Últimas indefectivações

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A reconquista chega aos Açores

"A forma lapidar como, no dia da sua estreia, Bruno Lage definiu o principal objectivo para este momento da temporada do Benfica foi um tiro em cheio: “Reconquistar os adeptos!”
Não Reconquistar a sua paixão pelo clube ou o seu benfiquismo. Esses são valores inalteráveis, que nem a maior das tempestades poderá abalar. É a história que o diz.
O amor pelo Benfica – em forma de devoção, disponibilidade e compromisso – nunca esteve em causa. Nem mesmo nas horas mais difíceis. A Reconquista, neste caso, tinha outro alcance.
Foi dado um primeiro passo com a categórica vitória frente ao Rio Ave, mas há ainda muito caminho a percorrer. A começar já hoje, ao final da tarde, pelo importante jogo nos Açores – onde nos últimos dias se pôde ver nova demonstração da força única do Benfica e da capacidade de mobilização dos seus adeptos.
É aqui que vale a pena lembrar Clarice Lispector: “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.”

PS: O FC Porto irá sentar-se no banco dos réus na sequência do processo cível movido pelo Benfica pela divulgação criminosa da sua correspondência privada no Porto Canal. Em sede própria, o Sport Lisboa e Benfica e o Sport Lisboa e Benfica, SAD reclamam uma indemnização de 17.784.579,56 euros. Segue-se o julgamento e importa recordar que a este processo cível juntam-se outros processos interpostos contra o FCP no âmbito criminal. A hora é da justiça!"

... milagre da multiplicação dos insolventes?! Será?!!!

"Venha então uma audiência de julgamento conduzida de modo imparcial, com gravação de prova, aberta aos interessados e com uma cobertura mediática objectiva e factual. Que seja feita Justiça por uma magistratura digna do nome. Que estes pedidos não sejam encarados como uma descida ao "Inferno da Luz". Trata-se de aplicar a lei fora das artimanhas de certas tramitações do processo penal. No final se verá se houve actos ilícitos e culposos, se houve dano, quem foi lesado e quem o lesou. O que desejo, porque desejar é legítimo, é que se prove tudo o que foi considerado indiciariamente provado pelo Tribunal da Relação do Porto, no processo cautelar a que corresponde esta acção principal, e que as "caras de pau" das terças feiras fiquem brancas como a cal. Não tenham muitas ilusões, meus amigos… Seria imensa a coragem de uma decisão em 1.ª instância que condenasse os réus em valores próximos do pedido. Isso significaria que seriam executados por tal valor, ou teriam de prestar caução, nesse montante, até trânsito em julgado. Seria o milagre da multiplicação dos insolventes."

FC Porto no banco dos réus

"Tribunal do Juízo Central Cível do Porto decidiu que o caso da divulgação dos emails vai para julgamento.

O Tribunal do Juízo Central Cível do Porto deliberou nesta sexta-feira, após audiência preliminar, que o processo sobre a divulgação dos emails movido pelo Benfica ao FC Porto segue para julgamento. 
Em causa está uma queixa interposta pelo Sport Lisboa e Benfica ao FC Porto após a divulgação de emails (correspondência privada) no Porto Canal. No âmbito deste processo, o Clube reclama uma indemnização superior a 17,7 milhões de euros (€17.784.579,56)."

Benfiquismo (MLXI)

Saint-Étienne, 1957

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dívida bancária da FC Porto SAD II

"No último artigo começámos a dissecar uma situação que é digna de uma investigação. Se a denúncia entrar no Ministério Público, face à natureza da mesma, temos que a investigação será remetida para a Direcção Distrital de Finanças do Porto, e não para a Polícia Judiciária.
Mas se essa denúncia for feita bem feita, pode ser remetida pelo Ministério Pública para a Polícia Judiciária, que enviará a parte inerente à determinação de uma eventual avaliação fiscal, na mesma, para a Direcção Distrital de Finanças do Porto.
O factoring não é mais do que um adiantamento feito por uma entidade financeira por conta da emissão de facturas a receber.
Imaginemos que temos uma empresa pequenina, a qual uma factura ao seu único cliente. Esse cliente costuma pagar tarde e a más horas, e nós, se precisamos do dinheiro, vamos ali ao banco da esquina, propormos um factoring, e o banco paga-nos o dinheiro da factura, descontando o preço que o mesmo banco cobra para fazer isso.
(...) do factoring do FC Porto SAD em 30/6/2018.
A operação com uma sociedade denominada Sagasta corresponde ao valor de 100 milhões de euros que foram adiantados e que serão pagos pela FC Porto SAD a Sagasta nas datas em que deveria receber o dinheiro da Altice, de Dezembro de 2018 a Setembro de 2019 e de Maio de 2020 a Junho de 2023.
Ora, conforme já havíamos concluído no último artigo, como é que uma sociedade constituída em 2016, que tem um capital social de 250 000,00€ faz factoring de 100 milhões de euros?
A sociedade foi constituída em 2016 e tem esta história.
A Incus Capital Advisors, fundo ibérico com se de em Madrid que gere activos no valor de 500 milhões de euros, adquiriu em Junho de 2016 uma carteira de crédito hipotecário em Portugal, à GE Capital.
O negócio foi celebrado por pouco mais de 50 milhões de euros.
Para o efeito, a Incus Capital abriu em Portugal uma sociedade de titularização de créditos, a Sagasta STC, SA.
Não vamos identificar quem fez a ponte em 2018 entre o fundo sediado em Madrid e a FC Porto SAD, deixando à curiosidade de cada um descobrir.
(...) mostrarmos a demonstração de resultados por natureza dessa sociedade.
Para o que interessa, releva a seguinte:
- 4 milhões de custos financeiros;
- Prejuízo contabilístico no valor de 43 mil euros;
E o seu balanço em 2017 evidenciava o seguinte capital próprio, (...).
Ou seja, o valor do capital próprio no final de 2017 era de 222 964,14€, inferior ao seu capital social, que era de 250 mil euros.
Mas o indicador mais evidente era o endividamento bancário e similar, que se cifrava nos 34 milhões de euros, sendo que tinha custos diferidos para exercícios futuros na ordem dos 4 milhões de euros.
E foi com esta empresa, com estes indicadores, que a FC Porto SAD foi negociar um factoring de 100 milhões de euros.
É indiscutível que é uma empresa fortemente alavancada. O que é isto quer dizer? Que concede empréstimos através da contratação de empréstimos, algo que ouvimos falar muito quando foi a crise de 2007/2008.
Era antes disto que o senhor Miguel Sousa Tavares devia falar, e não lançar fogo, afirmando que uma empresa que tem 200 milhões de passivo nunca poderia contratar o treinador José Mourinho. Mas sabe porque podia? Porque tem de activo 400 milhões e porque nunca iria contrair um empréstimos bancário para pagar a José Mourinho, o que não é de todo aplicável ao caso que expusemos quanto ao seu clube."

Pragal Colaço, in O Benfica

Dívida bancária da FC Porto SAD

"Em primeiro lugar, já estamos em 2019, e a verdade é que os anos passam a correr a uma velocidade vertiginosa que desafia todas as leis do universo, se é que as leis do universo existem e se é que as mesmas, afinal, são mutáveis! Seja como for, mandam as boas regras que se deseje a todos, sem excepção, um excelente ano de 2019.
Algo que tem sempre suscitado dúvidas no espírito do signatário deste artigo é: afinal, onde se consubstancia o aumento brutal da dívida bancária que a FC Porto SAD teve, do exercício de 2016/17, ara 2017/18?
É tempo de pararmos um pouco e perdermos tempo a fazer essa análise.
(...) respeita ao detalhe de empréstimos bancários e empréstimos obrigacionistas, existentes em 30/6/2017.
Já no que respeita à dívida bancária e obrigacionista existente em 30/6/2018, (...).
Não é necessário estarmos a explicar a diferença entre o valor pelo qual a dívida se encontra registada ser o do custo amortizado, ou o do valor nominal, pois a diferença no caso concreto não é grande, e tal explicação transportar-nos-ia para questões muitos complexas. Vamos trabalhar com a coluna dos calores nominais, ou seja, o título diz que são 1000 euros, são 1000 euros.
Em primeiro lugar, a dívida obrigacionista diminuiu de 80 para 70 milhões, ou seja, diminuiu 10 milhões.
Em segundo lugar, a dívida bancária a título de empréstimos bancários aumentou de 34 para 35 milhões, ou seja, 1 milhão.
Em terceiro lugar, a dívida bancária a título de papel comercial aumentou de 17,5 milhões para 25 milhões, ou seja, 7,5 milhões.
Em quarto lugar, o factoring aumentou de 64 milhões para 152 milhões, ou seja, 88 milhões.
Em 2018 também temos que existiu um aumento de 0 para 490 mil euros de leasing. Ora, tudo isto em termos globais e agregados significou um aumento aproximado de 87 milhões de dívidas bancárias e obrigacionistas. O factoring não é mais do que um adiantamento feito por uma entidade financeira por conta da emissão de facturas a receber.
Imaginemos que temos uma empresa pequenina, a qual fez uma factura ao seu único cliente. Esse cliente costuma pagar tarde e a más horas, e nós, se precisamos do dinheiro, vamos ali ao banco da esquina, propomos um factoring, e o banco paga-nos o dinheiro da factura, descontando o preço que o mesmo banco cobra para fazer isso.
Mas afinal a que se deve este abrupto, para não dizer colossal, aumento de valor de factoring? (...)
Temos que 111 milhões de euros correspondem a facturação já emitida à Altice, de jogos de épocas futuras.
Ora, o contrato com a Altice começou a vigorar apenas a partir de 1 de Julho de 2018, e antes disso já estavam facturados 111 milhões, acrescidos das despesas que o Star Fund e a Sagasta cobraram por estes adiantamentos.
Mas afinal de contas que é esta Sagasta? É uma sociedade criada em 2016, com um capital social de 50 000,00€, (...)
Posteriormente, aumentou o capital social para 250 mil euros, (...)
Como é que uma sociedade constituída em 2016, que tem um capital social de 250 000,00€, faz factoring de 115 milhões de euros é o que saberemos no próximo artigo."

Pragal Colaço, in O Benfica

O destino tem destas coisas...

"Colocado um ponto final no capítulo «Benfica», eis que o destino ditou que Rui Vitória rumasse à Arábia Saudita, para orientar o Al-Nassr cujo grande rival é, nem mais nem menos, o Al Hilal treinado por… Jorge Jesus.
O ano de 2019 marca assim o reencontro entre os dois treinadores portugueses que durante três épocas travaram uma autêntica guerra de palavras. enquanto Jesus treinou o Sporting e Vitória o Benfica. Os dois vão voltar a lutar por um título nacional, mas desta vez fora de portas.
Jorge Jesus leva vantagem sobre o seu compatriota já que tem seis meses de avanço.
Está ambientado ao país, ao facto de treinar sempre com um tradutor a transmitir as suas ideias aos jogadores, e está igualmente por dentro do ambiente que se vive em torno do futebol na Arábia Saudita.
É certo que a linguagem do futebol é universal, mas o primeiro grande obstáculo de Rui Vitória será certamente o mesmo que Jesus teve quando chegou a Riade: a língua.
Para o ex-técnico do Benfica esse será mais um desafio a juntar ao que a direcção do Al-Nassr lhe propôs, ou seja, conquistar um título nacional, feito que escapa ao clube há três épocas.
Dizia-me um amigo há dias que iria «ser giro» ver Jesus e Vitória novamente frente a frente, e afinal sempre vamos ver.
É sabido que o treinador do Al Hilal vive os grandes momentos sempre com as emoções à flor da pele, enquanto o novo técnico do Al-Nassr revela-se sempre mais comedido e racional.
São, acima de tudo, duas formas bem diferentes de estar no futebol. Mas se na memória recente estão ainda bem frescas as imagens da troca de palavras acesa entre Jorge Jesus e Pedro Emanuel, treinador do Al Taawon, actual quarto classificado da Liga saudita, após o empate a dois golos com o Al Hilal, podemos então esperar uma relação ainda mais emotiva em tempos bem próximos…
Depois dos quase três anos em que em Portugal mantiveram uma relação muito particular, Jorge Jesus e Rui Vitória vão certamente reeditar alguns desses momentos quentes, agora nas arábias… 
Afinal, vão treinar os dois grandes candidatos ao título, num país onde o futebol até tem tradição e mostra cada vez mais meios e vontade para se desenvolver…
Depois da exportação de craques do relvado, Portugal especializa-se em «internacionalizar» craques do banco. Não seria, por isso, de admirar que pelo menos os jogos entre o Al Hilal e Al-Nassr passassem a ser transmitidos num qualquer canal português.
Eu, no que me toca, vou ficar à espera para assistir na TV aos duelos entre Jorge Jesus e Rui Vitória ou, quem sabe, propor uma reportagem das arábias, a fim de ver «ao vivo» o reencontro dos dois treinadores, que está marcado para o final de Março…"

O sucesso da BTV

"Um livro aberto, escrito e corrigido diariamente. Assim é a Televisão que emite 24 horas por dia. Não pára de evoluir, não suspende o acompanhamento da realidade, da evolução global e particular. Não existem televisões perfeitas, todavia há canais de televisão que marcam a actualidade e a história. Distinguem-se dos demais.
A Benfica TV – o primeiro canal de clube português, o primeiro à escala mundial a transmitir os jogos da sua equipa em exclusivo, o primeiro premium desportivo a constituir-se enquanto concorrente da Sport TV – vence pelo terceiro ano consecutivo o Prémio Cinco Estrelas, na categoria “TV – Canais Desportivos”.
É uma vitória consumada graças a um total de 8,20 (numa escala de 1 a 10), resultante da preferências dos consumidores portugueses. Independentemente da qualidade dos restantes nomeados, a BTV foi a escolhida. Destacou-se pela qualidade geral da informação e pela credibilidade, mas também pela forma diferenciadora como informa quem a vê.
Para que se conheçam melhor os critérios utilizados na avaliação, são cinco os pontos de que resulta a nota final:
• Notoriedade Espontânea
• Satisfação
• Confiança
• Inovação
• Actualidade (sendo esta a característica identificada pelos consumidores como a mais relevante na categoria TV – Canais Desportivos)
Obrigado. É oportuno agradecer aos sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica, a todos os que se interessam pelo futebol e pelas modalidades. E não esquecemos os nossos adversários e detractores que nos perseguem e criticam provando ao mundo que são espectadores regulares da BTV.
Não somos os melhores nem podemos agradar a todos, mas existimos há 10 anos, superámos com 2 canais os 320 mil assinantes e somos – digam o que disserem – uma referência na cobertura de eventos desportivos, do futebol às modalidades de menor projecção, e contribuímos definitivamente para a promoção do desporto nacional. Todo ele, para todos."

Benfiquismo (MLX)

Capitão...

Lanças... Entradas 'velhas'!!!

Regresso vitorioso...

Leixões 1 - 3 Benfica
34-32, 13-25, 14-25, 17-25

Regresso após as férias de Natal, com uma vitória, num jogo que começou com um 1.º Set 'estranho', mas que depois 'normalizou'!!!

Até os Iranianos...!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Estórias da Pérsia !!!

"O blogue mercado de Benfica emigrou para o Irão. Seguiu os passos de Carlos Queiroz, ou de Toni, se quiserem referência mais querida. A partir da sua nova casa dedica-se ao estudo e desenvolvimento de temas relevantes para a sociedade iraniana, como o depoimento do árbitro Tiago Antunes no TAD, o azarado disciplinador de Brahimi. Também vai abrindo o apetite da crítica iraniana com a divulgação dos emails de Miguel Moreira, outro quadro do Benfica em vias de alcançar o estrelato na nova Pérsia. Para atirar areia aos olhos dos não iranianos, oferecem uns articulados de temas que interessam, sobretudo, à OCDE e... à PJ! Parecem guias!
Curiosa utilidade a deste blogue, que até pode vir a cair nas boas graças de uns dedicados investigadores e curiosos da criminologia. O enredo é cada vez mais cinematográfico: "O hacker de Teerão". Se dão uma no cravo e outra na ferradura, só o Estado de Direito o dirá.
O que eu não vejo é nada do FC Porto, carago! Descarregam, descarregam, descarregam, mas do FC Porto, nadinha! Até parece que não há lá nada que um iraniano não gostasse de ver. Se calhar, além de uns ventres tarimbados encontravam um centro de formação em rendimento desportivo, que levaria a Federação Iraniana a por as mãos na taça Jules Rimet. Com a facilidade com que o Porto agarra as ligas de Portugal.
Portanto, do Irão espera-se muito e não é petróleo. Nem regulação para blogues que divulgam o produto de crimes informáticos consumados contra o Benfica. Já nem se pode adivinhar o que por aí vem, mas preparemo-nos para o pior. Agora até já avisam!"

Sou do Tondela desde pequenino

" “A 7 de Janeiro de 2019, o Clube Desportivo de Tondela (CDT) bateu em casa o Sporting Clube de Portugal na 16 ª jornada da 1ª Liga de futebol sénior.” Se há 25 anos algum tondelense lesse esta notícia, seguramente teria uma de duas reacções: rir, pelo disparate, ou ignorar, pelo disparate. Sei do que falo porque era tondelense há 25 anos – daqueles tondelenses verdadeiros que vivem mesmo em Tondela; hoje ainda mais verdadeiro por sentir-lhe genuína falta.

Estou convicto de que vou acabar este texto a advogar a grandeza da minha terra, a grandeza do clube da minha terra, a grandeza do meu clube da minha terra. Mas não há maiores feitos do que aqueles que, por contraste, foram conseguidos pelos mais pequenos. É nesse sentido que terei de louvar a grandeza de Tondela a partir da sua pequenez, que passo a provar. Para isto nem preciso dos argumentos da densidade populacional ou da área geográfica: é a terceira vez que escrevo “tondelense” nesta página do Microsoft Word e, pela terceira vez, a palavra é sublinhada com um risco vermelho, como se de um erro se tratasse. A fundação de Tondela completou 500 anos há pouco tempo e os seus habitantes continuam a caminhar sobre um risco vermelho de erro - se isto não é atestado de pequenez, eu não sei nada.
Retomo a ideia inicial. Caso em 1994 tivéssemos organizado uma cápsula do tempo onde as pessoas de Tondela escrevessem as suas previsões para o futuro, duvido que 25 anos depois estivéssemos a ler alguma coisa que relacionasse o clube da cidade com a 1.ª divisão. “Carros voadores”? Seguramente! “Homem em Marte”? É possível! mas duvido que “CDT no escalão máximo do futebol nacional” passasse pelos vaticínios de alguém. E “CDT a ganhar a todos os 3 Grandes”, então, daria ordem de internamento no Hospital Psiquiátrico de Abraveses.
Isto não é índice de falta de ambição, nem muito menos de desinteresse futebolístico. Prova que, se calhar, na minha terra as pessoas têm noção da sua pequenez intrínseca, mas trabalham com o afinco de quem não se limita às suas condições e noções. A isto chama-se humildade. Dessa forma, quando ouvirmos o Ricardo Costa, ou o Tomané, ou o Cláudio Ramos, ou qualquer outro jogador tondelense afirmar nas conferências de imprensa que “É preciso encarar jogo a jogo com humildade”, saberemos que há uma cidade pequena a dar esse exemplo. E não é desde 1994, nem 1933 (ano da fundação do CDT), é de 1515. São 500 anos de gente humilde, pequena a operar grandes feitos.
A frase que intitula a esta crónica é, no meu caso, uma verdade literal. Mas é também uma mentirinha espirituosa que recentemente e não poucas vezes tenho ouvido. Ontem, ainda antes do Tondela receber o Sporting, aposto que muitos benfiquistas e portistas afirmaram ser “do Tondela desde pequeninos”. Fazendo fé que o clube beirão se vai manter por longos anos na 1ª liga, conto ouvir a mesma piada sempre que o CDT enfrentar um dos Grandes. Talvez apenas um punhado de viseenses (incapazes de digerir o sucesso doutro clube da região que não o do seu Académico de Viseu) continuará a furtar-se de ser do Tondela desde pequenino.
Embora ache muita graça à simpatia com que os meus amigos simulam apoio ao CDT, não ignoro que o fazem apenas em antagonismo para com o adversário. É por isso que também eu nos últimos 4 anos (desde que os auriverdes ascenderam à 1ª Liga) tenho traçado objectivos para a época, e que não são só esses hercúleos da manutenção, ou das competições europeias. Desportivamente desejo que ninguém seja de Tondela desde pequenino, mas que todos queiram ser pequeninos como o Tondela. Falar da grandeza de um clube é passatempo subjectivo e gasto, mas o meu foco aqui será (e volto a carregar nesta tecla) celebrar a pequenez, sobretudo essa que se bate por grandes feitos. O Benfica tem a mística, os sportinguistas sabem porque não ficam em casa, o Porto é uma nação. Há sempre características exclusivas que cada adepto sente sem saber necessariamente explicar, e é isso que pretendo revelar também no meu Tondela - mas desejo “saber necessariamente explicar”, debruçar-me no indizível e partilhar o intransmissível.
Os meus votos para 2019 são que, de uma vez por todas e aos olhos de todos, o Tondela deixe de ser um MacGuffin. Para quem desconhece de que se trata um MacGuffin, asseguro-vos antes de mais que o Clube Desportivo de Tondela não pode sê-lo. Explicando em traços largos, no cinema chama-se MacGuffin a um elemento (normalmente um objecto) que motiva as acções dos personagens, mas que não tem assim tanta importância ou relevo para a fruição do filme. Serve para pôr a história a andar, mas é um elemento sem personalidade.
Ora, o Tondela não pode ser nada disso, não pode ser apenas o clube dos trocadilhos “ao tom dela” para picardias em redes sociais. Não pode ser apenas o clube da “pequena cidade longínqua” das peças jornalísticas que querem o recôndito e não o âmago. Não pode ser apenas esse embaixador futebolístico da Beira Alta, instrumentalizando no desporto uma ideia despersonalizada de regionalização. E não pode, não pode mesmo, ser apenas o clube do qual somos desde pequenos, esse descartável MacGuffin que se limita a explicitar sentimentos para com os rivais. É com esta certeza que escrevo sobre o Tondela, e que provavelmente voltarei a escrever. Concedam-me a oportunidade de serem convencidos.
(...)"

(...) leia esta reflexão sobre o futebol português apenas quando se sentir emocionalmente disponível

"Ano novo e, sim... vida nova! Certo?
Prepare-se. Segue-se reflexão romântica e apelo idealista. Se está em modo "pragmático", faça-me um favor: não leia este artigo agora.
Guarde-o. Passe os olhos mais tarde, quando se sentir emocionalmente disponível. Já vai perceber porquê.
Dizem que as palavras são instrumentos poderosos, em determinado contexto e a dado momento. Confesso, concordo em absoluto.
Um dos parágrafos do prefácio que Ricardo Araújo Pereira escreveu num dos livros da Sandra Duarte Tavares dizia quase tudo:
"Faço com palavras tudo o que é importante. Por exemplo, se quero que uma pessoa saiba que gosto dela, recorro mais depressa a palavras do que, digamos, a beijos”.
As minhas palavras de hoje são, essencialmente, de vontade. Vontade em ver o futebol manter muitas coisas boas e vontade em vê-lo mudar muitas outras, menos positivas.
Comecemos pelo princípio.
Sou um homem que vive e respira desporto, dos pés à cabeça. Comecei a carreira na arbitragem em 1991 (sou menos jovem do que o jovem que sinto ser), mas antes disso já dava uns pontapés na bola, convencido que tinha pinta para a coisa.
Obviamente... não tinha. Por isso, desisti do sonho de jogar, mas não do sonho de continuar ligado a esse mundo. E assim foi, assim é, até aos dias de hoje. Até 2019.
O arranque do novo ano fez soar, de novo, o velho alarme psicológico que todos tememos: o de sentirmos que o tempo começa a escassear.
A cada momento que passa, encurta. Foge. Escapa pelos dedos.
Falta menos para criarmos mais. Para tentarmos o impossível. Para deixarmos obra feita.
E essa verdade, inevitável e bem maior do que nós, ganha outra força quando o calendário vira. Quando um ano morre para que outro nasça.
Isso devia ser suficiente a levar-nos a uma reflexão maior. Devia inspirar-nos.
Afinal de contas, o que é que andamos cá a fazer? Que legado queremos deixar para os nossos filhos? E como queremos ser recordados pelos outros?
Para quem está no mundo do futebol, essa pergunta faz sentido redobrado. Triplicado até. É que a indústria cresceu tanto, mas tanto que hoje é um monstro de dimensão incalculável.
Só em Portugal existem cerca de duzentos mil praticantes federados. Significa isso que, para além de tantos outros (amadores), há milhares e milhares de pessoas ligadas a este universo. E há muitas mais que trabalham e subsistem nele. Através dele. Por via dele.
É colossal! Um mundo dentro do mundo. Um mundo que afecta tanta gente e tantos sectores de actividade.
Um mundo anormalmente portentoso.
Quem hoje tem responsabilidade directa nesta actividade deve questionar-se sobre o seguinte: como é que se consegue converter tanta força em algo ainda mais robusto, bonito e transparente?
A resposta exige que se tenha noção clara da realidade actual e dos desafios que esta apresenta. Três exemplos:
1.Temos uma estrutura nacional que é tida (com inteira justiça) com uma das grandes referências mundiais em matéria de profissionalismo e competência. Produzimos resultados individuais invejáveis (muitos), que reflectem a excelência do trabalho feito por muita gente capaz.
No entanto e quase sempre, o jogador português prefere abandonar o seu país, o seu conforto e as suas raízes, para abraçar projectos noutras paragens. Porquê? Como convencê-lo a ficar? Como inverter essa lógica perversa, de criar com estima para os outros levarem com dinheiro? Como evitar essa sangria, que enche os cofres de quem cuida mas esvazia a competição de quem fica?
2. As nossas conquistas coletivas são igualmente admiráveis, sobretudo em anos recentes. Para nosso enorme orgulho, nosso enorme orgulho.
No entanto, o fosso entre o nosso principal campeonato e os respetivos "homólogos europeus" é cada vez maior. Além da questão de (não) conseguirmos reter as jóias mais preciosas, que outras medidas deviam ser tomadas no sentido de encurtar distâncias? O que se pode fazer para não perder este comboio, fundamental para a qualidade competitiva e saúde económica do nosso futebol? Se produzimos matéria-prima de qualidade e somamos pontos em tantas áreas, o que é que nos falta para sermos tão fortes como os outros? Que têm eles que não temos nós?!?
3. Quando quer unir-se, o futebol português é fantástico e, de facto, não há gente como a gente. Cria acções de solidariedade, envolve tudo e todos e mostra ao mundo todo a sua verdadeira dimensão ética. O seu lado mais altruísta.
No entanto, aos olhos de quem está cá dentro mas de fora, essa parece ser a excepção e não a regra. Porquê? Porque é que há essa sensação permanente? Que desvario bipolar é esse que leva pessoas capazes do melhor a se mascararem do pior? Que forças tão feias se levantam ao ponto de desvirtuar a essência da decência humana? Será a vontade de vencer, a todo o custo? Será sede de poder? Serão motivações financeiras? Ou um pouco de cada ?
Seja o que for, não é bonito de se ver.
Entre estas e tantas outras verdades do momento actual - não necessariamente negro mas tão capaz de ser melhor - há a tal questão de fundo. A do tempo.
Tic, tac. Tic, tac.
Cada momento do presente é, no instante seguido, passado. E quem agora tem tudo nas mãos deve saber aproveitar cada segundo para fazer ainda mais e melhor. Para tentar o impossível. Para honrar a camisola que veste e encher a consciência de orgulho e admiração.
Há que ter resiliência para preservar tudo o que de bom se construiu e coragem, muita coragem para afastar as pessoas erradas e as estratégias falhadas.
O futebol será cada vez melhor se tiver pessoas com essa virtuosidade. Se conseguir que cada uma delas abandone o "eu" para priorizar o "nós".
São as pessoas que devem servir o futebol. Não o contrário, nunca o contrário."

Derrota em Felgueiras...

Guimarães B 2 -1 Benfica B


Sem transmissão televisiva, pelas informações chegadas, parece que atacámos mais, rematámos mais, mas fomos surpreendidos em contra-ataques... Ainda por cima com auto-golo do Ferro para começar!!! E com um penalty sobre o Jota que ficou por marcar, ainda com 0-0...!!!
Com a saída do Pedro Amaral para a Grécia (com o Guga...), com a ida aparente do Parks para New York... com 5 jogadores lesionados (D. Tavares, Jorginho, Lystcov, Diogo Mendes e o Daniel dos Anjos), estamos a ser obrigados a muitas 'subidas e descidas' entre os Juniores, os Sub-23 e os B... Tudo isto, num momento onde fizemos muitos jogos fora de casa... é importante vencer no regresso ao Seixal..

PS: Boas notícias, com a 'aparente' renovação do Tiago Dantas.

Pirilampo

"1. A luz que Vieira viu para manter Rui Vitória era, afinal, um pirilampo. Fez ao ex-treinador (com consentimento deste) o mesmo que aquela adepta do River Plate fez ao filho quando lhe prendeu engenhos pirotécnicos ao corpo.
2. Se Sérgio Conceição se sente um alpinista no FC Porto, Rui Vitória era, nos últimos tempos, no Benfica, um mineiro a escavar contra o destino.
3. Nos dois primeiros anos, porém, mostrou toda a sua competência. Ninguém pode apagar os seis troféus (dois campeonatos). É como um coleccionador de moedas: nunca as limpa porque isso é limpar a história delas.
4. Do provisoriamente efectivo Rui Vitória ao efectivamente provisório Bruno Lage (será?), discute-se a sucessão. E quando se fala de um bife banhado a ouro (José Mourinho), tudo o resto parece bifanas a pingar óleo.
5. Se eu tiver uns sapatos rotos e 30 casacos, o que devo comprar? Caio Lucas (mais um extremo), é casaco.
6. Quando vemos um jogador do Sporting com o símbolo do clube ao contrário na camisola, é legítimo questionarmo-nos se algum dia o clube vai endireitar-se. E enquanto pensamos na metáfora, Tomané marca de trivela (!) e lá se vai a figura de estilo.
7. Quando vemos um jogador do Belenenses sem o símbolo do clube na camisola, percebemos que para Rui Pedro Soares e Patrick Morais de Carvalho o filme Casablanca é das mais belas histórias de terror do cinema.
8. Os salários em atraso estão para o V. Setúbal como o caramelo está o Mars, apesar dos doces comunicados.
9. Nenhum jogador do SC Braga entra de caras nos onze dos três grandes. Que grande trabalho de Abel.
10. Acabou agora o FC Porto - Nacional. Qualquer dia é mais fácil acompanhar as provas sul-americanas.
11. Caro Júlio Mendes, este artigo foi escrito ao abrigo do Artigo 85.º - A do Regulamento Disciplinar da LPFP. De resto, alguma novidade no mercado?"

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Cadomblé do Vata (Dragartices!!!)

"Havendo no horizonte próximo um Clássico por disputar, já era de prever tentativas de desestabilização azuis e verdes ao SLB. Como a safra de "emails de interesse público" se esgotou na exposição do criminoso roubo das bolachas da Magda e na demonstração de como o Benfica adulterou de forma inenarrável a verdade desportiva recorrendo a um bruxo guineense, os da Aliança tiveram que recorrer ao plano B, chamado Francisco J. Marques, colocando-o em directo num canal usurpado pelo FCP à cidade do Porto, aos portuenses e porque não dizê-lo, aos outros clubes do Porto, a tecer críticas veladas ao canal televisivo que o Benfica fundou de raiz.
O argumento utilizado nem foi novo no seio do Mundo Às Riscas: as transmissões em directo dos jogos caseiros do SL Benfica na Liga de futebol, desvirtuam a competição. Por razões que ainda estão por apurar, tal efeito negativo não se verifica nas que os canais Riscados realizam nas modalidades de hóquei, futsal (só o Sporting), basquetebol (só o FC Porto), voleibol (só o Sporting), andebol, equipa B de futebol (só o FC Porto), equipa de sub 23 de futebol (só o Sporting), futebol feminino (só o Sporting) e escalões de formação nas diversas modalidades. Uma longa lista de modalidades que o SL Benfica pratica e que os campeões do ecletismo têm à vez.
O que ninguém ainda entendeu bem é se a desfaçatez com que os nossos rivais colocam em causa umas transmissões e aplaudem outras é apenas anti-Benfiquismo primário salteado com cogumelos de falta de vergonha, desvalorização absurda das chamadas modalidades (como se o futebol não fosse uma também) ou a mais básica demonstração de hipocrisia.
No caso do Porto Canal as coisas até são mais "dinâmicas": entrevistas ao Pinto da Costa e programas do director de comunicação, são feitos "no canal do FC Porto"; transmissões em directo e financiamento ilícito junto do Turismo do Porto são coisas "do canal fundado pelo Bruno Costa Carvalho que agarrou no dinheiro e fugiu para Angola com os No Name Boys que atacaram a Academia de Alcochete"."

Ecléctico - episódio 6

A prova inequívoca

"A notícia de que pelo menos um dos escritórios de advogados que trabalha para o Benfica foi vítima recente do crime de violação e divulgação da sua correspondência privada, por parte do blogue que desde a primeira hora nos atacou, vem provar de forma inequívoca que estamos perante uma estrutura criminosa altamente organizada, profissional e acaba com todas as dúvidas sobre a origem e quem está por trás do roubo dos nossos emails, eliminando em definitivo a tese de que tal roubo poderia resultar de uma fuga interna.
Como se sabe, a face visível dessa rede criminosa tornou-se pública quando, através do Porto Canal, o director de comunicação do FCP surgiu como porta-voz do roubo dos emails, num crime que está sob investigação e que já levou à sua constituição como arguido, bem como de todos os administradores do FC Porto, neste caso pelo crime de ofensa a pessoa colectiva.
A coincidência de, na mesma altura, surgirem como figuras de destaque no Porto Canal elementos com ligações de amizade a um reconhecido hacker integrado numa rede internacional de cibercrime (e que se encontra em parte incerta) bem como o recente surgimento num canal de televisão, como elemento afecto ao FC Porto, do advogado desse hacker no passado, são sinais que tornam cada vez mais evidentes as ligações e as razões porque a alegada correspondência privada do Benfica foi ter às mãos do director de comunicação do FCP.
As motivações, o empenho no tempo, a estratégia meticulosa – com alvo (ou alvos) muito claro(s) – que não olha aos danos que provoca, seja de foro privado ou de direitos ao abrigo do segredo profissional, e ainda os meios alocados por esta rede criminosa, tornam óbvio que não se trata de um trabalho gracioso, até porque este tipo de cibercrime institucional e empresarial é encarado como um negócio por estas redes criminosas.
O cerco aperta-se e estamos certos que, a cada dia que passa, as autoridades estarão mais próximas de conseguir apurar todas as responsabilidades.
Mas também aumentam as preocupações. Porque uma rede criminosa que invade instituições também é capaz de facilmente ter acesso a correspondência privada dos mais diversos agentes desportivos – o que, somado a invasões de centros de treinos de árbitros e ameaças físicas e patrimoniais a eles e suas famílias, pode explicar muitos dos erros incompreensíveis a que temos assistido ultimamente.
São suspeitas legítimas perante o crime organizado que perdeu toda a vergonha, que se sente impune e que tem motivações e porta-vozes conhecidos."