Últimas indefectivações

terça-feira, 12 de abril de 2016

Deslizando suavemente pelo lado esquerdo...

"Se recordámos os heróicos confrontos de Amesterdão frente ao Ajax, num coberto de neve, vamos dar uma vista de olhos à segunda mão, no Estádio da Luz onde Johan Cruyff desafiou o brilho das estrelas.

A ceifeira da morte é sinistra e a sua detestável gadanha não pouca ninguém.
Ainda esta semana levou consigo Fernando Mendes, um dos mais educados senhores da história do Futebol português, gente de uma correcção ímpar e de uma forma de estar na vida que cada vez se vê menos há medida que o tempo passa. Fernando Mendes estava para além de ser um adversário: era um companheiro, um homem de princípios e convicções. Por isso haverá para ele - e para outros da sua estirpe - lugar de destaque na admiração daqueles que vão vendo a dona da pensão da vida trancar portas atrás de portas sem nunca olhar para trás.
Mas eu teimo em olhar para trás, como sabem os que vão tendo a paciência de me ler. Teimo em trazer para o presente cabouqueiro das traves mestras dos dias de hoje.
Na semana passada, recordei aqui uma das grandes derrotas de Johan Cruyff contra o Benfica num Estádio Olímpico de Amesterdão coberto com um manto de neve que enregelava os ossos e fazia estalar as articulações.
A vitória dos 'encarnados' foi tão convincente que se levantaram novas esperanças quanto à reconquista da Taça dos Campeões Europeus. 3-1 era uma vantagem bonita, arredondada, confortável. Mas fora apenas um jogo. Outro estava marcado para o Estádio da Luz. E na Luz ao contrário do que acontecera em Amesterdão, houve Cruyff e o talento inigualável de Cruyff.
O Benfica entrou na Luz confiante como nunca. O resultado da primeira mão dava uma margem de conforto que não era minimamente desprezível. Talvez por isso os primeiros minutos tenham sido imperiais.
Prometia-se um tempo de espera. A espera de um golo 'encarnado'  que rasgasse as dúvidas como quem rasga um papel velho e o lança para o cesto dos documentos sem valor.
Mas, repito e repetirei as vezes que foram necessárias: nessa noite da Luz havia Cruyff. E Cruyff também sabia ser único, como o sabem todos os jogadores irrepetíveis.
Duas vezes Cruyff !!!
Por isso, aos dez minutos de jogo, o público da Luz assistiu aos momentos mágicos que se devem guardar para sempre na aldeia branca da nossa memória.
Dois golos - duas vezes Cruyff.
Aparecia pelo lado esquerdo, invariavelmente pelo lado esquerdo. Era belo, era plástico, era jovem e atlético como Ajax, o padroeiro do seu clube, quase tão imbatível como Aquiles (embora este tivesse problemas sérios no calcanhar), e deslizava por entre a defesa do campeão português com a leveza que o levou à loucura.
Era,por isso, um Ajax enlouquecido às ordens de um Cruyff insaciável.
A esperança é ingrata, como sabem.
Muda de lado de um momento para o outro.
O Benfica que entrara em campo convencido de mais uma das suas infinitas proezas internacionais, mostra-se agora perdido e sem ideias.
Os rapazes de Amesterdão são donos da bola e do jogo.
Kaizer, o grande Kaizer, faz o três zero ao passar da meia-hora. Prevê-se um desastre homérico. E não se percebe onde aquele Benfica fragilizado e sem ideias pode ir buscar forças para resistir e sobreviver à tempestade desatada de um adversário formidável.
Aguentou. Coluna, Jaime Graça, Simões e Eusébio batem-se contra o destino tal como o haviam feito tantas vezes na sua carreira. Com o tempo equilibram os acontecimentos. Esforçam-se na busca dos golos que lhes permitiria ainda passar à fase seguinte.
José Torres faz o 1-3 a vinte minutos do final. Tarde, contudo. Excessivamente tarde.
Um dique fora erguido em redor de Eusébio e do seu Futebol em ondas. Impedia-lhe a progressão e as possibilidades de remate. De Amesterdão a Lisboa, Rinus Michels aprendera a lição.
Ambas as equipas estavam condenadas a um jogo de desempate em Paris. Outro confronto de estalo, a exigir prolongamento no final dos 90 minutos. Aí Cruyff voltou a ser Cruyff e desfez a igualdade. Danielsen tratou de colocar o resultado em 3-0.
Havia novos senhores na Europa, eram holandeses e acreditavam em mitos gregos."

Afonso de Melo, in O Benfica

Atenção aos detalhes

"Na Europa, o 'aprendiz' está na Champions, pelo menos até amanhã, e o 'génio' não está em lado algum; cá dentro o título reservado desde a 1.ª jornada, mantém-se em aberto à 30.º ...

Apesar do extraordinário desempenho no jogo da Alemanha creio que terá chegado ao fim a brilhante carreira europeia da águia na presente temporada, embora deva haver o cuidado de deixar a porta entreaberta à possibilidade de mais uma surpresa, à imagem de outras que o Benfica nos tem oferecido. Sim, porque convém não esquecer o quadro de desgraça que lhe desenharam no dealbar da época, em que aparece Rui Vitória condenado pela lei do chicote a ser empurrado para a saída, sob olhar choroso dos jogadores, frustrados pela devastadora vaga de fracassos desportivos que lhes prognosticaram.
No entanto, muito pouco do se previra aconteceu. Não passou, afinal, de uma ligeireza de análise em face de resultados que, observados com a distância e a frieza necessárias, se conclui nenhuma anormalidade terem carregado. Em rigor, depois da derrota na Supertaça em Agosto, imediatamente após uma pré-época inabitual, em que arcou a pesada tarefa de refazer a equipa, Vitória teve o azar, socorrendo-me de uma expressão utilizada pelo professor Júlio Machado Vaz sobre o assunto, de apanhar o Sporting por duas ocasiões (Campeonato e Taça de Portugal), em menos de um mês, ainda por cima na fase mais reluzente do leão. Três derrotas que geraram burburinho inaudito, como se fosse possível colocar em causa um projecto consolidado e de rumo perfeitamente definido.

O nevoeiro diluiu-se, entretanto, e a realidade que hoje se nos depara difere imenso daquela que foi vendida como certa há meia dúzia de meses: na Europa, o aprendiz está na Champions, pelo menos até quarta-feira, enquanto o génio não está em lado algum e, cá dentro, o título reservado desde a primeira jornada mantém-se em aberto à 30.ª...
Em relação ao jogo da segunda mão não duvido dos argumentos do Benfica para vencer o Bayern e Guardiola tem-se esforçado nos avisos ao seu pessoal, sugerindo-lhe concentração nesta viagem à Luz. Já lá vai o tempo das vitórias morais, dos azares agitados durante anos para desculpar a nossa fraca pedalada uefeira, mas o um-zero de Munique constituiu desfecho surpreendente, depois de, nas mais recentes visitas lusas a Munique, o Sporting ter levado sete o FC Porto seis. 
Se é irrecusável que os alemães construíram situações para ampliarem a vantagem, também o empate esteve iminente e este cenário preocupou Guardiola, na medida em que sofrer um golo em casa retirava-lha a margem de segurança de que desfruta para atacar o jogo de Lisboa com algum conforto. É claro que o Benfica precisa de marcar golos, dois no mínimo, para chegar às meias-finais, e acredito que poderá atingir esse desiderato, mesmo com Jonas ausente e Gaitán em dúvida. Duvido é que não sofra nenhum. As coisas são como são e quem luta por recuperar o estatuto de gigante europeu sabe que, atingido nível competitivo tão elevado, entre os melhores dos melhores, além da força de acreditar e de ter de jogar sempre nos limites físicos e anímicos, os chamados detalhes assumem relevância que poderá ser de terminante na decisão de uma eliminatória.

Detalhes: três jogos e três golos sofridos com arrepiantes parecenças. No lance que originou o único golo de Munique a selar a vitória do Bayern, cruzamento do lado esquerdo do ataque alemão por Ribéry (falhas de marcação de Pizzi e André Almeida), bola dirigida ao poste mais distante onde Arturo Vidal cabeceou com sucesso (Eliseu desconcentrado). Prova de que os espiões do Bayern descodificaram com minúcia o jogo frente ao Braga. Lembram-se? Hassan pelo corredor esquerdo do seu ataque em velocidade de passeio, cruzamento de costa a costa, e Wilson Eduardo a cabecear ao poste (Eliseu batido). No sábado, em Coimbra, Rafa Soares a ganhar a André Almeida na mesma zona, bola enviada para o espaço de intervenção de Eliseu, o qual, mais uma vez fora dela, assistiu Pedro Nuno para o golo conimbricense.
Um minuto no primeiro caso, dois minutos no segundo e 17 no terceiro, no único remate da Académica à baliza de Ederson. Já sei que se trata de casos diferentes, com intérpretes diferentes e em jogos diferentes. É o costume... De toda a maneira, julgo que no meio de tantas diferenças subsistem pontos em comum. De certeza, enxergam-se algumas semelhanças. Que reclamam tratamento urgente, para amanhã e para o resto da época..."

Fernando Guerra, in A Bola

Cinco jogos

"O rol de resultados do Porto nas várias modalidades, nas duas últimas semanas, não deve ter paralelos nas últimas décadas. Três derrotas consecutivas com o Benfica no andebol (modalidade em que o Glorioso não conquistava um titulo há quatro anos); eliminação das competições europeias pela Oliveirense no hóquei, derrota com o Galitos e depois com a Ovarense no basquetebol, culminando coma dupla jornada negra no futebol frente ao Tondela e Paços de Ferreira. Uma sequência de resultados assim não pode ser fortuita ou fruto do azar - uma bola que não entrou e podia ter entrado -, nem sequer atribuída a erros de arbitragem. Quando os exemplos são demasiados e contrastam com a senda vitoriosa do passado, as explicações têm de ser outras e só podem ter causas estruturais. De igual forma que a dinâmica de vitória do Benfica, que vai acumulando resultados positivos e conquista títulos em todas as modalidades, parafraseando Luís Filipe Vieira depois do jogo de Munique, "não pode ter nascido por acaso".
Não se pense, contudo, que verto lágrimas de crocodilo pelo Porto de Pinto da Costa. Penso mesmo que o que se está a passar é um caso de justiça poética (ou até dourada!). A questão é outra.
Há, neste momento, uma grande expectativa entre os benfiquistas: o Sporting perderá pontos no Dragão e o título ficará à nossa mercê. Temo que não seja assim. O mais provável, hoje, é que o Porto perca tudo o que tem a perder. Com consequências. Para alcançar o 35, o Benfica depende apenas de si e tem cinco jogos para vencer."

Controlo financeiro

"A Liga irá proceder ao controlo financeiro dos clubes das competições profissionais na sexta-feira. Esta prática consiste na obrigatoriedade de os clubes e SAD demonstrarem à Liga que se encontram com os salários em dia para com os seus atletas e treinadores, sendo realizada em dois períodos.
Quer em dezembro quer em Abril o controlo é um momento importante na época. É, por um lado, um instrumento útil, na medida em que exige igualdade aos competidores, além da verificação do cumprimento das obrigações para com os jogadores, mas, por outro, revela ineficácia.
A prova de pagamento, relativa ao período entre 11 de Novembro de 2015 e 10 de Março de 2016, é feita através da apresentação dos recibos assinados pelos jogadores, dos recibos das remunerações dos jogadores junto aos documentos que comprovem a realização dos depósitos ou transferências respectivas ou de declarações assinadas pelos jogadores certificando que se encontram com os salários regularizados. 
Apesar da boa vontade do controlo, a verdade é que a Liga continua a admitir como prova de pagamento as declarações assinadas pelos jogadores, invertendo o ónus da prova, ao colocar a responsabilidade no trabalhador, subordinado, que está na dependência económica da entidade patronal. Ora, o pagamento do salário é uma obrigação do clube e como tal deve ser este a fazer prova do mesmo.
É urgente que a Liga altere o mecanismo de controlo. Não podemos nem devemos aceitar que o trabalhador, tradicionalmente em posição mais frágil na relação laboral, seja exposto a pressões para que a entidade patronal preencha pressupostos regulamentares.
Os regulamentos da Liga devem permitir que a verificação das obrigações assumidas pelos clubes se faça apenas pela prova objectiva dos pagamentos dos salários, ou seja, através do descritivo das transferências bancárias feitas para os jogadores.
Aos futebolistas deixo um alerta: a assinatura de falsas declarações, que comprovem o pagamento do salário quando efectivamente não o receberam,inviabiliza-os de acederem ao Fundo de Garantia Salarial.
O controlo financeiro é, por isso, uma oportunidade para os jogadores exercerem os seus direitos e exigirem o pagamento do seu salário. Ao fazê-lo, garantem a existência de condições para a prática desportiva em Portugal."


PS: Este problema atinge mais Clubes do que seria de esperar, aparentemente até Clubes que estão praticamente qualificados para a Champions do próximo ano têm, actualmente, ordenados em atraso...!!!

Profissionalismo com amadores

"O profissionalismo consistente de que falamos não chega a todos os corredores e gabinetes da sede federativa, sendo o exemplo mais recente disso a actuação da comissão disciplinar, que teima, aliás, em manter processos de actuação que já vêm de um passado muito distante.

O futebol português tem vindo a afirmar-se cada vez mais como uma organização a que vale a pena dar crédito, não obstante alguns aspectos negativos que o trazem com frequência para a praça pública onde se torna objecto de discussão e polémica.
Criteriosamente, têm sido percorridos caminhos que atestam a sua emancipação progressiva, dos quais a construção e inauguração da Cidade do Futebol é o último é mais recente e espectacular exemplo.
A consumação de tal objectivo fica a dever-se a uma Federação competente, atenta e diligente, que muito tem contribuído para a afirmação de uma indústria que merece todo o respeito.
Só que o profissionalismo consistente de que falamos não chega a todos os corredores e gabinetes da sede federativa, sendo o exemplo mais recente disso a actuação da comissão disciplinar, que teima, aliás, em manter processos de actuação que já vêm de um passado muito distante.
Os mais diversos sectores, atentos ao caso, de há algum tempo vinham reclamando celeridade na resolução do chamado “caso Slimani”, estranhando uma demora para a qual não era aceitável qualquer justificação. 
Chegou finalmente a decisão, cujo conteúdo não desejamos incluir neste comentário.
Porque importante, deveras, é o carácter amador de que se reveste a actuação de um órgão tão importante no quadro da justiça federativa.
Demorou cerca de cinco meses, cinco, a assumir a sentença que absolveu o jogador do Sporting com a qual nem todas as partes se têm manifestado de acordo.
Mesmo sabendo-se que os Conselhos de Disciplina e de Justiça são eleitos em listas independentes da Direcção, é urgente tomar medidas que acabem com o estado actual, e acabar com este terceiro-mundismo em que o futebol português ainda se encontra, encontrando soluções que ajudem a reforçar a maioridade já atingida noutras áreas."

O miúdo dinamarquês que se apaixonou pelo Benfica

"Em 1961, o Benfica foi à Dinamarca conquistar uma vitória e... um adepto!

Na sua gloriosa caminhada europeia de 1960/61, o Benfica deslocou-se à Dinamarca para defrontar o Aarhus GF, no jogo da 2.ª mão dos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, disputado a 30 de Março de 1961.
A popularidade do Benfica já tinha chegado à Dinamarca principalmente entre os mais jovens. Dezenas de crianças dinamarquesas rondavam dia e noite o Hotel Royal, onde estava instalada a equipa benfiquista, só para conseguirem um autógrafo ou simplesmente verem os 'ases da bola'. Entre eles, estava o jovem Jan Birmann, 'um simpático rapazinho, de cara risonha e cabelo alourado', com 12 anos, que conseguiu conquistar a amizade de cada um dos jogadores, técnicos e dirigentes que compunham a comitiva benfiquista.
O pequeno dinamarquês, que esteve quase sempre junto da entrada do hotel, estava encantado com a possibilidade de contactar com qualquer dos jogadores. A comitiva benfiquista ficou impressionada com o seu entusiasmo e Jan 'foi praticamente adoptado pelo clube português', acompanhando os jogadores durante a sua estadia na Dinamarca. Estava com 'os melhores do Mundo', dizia ele em português.
O Benfica fez uma excelente exibição em campo. Venceu o Aarhus por 4-1 e José Augusto, com uma actuação extraordinária e dois golos marcados, foi a figura do encontro. Tal fez crescer ainda mais a admiração de Jan por José Augusto, ao ponto de, à despedida, ter-se mostrado disposto a vir para Lisboa, porque não se queria separar do «Zé Auguisto», como lhe chamava.
Desta aventura, nasceu um verdadeiro amor pelo Benfica. Por intermédio do Eng. Coelho Virgílio, vice-presidente da Comissão Central Jan tornou-se sócio do Benfica e manteve um contacto próximo do Clube.
Reencontrou os seus ídolos em duas outras ocasiões. Dois anos depois, quando o Benfica voltou à Dinamarca numa digressão pela Escadinávia, Jan convenceu o pai a levá-lo a Copenhaga. Chegou equipa 'à Benfica', o equipamento que Coelho Virgílio lhe tinha oferecido, e participou no treino dos seus ídolos. E em 1969, já com 21 anos, voltou a Copenhaga para ver o Benfica jogar com o clube local, e regressou com um presente muito especial: a camisola de Eusébio!
Com a sua paixão pelo Benfica, Jan Biermann é um símbolo da universalidade do emblema 'encarnado', que podemos relembrar na área 26. Benfica universal do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

Benfiquismo (LXXII)

Sport Dili e Benfica

Se alguém conseguir identificar estes jogadores,
devia merecer um lugar vitalício na Catedral !!!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lixívia 29

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 73 (-5) = 78
Sporting........ 71 (+15) = 56
Corruptos.......61 (+12) = 49

Depois de toda a coação pública exercida sobre o Capela, o jogo até acabou por não ter Casos graves para resolver... sendo que nos absurdos mergulhos do Marinho, o único erro foi não mostrar o respectivo Amarelo, por simulação!
Como praticamente todos os árbitros Tugas, Capela foi complacente com o anti-jogo da Académica. Eu compreendo que não é fácil... se com os jogadores de campo, é possível mandar seguir o jogo, com o jogador na relva, com o guarda-redes a reclamar assistência o jogo tem mesmo de parar!!! Mas mesmo assim, aquelas interrupções para falar com elementos do banco, os jogadores, só beneficiaram a equipa que não queira jogar Futebol...
Mas isto, só se resolve com uma revolução das mentalidades...
Apesar de ter resistido aos 'grandes' empurrões', sempre que teve dúvidas nos lançamentos laterais, nas faltinhas... apitou sempre contra o Benfica... E nos agarrões a meio-campo foi permissivo, sendo que em duas ocasiões (Sanches e Samaris), a inércia disciplinar do árbitro, acabou por provocar reacções aos nossos jogadores, que por acaso, acabaram por suster os ímpetos e não 'acertar' no focinho do adversário (creio que foi o Nuno Piloto nas duas vezes)!!!
Dois foras-de-jogo mal tirados ao Mitro... Num deles, a PorkosTV meteu uma 'linha', com o próprio defesa da Académica em fora-de-jogo!!! Já tinha saudades !!!
Como já referi na crónica do jogo os 6 minutos de compensação foram um absurdo (que acabaram por ser 8 !!!). Não sei quais são as indicações que os árbitros têm, mas neste tipo de situação, com uma equipa a fazer anti-jogo (com o marcador favorável) durante 90 minutos; sofrer um golo nos minutos finais (e ficar com um marcador desfavorável); não pode ser premiada com minutos de compensação...!!!
Nos outros jogos:
- os Lagartos com 3 chouriços (todos os golos foram obtidos com ressaltos pelo meio...), ganharam... sendo que o terceiro golo, foi na consequência de uma falta clara...
- os Corruptos, voltaram-se a queixar de um penalty (que realmente existiu), mas o primeiro grande erro foi num atraso para o Casillas... erro inacreditável, pois foi descarado!!! Logo a seguir ao penalty que não foi assinalado a favor dos Corruptos, para compensar, perdoou a expulsão ao Central Corrupto...


Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-2), Vasco Santos, Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado
19.ª-Arouca(c), V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
20.ª-Moreirense(f), V(1-4), Manuel Oliveira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Corruptos(c), D(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar
23.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
24.ª-União(c), V(2-0), Cosme, Nada a assinalar
25.ª-Sporting(f), V(0-1), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-Tondela(c), V(4-1), Luís Ferreira, Nada a assinalar
27.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Nada a assinalar
28.ª-Braga(c), V(5-1), Nuno Almeida, Prejudicados, (6-1), Sem influência no resultado
29.ª-Académica(f), V(1-2), Capela, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), D(1-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
19.ª-Marítimo(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
20.ª-Estoril(f), V(1-3), Tiago Martins, Nada a assinalar
21.ª-Arouca(c), D(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
22.ª-Benfica(f), V(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar
23.ª-Moreirense(c), V(3-2), Luís Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
24.ª-Belenenses(f), V(1-2), Capela, Nada a assinalar
25.ª-Braga(f), D(3-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-União da Madeira(c), V(3-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
27.ª-Setúbal(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
28.ª-Tondela(c), D(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
29.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
18.ª-Tondela(c), E(2-2), Luís Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Académica(c), V(3-2), Cosme, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
21.ª-Rio Ave(c), E(0-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
22.ª-Nacional(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Boavista(c), V(2-0), Rui Costa, Nada a assinalar
24.ª-Guimarães(f), E(0-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
25.ª-Benfica(c), D(0-1), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
26.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
27.ª-Arouca(c), V(5-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
28.ª-Belenenses(f), V(2-5), Tiago Martins, Beneficiados, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
29.ª-Marítimo(c), V(3-1), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-1), Sem influência no resultado

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada
18.ª jornada
19.ª jornada
20.ª jornada
21.ª jornada
22.ª jornada
23.ª jornada
24.ª jornada
25.ª jornada
26.ª jornada
27.ª jornada
28.ª jornada

Épocas anteriores:

A inapresentável justiça do futebol

"O amadorismo que grassa na justiça do futebol português é incompatível com as boas práticas duma competição profissional.

Quase cinco meses depois das ocorrências que marcaram o Sporting-Benfica da Taça de Portugal, o Conselho de Disciplina da FPF chegou a uma sentença, ainda passível de recurso, sobre o encontro imediato de quarto grau entre Slimani e Samaris. Decidiu o douto CD, em acórdão que está destinado a fazer história, que o jogador argelino não teve nenhuma acção merecedora de sanção. Não irei, aqui e agora, pronunciar-me sobre a fundamentação dos conselheiros da primeira instância federativa, apenas porque não quero ver inquinada pela clubite de terceiros a conclusão que para mim é mais relevante de todo este processo.
O futebol português tem sabido crescer em muitos aspectos e a organização e rigor implementados pela FPF têm sido justamente louvados, mais recentemente pela inauguração da Cidade do Futebol mas, acima de tudo, pelo profissionalismo que tem estado na base de óptima gestão. Ora, quando se chega à justiça da FPF, o que se encontra é o oposto. Grassa um amadorismo penoso, os processos arrastam-se até às calendas, abrindo portas a todas as especulações maquiavélicas que fazem parte do portefólio dos dirigentes dos clubes. É uma situação terceiro-mundista, que penaliza o futebol em Portugal - um retrocesso face ao pequeno período, ainda na vigência da disciplina na Liga, em que houve um entendimento mais célere e destemido da justiça - e que carece de urgente rectificação.
A justiça no futebol quer-se célere e não pode estar dependente das agendas de pessoas bem intencionadas que passam pelos órgãos jurisdicionais da FPF ao fim do dia para cumprirem um part-time amador. Basta pôr os olhos no que se faz nos países em que a indústria do futebol é levada a sério para se perceber o atraso em que vivemos e que urge alterar.
Esta é um preocupação que deverá estar plasmada no plano de acção da FPF, criando condições para um funcionamento eficaz e em dedicação exclusiva, se necessário. Curiosamente, os clubes, que clamam contra esta ou aquela decisão, fazem questão de passar ao lado daquela que é a questão de fundo, a celeridade. É nestes momentos, mais do que quando as equipas portuguesas medem forças com as inglesas, que percebemos como estamos longe do profissionalismo da Premier League.

E o que dirá Lopetegui na resposta a PC?
«Deixei-o [Lopetegui] contratar jogadores que ele me garantia serem para jogar (...) A culpa foi minha porque confiei em quem não devia.»
Pinto da Costa, Presidente do FC Porto
O presidente do FC Porto não foi nada meigo, na entrevista ao Porto Canal, com o ex-treinador do clube Julen Lopetegui, por quem meteu as mãos no fogo durante ano e meio. É, pois, com redobrada expectativa que se aguarda o contra-ataque do técnico basco, provavelmente a um jornal espanhol. Zangam-se as comadres, conhecem-se as verdades, em versão portista...

ÁS
Claudio Ranieri
Mais uma vitória, desta feita em Sunderland, e o título inglês ainda mais perto do Leicester, a Cinderela que está a um pequeno passo de fazer história na Premier League. Quem diria que há ano e meio Ranieri digeria a vergonha do Grécia, 0 - Ilhas Faroé, 1 e hoje está a um passo de entrar na lenda do futebol inglês...

ÁS
Raul Jiménez
Tanta gente se questionou sobre sobre o acerto do investimento do Benfica, quando foi buscar Raul Jiménez ao Atlético de Madrid e, afinal, o goleador mexicano poderá já ter pago o que custou. Depois do remate em São Petersburgo que valeu ao Benfica a passagem aos quartos da Champions, um golo, em Coimbra, com vista para o título.

DUQUE
Cassiano Neves
Consumada a descida de Portugal, no râguebi de XV, ao terceiro escalão europeu, torna-se cada vez mais nítida a caminhada dos sevens rumo à despromoção nas World Series (últimos em Hong Kong, no fim de semana). 2016 annus horribilis, sem que haja uma ideia clara de como se pretende dar a volta à situação.

México festejou o golo de Jiménez
A imprensa mexicana deu grande destaque à vitória do Benfica em Coimbra, puxando, de forma absolutamente justificada, diga-se, pelo excelente golo de Raúl Jiménez, à beira do fim, que deu os três pontos à equipa de Rui Vitória. A saga dos encarnados, vista do México, eis uma nova abordagem ao futebol nacional.

Barcelona
É pouco provável que o Barcelona venha a perder o título espanhol, a qualidade da equipa de Luís Enrique é indiscutível e o calendário até ao fim da La Liga não tem nenhuma contagem de categoria especial. Mas não deixa de ser interessante, do ponto de vista da análise, verificar como a derrota caseira com o Real Madrid abriu uma crise apenas mal mascarada pela arbitragem do alemão Byrch no jogo da Champions com o Atl. Madrid e posta a nu na derrota do Anoeta. Grande expectativa, reservada para o Cálderon, sobre o futuro culé da Liga dos Campeões..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfiquismo (LXXI)

Devem ter sido obrigados a cortar os bigodes e as barbas!!!

Adenda:
Os Invictos: 28 vitórias e 2 empates, 1972/73
Em cima: Bento, Malta da Silva, Humberto, Toni, Bastos Lopes, Messias, Rui Rodrigues, Matine, Jaime Graça, Artur e José Henriques
Em Baixo: Adolfo, Nené, Vítor Martins, Eusébio, Nelinho, Jordão, Diamantino, Shéu e Simões

Recordo, que o empate nas Antas foi mais uma roubalheira do Garrido (antevendo as décadas seguintes!!!), e o 2.º empate, aconteceu na última jornada, com o Atlético, com o Benfica já Campeão, a fazer uma deslocação ao estrangeiro na véspera, chegando a Lisboa na madrugada antes do jogo...

Recordar...



Duas horas bem passadas!!!

Só mais uma !!!

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
25-23, 25-22, 25-22

Apesar dos parciais terem sido parecidos, com o jogo de ontem, o Benfica hoje, esteve melhor, e os parciais não reflectem a nossa superioridade... principalmente no último Set, onde desperdiçamos uma vantagem grande na ponta final...
Uma nota para o Ché e para o Gelinski, que sendo 2.ªs opções durante a maior parte da época, estão em grande forma, e foram decisivos nestas duas vitórias!!! O regresso do André Lopes, sem lesões, também foi muito importante...
Estamos na frente (2-1), temos dois jogos revalidar o título, e para garantir mais uma época perfeita ao nível interno. Não me importo nada de festejar o título na Terceira no próximo jogo...!!!

PS: Uma singela homenagem aos adeptos das modalidades sempre presentes... principalmente ao meu Tio !!! Curiosamente resolveu 'virar as costas' no momento do flash!!!

Surpresa positiva...

Famalicão 2 - 3 Benfica B


Finalmente uma vitória fora, com muita sorte à mistura, mas em grande estilo, com grandes golos...!!!
Voltámos a demonstrar muita permissividade defensiva, e pouca organização ofensiva, mas lutámos muito. Aliás, estes miúdos têm demonstrado muita atitude, mesmo quando as coisas correm mal...
Uma referência ao Miguel Santos (muitas vezes criticado... com algumas de insinuações sobre 'favores' familiares, que eu não acredito), que hoje esteve quase a dar outro 'frango', mas na minha opinião tem sido decisivo nestes jogos onde a equipa tem sido 'massacrada' com várias defesas muito boas!!! Hoje safou-nos de vários dissabores...

Curiosamente, entrámos a perder com um 'chouriço'... Demos a volta no início da 2.ª parte, voltámos a ceder o empate, com muita passividade, mas ainda conseguimos marcar o 3.º golo, em mais um grande tiro... Até final foi defender com tudo, contra todos, inclusive o vento fortíssimo, e com o Dino a desperdiçar contra-ataques de forma absurda...!!!

Estamos acima da linha de água, mas ainda não estamos safos, mas agora vencendo os jogos no Seixal deve 'chegar'!!!

domingo, 10 de abril de 2016

11.ª Corrida Benfica - António Leitão

Fim-de-semana de correrias no Estádio da Luz. Mais uma edição muito participada...
Com corridas para todas as idades e para todas as velocidades, nos escalões principais,  vitórias para os Benfiquistas Hélio Gomes, e Dulce Félix!

Devia ser sempre assim...

Galitos 77 - 94 Benfica
21-30, 23-24, 15-24, 18-16

Boa reacção à derrota de Sexta-feira. Era obrigatório ganhar este jogo, contra uma equipa que nos tinha criado muitos problemas no último jogo... e já venceram os Corruptos este ano!!!
O Galitos entrou com vontade, mas o Benfica abrir logo uma boa vantagem... este é um bom exemplo, daquilo que devia ser o 'normal' no nosso Campeonato, em vez de andarmos a 'pastar' durante muitos minutos, para depois decidir tudo nos últimos segundos!!!
Apesar de não ser decisivo, será muito importante ganhar o próximo jogo com os Corruptos (que hoje voltaram a perder com a Ovarense!!!).

Iniciados - 1.ª jornada - Fase Final

Benfica 4 - 0 Braga

A equipa maravilha começou a Fase Final com nova goleada!!! Recordo que os nossos Iniciados venceram todos os jogos do Campeonato (1.ª e 2.ª Fases), e só sofreram 2 golos!!! Hoje, contra o Braga, que eliminou os Corruptos, voltámos a dominar...
Muito sinceramente, é extremamente difícil esta equipa não ser Campeã... sendo que o título, vai-se decidir nos 2 jogos com o Sporting!

Benfica ...... 3
Sporting ..... 3
Belenenses... 0
Braga ........ 0


Cinco finais

"Este Benfica de Rui Vitória mostrou, uma vez mais, que não desiste. Que não baixa os braços. Que tudo faz para a conquista dos 3 pontos.

1. Faltam cinco jornadas para o final desta Liga. Cada jogo é uma verdadeira final. Logo faltam cinco finais. Na busca do título, acima de tudo. Mas também na procura de um lugar europeu. E, em razão da abissal diferença de receitas entre a primeira e a segunda liga, a luta pela permanência naquela competição que proporciona, em termos de receitas televisivas, um valor bem significativo. E que obriga a questionar a curto prazo a viabilidade económica e desportiva de uma segunda liga que só em custos globais de arbitragem atingirá quase os três milhões de euros. E se olharmos para a segunda liga constatamos a imensa disputa pela subida ao principal escalão do nosso futebol e que antecipa, nestas derradeiras jornadas, uma luta bem renhida entre vários clubes. E a vitória ontem do Portimonense face a um Olhanense que terá de provar, e muito, para permanecer nas competições profissionais pressiona, entre outros, Chaves e Famalicão. Mas ontem em Coimbra o Benfica sofreu e muito. E lutou e muito. A Académica precisa(va), e muito, de pontos e, ontem, teve a sorte do jogo. No primeiro remate que fez à baliza do Benfica marcou um golo. Aliás um bonito golo. Mas este Benfica de Rui Vitória mostrou, uma vez mais, que não desiste. Que não baixa os braços. Que tudo faz para a conquista dos três pontos. De outra vitória. Que sabe que, cada jogo, só termina bem depois dos noventa minutos. Ontem foi já depois dos noventa e sete! E com o colinho imenso dos milhares de adeptos que pintaram de vermelho as bancadas do Estádio Municipal de Coimbra e com o capitão Luisão, no banco, a sofrer com os colegas e a mostrar que este Benfica vale como um todo. E que é um por todos e todos por um.
2. Está formalmente constituída a nova Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol. O conjunto dos delegados eleitos tomou ontem posse. E a apresentação das candidaturas para os órgãos sociais - Presidente, Direção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal, Conselho de Disciplina, Conselho de Justiça e Conselho de Arbitragem - termina já no próximo dia 20 de Abril. As eleições realizam-se a 4 de Junho e a posse dos órgãos sociais eleitos terá lugar no dia 7 de Junho. Sabemos que o Doutor Fernando Gomes será reeleito. É uma reeleição justa e merecida. E temos conhecimento que o Presidente da APAF, José Fontelas Gomes, já terá constituído o elenco do seu futuro Conselho de Arbitragem. O que importa, agora, é que o novo Conselho de Disciplina assuma que não pode repetir os cento e trinta e quatro dias que o actual Conselho demorou para decidir o denominado caso Slimani. Na verdade desde o dia em que o actual Conselho de Disciplina decidiu abrir um processo de averiguações - a 27 de Novembro do ano passado - até à passada sexta feira, dia da publicação da decisão, passaram 134 dias. É muito tempo. Demasiado para a celeridade que o futebol de hoje exige. Mais do que a bondade - ou se quisermos a não bondade - de uma decisão, exige-se um tempo razoável para essa mesma decisão. Um prazo que se entenda. E não um sistemático adiamento que não se percebe. E, porventura, a consciência que o que é escrito seja minimamente compatível com o que é visto. Por todos. Mesmo que haja, sempre, olhos pintados ou olhos com cores na avaliação, mesmo que não minuciosa, de lances discutíveis de um jogo. Nos próximos dez dias vão saltar os nomes para os órgãos, em especial para os órgãos considerados como vitais. Diria que estruturantes. Arbitragem e Disciplina. Sem esquecermos o Conselho de Justiça. Agora com menores atribuições em razão da institucionalização do Tribunal Arbitral do Desporto. Que, aliás, está a desagradar a alguns. Incluindo alguns que o deveriam apoiar e estimular! Vamos conhecer, assim, as listas. Vamos saber quem fica e quem sai. Vamos perceber se a renovação apenas atinge o Conselho de Arbitragem. E, depois, vamos entender como os principais clubes, a Liga, o Sindicato dos Jogadores e as principais Associações se colocam perante os elencos apresentados para os diferentes órgãos. Com a certeza, uma vez mais, que o Doutor Fernando Gomes merece ser reeleito por uma larguíssima maioria. Diria por uma quase que unanimidade. Sendo certo que ele terá que ter presente, em relação alguns actores desportivos, a lição do filósofo grego Aristóteles: «A gratidão é o sentimento que envelhece mais depressa»!
3. Na próxima quarta feira um Estádio da Luz cheio de fervor, mas consciente das dificuldades, será um dos palcos da Europa do futebol. E com atenções de todo o Mundo. O Benfica saiu de Munique com a cabeça bem erguida. E os seus admiráveis e fiéis adeptos com a consciência que vale a pena acreditar nesta equipa, nesta equipa técnica, neste Presidente, nesta Direcção, nesta SAD. Lisboa acolherá, com a simpatia de sempre, milhares de seguidores do Bayern. E o Município da capital não deixará, estou certo, de saber receber uma das comitivas mais emblemáticas da Alemanha. Com a certeza que os alemães cada vez mais procuram Portugal e Lisboa para as suas férias ou para os seus fins de semana prolongados. O futebol é também um ponto de encontro. E as competições europeias momentos para conhecer cidades, os seus monumentos, os seus museus, a sua gastronomia, os seus ambientes. E Lisboa tem um pouco de tudo. E mais o fado, património da Humanidade. No todo, uma atmosfera singular. Que motiva, sempre, a um regresso!
4. Quando o Benfica marcou, ontem, o seu bonito segundo golo recordei uma frase de um grande jornalista, e dramaturgo, brasileiro. Nelson Rodrigues escreveu um dia que «no futebol, o raciocínio é uma carroça diante da velocidade vertiginosa do instinto». Foi o que senti quando festejei o fantástico golo do Raúl Jiménez! Verdadeiro instinto de goleador!"

Fernando Seara, in A Bola

É preciso muito andamento

"Benfica e Sporting, se vencerem as cinco jornadas que faltam, vão terminar este campeonato com 88 e 86 pontos, respectivamente. É muito raro uma equipa alcançar esta pontuação em Portugal. Quando, na mesma época, dois rivais apontam a números tão elevados, o que está em causa é uma corrida desenfreada, sem travões, de dois bólides de altíssima cilindrada. Mesmo que os estilos de 'condução' sejam muito diferentes.
A imagem do Ferrari foi lançada há uns meses por Jorge Jesus - que mostrou curiosidade em saber se o seu rival iria ter 'mãos' para um Ferrari como o Benfica. Ora, Rui Vitória não só está a mostrar perícia para conduzir o tal Ferrari por bons caminhos, como ameaça até poder vir a transformar-se no melhor 'piloto' que já passou pela Luz. Está ainda de pé a possibilidade de os encarnados baterem o recorde de sempre de pontos na Liga. Mesmo que faça 4 vitórias e 1 empate nos jogos que restam, Rui Vitória já seria - com 86 pontos - o treinador mais pontuado de toda a história das águias.
Jesus também tem boas hipóteses de conseguir um registo fantástico no contexto histórico dos leões, embora já não seja possível ultrapassar o recorde da Liga, que são esses 86 pontos de José Mourinho, pelo FC Porto. Pode igualar, ainda assim, se triunfar em todos os jogos que o Sporting ainda irá disputar. Quando se fizer a radiografia desta temporada, dentro de pouco tempo, o percurso do Benfica terá de ser valorizado, também, em função do que está a ser a caminhada dos encarnados na Liga dos Campeões lembrando que ainda existe uma meia-final da Taça CTT por jogar. O principal mérito de Rui Vitória é este: deixou de falar-se na equipa que perdeu três vezes com o Sporting para se passar a falar na equipa que pode ganhar três títulos. Mesmo que a Champions seja mais miragem do que outra coisa."

Não nos esperam tempos de paz...

"O campeonato entrou numa fase decisiva. Na frente, Benfica e Sporting estão na curva para entrarem na recta final. Vitória tem razão. Cada jogo, agora, é, mesmo, uma final. Não dá para uma distracção. Não dá para tropeçar numa barreira. A partir de agora, é a força mental que domina.
Daí que não seja de admirar que também se procure jogar fora de linhas. Pressão é a palavra de ordem e, nesse particular, os tais mind games de que Mourinho tanto falava, estarão sempre em cena no palco do teatro.
O Sporting, que vai atrás, jogará tudo para levar o seu rival a desconcentrar-se e a perder pontos. Octávio entrará mais vezes a titular no jogo das palavras e das pressões. Se for necessário, Bruno de Carvalho também fará uma perninha, nem que seja, pelo Facebook. As respostas virão de João Gabriel, que está destinado a ir a todas, uma vez que Vitória não entra nesse jogo, Vieira, tal como disse, defende a indústria e não cai na asneira de sujar a camisola e Rui Costa mantém-se, como sempre, fora destas guerras.
Não se esperem tempos de paz e de passarinhos a chilrear nas árvores. Vai ser duro. Vai ser um final de campeonato de muitas emoções e de muitos prováveis excessos. Esperemos que dentro dos limites do aceitável. Esperemos que dentro dos limites de uma sociedade livre, mas responsável.
Com o FC Porto a fazer jogos de treino para a final da Taça, como aconselhou com sentido de realismo o seu presidente, regressa, assim, como há muitos anos não se via a histórica rivalidade entre Benfica e Sporting.
Para o futebol português, isso não é, necessariamente, mau. Para o crescimento dos dois clubes, também não."

Vítor Serpa, in A Bola

Velhos manuais

"Com o aproximar das grandes decisões na principal prova do futebol profissional, regressam os velhos manuais da 'pressão' sobre os agentes decisores no jogo. Em especial os árbitros. Nesses manuais não interessa tanto se os árbitros são nomeados singularmente ou se são sorteados. O que interessa é, conhecida a designação, distribuir suspeição sobre a equipa de arbitragem naquele jogo em particular. No escopo imediato de 'constranger' psicologicamente os agentes de arbitragem. Mediatamente, afectar a independência técnica na aplicação das leis do jogo. Os novos manuais desmerecem estas tácticas, uma vez que pressupõem que os árbitros de hoje, a actuar nas competições profissionais, já não são os árbitros de outrora, com outra formação, com outra educação e sem a preparação de que hoje dispõem os árbitros para suportar esse tipo de envolvimento psicológico das competições. O que não muda - e disso se aproveitam os velhos manuais - é a circunstância de o árbitro ser ainda e sempre o elo mais fraco neste outro 'jogo' das palavras.
Para essa inferioridade comparativa no relacionamento público concorrem os regulamentos. Os árbitros devem aceitar as nomeações para os jogos. Os árbitros não devem emitir "quaisquer opiniões públicas, sem autorização prévia, sobre matérias de natureza técnica ou disciplinar, relativamente ao sistema específico da arbitragem das competições profissionais bem como em relação a jogos em que tenha intervindo, ou em que tenham intervindo outros árbitros, ou outros agentes da arbitragem". Os árbitros devem "abster-se de quaisquer atos da sua vida pública ou que nela se possam repercutir que se mostrem incompatíveis com a dignidade indispensável ao exercício das suas funções de árbitro". Os árbitros devem "adoptar no exercício das suas funções ou por via delas um comportamento de correcção e bom entendimento com todos os órgãos da hierarquia desportiva, clubes, dirigentes, jogadores, treinadores e demais agentes desportivos". Um modelo de virtudes e de obrigações feito para levar pancada e ficar calado.
Quem os defende, nomeadamente antes dos jogos? Deveriam ser os regulamentos. Como? Tão simples: punir todas as práticas dos velhos manuais com rigor e severidade - tirar pontos aos clubes seria a solução; retirar das suspensões aos agentes desportivos a inibição para a assunção e manutenção dos cargos no seio das sociedades desportivas. Como a Liga está agora a 'estudar' a regulamentação, talvez valesse a pena 'pensar' nisto a sério."