Últimas indefectivações

terça-feira, 2 de maio de 2017

Como os olhos de Elizabeth Taylor

"Em Junho de 1955, houve um domingo de Académicas. O Benfica venceu o Campeonato Nacional de Juniores, nas Caldas da Rainha, e a meia-final da Taça de Portugal, em Santarém. Coimbra não chegou a ter encanto...

A Académica é um dos clubes históricos do futebol em Portugal. Durante anos manteve, com o Benfica, relações de proximidade que se estreitaram em momentos únicos, como foi o caso da célebre final da Taça de Portugal que teve lugar em plena crise académica.
Mas houve um dia especial, e é esse que recordo aqui.
Dia 6 de Junho de 1955.
Nem em Lisboa, nem em Coimbra.
Em Santarém e nas Caldas da Rainha.
Isso mesmo. Sem tirar nem pôr.
Em Santarém, os adultos, se assim se pode dizer, para a meia-final da Taça de Portugal. Nesse tempo havia o hábito, talvez saudável, de fazer jogar as meias-finais em campo neutro, um jogo só.
Nas Caldas da Rainha, final do Campeonato Nacional de Juniores.
Convenhamos: não é vulgar.
Tinha um amigo que costumava dizer, num jeito popular muito do Monte Pedral: 'Juniores é de manhã!' Assim mesmo, no tempo do verbo.
Eram. Os jogos de juniores costumavam disputar-se cedo. Havia tempo para ver tanto desporto durante todo o domingo no Estádio da Luz.
Comecemos, assim, pelas Caldas da Rainha. Vitória clara do Benfica. Límpida como os olhos de Elizabeth Taylor.
No Campo da Mata, domínio total: técnico, táctico e físico. O treinador do Benfica era Valdivieso. Dizia no final: 'Ganhámos bem, apesar de não termos conseguido o nosso melhor rendimento. Somos campeões com muito mérito. Em 33 jogos marcámos 142 golos e sofremos 13! Julgo que esta estatística é suficientemente esclarecedora'.
Houve jovens em grande destaque, como os goleadores Santana e Muralhas. E um capitão em forma: 'Costeira conseguiu ser figura grada dentro do campo - sem um desfalecimento, prestando magnífico apoio aos avançados'. Era ele o porta-voz da equipa: 'Julgo justo o resultado. Os nervos ficaram mais calmos depois do penálti. Demos todos o nosso melhor!'.
A satisfação do dever cumprido.
Pouco mais tarde e não muito longe, os seniores também seriam fiéis ao seu destino.

A goleada ribatejana
O Benfica ganhou essa edição da Taça de Portugal: 2-1 na final a Sporting.
A meia-final foi nesse dia de Académica. 6-0: Águas e Arsénio, dois golos cada um; Coluna e Caiado fizeram os outros dois.
A Académica tinha uma equipa de nomes sonantes: o guarda-redes Ramin, Mário Wilson, Pérides, Bentes, o Doutor Bentes, Faia, Bagorro.
Fazia calor. Calos de trovoada.
O sol encoberto pelas nuvens.
Mas também aí a vitória foi clara e límpida como os olhos de Elizabeth Taylor.
'As figuras dominantes da partida foram Águas e Coluna', escrevia a imprensa da época. 'Dois avançados de indiscutíveis recurso. Há muito tempo que não víamos Águas actuar com tanta autoridade. E a equipa continua a exibir a personalidade das grandes equipas. O resultado quedou-se em 6-0. Podia ter sido mais expressivo. Oportunidades não faltaram para isso. Mas também os estudantes foram perigossímos em pelo menos três lances. Jacinto, sobre o risco fatal, salvou o golo. Um espectador, nos camarotes superlotados, exclamou: 'Estava lá por acaso!' Como se esse acaso de Jacinto fosse possível. Santo Deus!'.
Ah! Eram giras as crónicas desse tempo. Tinham pormenores soltos, revelavam episódios, contavam pormenores.
Perdeu-se por completo o prazer de escrever a crónica de futebol. Hoje ou não sabem ou não querem. Ou tudo junto.
Vamos ler mais um pouco. Perceber a festa...
'De vários pontos da região, onde o Benfica goza de extraordinária popularidade, e de Lisboa, utilizando longa e pitoresca caravana motorizada, deslocaram-se a Santarém muitos milhares de pessoas que passaram tormentos para suportar a pé firme o período em que se desenrolou a partida. Um parque desportivo que não está talhado, ainda, para os espectáculos futebolísticos de vulto, a despeito da boa vontade dos dirigentes do mais conceituado clube da linda e progressiva cidade. Nas urbes que, justificadamente, pretendem conquistar altos postos no futebol nacional, por onde se deve começar? Pela organização de um team bem apetrechado ou pela construção de um estádio - de um verdadeiro estádio embora sem o rótulo de monumental?'
O futebol, em Santarém, deu uma resposta à pergunta. Ficou parado no tempo. Ficam as recordações de jogos como essa meia-final entre Benfica e Académica.
O público ribatejano viu Coluna e Águas; e Mário Wilson e Bentes.
A felicidade, essa, só teve um cor: vermelho em flor..."

Afonso de Melo, in O Benfica

O troféu da persistência

"Oito épocas de luta e um recorde trouxeram para a Luz 90 Kg de prata e mármore.

O Sport Lisboa e Benfica terminou a época 1964/65 como vencedor do tricampeonato nacional de futebol e, ainda, do II Troféu Martini, há muito em disputa entre os clubes da I Divisão.
Depois de ter instituído, na época 1955/56, o I Troféu Martini, com vista a premiar o clube que, no final do Campeonato Nacional de futebol, obtivesse o maior goal average em duas épocas seguidas ou alternadas, a Martini & Rossi decidiu colocar em disputa um segundo troféu. O primeiro, ganho pelo FC Porto, havia despertado grande interesse entre os clubes e, no segundo, a empresa decidiu dificultar um pouco. Assim, o II Troféu Martini, instituído na época 1957/58, seria igualmente atribuído à equipa que obtivesse maior diferença entre golos marcados e sofridos, porém, desta vez, em três épocas consecutivas ou quatro alternadas. Como referiu a imprensa, destinava-se 'a recompensar a persistência das equipas que disputavam o Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão'. E persistência não faltou ao clube 'encarnado'.
A luta foi longa. Oito épocas. 'O Sporting e o FC Porto tentaram, com o melhor dos seus esforços, conquistá-la. (...) Depois, entrou o Benfica na liça, alcançando marcas ainda não atingidas'. Depois de conseguir o melhor goal average em 1962/63, 1963/64 e 1964/65, 'o Benfica não só conquistou a posse definitiva do troféu como também estabeleceu um «record»', pois a vantagem de 77 golos (103 golos marcados e apenas 26 sofridos) alcançada na época 1963/64 ultrapassou 'em muito' a melhor marca até então conseguida. O Benfica era o 'vencedor incontestado e brilhante do II Troféu Martini'.
Depois de terminado o Campeonato e do Benfica ter sido anunciado vencedor, o Troféu rumou à 'montra gigante da Discoteca Universal, na Rua do Carmo' onde ficou em exposição. No dia 17 de Outubro, quatro meses depois, o II Troféu Martini chegou finalmente à Luz. Perante mais de cinquenta mil espectadores, foi entregue ao Clube por Manuel Durán, então director e administrador da Martini & Rossi.
O monumental troféu em prata e mármore, com cerca de 90 Kg e mais de 1,30 metros de altura, pode ver visto no Museu Benfica - Cosme Damião, na área 8 - Outras Conquistas."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Lei 17 - O Pontapé de Canto

"E pronto. Dezassete semanas depois, vem aí a décima sétima e última das Leis de Jogo.
Bem, a última... oficialmente.
É que ainda haverá tempo para falarmos daquela que não vem em nenhum manual, não se aprende a ler mas que, porventura, é a mais importante de todas.

Lei 17 - O Pontapé de Canto
Parece simples, não parece? É porque é.
Não há muito a dizer que possam não saber, mas ainda assim ficam aqui as ideias principais:
Um pontapé de canto é assinalado quando a bola ultrapassa, por completo, a linha de baliza, tocada em último lugar por um jogador da equipa defensora (sem que tenha sido marcado um golo).
Por falar em golos, ele pode ser marcado directamente na baliza adversária através de um pontapé de canto, mas não na própria baliza (era preciso ter muita força ou estar muito vento!).
Se isso acontecesse, seria marcado pontapé de canto, do outro lado, para a equipa adversária. 

Procedimento
Fácil: bola no interior do quarto de círculo (que tem 1 metro de diâmetro). Pode estar sobre a sua linha, mas não no exterior.
Mais. Tem que estar imóvel e entra em jogo logo que seja pontapeada e se mova claramente (quer isto dizer que a bola não tem que sair da área de canto para estar em jogo).
A bandeira de canto não pode ser removida.
E os jogadores adversários, no momento da execução, têm que estar a 9.15m dessa área (tal como a barreira dos pontapés livres).

Infracções / Sanções
O executante não pode tocar na bola duas vezes seguidas. Se o fizer, é assinalado pontapé livre indirecto contra a sua equipa, a menos que esse segundo toque seja com as mãos: aí é punido com livre directo (ou pontapé de penálti, se for na sua área e ele não for o guarda redes - se fosse, seria livre indirecto).
Só mais uma...
Se um jogador executar o pontapé de canto, intencionalmente, contra um adversário (a fim de poder voltar a tocá-la de seguida), essa acção é legal desde que ele não o tenha feito com:
Imprudência (e aí seria punido livre directo ou penálti mas sem acção disciplinar);
Negligente (LD / penálti com cartão amarelo).
Força excessiva (LD / penálti, com cartão vermelho).

Feito. Revimos aqui todas as leis do futebol em cerca de três meses mas ainda não acabou. 
Inventámos (nós não) a "décima oitava"...
Na próxima segunda-feira, no lugar do costume. Vai valer a pena..."

Benfiquismo (CDLVI)

A 'equipa' que desenhou e construiu a Catedral !!!

Guerra da semana...!!!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Lixívia 31

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 75 (-12) = 87
Corruptos..... 72 (+13) = 59
Sporting........ 67 (+12) = 55

A surpresa da jornada foi a boa arbitragem do Hugo Miguel na Luz!!! Algo, impensável para mim...!!!
Só não gostei dos últimos minutos, onde não marcou algumas faltas a meio-campo a favor do Benfica, dando ataques de 'barato' ao Estoril!!!
Mesmo assim as máquinas de propaganda mentirosas tentaram inventar um penalty cometido pelo Fejsa!!!! O mais extraordinário, é que aqueles que defendem que o Fejsa vez penalty, são os mesmos que a semana passada, defenderam que não houve penalty sobre o Rafa em Alvalade!!!!
Houve duas jogadas parecidas mal assinaladas: a obstrução com o braço do Mano ao Cervi, e do Grimaldo sobre o Carlinhos!


Em Chaves foi 'engraçado' ouvir a forma como os Corruptos tentaram justificar o penalty do Mini, aos 6 minutos!!! Isto depois de semanas e semanas a pedir penalty's em jogadas idênticas... Sendo que esta falta do Mini tem algumas características especiais: o defesa não tenta jogar a bola; não existe nenhum agarrão do Ponk ao Mini; não existe 'molhada' de jogadores que 'tapem' a visão do árbitro; e a bola vai mesmo para o Ponk...!!!
Não satisfeito, o Mini teve aos 20 minutos uma entrada para Vermelho directo, que o Xistra deixou passar em claro...
Penalty e expulsão nos primeiros minutos do jogo... e tudo seria diferente!!!
O Otávio foi para ao chão, mais uma vez... desta vez, apesar da teatralização, é verdade que o Bressan meteu as duas mãos nas costas do piscineiro!!!
Depois de tudo isto, e com o resultado 'fechado' com o 0-2, o Mini foi mesmo para a 'rua'...!!! A choradeira dos Corruptos por esta expulsão, deve ser 'candidata' ao cumulo da hipocrisia!!!


Em Braga assisti a uma das piores arbitragens do Tugão, até pode não ter errado nas faltas 'grandes', agora nas faltinhas a meio-campo, errou muitas vezes, marcou algumas totalmente ao contrário (houve uma do Podence sobre o Batagllia que até foi cómica...!!!).
Se no 1.º penalty a falta existe... no 2.º penalty (aquele que deu golo), apesar da falta no 'limite' existir, o facto é que raramente este tipo de contactos 'dá' penalty... basta recordar o lance entre o Mano e o Cervi no Benfica-Estoril, que mesmo sendo fora da área, o árbitro nada marcou...

Uma nota extra: então agora os adversários dos Corruptos, decidem jogar com os guarda-redes suplentes, e ninguém acha estranho?!!!!!

Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(c), E(3-3), Luís Ferreira, Prejudicados, (3-0), (-2 pontos)
18.ª-Tondela(c), V(4-0), Esteves, Nada a assinalar
19.ª-Setúbal(f), D(1-0), Pinheiro, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
20.ª-Nacional(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(3-0), Mota, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Braga(f), V(0-1), Tiago Martins, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
23.ª-Chaves(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), Sem influência no resultado
24.ª-Feirense(f), V(0-1), Soares Dias, Nada a assinalar
25.ª-Belenenses(c), (4-0), Esteves, Prejudicados, Beneficiados, (4-0), Sem influência no resultado
26.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Pinheiro, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
27.ª-Corruptos(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), (-2 pontos)
28.ª-Moreirense(f), V(0-1), Tiago Martins, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29.ª-Marítimo(c), V(3-0), Almeida, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
30.ª-Sporting(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, (1-4), (-2 pontos)
31.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
17.ª-Chaves(f), E(2-2), Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), E(2-2), Pinheiro, Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-2), Veríssimo, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
20.ª-Corruptos(f), D(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
21.ª-Moreirense(f), V(2-3), Oliveira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
22.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Esteves, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
23.ª-Estoril(f), V(0-2), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
24.ª-Guimarães(c), E(1-1), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
25.ª-Tondela(f), V(1-4), Paixão, Nada a assinalar
26.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
27.ª-Arouca(f), V(1-2), Godinho, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
28.ª-Boavista(c), V(4-0), Mota, Nada a assinalar
29.ª-Setúbal(f), V(0-3), Pinheiro, Beneficiados, Impossível contabilizar
30.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)
31.ª-Braga(f), V(2-3), Almeida, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
17.ª-Moreirense(c), V(3-0), Veríssimo, Beneficiados, Sem influência no resultado
18.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Sousa, Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
19.ª-Estoril(f), V(1-2), Oliveira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
20.ª-Sporting(c), V(2-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
21.ª-Guimarães(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
22.ª-Tondela(c), V(4-0), Luís Ferreira, Beneficiados, (0-1), (+ 3 pontos)
23.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (+2 pontos)
24.ª-Nacional(c), V(7-0), Paixão, Beneficiados, (6-0), Sem influência no resultado
25.ª-Arouca(f), V(0-4), Hugo Miguel, Nada a assinalar
26.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Beneficiados, Impossível contabilizar
27.ª-Benfica(f), E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), (+1 ponto)
28.ª-Belenenses(c), (3-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível de contabilizar
29.ª-Braga(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
30.ª-Feirense(c), (0-0), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), (-2 pontos)
31.ª-Chaves(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada
18.ª jornada
19.ª jornada
20.ª jornada
21.ª jornada
22.ª jornada
23.ª jornada
24.ª jornada
25.ª jornada
26.ª jornada
27.ª jornada
28.ª jornada
29.ª jornada
30.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016

Chicotadas psicológicas à portuguesa

"Os números desta temporada revelam, sobretudo, uma tremenda falta de convicção dos dirigentes nas decisões que tomam.

Esta época, a nível doméstico, fica marcada pela overdose de chicotadas psicológicas da I Liga, onde foram atingidos números terceiro mundistas. No final da temporada far-se-á a contabilidade dos benefícios e prejuízos dos clubes perante as mudanças de treinador e por certo os números não serão o lisonjeiros para os dirigentes. De facto, como se não bastasse a falta de coragem para resolver os problemas estruturantes do futebol profissional, que estão nas mãos da Assembleia Geral da Liga, também se junta ao défice de boas decisões a falta de convicção que está na base de mudar de técnico por dá cá aquela palha. Se uma direcção acredita no que faz e nas decisões que toma, não pode ser tão volúvel quanto está época nos foi dado ver de norte a sul e passando pela Madeira, no que toca a treinadores. E com isto não estou a dizer que não há casos em que a melhor solução não seja mesmo a chicotada psicológica. Mas deve ser a excepção, e o que aconteceu este ano no futebol português foi que acabou por ser a regra. Com esta leveza com que se parte para o despedimento, aquilo que acontece é uma tremenda falta de estabilidade que não permite um harmonioso desenvolvimento dos projectos. Mas será que os clubes possuem projectos, ou entregam-se à casuística e seja o que Deus quiser? A FPF está a fazer um esforço no sentido de criar formação de dirigentes, no certeza de que o futebol no seu todo beneficiará se quem mandar, manda melhor. Porém, não seria mal pensado se adoptássemos algumas medidas já praticadas noutros países, nomeadamente aquela que impede os treinadores de trabalhar, por época, em mais do que um clube na mesma divisão; e outra ainda que obriga o clube que despede um treinador a pagar-lhe o contrato nesse momento, condição sine qua non para contratar um substituto. Há, como se vê, várias coisas que podem ser feitas, mas nenhuma será tão relevante quando seria uma nova mentalidade dos dirigentes. Porém, como estes, em muitos casos, são por natureza pouco convictos em relação às decisões que tomam e estão pressionados pelos adeptos, acabam por ceder à primeira ventania, sem que haja sequer uma tempestade.

PS - Um golo do português Ricardo Pereira colocou Leonardo Jardim mais perto do título francês. Solidariedade lusitana...

ÁS
Ricardinho
Eleito há três dias, pela quarta vez, melhor jogador do mundo de futsal, Ricardinho venceu ontem, pela segunda vez, a Champions da modalidade, a expensas do Sporting (7-0). Nove vezes campeão em Portugal, Japão e Espanha, o Mágico deixa um rasto de talento por onde passa. Tem lugar assegurado na história do futsal.

ÁS
Reinaldo Ventura
Aos 38 anos somou mais um título a um palmarés deveras impressionante, ao ajudar o Óquei Clube de Barcelos a vencer a edição 2016/17 da Taça CERS. A vitória dos minhotos em Viareggio (4-2) traduziu a hegemonia lusitana. Na Taça CERS o Óquei de Barcelos sucedeu ao Óquei de Barcelos, que tinha sucedido ao Sporting...

ÁS
Bas Dost / Jonas
Até ao lavar dos cestos é vindima e o matador holandês do Sporting continua na corrida pela Bota de Ouro, perseguindo Messi. Ontem, em Braga, mais um hat-trick da melhor aquisição leonina da temporada. Já Jonas, em hora de aflição encarnada, puxou das credenciais de craque e garantiu os três pontos.

Quim, com a leveza das Aves, anos não pesam
«Agora é tempo de festejar mas este feito tem tanto ou mais sabor, do que ser campeão pelo Benfica»
Quim, guarda-redes do Desportivo das Aves
Aos 41 anos junta mais uma linha a um currículo onde já constavam dois títulos nacionais pelo Benfica e ainda 32 internacionalizações AA: foi uma peça decisiva na subida do Desportivo das Aves ao escalão principal, assumindo com orgulho a proez do clube que defende. E, pelo que disse, estará a preparar-se para pendurar as luvas como keeper de I Divisão.

Renato Sanches
Quantos jogadores, aos 19 anos, podem gabar-se de terem sido campeões da Europa de futebol e ainda campeões em Portugal e na Alemanha? Renato Sanches, o Bulo da Musgueira, pode estar orgulhosos de tão significativo registo. Apesar de ainda não ter tido a afirmação plena no Bayern - Xabi Alonso, Arturo Vidal, Thiago Alcântara e Joshua Kimmich são os concorrentes directos - a verdade é que Renato já esteve, em provas oficiais, pela equipa de Munique, em 24 jogos, num total 815 minutos, o que mostra como Carlo Ancelotti está atento ao seu crescimento. Para já, parabéns ao novo campeão da Alemanha, no ano do primeiro penta do colossal Bayern, imperador da Baviera.

'KO' técnico visto por 90 mil Wembley
Foi em Wembley, a rebentar pelas costuras - 90 mil espectadores! - que o inglês Joshua Anthony derrotou, por 'KO' técnico, Klitschko, da Ucrânia, sagrando-se campeão mundial absoluto de pesos pesados. O combate terá movimentado, em direitos TV, apostas, bilheteira e 'prize money', mais de mil milhões de euros!"

José Manuel Delgado, in A Bola

Uma questão de altruísmo

"A Liga prepara-se para, em Maio, apresentar em Assembleia Geral propostas que pretendem agravar as penas por comportamento indevido dos agentes do futebol, em especial dos dirigentes, que em caso de infracção disciplinar podem começar a prejudicar os seus clubes com perda de pontos. Essa será, aliás, também a ideia da Federação Portuguesa de Futebol, que embora sem especificar já fez saber que pretende ver as sanções agravadas neste tipo de ilícitos disciplinares. Numa altura em que já todos perceberam ser o muito que se fala fora das quatro linhas - onde esta época em especial parece ter valido tudo - um dos principais problemas do futebol português, a ideia parece fazer sentido.
É radical? Talvez. Mas já todos percebemos que não vamos lá com multas ou com suspensões temporárias, sejam de 10, 30, 100 ou 200 dias. Talvez seja preciso deixar de ser só o próprio prevaricador o punido e passar a tocar onde deve doer mais: no clube que representa. Vai, de certeza, fazer não só com que pensam duas vezes antes de falar. Vai também fazer com que os adeptos, que agora os defendem e até olham como eternos perseguidos por um sistema difuso, os passem a ver com outros olhos. Seja a perder pontos ou da outra forma qualquer, certo é que é preciso ir mais fundo.
Claro que a aprovação destas medidas passará pelos próprios clubes. Talvez por isso existam tantas dúvidas sobre se irão mesmo para a frente. Mas os dirigentes, que apregoam ser defensores zelosos do futebol, têm uma boa oportunidade de mostrar que conseguem ver para lá dos seus próprios umbigos. Mais do que coragem, é preciso altruísmo."

Ricardo Quaresma, in A Bola

PS: O Tugão de vez em quando produz ideias fabulosas!!! Penalizar com pontos, as equipas, devido a declarações de dirigentes, treinadores ou jogadores, é mais uma extraordinária ideia... que na prática, será uma desgraça!!!!!!!!
A penalização desportiva, por algo, que não tem nada a ver com o jogo, é ridículo... E com o ambiente extra-futebol do Tugão, com o jogo de bastidores, com toda a coacção, com a demora em tomar decisões, e as estratégias de desinformação que proliferam por aqui, estaríamos a criar um 'novo' campeonato: o campeonato dos processos!!!!
E já agora, com um regulamento destes, o Benfica iria descer de Divisão... basta recordar os castigos ao Vieira e ao Vitória esta ano, comparados com todas as outras declarações, de todos os outros agentes desportivos!!!

Para que serve o «contra tudo e contra todos»?

"A célebre e tão utilizada expressão «contra tudo e contra todos» aparece geralmente em momentos em que quem a expressa se encontra a lutar por algo e num timing bastante importante. Na sua opinião, todos os esforços devem ser alinhados em prol de algo. Mas se pensarmos bem, esta é uma técnica de motivação (?) que apela à necessidade de demonstrar contra todos ou contra tudo que somos melhores que o «mundo» todo, que de modo alinhado está contra nós.
Mas se analisarmos ainda de modo mais profundo a expressão percebemos que, mesmo que se trate de algo parecido com uma técnica de motivação, é uma técnica de motivação extrínseca. E para quem estuda e acompanha estas áreas, percebe que a técnica, força, elo ou o que for, mais eficiente na área da motivação é trabalhada para que os atletas e as equipas busquem no seu interior (motivação intrínseca) um real e importante motivo para que o atleta e a equipa queiram continuadamente realizar esforços para alcançar os objectivos. Individuais e colectivos.
Mas a frase deve então ser retirada do léxico dos treinadores ou dos atletas? Não é tanto por aí. Diria que devemos investir esforços para que os atletas e as equipas encontrem nelas próprias razões e motivos para que consigam durante mais tempo investir o seu foco e energia.
A frase do contra tudo e contra todos implica encontrar ou tornar os outros num inimigo. Se isso serviu em tempos para obter sucesso? Sim. Mas havia qualidade nos intervenientes. Não foi certamente através da frase. Hoje, sem qualidade, essa frase torna-se obsoleta. Quase que vã. Investem tempo e energia a encontrar inimigos para ganharem mais raiva e emoções contra alguém e outros investem tempo e energia para serem melhores que ontem. Na vida e no desporto, é um pouco assim. O principal adversário, no desporto e na vida, está dentro de nós. Os outros só serão adversários quando internamente tivermos os nossos processos bem resolvidos.
Vemos que os atletas não entendem isto. Que não investem tempo a perceber a real importância de perceber o processo das coisas que acontecem à sua volta ou que eles conseguem potenciar. Ao não entenderem o processo, eles não entendem o real poder das suas decisões e razões/emoções. Mas pudera, se todos nós nos queixamos da falta de tempo para tudo, mas mesmo assim os próprios treinadores passam a vida a ver fantasmas aqui e ali, onde vão encontrar o tempo e as técnicas para trabalhar a autodeterminação? A teoria da autodeterminação é um tema fantástico. Só para apimentar o tema, é um denominador comum dos profissionais que conseguem ser geralmente os melhores nas suas profissões. E no desporto também. Nos desportos individuais e colectivos. E esses percebem o poder do auto. Autodeterminação, auto-organização, auto-motivação, auto-consciencialização, etc."

Os indignados da treta...!!!

Benfiquismo (CDLV)

Benfica...

Sem espinhas!!!

Benfica 3 (2) - (1) 0 Sp. Espinho
25-21, 25-23, 25-23


Foi mesmo 'sem espinhas': dois jogos neste fim-de-semana, e 6-0 em Set's!!! É a diferença entre jogar com regras iguais para as duas equipas, ou com 'faltas' só para uma das equipas!!!
Mesmo se a 'palhaçada' do 1.º jogo se voltar a repetir, teremos sempre o jogo 5 na Luz, mas eu estou confiante que podemos recuperar o título de Campeão no jogo 4!!!
Apesar de todas as 'debilidades' a equipa continua a manter os níveis altíssimos...

domingo, 30 de abril de 2017

Vitória...

Benfica 5 - 1 Modicus

Boa vitória, num jogo tranquilo... onde jogámos bem, mas voltámos a demonstrar muita ineficácia na finalização!

Quase trezentos minutos

"O Benfica sabe que não conquistou nada e não pode haver qualquer euforia. Serão quase trezentos minutos. Onde não importa muita arte.


1. Faltam mesmo três finais para terminar a nossa Liga de futebol. E vão ser mesmo três finais. Serão quase trezentos minutos. Onde não importa muita arte. Importa total eficácia. E acrescida garra. E forte dedicação. O Benfica sabe que não conquistou nada e que não pode haver qualquer euforia. Os dois próximos jogos do Benfica serão contra duas equipas que estão a fazer um extraordinário final de prova e com jogadores que, acredito, serão bem cobiçados por grandes emblemas do futebol europeu, como o extraordinário Krovinovic do Rio Ave!
Ontem, num Estádio da Luz repleto, e com momentos de intenso fervor clubístico, o Benfica venceu um Estoril aguerrido e bem organizado. E em muitos minutos alguns recordámos a recente meia-final da Taça de Portugal. A primeira parte do encontro de ontem mostrou grandes momentos do Benfica. Com interessantes oportunidades de golo. Mas no primeiro quarto de hora da segunda parte a Luz tremeu - trememos, assumamos - com o bom jogo e as grandes oportunidades de golo da equipa de Pedro Emanuel. Aqui, neste período, o Estoril jogou bem, com uma elevada nota artística. O inferno da Luz foi, de verdade, quase invertido. Depois surgiu, num ápice, uma obra de arte - mais uma... - de Jonas. A forma como comemorou esse extraordinário golo, a sua aproximação aos adeptos evidência o sentimento que, de imediato, interiorizou e, de forma expressa, assumiu. Poderia ser um golo determinante para a manutenção não só da liderança da Liga como igualmente para a determinante conquista de mais três pontos. Foi uma vitória bem suada. E guardada. Uma vitória sofrida. E, como escreveu François Fénelon, «aqueles que nunca sofreram não sabem nada; não conhecem nem os bens nem os males; ignoram os homens; ignoram-se a si próprios!» Serão muitos minutos para sofrer. Com a consciência e a fé que vale a pena, nesta sede, sofrer!


2. Já sabemos quem sobe à Liga principal e que, assim, multiplica por dez - acredito - as suas receitas televisivas. Portimão e Aves passam a ter futebol de primeira. E o Nacional a ter cada vez mais dificuldades em manter-se na primeira o que pode levar a Madeira a perder, em duas épocas consecutivas, dois clubes na primeira divisão. Ficará só o Marítimo o que pode fazer ressuscitar, após as eleições autárquicas deste Outubro, a questão dos apoios ao futebol profissional naquela Região Autónoma. Mas Vítor Oliveira - cada vez mais o treinador das subidas de divisão o que deve implicar, e muita justamente, um prémio bem especial... - e José Mota são os dois treinadores vencedores e indiscutíveis duas velhas raposas do nosso futebol. O que é interessante é que são duas sociedades desportivas lideradas por não portugueses o que é um dado relevante na economia do futebol português. Se o Feirense é assumidamente nigeriano e se há sinais que em Vila do Conde haverá capital chinês a demandar o Rio Ave, é interessante constatar que na segunda liga há muitas sociedades desportivas que são dominadas por capital estrangeiro e, em especial por capital chinês ou brasileiro. Aqui é natural em razão da singularidade da regulamentação portuguesa que, concretizando a igualdade de direitos entre portugueses e brasileiros, é aquela que possibilita a maior - e diria melhor... - exposição do jogador brasileiro ou, em consequência daquela igualdade, de outras nacionalidades numa liga de futebol do espaço europeu. Mas, neste tempo em que a violência associada ao futebol prende a atenção mediática, é muito importante que a nossa Liga identifique situações singulares como aquelas que resultam de susceptibilidade de titulares dominantes de sociedades desportivas serem, ao mesmo tempo, empresários legítimos de jogadores que integram outras sociedades participantes nas mesmas competições profissionais. O futebol português, muito preocupado com mais disciplina ou com vídeoárbitro para tudo, tem de identificar as especificidades que possibilitam realidades únicas nas suas competições. Como mais transparência societária. E nestes momentos em que, de repente, a formação arrepia algumas colunas e fomenta múltiplos colóquios, seminários e acções, talvez seja útil que alguns passem os olhos por um interessante livro de um Prémio Nobel da Economia, Daniel Kahnemann - 'Pensar, Depressa e Devagar' - que nos adverte, por exemplo, que «na condução das nossas vidas, permitimo-nos normalmente ser guiados por impressões e sentimentos, e a confiança que temos nas nossas crenças e preferências intuitivas é, em geral, justificada. Mas nem sempre. Muitas vezes estamos confiantes, mesmo quando estamos errados, e um observador objectivo é mais capaz de detectar os nossos erros que nós próprios»! Bem verdade, acreditemos!

3. Sabemos que o clima de disputa verbal no exterior dos relvados tem atingido patamares nunca atingidos. Digo com a consciência que já vivi, até enquanto titular de órgão de justiça federativo ou como Presidente do então Conselho Superior do Desporto, momentos de elevada tensão verbal e de disputas intensas com diferentes entidades da sociedade. Disputas com o Estado, com autarquias, com adversários, com inimigos ditos desconhecidos. Mas, agora, e em razão de necessidades de comunicação - de significantes perdas de vendas de jornais a necessárias disputas de audiências televisivas - o patamar da disputa atinge níveis impressionantes. Até em razão da dimensão crescente das redes sociais e da concorrência que os seus conteúdos suscitam em termos de... notícias e comentários! Escutamos repetições consecutivas das mesmas declarações. Depois as reacções às declarações. Depois a réplica. Depois a tréplica. Quase que repercutindo as novas regras do Processo Penal. E depois, de forma singular, até escutamos, em profundidade, a análise de uma grande penalidade na área errada... Perante este ambiente permitam-me um cumprimento especial a este jornal - e à sua televisão -pelas opções feitas.
A promoção do futebol jogado e dos seus protagonistas. Sabemos com Alfred de Musset que «há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade». E com Benjamim Franklin aprendemos que «a discórdia almoça com a abundância; janta com a pobreza, ceia com a miséria e dorme com a morte»! E este grande político norte-americano viveu, recordo, no século dezoito. Na terra onde nasce há bem pouco tempo o Facebook!"

Fernando Seara, in A Bola

Sinais da bola

" 'Pistoleiro'
Desde que chegou ao Benfica, o avançado brasileiro já fez 7 aos canarinhos em apenas 6 jogos: 2 no 6-0 do Fevereiro de 2015, 2 no 4-0 em Agosto de 2015 e outro no recente 3-3 da meia-final da Taça. Os dois de ontem foram particularmente decisivos.

Soninho
A ganhar 1-0 ao intervalo o Benfica voltou para o jogo a dormir. O Estoril fez remates com perigo aos 51', aos 56', aos 57' e aos 58' e marcou golo aos 60'. E mesmo a atacar, as águias não estiveram nos melhores dias: só três remates acertaram na baliza. Dois foram golo.

Kléber
Kléber já não é jogador do Porto. Representou os dragões em 2011/12 e depois andou pelo FC Porto B e emprestado ao Palmeiras e... ao Estoril, antes de se desvincular dos dragões e rumar à China. Agora, voltou ao Estoril. A questão é: não é do FC Porto porquê, se joga tanto?

Pedro Emanuel
O Estril perdeu, mas Pedro Emanuel merece aplausos pela foram como a equipa tem jogado. Fabiano Soares e do espanhol Gómez Carmona, a equipa melhorou revolucionariamente. Parece magia, mas não é.

Tremedeira
Mesmo ao tricampeão nacional, mesmo ao líder da Liga, mesmo à equipa que tem tudo na mão para vencer a competição, a verdade é que a tremedeira não dá descanso. A pressão dos últimos jogos toca a todos. Ontem, na Luz, estiveram 60 mil a tremer até ao último minuto."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Jonas deixou tetra mais perto

"Grande Estoril na segundo parte; grande golo do melhor da Liga dos últimos anos.

A estratégia de Pedro Emanuel
1. Antes de mais, destaco o grande ambiente no Estádio da Luz, de grande apoio ao Benfica. Esse apoio fez-se notar na primeira parte, quando numa fase inicial a equipa não esteve bem, e também na fase após o golo do Estoril, sempre incentivando e ajudando à recuperação. Depois, quero elogiar a estratégia de Pedro Emanuel, utilizando um 4x4x2 que deu origem a dificuldades na primeira fase de construção do Benfica. O Estoril variou a pressão alta e muitas vezes apresentando um bloco baixo que complicava a vida aos atacantes do Benfica. Durante a primeira parte em duas saídas rápidas poderia ter causado problemas à defensiva do Benfica, não fosse a boa coordenação de todo o sector recuado dos encarnados, deixando os avançados do Estoril em situação de fora de jogo.

Jonas preço em bloco baixo
2. A partir dos 15 minutos só deu Benfica, dominado por completo os 30 minutos seguintes. Mesmo não criando muitas oportunidades de golo, foi encostando o adversário cada vez mais para perto da área, acabando numa dessas situações por aparecer o penalty numa recuperação de bola de Nélson Semedo, tendo sido castigado por Licá. E o 1-0. De realçar que durante a primeira parte, face ao bloco baixo que o Estoril apresentava, Jonas não conseguiu ter a influência que habitualmente costuma ter na equipa; e mais: deve sublinhar-se o trabalho defensivo, e não só, de Licá nos duelos que manteve com Nélson Semedo e também com Salvio.

Empate e grande golo
3. No início da segunda parte, Pedro Emanuel fez subir as linhas e apresentou Estoril personalizado e de grande qualidade, criando várias oportunidades de golo e obtendo o empate. Foi, sem dúvida uma reacção extraordinária aquela que o Estoril apresentou no início da segunda parte. Mas ao minuto 66 apareceu aquele que é considerado o melhor jogador da Liga dos últimos anos. Ele que até esteve durante a primeira parte longe do melhor, fez um grande golo deixando o Benfica mais perto do tetra.

Alteração táctica no Benfica
4. Depois do segundo golo e face à subida de linhas que o Estoril apresentou, Rui Vitória fez uma alteração táctica colocando Filipe Augusto em campo e passando a jogar em 4x3x3, com o brasileiro no apoio a Fejsa. Face a isso, o Benfica voltou a controlar as iniciativas conseguindo estabilizar e anular um Estoril que estava a fazer uma exibição boa e personalizada."

Litos, in A Bola

PS: Não houve nenhuma alteração táctica no Benfica, após a entrada do Filipe Augusto. O Benfica manteve o 4x4x2, a diferença foi que o Pizzi ocupou o lugar do Jonas... e o Filipe, jogou em 'paralelo' em relação ao Fejsa, quando o Pizzi normalmente joga 'à frente' do Sérvio...!!!!

Bomba !!!

Benfica B 1 - 0 Académica


Grande golo do Ferro, num remate de muito longe... no meio de um jogo bastante morno!!!
Mas o grande foco de atenção esta tarde foi o Hermes... e para quem estava sem jogar à vários meses, creio que passou no 'exame' com distinção! Excelentes apontamentos... vamos ver!

O boletim clínco desta equipa B, merece destaque: Yuri, Romário, Amaral, Guga, Buta, Digui, R. Dias, Duarte... e agora parece que se juntou o Ramirez! Um total de 9 jogadores!!!

Juvenis - 3.ª jornada - Fase Final

Académica 2 - 6 Benfica


Nova goleada, numa Fase Final até agora perfeita...

PS: Parabéns aos Juvenis B, por mais um título distrital... mesmo com vários dos melhores jogadores desta geração a jogarem nos Juvenis A.

Cadomblé do Vata

"1. Foi um bom resultado para o futuro do SLB e de Jonas... para o Glorioso porque garante a continuidade do sonho do tetra; para o Pistolas porque quando terminar a carreira, pode utilizar a exibição de ontem para se candidatar ao papel principal do próximo Caça Fantasmas.
2. Não sei se repararam o que Lindelof disse a Jonas no festejo do segundo golo... "muito giro o golo... queria era ver-te fazer isso com uma barreira de 5 gajos à frente"
3. Nelson Semedo revelou coragem no lance do penalty, ao colocar-se no sítio onde já toda a gente tinha visto que Licá ia dar um biqueiro... o puto é uma espécie de nosso Humberto Delgado, "o Lateral Sem Medo".
4. Este ano estamos mesmo apostados em alterar a história do Clube... não só queremos o primeiro Tetra de sempre, como nas entradas de segunda parte parecemos pretender alterar completamente o sentido dos famosos "15 minutos à Benfica".
5. Salvio está numa fase em que consegue fazer tudo ao contrário de como devia ser feito... está de tal forma que se porventura ler isto, vai pensar que é um elogio."

Benfiquismo (CDLIV)

Levantar o Caneco... um dos meus desportos preferidos!!!