Últimas indefectivações

domingo, 17 de janeiro de 2016

Qualificados para os Oitavos-de-final da Taça de Portugal

Moradores da Granja 1 -12 Benfica

A equipa estava a precisar de uma vitória, o adversário era indiferente, era importante quebrar o ciclo negativo...
Agora, vamos ter Selecções, todos esperamos que os jogadores regressem com cabeça limpa, e pernas frescas...!!!

Lideres...

Benfica 92 - 78 Galitos
24-18, 22-17, 25-15, 21-28

Vitória normal, num jogo onde me pareceu que o Cook queria mostrar serviço, mas a percentagem de lançamentos continuou por baixo...

Sem vacilar...

São Mamede 0 - 3 Benfica
16-25, 13-25, 21-25

Calendário acertado, com mais uma vitória...

É preciso dar a volta...

Penafiel 1 - 0 Benfica B


A equipa já está naquela fase, onde mesmo quando podia correr bem, tudo corre mal... Perder um jogo nos descontos, com um 'frango' nunca é fácil, ainda por cima com todo o contexto da 'linha de água'... E após uma segunda parte com várias oportunidades, e com o André Ferreira a fazer uma boa exibição, até ao golo!!!
A opção do Lystcov no meio-campo já 'cheira' a desespero!!!

Dois pontos

"1. Ontem no Estoril a vitória merecida do Benfica relançou a nossa Liga. O Benfica ganhou dois pontos ao Sporting e agora sabe que tem todas as condições para conquistar o tricampeonato. Condições próprias. É evidente que ainda pode perder pontos. Como, naturalmente, os outros candidatos principais ao título. Mas é inequívoco que a opção tática de Rui Vitória ao intervalo - ao trocar os pontas de lança - foi uma opção acertada. Acertada e vitoriosa. E fica a sensação que o Benfica, num lance esquisito, marcou um outro golo. A câmara de baliza ajudaria esclarecer a nossa dúvida. E se fosse na final da Taça CTT - ou Taça da Liga - seríamos esclarecidos acerca deste lance. O que fica, no entanto, foram os três pontos. E a convicção que o Benfica, este Benfica, está a cada jornada mais forte, mais moralizado, mais entrosado. Sente-se vontade para vencer. E pressente-se que há intensa preparação para vencer. O que é uma conjugação vencedora. Diria que vitoriosa!
2. Na sexta feira o Sporting jogou em Alvalade frente ao Tondela. Hoje será o Futebol Clube do Porto em Guimarães. E com o Estádio lotado o que não deixa de ser relevante. Apesar da hora do jogo. Mas são os importantes direitos televisivos e a sua consequente e necessária programação a ditarem que os principais jogos se devem realizar entre as oito e as nove da noite. Em Espanha hoje o Real joga em Madrid às quatro da tarde, o Atlético de Madrid às seis e um quarto e o Barcelona às oito e meia. Em Inglaterra em regra só se joga às oito da noite à segunda feira. Mas em Itália joga-se igualmente para a televisão às oito da noite ao sábado e ao domingo. E, aqui, hoje com um interessante Milan-Fiorentina. São as necessárias contrapartidas dos patrocinadores. Como nos mostram os novos números dos contratos da NOS e da MEO. E com o Placard e as suas múltiplas apostas a conquistar cada vez maior número de adeptos. De todas as idades e de todas as classes. É uma aposta ganha como evidenciam os milhares de euros entregues pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa nos últimos dias quer à Federação Portuguesa de Futebol quer à Liga de Futebol. Quer, igualmente, à Federação de Basquetebol e à Federação de Ténis o que demonstra as modalidades que atraem os apostadores. Mas, por cá, na sexta feira foi o primeiro contra o último da tabela classificativa. E terminou com aquele empate que surpreendeu quase todos e mostrou que, tal como em múltiplos espaços deste mundo tão incerto, há alguns que, num circunstancial desespero, assumem que as suas palavras são verdades indiscutíveis e indesmentíveis. Sabemos, a partir do Padre António Vieira e dos seus Sermões - que «se os homens dizem mal, falando verdade, é grande desgraça; mas se eles dizem mal, mentindo, não importa nada»! E não desconhecemos que Churchill já proclamava no século passado que a "atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença»!
3. Neste tempo de múltiplas violências que abalam o nosso Mundo e, logo, também os nossos espaço europeu e ibérico recordei igualmente aquele que para muitos foi considerado o Pai da História e das suas narrativas: Heródoto. Ele foi o primeiro a narrar o nascimento da violência, ou melhor, a sua transformação na denominada deusa Hybris. Como nos ensina num interessante e recente livro Maurício Murad - A violência no futebol - Heródoto conta-nos que essa deusa «é descrita como omnipresente (está em todos os lugares) e representa insulto, agressão, desrespeito, tortura, mutilação, morte.» Em resumo é apresentada como violência do corpo e da palavra e esta fica mais agravada «quando estamos em grupo, e piora ainda mais quando estamos em grandes grupos». Dois mil e quatrocentos anos depois de Heródoto o também conhecido como o Pai da psicanálise, Sigmund Freud, não deixou de analisar o comportamento do indivíduo quando inserido numa multidão e diz-nos que «quando uma pessoa está misturada à multidão, o seu comportamento é, via de regra, irracional». O que importa é que os reguladores actuem, os regulamentos se apliquem, as sanções sejam efectivas, o direito vença o torto! Todo e qualquer torto!
4. Também recordei nestes dias o denominado Museu Nacional do Futebol em Manchester. Museu que assenta, como outros, - entre os quais os emblemáticos e actuais museus do Benfica e do Futebol Clube do Porto - em sete pilares: História, drama, habilidade, fé, estilo, arte e paixão. Tudo o que nos leva a ser apaixonados por esta religião. Pela nossa cor. Pelo nosso clube. Aceitando pecados. Os pecados dos nossos! E esquecendo quase sempre aqueles que nos beneficiam. Estes são justificados. Os dos outros devem ser castigados. Duramente castigados. Por palavras e por actos. Daí que só em circunstâncias extremas se conheçam verdades da história. Dos fatos e dos números da história. Incluindo da história recente do futebol. Onde está, por exemplo, e na sua essência, a agora conhecida história do golo comprado. Aquele que a 18 de Novembro de 2009 foi marcado no Estádio de França num França-República da Irlanda para o acesso ao Mundial de 2010. E no ano passado ficámos a saber que a FIFA e Blatter pagaram 5 milhões de euros à Irlanda para esta se calar acerca daquele golo que William Gallas, após uma mão clara de Thierry Henry, marcou a poucos minutos do final da primeira parte do prolongamento e determinou o apuramento francês. E o que perturba é que se aceitou que o resultado em campo estava à venda!"

Fernando Seara, in A Bola

Números sem par

"Já passaram duas semanas do novo ano e, por mais voltas e meias voltas que ensaiem, os matemáticos não conseguiram ainda decifrar o enigma lançado pelo presidente leonino. De tal forma se têm atormentado na procura de uma explicação lógica que já não descortinam que outras variantes mais possam tentar para chegar a, ou pelo menos aproximar-me de, uma explicação minimamente coerente para a decifração de tal mistério. Façamos então uma recapitulação do que está em análise. O enunciado do líder sportinguista foi, ipsis verbis, o seguinte: «Queremos fazer de 2016 um ano ímpar». Percebe-se a magnitude do desafio, mas como - como? - se poderá operar tal transfiguração? Se ele ao menos tivesse deixado alguma pista que pudesse ser seguida até perto de uma via já conhecida... mas não, não há nada, nada de nada. Não há premissa nenhuma que conduza a alguma demonstração, pois que converter 2016 num número ímpar não é uma qualquer incógnita mas uma verdadeiro axioma. Na verdade, o que até aqui se sabia é que se a um número par se somar um número ímpar sempre resultará um número ímpar, tal como se a um número par se somar outro número par sempre resultará novo número par. Também é sabido que a qualquer número, seja par ou ímpar, continuará sempre par ou ímpar quando somado a zero. Mas é sob a maior das perplexidades e com um espanto sem fim que todos quantos se debruçam sobre a causa se interrogam ainda mais uma e outra vez: como converter 2016, até agora sempre aceite enquanto número par, num número ímpar? O enigma persiste. Resta esperar para ver se, chegados a 2017, este será, por sua vez, um número par. A não ser que a reposta verdadeira seja esta: 2+0+1+6=9. Ora, nove é um número ímpar. E noves fora nada."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

As águias também suam

"Curioso. Se o Tondela e o Estoril conseguissem uma prova de regularidade no patamar que exibiram, este fim de semana, com o Sporting e com o Benfica, certamente estariam a lutar por lugares de acesso à Europa. O que nos pode levar a concluir que os jogos com os 'grandes' motivam mais e criam outro nível de desejo de sucesso. O que é um caso interessante e motivo de reflexão.
Explica, também, que uma equipa de futebol pode ter muito de qualidade técnica e táctica, pode ter muito de condição física, mas tem, sobretudo, muito de estado psicológico.
Este é, aliás, um aspecto que também se aplica ao Benfica. Que diferença para o Benfica 'poucochinho' do início da época. Como cresceu, esta águia, não apenas do ponto de vista técnico e táctico, mas do ponto de vista mental. Muito mais personalizada. Muito mais confiante. Muito mais madura. Muito mais competitiva. A manifesta evolução do Benfica parece ser ainda mais evidente pela forma como conseguiu resolver as dificuldades de um jogo que nem sequer lhe correu de feição. Foi um daqueles jogos atípicos em que uma equipa domina mas se vê a perder, num lance avulso. Noutros momentos, talvez a águia não tivesse força nem alento para voar, como voou, por cima das adversidades. Mas esta águia está, de facto, diferente. Primeiro, porque prova o improvável: que uma águia também sabe suar quando tem de ser. Depois, porque forma uma equipa muito solidária, muito disponível, muito capaz de resolver em conjunto, quando a individualidade não resolve. Deve reconhecer-se: mérito de Rui Vitória, cujo trabalho começa a tornar-se notório."

Vítor Serpa, in A Bola

Seguir em frente

"No direito positivo a constituir e a rever, há, entre muitos outros desafios (o maior e absorvente seria, considerando a amplitude de matérias que se espraiam pela diversa legislação, o avanço de um ambicioso e amplo 'Código do Desporto') uma urgência e uma oportunidade.
Esta última está em cima da mesa do novo secretário de Estado do Desporto, tendente à revisão do regime jurídico do contrato de trabalho especial do praticante desportivo e do estatuto do 'empresário' desportivo. Desde Setembro que o trabalho encomendado pelo anterior Governo foi entregue pela comissão nomeada para o efeito, com melhorias claras e algumas inovações que estão prontas para aprovação. Por exemplo, destaca-se a mais restrita duração máxima dos contratos de trabalho e de formação, a previsão do "período experimental" como elemento "acidental" do contrato de trabalho (carecido de estipulação expressa das partes), a atenção particular dada à proibição de "assédio" na relação laboral, a clarificação do "direito à imagem" e da "cedência" dos atletas, assim como a conformação das "cláusulas indemnizatórias de rescisão" em caso de cessação antecipada sem justa causa por parte do atleta e da responsabilidade no pagamento dessas indemnizações pelos novos clubes empregadores. Sem esquecer todo um outro enfoque para o contrato de representação ou intermediação do 'empresário desportivo' com os atletas e/ou as entidades empregadoras.
A urgência é a reclamada introdução de uma lei aplicável à actividade do treinador, que tem balançado entre a analogia da lei laboral dos praticantes e a convocação do regime comum do Código do Trabalho. Uma vez mais, o Supremo Tribunal de Justiça (em acórdão de 25 de Junho do ano passado) identificou essa lacuna e balançou entre esses dois polos, seja para confirmar a sujeição a termo dos contratos dos treinadores profissionais, seja para lhes conferir o direito a formação contínua no exercício da sua função.
Se assim houvesse vontade e iniciativa, até mais seria de exigir para além dessa oportunidade e dessa urgência: desenhar o estatuto geral do 'agente desportivo' (categoria prevista nos artigos 34.º e seguintes da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto) e, depois, segmentar a especialidade de cada um deles. Pelo menos no desporto, não é tempo de reverter no terreno legislativo. É tempo de mudar de paradigma, suprir as deficiências, sanar as sobreposições e seguirem frente."

A violência nos tribunais

"1. A lei portuguesa sobre a prevenção e o combate à violência no desporto tem um historial já significativo - desde 1980 - e, no domínio das sanções, chegou ao patamar da mais gravosa: a sanção penal. Prevendo-se sanções de natureza disciplinar e ainda de contra-ordenação, o Estado entendeu criminalizar condutas, mormente dos espectadores. Começa a chegar aos tribunais a apreciação de recursos nesse âmbito.
2. Em causa o crime de invasão da área do espectáculo desportivo: quem, encontrando-se no interior do recinto desportivo durante a ocorrência de um espectáculo desportivo, invadir a área desse espectáculo ou aceder a zonas do recinto desportivo inacessíveis ao público em geral, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa.
3. Com efeito, o arguido saiu do seu lugar de espectador e entrou no recinto onde decorria o espectáculo, mais especificamente junto da baliza do guarda-redes da equipa visitante.
4. A questão fundamental de que se ocupou o Tribunal foi a de considerar a substituição da pena de multa - aplicada - por uma admoestação.
5. Dir-se-ía que a pena de multa seria de aplicar pela «necessidade de prevenir condutas violentas ligadas ao espectáculo do futebol ou aquelas condutas que, como aquela porque o arguido responde, não envolvem violência contra pessoas ou coisas, mas aumentam intoleravelmente o risco de ocorrência dessas condutas violentas, é muito forte».
6. Todavia, o Tribunal entendeu, que a «desistência» voluntária da conduta ilícita, por parte do arguido, aliada ao restante quadro factual relevante, confere à situação foros de suficiente excepcionalidade em termos de poder ser aplicada ao arguido uma mera admoestação."

José Manuel Meirim, in A Bola

Redirectas II - Falem do Pizzi agora

Eu sei que a massa adepta é enorme e que não é fácil agradar a gregos e a troianos mas eu pergunto:
Ainda existe no dia de hoje benfiquista que se preze a falar mal do Pizzi?
Redirecta prévia: Redirectas I - Esquizofrenia

sábado, 16 de janeiro de 2016

Mais uma Final conquistada, faltam 16 !!!

Estoril 1 - 2 Benfica


Reviravolta, numa daquelas partidas estranhas, onde o Estoril criou perigo duas vezes: na primeira marcou golo, e na segunda, no último minuto dos descontos, esteve quase a empatar!!! No resto da partida, foi um desfilar de oportunidades perdidas pelo Benfica, com bola nos postes, outras salvas em cima da linha... e com o Jonas em noite azarada, a ajudar à 'festa'!!!
Tenho a certeza que a equipa vai ser criticada, porque o jogo não foi especialmente bonito, mas num relvado impróprio, contra um autocarro, não era fácil jogar melhor... O mais importante, é que continuamos a criar oportunidades, mesmo com todas as limitações do plantel e com as lesões a complicarem ainda mais as coisas.
A substituição ao intervalo foi decisiva. O Jiménez é bom rapaz, tem as suas limitações técnicas, é raçudo, mas nestes jogos, o ponta-de-lança tem que ser menos móvel. E essa é a característica principal do Mitro! O Jiménez será útil noutro tipo de jogos...
Os dois jovens que foram convocados, mas ficaram na bancada (Nelsinho e Grimaldo), teoricamente teriam sido muitos úteis nesta noite. O Nelsinho nós já o conhecemos, o Grimaldo se confirmar as expectativas que nós temos, no futuro próximo vão ser fundamentais, quando encontrarmos jogos destes... pois o Eliseu, e o André não são desequilibradores ofensivos... isto apesar do André nas últimas partidas ter cruzamentos/assistências de registo!!!
Era fundamental vencer esta noite, após o empate Lagarto de ontem. Neste momento não dependemos de terceiros para sermos Campeões. É um pormenor, que a 16 jogos do fim, quer dizer pouco matematicamente (porque todos vão perder pontos), mas mentalmente é importante... além disso pressiona os outros, e após o espectáculo moralmente pornográfico de ontem à noite no Alvalixo, nós já vimos como eles reagem às adversidades!!!

Liderança...

Benfica 3 - 0 Ac. Espinho
25-14, 25-18, 25-13

Vitória normal, em velocidade de cruzeiro...

Primeira parte horrível...

Vic 7 - 6 Benfica

Não é fácil comentar um jogo através de infos da Net, mas com 7-1 ao intervalo (chegou a estar 7-0), não e difícil perceber o que se passou!!!
Felizmente reagimos no 2.º tempo, 'ganhámos' por 0-5 na segunda metade!!!
A derrota acaba por ser um mal menor, porque conseguimos manter a vantagem em caso de empate pontual, o que em condições normais, irá garantir ao Benfica o 1.º lugar no Grupo, na última jornada. Mas é melhor não repetir exibições como a 1.ª parte de hoje...

Normal...

Benfica 19 - 23 Corruptos
(9-10)

O resultado acaba por ser normal, tendo em conta o potencial dos plantéis. Onde se notou mais uma vez os nossos problemas foi na eficácia de remate. Defensivamente até estivemos bem, sofrer 23 golos dos Corruptos até é aceitável, agora marcar somente 19, independentemente da qualidade do guarda-redes adversário, é muito pouco... Aliás, este problema no remate, muitas vezes aos 6 metros, tem-se evidenciado em praticamente todos os jogos...

Lá voltou tudo à normalidade

"Grande figura do nosso pequeno futebol Octávio Machado é agora uma espécie de António Ferro do actual pequeno líder do grande Sporting. É o publicista de eleição, a mente epistolar, o ideólogo possível e diga-se em favor da verdade desportiva (e da outra também) que tem desempenhado o serviço com a entrega total - quando não cólera - que sempre dedicou a todas as causas que foi tomando como suas por via de uma entrega profissional muito própria mas que será sempre de admirar.
Esta semana, no entanto, comprometeu seriamente os desígnios do Sporting ao meter o Porto ao barulho, diminuindo-lhe publicamente o estatuto perante a sempre cruel opinião pública, rebaixando-lhe intoleravelmente o gabarito no consagrado departamento das influências e afins quando, para denunciar a pressão do Benfica sobre o sector da arbitragem, utilizou o brasão da Invicta como contraponto fatal. 
Octávio viu-se a apontar, como bom exemplo - e a bem da nação -, a passividade do antes intratável Porto sobre o mesmo atarantado sector da arbitragem com um "o Porto tem estado calminho" que não demorou 24 horas a acordar o velho espírito do dragão. É verdade que Octávio não disse mentira nenhuma. Sim, o Porto vinha estando "calminho", calmíssimo, posto em sossego e, certamente, até agradado com as surtidas diárias anti-Benfica oriundas de Alvalade que lhe permitiram nunca se desgastar nestes antiquíssimos folclores.
Mas não seria também da maior conveniência para o Sporting que o Porto assim permanecesse, calado, tolhido, a ver a banda passar? E a quatro pontos de distância e à procura de treinador? A questão dos quatro pontos e a do treinador resolver-se-ão ou não. A questão do mutismo portista sobre o tema dos apitos e outras influências - que já vinha afligindo, é certo, a massa adepta dos dragões - foi resolvida de uma penada com duas comunicações oficiais de rajada contra a "riquíssima" Federação Portuguesa de Futebol que "não quer o Porto no Jamor" e contra o árbitro algarvio do jogo da Taça no Bessa que mostrou cartões a meia equipa portista, o que não admira, visto tratar-se de um árbitro vindo do "extremo Sul porque Timor já não é nosso". Ah, o extremo Sul! - há quanto tempo não se ouvia uma coisa destas?
E pronto, graças ao excesso de zelo de Octávio Machado é caso para se dizer que, agora sim, lá voltou tudo à normalidade."

Redirectas I - Esquizofrenia

O fenómeno desportivo é um caso de estudo sociológico extremamente interessante. Considere-se este último jogo dos lagartos e todas as ocorrências a si associadas. Daria uma interessante tese de mestrado e se formos ambiciosos consigo vislumbrar mesmo uma tese de doutoramento.
Eu deixo aqui a dica para algum estudante que se encontre perdido por estas paragens.
Como é possível alguém sequer cogitar sobre a legalidade da grande penalidade marcada?
É sociologia ou psiquiatria? Agora fico na dúvida!
O que eu já me ri...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Já não existe margem de erro

"O Benfica fez na Madeira uma das melhores exibições desta época. Foram quatro e podiam ter sido oito os golos marcados. Jonas é um jogador excepcional. Têm sido ditas coisas sobre o avançado que marcou 50 golos em ano e meio no Benfica que só são possíveis por quem não receia o ridículo. 
Jogando bem é mais fácil ganhar e por isso se espera a mesma linha exibicional amanhã na Amoreira. Já não existe margem de erro, ao contrário do projectado por Lopetegui 80 pontos não chegam para ser campeão, penso mesmo que haverá três equipas com mais do que isso no fim da prova. Abaixo dos 85 vejo difícil o título numa prova com equipas tão desequilibradas.
Custou não ter jogo na quarta-feira. A Taça de Portugal e a Taça da Liga são sempre conquistas importantes. Esta razão faz do derby com o Oriental, na próxima terça-feira, ao mesmo tempo um jogo para visitar a história, e olhar o futuro. Quero ganhar a Taça da Liga. O Benfica quer títulos.
Na Bola de Ouro de segunda-feira foi eleito Luis Enrique como o melhor treinador do Mundo. O técnico ao serviço do Barcelona estava dado como despedido no início de Janeiro de 2015. Que sirva de exemplo para todos aqueles, muitos, que ao primeiro desaire pedem a cabeça do treinador. Os treinadores escolhem-se em Maio/Junho e depois tem que haver estabilidade e confiança.
Paulo Gonçalves mostrou no Dakar o que verdadeiramente é fair play e desportivismo ao parar 11 minutos para socorrer um colega deixando para trás os objectivos desportivos de uma competição. Talvez tenha apenas feito o óbvio e natural, mas já é tão rara a decência que fica a marca do civismo. É bom quando não há uma inversão de valores e é bom para o Benfica estar associado a quem se pode constituir como um exemplo.
Depois do abandono após acidente aparatoso resta dar os parabéns ao campeão pelo testemunho."

Sílvio Cervan, in A Bola

Adidas Best of 2015!

Sporting, Novo Banco BES e a Vida. Justiça - onde?

"Por deliberação do Banco de Portugal tomada em 3 de Agosto de 2014, foi criada uma nova instituição bancária, que ficou designada por Novo Banco SA.
Vários activos e passivos que faziam parte do Banco Espírito Santo foram transferidos para o Novo Banco SA e outros ficaram no Banco Espírito Santo. Em linguagem corrente, o "lixo", ficou no BES e o "caviar", saltou para o Novo Banco. Mas esse "caviar", não poderia ser transferido sem transportar com ele passivos anteriores do BES.
Ficaram também no BES, o valor de disponibilidades no montante de 10 milhões de euros, para permitir à (nova) Administração do Banco Espírito Santo, SA, proceder às diligências necessárias à recuperação do valor dos seus activos, ou seja, uma verba para custos de gestão.
Em 2011, o Banco Comercial Português e o BES, subscreveram 54.833.905 VMOC (Valores Mobiliários Obrigações Convertíveis) em acções, ou seja, 27.416.953 pelo Banco Espírito Santo, SA e 27.416.952 VMOC pelo BCP, as quais se venciam em Janeiro de 2016.
No Balanço da Sporting SAD e em função de um reajustamento contabilístico, figuram 47.925.000, ou seja, quarenta e sete milhões, novecentas e vinte e cinco mil VMOC's.
Mas a Sporting SAD, precisava de reestruturar mais dívida e já sob a égide do Novo Banco SA, tendo emitido então 80 milhões de VMOC's, consistindo na conversão de créditos detidos sobre a Sporting SAD, pelo Novo Banco SA, no montante de Euro 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de euros) e pelo Banco Comercial Português, SA, no montante de Euro 56.000.000,00 (cinquenta e seis milhões de euros), as quais (VMOC's) foram convencionadas com vencimento em 2026.
Temos então duas operações de emissão de Valores Mobiliários Convertíveis, no montante de 135 milhões de euros, contabilisticamente cerca de 127 milhões.
Estes valores mobiliários convertíveis caso não fossem pagos pela Sporting SAD, seriam (são), transformados em acções da SAD do Sporting.
O que a Sporting SAD na prática conseguiu fazer foi (...), chutar para 2026, uma grande dívida que nos custa uma pipa de massa a todos nós, com uma taxa de juro de 4% ao ano, juros que só serão pagos, se a Sporting SAD distribuir dividendos. Mas se formos verificar bem a situação, temos os tais 80 milhões que também já se venciam em 2026.
Numa manobra habilidosa, a Sporting SAD chuta dívidas contabilísticas no montante de 127.925.000€ (cento e vinte e sete milhões, novecentos e vinte e cinco mil euros), (financeiras de 135 milhões), para o longínquo ano de 2026, em que provavelmente já nem estarei cá. Tudo isto utilizando pelo menos uma instituição bancária que teve a história que teve!
Não sabemos como ficará o capital social em 2026, caso nesse ano, não se lembrem de voltar a chutar para 2100 a dívida.
Repare-se que os juros vencidos nessa altura ascenderão a 51.170.000,00€ (cinquenta e um milhões, cento e setenta mil euros).
E a malta do papel comercial continuará no Banco dos suplentes. (...)
Caso a coisa se fizesse como mandam as regras, teríamos já pela primeira vez em Portugal, dois Bancos que seriam quase os accionistas totalitários de uma sociedade anónima desportiva. Seria a eclosão total do clube do Sporting, que certamente viraria uma instituição de crédito, apesar dos constrangimentos que existem hoje em dia. Daí que não seja dispiciendo imaginar a abertura de agências bancárias por toda a zona de Alvalade.
E é caso para perguntar - se o Sporting fez o melhor contrato de direitos de transmissão televisiva como apregoa, PORQUE É QUE NÃO PAGA A DÍVIDA AOS BANCOS EM VEZ DE A EMPURRAR COM A BARRIGA?"

Pragal Colaço, in O Benfica

O tricampeonato é possível

"De pouco adiantará versar sobre o nevoeiro da Choupana, tão denso quanto frequente nesta altura do ano. Numa partida em que, mais uma vez, Jonas foi o protagonista - o hat-trick obtido permitiu-lhe colocar-se, com 50 golos em apenas 61 jogos, na 42.ª melhor posição do ranking dos melhores marcadores de sempre do Benfica em competições oficiais - o Benfica logrou obter a décima vitória em 11 jogos, demonstrando que, não só é o bicampeão em título, como se assume convicta e factualmente enquanto candidato à conquista do tricampeonato, "título" que nos foge há quase quatro décadas. O bom desempenho nas últimas jornadas assenta na veia goleadora de Jonas e, sobretudo, na qualidade colectiva que teimava em surgir. Para tal contribui decisivamente o despontamento de Renato Sanches e a recuperação física de Fejsa, formando uma dupla a meio-campo capaz de recuperar muitas bolas e de sair rapidamente em posse para o ataque. Sem Salvio, Luisão e Nélson Semedo, além de um Gaitán intermitente, Pizzi, Lisandro, André Almeida e Carcela têm dado boa conta do recado, deixando antever um futuro prometedor à nossa equipa, assim tenhamos a fortuna de todos os nossos jogadores estarem aptos a darem o seu contributo.
Compreende-se, portanto, que o Benfica continue a ser, por parte dos seus adversários, o alvo preferencial do jogo falado. Apesar de saídas e lesões de jogadores importantes, do mau início de Campeonato e de sucessivas arbitragens prejudiciais aos nossos interesses (e à verdade desportiva), estamos somente a quatro pontos da liderança já depois de algumas deslocações tradicionalmente difíceis (Guimarães, Braga, Funchal, Porto). Que venha o Estoril!"

João Tomaz, in O Benfica