Últimas indefectivações

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Champions: porque não acreditar... num futuro próximo?

"Como diria Rui Vitória, terça-feira houve Champions e o Benfica estava lá. E espero que continue a estar.

Benfica-Zenit
1. Na terça feira passada, o Benfica venceu o Zenit por 1-0, uma vitória que fez lembrar uma outra, também por 1-0, na Luz... frente ao Liverpool... com um cabeceamento de Luisão, em 2005/06... na mesma baliza!
Uma vitória construída num futebol adulto, sem as loucuras nem os desequilíbrios que custam tão caro nestas coisas da alta roda do futebol europeu (que sabemos por experiência própria).
Numa mescla perfeita entre juventude e maturidade, entre a experiência de quem já ganhou tudo e a fogosidade de quem quer ganhar... tudo!
Com competência, com humildade, com circulação de bola tão determinante no futebol de hoje.
E com a serenidade de quem tem que dirigir a equipa, sem espectáculos no banco, sem histórias que não sejam as do jogo, que envergonhadamente justificámos, no passado, embora soubéssemos que nada tinham a ver com a maneira de estar do Benfica e com a postura necessária para que os nossos adversários nos continuem a respeitar como um dos grandes da Europa.
Desportivamente, mas, também, nos comportamentos e na forma de nos relacionarmos com os nossos adversários.
Ou seja, ... à Benfica.

Mensagem da... 'nação angolana benfiquista'
2. Já em casa, ainda, a saborear a vitória conseguida com o golo de Jonas (um dos jogadores que mais me fascinou, desde que vejo futebol, com uma técnica, uma subtileza e uma inteligência aplicada que me entusiasma de cada vez que toca na bola), nos descontos... para saber melhor... quando recebi uma mensagem que me voltou a recordar as razões porque acho possível que o Benfica poderá voltar a ser Campeão Europeu.
No meu WhatsApp, lá estava uma mensagem do meu amigo Luandino Carvalho, que me reenviava um texto com origem no grupo Nação Angolana Benfiquista, da autoria de Ricardo Tavares, e que tomo a liberdade de transcrever, na íntegra (sem que isso signifique identidade absoluta com a «tristeza» e o choro» a que se apela no mesmo).
Assim, e respeitando, na íntegra, o texto e a pontuação original...
«Se o nosso Benfica não tivesse de vender os melhores jogadores ano após ano para nossa grande tristeza, a nossa equipa este ano se fosse composta pelos melhores jogadores que passaram cá nos últimos 5 a 6 anos teria os seguintes jogadores:
+ Guarda-redes
- Júlio César - Oblak
+ Defesas centrais
- David Luiz - Luisão - Garay
+ Defesas Esquerdos
- Fábio Coentrão - Siqueira
+ Defesas direitos
- Maxi - Cancelo - André Almeida - Nélson Semedo
+ Médios centro
- Javi García - Matic - Witsel - Ramires - Enzo Peréz - André Gomes - Renato Sanches
+ Alas
- Di María - Salvio - Gaitán - Nolito - Markovic - Bernardo Silva
+ Avançados
- Cardozo - Rodrigo - Lima - Jonas
Compõe o teu 11!!! Tenta só não chorar.»
E, acrescentaria eu... sem esquecer... Nuno Gomes, Pedro Mantorras, Pablo Aimar, Javier Saviola, apesar de já não jogarem.
Ou seja - e sendo fiel ao texto e aos jogadores de classe mundial que nos últimos 6 anos e todos em fases fulgurantes ou muito conseguidas das respectivas carreiras, (não, não se trata dos que já não jogam ou de juntar os melhores da década de 60, de 70 e 80, ou mesmo da década de 90 ou do princípio deste século) - o Benfica, mantendo-os todos ou muitos deles, seria, sempre, nas últimas duas ou três épocas candidato a... Campeão Europeu.
Percebem, agora, porque não é uma loucura, poder ambicionar, todos os anos a ganhar a Liga dos Campeões?

Esta época
3. A pergunta lógica e imediata é, mas já nesta época? Talvez não, mas já estivemos próximo de o fazer. Recordo o esforço feito pelo Clube - ou seja, por todos nós - para que, quando a final se disputou no nosso Estádio, na época de 2013/14, ambicionássemos poder disputá-la. Gerindo vendas (ou melhor, gerindo a sua recusa), porque esse era um desejo (ou, muito especialmente) também, do Presidente Luís Filipe Vieira.
Sei-o, porque tantas e tantas vezes temos falado, os dois, sozinhos... desse sonho! E da possibilidade de o tornar realidade. Bem sei que os objectivos, definidos a cada ano, são mais modestos.
Mas temos de o tentar.
Como diria - adaptando - Rui Vitória... nesta terça feira houve Champions e o Benfica estava lá. Como espero que continue a estar.
Vejamos: Para além do nosso confronto com o Zenit, teremos o PSG-Chelsea, o Gent-Wolfsburg, o Roma-Real Madrid, o Arsenal-Barcelona, o Juventus- Bayern, o PSV-Atlético de Madrid e o Dínamo de Kiev-Manchester City.
Ou seja, admitindo que poderemos passar o Zenit (apesar de admitirmos como possível a nossa eliminação, embora com menos percentagem de hipóteses, muito especialmente depois da vitória de 1-0 de anteontem) não será impossível admitir o sonho de - o sorteio o dirá - podermos voltar a ser felizes com o Gent ou o Wolfsburg, ou com o Dínamo de Kiev ou o Manchester City.
Tanta sorte no sorteio para chegar à meias finais?
Devolverei a pergunta com outra: será que só os outros é que podem ser Campeões Europeus numa época sem clubes ingleses, ou, noutra, contra o Deportivo da Coruña ou o Mónaco (de então)?
Ou não poderemos - por sermos do Benfica - ambicionar um pouco de sorte num sorteio?
E depois?
Depois, logo veremos.

Um ciclo de três anos
4. E nem me falem de orçamentos... Porque a Juventus (em 2015, em Berlim) e o Atlético de Madrid (em Lisboa, em 2014) são bem a prova de que se pode chegar a uma final com um orçamento muito, mas muito inferior ao de outros.
Eu sei que podemos sempre querer lá chegar e nunca o virmos a conseguir. Mas, como em tudo na vida como não me canso de repetir aos meus filhos, nas suas diferentes ambições e desafios etários... de 25, o Afonso... de 13, a Francisca... e de 8, o António -... nem sempre os que tentam conseguem, mas nunca consegue quem nunca tenta. Ou - numa versão diferente, mas igual -... nem sempre os que querem ganhar, ganham, mas nunca alguém ganhou nada sem o desejar muito (e, já agora, trabalhar para isso).
No futebol, como na vida.
No jogo, como connosco.
E, para isso, repetirei, sempre, o que julgo ser necessário voltar a repetir (ou gerir com esse objectivo): organizar a equipa em ciclos de três anos, em que o 1.º seja de construção, o 2.º de correcção e o 3.º de concretização da (ou de luta assumida pela) vitória.
Já agora... com um treinador que saiba dar valor ao esforço de quem dirige e que potencie os jogadores que lhe forem dando. Que, como se viu no texto da autoria de Ricardo Tavares, publicado no Grupo Nação Angolana Benfiquista... foram muitos e muito bons. Um treinador que não tenha um só objectivo, porque no Benfica... queremos ganhar sempre tudo.
Essa é a diferença.
Entre nós e os outros.
Vontade feita de mística... verdadeira (e não de manifestações organizadas por vitórias sobre uma equipa que não está a lutar por lugares europeus, sequer... a 12 jogos do fim do campeonato).
Vamos a isto, Benfica?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Benfiquismo (XVIII)

Que linda vista...

Redirectas XXXIII - Jonas e Renato

Jonas está feliz e Renato Sanches também. Depois de uma vitória é natural que assim seja mas a felicidade de tanto um como outro vão muito para além da suposta vitória. A sua felicidade é reflexo de algo mais profundo. Os atletas sentem-se acarinhados e isso faz toda a diferença.
Se alguém merecia ser autor do golo da vitória esse alguém era o Jonas. Que bem lhe ficou. Diz Jonas que: "...não existe hipótese alguma de eu sair do Benfica este ano". Pois eu espero Jonas que não saias nos próximos dois ou três anos. Um jogador como tu é sinónimo de classe e classe deve ter lugar no nosso Benfica ainda que possas ficar com o tempo menos forte fisicamente. Mas no banco também se joga. Gostaria muito de te ver com o manto sagrado ainda por muito tempo.
Renato Sanches diz: "Sinto um grande carinho pelo Benfica e se tiver de ficar cá, foi aqui que cresci, estou aqui há dez anos, sinto-me bem e isso não me afeta a cabeça".
Nas minhas últimas Redirectas se bem se recordam tenho insistido com o tema Renato Sanches. E faço-o porque considero que os adeptos e a direcção têm um papel muito importante a desempenhar para que Renato Sanches se mantenha de águia ao peito por muitos e bons anos. E não estou errado como as palavras de Renato Sanches comprovam. Renato sente o carinho dos adeptos. Gosta da forma especial como o seu nome é ecoado pelo estádio. Está no clube à 10 anos e está a viver um sonho de criança. Eu digo novamente. Aumente-se o ordenado do miúdo e coloque-se uma clausula superior a 150 milhões. Não queremos gente a pagar ninharias para levar a nossa maior jóia. Quanto às bancadas quero ouvir das claques um cântico especial para o Renato. Se for preciso falem comigo que eu faço um.
Apesar da vitória ainda existiram coisas no jogo que penso que podemos melhorar. O golo foi importantíssimo mas fiquei com a convicção que teria sido possível fazer mais dada a falta de condição física do adversário. Penso que Rui Vitória a partir de determinado momento também o sentiu porque do banco tentou empurrar a equipa para a frente. Mas por algum motivo os jogadores demoraram a perceber a situação. Talvez se esse momento do jogo tivesse sido mais trabalhado nós podessemos hoje estar aqui a falar de uma vitória mais robusta.  Dois zero seria um resultado que nos daria muito mais tranquilidade mas a verdade é que não sofrer golos em casa é nestes jogos uma grande mais valia. Três semanas é muito tempo em futebol. Vamos ver como estará o Zenit então. Será complicado mas eu acredito. Esperemos que a temperatura possa estar mais do nosso gosto. Isso fará toda a diferença. Não me esqueço que a última vez que jogámos os oitavos com eles estavam -15ºC. Mas isso é só daqui a três semanas. Até lá muita coisa ainda vai acontecer. O que importa agora é o Paços e é para ganhar. Carrega Benfica.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Começou complicado... mas terminou bem !!!

Benfica 3 - 1 Ethnikos
18-25, 25-19, 25-18, 25-19


Susto no 1.º Set, com um Benfica a jogar abaixo das nossas possibilidades; e os Gregos mais fortes do que o ano passado. Aliás, o Ethnikos mudou quase toda a equipa, com Sérvios, Alemães, Brasileiros... equipa muito alta, bom bloco nas varetas, bom serviço... Resumindo, no final do 1.º Set, estava mesmo assustado!!!

Tudo mudou a partir daqui... a entrada no André Lopes, para o lugar do Kolev foi importante, mas toda a equipa melhorou. Sendo que a grande debilidade dos Gregos (bloco na zona Central) foi facilmente identificada, e o Benfica começou a aproveitar isso mesmo: 27 pontos para os nosso Centrais (praticamente 100% de aproveitamento); 37 para o resto da equipa!

Era muito importante não perder 2 Set's, por isso no 4.º Set notou-se mais 'entrega' por parte dos adversários. O facto do marcador, ter estado quase sempre próximo (diferença de 2 a 3 pontos), fez os Gregos acreditar... Mas, o facto dos dois pontos mais longos (com muita sustentação) terem sido ganhos pelo Benfica (na luta); em conjunto com a nossa melhoria no Bloco, acabou por 'fechar' a partida a nosso favor!!!

O ano passado, com um resultado parecido, chegámos à Grécia, e ganhámos o dois primeiros Set's, e 'fechámos' a qualificação para as Meias-finais! Depois rodámos toda a equipa, e até perdemos o jogo! Este ano, temos tudo para repetir o feito... sendo que este ano o Ethnikos está mais forte... e com 3-1, garantimos pelo menos o Golden Set!

3 pontos

Benfica 2 - 1 Aves


Pois é, com a linha de água por perto, o Benfica B passou a jogar para o pontinho!!! E a verdade, é que nos últimos 5 jogos não perdemos (3 empates; 2 vitórias). Sabe a pouco, mas é melhor do que ir parar ao CNS!!!

O Aves está a lutar pela subida à I Liga, tem vários jogadores experientes, tem jogadores fisicamente fortes, tem um treinador também experiente... se calhar por tudo isto, o Hélder optou por mudar o Sistema: 3 Defesas! Que de facto foram mais 5 Defesas, com a maior parte dos jogadores mal posicionados... Os jovens jogadores do Benfica não estão rotinados, a este Sistema... demos imenso espaço no contra-ataque, e foi com naturalidade que o Aves marcou... Quase na resposta, numa jogada individual do Berto à linha, empatámos... Foi muito importante ter empatado, logo de seguida.
O jogo ficou repartido, mas sempre com o sinal mais, por parte do Aves... o Hélder percebeu isso, e ainda tirou um dos avançados e colocou mais um Trinco (ficámos com 5 defesas e 3 Trincos em campo!!!) Logo a seguir: o momento do jogo, 2.º amarelo ao avançado do Aves por simulação de penalty... O contacto existe, a queda é um bocado teatral, se o árbitro tivesse marcado penalty não seria escandaloso... o 2.º amarelo foi exagerado!
Com o Aves a jogar com 10, o Benfica arriscou mais... mas também ficámos mais expostos ao contra-ataque. O jogo ficou dividido, mas numa grande jogada (Guzzo-Gonçalves-Saponjic) chegámos ao golo da vitória...
Mais 3 pontos, num jogo, quase sempre mal jogado...

O Aves queixou-se muito do árbitro, é verdade que na expulsão exagerou... mas houve outros erros graves, por exemplo o Nélson Pedroso, também devia ter visto o 2.º amarelo... o árbitro nem marcou falta, porque percebeu que seria a 2.ª expulsão!!! O cartão mostrado ao João Nunes foi outro exagero, e depois foi incapaz de manter o mesmo critério, com claro prejuízo para o Benfica... Resumindo outro árbitro muito fraquinho: Luís Godinho.

Euforia e decepção

"No futebol não vale a pena estarmos com muitas filosofias ou explicações técnico-científicas. O Benfica perdeu o clássico por 2-1, ponto final. Nem há vitórias morais. E essa ideia de que não se ganhou por causa de um guarda-redes é apenas uma forma injusta de desvalorizar esse posto, como se no futebol houvesse 10 jogadores e um supranumerário.
Além disso, está definitivamente enraizada - nos media e nos comentários - a prática de as análises depois dos jogos serem em função do resultado. Neste caso, tendo ganho o Porto, lemos por todo o lado, louvaminhas tácticas, técnicas e emocionais ao génio azul e branco. Tivesse o Benfica marcado o 2-1 e ganho a partida com tudo o resto igual e, claro, teríamos as mesmas lisonjas, agora falando do talento encarnado. Aliás, basta recordar a vitória do Benfica no Dragão por 2-0 na época passada onde se pôde constatar o decalque comentarista, ainda que de sinal contrário.
Em dois aspectos, porém, este importante jogo se distinguiu. Arbitragem sem casos e jogadores a jogar sem pensar nas caneleiras do oponente.
Como benfiquista fiquei decepcionado e já habituado a momentos como este. Foi assim há 3 anos, ao perder o título com o empate caseiro contra o Estoril (sim, foi aí que ele se perdeu), no ano passado perdendo em Paços, o que permitiria uma distância de 9 pontos para o 2.° classificado e agora o mesmo neste clássico. Definitivamente o Benfica não se dá bem com estas soberanas oportunidades, nem com o ambiente excessivamente eufórico que à sua volta se cria com parangonas desmedidas por todo o lado que geram um ambiente de que vai ser canja."

Bagão Félix, in A Bola

Zenit ajudou, a virar a página

"O Benfica respondeu bem ao tiro no porta-aviões que foi perder em casa com um FC Porto que estava ao alcance dos encarnados. Essa é a principal ilação a tirar do jogo de ontem da Champions, onde, sem deslumbrar, a equipa da Luz apresentou um futebol sólido e sério, frente a um opositor experiente e bem orientado, recheado de craques pagos a peso de ouro. Quando Jonas, já em tempo de compensação, mostrou que também marca contra os grandes, o Benfica já tinha feito o suficiente para justificar a vantagem. Não obstante, porque nem André Villas Boas revelava vontade especial de assumir demasiados riscos, nem Rui Vitória ia para além das trocas directas, parecia, à medida que o encontro se aproximava do fim, que tudo ia ficar por um nulo a rever em São Petersburgo. Em boa hora para o Benfica, porém, Gaitán marcou um livre perfeito, Jardel bloqueou Garay e Witsel e Jonas cabeceou certeiro para o fundo das redes russas. Um golo que permite aos encarnados uma abordagem mais confiante para o jogo da segunda mão.
Benfica, da depressão à euforia em quatro dias? Mal irá se assim for. Os ensinamentos que precisa de retirar destes dois jogos devem ir essencialmente no sentido da necessidade de apurar mais o controlo do meio-campo. O FC Porto dos dias de hoje não é melhor que este Zenit e a diferença para os da Luz entre a última sexta e a noite de ontem residiu, precisamente, no maior envolvimento dos alas e do dez no apoio ao seis e ao oito.
Antes da final de Alvalade, o Benfica, que continua no arame sem rede, não tem margem para facilitar. A demanda do título passa por encarar o Paços de Ferreira e o União da Madeira como jogos de vida ou de morte. Para já, a forma como viajou entre o FC Porto e o Zenit é um bom sinal."

José Manuel Delgado, in A Bola

Milagres que se vão fazendo por cá

"Justa e moralizadora. Eis duas palavras que se podem utilizar sobre a vitória do Benfica frente ao Zenit, equipa de investimento milionário que ontem caiu na Luz. Verdade que os russos jogavam contra o facto de estarem sem liga e logo com menos ritmo do que a formação portuguesa, mas não foi só isso que ajudou a esbater a enorme diferença de muitos milhões entre as equipas. Os clubes nacionais têm conseguido ao longo dos anos brilharetes na Europa que os milhões tentam travar. Não há maneira de evitar o facto de sermos um país periférico, onde o investimento não abunda e com um mercado reduzido, que faz com que as somas libertadas para o futebol não se comparem a potências como as cinco grandes ligas europeias e a que outros aspirantes novos-ricos vieram juntar-se. Ontem foi com Jonas, descoberto a preço de saldo em Valência, o inimitável Gaitán e o miúdo Renato que o Benfica enganou uma equipa onde jogam, por exemplo, ex-águias como Garay. Witsel ou o 'rival' Hulk. Não chegou. Ainda bem. Sabe melhor assim.
É óbvio que o apuramento está longe de garantido, mas ganhar sem sofrer golos na Liga dos Campeões é sempre bom. Obriga o Zenit a sair mais do que desejaria na 2.ª mão e potencia o momento mais forte do Benfica, as transições, jogando no erro do adversário. Razões de satisfação para Rui Vitória e toda a estrutura encarnada. E depois há os milhões da Champions. Vitais para a saúde dos cofres da SAD.
Estranho Salvio na bancada. O argentino foi convocado de surpresa com o FC Porto. Mereceu mesmo a entrada no clássico para tentar inverter a derrota. Foi chamado à conferência de antevisão do jogo, onde disse que trabalhava para ser titular. Bancada? Algo falhou. Ou a comunicação chocou com as ideias do técnico, ou o físico. Tentar perceber o quê nos próximos dias."

Benfiquismo (XVII)

Paciência... de Jonas!!!

Benfica 1 - 0 Zenit


Jogo dos 'medos'... o Benfica com medo do contra-ataque do Zenit; e o os Russos com medo do ataque posicional do Benfica. Sendo que o Zenit com vários jogadores fisicamente com pouco ritmo, jogou claramente para o 0-0, fazendo anti-jogo, principalmente através do guarda-redes, desde do início da partida...
A vantagem mínima pode ser curta, mas é melhor que o 0-0. O jogo de São Petersburgo vai ser muito mais difícil: o Zenit vai estar melhor fisicamente, o frio vai afectar a partida, a adaptação à relva dura vai ser um facto importante... e a capacidade dos jogadores do Benfica, resistirem à pressão vai ser decisiva (acreditem os Russos vão montar o Circo... o AVB sabe da poda!!!). E podem esperar ainda um daqueles apitadeiros bem caseiros...!!!
Com o castigo do Jardel, será decisivo ter o Lisandro e o Lindelof aptos... mas a recuperação do Fejsa, também será muito importante (a ausência do Javi Garcia e do Criscito também será importante).
O Vitória não me fez a vontade, e apostou no mesmo 11 do jogo com os Corruptos (vamos ver em Paços, se vamos ter consequências...). O jogo foi quase sempre lento, com poucas transições rápidas, ninguém queria cometer erros... Podemos usar um dos clichés do Futebolês quando as coisas no final correm bem: foi um jogo de paciência...!!! Só o Jonas Pistolas é que quebrou o enguiço!!!
No 2.º tempo, o Benfica tentou jogar mais rápido, e criou algumas oportunidades (2 flagrantes: Gaitán e Jardel), mas a bola continuava a não querer entrar... Até que quando já poucos acreditavam, numa falta estúpida, deu Vermelho ao defesa-esquerdo do Zenit e na sequência do Livre, golaço do Jonas...
Não acredito num 0-0 em São Petersburgo, vamos ter que marcar...
O Júlio foi mais espectador que jogador, uma defesa digna desse nome...; Eu sei que os destaques vão ser outros, mas hoje tenho que destacar o Lindelof, foi provavelmente o nosso melhor Central... e ainda teve tempo de atacar! A confiança está a subir, e isso nota-se, não só no trabalho que ele efectua, mas também se nota na confiança dos companheiros, nele...; o Jardel tem jogado um pouco abaixo do normal, e não foi só hoje... na 2.ª parte acabou por estar melhor na marcação ao Gigante Russo; Eliseu sempre bem a defender, o Givanildo esteve sempre controlado; o André vai fazer muita falta na 2.ª mão, hoje até teria sido melhor o Nelsinho, pois havia espaço para subir... daqui a 3 semanas, com o 'bloco' mais baixo, o André estaria no seu habitat natural...
O Samaris também fez um bom jogo. O facto da partida ter sido jogada com um ritmo lento, com poucas transições rápidas, ajudou... Notou-se que esteve muito concentrado, no posicionamento perto da linha defensiva... E no final do jogo, até pareceu ainda estar fresco! O Renato, voltou a ser muito importante... e voltou a terminar o jogo completamente esgotado, os maus passes nos últimos minutos, são sinais disso mesmo...
O Pizzi ofensivamente, terá feito um dos piores jogos dos últimos tempos... pedia-se a entrada do Carcela mais cedo...; o Nico mesmo sem fazer um grande jogo foi decisivo. O Benfica neste momento, tem poucos desequilibradores ofensivos no 11, ó Nico é praticamente o único que 'parte' para cima do adversário... O 'segredo' para as boas exibições, é o Nico saber quando deve arriscar, ou quando deve fazer o passe seguro...
O Jonas voltou a marcar na Champions, e fez um excelente jogo, sempre entre-linhas, mas como a equipa colocava poucos jogadores nos últimos metros, acabou por fazer poucos remates à baliza...; O Mitroglou teve pouca bola... na 1.ª parte construiu à força, a nossa melhor oportunidade... mas o Mitro precisa de um Benfica, mais 'subido', para se evidenciar... a entrada do Jiménez acabou por ser decisiva, devido ao efeito 'carraça' do Mexicano!!!
Apesar da satisfação pelo golo nos descontos, tenho que reafirmar a minha posição: chegar aos Quartos-de-final seria bonito, mas o Campeonato é mais importante... Vamos ter 3 jogos, antes da deslocação à Rússia, é fundamental não perder pontos com o Paços e com o União, para chegarmos ao derby na luta...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Há barcos para todos os portos menos para a vida não doer...

"Artur, o «Ruço», sofreu sempre. Corria pela direita, os cabelos loiros em ondas correndo atrás dele, e «jogava-dava-e-levava» como uma vez disse dele o grande Carlos Pinhão.

A primeira vez que o vi foi no estádio dos Barreiros, no Funchal, correndo pela linha branca de cal, no lado direito. O campo ainda era de terra batida e fazia calor ao fim da tarde. Calor de ananases e bananeiras como é próprio da ilha.
Ele corria e o cabelo loiro, comprido, parecia correr atrás dele numa onda irrequieta e amarela.
Chamavam-lhe o «Ruço»: Artur Manuel Soares Correia. Nasceu em Lisboa. No Bairro Alto.
A vida foi-lhe madrasta. Os adeptos não.
Nessa Académica da minha infância jogavam Gervásio e Rui Rodrigues, Mário e Vítor Campos, Rocha e Manuel António. E Artur, sempre Artur.
Tanta gente ligada ao Benfica, não é?
Sim. O treinador era Mário Wilson. Nunca um grupo de estudantes esteve tão perto de ser campeão nacional de Futebol. Mas havia o Benfica. E o Benfica não deixou.
Artur era visível, autoritário, plástico. O rumo da Luz era inevitável para um jogador como ele. Chegou na época de 1971/72. Ficou seis anos. Depois atravessou a estrada e seguiu para Alvalade.
Estreou-se em grande nas Antas, com um vitória por 3-1 no dia 12 de Setembro de 1971. Depois o lugar foi dele. Ocupou-o, conquistou-o, manteve-o com brilho e raça.
Lembro-me dele outra vez, no Estádio Nacional, jogando com a camisola dos cinco escudos azuis de Portugal, os cinco escudos azuis dos reis mouros e vencidos. Chutou pouco depois do meio campo: a bola correu cosida à relva verde-húmido, num traço perfeito sem interrupções. Entrou no canto direito de um enorme norueguês atónito. Foi um único golo de Artur pela Selecção Nacional, acreditam?
Acreditem: eu estava lá e vi. O pé direito de Artur no gesto único de um remate sem remédio. O pé direito de Artur; o pé esquerdo desapareceu entretanto na vertigem de um vida azeda como vinagre.
Fernando Pessoa escreveu: «Há barcos para todos os portos menos para a vida não doer».
Miguel Torga escreveu: «Há momentos para se fazerem as contas com a dona da pensão da vida»...
E Artur aí, entre nós, sem o pé com que marcou aquele golo que eu vi, de tão perto que podia ter sido até mesmo eu a fazer o remate, a saltar de alegria. Faltar-me-iam, no entanto, os cabelos longos e loiros da sua imagem de anjo mau.

Kovacs: «O melhor defesa direito da Europa»
Stefan Kovacs, o aplainador do Ajax-todo-o-terreno-futebol-total que depois Rinus Michels, o «General», tornou eterno: «O Benfica é uma equipa temível! Ataca por todos os lados!»
Não se esqueçam: do lado direito havia Artur.
Stefan Kovacs outra vez: «Artur é o melhor defesa direito da Europa!»
Não me esqueço: nunca conheci Kovacs; conheci Rinus Michels. Por duas ou três vezes falámos horas de futebol. E sobre Artur também, claro está!
A dona da pensão da vida matou-o aos poucos, lentamente com a crueldade de um diabo de saias.
Pleurisia: um vírus ou uma bactéria irrita a pleura, a membrana que recobre os pulmões.
Calculam o estrago que faz num jogador de Futebol?
Embolia pulmonar bloqueio da artéria pulmonar ou de um dos seus ramos.
Calculam o estrago que faz num jogador de Futebol?
Pois... A dona da pensão da vida calculou todos os passos para que a vida de Artur não deixasse de doer.
Doeu: doeu-lhe sempre!
Viu a morte do lado de lá da vidraça da cama de um hospital, abatido pelo tiro certeiro de um acidente vascular. Aguentou-se firme! Fez-lhe frente e ganhou.
O Pinhão, o Sr. Pinhão, Carlos Pinhão de jogar com as palavras, escreveu: «ele jogava-dava-e-levava». E mantinha-se em pé como ainda hoje se mantém numa perna só. Valente como Artur sabe ser.
O coração, esse, mantém-se vermelho-intenso-sem-descanso.
Artur só já não corre, o cabelo loiro correndo atrás dele; corre-lhe a vida sacana pelas veias..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Mea culpa

"Assim que termina um clássico, logo se inicia um jogo de identificação de culpados pelo resultado: o treinador que leu mal a partida; o central que claudicou no momento-chave; as substituições feitas a destempo. Pouco importa: quando se perde há sempre uma responsabilidade individual. 
Chegados a terça-feira, as responsabilidades na derrota do Benfica já foram escalpelizadas, mas, desculpem-me o egocentrismo, houve uma que ainda não vi mencionada. A culpa foi minha. Isso mesmo, o Benfica perdeu por minha causa. A razão é simples - não estive no estádio a apoiar a equipa.
Tenho justificações. Numa daquelas excentricidades do futebol português, o jogo foi marcado em cima da hora para uma obtusa sexta-feira à noite. Com bilhetes na mão para um concerto do jovem talento do saxofone Ricardo Toscano, fui impelido a trocar o meu Red Pass pelo jazz. Os resultados são os conhecidos. Enquanto me deixava levar pelo fraseado de pendor clássico de Toscano, o Benfica perdia.
Se me responsabilizo pela derrota, não quero que vejam nisto nenhum misticismo ou superstição. A explicação é outra. Sendo o futebol uma coreografia de solos, ainda que assente no colectivo (lá está, o paralelismo com o jazz), o bom desempenho da equipa depende da audiência. O Benfica existe enquanto prolongamento dos adeptos na bancada e se um de nós falha, é como se toda a organização ruísse. Desta vez, foram a minha voz e o meu sofrimento a faltarem no estádio - o que estou convencido fez toda a diferença. Mas não se apoquentem, hoje estarei na Luz a empurrar a equipa para a frente."

E se Renato faltar?

"(...)
O Benfica regressa hoje ao palco da Luz para uma noite da Liga dos Campeões, onde só têm assento os mais fortes, de aí estar nos oitavos de final e ser o único representante português na mais importante competição de clubes da UEFA. Prova de que lá chegou por merecimento, apenas suplantado no grupo pelo gigante Atlético de Madrid.
A partir de agora, na elite dos dezasseis melhores emblemas da Europa, não há volta a dar: ou joga bem e segue em frente, ou joga mal, ou assim-assim, e sai de cena. Simples de entender. Isto é, se for o Benfica da primeira parte com o FC Porto, que construiu várias oportunidades de golo, e souber aproveitá-las, convém a chamada de atenção, ganha a eliminatória; se for o Benfica da segunda, hesitante e sem fôlego para atacar em velocidade alta os últimos 20 minutos, então é o Zenit quem passa à eliminatória seguinte. Sem margem para pueris divagações nem para tratados sobre táctica atómica geralmente utilizados a apreciados quando a verdade se torna inconveniente.
Se me perguntarem se o Benfica reúne condições para eliminar o Zenit, respondo que sim. Se me perguntarem se acredito muito na concretização dessa possibilidade, respondo que sim, mas pouco, porque me recordo da última vez em que o Zenit esteve na Luz, Setembro de 2014, e precisou de apenas 22 minutos para marcar dois golos e vencer o jogo, lá continuando o Hulk de um lado e o Eliseu do outro... 
André Villas Boas pode andar preocupado por ver nos seus jogadores quebra de ritmo, consequência da longa paragem de inverno no Campeonato russo, mas em contrapartida aproveitou as férias algarvias para estudar este novo Benfica e esmiuçar as forças e as fraquezas que o clássico com o FC Porto, por exemplo, revelaram.
NO mercado de Janeiro o Sporting mexeu no ataque, com a saída de Montero e a entrada de Barcos, e reforçou a defesa com a contratação de Coates. Já tinha garantido Bruno César e Marvin Zeegelaar e ordenado o regresso de Rúben Semedo.
O FC Porto assegurou Suk e Marega e incluiu José Sá no pacote.
O Benfica adquiriu Grimaldo para a lateral esquerda, uma das posições mais carecidas, e dois juniores sérvios. Para surpresa minha, porém, não acautelou o meio-campo, sector onde a equipa começou a soluçar no jogo da última sexta feira com o FC Porto, também por força de um enquadramento tático que sinto dificuldade em descodificar. Por outro lado, pensar-se que um miúdo de 18 anos por muito talentoso que seja, pode substituir-se aos adultos e ser solução para todos os problemas constitui erro de avaliação grosseiro. E se Renato Sanches se constipar? Se, por qualquer motivo, tiver de ficar de fora em dois ou três jogos como será? Talisca? Pizzi? Outro candidato razoável que não me ocorre? Provavelmente sim, e até pode correr bem desde que o adversário seja de média dimensão, tipo do quarto lugar para baixo, porque, caso contrário, como demonstra o passado recente, é desilusão anunciada.
Em resumo, arrastar a decisão da eliminatória com o Zenit para o jogo da segunda mão é o imperativo mínimo do qual Rui Vitória não consegue livrar-se."

Fernando Guerra, in A Bola

Edite sobre rodas!

"Calçou os primeiros patins na Costa, ganhou notoriedade no rinque do Zoo e no Benfica foi elevada a Rainha.

Com 14 anos, Edite Cruz foi a primeira patinadora portuguesa a exibir-se no estrangeiro e, aos 15, foi nomeada Rainha do Patim. Mas como se atinge tanta notoriedade em tão tenra idade?
Ainda mal sabia andar e já acompanhava os pais nas idas ao Campo das Amoreiras para ver jogar o Benfica. Um dia, depois de mais um jogo, perguntou-lhes se podia vir para o Clube.
'-Que orgulho! Claro que podia!'
Uma semana depois estava vestida à Benfica a frequentar as aulas de ginástica. Tinha 3 anos. O primeiro passo estava dado, faltava o outro.
Em frente à casa de férias dos pais, na Costa da Caparica, existia um pavilhão com um rinque de madeira onde, à noite, a pequena Edite ia ver as outras crianças andarem de patins. Tanto viu que, do alto dos seus 9 anos, pediu aos pais para experimentar. Em Agosto de 1942, calçou os patins pela primeira vez e bastou uma semana para lhe ganhar o jeito.
No fim do Verão, já em Lisboa, continuou a pedir que a levassem a um rinque de patinagem, mas o pai, José Cruz, era sempre o mais difícil de convencer.
'-E se ela se magoa?'
Mas Edite não aceitava um 'não' como resposta e tanto insistiu que afastou os medos do pai e passou a ser presença assídua no rinque do Jardim Zoológico, onde Xavier Araújo '(...) um dos maiores «carolas» de patinagem artística' assumiu o papel de seu mentor. Mas a evolução da pequena foi tão rápida que, pouco tempo depois, o próprio Xavier disse, admirado, que já não tinha nada para lhe ensinar.
Da ginástica passou para a patinagem do Benfica e depressa o seu nome começou a ser conhecido. Aos 11 anos, participou pela primeira vez numa prova oficial do Clube e sagrou-se Princesinha do Patim. O pai, tão receoso de início, estava agora todo vaidoso com o talento da Edite e acabou, também, por se apaixonar pela patinagem. Foi ele quem inventou os patins de duas rodas, apresentados ao público pela filha em 1947. Mal sabia que ainda teria muito porque se orgulhar em 1948, Edite acompanhou a selecção nacional de hóquei em patins à Suíça, onde se exibiu nos intervalos dos jogos, ficando para a história como a primeira patinadora portuguesa a actuar no estrangeiro. No ano seguinte, com apenas 15 anos, foi elevada a Rainha do Patim!
Pode saber mais sobre a fulgurante carreira de Edite Cruz, no Museu Benfica - Cosme Damião, na área 2. Jóias do Ecletismo."

Marisa Furtado, in O Benfica

Benfiquismo (XVI)

Em noite de Champions, recordemos a primeira digressão do Benfica ao estrangeiro! O adversário foi o Real Clube da Corunha, foram 3 partidas, em 1912!

Redirectas XXXII - Renato Sanches, O Guerreiro Jedi

Mais uma vez Renato Sanches é o nome que sai da boca de um treinador adversário. Foi Simeone, agora André Villas-Boas. Não é por acaso. Não pode ser por acaso.
Já perdi a conta às Redirectas que fiz onde menciono o Renato Sanches. E não me canso de mencioná-lo. Não me canso porque ele merece todas as palavras que se possam escrever sobre ele.
Sexta-feira passada foi impressionante ver toda a sua postura em campo. É contagiante toda a sua força e querer. O seu semblante a todo o momento é o semblante do guerreiro indomável. Ninguém sentiu a derrota mais do que ele e no entanto no final estava sereno o suficiente para poder olhar olhos nos olhos o oponente e cumprimentá-lo com a nobreza dos grandes desportistas. Intimamente chama a si toda a responsabilidade e essa postura faz dele um íman aglutinador. Na noite de sexta-feira um pensamento na mente de Renato Sanches: "É preciso ser ainda mais!". Esse o pensamento que o diferencia de todos os restantes e que o coloca aos 18 anos como o jogador chave em toda a dinâmica de jogo do Glorioso. Existe um Benfica antes e depois de Renato Sanches. E existe um Benfica com e sem Renato Sanches. Renato Sanches é o jogador que faz a diferença em todos os aspectos do jogo. Ontem escrevi e hoje volto a escrever: 
"Mais uma vez o nosso Renato Sanches fará a diferença. Só não lhe coloquem toda a responsabilidade do jogo em cima dos ombros. Ele precisa de ajuda para poder dar tudo o que tem de melhor. Até aqui ele tem carregado a equipa para as vitórias. Na sexta isso não foi possível e amanhã também não será. Será preciso algo mais. Espero que Rui Vitória saiba encontrar a solução para o problema."
Que não subsistam dúvidas. O Zenit vai tentar barrar-lhe todos os caminhos. Será Renato Sanches contra o mundo. A marcação será impiedosa. Na cabeça do adversário uma ideia: "Proíbido deixar jogar Renato Sanches".
Será mais uma noite de aprendizado para Renato Sanches. Mas estou convicto que sairá do jogo ainda mais forte e mais senhor. Mais uma vez será ele o nosso carregador de piano. Que os Deuses o protejam e lhe possam redobrar as forças para que os 90 minutos possam ser suportados até ao fim sem o esgotamento que seria tão normal de outro modo.
Que a força esteja contigo Renato Sanches!
Rumo à vitória! Viva o Benfica!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Lixívia 22

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 52 (-5) = 57
Sporting........ 55 (+12) = 43
Corruptos .......49 (+9) = 40

Jornada calma em relação à arbitragem. O facto do Benfica ter perdido, e os outros dois terem ganho, acalmou as almas mais inquietas!!! Tenho a certeza, que mesmo sem erros de arbitragem, se tivesse sido o Benfica a ganhar, e os outros dois a perder, iríamos ter Circo mediático...!!!

Como escrevi na crónica, não gostei da arbitragem de Soares Dias. Não houve lances de grande penalidade, nem golos anulados ou mal anulados... Mas nas faltas e faltinhas, mostrou a incompetência do costume, mas como já tem uma experiência acumulada significativa, consegue fazer aquele tipo de arbitragens inteligentes, onde se protege e ele mesmo de potenciais erros graves...!!!
O melhor exemplo são as faltas junto das áreas: a falta mais próxima da área dos Corruptos, que o Benfica beneficiou, foi  o Amarelo ao Herrera, sacado pelo Eliseu (livre que até deixou dúvidas, com um corte com a barriga do Danilo... bem decidido), junto do banco dos Corruptos...
Aliás o erro mais grave, foi mesmo uma falta sobre o Talisca, fora da área, já nos descontos... Ao marcar faltas ofensivas, por tudo e nada; e depois evitar marcar faltas junto das áreas, é uma das formas mais típicas de auto-protecção que os árbitros mais experientes utilizam...
Outra vitima desta estratégia foi o Mitroglou, fartou-se de levar pau e de ser agarrado, sempre que tentava receber a bola de costas para a baliza... e nada foi marcado! Impunidade total para os Centrais Corruptos...
Mas pronto, não houve os tais erros com influência directa no resultado...

Na Choupana, após 4 anos, Bruno Paixão voltou a dirigir os Lagartos!!! Nunca compreendi este desamoro entre os Lagartos e o Paixão!!! O Paixão é um dos árbitros, com 'melhor' aproveitamento para os Lagartos, antes deste jogo o Sporting tinha ganho 89% dos pontos nos jogos apitados pelo Paixão, agora a média aumentou mais um pouco... Os Lagartos são daqueles animais difíceis de contentar!!!
O jogo foi calmo, o Nacional jogou muito pouco, com pouca intensidade, dando muito espaço e pouca pressão (mesmo assim, 3 dos 4 golos, foram de bola parada - 1 canto, 2 penalty's - sendo o golo de bola corrida, consequência de um tremendo erro de um Nacionalista, que tentou fintar na meia-lua!!!)... resumindo jogo muito fácil de dirigir. Mesmo assim, já com o resultado feito, marcou um penalty a favor dos Lagartos, com os dois jogadores fora da área...!!!
Uma nota para os expert's do costume: pois bem aos 17 minutos foi bem anulado um golo ao Sporting, por fora-de-jogo evidente, que as imagens provam... mesmo assim, os tais expert's acham que foi mal anulado!!! Acha paciência...!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-2), Vasco Santos, Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado
19.ª-Arouca(c), V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
20.ª-Moreirense(f), V(1-4), Manuel Oliveira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Corruptos(c), D(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), D(1-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
19.ª-Marítimo(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
20.ª-Estoril(f), V(1-3), Tiago Martins, Nada a assinalar
21.ª-Arouca(c), D(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
22.ª-Benfica(f), V(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
18.ª-Tondela(c), E(2-2), Luís Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Académica(c), V(3-2), Cosme, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
21.ª-Rio Ave(c), E(0-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
22.ª-Nacional(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Sem influência no resultado

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada
18.ª jornada
19.ª jornada
20.ª jornada
21.ª jornada

Épocas anteriores:

Juntos, com fair-play!

"Esta terça-feira o Estádio do Sport Lisboa e Benfica volta a vestir-se de gala para um embate de campeões frente ao Zenit de São Petersburgo.
Precisamos estar #juntos em mais uma jornada de apoio e, para este objectivo ser plenamente alcançado, é fundamental que os adeptos Benfiquistas sejam sensíveis aos custos que eventuais comportamentos à margem do fair-play representam para o Clube, bem como as consequências disciplinares que daí resultarão.
Além de todos os prejuízos financeiros que estas situações acarretam para o nosso Clube, o grau de tolerância na UEFA está compreensivelmente muito reduzido.
Todos nós, Benfiquistas, estamos debaixo da vigilância da UEFA e qualquer deslize vai levar à interdição do Estádio da Luz. Com o Zenit, para a Champions League, não será só a questão pirotécnica que nos deve preocupar, mas também qualquer incidente que possa ser interpretado como manifestação racista.
Vamos viver intensamente o espectáculo das quatro linhas! Apoiar com paixão, celebrar com emoção, mostrar a nossa força colectiva. O calor da onda vermelha virá da energia das nossas vozes, não precisamos das tochas. Somos muitos, mas as nossas diferenças, sejam quais forem, não têm lugar nas bancadas do Estádio.
O vermelho é a nossa cor.
#Juntos pelo Benfica!"

Benfiquismo (XV)

Primeira equipa de Hóquei em Patins do SL Benfica, 1916
Somos o Clube mais antigo do Mundo (em continua actividade), de Hóquei em Patins!

Redirectas XXXI - O Doutoramento

Companheiros, não é uma derrota que vai colocar em causa tudo o que já foi atingido. 
É necessário ter noção que existiram erros que de futuro devem ser corrigidos (o discurso é importante do meu ponto de vista e pode ser melhorado e aí o departamento de comunicação deve trabalhar junto no sentido de passar as mensagens correctas), mas é também importante não esquecer todo o percurso efectuado até aqui.
Eu mantenho a minha ideia desde o primeiro momento que Rui Vitória abraçou o desafio de treinar o Glorioso (ver os meus artigos de Junho passado sobre o assunto: timoneiro I, timoneiro II, timoneiro III e timoneiro IV): para mim Rui Vitória está tirando o doutoramento na universidade da luz. Já tirou o curso. Fez o mestrado. Foi fazendo uns cursos de reciclagem e agora está tirando o doutoramento.
Do meu ponto de vista Rui Vitória tem-se saído bem nestes primeiros meses do programa doutoral. Tem crescido muito como treinador. E estou em crer que crescerá ainda muito mais. O bom seria ter jogos destes de grande intensidade todas as semanas. Aceleraria o processo. Como em Portugal isso é coisa que está muito longe de acontecer, torna-se mais moroso o processo de assimilar os conhecimentos necessários para lidar com todos os factores associados a jogos tão competitivos. E do meu ponto de vista a única forma de estar preparado do melhor modo para estas situações é simular em termos de treino essas exigências. Coisa que não é nada fácil.
Amanhã temos mais um jogo de grau de exigência elevadíssimo. Vamos ver como a equipa responde. Espero ver melhorias em termos de processo defensivo. Não vai ser um jogo fácil e o 12º jogador vai ser essencial no empurrar da equipa para a vitória. Todos contam. O que não pode acontecer é ter as bancadas mudas a cada revés. Para mim, o Zenit é favorito. Eu sei que jogamos em casa mas eles têm melhor equipa e isso faz toda a diferença. Temos de ser honestos. Pelo que, é necessário um Benfica a 300% para conseguir superar as adversidades. Porque não tenham dúvidas, do outro lado vai estar um opositor poderosíssimo.
Indefectível na vitória. Indefectível na não vitória. Com a equipa sempre! Amanhã vai ser necessário perfeição e superação. Um teste bastante exigente para todos os que de vermelho pisarem o relvado da luz (nas bancadas o teste será para nota 20). Mas essa é a competição que nós queremos jogar. E essa a competição que sonhamos um dia ganhar. Mais uma vez o nosso Renato Sanches fará a diferença. Só não lhe coloquem toda a responsabilidade do jogo em cima dos ombros. Ele precisa de ajuda para poder dar tudo o que tem de melhor. Até aqui ele tem carregado a equipa para as vitórias. Na sexta isso não foi possível e amanhã também não será. Será preciso algo mais. Espero que Rui Vitória saiba encontrar a solução para o problema. 
Viva o Benfica!