na final da Taça dos Campeões Europeus frente ao Real Madrid, em Amesterdão, marcando dois golos e encantando os mais exigentes jornalistas da Europa.
Há Eusébios e Eusébios.
O Eusébio dos quatro golos à Coreia do Norte no Mundial de Inglaterra fica lá no alto da parede branca da memória, num quadro pendurado acima de todos os outros.
Reparem: na época de 1981-81, o Rio Ave teve dois Eusébios. Dois jogadores chamados Eusébio. Ah! Mas nenhum era Eusébio. Nunca ninguém foi Eusébio como Eusébio.
Há um episódio que eu gosto de contar.
Em paris, em Março de 1973, havia dois Eusébios no Victoria Palace Hotel onde a selecção nacional e o Santos se cruzaram por umas horas, onde Eusébio e Pelé se reencontraram por momentos e deram um abraço para a fotografia.
Havia Eusébio, Eusébio, Eusébio da Silva Ferreira, filho de D. Elisa Anissabana, nascido no bairro da Mafalala, em Lourenço Marques, no dia 25 de Janeiro de 1942.
E havia Carlos de Jesus Eusébio, nascido em Santa Bárbara do Oeste, interior do estado de São Paulo, Brasil, em 1952, não tendo eu conseguido saber nem a data certa nem o nome da excelentíssima senhora sua mãe.
Carlos de Jesus Eusébio: professor primário com ambições a jogador de futebol, à experiência no Santos, incluído numa das mil e uma digressões da equipa de Pelé pelas frinchas mais recônditas do Planeta, acabadinha de chegar da Austrália e de aterrar em Paris.
- Só vi jogar Eusébio na televisão confessava Carlos de Jesus Eusébio.
E concluía:
- E só nos jogos que Portugal fez na Minicopa. Mas sei bem quem é Eusébio, e tornara um dia poder ser como ele.
Não foi. Nem perto. Carlos de Jesus Eusébio não passou de um episódio curioso. No mesmo dia, à mesma hora, esteve no mesmo hotel que Eusébio, em Paris. Nada mais tiveram em comum. A não ser um nome sonoro como poucos.
Eusébio, o nosso Eusébio, ficava para lá das estrelas..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um sonho tornado realidade!

"Em 1978, foram dados os primeiros mergulhos na piscina do antigo Estádio da Luz, uma obra que enriqueceu o património desportivo português.

Durante décadas, os nadadores do Benfica aguardaram pela concretização do seu sonho: a construção de uma piscina privativa do Clube. Só quem 'como nós, passou pelo sacrifício de andar em treinos pelas piscinas municipais (e aqui convém realçar o apoio que elas sempre nos deram), perceberá a importância'. Porém, 'por isto ou por aquilo, mais por aquilo que por isto, a ideia não tem passado disso mesmo - de ideia, somente'. Até que, graças à militância dos benfiquistas, que contribuíram nas campanhas promovidas pelo Clube, e do interesse de todos que se empenharam nesta iniciativa, passou de 'ideia a projecto, de projecto a construção, de construção a inauguração' - uma simbólica, a 23 de Setembro de 1978, e a oficial, a 11 de Novembro do mesmo ano.
Para se chegar a este feliz momento na história do Clube foi necessário abdicar do ideal de uma piscina olímpica. Contudo, a obra de 25 metros e com água aquecida era 'bastante funcional e de grande utilidade, reunindo as características indispensáveis para a prática da modalidade'. Estas instalações suscitaram interesse a nível nacional, pois a 'piscina ultrapassa a vida do Clube. É valida não só para o Benfica como também para a natação portuguesa e para a cidade de Lisboa'.
A inauguração simbólica foi mais uma 'impressionante manifestação de solidariedade clubista', pois era necessário angariar fundos para se comprar material técnico e mobiliário para as novas instalações do Complexo Desportivo do Estádio da Luz. Foi 'em ambiente festivo' que foram dados os primeiros mergulhos, sendo um dos primeiros a entrar na piscina e presidente José Ferreira Queimado.
A inauguração oficial integrou as comemorações das Bodas de Diamante do Benfica e contou com um grande festival internacional, 'o maior festival a nível de clubes que se realizou até hoje no nosso país', com a participação de mais três centenas de nadadores. Uma 'festa memorável', em que foram batidos cinco recordes e, das cinco taças de primeiro lugar, três foram para o Benfica. Feitas as contas ao elevado número de inscrições, concluiu-se que esta obra não iria acarretar despesas para o Clube.
Esta piscina foi o 'culminar do sonho de muitos benfiquistas'. Para os atletas, que assim passavam a ter instalações próprias e que os ajudaria a erguer ainda mais alto o nome do Clube, e para todos os aficionados deste salutar desporto.
Pode ficar a conhecer mais sobre a aventura da construção dos espaços desportivos do Clube na área 17 - Chão Sagrado do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Ode arbitral

"Nesta semana instalou-se a polémica sobre a omissão, num manual escolar de português do 12.º ano, de três versos do poema “Ode Triunfal”, de Fernando Pessoa, sob o pseudónimo Álvaro de Campos. A editora rejeita a censura, ressalvando que, na versão do manual para os professores, o poema está completo, oferecendo-lhes a possibilidade de decidirem se abordam, em contexto de sala de aula e de que forma, os tais versos.
Chamem-me conspirativo, fantasioso ou mero incauto adepto sofredor impotente perante o estado calamitoso da arbitragem do futebol português, mas dei por mim, ao assistir a esta celeuma, a pensar numa eventual causa desta bandalheira absolutamente nefasta para a competição futebolística que se deseja, por quem de bem, salutar, mas é, pelo contrário, assustadoramente inquinada, remetendo-nos para tempos que julgávamos, ingenuamente, mortos e enterrados.
É como se, perdoa-me a analogia Pessoa, o protocolo da vídeoarbitragem tivesse sido escrito por Pinto da Costa sob o pseudónimo Fontelas Gomes e fossem entregues, a árbitros e outros interessados, duas versões diferentes. Aos primeiros, a completa. Aos restantes, a reduzida. E, assim, os árbitros, mais qualificados para discernir quando, onde e a quem aplicar as regras omissas, poderiam zelar pelo bom funcionamento do sistema no seu todo. Aqueles árbitros que, por conveniência, interesse próprio ou até salvaguarda da sua saúde, nomeadamente enquanto se preparam no Centro de Alto Rendimento da Maia, se sentissem necessitados, teriam então um mecanismo adicional de sobrevivência ao seu dispor.
Só assim se explicaria a sucessão de más arbitragens em jogos do FC Porto, a favor deste, ao longo da primeira volta do campeonato."

João Tomaz, in O Benfica

Respiram Benfica

"Um sócio descontente quer eleições antecipadas porque acha que consegue fazer melhor. Um antigo jogador de qualidade abaixo da média marca um golo num qualquer campeonato terciário. Um ex-dirigente carpe mágoas semanalmente na televisão. Um salivante jornalista espuma de raiva com tudo o que é vermelho. O que têm em comum todas essas pessoas? Tempo de antena.
Basta que queiram apontar o dedo ao Sport Lisboa e Benfica, e ficam abertas as portas para páginas de jornais, programas de comentário futebolístico e blogues - legais e ilegais - que servem de fonte de informação a gente pouco profissional.
É esta a realidade com que se deparam os benfiquistas. Há uma tocha acesa numa bancada do estádio do Portimão, e a acusação é de fogo posto. Há um incêndio nas coloridas e vazias cadeiras de Alvalade, e trata-se de um lapso. Um funcionário judicial pede uma camisola do Glorioso para oferecer ao sobrinho, e é corrupção. Um árbitro vai de férias pagas para o Brasil com um nome falso, e é coincidência.
Um clube já condenado por corrupção é intervencionado pela UEFA, e sai uma nota de rodapé. Um dirigente de um clube falido é apanhado a comprar árbitros das modalidades numa chamada telefónica, e assobia-se para o lado nas redacções.
Que grande que és, Benfica. E dás tanto a ganhar a tanta gente. Imagina que um dia fechas a torneira da informação e que os teus adeptos abrem os olhos e deixam de ouvir, ler e dar cliques a quem só te quer prejudicar. Coitados, ficam a jogar e a falar sozinhos..."

Ricardo Santos, in O Benfica

O homem certo

"A escolha de Bruno Lage como técnico principal do Benfica para o resto da temporada foi a decisão óbvia, e aquela que os benfiquistas neste momento mais esperavam.
Lage é um técnico oriundo da Formação, encaixando-se perfeitamente no paradigma estratégico definido pelo Clube. Pelos escalões por onde foi passando, além de formar bons jogadores (aspecto preponderante nas suas funções até aqui), construiu sempre, também, boas equipas (o que doravante será essencial). É ainda um nome capaz de gerar consenso entre os benfiquistas, algo mais difícil de conseguir caso a opção tivesse recaído em alguém vindo de fora. Numa perspectiva risco-benefício, foi a melhor e a mais ponderada decisão, sendo que, naturalmente, só no final da época a poderemos avaliar com rigor - tal como aconteceria, aliás, com qualquer outra solução agora apresentada.
Um técnico com este perfil, em início de carreira ao mais alto nível, e saído da fábrica do Seixal, tem tudo para merecer o apoio inequívoco das bancadas da Luz. E esse apoio terá de ser igual nos momentos de esplendor (que se espera venham a ser muitos), mas também nos períodos em que a equipa não conseguir ser tão brilhante (que, até ao fim da temporada, também irão provavelmente ocorrer).
É igualmente um ponto final na especulação das últimas semanas, o que talvez não agrade à comunicação social, mas certamente contribuirá para estabilizar o grupo de trabalho, e ficá-lo naquilo que verdadeiramente interessa. E o que interessa mais do que tudo, sabemo-lo bem, é reconquistar o campeonato perdido na temporada passada.
Faltam 17 finais. Vamos a elas!"

Luís Fialho, in O Benfica

Fonseca Ferreira

"Caro António,
Decidiste partir aos 75 anos e deixaste-nos muito tristes. Jamais esqueceremos o teu optimismo, a forma como olhavas para o Sport Lisboa e Benfica e sentias orgulho em pertencer à maior instituição desportiva nacional. Jamais esqueceremos a tua personalidade e o teu carácter de pessoa de bem. Sempre foste um humanista, e as tuas preocupações com o Glorioso ajudaram a antecipar a resolução de muitos problemas. Todos admirávamos a tua entrega à causa pública e todos reconhecemos a tua competência nesses cargos. Serviste a Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo durante fez anos e fizeste-o sempre na defesa do interesse público. Serviste a tua Trancoso natal com amor e deste os teus conhecimentos a Palmela, onde foste vereador da autarquia. O Arco Ribeirinho Sul foi outra das tuas causas públicas, um conceito consagrado no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa e que abrange toda a faixa ribeirinha que vai da Fonte da Telha até Alcochete. Puseste em marcha a requalificação da Costa de Caparica, da Baía do Seixal e das antigas áreas industriais da Margueira, Siderurgia e Quimiparque. A tua formação em Engenharia, sobretudo nas áreas da habitação e do planeamento estratégico e urbanístico, habilitou-te a construir pontes que viabilizaram a resolução de problemas que outros não tiveram capacidade para resolver. Quanto ao nosso Benfica brilhou no Atletismo e a nossa equipa de Futsal conquistou a Taça da Liga.
Descansa em paz, Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique."

Pedro Guerra, in O Benfica

Ó pra mim aqui!

"'Ó pra mim aqui! Sou eu e estou no autocarro do Benfica!'
As crianças não cabiam em si de contentes naquele dia de inverno quando viram dobrar a esquina aquele autocarro imenso e moderno que bem conheciam de ver ao longe ou na televisão, cheio de jogadores e símbolos do clube do coração da maioria, mas que a todos deslumbra.
Pois, parecia um sonho, mas era bem verdade: o autocarro do Benfica estava mesmo ali na rua, à espera deles, e foi ao bairro de propósito para os buscar em grande! Embarcar foi em si mesmo uma festa, com as crianças ainda atordoadas pelo tratamento VIP, que aguardavam ansiosamente desde a véspera quando começaram a planear roupas e estilos pessoais para irem à presença dos jogadores do Benfica e poderem trazer de lá uma boa história para contar e fazer ver aos amigos e familiares. Por trás dos vidros adensava-se gente de palmo e meio, mostravam-se símbolos e cachecóis, acenos e sorrisos, tudo a extravasar a imensa alegria que enchia o peito destas crianças. Tudo em exagero, tudo muito mexido e tudo muito ruidoso, está bem de ver...
E lá seguiu assim, lento e solene, o autocarro mais desejado do mundo, naquele momento e para aquelas crianças, transformando numa animação sobre rodas desde o bairro da Jamaica ao Caixa Futebol Campus. À chegada, outro momento alto quando a vista alcançou o complexo e o motorista se fez à abordagem da portaria. Era agora e estava quase! Era mesmo verdade que ali estava, mas quem seriam os jogadores e será que se lembravam das prendas pedidas e dos nomes todos? Afinal, eles eram jogadores importantes, e as crianças, apenas isso, crianças! Ainda por cima habituadas a menos do que gostavam e mereciam. Mas os nervos, que eram muitos, foram de pouca dura, e em menos de nada deram por si em plenas instalações do futebol num espaço mítico e luminoso, com tudo e brilhar de belo e de novo. Finalmente, a porta abriu-se, e entraram nada menos que Fejsa e Krovinovic carregadinhos de presentes com nomes de crianças, e lá foram chamando um por um, sem se esquecerem de ninguém. Pelo meio das prendas, a aquecer o ambiente, desfilaram, sorrisos, fotos e pequenas conversas destas crianças com os seus ídolos.
Foi inesquecível para todos este dia em que os jogadores foram magos, e os miúdos foram Reis!
Foi o remate do Natal passado e será assim no próximo e nos que hão de vir. Nos dias festivos e simbólicos, mas também no dia a dia nos hospitais, nas pediatrias, nas organizações, nos bairros e nas escolas, temos sempre a alma do Benfica a aparecer em forma de atleta ou jogador de futebol, das camadas de formação, às modalidades, à equipa B e mesmo ao plantel principal. É isto o Benfica que as pessoas amam e está sempre e cada vez mais perto delas!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Estamos juntos, Bruno Lage

"Certo amigo costuma dizer, com sabedoria, que, consideradas todas as circunstâncias do jogo, o seu complexo entorno organizativo e de competição e ainda todo o febril ambiente sociodesportivo envolvente, o mais decisivo momento do futebol é sempre, e de cada vez, a oportunidade da escolha do treinador. Desse átimo decorre tudo o resto que define e condiciona o próprio jogo de futebol:  a solidez da direcção do clube e a operacionalidade da sua estrutura competitiva, e a confiança e a produtividade dos jogadores, de forma a fazer desenvolver-se, por fim, a indispensável onda de expressão da paixão dos adeptos no seu incontido apoio motivacional ao grupo de trabalho em todas as frentes de competição.
E normalmente, ainda que passando pelas mãos de alguns especialistas que serão consultados e ouvidos por quem de direito e na sede própria, relativamente à caracterização dos recursos no plantel disponível e ao modelo estrutural que estrategicamente irá potenciar o seu melhor rendimento, ou até quanto à definição do perfil do profissional que virá a ser escolhido para implantar um paradigma vencedor, a última decisão sobre a escolha do treinador de uma equipa de futebol é sempre tomada pelo presidente do clube.
Quanto maior é o clube, mais difíceis, mais exigentes e mais operosas serão as incumbências atribuíveis ao novo míster. Se nele, primeiro, os atletas depositam as maiores expectativas, passa então a ser a ele a quem os adeptos entregam devotadamente todas as esperanças e, mesmo, todas as certezas. Só em clubes pequenos é que a discussão (normalmente acendida pelo despeito e pela inveja dos rivais, na fogueira dos media) permanece e persiste depois do anúncio público do escolhido. No seio dos adeptos dos clubes de dimensão autenticamente universal, o novo treinador representa e concentra, sempre, todas as soluções para as próximas vitórias e conquistas. Sempre foi assim no Benfica.
Ao escolher Bruno Lage como o novo treinador do Sport Lisboa e Benfica, a decisão do presidente Luís Filipe Vieira foi uma boa deliberação. Foi uma opção inteiramente realista: Bruno Lage já era um dos nossos. Estava entre nós e conhece-nos por dentro; sabe perfeitamente do que somos feitos, quais são os recursos infraestruturais de que dispomos e, com o que sabe, imagina bem até onde podemos chegar. Não é um cinquentão, nem um sexagenário em crise de idade; é um jovem treinador preparado e cosmopolita, estudioso e actualizado, livre de complexos e com personalidade forte. E, last but not the least, ao apresentar-se com discurso simples, integrado, consistente, determinado, mostra-se inovador: dispensa asneiras e dos jogadores e excusa provocações gratuitas. Sente-se que está pronto para todas as disputas. Mesmo as dos terrenos minados da comunicação.
Estamos juntos, Bruno Lage."

José Nuno Martins, in O Benfica