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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Campeão europeu: um sonho para concretizar

"Apenas se precisa de 6 jogos de regularidade e depois de 9 jogos onde o nosso desejo de vencer seja superior ao desejo que os outros possam ter.

Começou, esta 3.ª feira, a participação do BENFICA na Liga dos Campeões 2015/16. E logo com uma vitória clara coisa de que estávamos desabituados, nestas andanças, há alguns anos!
Mas e porque vem tudo a propósito, vale a pena falar do que penso ser a real possibilidade de um BENFICA CAMPEÃO EUROPEU.

UMA OPORTUNIDADE QUE NÃO PODEMOS VOLTAR A PERDER
O futebol tem destas coisas! Todos os anos se renovam os plantéis, se preenchem as supostas falhas do ano anterior, se reacendem as esperanças de voltar a ganhar.
No que se refere ao futebol europeu, a participação na Liga dos Campeões é um marco único.
Na passada terça feira, convivi com elementos da estrutura profissional do Astana e percebi a importância que tem poder estar numa competição deste tipo, para quem nela... não costuma estar ou, como era o caso, nunca tinha estado.
Somos, por isso, pobres e mal agradecidos sempre que, podendo aproveitar essa oportunidade, a desperdiçamos sem qualquer valoração extra.
Infelizmente, foi isso que aconteceu ao BENFICA, nos últimos anos.
E nem sequer se poderá dizer que, a esse mesmo desperdício, correspondeu uma hegemonia total no nosso País.
Só aí se poderia perceber o ter abdicado de uma participação de grande nível na Liga dos Campeões para apostar em tudo ganhar cá dentro.
O problema é que não foi essa a realidade que vivemos.
Por isso, este ano não poderemos deixar de aproveitar a oportunidade de passarmos a fase de grupos da Liga dos Campeões e, depois, ir, jogo a jogo, construindo o sonho de, mais ano, menos ano, voltarmos a ver o BENFICA CAMPEÃO EUROPEU!

MALDIÇÕES À PARTE, EU ACREDITO
Sabemos, todos, das histórias contadas e recontadas, romanceadas e deturpadas de uma maldição que nunca o foi nos termos em que, hoje, a damos como certa. Mas, também aí, não basta querer, nem sonhar... para a obra nascer.
É preciso ser consequente, interiorizar que tal é possível, apesar das dificuldades e das poucas hipóteses que vamos tendo.
Porque o primeiro passo para que o BENFICA possa voltar a ser CAMPEÃO EUROPEU... é acreditar. 
Para que, com base nessa ideia, nesse objectivo, nesse fim, tudo seja construído à volta disso mesmo!
Tudo pensado em volta desse desígnio, construído em ciclos de 3 anos, para que voltemos a ser o que a geração dos nossos Pais conseguiu... porque acreditou!
Sem afastar as nossas limitações orçamentais, mas adequando uma estratégia de construção da equipa a esse fim! Sem cometer loucuras, mas potenciando os vectores que nos têm tornado especiais entre os clubes europeus!
Contando com a já famosa formação e... perdoem-me os que não o sentem... com esse adicional de alma que poderemos ter com jogadores que, antes de entenderem o BENFICA como plataforma para outros voos, verão o BENFICA como o clube certo para voar muito alto!

UMA EQUIPA, MAIS DO QUE ONZE GRANDES JOGADORES
Contava-me o meu Pai que o segredo da primeira Taça dos Campeões e, depois, da segunda, já com Eusébio, era ter um pouco de tudo.
De grandes jogadores, mas de alguns outros que não virando a cara à luta, eram exemplos dessa raça... à BENFICA!
Podiam, algumas vezes, até, chutar para onde estavam virados, mas nunca se deixavam de se virar para o lugar onde a vitória lhes sorria.
Desses exemplos, dessas vitórias, fixamos, para sempre, a grandeza que, hoje ostentamos.
Não acho, por isso, como se depreende da história recente, que só cheguem às finais os que mais pagam e os que mais gastam.
Como acho possível que voltem a ganhar os que não sendo, porventura, os melhores, provem merecer ganhar porque... o foram em circunstâncias muito especiais.
Apenas se precisa - valendo este apenas tudo o que queiram imaginar - de 6 jogos de regularidade, com uma ou outra excepção de grandes exibições, e, depois, de 9 jogos onde - se é verdade que a sorte tem de ajudar - o nosso desejo de vencer seja superior ao desejo que os outros possam ter.
E, já agora, um Treinador que não perceba só de futebol porque (como muito bem diz o Professor Manuel Sérgio)... «quem só percebe de futebol, não percebe nada de futebol»!

NINGUÉM CONCRETIZA UM SONHO SE NÃO O TIVER
Há, porém, um princípio anterior, válido para tudo isto. Temos - todos, todos mesmo - de voltar a sonhar que isso é possível. Sem obsessões, mas com a certeza que é isso que queremos.
Sem abdicar do presente, nem hipotecando o futuro, mas fazendo dessa meta um sonho concretizável. 
Mudando o que tem de ser mudado, para que possamos acreditar.
Eu sei que viemos de onde viemos, e estamos onde estamos.
Mas sabem, todos os que me conhecem, que sempre discordei da construção de modelos em que o objectivo da época não seja o de ganhar tudo.
Não o de atingir esta ou aquela fase de cada competição, mas, antes, procurar ganhar, ganhar sempre.
Foi assim que COSME DAMIÃO imaginou o BENFICA.
Foi assim que outros - dos mais desconhecidos aos mais famosos dos que tiveram a honra de servir o BENFICA - construíram o BENFICA.
Foi assim e será assim.
Onde a palavra ganhar - ganhar sempre, desportivamente seja o limite.
Poderei não ganhar? Claro.
Mas o primeiro passo para o não conseguir é... admitir que o não vou conseguir.
Ou, adaptando uma das partes mais famosas do discurso inaugural de John Kennedy, como Presidente dos EUA (*), «poderemos não ser CAMPEÕES EUROPEUS daqui a 100, nem, talvez, daqui a 1.000 dias, mas nunca o voltaremos a ser se não começarmos, já, a pensar nisso».
«Nada disso estará concluído nos primeiros cem dias. Nem se concluirá nos primeiros mil dias, nem durante este mandato, nem mesmo, talvez, durante a nossa vida na Terra. Mas devemos começar.»

SE EU FOSSE...
...adepto do Arouca...
Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que a minha equipa, no último jogo, foi estagiar para S. João da Madeira e o adversário veio estagiar para Arouca... Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que, no último jogo, a relva do meu Estádio teria sido cortada contra a vontade de alguns responsáveis... Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que, no último jogo, um dos jogadores que estava na («ficha técnica», foi para a bancada, de forma a poder dar lugar a um protesto... Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que, no último jogo, o autocarro parou tantas vezes entre o Hotel e o Estádio, com supostas avarias...

...Manuel Machado
Também teria dito que «se Julen Lopetegui ou Marco Silva estivessem no Benfica, com aquele plantel, também eram Campeões». Como também diria que, se o Manuel Machado estivesse a treinar uma certa equipa... com este plantel, também era candidato ao título,... embora talvez fosse à Liga dos Campeões (e não à Liga Europa)... por bem menos dinheiro."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Além dos jogos

"A iniciativa do FC Porto de consignar 1 euro de cada bilhete vendido (na primeira jornada em casa na Champions League) para apoio aos milhares de refugiados, que chegaram a esta Europa dividida e lenta, é muito meritória.
Ao que julgo saber, todos os 32 clubes, no seu primeiro jogo que recebem, terão aderido a tal gesto solidário. Platini apoiou o movimento, bem como, entusiasticamente, Karl-Heinz Rummenigge, presidente da Associação Europeia de Clubes.
Ora aqui está uma iniciativa oportuna e solidariamente inteligente, envolvendo clubes e espectadores, que assim têm um motivo acrescido para irem aos estádios e abraçar este gesto.
Os clubes que movimentam milhões, - às vezes em completa divergência com as crises e as dificuldades que afectam as pessoas, devem ter um sentido ético de responsabilidade social e cidadania empresarial, que nos permita vê-los para além dos jogos e das emoções. Por isso, cumprimento a Direcção portista pelo pioneirismo da acção.
Também o meu clube tem vindo a reforçar a sua função de inspiração solidária e formativa. A Fundação Benfica tem concretizado acções muito bem-vindas nesta área, visando «projectos de carácter social, educacional, ambiental e saúde, em particular de crianças e jovens em situação de risco, e promovendo o desporto inclusivo».
Bem sei que, em vésperas do jogo entre os dois clubes, no domingo, o que atrás referi será submerso pela emoção e discussão acesa de uma partida de futebol, num ambiente quase sempre tórrido. Mas, como português e interessado na ética desportiva, apraz-me registar o papel dos clubes para além dos resultados de cada semana."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pastéis duros de roer...!!!

Belenenses 21 - 24 Benfica

Vitória muito difícil, numa partida onde estivemos quase sempre em desvantagem, e só no ponta final conseguimos passar para a frente... Creio que já é seguro dizer que o Belone, é claramente o nosso melhor jogador... O Figueira voltou a ser decisivo na parte final da partida com algumas defesas espectaculares, inclusive a um Livre de 7 metros, e a um remate completamente isolado aos 6 metros, após mais um erro defensivo 'impossível'!!!

Defendemos quase sempre mal, demos muito espaço ao Pivot, e voltámos a falhar muitos lances aos 6 metros, principalmente os nossos pontas que tiveram um aproveitamento muito baixo... O Uelington voltou a fazer um mau jogo!

A arbitragem também não ajudou, teve momentos surreais, erros sucessivos, praticamente sempre contra o Benfica. Livres de 7 metros a favor do Benfica, só com 'um tiro na cabeça'!!! Os de Belém a defenderem constantemente dentro da área, faltas sucessivas em remates aos 6 metros, e nada... Curiosamente, quando a 4 minutos do fim, enganaram-se a favor do Benfica - finalmente!!! -, parecia o fim do mundo no banco do Belenenses!!! Aliás com duas goleadas nas duas primeiras jornadas, tenho a certeza que a atitude do Belenenses não foi igual... o vermelho continua a fazer muita impressão!!! Perdi a conta, à quantidade de vezes que os jogadores do Benfica tiveram que ser assistidos pelo massagista... mas como é óbvio foi o Semedo a ver Vermelho directo!!!

No Sábado jogamos na Luz com o Avanca, que só perdeu por 3 em Braga!!!
Andebol: Belenenses 21-24 SL Benfica

3ª Jornada da 1ª Fase do Andebol 1Resumo: Belenenses 21-24 SL Benfica #BTV #UmaCamisolaVáriasEmoções

Posted by Sport Lisboa e Benfica - Modalidades on Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

Pronto para o Dragão

"O Benfica voltou a mostrar-se afinado neste teste fácil frente ao Astana. Com alguns momentos de docilidade defensiva, o que está a mostrar-se muito prometedor é o ataque. E aqui cabe um elogio à política de antecipação de problemas seguida por Vieira. A renovação atempada com Jonas e o reconhecimento financeiro da fidelidade de Gaitán já estão a dar frutos no futebol fluído destas duas pérolas. Também Mitroglou se está a afirmar como um bom finalizador. O grego já entende as movimentações dos colegas e começa a arranhar a mesma língua futebolística de Jonas. Com excelente jogo de cabeça, poder físico para esbanjar e nada tosco nos pés, Mitroglou tem tudo para deixar uma forte marca no Benfica como goleador. 
Gonçalo Guedes vai crescendo em boa agressividade, com as já conhecidas velocidade e técnica. Não devemos colocar demasiada pressão sobre este miúdo, que pode chegar longe se se mantiver humilde e trabalhador. A falta de experiência da dupla do flanco direito é compensada pela velocidade, bons recursos técnicos e pulmão inesgotável dos seus componentes. Guedes e Semedo têm futebol para se entenderem às mil maravilhas. Claro que, em jogos de topo, como o do próximo domingo, com o FC Porto, a falta de experiência pode trazer dores de cabeça a Rui Vitória. Mas, como o Benfica sempre fez na sua brilhante história, com inexplicáveis hiatos, os talentos jovens devem jogar e valorizar-se num ambiente de saudável integração com os mais experientes. O grande clássico de domingo promete!"

Mais uma visita amarga...

Aves 3 - 2 Benfica B


Um Benfica desfalcado voltou a não conseguir um bom resultado fora do Seixal. Tivemos sempre a perder, marcámos os dois golos de penalty... aparentemente dominámos no 2.º tempo, mas não conseguimos a reviravolta...

Como escrevi ontem, concordo com a utilização de jogadores da equipa B, na UEFA Youth Cup. O objectivo do Benfica não é ser Campeão da II Liga, além disso, com, ou sem, Youth Cup, o Hélder está 'obrigado' a rodar todo o plantel (assim tem acontecido nas épocas anteriores), dando minutos a todos, portanto se não fosse hoje, seria noutra qualquer jornada... Se acham mesmo fundamental a classificação da B, então existem datas disponíveis, para adiar ou antecipar estes jogos, que calham em cima de jornadas da Champions...

Uma curiosidade: o Aves fez duas penalidades (parece que foi o mesmo jogador) e chegou ao fim do jogo sem um único Amarelo!!! O apitador, chamou-se João Pinheiro de Braga...

O prazer de ver Nicolás Gaitán

"O seu nome é Nicolás Gaitán. Nico para os amigos. É argentino, é jogador do Benfica de venda apenas adiada, mas quando partir (e certamente terá de partir) será uma pena para o futebol português. Há jogadores assim. Não há fronteira nem cor de clube que se intrometa no prazer de os ver jogar. Gaitán é um deles. Em campo, tem o saber dos sábios e a magia dos grandes mágicos. Toca na bola e um simples passe curto tem uma suavidade sedutora. O seu drible torna o lance resplandecente. A sua inquietação, com a bola nos pés, tem o nervoso fascinante de um cavalo de corrida na hora da largada. Gaitán é um príncipe do futebol e torna-se quase absurdo que entre tantas e tantas vendas e compras desse mundo perturbador e perturbado do jogo da bola não esteja este argentino com perfil asteca. Há razões das gentes do futebol que a razão desconhece. Há quem, por fazer menos, valha oitenta ou até cem milhões. Gaitán espera pacientemente a sua vez. Com um profissionalismo irrepreensível. Talvez ajude saber que está na maior montra da Europa quando joga um jogo da Champions. Mas que vale a pena vê-lo, lá isso vale. É um regalo para os olhos. Um prazer raro para quem muito gosta do espectáculo de futebol.
É uma sorte para o Benfica ter Gaitán. Ontem foi, mesmo, um género de sorte grande que valeu milhão e meio de euros ao clube, porque foi o argentino quem levou a equipa às costas até àquele golo perfeito que abriu as portas que pareciam trancadas. E especialmente num dia como o de ontem, devemos todos a Gaitán que o jogo não seja um tédio ou, apenas, um bocejo."

Vítor Serpa, in A Bola

Gaitán a fazer a diferença

"Haverá muitas razões de ordem estratégica e táctica que explicarão como o Benfica deu a volta ao Astana. Mas depois há o fator Gaitán. O argentino fez toda a diferença. Foi ele quem transformou o jogo do Benfica e projectou a equipa para uma dimensão... Champions. Gaitán está em grande forma e, como ele próprio diz, sente-se bem no Benfica. Além disso, sabe que é em jogos como o de ontem, jogos de Liga de Campeões, mesmo quando o adversário dá pelo nome desconhecido de Astana, que tem oportunidade de se mostrar 'ao Mundo', Gaitán está disposto a aproveitar todas as oportunidades que tiver.
O Benfica cumpriu o essencial e arrancou com uma vitória. Os adeptos gostariam de ter visto replicado o 6-0 obtido ao Belenenses, mas apesar das limitações do Astana, a equipa de Vitória ficou aquém daquilo que se esperava. O fundamental, porém, era começar com uma vitória e sair sem queixas deste duelo. Isto é, os encarnados vão chegar ao clássico motivados por dois triunfos importantes, com a equipa inteira e mais fresca que a do rival.
O FC Porto regressa pela terceira vez a Kiev, onde nunca perdeu. É um terreno fértil para os dragões que, de resto, guardam a histórica meia-final de 1987 como recordação memorável. Hoje como no passado, é um jogo de risco e de exigência máxima. Lopetegui deverá recorrer à dupla musculada Imbula-Danilo para alimentar a rotação elevada que espera do jogo. Terá sido já a pensar nisso, que o técnico basco mexeu no sector em Arouca. É impossível que num ciclo tão exigente, um treinador pense exclusivamente, jogo a jogo. Inevitavelmente, é obrigado a pensar no próximo."

A estepe cazaque

"De volta à Liga dos Campeões. Benfica e Porto vão procurar maximizar, tão longe quanto possível, vitórias e dinheiro. O sorteio permite-lhes pensar em atingir a fase a eliminar. Numa coisa, porém, os clubes portugueses podem queixar-se de algum azar: as longas deslocações. O Porto a Israel e à Ucrânia. O Benfica a Istambul e ao longínquo Cazaquistão. Escrevo antes de o Benfica defrontar, na Luz, o clube cazaque Astana (antes chamado Locomotiv), uma novidade e um ilustre desconhecido. O Benfica vai jogar em Astana em 25 de Novembro, em relva artificial, mas em gelo natural. As temperaturas médias, por essa altura, andarão entre os -5,4º de Novembro e os -12,1º de Dezembro. A temperatura mínima registada, nos últimos anos, em Novembro atingiu - 3º! Imagino já Júlio César na baliza...
Astana, capital depois da independência, é, no meio desportivo, mais conhecida pelas suas excelentes equipas profissionais de ciclismo. Dista de Lisboa 6144 quilómetros, quase a distância a Salvador da Baía, mais 56% do que a Moscovo e mais 13% do que a Nova Iorque! De longe, o clube mais distante na Champions League. Bem mais perto está Pequim, que só fica a 3652 quilómetros.
Tudo porque o respectivo país, o Cazaquistão, antiga república soviética, foi admitido na UEFA. Comum território como o da Europa Ocidental, este país de estepes, onde, há séculos, chegou o mongol Genghis Khan, tem apenas um reduzidíssimo território na Europa a ocidente do rio Ural. Uma originalidade, a que se junta Israel (e também a Turquia que só em permilagem é europeia). É assim a geografia futebolística, que chumbaria num exame rigoroso."

Bagão Félix, in A Bola

Boicotes suspeitos em Arouca

"Local de estágio, erros na ficha de jogo e relva cortada foram alguns dos 'problemas'.

O jogo Arouca-FC Porto (1-3) continua a dar que falar. Não por aquilo que se passou nas quatro inhas, mas sim nas oras que antecederam o encontro.
Alguns responsáveis arouquenses, apurou o CM, não entendem o porquê de a equipa ter ido estagiar para São João da Madeira (ao contrário do que é habitual) quando o jogo se realizou no Municipal de Arouca (30 Km de distância). Outra questão tem a ver com os suspeitos problemas mecânicos que afectaram o autocarro que transportou o plantel até ao estádio e que atrasaram a chegada ao jogo, motivando stress na comitiva.
Houve mais: erros na ficha de jogo com a não colocação de jogadores convocados (Dabo e Vuletich) provocaram algum descontentamento entre a equipa técnica de Lito Vidigal, que também não terá gostado que a relva tivesse sido aparada, antes do jogo, contra as suas indicações.
Contactados pelo CM, Carlos Pinho, presidente do Arouca, disse apenas 'vocês tem as suas fontes, eu tenho as minhas'. A seguir, desligou o telefone."


PS: Recordo que na visita do Benfica a Arouca na época anterior, além da relva com meio-metro, despejaram 3 camiões de areia no relvado!!! Bem visível quando a bola batia no chão, e os grãos de areia saltavam!!! Os responsáveis pelo Arouca são os mesmos... Sendo que o próprio presidente do Arouca se vangloria da amizade pessoal com o Corruptor-mor...!!! Tudo normal...

Não foi fácil...

Benfica 2 - 0 Astana


Não foi bonito, mas conseguimos o mais importante: os 3 pontos. O clima de semi-euforia após a goleada ao Belenenses deixou-me algo preocupado, e as dificuldades que previ, confirmaram-se no relvado. É verdade que o adversário tem muitas limitações, mas são organizados, agressivos, e como é óbvio tinham os níveis de motivação no máximo (aparentemente no final do jogo um dos jogadores do Astana teve que ser socorrido nos balneários, pelo INEM... parece que foi um problema cardíaco!!! Não me admirava nada que a dose da amarelinha tivesse sido mal administrada!!! No antigo espaço Soviético, é prática corrente...), além disso estudaram bem o Benfica, pois conheciam perfeitamente os nossos pontos mais fortes (inclusive nas bolas paradas), e tentaram impedir que o Benfica jogasse como gosta: bola entre-linhas com o Jonas...!!! E nós até ao 1.º golo, acabámos por-lhes facilitar a vida, jogando lento, denunciado, quase sempre pelo meio, e com muitos passes errados...

Voltámos a entrar mal na 2.ª parte, mas finalmente conseguimos acelerar a bola, nas laterais, e com facilidade fizemos dois golos... Depois foi só controlar. Por acaso, temos demonstrado vários problemas, mas sempre que conseguimos uma vantagem, temos sido inteligentes na gestão das partidas...
Esta noite conseguimos vencer, fomos capazes de rectificar a má entrada no jogo, agora no final de Novembro do sintético de Astana, vamos ter muitas dificuldades, isso é garantido...
O jogador mais consistente durante a partida acabou por ser o Eliseu!!! O Nico voltou a fazer coisas que só ele sabe fazer, mas não gosto daqueles momentos em que o Nico, resolve não defender... O Jonas fez os únicos remates perigosos na 1.ª parte, mas esteve escondido, o espaço entre a linha defensiva e a linha de meio-campo do Astana era praticamente inexistente... O Mitrogolo, pareceu-me mais solto, esteve melhor fisicamente, nota-se que o entrosamento está a subir, e além disso, marcou um golo... daqueles que são fáceis, mas é preciso estar lá!!! O Luisão voltou a ter alguma hesitações perigosas, e contagiou o Jardel... O Samaris e o Talisca 'sofreram' muito com a falta de espaço para meter os passes na frente, e demoraram muito tempo a compreender que não havia espaço no 'meio' e que era nas alas, que tínhamos que insistir!!! O Nelsinho começou muito bem, mas 'agarrou-se' demasiado à bola... defensivamente, no 2.º tempo, foi ultrapassado várias vezes, sempre da mesma maneira, mas conseguiu rectificar com a velocidade... sendo que depois de ganhar a bola, não foi decidido no corte, e acabou por perder alguns duelos de forma ingénua!!! O Guedes, cumpriu tacticamente, lutou, mas com a bola nos pés é pouco esclarecido, e raramente conseguiu romper as linhas, que para o extremo-direito do Benfica é obrigatório... Eu sei que ele não tem rotinas de extremo, mas neste momento para titular do Benfica, é curto...
A vitória do Atlético em Istambul foi um bom resultado para o Benfica, vamos lutar com os Galatasaray pelo 2.º lugar, isso parece-me claro, e portanto todos os pontos perdidos pelos Turcos são bem.vindos... Não considero o próximo em Madrid decisivo, e nem a exibição frouxa me preocupa, tanto o jogo do próximo Domingo no antro da Corrupção, como o jogo no Vicente Calderon, serão jogos com contextos completamente diferentes, tanto em termos de ambiente, como tacticamente, as exigências serão outras...

UEFA Youth League - 1.ª jornada

Benfica 8 - 0 Astana


Era previsível uma goleada destas o futebol do Cazaquistão é fraco, se na equipa principal dá para 'comprar' estrangeiros para subir o nível, nos Juniores isso é mais difícil...
Gostei da decisão de chamar a este jogo, os nossos Juniores que fazem parte da equipa B (e ainda faltaram alguns!!!). O ano passado esta gestão não foi inteligente, pessoalmente acho que a UEFA Youth League, e mesmo a Fase Final do Nacional são bastante competitivas, e portanto devem jogar os melhores...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Os parafusos e os aperto

"Ninguém antecipou melhor o benefício da pausa para as selecções do que Jardel quando disse que tinha sido "importantíssima para apertar os parafusos". Como se viu na exibição magistral contra o Belenenses, a questão não era apenas apertar os parafusos e recuperar algum tempo perdido na pré-temporada, a solução passava também por estabilizar os parafusos, isto é, a base da equipa titular.
Com Jardel, o Benfica ganha capacidade na organização defensiva, enquanto o brasileiro compensa as quebras de velocidade dos seus parceiros defensivos; Talisca, mesmo que a posição 8 não seja o seu lugar natural acrescenta verticalidade ao jogo e, de todas as jovens soluções testadas à direita, Gonçalo Guedes é aquele que já passou a fase de projecto de jogador e se aproxima mais de um jogador de corpo inteiro.
Já os apertos tiveram outro efeito. Ao contrário dos jogos anteriores, desta feita viu-se uma ideia de jogo clara, com muita circulação de bola, uma equipa mais de posse do que no passado e um jogo interior muito dinâmico. Acima de tudo, o Benfica revelou uma agressividade defensiva que não se havia visto até agora. Mesmo a vencer desde os primeiros minutos, a equipa cometeu 23 faltas, das quais 16 na primeira parte, enquanto o Belenenses, derrotado copiosamente, cometeu apenas 18. Uma equipa cujo jogo assenta em trocas de bola constantes tem de ser também agressiva na recuperação. Só isso permite que os solistas exibam toda a sua genialidade: o que, aliás, explica as exibições superlativas de Gaitán e Jonas."

Zona de conforto

"O caso dramático de José Tiago, jogador português de 24 anos vítima de mais um atropelo de um clube cipriota, o Ermis FC, e um agente grego, George Eleftheroudis, exige ação. Quanto mais exposição gera o futebol sobretudo a nível financeiro, mais interesse suscita. Muitas das pessoas que se interessam não têm quaisquer escrúpulos, não se importam de arriscar e ultrapassar as normas legais, regulamentares e de conduta para fazer um negócio. Há boas práticas, mas são cada vez mais os jogadores enganados e abandonados. A nós preocupa-nos, em particular, os mais jovens, mais frágeis, que o nosso país enjeita, obrigando-os a sair da 'zona de conforto'.
Há um sentimento de impunidade e irresponsabilidade em muitos dirigentes e empresários que acham que vale tudo porque quem deveria dar garantias, nomeadamente o Estado, demitiu-se das suas responsabilidades. E apesar da FIFA, FIFPro, UEFA e EPFL, no plano internacional, e a FPF e LPFP, no plano nacional aprovarem regulamentos e implementarem circulares, os jogadores não estão protegidos. Não há vontade, fiscalização, nem sanções para os prevaricadores. Algumas pessoas representam vários interesses (de federações, clubes, treinadores, jogadores, agentes) e quando têm de tomar posição estão comprometidas.
Este episódio aconteceu no Chipre, mas repete-se todos os dias, na Roménia, na Grécia, na Rússia ou em Portugal. Desculpem a expressão mas é preciso denunciar estes abutres. É disso que estamos a falar, de bandidos e grupos organizados que não respeitam direitos fundamentais. Os jogadores têm de ser mais ativos e esclarecidos. Devem saber quem são as pessoas que os abordam, se são idóneas e conhecidas no meio, se o clube tem ou teve problemas e receber previamente as condições contratuais por escrito. Quem vai para o estrangeiro deve assegurar condições financeiras para a sua estadia. No momento de assinar deve exigir que o contrato seja feito numa língua que entenda e deve SEMPRE ficar com uma cópia do mesmo e dos documentos que assina. Não deve NUNCA entregar a alguém os seus documentos de identificação pessoal, CC ou passaporte. Podemos continuar a assistir 'de cadeira' a estas histórias de desespero ou podemos agir. O desporto é de todos e para todos. É nosso dever protegê-lo."

Na cauda da Europa

"1. Em termos de organização, regulamentação e credibilidade, o futebol português está na idade da pedra. Para o demonstrar não é necessário recorrer a nenhum arsenal de fundamentos e argumentos. Basta dizer que está entregue a um homem só, cujo arbítrio faz o bom e o mau tempo e, ainda por cima, não é escrutinado por ninguém. Esse homem chama-se Vítor Pereira e há oito longos anos (?) é o designador dos árbitros que, por sua vez, escudados no aforismo errare humanum est, frequentemente condicionam os resultados dos jogos. Uma permanência assim tão demorada é caso único na Europa! Os clubes bem contestam esta inusitada e perversa singularidade, mas para o presidente da FPF isto não passa de futilidades. Em Itália, que sempre teve os melhores árbitros da Europa, nenhum responsável pelas nomeações permanece mais de dois anos na função, a fim de não se acomodar ao lugar nem cair no desleixo e na criação de anticorpos.
Mas há mais. A Série A está a ser pioneira em inovações na área da arbitragem que até já mereceram o aplauso da UEFA: as balizas estão agora dotadas do chamado olho de falcão, concebido para impedir os golos fantasmas.
Por outro lado, as equipas poderão colocar nos seus jogadores, à altura da omoplata, uma espécie de pequeno Gps destinado a recolher dados sobre a velocidade, a distância percorrida, o ritmo cardíaco, o consumo, de energia e não só. Registos estes sumamente úteis para personalizar as cargas de treino, estudar o melhor aproveitamento do jogador, avaliar eventuais quedas de rendimento do 1.º para o 2.º tempo e assim por diante.
2. Rolando, finalmente, libertou-se do jugo do FC Porto, mas não foi para o Inter, como tanto queria, seduzido por promessas que lhe foram feitas enquanto lá esteve por empréstimo, desde que se libertasse a custo zero. Acabou no Marselha, resgatado por dois insignificantes milhões de euros. Acontece que, mesmo assim, apesar do baixo valor nenhum clube transalpino se chegou à frente."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Eusébio «da fruta» à caça da Pantera Negra...

"Em dois dos mais emblemáticos confrontos com o Atlético de Madrid, Eusébio marcou quatro golos. Exibições esfuziantes de categoria 'encarnada' no Vicente Calderón (1967) e em Badajoz (1969) ficaram para a história do Clube escritas a letras de prata lavrada.

Voltemos ao Atlético de Madrid, aos «rapazes dos colchões».
Há histórias suficientes de jogos contra o Benfica para encherem uma boa dúzia de páginas de jornal, mas era o que faltava estar aqui e maçar-vos com exageros, fiquemo-nos por mais esta que completa a da semana passada e deixemos restante prosa para tempos que aí venham.
Ficámos, no último número deste seu semanário, em Caracas, Venezuela, e na Pequena Taça do Mundo conquistada precisamente pelo Benfica frente ao Atlético de Madrid.
Alinhou, se bem se recordam, nesses dois jogos (0-3 e 2-0) um defesa madrileno de nome Griffa. Jorge Bernardo Griffa: nascido no dia 7 de Maio de 1935, em Casilda, Santa Fé, Argentina, foi uma das grandes figuras do Atlético de Madrid, mantendo-se dez anos ao serviço do clube, vencendo taças, campeonatos e uma Taça das Taças e só deixando em 2011 de ser o estrangeiro com mais jogos de camisola às risquinhas vestida.
No dia 1 de Novembro de 1967, o Atlético de Madrid promove um jogo em homenagem a tão distinta figura.
Convidado? O Benfica!
Manzanares assistiu a uma enchente quase total. Ninguém quis perder a festa.
Havia, de um lado e do outro, muita gente a repetir os confrontos de Julho de 1965.
ATLÉTICO DE MADRID - Madinabeytia; Colo, Griffa, Calleja e Glaria; Jayo e Cardona; Luís, Mendonça, Peiró e Collar.
BENFICA - José Henrique; Cavém, Raul, Jacinto e Cruz; Jaime Graça e Coluna; José Augusto, Torres, Eusébio e Amaro Vieira.
Foi um Benfica com pressa. E um Eusébio mais apressado ainda. Não terá sido por acaso que, no ano antes, no Mundial de Inglaterra, os jornais lhe chamaram «A Man in a Hurry».
Aos cinco minutos faz o primeiro golo num pontapé fulminante; aos dez minutos tirou uma fotocópia do primeiro.
Lentos, os madrilenos limitavam-se a ver jogar os portugueses. O povo aplaudia de pé os lances desenhados pelo Benfica. Só à beirinha do final é que Luis tornou o resultado mais simpático.
Griffa saía em ombros.
O Benfica fazia a vénia aos estrepitosos aplausos. Era grande o seu prestígio pelo Mundo.

Eusébio, o caçador...
Passaram-se entretanto dois anos sobre esse dia 1 de Novembro.
Eis-nos no Verão. E ainda em Espanha. Mais precisamente em Badajoz, com Elvas à vista, para a disputa da terceira edição do Troféu Ibérico, ou Torneio de Badajoz.
A ideia que presidia à competição era a de pôr em confronto equipas espanholas e portugueses. Nas duas edições anteriores, vitórias lusitanas de Vitória de Setúbal e Sporting.
Chegara a vez do Benfica.
Cabia-lhe em sorte a Real Sociedad no primeiro jogo; no outro, o Vitória de Setúbal defrontava o Atlético de Madrid.
Cá estamos nós de volta à dita vaca fria.
Vitória 'encarnada' sobre os bascos por 1-0.
Vitória dos colchoneros sobre os setubalenses por 2-0.
Final marcada para o Estádio El Vivero.
Eusébio queixava-se de uma lesão que o obrigara a sair a meio do jogo frente à Real Sociedad.
Mas fui à luta. E luta a sério!
«Foi um dos jogos em que apanhei mais pancada», diria no fim. «Não esperava uma coisa destas».
Pois. E quem mais caçou as pernas de Eusébio foi... Eusébio. O outro. O do Atlético.
Eusébio Bejarano Vilaro, seis anos mais novo do que o autêntico Eusébio. Natural de Badajoz, estava em casa. E distribuía fruta a seu bel-prazer nas canelas do seu homónimo.
Eu escrevi luta, mas devia ter escrito guerra.
Os espanhóis usaram todos os meios, lícitos e ilícitos. Elementos da Guarda Civil colaram-se ao banco do Benfica e provocaram desentendimentos com o treinador Otto Glória e alguns dos dirigentes e suplentes. O jogo foi longamente interrompido. Os protestos de Toni valeram-lhe a expulsão.

E ainda não estavam decorridos 20 minutos!
Nessa altura, o resultado estava em 1-1. Um golo fantástico de Eusébio, de livre directo, e um chapéu de Garate a José Henrique.

Setenta minutos para jogar e o Benfica com dez.
«Eram só dez. Mas quando se esperava que o Atlético de Madrid redobrasse os seus ataques e aumentasse a sua pressão, o que se viu foi o Benfica fazer uma sorte de prestidigitador - 'nada nesta mão, nada naquela' - e dar uma tal volta naquilo tudo que pareciam ser mais os de encarnados».
Este é o testemunho de Mário Zambujal, jornalista ímpar que não perdeu pitada com os seus próprios olhos.
E concluiu: «Cremos ter sido a melhor actuação do Benfica nesta sua tão agitada época. E foi, sem dúvida, uma exibição perfeitamente ao nível dos seus famosos jogos, em épocas anteriores. (...) A segunda parte foi toda ela um 'show' benfiquista».
O resultado? Ah! Claro! Não nos esquecemos desse «pormaior»: 4-1!
Vejamos:
ATLÉTICO MADRID - Zubizarrain; Mariano (Melo), Jayo, Iglesias e Calleja; Eusébio e Irurarte (Benegar); Ufarte, Adelardo, Garate e Hermández.
BENFICA - Zé Henrique; Malta da Silva, Humberto, Zeca e Adolfo; Toni e Coluna; Jaime Graça, Torres, Eusébio e Simões.
Golos de Eusébio - 4 e 44 minutos; Garate - 18; Jaime Graça - 68; Simões - 88.
Uma sumptuosa peça de prata lavrada era erguida por Mário Coluna no final.
Nada a dizer contra uma vitória alicerçada no brio e no saber de uma equipa experiente como poucas.
«Aqueles que têm dito e escrito que eu e toda a equipa do Benfica estávamos acabados, deviam ter assistido ao jogo de hoje», espicaçava Eusébio. Eusébio português, o bom, não o outro, sarrafeiro, claro está.

No calor abafado de Badajoz levantava-se uma brisa de orgulho."


Afonso de Melo, in O Benfica

Franco Cervi

Um bocado 'fora de época', o Benfica oficializou a contratação do Argentino Franco Cervi, ao Rosário Central. O facto de ter a mesma proveniência do Di Maria, é sempre um bom sinal!!! Apesar de ter mais parecenças com o Gaitán...
Médio ofensivo criativo, jovem, baixinho, rápido, habilidoso, canhoto, no Benfica terá que ser um extremo...  o Nico também não era extremo no Boca. O potencial é evidente, vamos ver como é que se vai processar a adaptação em Janeiro...

Normalmente, o Benfica esperaria por Janeiro para fazer a apresentação oficial na Luz, mas devido às 'estranhas' movimentações do mercado, creio que o Benfica não quis arriscar um 'desvio'!!!

É curioso, como a (des)comunicação social desportiva, está a vender a ideia que o Benfica desviou o Cervi do Sporting. Passando por cima do facto do Benfica ter mostrado interesse no jogador muito antes do Sporting... e tal como aconteceu com quase todas as recentes contratações do Sporting, a prospecção Lagarta, baseou-se exclusivamente nas informações que o Judas levou do Benfica para o Sporting... e se com alguns o Benfica não quis entrar em leilão, neste caso, e devido ao potencial envolvido, não hesitámos, e contratámos o jogador.

Um Festival de Luz e Ritmo

"O Benfica quis ir além da actividade desportiva e transformou o Estádio da Luz numa sala de espectáculos notável.

Os anos 80 foram os anos do rock, e Portugal não foi excepção. No Verão de 1988, o Benfica decidiu tirar partido do seu parque desportivo para realizar, pela primeira vez, um Festival de música: o Festival Rock Benfica 88. Com o apoio da Sociedade Portuguesa de Espectáculos, esperava-se um Festival memorável.
Contudo, muitos não partilhavam o entusiasmo, incluindo alguma imprensa especializada que ia dando como certo o fiasco, ponto em causa a participação de Bryan Adams no Festival. Mas a presença do cantor já estava confirmada, tendo feito a sua primeira aparição um mês antes do evento, na apresentação oficial do Festival, dando um pequeno concerto para cerca de 1500 pessoas.
Os críticos apontavam também para uma provável falta de adesão do público. Para contrariar essa tendência, a organização apelou à presença dos benfiquistas em massa e criou a campanha 'Um atleta um bilhete', que possibilitava a ida dos atletas mais jovens do Clube ao Festival. Cada sócio que não tencionasse ir teria a oportunidade de contribuir para o seu sucesso, comprando um bilhete que, por indicação expressa, seria oferecido a um atleta.
Críticas à parte, a 8 de Julho houve espectáculo! Mesmo com tempo de praia, '(...) muita gente jovem, tal como se esperava, aderiu a esta iniciativa participando e vivendo o espectáculo à sua maneira. Quer no palco improvisado no relvado, quer (...) nas bancadas do terceiro anel, os jovens emprestaram o seu corpo aos mais de 90 mil watts de som que se misturaram com cerca de um milhão de watts-luz. Um espectáculo dentro do próprio espectáculo'.
O primeiro grande momento foi a entrada da banda UHF, que apresentou algumas canções do seu álbum Noites Negras de Azul. Seguiu-se Bonnie Tyler, que fez vibrar os milhares de espectadores com a sua voz rouca e provocante. Subiram também ao palco os grupos The Saxon e Special Affair, mas o que todos queriam mesmo era Bryan Adams. O músico canadiano cantou e encantou com os seus sucessos musicais e, a fechar, ainda houve tempo para um dueto com Bonnie. A multidão delirou! Terminou assim uma noite única que os participantes nunca iriam esquecer.
Na área 16. Outros voos do Museu Benfica - Cosme Damião, encontram-se mais ligações entre o Clube e a Música."

Débora Cardoso, in O Benfica

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Lixívia 4

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.............9 (-3) = 12
Corruptos..........10 (0) = 10
Sporting............10 (0) = 10

Uma daquelas jornadas estranhamente calmas, na Luz levámos com o irritante Bruno Paixão, que apitou vezes demais, mas sem erros graves... os jogadores também ajudaram.
Os Corruptos em Arouca normalmente não precisam de empurrões, a atitude da equipa da casa é sempre hospitaleira... algumas dúvidas em lances de fora-de-jogo para os dois lados, mas foram sempre bem decididos. O Capela mostrou muitos amarelos, mas sempre com o critério justo, algo que os Corruptos não estão habituados, e assim compreende-se alguns protestos!!!
Os Chorões em Vila do Conde, também com um visitado hospitaleiro, lá beneficiaram de mais um penalty (4.º em quatro jornadas, boa média!!!), após uma paragem cerebral do Wakaso!!!

Temos Clássico na próxima jornada, provavelmente vamos levar outra vez com o Jorge Sousa...!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada

Épocas anteriores:

Prologo...

Assim se pacifica o futebol português

"Numa semana onde os grandes ganharam, não houve contestação a Bruno Paixão, João Capela e Hugo Miguel. Nem a Vítor Pereira...


Jornada com vitórias dos grandes, mais sofrida a do Sporting, dentro da normalidade a do FC Porto e com nota artística, a do Benfica. Ou seja, como os grandes ganharam não houve nem contestação nem polémica e ninguém falou de Bruno Paixão, João Capela ou Hugo Miguel, muito menos se ouviram os tambores da campanha histérica contra Vítor Pereira. E será bom, desde já, que as vozes mudas, sub-reptícias e anónimas que fazem campanha pela fragilização do presidente da Comissão de Arbitragem sejam desmascaradas. Haverá eleições daqui a um ano para os vários órgãos da FPF e as movimentações já se fazem sentir, umas mais recomendáveis que outras, mas todas com o mesmo sentido: prioridade é abater Vítor Pereira; e, de caminho, se for possível derrubar Fernando Gomes (e será que alguém se preocupa com o facto de estarmos perante alguém que está a realizar um percurso de excelência, dentro e fora de portas?), melhor ainda.

Feita esta nota, tendo em vista a volatilidade da polémica relativa à arbitragem, conjuntural, maioritariamente rasteira e inevitavelmente oportunista, devemos abrir espaço para a semana europeia que amanhã abre portas com o Benfica-Astana. Portugal precisa de pontos UEFA, os desafios do futuro próximo são exigentes e há que lutar com todas as forças para manter os 2+1 na Champions de que actualmente dispomos. Na ronda desta semana, é evidente que o Benfica é favorito (pena é que não tivesse alterado a ordem dos jogos porque actuar em Astana a 25 de Novembro é um congelador anunciado) e o FC Porto vai ter em Kiev a primeira prova de fogo da temporada. Ali se saberá, perante um adversário que tem subido de produção nos últimos dois anos, qual o estado de prontidão da equipa de Lopetegui. Na Liga Europa há um duelo de qualidade em Alvalade entre Sporting e Lokomotiv de Moscovo (curiosidade, José Couceiro já treinou as duas equipas), o SC Braga, ferido pela escorregadela no Estoril vai à República Checa a casa do Liberec, justificar uma candidatura à passagem à fase seguinte da prova e o Belenenses, convalescente da goleada na Luz (Ventura, deixa lá, eu sofri lá oito e o enorme Jorge Martins levou com sete nas Antas...) irá jogar sem nada a perder em Poznan (bonita cidade e excelente estádio). Aos cinco magníficos pedem-se pontos UEFA!.

Aqui se coloca a questão do tempo e do espaço...
«A Académica fez hoje, de longe, o melhor jogo da época. Fomos uma equipa personalizada e forte na organização ofensiva.»
José Viterbo, treinador da Académica
Ao fim de quatro jogos a Académica ainda não pontuou, marcou um golo e sofreu dez. José Viterbo, herói da recuperação na temporada passada, mesmo assim, consegue encontrar razões de esperança no futuro. Precisa de tempo e de espaço para provar a sua tese. E aqui nasce o problema: até que ponto o que mostrou ser capaz de fazer no passado influencia o (seu) futuro?

(...)
Um fim de semana da 'bella Itália'
Uma final do US Open entre as italianas Flavia Pennetta e Roberta Vinci (vitória de Pennetta, fantástico ponto final numa carreira de prestígio) e um triunfo de Aru na Vuelta, marcaram um fim de semana de sonho do desporto italiano, que tem ainda a 'squadra azzura' no Europeu de de basquetebol...

CR5
Longa a seca de Cristiano Ronaldo e ainda na última edição da 'Quinta da Bola', na Bola TV, tive a oportunidade de manifestar a minha preocupação pela alergia do prodígio madeirense ao fundo das redes contrárias. Seria uma questão física? Haveria algum problema psicológico? Ou Madrid já não seduzia CR7? Boas perguntas, todas e cada uma delas respondidas em Barcelona pelo 'sete' merengue. Cinco golos ao Espanhol acabaram com a crise, o 'ketchup' não queria sair do frasco mas acabou a inundar o prato. Com cantavam os Supertramp, 'crisis what crisis'?"

José Manuel Delgado, in A Bola