Últimas indefectivações

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O puto é fantástico

"O plantel (em parte) do Benfica regressou ao trabalho com a ambição de uma nova época de êxitos. Se a história do clube e a exigência dos adeptos a isso obrigam, nos últimos anos acrescentamos uma habituação muito saborosa a uma overdose de conquistas.
Assim, venham os amigáveis de pré-época, para preparar o organismo dos adeptos para novos títulos. Agora é a altura da comunicação social descobrir novos Chalanas, novos Humbertos, novos Rui Costas ao dobrar de cada esquina. Para mim basta-me um Lindelof afinadinho, um Jonas motivado ou um Raúl Jiménez cheio de ambição.
Terminou a Copa América com o Chile a bater a Argentina e Messi a falhar um penalty. Como consequência o astro do Barcelona prometeu abandonar a selecção celeste. Messi é um futebolista fantástico mas é um argentino fraquinho.
O Europeu prosseguiu e nos oitavos de final só a vitória de Portugal sobre a Croácia e a da Islândia sobre Inglaterra podem ter algo de surpreendente. Portugal fez o Europeu que podia e muitas das críticas são eivadas de má-fé, mesquinhez e ignorância. No jogo contra os polacos, uma boa equipa que ainda não perdera um jogo (nem com a Alemanha) Portugal chegou à lotaria dos penalties. Sorte ou azar é pormenor. Um treinador de excelência que fez de uma equipa cheia de limitações uma das quatro melhores da Europa. Ontem, como contra a Croácia, substituiu sempre bem e foi decisivo. Já fizemos um Europeu muito bom, agora é manter sangue-frio e defrontar uma Bélgica (de certeza) que é para mim a melhor da Europa.
Quem não gostar de Renato Sanches fique calado e não seja 'Inácio', o puto é fantástico. Estamos nas meias-finais, onde ainda mais ninguém chegou..."

Sílvio Cervan, in A Bola

Pauta no Manto... com Maestro!!!

À portuguesa

"À hora a que este jornal chegar às mãos do estimado leitor, já se conhecerá o desfecho do Portugal-Polónia. Antes dessa partida, é-me difícil fazer uma análise profunda ao desempenho do conjunto luso no Europeu de França: chegar às meias-finais será uma coisa, ser eliminado pelos polacos será outra bem diferente.
Além do mais, esta selecção tem viajado da terra ao céu, e do céu à terra, a uma velocidade que nem o proverbial oito-oitentismo português consegue acompanhar. Uma fase de grupos muito modesta levou à depressão generalizada dos adeptos portugueses. Mas logo uma vitória sofrida, e bastante feliz, sobre a Croácia, mergulhou o país nas ondas da euforia. No momento em que escrevo, já vamos outra vez ser campeões.
O seleccionador Fernando Santos é soberano nas suas escolhas. E, se chegar à final, todos os que o criticaram nas últimas semanas terão de meter as violas no saco. Também eu - um dos dez milhões de seleccionadores de bancada -, que não só teria feito outras opções desde o início da prova (Renato Sanches, Quaresma...), ou até antes dela (André Almeida, Pizzi, André Silva...), como teria adoptado um discurso bem mais prudente face às limitações de uma equipa que depende em demasia de um só jogador, e que tem alguns pontos fracos... bastante fracos (o jeito que faria um ponta-de-lança a sério...). O que me parece inegável é que, até aqui, temos tido a sorte do nosso lado: na fase de qualificação, no grupo que nos calhou, nos enquadramentos desta fase eliminatória, e, pelo menos, no jogo com a Croácia. Que os deuses nos tenham continuado a proteger na partida de quinta-feira."

Luís Fialho, in O Benfica

Roland

"Foi com enorme satisfação que visitei a exposição de Roland Oliveira na antiga secretaria da Jardim do Regedor. Desde logo pelo local, outrora um baluarte do benfiquismo, do qual quase só ouvi falar. Também pela recuperação do espaço, abandonado que parecia estar há muitos anos. Ademais, a exposição, cuja receita reverte integralmente para a Fundação Benfica, é muito interessante, não fosse o espólio fotográfico de Roland Oliveira uma autêntica história, em imagens, de grande parte da vida do SLB. Finalmente, por se tratar de uma homenagem a um homem que tive o prazer de conhecer e a quem sempre admirei a paixão pelo Benfica e pela fotografia.
Não sei precisar no tempo o momento em que o conheci, mas creio que terá sido no final dos anos oitenta, por volta dos meus dez anos de idade. Sempre acompanhado pela máquina fotográfica, cada instante poderia ser eternizado pela arte do "Sr. Rólando", como eu lhe chamava. Dos muitos exemplos que poderia referir, recordo uma das minhas fotografias preferidas de Carlos Lisboa, cuja produção presenciei. Empoleirado. por trás da tabela de basquetebol, num escadote instável, mas seguro por um assistente de ocasião, no caso o Sr. Albano, roupeiro do Basquetebol, Roland Oliveira elevou-se a uns quatro metros de altura para daí poder fotografar o astro do Basquetebol português de um ângulo nunca visto.
Morreu aos 87 anos, em 2007, debilitado por uma queda de um muro perto do Colombo, em 2003, que o limitou na arte que tanto amava. Caiu enquanto tentava fotografar o novo Estádio da Luz, ainda em construção. E foram certamente inúmeras as magníficas fotografias que ficaram por tirar..."

João Tomaz, in O Benfica

João Gabriel, benfiquista, competente e amigo

"Acabo de ser surpreendido com o anúncio de que João Gabriel deixaria as funções de Director de Comunicação do Sport Lisboa e Benfica.
Nesta circunstância, é inteiramente justo prestar ao João uma homenagem sentida pelo elevado registo de competência técnica, de sagacidade e de empenho profissional com que definiu o rumo, levantou a arquitectura e geriu as crises, neste ambiente sui generis.
O cenário comunicacional de um grande clube desportivo e, por maioria de razão, tratando-se do Benfica - o maior de todos, constitui um edifício especial onde o dia-a-dia se vive em regime de grande intensidade e no qual, a quem dirige, é absolutamente indispensável manter 'cabeça fria'.
A cada momento, a argúcia é imprescindível para saber ler os sinais, para interpretar a simbologia que cada ocasião específica suscita e para antecipar ou empreender, as reacções mais adequadas.
Hoje na comunicação, usamos máquinas, aparelhos, dispositivos de toda a natureza e até meros gadgets tecnológicos servem para passar uma mensagem. Os últimos oito anos, então, em que João Gabriel dirigiu este sector do universo benfiquista, foram tempos de fantástica evolução nas técnicas e nas tecnologias da comunicação.
Mas na verdade, aqui, o 'equipamento' essencial, as verdadeiras 'ferramentas' da comunicação, são as pessoas. E com a sua objectividade, com o seu temperamento positivo e a sua inteligência rápida, João soube ser o líder perspicaz que tanto conseguia acrescentar 'boa onda' nos momentos mais difíceis, como garantir a serenidade de análise necessária nas ocasiões mais esfuziantes.
Com as dificuldades e desencontros que a intensidade dos casos e a exaltação dos tempos muito naturalmente trazem ao nosso trabalho, até pode ter acontecido que nem sempre coincidíssemos nas soluções que defendíamos. Eu tenho pena que, por exemplo, não nos tivesse sido possível levantarmos juntos o último grande projecto de comunicação que ainda faz falta à galáxia benfiquista - a Rádio Mundial do Benfica... Mas em três pontos estivémos e havemos de continuar a estar sempre de acordo:
no nosso profundo Benfiquismo comum;
no respeito pela competência profissional;
no significado e no valor que ambos atribuímos à Amizade.
João Gabriel merece, sem dúvida, a sincera gratidão do Benfica e dos benfiquistas."

José Nuno Martins, in O Benfica

Vontade de arranjar problemas

"(...)
Vontade de arranjar problemas, ou, meter-se na boca do lobo, são tudo sinónimos.
A maior virtude de quem sabe o que quer, é saber que por vezes também se cometem erros. A seguir, resolvê-los.
Vivemos actualmente numa sociedade completamente dominada pela imagem e pela influência que é vendida como inerente a essa mesma imagem. É impossível criar uma convicção contra a mesma convicção criada pela designada psicologia de massas.
A verdade, essa é cada vez mais postergada e esmagada pela força das redes sociais. Deixou de ser justo, a repartição equitativa das realidades. Várias guerras surdas e mudas, mas com muito impacto oratório e visual, acabam por dominar a agenda quotidiana, limitando o subjacente e ampliando o aparente.
A demagogia acabou por imperar na sociedade da comunicação e tudo, por tudo, é válido para fazer valer as intenções malévolas, que presidem aos intentos dos homens de malícia."

Pragal Colaço, in O Benfica

Portugal voltou a ser Portugal

"Depois de andarmos a engonhar durante a primeira fase, com desempenhos pouco entusiasmantes, o terceiro lugar em grupo acessível, além de gerar natural constrangimento, nada indiciou de prometedor para as etapas seguintes. Mesmo subindo pela esquerda do calendário (a escalada mais acessível), a Croácia foi adversário que tivemos de ultrapassar e que, tal como nós, alimentava justificadas expectativas, em resultado do excelente grupo de futebolistas que apresentou em França. Passámos com a sorte que geralmente protege quem faz por merecê-la. A mesma sorte que ontem, em obediência à verdade, não saiu do nosso lado no primeiro jogo deste Europeu em que Portugal voltou a ser Portugal. Renato Sanches marcou o golo luso, converteu o penalty logo a seguir a Cristiano Ronaldo e pela segunda vez foi eleito o homem do jogo pela UEFA. Curioso, quando ainda há meia dúzia de dias treinador conceituado cá do burgo o considerou impreparado para ser titular. Felizmente que Fernando Santos, com os defeitos que lhe quiserem assacar, não foi na conversa. Pensou pela sua cabeça. A Secreção e o País agradecem-lhe."

Fernando Guerra, in A Bola

Carrillo

Finalmente, Carrillo no Benfica.
Depois de mais uma novela longuíssima, com muitos episódios cómico-trágicos, André Carrillo está finalmente livre da incompetência/arrogância/malvadez do Babalu...!!!

Já se falou de uma possível venda do Carrillo ainda antes de jogar pelo Benfica! Pessoalmente, espero que isso não aconteça! Mesmo com uma aparente inflação de jogadores para a Ala direita do nosso meio-campo espero que o Carrillo fique.
Sabendo que este ano sem competição vai fazer mossa... dificilmente o Carrillo vai regressar em grande forma, vamos ter que esperar... mas mesmo assim, espero que ele fique!

Não sei se a intenção do Rui Vitória, é manter o mesmo Modelo de jogo, mas independentemente do Modelo o Carrillo em boa forma, será sempre uma opção válida! Mesmo com altos e baixos na sua carreira no Sporting, é um jogador com um enorme potencial, um daqueles que 'queima linhas' como agora está na moda escrever... sendo um Ala, e não um médio-centro, nesse aspecto, é parecido com o Renato...
E por acaso o ano passado, apesar do nosso festival ofensivo, nos jogadores mais utilizados, nenhum deles era especialmente rápido...

Benfiquismo (CLI)

Vamos a eles...!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Redirectas XLIV - Renato Sanches de Norte a Sul


Este é o dia que marca o antes e o depois.
O antes do Renato Sanches benfiquista para o Renato Sanches português.
Eu avisei que não havia a miníma dúvida que nesta selecção era Renato Sanches mais 10.
E é assim que vai ser daqui para a frente.
Mais uma vez reitero a minha tristeza por termos vendido um jogador desta dimensão.
O Benfica merece mais! Mas compreendo as palavras de Luís Filipe Vieira. Um dia o Benfica poderá manter estes jogadores por mais tempo.
Mas eu mantenho que na actual situação o Renato Sanches ficaria pelo menos mais uma época no Glorioso se fosse eu que mandasse!
Hoje estou feliz com a vitória da nossa selecção porque mostrou-se uma equipa. E finalmente se vê o respeito que dão a quem o merece. É para nunca mais saír da equipa.
E é um jogador de tal dimensão que foi marcar o penalti. O segundo! Sem palavras.
E como não podia deixar de ser: 'Homem do jogo' pela segunda vez consecutiva.
E o golo fez dele o jogador mais jovem alguma vez a marcar pela selecção portuguesa num campeonato da Europa ou algo assim.
E o treinador dele que diz que ele é o melhor jogador do Europeu.
É só elogios de todos os que escuto nestes streams manhosos do EUA, UK e afins.
Tudo deliciado com ele.
Balack, Kompani, McManaman
Enfim.
Que pena não termos mais uma época de sonho com ele de manto sagrado vestido.
E não, não vou ver jogos do Bayern.
Eu sou do Glorioso Sport Lisboa e Benfica!
Tudo o resto passa-me ao lado.

Ficarão as saudades e talvez alguns jogos da selecção para disfrutar da excelência do seu futebol.

P.S.

O Fernando Santos diz que o Renato Santos lhe faz lembrar o Coluna no seu início. Eu nunca vi jogar o grande Mário Coluna mas olhava para o Renato Sanches de manto sagrado e vinha-me à mente o Coluna. Por isso escrevi este artigo: http://oindefectivel.blogspot.co.uk/2016/02/redirectas-xxvii-nunca-mais-e-sexta.html.
Foi em Fevereiro. Já aí está feita a comparação entre Renato Sanches e Mário Coluna.
Não tenho grandes dúvidas que Renato Sanches estará entre os melhores do Mundo dentro de alguns anos como um dia esteve Mário Coluna.

Oficial... 2016/17

As semanas-chave do campeonato

"Muito do que aconteceu na última Liga ficou logo escrito na pré-época. Do campeão aos altos e baixos do segundo e terceiro

São os jogadores que ganham e perdem campeonatos. O Benfica campeão disparou quando começou a usar o médio (Renato Sanches) que, claramente, lhe faltava em Agosto. O Sporting descarrilou quando, numa quebra de Slimani, precisou do segundo ponta de lança e ele não esteve lá (e como seria se Mitroglou tivesse seguido para Alvalade?). O FC Porto entrou em coma com o fanico psicológico do avançado Aboubakar, nos últimos meses de 2015, agravado pelo excesso de fé na contratação de um suplente (Pablo Osvaldo) com um histórico duvidoso e, talvez, pela ausência de um médio atacante numa floresta de oitos. Muito do que foi a última época decidiu-se entre Junho e Agosto, em gabinetes e halls de hotéis. Há sempre apostas e uma percentagem de incerteza, que pode ser mínima, dependendo do perfil de quem se contrata. Mitroglou nunca foi um risco; Osvaldo e Teo Gutierrez eram-no, sem dúvida; esperar por Renato Sanches, fosse ou não esse o projecto inicial (não acredito), aproximou o Benfica da catástrofe. As boas decisões tomam-se agora, com alvos já delimitados: montar uma equipa que valha, pelo menos, 80 golos e 85 pontos no campeonato. Ou evitar que ela se desmonte, no caso do Sporting, sabendo que, mediante o sucesso desse objetivo, poderá, ou não, arrancar com um avanço considerável sobre os outros. Estas são as semanas cruciais da Liga. Na última época foram-no."

As surpresas do Campeonato da Europa

"Inevitavelmente, as grandes surpresas, até agora, deste Europeu são as eliminações de Inglaterra e da campeã Espanha, pela Islândia e pela Itália, respectivamente.
A terceira surpresa talvez seja a referência de Lopetegui para suceder a Vicente Del Bosque, como seleccionador espanhol.
Parece que Angel Villar, Presidente da Federação Espanhola, tem Lopetegui em muito boa conta - como todos os benfiquistas, não me esqueço das alegrias que me (nos) deu - pela sua experiência nas selecções, onde, inclusivamente, conquistou o Europeu de sub-21, em 2013.
Mas, relativamente à eliminação, a surpresa não foi tão grande, ainda, que esteja em causa a campeã em título, uma vez que, para além de ter sido uma (possível) final antecipada, a Itália tem uma boa equipa e tem jogado muito bem (embora sem nomes sonantes).
Surpresa foi o resultado do Inglaterra-Islândia.
Não obstante a Inglaterra jogar pouco, a verdade é que tem bons jogadores.
Mas a Islândia surpreendeu (apesar de eu já ter dito que seria uma das grandes surpresas deste europeu). 
Não tendo jogadores de renome, nem vedetas, são eficazes, jogam bem e são extremamente competentes. 
O que prova que também os países (neste caso, as selecções) não se medem aos palmos (a julgar pelos cerca de 330.000 habitantes do país).
Seguem-se, agora, os quartos de final, com um (grande) Itália-Alemanha, um (curioso) França-Islândia, um (confiante) Polónia-Portugal e um (imprevisível) Bélgica-País de Gales.
Se Portugal passar, e, a continuarmos a ter a sorte dos resultados (alheios, inclusive), que venha... o País de Gales (vencedor de uma Bélgica mais do que favorita).

As alterações de Fernando Santos na equipa 
Segue-se, hoje, a Polónia. Que Marselha seja o talismã, ao contrário do que aconteceu em 1984, frente à França.
No meia da habitual intensidade de uma competição deste género, Fernando Santos tem conseguido recuperar bem a equipa.
Não deixa de ser curioso que, até aqui, quase nunca retirou nenhum jogador do onze inicial por opção técnica (sendo Ricardo Carvalho e Vieirinha as excepções).
Teve sempre uma «lesão» ou «condicionamentos físicos», para que os jogadores a sair, durante a semana, tenham razões para não serem efectivos no próximo jogo.
Está a ser inteligente nessa gestão, apesar de tais opções o conduzirem para o que tenho vindo a referir: a equipa que vai acabar o Campeonato da Europa será muito diferente daquela que começou. E Fernando Santos percebeu isso.
Ele, que vai confirmando o princípio defendido por Napoleão Bonaparte, ao afirmar que não precisava de «generais que fossem bons militares», mas de «generais que tivessem muita sorte».
Et voilá!
Porque de falta de sorte é que Portugal não se pode queixar.
A mesma que permitiu que o golo da Islândia, no último minuto do jogo com a Áustria nos tivesse atirado para o terceiro lugar do grupo, que significou ficar no lado certo do quadro deste Euro... até à final... em Marselha!

Clubite na Seleção???
Muito se tem falado das escolhas da equipa titular, havendo quem entenda que o que está em discussão não é tanto a qualidade e o valor dos nossos jogadores, mas a forma clubitizada como os adeptos estão a ver essas opções.
É natural que exista uma certa clubite.
No entanto, não obstante a existência de preferência sobre certos jogadores das nossas equipas, terá de haver uma análise lúcida e objectiva sobre as possibilidades existentes.
Porque, clubite não pode ser confundida com visão.
Ora, um dos casos que mais discussão gera é o de Renato Sanches. Serei, certamente, suspeito, mas a verdade é que Renato Sanches tem todas as condições e características para ser titular, pela dinâmica e pela intensidade - já para não falar na alegria e na vivacidade - que impõe ao jogo.
É só uma questão de ter coragem para... reconhecer que tem de jogar de início.
E não se trata de clubite minha.
Aliás, ao que vejo por aí, clubite foi felicitar, em determinadas páginas da internet, a passagem da selecção aos quartos de final com uma fotografia de alguns dos titulares frente à Croácia... vestidos com o equipamento do Sporting, o respectivo clube - ao contrário do que aconteceu com Benfica, Braga e Porto, que publicaram uma fotografia da selecção... de todos nós.
Ainda assim, e para contrariar essas picardias mesquinhas, sublinhe-se o exemplo de Renato Sanches e de Adrien, que se abraçaram, numa imagem extraordinária (após o golo de Portugal), o que evidencia o grande ambiente que se vive na Selecção.

O Portugal «nojento» visto pelos franceses
O jornal francês 20 minutes escreveu que «este Portugal é nojento, mas está nos quartos de final». Em causa os três empates e a única vitória, no prolongamento, em consequência do também único remate à baliza.
Algo inadmissível para o jornal, já que não se tratava de uma qualquer equipa da terceira divisão francesa. 
Para o 20 minutes, Portugal não mostrou «grande coisa», nem brilhou, nem tão pouco teve garra, provando ser «possível chegar aos quartos de final ao jogar de forma bem nojenta».
Depois disso, contudo, o jornal efectuou um pedido de desculpas, explicando que não tinha sido intenção de «julgar um país ou uma cultura», apenas a equipa, que teve um jogo «redutor e chato» (passando a incluir a selecção portuguesa no lote das candidatas à conquista do Europeu).
De facto, as características apresentadas pela selecção Nacional, no jogo que fez frente à Croácia, quer pelo seu rigor táctico, quer pelo seu posicionamento, sobretudo defensivo, implicam um determinado tipo de jogo, em que dificilmente alguém marcará a Portugal, o que é diferente de dizer que «dificilmente alguém ganhará a Portugal».
Uma coisa é ter fé, outra coisa é achar que alguma equipa muito forte não nos poderá ganhar. Portugal, contra a Croácia, foi pragmático, com um futebol defensivo, pelo que não será difícil aceitar que, para sermos campeões europeus, teremos de fazer mais.
Porque, se analisarmos as estatísticas desse jogo - posse de bola, remates enquadrados, passes, cantos, oportunidades de golo, duelos ganhos, eficácia, etc. - só poderá concluir que será difícil ganharmos a jogar dessa maneira frente a equipas mais fortes.
Por isso, só espero que, quando efectivamente precisar, Portugal melhore a sua atitude.
Ou seja, o melhor Portugal será aquele que, precisando de ganhar, vai ganhar.
E ainda vamos (muito) a tempo...

P.S. começa a época 2016/17
Começa, amanhã, oficialmente, a época 2016/17. O meu desejo, para mais uma temporada, é que tudo termine como no ano passado.
Que os outros, quaisquer que eles sejam, continuem a ser a melhor equipa, com as melhores exibições e com novo recorde de pontos, a lutar pelo título até ao fim... e que o Benfica seja campeão.
Tetra Campeão!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

O que vi até agora

"Chegados aos quartos de final do Euro, é já possível fazer uma análise com 44 partidas realizadas. Não vi os jogos todos e, tirando aqueles em que Portugal interveio, não vi nenhum completo, tal a fartura e sensaboria. Mesmo assim, tenho para mim que:
1. Os favoritos continuam a ser a França (apenas porque anfitrião), a obrigatória Alemanha e a manhosa Itália, que resolverão entre si um dos finalistas. Do outro lado, vão ter pela frente Portugal ou Bélgica;
2. A equipa sensação tem sido a Islândia, um grupo de marciais bravios e gelados, logo seguida por Gales & (Gareth) Bale;
3. As selecções mais decepcionantes foram a Espanha, muito mais débil do que a antes campeã mundial e (bi) europeia e a Inglaterra, pátria do melhor futebol de campeonato, mas incapaz de, há muitos anos, ter uma selecção ao nível da Liga. Ainda a Rússia, que nem sequer estagiou para o Mundial que lá se vai jogar; 
4. Até agora não tem havido nenhum novo jogador - revelação e nota-se o desgaste das principais constelações de craques;
5. Ficou provada a insensatez da regra de poucas equipas serem eliminadas - na fase de grupos. Isso levou a um futebol arrastado, medíocre e de contas e continhas. Lamentável ter havido equipas que tiveram de esperar 2 ou 3 dias para saber se ficavam ou iam para casa;
6. Os melhores (ou mais espectaculares) jogos foram o Hungria-Portugal (até agora com mais golos, 6) e o Inglaterra-Islândia (uma correria do princípio ao fim, longe dos pastosos passa-para-o-lado-devagar-devagarinho).
7. O equipamento mais bonito é o de Gales. Como o Benfica, sem tirar nem pôr, com o mesmíssimo encarnado..."

Bagão Félix, in A Bola

Mais festa e futebol

"Apesar de não ter vencido um único jogo durante os 90 minutos nem ter tido uma óptima actuação, Portugal tem boas chances de vencer a Polônia e de chegar à semifinal e até à final, já que as selecções mais fortes estão do outro lado.
Contra a Croácia, Portugal definiu uma maneira de jogar, certa ou errada, o que não aconteceu nos jogos anteriores, quando ficava indeciso entre pressionar, ter o domínio da bola e do jogo ou recuar e contra-atacar. Contra a Croácia, o time defendeu muito bem, marcando mais atrás, não deu chance ao adversário, porém, também não criou chances de gol, o que só aconteceu na prorrogação. O jovem Renato Sanches, apesar de irregular e errando vários passes, mostrou que tem óptimo e amplo repertório e que já merece ser o titular. Se vencer, Portugal deve enfrentar o bom time da Bélgica, favorito contra País de Gales.
A França joga contra a surpreendente Islândia. Será a Islândia o Leicester - ou mesmo a Grécia, campeã em 2004 - da actual Eurocopa? É pouco provável, apesar das dificuldades da França nas vitórias anteriores. Contra a Irlanda, Griezmann mostrou sua precisão técnica nas finalizações.
O clássico dos quartos-de-final é entre Alemanha e Itália. Pelas vitórias sobre Bélgica e Espanha, não será surpresa uma vitória italiana sobre os campeões mundiais. Não há favorito. A Alemanha, como sempre, tem crescido na competição. Mas prefiro a formação da última Copa do Mundo, com o trio de meio-campistas, formado por Kroos, Khedira e Schweinsteiger.
Após as eliminações da Espanha no Mundial e na Eurocopa, muitos pedem uma total renovação da equipe e do estilo de jogar. Não vejo assim. Todos os armadores, defensores e o goleiro estão em forma e são destaques de grandes times. O problema maior está na qualidade dos atacantes, bons, mas modestos para uma grande selecção. Todos os óptimos atacantes do Barcelona e do Real Madrid são estrangeiros.
As festas na Eurocopa, dentro dos estádios e pelas ruas, estão cada vez mais bonitas, com a diminuição das badernas. Melhorou também a qualidade das partidas. Tudo caminha para um grande fim.

Positivo
Melhorou a qualidade das partidas. A Itália marca muito bem e contra-ataca ainda melhor. A Alemanha cresceu na competição, com seu padrão de eficiência. Será um grande clássico.
Negativo
Espanha foi eliminada. Faltaram atacantes de mais qualidade e um repertório ofensivo mais amplo. O time trocava passes, mas tinha dificuldades de entrar na área."

Benfiquismo (CL)

Mats...

Recordar... 82/83

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Babalu Pimba !!!

"Ex-director de comunicação do Benfica diz que os seus 'tweets' são diferentes dos 'posts' do líder do Sporting
RECORD - Diz que a comunicação só por si não ganha campeonatos, mas pode ajudar a perdê-los. Foi isso que aconteceu ao Sporting?
JOÃO GABRIEL – Não quero entrar por aí, até porque na verdade não houve ‘uma comunicação’, mas ‘muitas comunicações do Sporting’ que em determinados momentos concorreram entre si, e isso é evidente que fragiliza a mensagem e confunde os destinatários. Em determinados momentos, ninguém sabia quem é que comandava a comunicação, se o presidente ou se o treinador. Houve dias em que o presidente falou em três ou quatro momentos sobre temas diferentes, e isso contraria as regras do que deve ser uma boa comunicação.
R - Quer dizer que o presidente do Sporting fala muito?
JG – Não serei eu a avaliar e a dizer isso. A única coisa que posso dizer é que a comunicação se rege por um princípio económico básico, a lei da oferta e da procura. Quanto menor for a oferta e maior a procura, mais valor tem esse produto. Com a palavra é exatamente a mesma coisa. Falar muito não é sinónimo de boa comunicação, pelo contrário.
R - Mas o João Gabriel usou o seu Twitter. Também vulgarizou a sua palavra?
JG – Eu não sou presidente do Benfica, sou responsável pela comunicação do clube. Depois, comparar os meus tweets com os posts do presidente do Sporting é comparar música clássica com música pimba [risos]... Sabe, é muito curioso ver os comentários que recebemos dos nossos adeptos e sócios. Alguns claramente insatisfeitos porque devíamos responder a tudo e de forma mais agressiva, outros indignados porque nem sequer devíamos responder. Às vezes é preciso ir pelo meio e usar o bom senso. Mas tenho a noção de que também não agradei a muitos benfiquistas. É impossível ser consensual quando se desempenham estas funções.
R - Foi também alvo de Octávio Machado durante toda a época. Alguma explicação para isso?
JG - Faz o papel dele, não levo a mal. É um profissional, e respeito isso, mas tem um grande handicap, a falta de coerência. Há uma história que fala por si, e que já disse e desdisse de Pinto da Costa, de Jsé Roquette e até de Bruno de Carvalho. Este histórico diz-nos que tem uma opinião muito volátil. Por outro lado, está ultrapassado. Uma conferência de imprensa a partir dos 10 minutos é tempo morto. A comunicação do Sporting não pode ser assumida por Octávio Machado. Não tem peso.
R - Quem tem peso no Sporting?
JG - Tinha o presidente do Sporting, mas também ele o perdeu com a lipoaspiração... (risos). É evidente que qualquer presidente ou treinador do Sporting tem peso naquilo que diz, e esse peso, que a instituição lhes confere, devia levá-los a ter maior contenção.
R - Mas também não houve contenção da sua parte e as permanentes trocas de palavras com o presidente do Sporting aqueceram a época. Isso é saudável?
JG - De todo. Acho que o futebol vivia muito melhor sem isso. Mas não se pode comparar a quantidade de insinuações e provocações que o presidente do Sporting lançou durante toda a época com aquilo que eu fui dizendo, e muito menos com a reserva e contenção que o Benfica assumiu durante todo o ano. Contra mim falo, mas acho que tem de haver penalizações severas para todos os dirigentes que alimentem a polémica de forma gratuita. Mas a responsabilidade não é só dos dirigentes. Os jornalistas às vezes também têm muita responsabilidade no ambiente de crispação que se cria à volta do futebol.
R - Como assim? Os jornalistas reproduzem declarações...
JG - Mas esse é o ponto. Em cada época de incêndios, o Ministério da Administração Interna faz recomendações às televisões para que não mostrem imagens de incêndios, porque isso estimula os pirómanos. Mas as televisões, com maior ou menor amplitude, continuam a mostrar essas imagens. No capítulo desportivo é igual. Os jornalistas também deviriam ter mais cuidado no destaque que dão às declarações 'pirotécnicas' dos dirigentes, porque isso estimula comportamentos antidesportivos. E, quando acontecem situações graves, ouço sempre dizer que a culpa é dos dirigentes. Mas os jornalistas também amplificam declarações que não deviam ter relevância. Por outro lado, os jornalistas não se podem limitar a ser correias transmissoras, sem espírito crítico.
R -Algum exemplo em particular?
JG - Assim de cabeça... dois ou três. Primeiro, a saúde financeira do Sporting tão apregoada pelo presidente do clube assenta em mais de 100 milhões de VMOC (valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis), ou seja, dívida que foi transformada em capital e que, por essa via, baixa não apenas o passivo como os custos financeiros do Sporting. Isso não é saúde financeira, mas, sim, uma forma artificial de baixar passivo e concorrer em condições desiguais com o Benfica e FC Porto. O Sporting não respira saúde do ponto de vista financeiro, tem é um regime de favor que a banca não facilitou a nenhum outro clube, mas isto os jornalistas não dizem. Outro exemplo? O número de sócios dos três clubes. Outra das ladainhas do presidente do Sporting. Mas porque é que os jornalistas não consultam os relatórios e contas das SAD dos três grandes e compraram o que é que os sócios, a nível de quotização, representam para os três clubes? E veriam a diferença que há entre os três.
R- Mas os jornalistas não podem assumir o papel que deve ser desempenhado por outros...
JG - Admito que, em certas condições, o contraditório a determinados argumentos não compete aos jornalistas, mas em qualquer um dos casos que falei atrás trata-se de factos facilmente verificáveis, e aí acho que os jornalistas têm de ir mais longe. Falaram há pouco da 'violência' na troca de palavras que marcou esta época, mas se a postura do Benfica tivesse sido igual à do Sporting, garanto-lhe que tudo teria sido bem pior. Se a postura do presidente do Benfica tivesse sido similar à de Bruno de Carvalho, esta época teria sido um desastre. Teria sido fácil explorar o caso Cardinal com a mesma intensidade que usaram no caso dos vouchers, teria sido fácil chegar ao mesmo nível panfletário do presidente do Sporting em muitas outras situações, nomeadamente nesta parte final com a vergonha que se passou em relação ao caso Slimani, mas não o fizemos, e creio que a Federação e a Liga devem estar gratas ao Benfica pela postura que o clube assumiu. A questão do Renato Sanches foi uma das coisas mais baixas a que assisti nestes oito anos. Não pode valer tudo.
R - O FC Porto há três anos que não ganha qualquer título. É uma situação conjuntural, ou estrutural?
JG – Acho que não é apenas conjuntural. A liderança de Pinto da Costa está alicerçada no passado, no respeito que os sócios do FC Porto têm pelo que fez durante 30 anos e não pela capacidade que actualmente lhe reconhecem. Será sempre uma liderança frágil.
R - Não acredita que o FC Porto inverta a situação?
JG – Espero que não, mas é evidente que é desejável para o futebol português que todos os títulos nacionais sejam discutidos a três. Mas, quando vejo a subserviência que o FC Porto teve no final da época para com um clube de Lisboa, vejo mais um sinal de como a liderança de Pinto da Costa está fragilizada. A bajulação de um líder do FC Porto ao Sporting seria algo impensável nos bons tempos de Pinto da Costa.
R - Também falhou na comunicação?
JG – A comunicação do FC Porto é a mesma há 30 anos, e o clube ficou refém dessa comunicação que fez do FC Porto um clube do Norte em luta permanente contra Lisboa. As últimas intervenções de Pinto da Costa voltam a apontar para o mesmo chavão da ‘luta contra o centralismo’. Como se tivesse sido Lisboa a contratar Lopetegui e a dar-lhe plenos poderes durante quase três anos."

O empréstimo da sorte

"O Europeu está-nos a correr muito bem. Umas vezes com alguma qualidade, outras com sorte. Juntando as duas, tudo agora parece ao alcance da nossa selecção.
Para pouca fortuna, já tivemos uma dose forte: as meias-finais perdidas para a França em 1984 e 2000, a final na Luz contra a Grécia (ainda que aqui, outras razões se tenham imposto) e, de novo, uma meia-final com a Espanha, desta feita por penalties.
Neste Euro 2016, não nos podemos queixar muito. Calhou-nos uma fase de qualificação onde era quase impossível não passar, o sorteio da fase de grupos não poderia ter sido melhor e até a Islândia marcando no último minuto nos proporcionou não jogar com a Inglaterra, a que se seguiria a França e, depois, a Alemanha, Itália ou (a já eliminada) Espanha.
Contra a Croácia - sem facciosismo - fomos bafejados por alguma fortuna. Foi, aliás, um jogo chato. Mas no minuto 117, logo após a bola ter em batido no poste da nossa baliza, Renato proporciona ao tridente atacante o tão saboroso golo. Isto depois de F. Santos colocar Danilo para aguentarmos o empate e ir para os penalties...
Agora vamos ter pela frente a Polónia, que está perfeitamente ao nosso alcance e, a seguir, certamente a Bélgica. De qualquer modo, teremos que jogar mais do que fizemos nos anteriores jogos. Com a Croácia, jogámos modestamente, as equipas recearam-se em excesso, de tal modo que Rui Patrício não fez uma defesa em 120 minutos e o nosso primeiro remate à baliza foi no tal feliz minuto 117.
Mas atenção, a sorte não dá nada a ninguém. Só empresta. Por isso, joguemos como bem sabemos, sob pena de a termos que devolver com juros."

Bagão Félix, in A Bola

Teorias não ganham jogos

"A Polónia é o adversário que se segue e, sinceramente, estou à espera de um jogo muito parecido ao que foi com a Croácia. Teoricamente podia arriscar que somos os favoritos nesta eliminatória, mas já vimos o que aconteceu a algumas selecções poderosas nesta competição, que eram favoritas e já foram eliminadas. Isso só vem provar que as teorias não ganham jogos. Neste Europeu, as equipas que têm favoritismo têm tido grandes dificuldades frente às selecções teoricamente mais fracas. O exemplo mais claro disso é o feito da Islândia, que afastou a Inglaterra. Os duelos disputam-se sempre dentro das quatro linhas.
A Polónia é uma excelente equipa. Ainda está em prova por mérito próprio. Tem jogadores experientes que podem desequilibrar a qualquer momento. A Selecção Nacional tem de ter a atenção redobrada a essas peças, que podem fazer a diferença. E depois temos de jogar de acordo com os nossos princípios. Temos de ter a consciência que se trata de uma partida a eliminar. De certeza que teremos o apoio de milhões de portugueses. Se calhar os primeiros duelos na fase de grupos não foram os melhores, mas a vitória com a Croácia deu mais confiança.
O golo de Quaresma no prolongamento é um exemplo daquilo que esta Selecção é boa. Rápidas saídas para o contra-ataque, de forma a desmantelar as defesas contrárias. Penso que sentimos mais dificuldades quando as equipas decidem fechar-se e tentam resolver o jogo apenas num detalhe ou num lance de bola parada. Cada um joga com as armas que tem, mas creio que a Polónia quererá discutir o encontro e não adoptar uma postura demasiado defensiva.
Queria que Portugal se assumisse como favorito, até pelo discurso que temos vindo a adoptar. Fernando Santos é uma pessoa muito experiente e sabe que muitas vezes o importante é o resultado final e não uma exibição fantástica. Claro que queremos sempre juntar o útil ao agradável e poder jogar bem e ganhar, mas nem sempre é possível. Por vezes é preciso arregaçar as mangas e lutar com todas as nossas forças.

Positivo
O facto de a Selecção ter mais dias de descanso para o duelo com a Polónia do que teve com a Croácia, dá a importante possibilidade de recuperar quem estava em más condições físicas.
Negativo
Em jeito de brincadeira, o emparelhamento desta fase a eliminar da competição não nos deu a hipótese de termos a nossa 'vingança' frente à França antes de uma hipotética final."