Últimas indefectivações

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Juvenis - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 1 Corruptos
Embalo(2), Dju


Sem os 'juniores' Zé Gomes e Jota, foi o 'iniciado' Umaro Embalo, a decidir o jogo!!!
Bom jogo do Benfica, talvez o melhor que vi este ano da equipa de Juvenis... com os sectores mais compactos!
Além do Embalo, são vários os jogadores que se destacam nesta equipa, além dos mais 'conhecidos'... destaco o João Félix: muita personalidade com a bola...

Só uma nota: o Gedson tem que jogar no meio-campo, até porque temos 2 defesas-direitos de raiz que tomam conta do assunto!

Com 7 pontos no final da 1.ª volta, estamos na frente, e com vantagem sobre os nossos adversários, vencer em Braga e vencer o Sporting no Seixal deverá ser suficiente... para celebrar o título!!!

PS: Parabéns para os Iniciados B, que se sagraram hoje Tricampeões Distritais!!! O Benfica continua a dominar os escalões mais 'baixos'...

É inevitável vender

"Sempre que é alienado o passe de um atleta querido pelos adeptos, logo é evocada a inevitabilidade dessa operação. Na larga maioria dos casos é, de facto, inevitável recusar ofertas de "tubarões" do futebol europeu, não só pela necessidade do clube de obtenção de receitas elevadas, mas também pela vontade dos jogadores: Os que são transferidos, porque passarão a auferir ordenados mais elevados; E os que permanecem, pois, caso se entendesse cobrir as ofertas salariais de outros emblemas de forma a evitar a saída dos jogadores mais assediados, os restantes exigiriam maiores contrapartidas, as quais, de forma a manter o necessário equilíbrio no plantel, teriam que ser atendidas. Esta é uma questão estrutural do futebol português, que dificilmente será solucionada. Os principais clubes nacionais terão que continuar a notabilizar-se pela formação e scouting, servindo de tubos de ensaio de jogadores de nível europeu.
No contexto actual, só o Benfica, pela capacidade de captação de receitas operacionais, poderá contrariar este fado. Para tal necessitará de preservar a tendência de crescimento da facturação e a competência na formação e scouting, além de mitigar o constrangimento que o passivo oneroso representa. A revitalização desportiva e financeira da Benfica, SAD, alavancada em capitais alheios, desde o ano 2000, assim o determinou, reflectindo-se, no presente, em custos financeiros pesados. A SAD benfiquista tem meios para reduzir drasticamente os custos financeiros, mas não o poderá fazer no imediato porque perderia competitividade no curto prazo. A redução suave do passivo é o caminho certo, o tricampeonato assim o demonstra."

João Tomaz, in O Benfica

Modalidades

"A gloriosa saga do ecletismo encarnado de 2015 era difícil de repetir. Então, só o Andebol escapara ao pleno dos campeonatos nacionais entre as modalidades mais significativas. Foi o melhor ano de sempre a este nível. Em 2016, se Futebol e Hóquei repetiram o título (no caso do Hóquei acompanhado de brilhante conquista europeia), e se Futsal e Atletismo mantêm em aberto essa possibilidade, Basquetebol, Andebol e Voleibol falharam o principal objectivo - pese embora a conquista de Taças e Supertaças.
Os casos são diferentes, bem como o contexto e as expectativas que rodeavam cada uma das equipas. Se a de Andebol era, à partida, a menos favorita, a forma como deixou fugir o campeonato acabou por ser, porventura, a mais dolorosa.
O meu grau de benfiquismo não me permite aceitar com naturalidade derrotas como a do último Sábado, quando, com quatro golos de vantagem a pouco mais de três minutos do fim, o título estava no bolso. A não repetir. Também o Basquetebol desiludiu. O Benfica era o grande favorito à conquista do penta. Mantinha a estrutura e reforçara-se com nomes sonantes. Mas durante os play-offs percebeu-se que as coisas iriam correr mal. Jogámos pouco. As sete (!) derrotas com o FC Porto obrigam necessariamente à reflexão.
O Voleibol foi, sobretudo, infeliz. Perdeu no último set da última partida, depois de 24 vitórias em 25 jogos até chegar à final. Creio que nesta modalidade recuperaremos o título rapidamente. De Futsal falarei no fim do campeonato. E o Hóquei, pela estrondosa época que fez (ainda falta a Taça). merece um texto inteiro, assim que a oportunidade espreitar."

Luís Fialho, in O Benfica

A verdadeira siuação patrimonial do Sporting

"Com que então são os outros que estão em falência técnica, sendo certo que o conceito de falência técnica já foi por mim explicado dezenas de vezes, mas é verdade que "quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita"! Neste caso "burro velho não aprende línguas"!
Vejamos o célebre relatório do 3.º trimestre da Sporting SAD na - que em bom da verdade é apenas um relatório trimestral, assim como que, punçado de alguns membros.
Ora, ou preciso de óculos ou o capital próprio é negativo em 10.133 milhões de €.
Depois, se tirarmos as tais Vmoc's que são de 127,925 milhões de €, ficariamos com 138 milhões negativos! É que as Vmoc's estão mesmo a dar jeitinho para compor o valor do capital próprio que mesmo com Vmoc's ainda é negativo!
Sendo de 138 milhões de €, nem sequer é falência técnica - é insolvência purinha, como água cristalina! (...).
Depois o que é ainda mais extraordinário - foi ventilado aos sete ventos (seria sete Mares se fossem os Sétima Legião), que a Sporting SAD teve lucro de 1 milhão. Ouvimos amiúde estas declarações da boca do Digníssimo presidente do Sporting.
Mas não está correcto numa perspectiva ética. E porquê? Porque logo a seguir foi escrito no Relatório da Sporting SAD, que "... os resultados dos primeiros nove meses do exercício são negativos em 17,106 milhares de euros!
Palavras para quê?! É um artista Português, como dizia o outro. Mas mais: O que o Sporting devia informar os seus accionistas era disto (...).

As Marchas Populares
As Marchas Populares de Lisboa remontam a 1932, sendo uma das mais antigas e crescentes tradições da cidade de Lisboa (às marchas, "juntaram-se" em 1958, os Casamentos de Santo António).
A minha avó materna trabalhou vários anos na Cordoaria Nacional, onde ajudava a tecer as fardas dos marinheiros. As mesmas fardas que por vezes foram utilizadas como adornos dos marchantes.
As marchas populares não são um exclusivo de Lisboa.
Também em Setúbal e em muitos outros pontos do País, a tradição das Marchas Populares tem forte expressão, agregando colectividades de toda a cidade e arredores. No entanto, cada marcha tem a sua peculiaridade.
Muitas vezes confundem-se marchas populares com "tangas populares".
Aproveitando as modernas políticas de controlo de massas, consegue-se manobrar as vontades exteriores em proveito próprio. Só que o resultado pode ser igual ao daquele Rei que caminhava nu e apenas uma criança reparou em tal facto.
O contraste entre a psicologia individual e a psicologia social ou de grupo, não é assim tão nítido.
É verdade que a psicologia individual diz respeito ao homem individual e explora os caminhos pelos quais ele busca encontrar satisfação para seus impulsos institucionais; no entanto, só por excepção, a psicologia individual se acha em posição de desprezar as relações desse indivíduo com os outros. Algo mais está invariavelmente envolvido na vida mental do indivíduo, como um modelo, um objecto, um auxiliar, um oponente, de maneira que, desde o começo, a psicologia individual, nesse sentido ampliado mas inteiramente justificável das palavras, é, ao mesmo tempo, também psicologia social. É o apologismo da máxima da exploração das ideias e emoções dos outros, pelo uso das palavras de forma sinfónica, mas que dissecadas, não correspondem a nenhuma realidade.
Ao fim e ao cabo, é mais uma marcha popular - a de Alvalade!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Velhos tiques

"A Liga é contra a liberdade de expressão. A frase, nua e crua, pode parecer excessiva. Talvez seja, mas todos os que não gostam de mordaças estarão assombrados com a decisão que saiu da última AG: o «aumento de forma muito clara das sanções» a agentes e comentadores ligados «directa ou indirectamente» a clubes e «que ponham em causa a imagem do futebol».
Isto é: goste-se mais ou menos de algo, saiba-se mais ou menos sobre os bastidores ou tenha-se opinião mais ou menos favorável sobre um tema, a Liga já decidiu: se puser em causa a «boa (?) imagem», haverá punição severa.
Vamos lá ver... Além de ser completamente inconstitucional, desde quando é que associações privadas têm autoridade para sancionar acções de pessoas que não são suas associadas? Como dizia ontem um amigo, «isto é o mesmo que a minha associação de condomínio querer multar as pessoas da rua de cima por dizerem que o meu prédio é feio».
Que a Liga fale de «agentes desportivos» é uma coisa; agora, os «indirectamente ligados a um clube» são quem? Infelizmente, há coisas feias no futebol. Continuam a existir e tão cedo não serão arredadas. Veja-se os escândalos na FIFA, ou os casos das apostas, do tráfico de jogadores, dos fundos, etc, etc. São situações tristes, feias, sujas e que mancham o futebol, quer a Liga queira, quer não; quer goste, quer não. E, naturalmente, continuará a ser obrigação de todos os que gostam deste desporto denunciá-las, falar delas, comentá-las até à exaustão. Para que os que mandam no futebol (federações, ligas, clubes) possam, esses sim, fazer uso do seu poder para modificarem a má imagem. Tapar o sol com uma peneira, amordaçar ou atirar o lixo para debaixo do tapete, fingindo que tudo é belo e radiante, nada resolverá... E se se sentirem ofendidos com opiniões têm um bom remédio e este é constitucional: recorrer aos tribunais em defesa do seu bom nome ou honra. Tudo o resto são tiques com mais de 40 anos que ninguém deseja ver de volta."

João Pimpim, in A Bola

Benfiquismo (CXXX)

Classe...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nem sempre ganhou quem quis... mas nunca ninguém ganhou sem querer!!!

"Fernando Gomes foi corajoso ao escolher Fernando Santos, e o seleccionador é o homem certo no lugar certo para Portugal

Em Outubro do ano passado, neste mesmo espaço semanal, deixei cinco elogios a três sócios do Benfica, um sócio do Porto e um do Sporting.
Neles, estavam incluídas duas pessoas que, hoje, e sobretudo com o aproximar do Campeonato Europeu, faço questão de voltar a elogiar, por diferentes motivos, mas com um fim comum: Fernando Gomes e Fernando Santos. Dois homens, que além possuírem a ambição necessária às nossas obrigatórias aspirações, querem - tanto quanto cada um dos portugueses - ganhar. Um, com um projecto com ambição, e outro, com a ambição como projecto! 

Fernando Gomes... um projecto com ambição
Fernando Gomes foi reeleito, no passado dia 4, para um novo mandato enquanto presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), até 2020, tendo tomado posse na passada terça feira (... nada é por acaso... ).
Curiosamente, ao contrário do que aconteceu nas eleições anteriores, neste ato eleitoral Fernando Gomes obteve 70 votos dos 76 delegados que exerceram esse mesmo direito. Desta vez, com apenas uma lista candidata, foram só 6 os votos em branco. Ao invés, em 2011, obteve 46 votos - contra os 36 do outro candidato - ganhando, assim, as eleições pela diferença de... 10 votos apenas.
Foi, por isso, eleito com a dificuldade que só quem acompanhou essa eleição saberá avaliar devidamente. Ainda assim, poder-se-á dizer que, em 2011, Fernando Gomes ganhou as eleições, sendo eleito presidente da FPF, mas deixou o futebol português dividido (quase) em partes iguais. 
Apesar - diga-se, em abono da verdade - de ter, nessa maioria, clubes que acabaram por fazer a diferença. E que diferença essa diferença fez! Aliás, ao longo do seu mandato, várias foram as vezes em que Fernando Gomes arriscou e ganhou, consolidando a sua posição à frente da FPF, ainda que isso lhe custasse alguns reparos.
Decidido a recandidatar-se, apresentou-se praticamente com a mesma equipa, com excepção para criticadas presidências (apenas constato factos) do Conselho de Arbitragem e do Conselho de Disciplina, sobretudo ao longo da época passada.
Independentemente disso, a verdade é que o seu mandato poder-se-á considerar muito positivo. Pelos resultados, mas, também e até, pela coragem com que o fez. Pelo seu rigor, pela imparcialidade, mas também pela audácia em criar um protejo com ambição. Protejo esse composto por ideias claras e definição de objectivos atingíveis. Estou certo que, face a isso, esta tenha sido a reeleição do reconhecimento e da unidade. Fazendo com que, por um lado, a diferença de ideias tenha servido para valorizar a vitória conseguida - então - à tangente e, por outro lado, o seu percurso tenha servido para ser - agora - o candidato do consenso.

Fernando Santos... uma ambição como projecto
Já tinha  dito, aqui, que Fernando Gomes tinha sido suficientemente audaz ao apostar em Fernando Santos. Fernando Gomes foi extremamente corajoso ao escolher Fernando Santos, por, essencialmente, se tratar de uma aposta de risco, uma vez que se encontrava em vésperas de poder vir a cumprir um castigo muito pesado.
Ainda assim, e convicto da sua escolha, Fernando Gomes teve a capacidade de definir uma estratégia - como o foi fazendo com os diversos assuntos com que se foi deparando ao longo do seu mandato - escolhendo gente competente para defender as suas escolhas.
E a verdade é que... ganhou.
Como com Fernando Santos... um homem com uma ambição, com um projecto. Aliás, um homem que tem uma missão com um projecto. E nisso, está em perfeita sintonia com Fernando Gomes, ainda que tenha tido um percurso contrário. De facto, Fernando Santos é um homem que, não obstante ter passado pelos três maiores clubes portugueses, enquanto treinador, não fez o alarido de muitos outros, falando o seu passado de águas calmas por si.
Também por isso, não levantou problemas na sua designação como seleccionador, tendo recolhido a (quase) unanimidade das opiniões expressas na altura da sua entrada em funções. Mas - face a essa personalidade calma e não conflituosa - foi uma excelente surpresa ter ouvido Fernando Santos afirmar que já está na altura de Portugal ganhar um título numa grande competição. E como tem razão... Até porque... tal como ele e muitos outros... eu penso que isso não é impossível.
Já tivemos muito perto desse acontecimento... mas perdemos, na final, para a Grécia, em 2004... quando ninguém colocou a hipótese de que poderiam ser eles os campeões.
Foi uma boa surpresa Fernando Santos assumir essa postura, de querer ganhar. E estou certo de que irá lutar por isso. Uma postura contra o que costuma ser o tradicional português (invejoso, pequenino, sempre com desculpas, por não atingir o que devia, por ter medo de assumir o que quer). Por isso, só posso elogiar o facto de ser bastante ambicioso. Hoje, com Fernando Santos ao comando da nossa selecção, e com o Europeu mesmo ao virar da esquina, finalmente temos a ambição que devíamos ter sempre! Nada mais que a nossa obrigação! Por cada um de nós, portugueses, mas, sobretudo, por consideração ao valor individual e colectivo da nossa equipa.
Temos o melhor jogador do mundo - ou um dos dois melhores - que é, por maioria de razão, o melhor jogador da Europa. Temos uma equipa experiente, com jogadores de reconhecida qualidade - até pelos clubes onde jogam - ainda que nem todos sejam da mesma galáxia que Cristiano Ronaldo. Por isso, além de assumirmos sem rodeios os nossos legítimos objectivos, temos de estar focados, mais do que nunca, deixando de parte os falatórios, cheio de episódios, que habitualmente emergem, junto da selecção, nestas fases decisivas. E um desses exemplos recentes foi a campanha que fizeram contra Renato Sanches, num claro, injustificável e mesquinho síndrome de clubite. Como se o facto de se ser jovem demais fosse impedimento de alguma coisa...
Quis o destino que fosse Fernando Santos o escolhido para liderar uma equipa de grandes talentos, nesta fase da competição.
E ainda bem que assim é, porque, efectivamente, é o homem certo no lugar certo, o único - neste momento - capaz de gerir essas campanhas, de manter a equipa concentrada, e de... sonhar.
Ou melhor, ambicionar.
E nisso os dois Fernandos, tanto o Gomes como o Santos, são parecidos. Ambos se encontram unidos no projecto... e na ambição!
Para podermos festejar, por Portugal,... no Marquês (se os outros não levarem a mal)."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Modalidades 'play-off' e Illiabum

"1. As modalidades colectivas têm sido injustificadamente marginalizadas pelas televisões em canal aberto. É futebol, futebol e futebol e quase mais nada. A televisão pública ainda transmite o Futsal (parente do futebol), mas quase nada de basquetebol, hóquei, voleibol e andebol. Tudo metido para canais por cabo ou para televisões ligadas a clubes (é o caso do basquetebol). Incompreensível e sobremaneira gravoso sobretudo para os clubes com menos recursos.
2. Com a excepção do hóquei, as modalidades têm um play-off para apurar o campeão depois da fase regular. Tenho muitas dúvidas sobre a justiça deste método, ainda que o compreenda do ponto de vista de esticar a temporada e aumentar a emoção. Este ano, está a verificar-se uma situação quase inédita: o vencedor da fase por pontos não se sagra campeão. Em basquetebol, o Benfica dominou e depois perdeu na final. Em voleibol, o mesmo Benfica superiorizou-se na competição, mas o campeão foi o Fonte Bastardo. No andebol, o crónico campeão Porto ficou pelo caminho, substituído pelo ABC. Só falta saber no futsal: se vence o Sporting, o primeiro na fase regular, ou o Benfica.
3. O clube da minha terra - o Illiabum - sagrou-se campeão da Proliga de basquetebol, depois de assegurada brilhantemente a promoção à Liga principal. Como seu sócio 137 e actual presidente da AG, fiquei muito feliz. A cidade de Ílhavo e a direcção do clube merecem este sucesso. Aliás, na sua história de 73 anos, o Illiabum tem muitas e significativas vitórias em diferentes torneios e escalões e até uma Supertaça derrotando o... Benfica."

Bagão Félix, in A Bola

Arbitragem e arbitrariedades

"Começam a vir a público algumas das acções do antigo Conselho de Arbitragem (CA), e assim vamos também percebendo a reacção dos árbitros ao longo da época, como a sistemática recusa à realização dos obrigatórios testes escritos e físicos (art.º 20º, alínea h do Regulamento de Arbitragem), cujas notas deveriam ter reflexo na classificação final. Mas a fila anda: como justificar também o incumprimento em matéria de designação dos nomes para as insígnias da FIFA, num evidente desrespeito regulamentar (Carlos Xistra nos últimos dois anos, Hugo Miguel na última época...)? Como validar para a classificação as imagens vídeo da empresa contratada pela Liga e haver entretanto jogos em que o sistema, por acaso, até falhou, beneficiando uns e prejudicando outros? Como aceitar que árbitros lesionados sejam reconduzidos sem nota final quando as normas são explícitas e dizem que a falta de elementos de avaliação determina a descida de categoria?... Finalmente, para não atulhar a caixa de críticas, que devem aliás ser estendidas a todo o antigo CA e não apenas a Vítor Pereira, detenhamo-nos nesta realidade tão absurda quanto ilegal, só possível numa casa sem ordem e num futebol de faz de conta(s): do quadro dos 24 árbitros da Liga (sem contar com os assistentes, portanto), só nove foram realmente tratados como profissionais - os internacionais. De facto, este restrito lote, além das verbas tabeladas para cada jogo, e comuns a todo o grupo, recebeu um bónus mensal de três mil euros, suportado pela FPF, a título de compensação pela exclusividade. Não entrando na discussão da chocante falta de paridade, já parece serviço de amador proceder depois à avaliação dos 24 sem a devida equidade, uma vez que uns podem treinar-se diariamente e outros não!... E não canso mais. Mas pergunto: vamos continuar assim?!..."

Paulo Montes, in A Bola

10 porcos e 10 vitelos

"Anda o presidente do Gil Vicente rejubilante com este maná caído do céu, mais concretamente do Tribunal do Círculo Administrativo de Lisboa, que anulou a despromoção do clube, a ponto de prometer um festim, na cidade, de porcos e vitelas e a animação de Quim Barreiros.
Não é caso para menos. Diremos que, no meio desta exuberância pecuária, só falta mesmo a vaca que voa... Mais um caldinho, a atormentar a já débil credibilidade do futebol português, com esta realidade singular: no espaço de três anos, a Liga vai ter de alargar duas vezes o número de clubes na primeira divisão, por via de reversões judiciais, que anularam decisões dos órgãos disciplinares da Federação e da Liga (que, nestes casos, ainda exercia esse poder).
A somar às suspeições decorrentes, do 'fixing' e que já levaram à prisão preventiva de vários arguidos, ressurge agora esta batata quente, que, desde 2006, andava esquecida nas catacumbas do nosso contencioso administrativo.
Bem andou a Federação ao atalhar caminho neste imbróglio, renunciando ao recurso e encarando a questão de frente, mas com um desfecho reputacional e desportivo desastroso; realmente em Portugal acontecem coisas que não há em mais lado nenhum e a Primeira Liga, que não era já um modelo de competitividade, vai ser alargada com um (ou mesmo dois) clubes, que, em rigor, não vão acrescentar nada.
Os mitos urbanos, em que o nosso futebol é pródigo, pululam de histórias de membros de órgãos jurisdicionais, que, sob a capa de uma aparente independência, se prestam a fretes e a jogadas de bastidores. Não quero nem saber, porque, em minha opinião, o problema não é esse.
O problema está na qualidade das pessoas que vêm integrando sucessivamente esses órgãos e que falham, por sistema, em questões fulcrais, quando submetidas ao escrutínio judicial. Logo, há que ter os processos mais bem instruídos, de forma absolutamente transparente e decididos por gente mais capaz e dedicada.
Talleyrand dizia dos Bourbons, que estes nada esqueciam, mas também nada aprendiam. Desde o famoso caso N'Dinga que, nos anos 90, opôs Guimarães e Académica, que esta máxima parece aplicar-se aos órgãos jurisdicionais do nosso associativismo, onde vejo sempre os mesmos nomes, 'pase lo que pase'."

Benfiquismo (CXXIX)

Levantar... e seguir em frente!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Viva a fartura!

"A fartura de jogos e de entre-jogos está a provocar-me um acrescido distanciamento do futebol televisionado. De tal monta que sou cada vez mais selectivo, evitando passar os olhos por soporíferos envoltos em excipientes e adjuvantes futebolísticos. Esta overdose tem o risco de conduzir ao mesmo efeito da inflação em relação à moeda: o de, por tanto excesso, se desvalorizar o seu valor.
A não ser - para mim, evidentemente - quando joga o Benfica. Porque aí a paixão clubista está bem à frente do gozo que me dá, em abstracto, um jogo de futebol. A minha paixão e o meu acicate é o clube, não obrigatoriamente a guarnição à volta do jogo.
É, por isso, que esgotado o período de fortes emoções da época (este ano foi mesmo até ao fim), costumo «tirar férias» e revigorar-me para a temporada seguinte.
Acontece que este ano, há, a nível internacional, uma acumulação que não deixa interstício temporal fora de «bola à discrição». Vão ser dois meses com o Euro 2016, a Copa América, e, por fim, o desconsolado futebol das Olimpíadas do Rio de Janeiro, desporto dito olímpico, mas que fere à saciedade os ideais que estão na base dos Jogos.
E até ao começo destas competições, lá temos os jogos chamados «amigáveis». Curiosa esta expressão, que, aliás, Bruno Alves caracterizou em Wembley. São também chamados «particulares» ou «não oficiais» (?), outras designações estranhas para bilhetes de ingresso, em regra, pouco particulares ou amigáveis. São jogos entediantes, sem chama, que servem para coleccionar minutinhos de «Internacionalizações» e empolar, por esse mundo fora, o valor de troca de (alguns) artistas."

Bagão Félix, in A Bola

Mitro... glicerina !!!

Renato Sanches outra surpresa?

"Há pouco mais de um mês, expressei ideia de que, dada a quantidade de qualidade nos centrocampistas, o miúdo Renato Sanches não estaria entre os nossos 23 para este Europeu. Sim ou não porque Bernardo Silva sofreu lesão e Tiago também de lesão não recuperou a tempo de adquirir bom ritmo competitivo, Fernando Santos convocou Renato Sanches.
Face ao alto nível de opções para o meio campo - Danilo e William Carvalho, João Moutinho e Adrien, João Mário e André Gomes -, os 18 aninhos de Renato Sanches, quase de certeza o 7.º médio na linha de chamada, pareceram reservados para emergência... Será assim?
Saltando do banco perante a Noruega e, sobretudo, nos derradeiros 20 minutos em Inglaterra, o miúdo revelação desta época veio dizer olhem bem como estão enganados... Impressionante a sua personalidade, com descarada audácia para imediatas acelerações ofensivas que, nestes dois jogos, nenhum outro médio conseguiu imprimir - no mítico Wembley, rasgou espaços para contra-ataques até aí nulos (um jogador a menos durante quase uma hora). Moutinho, habitual e imprescindível motor, ainda está com baixas rotações após baixa clínica. Adrien pode discutir posição na faixa central, não na direita como depois do intervalo em Wembley. André Gomes, excelente técnica e visão de passe, não é um flanqueador. João Mário sim, versátil, indiscutível. Mas as pujantes acelerações do irreverente Renato Sanches podem ser cruciais no apoio abre defesas de que os dois avançados muito carecem. Talvez surpreendente dor de cabeça para Fernando Santos. Expectativa pelo teste desta noite."

Santos Neves, in A Bola

PS: O Renato é claramente o melhor '8' desta Selecção, metê-lo nas faixas é desperdiçar todo o talento e capacidade de ultrapassar 'linhas'... além de ganhar quase todos os duelos físicos. O Adrien é de outro 'Campeonato' e o Moutinho está muito longe da forma ideal...
Acho que todos já chegaram a esta conclusão, mas desconfio que o seleccionador, vai ser o último a admitir o óbvio!!!

Entendam-se, sff

"E protejam o que temos E pronto, está - de novo - instalada a confusão em torno do número de equipas (e quais delas) a disputar a Primeira Liga. Já vamos ao "de novo". Quanto à decisão do juiz, pode ter sido justa ou injusta. Tendo sido injusta, reclame-se. Tendo sido justa, então faça-se mea culpa pelo facto de acções e submissões à margens dos regulamentos continuarem a ser validadas. Donde voltamos ao "de novo". Porque, no fundo, a pergunta mantém-se: quantos clubes queremos na Primeira Liga? Já tivemos 20, já tivemos 16, já tivemos 18. Há dois anos, alargámos o campeonato para acondicionar o Boavista, aparentemente com relutância, mas depois não se fez a operação contrária. Em que ficamos? Por mim, ficávamos com 18 clubes e extinguíamos a Taça da Liga, de utilidade tão evidente como os clubes satélites ou a selecção B. Percebo outras decisões. Mas não percebo, com certeza, 38 jornadas, a Taça da Liga, a Taça de Portugal, as competições europeias e os compromissos de selecções - tudo numa época só. Temos um futebol competitivo e forte. É disso que querem dar cabo?"


PS: Tudo serve para reclamar o fim da Taça da Liga!!! Estes Lagartos têm pouco imaginação...!!!
Sou obrigado a informar este profissional do desporto português, que a Taça da Liga, é neste momento de crise financeira, uma das fontes de receita importantes, para a maioria dos clubes médios e pequenos da I e II Liga... a distribuição das receitas ao estilo 'Champions' faz muito jeito a vários Clubes...
Mas as sete vitórias do Benfica, em nove edições são difíceis de engolir!!!

Liga da justiça

"A justiça não deve tardar, inviabilizando a correcção de eventuais falhas processuais, mas também não deve ser apressada, atropelando direitos
Há uma diferença considerável entre cumprir a lei e fazer justiça e essa diferença pode ser medida em tempo. Como dizia Rui Barbosa, jurista brasileiro e pai da constituição da Primeira República, "justiça tardia não é mais do que injustiça institucionalizada". Mas, se o tempo é a medida da justiça, não pode ser demasiado longo, tornando cada vez menos provável a correcção de eventuais falhas na condução dos processos, nem demasiado curto, atropelando direitos e apressando conclusões. O desfecho do Caso Mateus, lamentavelmente, enferma dos dois problemas. Dez anos depois da decisão que despromoveu o Gil Vicente é impossível fazer justiça ao clube de Barcelos pela via desportiva. Aliás, entretanto os gilistas já subiram à I Liga pelos próprios meios e já desceram pelas próprias limitações. A questão é que, uma década depois, deve ser um pesadelo calcular a indemnização a que o Gil Vicente terá direito e que, cá entre nós, mais do que a vontade de fazer justiça, terá sido a verdadeira motivação por detrás da decisão da FPF e a justificação para o carácter de urgência que assumiu: tempo é dinheiro e neste caso, mais um ano são mais milhões para a Federação pagar. O problema é que, para além da barafunda que provocou na definição do formato das competições para a próxima época, a urgência que o processo assumiu ameaça criar injustiças novinhas em folha. A falta de tempo até ao arranque dos campeonatos pode, por exemplo, inviabilizar a realização de um play-off de acesso à I Liga entre o União da Madeira e o Portimonense, roubando aos algarvios o direito a discutir olhos nos olhos uma vaga entre os grandes. Ora, pelo menos para quem as sofre, não há injustiças pequenas. Seria um mau sinal que as começássemos a medir apenas pelo tamanho das indemnizações que obrigam a pagar."

Apresento-vos o Europeu da minha vida


"Figo, Poborsky, Van Basten, Panenka, Suker: tenho espaço para vocês todos. E quero mais...
O Europeu da minha vida começa no pé direito de Luís Figo. Tantas boas histórias começam assim. Vai com ele até à baliza de Seaman e volta no tempo, até outro pé direito, de Van Basten, lá ao fundo, no impossível. Olho para ele como Dasayev: espantado. Vemos o mesmo, nenhum de nós faz nada.
O Europeu da minha vida prossegue a dois toques. Esquerdo, direito, golo. Gascoigne assina. E volta a voar. Descola a prumo, cai a pique, maldito, na baliza de Baía. Culpa tua Karel, culpa tua.
Como em tudo, há o bom e o mau. Que sentido teria um filme que não tem amargura para dobrar? Arranjo no Europeu da minha vida espaço para o cattenaccio de 68, que até a moeda controlou, e para o catenaccio de 2004, que Charisteas coroou.
Há o que vi e o que os livros de história me disseram. Há Yashin, Schmeichel e Casillas a pedir para parar o massacre. Há Beckenbauer, Rijkaard, Sammer, Gullit. Há o pé direito de Jordão, o esquerdo de Chalana, a cabeça de Costinha e a mão de Abel Xavier.
Da minha praia saio para dominar, como a Dinamarca. Da minha defesa não saio por nada e ganho na mesma, como a Grécia. Sobrevivo e ganho com um golo que vale mais. Que vale ouro. Como Alemanha e França.
No Europeu da minha vida apaixono-me pela República Checa de 2004. Até Dellas. E pela Holanda de 2008. Até Arshavin. Marco no fim como a Turquia. Choro com Ronaldo e tento agarrar Platini para que não marque aos 119. Bebo uma Erdinger com Sérgio Conceição, mostro o peito a Balotelli e corro ao lado de Schmeichel para evitar que Suker humilhe. Nada feito. Acerto em Toldo como qualquer holandês que se preze.
E se for a penáltis, se não tiver Ricardo de mãos despidas, que apareça Panenka a mostrar ao mundo como se entra para a história. Ou Postiga, pode ser. Seja de que forma for, é certo que Inglaterra vai perder. 
Misturo tudo, baralho e volto a dar. Sexta-feira continuo a história, com mais atores do que nunca. 
Confesso: estou ansioso por escrever mais umas linhas. Com Ronaldo, Iniesta, Muller, Bale, Pogba ou até pelas calças de Király. Mas também com aqueles que, agora, pouco conheço e espero que França me apresente.
Que role a bola, então, e que as páginas do Europeu da minha vida tenham mais letras de júbilo, arte e lágrimas.
Se puder ser em português, tanto melhor. Mas, acima de tudo, que se escreva futebol."

Os milhões de João Mário

"O Euro ainda não começou, mas as notícias mais recentes garantem pelo menos um jogador da Selecção portuguesa hiper motivado, a jogar nos 200%. João Mário sente-se preso a uma bola de ferro feita cláusula de rescisão e pago como jogador de fancaria.
João Mário é dos melhores jogadores europeus da sua geração. Pertence aquela classe rara de jogadores que parece jogar de saltos altos e afagar a bola como se parte do próprio corpo fosse. No Sporting ou num grande clube europeu, João Mário merece ganhar ao nível dos melhores, principalmente se confirmar toda a sua classe a favor das cores portuguesas.
Para já este grito do Ipiranga dado pelo seu pai, onde se denuncia a discrepância entre os milhões da cláusula de rescisão e o valor reconhecido ao jogador no salário, remete-nos para um problema que parece mal resolvido no futebol português e que não parece merecer grande atenção do sindicato da classe. O valor da cláusula de rescisão não deveria ter nexo num limite mínimo de salário para o jogador que ficará preso a essa cláusula?
Não é aceitável, nem à luz da boa fé que se pague a um jogador um salário que não lhe garante independência financeira futura e por esse mesmo jogador se peça uma fortuna para o libertar desse mesmo contrato.
Para já, a bem das nossas aspirações a um grande Euro, façamos votos de que João Mário transforme esta aparente injustiça em motivação extra. Assim, na maior montra da Europa, poderá mostrar que, se vale 60 milhões para o Sporting, também alguns milhões deverá valer para ele."

A França merece um grande Europeu

"Na sexta começa o Europeu e a França sustém a respiração durante um mês. O país que em menos de um ano sofreu dois atentados particularmente abomináveis (Charlie e Bataclan) não cedeu à chantagem terrorista e manteve a organização do Europeu nos moldes previstos: jogos com público nos estádios e fan-zones para promover a reunião e o convívio entre adeptos. A França podia ter desistido da prova ou realizá-la em moldes completamente diferentes - chegou a ser encarada a possibilidade de os jogos decorrerem à porta fechada. Não o fez e esse ato de coragem e dignidade merece o respeito e o apoio de todos os outros países europeus, que certamente estão com a França nesta luta de vida ou de morte (é mesmo o termo) contra a barbárie terrorista. É claro que este campeonato não decorrerá num clima tão alegre, e distendido como o do nosso Euro-2004: a tensão é latente e haverá muitas restrições e medidas de segurança pouco usuais, porque a possibilidade de novos atentados é real e, infelizmente, quase uma inevitabilidade. Toda esta gigantesca operação de segurança tem custos, claro. Na ordem dos milhares de milhões. Estão destacados mais de cem mil agentes de segurança (entre polícias, militares e seguranças privados) para vigiar 24 selecções e respectivas comitivas e os 2,5 milhões de adeptos esperados. A França endivida-se e gasta o que não tem para garantir a segurança de um evento que interessa e diz respeito a milhões de cidadãos europeus. Só por isso merece que tudo corra bem. Já decidi que se Portugal ficar pelo caminho é pela França que torcerei.
Sobre a Selecção. Gostava de partilhar o optimismo de Cristiano («estou em grande forma») e de António Costa («Cristiano disse-me que está em grande forma») mas não consigo. Acho difícil CR7 estar em grande forma apenas semana e meia depois de ter jogado o que jogou - bola! - na final da Champions. Mas pode ser que sim, que o Euro francês corra de feição e não seja uma repetição da tristeza mundialista de 2014: uma equipa estoirada, envelhecida, sem ideias nem energia. O sound byte inteligente do selecionador pegou e por todo o país se ouve dizer que «não somos favoritos», mas «candidatos à final». Uma espécie de bandeirinha à Scolari em modo verbal. Mas é claro que tudo depende da condição física de um e um só jogador. Para chegarmos à final precisamos de um Cristiano devastador (o que é muito duvidoso) e mesmo assim acho que não chega: é preciso que Nani e João Moutinho joguem com a dinâmica com que jogavam há quatro ou cinco anos; que Pepe e Carvalho não facilitem um milímetro; e que João Mário e Danilo, cada qual na sua função, repitam as melhores exibições da época. Por mim, confio no famoso pé quente do engenheiro - com ele no banco ganhámos todos os jogos oficiais (quase sempre à rasquinha, mas ganhámos caramba!) e na inversão do destino. Nos últimos vinte anos jogámos quase sempre muito bem e ganhámos... bola. Agora que não jogamos assim tão bem...

Nuno e Renato, a mesma luta
A meu ver o FC Porto escolheu Nuno Espírito Santo sobretudo para poder voltar a contar com a ajuda, os conhecimentos e a argúcia negocial do melhor amigo de Nuno, o superagente Jorge Mendes. Que, imagina Pinto da Costa, não deixará Nuno descalço ou pendurado no momento em que ele precisa, por razões óbvias, de recuperar todo o crédito perdido em Valência. Naquilo que lhe for possível ajudar, Mendes ajuda Nuno e, consequentemente, o FCP...; o risco que Pinto da Costa corre neste disfarçado escancarar de portas ao superagente é enfurecer os comissionistas que gravitam na órbita portista (leio que no último exercício abocanharam 13 milhões). É sabido que Mendes não precisa de intermediários nem costuma delegar no exercício daquilo que faz melhor que ninguém. Portanto...
De resto, Nuno não mostrou até agora capacidade para treinar uma equipa como o FCP. Por isso, não deixo de achar alguma graça à súbita profusão de comentários elogiosos ao ex-valenciano. Alguns jogadores conhecidos sentiram esse impulso ao mesmo tempo. Faz lembrar a súbita e genuína inspiração daquele miúdo que, com Cristiano em campo, invadiu o relvado para abraçar... Renato. Os portistas, pouco ou nada entusiasmados com a escolha de Pinto da Costa, sempre vão lembrando que Mourinho e Villas Boas também não tinham provas dadas quando chegaram ao Dragão. Isso é verdade. Como é verdade que Nuno até pode vir a ser um óptimo treinador. Mas para isso precisa de ser primeiro um grande condutor de homens. Nesse particular, alguns episódios valencianos (o modo como lidou com João Pereira e Alvaro Negredo; e se deixou enredar em guerras que não eram suas; a perda progressiva do balneário; o fecho sobre si mesmo...) sugerem que Nuno tem muito que aprender.

Viva a 'silly season'!
Campeonato com 20 à imagem da Premier e da Bundesliga? OK. Em vez de quatro ou cinco, passamos a ter seis ou sete jogos por jornada com pouco ou nenhum interesse. Faz todo o sentido. Viva! Slimani em férias castigado com um jogo de suspensão seis meses depois da cacetada a Samaris. Faz todo o sentido. Viva! Antigo vice- presidente do Sporting armadilha árbitros por sua conta e risco, já que para tribunal Sporting clube tem rigorosamente nada a ver com o caso. Faz todo o sentido. Viva! Juíza dá dez dias a Benfica para melhorar a geringonça judicial (alvo: Jorge Jesus) mais indigna e ridícula da história do clube. Faz todo o sentido. Viva! Pinto da Costa diz que querem matar o FC Porto (quem?) mas não vão conseguir (quem?) e Luís Figo (porquê?) diz que Pinto da Costa deve sair. Faz todo o sentido. Viva a silly season!"

André Pipa, in A Bola

Benfiquismo (CXXVIII)

O Melhor, alguém tem dúvidas ?!!!