Últimas indefectivações

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Impressão digital

"Tive a missão de acompanhar bem de perto o primeiro teste do Benfica na pré-época e de tentar tirar as primeiras ilações, transmitindo-as, depois, aos leitores através das páginas de Record. Rui Vitória foi inteligente, sabia o que poderia causar uma derrota com outro tipo de números e apresentou uma equipa sem reforços. O que se viu dentro das quatro linhas, principalmente na primeira parte, foi um Benfica com muitas rotinas da época passada, até nas bolas paradas. Aliás, Vitória já tinha prometido que iria aproveitar o que de bom tinha sido feito pelo seu antecessor. Mas no BMO Field também já se começou a perceber a nova roupagem que o técnico quer dar ao seu Benfica: maior circulação de bola, mais segurança na posse e consequente redução da dose de risco, para evitar que a equipa seja apanhada em desequilíbrio na fase de transição. Este era um dos problemas das equipas de Jesus, que ficavam mais visíveis frente a adversários de nível superior."

Miguel Belo, in Record

PS: Concordo em parte com a crónica... discordo, quando diz que a maior circulação de bola aumenta a segurança na posse de bola, evitando o risco... A tal aparente indisciplina posicional em posse de bola (que eu referi na crónica), aumenta o risco, em caso de perda de bola.
O Benfica sofria muito poucos golos em contra-ataque, porque as 'saídas' de bola (da 1.ª fase para a 2.ª...) estavam perfeitamente formatadas, até podíamos ser um pouco previsíveis, mas existia quase sempre uma 'rede protectora' em caso de erro individual em posse...

O que valem os jogos de preparação

"Além de contribuírem para a construção das equipas, os jogos de preparação são também fundamentais para identificar carências...

Sei que corro o risco de provocar uma sensação de déjà vu com o que vou a seguir escrever. Esta é uma opinião que, provavelmente, já terei manifestado em princípios de época anteriores, mas que, atendendo ao aquecimento deste defeso, interessará repetir. Os jogos de preparação servem para isso mesmo, não há campeões na pré-época e aos treinadores cabe a responsabilidade de começar a formatação do disco rígido das suas equipas, sem demasiadas preocupações resultadistas.
É verdade que as vitórias mesmo contra os Étoiles Carouges desta vida, animam os adeptos e aumentam os índices de confiança dos jogadores. Mas os olhos devem estar postos no objectivo principal e esse é, sem margem para dúvidas, construir uma equipa forte e coerente, analisadas, em tempo útil, as várias hipóteses.
Dito isto, há também que dizer que, mesmo sem ter o resultado como objectivo principal, os jogos de preparação servem para identificar as carências. Aliás, creio mesmo que sem o desastre competitivo que foi, há um ano, a participação do Benfica no torneio do Arsenal, o clube não teria ficado tão sensível como acabou por mostrar-se à contratação de Júlio César e Jonas, que acabaram a época premiados pela Liga de Clubes como melhor guarda-redes e melhor jogador do campeonato.
Até ao próximo dia 31 de Agosto (e mais alguns dias para casos excepcionais), o desenho dos plantéis não deixará de sofrer alterações significativas; e até a bola começar a rolar em jogos a doer, o melhor mesmo é não tirar conclusões absolutas de verdades relativas.
Fora das quatro linhas, uma votação e uma eleição açambarcam as atenções dos próximos dias.
A AG da FPF vai pronunciar-se sobre o sorteio dos árbitros, num contexto em que surgem agora notícias de pareceres que apontam para a inadequação deste desejo da maioria dos clubes, com os estatutos federativos. Veremos como isto acaba, sabendo-se que nem jogadores, nem treinadores, nem árbitros querem o dito sorteio...
E a seguir haverá eleições na Liga de Clubes. Luís Duque, apesar de ter sido louvado pela generalidade dos clubes vê o FC Porto virar-se para Pedro Proença. E aqui radica a principal dúvida. Pedro Proença para o dirigismo da arbitragem? Seria uma hipótese interessante. Mas para a Liga de Clubes? Não é um peixe fora de água?


Mou faz aviso à navegação portuguesa
«O FC Porto pagou 20 milhões de euros por Imbula, paga um salário fantástico a Casillas. O Sporting paga milhões a treinador e jogadores...»
José Mourinho, treinador do Chelsea
O treinador do Chelsea, sempre atento à realidade portuguesa, apontou a contradição entre os tempos, marcados pela austeridade, que o nosso País tem vivido, e a disponibilidade de dois dos maiores clubes nacionais, FC Porto e Sporting, para investirem na época que agora está a dar os primeiros passos. Mourinho conclui que o futebol não tem lógica. Até um dia, até um dia...

Em Espinho, sem espinhas
Portugal é campeão do Mundo da FIFA em futebol de praia. Uma aventura que começou há muitos anos com a geração de Nunes e Hernâni, vê-se agora coroada de êxito, com a conquista de ceptro mundial, graças a esses globetrotters da areia que são Madjer, Alan e Belchior, chefes-de-fila de uma equipa com enorme talento e igual personalidade. Quem não se viu em Espinho, para entregar o troféu, foi Sepp Blatter, presidente demissionário (?) da FIFA que entendeu ser mais seguro não sair da Suíça, não fosse o diabo tecê-las...

ÁS
Madjer
Foi baptizado como João Víctor Tavares Saraiva mas o mundo do futebol de praia conhece-o por Madjer. Este português nascido há 38 anos em Luanda é o porta-estandarte dos novos campeões do mundo que a FPF lhe concedeu por altura do centenário, ao considerá-lo o melhor se sempre na areia.

ÁS
Mick Fanning
Foi com horror que se viu o brutal ataque de um tubarão branco de que foi vítima, em Jeffreys Bay, África do Sul, durante a etapa do mundial de surf. E foi com espanto que se soube que escapou ileso por ter afastado, ao murro o devorador de homens. Tricampeão mundial de surf, Fanning é agora campeão mundial do sangue frio.
(...)

A morte voltou a bater à porta da F1
Jules Bianchi não chegou a fazer 26 anos. A morte levou-o duas semanas antes e pôs fim a nove meses de escassa esperança e muito sofrimento, depois do acidente que sofreu no GP do Japão de F1, disputado em Suzuka, em Outubro de 2014. É a primeira fatalidade no Circo depois da morte de Senna, em 1994."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: O Blatter não veio a Espinho, mas foi recebido na Suíça com muita alegria e muito 'dinheiro' falso!!!



MAFIFA
Posted by Papoila Saltitante on Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Sorteio dos árbitros considerado ilegal

"Presidente da AG da FPF pediu pareceres jurídicos.
Vai distribuir documento pelos sócios da Federação.
Decisão final no sábado.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), José Luís Arnaut, tem já em sua posse pareceres jurídicos que concluem que as alterações aos Regulamentos de Arbitragem e Disciplinar, que os clubes aprovaram na assembleia geral da Liga de 29 de Junho, são ilegais.
O tema mais polémico destas alterações e que domina claramente o debate entre os agentes do futebol e os pareceres pedidos é o sorteio dos árbitros, para vigorar já na próxima época. Estas alterações só poderão entrar em vigor após votação em assembleia geral da Federação, marcada de urgência para as 10 horas do próximo sábado. Mas antes disso, José Luís Arnaut vai vai distribuir os referidos pareceres pelos sócios da FPF, contributo que considera essencial para a tomada de posição na AG de sábado, independentemente do sentido de voto que cada um já tenha.
José Luís Arnaut faz questão, neste processo, de separar o que são opiniões pessoais sobre um tema polémico e uma avaliação dos dados jurídicos. De resto, perante os pareceres, Arnaut considera irrelevantes as posições pessoais. E não deixará de alertar para os riscos de uma aprovação e possíveis consequências, que, em tese, podem ir até à reapreciação do Estatuto de Utilidade Pública da Federação."

Jorge Pessoa e Silva, in Record

Homem marcado

"Deliciei-me com a catadupa de indignados comentários que os doutores da bola - entre os quais ouso incluir-me, ainda que com um modesto bacharelato - dedicaram à "ingratidão" do Real Madrid com Casillas, na altura da sua despedida do Santiago Bernabéu.
Já todos se esqueceram da forma como Alvalade tratou Manuel Fernandes, da porta dos fundos por onde Fernando Gomes deixou o FC Porto e José Águas e Eusébio abandonaram a Luz. Ou de como Matateu se viu forçado a sair do Restelo para a Tapadinha. Quando o rendimento baixa, os clubes - e os respectivos treinadores - desprezam os mitos, afastam os capitães, ignoram as horas de glória que as suas maiores figuras lhes proporcionaram, e tudo perante a complacência de boa parte dos associados, mais interessados em carne fresca, mesmo que ela possa não ser boa coisa.
Com o advento das SAD, essa falta de "'coração' transformou-se em puro negócio e é ver as estátuas a partir-se e os ídolos a caírem fora. O caso de Ricardo Quaresma é sintomático. Não sendo propriamente um símbolo portista, não gostando de ser suplente e não falando espanhol, tornou-se num incómodo para Lopetegui e, perdido o que julgava ser o porto de abrigo definitivo, lá vai ele de novo para a Turquia e agora, se calhar, para o banco do Besiktas.
Quanto a Casillas, que no Real já não servia para Mourinho e não servia para Ancelloti - até ao dia em que o balneário retomou o poder -, se pensa que veio para o Porto para ter menos pressão, enganou-se. E vai ser a plateia do Dragão, que começará por aplaudi-lo, extasiada, a primeira a assobiá-lo quando passarem por ele as bolas difíceis - que sempre chegam. Com Helton no banco, Iker terá tolerância zero. Afinal, é um homem marcado."

B's em Inglaterra...

A equipa B partiu hoje para Inglaterra, onde vai efectuar vários jogos particulares:
22 de Julho, Oxford United, 17h.
25 de Julho, Salford City, 17h.
27 de Julho, Birmingham City, 17h.

A surpresa é a presença do Thierry Graça na convocatória... as ausências do Flávio Silva e do recentemente contratado Bruno Rodrigues, deve ter sido por lesão... O Paraguaio Francisco Vera segue viagem...

PS: Mais 4 jovens com contratos profissionais: Filipe Soares, Gedson, Nuno Santos, Diogo David.

Cota... is back!

Resumo da Champions cup por Cota do Bigode

Posted by Cota do Bigode on Domingo, 19 de Julho de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

O Benfica e o tio rico da América

"Não há modelos de estágios de pré-época com sucesso garantido. Por isso, não se pode dizer que o FC Porto decidiu melhor, por estar ausente do país, mas na Europa, jogando com equipas de pequena e média qualidade competitiva; que o Sporting é o mais esperto, porque quase não sai de casa, dá goleadas a equipas de «outros campeonatos» e puxa pela auto-estima; ou que o Benfica é que sabe o que está a fazer, por ir para outro continente adaptar-se às dificuldades de outros climas e de outros fusos horários e ainda jogar com adversários da mais alta qualidade.
Pode admitir-se, no entanto, que a situação mais discutível será a do Benfica. Porém, só será, mesmo, discutível do ponto de vista do interesse desportivo da equipa, porque a obriga a maior e, talvez, mais perigoso desgaste, mas já é difícil de discutir quando a contrapartida apresentada é superior a três milhões de euros.
Haverá certamente quem pense que o Benfica não deveria colocar os interesses económicos acima dos interesses desportivos e que esses três milhões de euros lhe podem vir a sair caros. É uma visão aceitável, mas cada vez mais longe da realidade internacional. A verdade é que a presença do Benfica na América consolida o apetite de um mercado internacional importante e com notório poder económico, tal como acontece com outros grandes clubes europeus em relação ao mercado do extremo oriente. Cada vez mais os clubes profissionais de futebol devem estar preparados, ao mais alto nível, para gerarem interesse em novos mercados, capazes de proporcionarem novas e mais significativas receitas."

Vítor Serpa, in A Bola

Eu gosto é do verão

"Época das bolas de berlim na praia, das sardinhas, dos caracóis e da imperial; dos gelados - em copo e sem toping! - e, claro, do sol. Por aqui é uma das épocas de mais desgaste. Faz parte. Confesso que tão depressa odeio os meses de verão como (quase) não consigo viver sem eles.
Este é um dos defesos mais emotivos de que me recordo. Talvez apenas superado pelo do Verão Quente de 93. Que emoção! - Lembram-se quando Sousa Cintra anunciou Paulo Futre no Sporting e, dias depois, o extremo assinou pelo Benfica? Ria-se Jorge de Brito, do outro lado da Segunda Circular. E a resposta do líder leonino? Toma lá, que eu vou buscar o Paulo Sousa e o Pacheco! E ainda tentou João Vieira Pinto (esteve quase...) e Rui Costa?
Voltei a sentir a agitação do mercado com a saída de Maxi Pereira, um dos capitães do Benfica: para o FC Porto. A confusão teria sido maior, claro, se em vez do Dragão o uruguaio estivesse em Alvalade. E se Jorge Jesus não tivesse protagonizado a transferência do defeso, essa sim, entre rivais históricos. Espero uma época disputadíssima, com os grandes a terem, até ver, armas diferentes.
A teoria que o Benfica parte em vantagem por ser bicampeão carece de confirmação quando, comparativamente, há um clube que mantém o treinador e este parece ter via aberta para as contratações. Já poucos se lembram da saída de Jackson Martínez, da dispensa de Quaresma, ou da aposta de 20 milhões num médio-defensivo (Imbula). No FC Porto fala-se de Maxi Pereira e Iker Casillas. E aumentam as responsabilidades para um técnico que pensa numa super-equipa. Na Luz, Rui Vitória herda o peso do bicampeonato - o que for a menos é negativo e vai arrumando a casa enquanto continua à espera de reforços. O futuro do Benfica, neste campo, está condicionado por questões financeiras, mas também, e muito, pelo que ditarem os jogos da digressão na América do Norte. Em Alvalade, Jorge Jesus mostra-se fiel aos seus princípios e tenta reforçar a equipa à sua imagem. Não tem sido fácil, entre avanços e recuos, mas conseguiu o "cabeça de cartaz". Gutiérrez faz o treinador respirar de alívio. Como fazem um lateral-direito, dois centrais e outro avançado que já estão em Alvalade. O Sporting tem de ser candidato ao título."

O 'Etoile Carouge' deste ano, esteve mais forte...!!!

Benfica 2 - 3 PSG

Até poderia ser mais prudente começar a jogar contra equipas da 2.ª Divisão, ou dos Distritais, mas calhou esta época, começar logo contra um PSG (este ano não houve Carouge!!!). É verdade que muitas das estrelas dos Parisienses não jogaram, mas Rabiot, Lucas, Maxwell, Digne, Aurier, Matuidi, Van der Wiel, Sirigu e o próprio Trap são jogadores de qualidade indiscutível. Além disso este PSG começou a pré-época mais cedo, já fizeram alguns jogos particulares, e nesta fase da época o ritmo pode fazer a diferença... Foi visível a falta de velocidade de reacção em vários dos nossos jogadores na disputa dos lances, normal, após cargas físicas grandes nos treinos - além da viagem de 7 horas de avião na véspera, com o respectivo jet-lag... -, para acentuar ainda mais o 'problema' estes jovens do PSG são quase todos muito físicos... Nem parecia um jogo de pré-época na forma como algumas faltas foram efectuadas... durinho. Sendo que alguns destes jovens do PSG vão ser jogadores de Futebol... curiosamente na época 2013/14 o Benfica derrotou o PSG na UEFA Youth Cup, onde despontavam vários destes jogadores
Também não devemos entrar em comparações precipitadas, o ano passado por esta altura, perdemos vários jogos, e jogámos mal, mas tínhamos muitos jogadores novos, vários dos titulares chegaram atrasados, e hoje começamos o jogo praticamente com a equipa do ano passado, já rotinada, e que está muito próxima daquela que será a nossa equipa tipo, este ano... Mas acabámos a partida com um 11 totalmente alterado, e de 2-1 a nossa favor, passou para 2-3 contra...
As únicas alterações foram a entrada do Sílvio (para o lugar do Mini) e do Talisca (para o lugar do Salvio). O esquema base foi o 442, mas no ataque os jogadores 'fugiam' muito às posições, principalmente o Nico e o Talisca. O baiano aproveitou para fazer um bom jogo individualmente, mas houve ocasiões onde estava tudo no meio, e ninguém nas alas... Não é fácil avaliar se esta aparente 'indisciplina' táctica é resultado do cansaço e do ainda pouco trabalho táctico nos treinos, ou se será mesmo assim!!!!
Quem muitas vezes fica mal visto com os maus posicionamentos em posse de bola, é a defesa (após perdas de bola...), e com as pernas ainda pressas, fomos apanhados em apuros algumas vezes, de forma pouco habitual...!!!
Como é habitual nestes jogos com a substituições as partidas ficam algo incaracterísticas, sendo que desta vez o PSG trocou pouco, e nós trocamos muito... notando-se a normal falta de rotina.
Destaque óbvio para o Talisca, pelo golo, e pelas duas bolas nos postes, e ainda pelo golo 'falhado' de forma escandalosa, jogou a 1.ª parte nas alas (supostamente) e depois ocupou o lugar do Jonas após o intervalo... O Nico também esteve bem, aparentemente não está nada 'preocupado' com uma potencial saída... O Samaris enquanto teve força, esteve impecável...
Pode não ser justo, mas o 3.º golo foi uma sucessão de 'azares': começou com uma perda de bola do Nelson (até me pareceu falta...), depois o Lindelof escorrega, e depois o Paulo Lopes 'franga'!!! São daquelas coisa... Já o Teixeira também não entrou bem na equipa... o mesmo se pode dizer do Carcela, que até demonstrou boa atitude, mas a atacar...
Mas para mim o 'erro' mais preocupante é a utilização do Sìlvio na direita... O Sílvio jogo o 'dobro' a defesa esquerdo!!! O Pizzi voltou a começar muito mal, mas com os minutos foi melhorando... Os jogadores normalmente mais lentos (Eliseu e Luisão) acabaram por evidenciar ainda mais a lentidão devido à 'prematura' (normal nesta altura) condição física...

Nunca é bom perder, mas o mais importante nesta altura é meter a equipa a jogar, e perceber o que tem que ser melhorado ou alterado até ao início da época oficial... É muito importante, perceber as lacunas do plantel neste momento e rectificar...

Nota para a forma como o Benfica foi recebido em Toronto pelos Benfiquistas (apesar de muitos já estarem de férias em Portugal), desde da chegada ao Aeroporto até à despedida... E a onda vermelha vai continuar em Newark seguramente!!!

PS: Curiosamente a última vez que tínhamos vestido camisola branca e calções vermelhos foi num 1-1 (saboroso...) em pleno Parque dos Príncipes... com um grande golo do Nico!

sábado, 18 de julho de 2015

Desafios e oportunidades

"Estão na memória de muitos adeptos e jornalistas já 'veteranos' as longas digressões que o Benfica fazia num passado longínquo, percorrendo países onde o fenómeno do futebol gerava a mesma intensa paixão mas pelos quais as grandes estrelas mundiais raramente passavam, como se fossem cometas. Eram outros tempos, mas já então o 'cachet' justificava que muitos clubes - como era o caso do Benfica - palmilhassem quilómetros e quilómetros para forrar os seus cofres.
A realidade do fenómeno futebolístico evoluiu, mas a razão que leva o Benfica a viajar, desta vez, para o continente americano não é diferente daqueles tempos. Razões financeiras (seja pelo retorno imediato ou pela entrada e convívio com a elite mundial) encaixam-se nos interesses estratégicos do clube, pese embora não sejam os que mais convêm aos treinadores quando projectam a preparação de uma nova época.
É neste contexto que Rui Vitória cumprirá os primeiros testes como treinador do Benfica. Os adversários que a equipa irá ter pela frente são de um nível que obriga a preocupações extra que têm a ver com a reputação do clube, a qual tem de ser salvaguardada, independentemente de estarem a ser dados apenas os primeiros passos de um novo projecto. Uma coisa é certa: as virtudes e os defeitos saltarão logo à vista. 
Nestes desafios 'lato sensu' que Vitória tem pela frente estão enquadrados desafios individuais de jogadores que terão a ocasião de se mostrarem ao treinador como se de uma nova oportunidade de carreira se tratasse. Djuricic, Jonathan Rodríguez e Nélson Oliveira estão entre aqueles que desejam agarrá-la como se fosse a última, o que nos casos do sérvio e do português não andará muito longe da verdade."

Primeira vitória...

Benfica B 2 - 1 Mafra

Mais um passo na preparação da nova época, desta vez com uma vitória...

Desfile de nomes sem fundamento

"O Sport Lisboa e Benfica não está, nem nunca esteve interessado no avançado Mitroglou.
É lamentável que se continue a assistir a um desfile de nomes sem que haja qualquer cuidado de quem os publica em confirmar os mesmos."

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Maxi no Porto foi tripla maldade

"Este domingo o Benfica tem o seu primeiro teste, e logo contra o prestigiado e poderoso PSG. Nós, os adeptos, já tínhamos saudades de ver joguinhos mesmo que amigáveis. Ao ver a valia dos adversários, vemos que esta pré época não foi feita para dar moral ou conseguir vitórias fáceis, mas para dar competitividade e prestígio. Enquanto os adversários se arranham para conseguir nomes com títulos recentes no palmarés, o Benfica exibe um plantel de campeões numa natural tranquilidade. Deverá vir um ou outro retoque, poderá entrar mais algum jogador (de preferência muito bom), mas o essencial de quem ganha tudo é não destruir o que está feito. E sabemos bem que há dois anos ganhamos tudo.
Maxi Pereira no Porto foi uma tripla maldade. Primeiro obrigar os portistas que comentaram e escreveram tratar-se de um sarrafeíro durante oito anos a agora escreverem que é jogador de classe, ambição e garra. Depois ver que um dos mais criticados jogadores vai viver a sua reforma paga pelo rival. Por fim, quando o onze portista entrar em campo o seu elemento com mais títulos ganhou-os todos no Benfica. Deve doer. Mesmo assim tranquilizo os meus amigos portistas, pois foi até agora a vossa melhor contratação, aquela que será mais útil, seguramente um bom profissional. Dizia-me ontem um amigo meu, portista zangado, que daqui a dois anos ainda compram o Luisão.
Parece que Pedro Proença avança para a Liga com apoio de Porto e Sporting, parece justo pois há muitos anos que não tem faltado apoio de Proença aos nossos rivais. Ser agradecido é uma característica que aprecio.
Veremos o desenrolar da pré-época quando a bola começar a saltar mas o Porto comprará seguramente um bom avançado e terá boa equipa e Sporting comprará seguramente um bom central e estará muito mais em cima da concorrência.
Vai ser um excelente campeonato."

Sílvio Cervan, in A Bola

As eleições na Liga de Clubes

"Pelo que se vai percebendo, as eleições para a Liga de Clubes, que terão lugar ainda este mês, vão dar muito que falar. Ontem soube-se aquilo que era mais ou menos dado como certo de algum tempo a esta parte, ou seja, que Luís Duque iria avançar com uma (re)candidatura. Nada mais normal para quem, ainda há pouco mais de uma semana, foi elogiado publicamente pela generalidade dos clubes pelo bom trabalho realizado na regeneração da Liga.
Curiosamente, há alguns meses, quando havia a possibilidade de Luís Duque não querer continuar em funções, A Bola noticiou que Pedro Proença podia disponibilizar-se para avançar com uma candidatura à Liga de Clubes. Muitos foram os que não acreditaram, até porque Proença não tinha nenhuma ligação ao dirigismo dos clubes, nem sequer, por razões óbvias e meritórias, aos clubes. Mas, como se vê agora, A Bola acertou na mouche e é o antigo árbitro quem surge na linha da frente como alternativa a Luís Duque. Pedro Proença prepara-se para se lançar nesta aventura com o aval de FC Porto e Sporting.
Em relação à Direcção dos leões, qualquer inimigo de Luís Duque será um bom amigo; já no que respeita aos dragões, que foram dos mais entusiastas quando Duque substituiu Mário Figueiredo, a coisa é um pouco diferente. Esta súbita mudança de agulha dever-se-á mais à guerra que o FC Porto move à FPF (Pinto da Costa, por razões até agora não explicadas, vetou o nome de Fernando Gomes), precisando, para isso, de um presidente de Liga que alinhe nesta demanda.
PS - Quantos jogadores emprestados serão moeda de troca para cativar votos neste ato eleitoral?"

José Manuel Delgado, in A Bola

Serenidade

"Serenidade é talvez a palavra que melhor define o momento da pré-temporada benfiquista. Pode parecer estranho, depois das saídas de treinador e sub-capitão para emblemas rivais. Mas percebe-se, quando se fala de um Bi-Campeão Nacional.
O paradoxo desta pré-temporada é, aliás, a forma como os três principais clubes estão a lidar com as circunstâncias. Do lado de cá, a resposta à fuga - ou traição, ou deserção, ou aquilo que lhe quiser-mos chamar - dos dois elementos acima referidos, não podia ter sido mais adequada. Como alguém disse, tanta calma até parece incomodar a concorrência. O Benfica, que em tempos resistiu à perda de uma figura maior como foi Eusébio, é demasiado grande para depender de figuras menores, cujo lugar na história acaba de ser apagado pelos próprios. Em Agosto, ninguém se lembrará das ausências, e a vontade de vencer poderá mesmo sair reforçada.
Na vizinhança, pós-loucura financeira em torno de um novo técnico, por entre guerras com ex-presidentes, ex-treinadores, processos disciplinares, justas causas, perdões bancários e contratos rasgados, as notícias vão apontando para sucessivos falhanços na contratação de jogadores. Ou me engano muito, ou em breve assistiremos também a uma debandada dos principais titulares.
Mais a norte, o desespero também dita leis. Com membros da Direcção a contas com a justiça, a regra parece ser, contrata-se primeiro, e, quando a dinheiros... logo se vê. Algo me diz que não vai correr bem.
Enquanto isso, no Seixal trabalha-se. Com confiança e entusiasmo. Rumo ao Tri.
Pressão? Loucuras? Ficam para os outros. Nós só queremos os títulos."

Luís Fialho, in O Benfica

A teia azul-e-branca...

A mina de ouro

"Escreveu o meu amigo Carlos Rodrigues, no Correio da Manhã, que o futebol português talvez precise, em breve, de um resgate financeiro. A afirmação é forte, mas não deixa de ter um fundamento evidente face às contratações surpreendentes do defeso: o Sporting, a emagrecer financeiramente desde a eleição de Bruno de Carvalho, apresenta subitamente verbas suficientes para a contratação do treinador bicampeão nacional; o FC Porto, sem ganhar nada há dois anos e depois de um investimento de milhões sem retorno no último Verão, surpreende com a contratação de Iker Casillas. Poderia tudo ser um bom prenúncio, não fora as conhecidas dificuldades financeiras e os elevadíssimos níveis de passivo financeiro que povoam as contas dos principais clubes portugueses. Para já não falar, claro, da intensa exposição à crise financeira e ao colapso do BES. O que verdadeiramente intriga é o surgimento de verbas que não parecem ter qualquer cabimento no quadro orçamental dos clubes e nas contas que os próprios submetem, periodicamente, à CMVM. Portanto, haverá que concluir por uma de duas vias: ou os clubes estão sob aquisição, e o capital disponível se deve à entrada de investidores que, cedo ou tarde, serão os donos e os senhores dos clubes, como aconteceu no Chelsea ou no Valência; ou, em rigor, estamos a cruzar perigosas linhas vermelhas que, sem o devido retorno, se tornarão numa crise endémica das finanças desportivas em Portugal. O Benfica de Luís Filipe Vieira tem ficado, e bem, à margem desta loucura de mediatização que, de repente, tomou conta dos responsáveis do Futebol. Não me admira que no final do próximo ano, sejam os clubes - e já não o país - sob resgate financeiro da UEFA ou da FIFA. Acreditem: não há minas de ouro gratuitas!"

André Ventura, in O Benfica

Benfica sobre rodas

"Todos os anos, por esta altura, fantasio uma participação Benfiquista no Tour de France.
Ciente que estou da exigência orçamental que um projecto desta envergadura exigiria e da dificuldade na obtenção de um convite para integrar esta prova mítica, rapidamente abandono o sonho de ver o vermelho das nossas camisolas em estradas francesas e dedico-me à racionalidade dos números e ao consolo de saber que a actividade benfiquista nesta modalidade, apesar de histórica no Clube, foi suspensa em quatro períodos diferentes, sempre por razões financeiras.
No presente, recuperada que está a credibilidade e a capacidade de investimento do SLB, além do cada vez maior reconhecimento da força da sua marca, creio que chegou o momento de se repensar o afastamento das estradas, cumprido, de forma ainda mais vincada, o seu cariz ecléctico e dar continuidade a um longo percurso, iniciado em 1906, no qual se evidenciaram grandes atletas de 'águia ao peito' como, entre muitos outros, Alfredo Luís Piedade, José Maria Nicolau, Peixoto Alves, David Plaza ou, mais recentemente, Rui Costa.
Com - à semelhança do Futebol - uma estrutura independente do Clube, mas não autónoma, e a implementação de uma filosofia que conjugue grandes figuras e a aposta sustentada na formação ('Benfica Olímpico' e Atletismo), julgo que o Benfica poderia, a médio prazo, liderar o Ciclismo nacional e marcar presença regular em provas internacionais. Apesar de desconfiar que a notoriedade do SLB se torna contraproducente (suspeitas de conluio de adversários), não menos verdades é que a glória benfiquista se fez da constante superação às adversidades.
E o emblema até tem um ciclo..."

João Tomaz, in O Benfica

Red Pass

quinta-feira, 16 de julho de 2015

«Duque credibilizou a Liga, encontrou soluções e envolveu os clubes»

"Luís Filipe Vieira apoia actual presidente e revela que Pedro Proença quer ser líder da Liga. Questiona argumentos usados por Pinto da Costa para recusar Luís Duque. E pergunta se o problema do FC Porto é Vítor Pereira...

- Luís Duque anunciou que é candidato à Liga. Qual é a posição do Benfica em relação a esta declaração do actual líder da Liga?
- Somos coerentes, votámos uma moção de confiança, que foi unânime no Concelho de Presidentes e votada por maioria na Assembleia Geral da Liga, portanto, apoiamos a recandidatura de Luís Duque. Credibilizou a Liga, encontrou soluções, procurou consensos, envolveu os clubes. É disso que a Liga precisa.

- Que comentário lhe merece a posição do FC Porto expressa pelo seu presidente?
- O presidente do FC Porto tem toda a legitimidade para não apoiar a recandidatura de Luís Duque, mas não com os pretextos apresentados: falta de motivação por causa de estar envolvido em acções judiciais pendentes? Isso não é argumento e toda a gente sabe porquê, inclusive quem o usa. Arbitragem? Pelos vistos dos oito anos em que o senhor Vítor Pereira lidera a arbitragem só nos últimos dois é que não foi competente. É este o problema do FC Porto?

- Encontra alguma explicação para esta posição?
- Todos sabemos quem está por detrás desta decisão. Todos sabemos que há um ex-árbitro, e uma das vezes até com o actual presidente da APAF, que há meses está a contactar presidentes de clubes da primeira e segunda ligas tentando dividir. Espero que nenhuma associação profissional de classe se envolva neste processo porque isso seria uma forma, inaceitável de condicionar este acto eleitoral.

- Quando fala de um ex-árbitro, está a falar de Pedro Proença?
- Estou. Há meses que tenta agendar um encontro comigo afirmado que quer concorrer à Liga e que já tinha o apoio do FC Porto e do Sporting. Nunca me encontrei com ele e sempre estranhei que com um presidente em funções, legitimado e a mostrar trabalho, se andasse a tentar minar e a dividir a Liga. Agora, começo a acreditar que sim, que esses apoios podem existir, mas para bem do futebol português é bom não ir por esta via. Tivemos paz nestes meses, e com esta pacificação os patrocinadores voltaram, ainda há dois dias os CTT anunciaram o apoio à Taça da Liga. Tudo isto foi trabalho da equipa de Luís Duque, em que todos os clubes foram envolvidos, em que foram criadas várias comissões de trabalho para as várias áreas. Se voltarmos ao tempo de contar espingardas, vamos retroceder anos e quem vai sair prejudicado é o futebol português.

- Espera, portanto, a recondução de Luís Duque à frente da Liga?
- Em poucos meses recuperámos da anarquia, porque estivemos unidos. Espero que os clubes não voltem atrás com a palavra dada na última Assembleia Geral. Seria muito mau para o futebol português."

Entrevista a Luís Filipe Vieira, por José Manuel Delgado, in A Bola