Últimas indefectivações

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Frio Inglês, continua...!!!

Leicester City B 2 - 0 Benfica B

Jogo decidido nos primeiros minutos, com um auto-golo logo de entrada... e aos 17 minutos já estávamos a perder por 2 !!! Foi uma entrada suicida, até porque no resto do jogo foi visível a qualidade superior dos nossos jogadores, o Leicester, basicamente, defendeu bem, tentou o contra-ataque, e nós demonstrámos muitos problemas na finalização... Mesmo assim o Miguel Santos, foi um dos melhores.
Continuo a não compreender uma aparente tentativa do Hélder em pôr a equipa a jogar com 3 Centrais!!!
Acabou a nossa participação nesta competição, com 1 vitória, e 2 derrotas... temos qualidade para ter feito melhor, mas notou-se nos jogos com os Ingleses uma maior maturidade competitiva...

M. Santos; Nunes, Cardoso (Amorim), Lindelof; Semedo, Menga (N. Santos); Pinto, Teixeira (Sanches); Costa, Guedes; Fonte. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Nos Oitavos-de-final da Challenge Cup


Mais um jogo difícil, mais um jogo onde estivemos quase sempre atrás do marcador, mais um jogo onde cometemos muitos erros ofensivos, mas mais uma vez, a equipa não baixou os braços, lutou, e no final a qualidade superior da nossa equipa acabou por fazer a diferença... Jogar os dois jogos na Luz, ajudou, mas o facto da BTV transmitir os nossos jogos, deu uma vantagem ao adversário (principalmente ontem), pois eles tinham um conhecimento sobre a nossa equipa, que nós não tínhamos sobre eles...

As expectativas Europeias este ano são baixas, apesar desta competição em condições normais estar ao nosso alcance (recentemente tivemos numa Final... e os Lagartos até ganharam esta prova, à poucos anos!!!), mas o Benfica está a tentar construir uma nova equipa... Agora, se passarmos as próximas eliminatórias (não seremos cabeças de série no sorteio...), acredito que no final da época, na altura das decisões, vamos estar mais fortes...

De 3 é mais fácil !!!

Benfica 80 - 58 Guimarães
20-18, 26-15, 21-14, 13-11

O resultado não reflecte as dificuldades iniciais, o jogo começou equilibrado, e só nos últimos minutos da 1.ª parte, uma série de Triplos, cavou uma diferença confortável, que nunca mais perdemos... aliás, hoje, voltámos a estar muito bem de longa distância, com mais de 50%...

Não posso deixar de lembrar que apesar do percurso quase perfeito (1 derrota), não estamos em 1.º lugar, o Barcelos continua na frente, só com vitórias... quando jogamos esta época com os Galos, alguns Benfiquistas desvalorizaram o valor da equipa de Barcelos, mas estão a provar claramente que esta época, serão provavelmente o nosso maior adversário!!!

Depois da vitória na Finlândia, estava com algum receio, inclusive das lesões... infelizmente, acabou por ser o Diogo Carreira, que no lance estúpido acabou por se lesionar, espero que não seja grave. Apesar de em alguns jogos ser pouco utilizado, o Carreira, quando é chamado, normalmente resolve... e nesta altura todos são poucos, para gerir os minutos na Europa.

Em ritmo de cruzeiro...

Benfica 3 - 0 Guimarães
25-15, 25-16, 25-18

Foi mais fácil do que eu esperava, o orçamento do Vitória baixou, o nível da equipa desceu... o que tornou o jogo mais acessível. Mas como tínhamos visto ontem, não se pode 'adormecer', hoje, no 2.º e 3.º Set, começamos 'perros', mas chegando a meio dos Set's, não demos hipóteses...
Tem sido interessante observar a evolução do João Oliveira. Os jogos na Selecção no último defeso, fizeram-lhe bem. Ainda não está ao nível do Roberto, do Flávio e do André, mas para lá caminha, a passos largos... 

Foi pena a desistência da equipa de Andorra, pois seria uma boa oportunidade para aumentar o nosso ritmo competitivo, pois em Portugal, só a Fonte e o Sp. Espinho nos podem causar 'problemas'... e assim vamos chegar à eliminatória com o Partizan de Belgrado, sem ritmo...

sábado, 22 de novembro de 2014

Um regresso com gosto a passado... ou não! Vocês decidem!

Visto que há muito não apareço por aqui, tomem lá algo...


A caminho do Jamor...

Benfica 4 - 1 Moreirense

Jogo decidido logo de entrada, para não deixar dúvidas a ninguém... e assim devia ser a regra!!!
O Jonas parece que atinou com as balizas, e na Taça de Portugal, em dois jogos, já leva 5 !!! Hoje gostei dos golos do Salvio, mas gostei mais da exibição do Toto, estamos a precisar do melhor Salvio...

O Jesus deu descanso ao Maxi (por causa da Selecção)... o Lima também ficou de fora (parece-me que nunca curou bem uma lesão que o apoquentou...!!!), o Samaris e o Talisca começaram no banco, e o Ola John regressou após prolongada lesão. As novidades Cristante, Benito acabaram por ser as 'atracções' para os Benfiquistas, que não têm tido oportunidade de ver muitas vezes em acção estes dois jogadores: o Benito entrou algo receoso, notou-se que não queria arriscar, no 2.º tempo lá começou a subir...; o Cris provou mais uma vez que a sua especialidade são os passes (mesmo com o relvado muito escorregadio...), e defensivamente parece que já percebeu que com o Jesus, tem que correr mais...!!!
Em São Petersburgo a temperatura vai ser baixa, mas o relvado parece em boas condições. Suspeito que o Jesus vai apostar numa dupla Talisca/Lima, mas tudo vai depender da posição do Talisca: junto do Lima, ou ao lado do Enzo... apesar das boas indicações do Cristante hoje, é provável que o Samaris regresse à titularidade. O empate pode não chegar (a pensar nos Oitavos da Champions obviamente), e não podemos cometer os erros, que cometemos na Luz, com perdas de bola, parvas, em zona de construção, certo Jardel?!

Triunfo em França

Quévert 5 - 9 Benfica

Foi mais fácil do que estava à espera, o ano passado tivemos muitas dificuldades no jogo lá... e mesmo na Luz, o marcador foi apertado.
O jogo esteve sempre controlado (1-5 ao intervalo), os golos Franceses apareceram numa altura onde o jogo já estava 'morto' e quase sempre em superioridade numérica devido a cartões Azuis...

Na Quarta-feira jogamos nos Carvalhos... o próximo jogo Europeu, é na Luz, na recepção ao Quévert.

Muito coração...

Benfica 33 - 32 Fyllingen Bergen

Já o afirmei anteriormente, esta equipa, este ano, pode nem sempre jogar bem, mas tem coração, tem garra... Já conseguimos recuperar várias desvantagens esta época, e hoje voltámos a repetir a dose, chegámos a ter 7 golos de desvantagem, já no 2.º tempo...!!!

Não tivemos sorte no sorteio, esta equipa está ao nosso alcance, não tem os grandes jogadores Noruegueses que jogam nos principais Clubes Europeus, mas além de fisicamente serem muito fortes, tem cultura de Andebol, já que na Noruega o Andebol é um dos principais desportos colectivos.

Agora o desconhecimento mútuo (comum nestas eliminatórias), na minha opinião penalizou o Benfica. Quando percebemos de onde podia vir o perigo, os Noruegueses, tiveram muito mais dificuldades em atacar... contra equipa destas não podemos defender 6:0, falta-nos centímetros e peso...; amanhã também não podemos falhar tantos golos aos 6 metros, principalmente o Zé Costa, o guarda-redes deles é bom, mas...

A vitória acabou por ser boa para o ego, mas nada está ganho, amanhã (novamente na Luz) temos que dar novamente tudo... e minimizar os erros. A nossa rotação habitual também não pode ser tão profunda, mas em condições normais, acho que podemos triunfar... até porque este ano, ofensivamente, não dependemos de um só jogador, e assim o Bergen não vai defender de forma muito diferente, além disso fisicamente a altura e o peso dos Noruegueses pode não aguentar dois jogos competitivos, em dois dias!!!

Hoje sou obrigado a dar os Parabéns ao Pedroso, que marcou o golo da vitória, num grande remate, a segundos do final...

PS: O Albert Pujol foi operado com sucesso ao ligamento cruzado anterior... a recuperação vai ser longa, provavelmente já não será útil este ano...

Líderes... com susto!!!

Boavista 4 - 6 Benfica

O Boavista tem uma equipa repleta de antigos internacionais, jogadores conhecidos, experientes, mas as pernas já não aguentam altas rotações... Sofremos um golo cedo, mas com alguma facilidade demos a volta e chegámos ao intervalo, com 1-3.
Entrámos bem no 2.º tempo, e aumentámos para 1-5... tudo parecia correr bem, quando os 'animais' entraram no desafio. O jogo foi durinho, vários jogadores foram expulsos (o Mancuso do nosso lado), mas foi quando o jogo esteve interrompido, devido ao comportamento selvagem nas bancadas, que o jogo mudou de figurino...
Os jogadores do Benfica, nas várias modalidades, já deviam estar habituados a estas situações, mas mais uma vez, notou-se claramente que o Benfica 'sentiu' o ambiente, e fomos permitindo a recuperação do Boavista, que chegou aos 4-5 !!! É verdade que neste período, falhámos algumas oportunidades escandalosamente (repito, algumas foram mesmo escandalosas!!!), mas como se costuma dizer: 'posemo-nos a jeito'!!! Nos últimos segundos, sem guarda-redes na baliza do Boavista, lá marcámos o sexto golo...!!!
Vitória, 3 pontos... e liderança garantida.

2.º Set emotivo... com os 3 pontos do costume!!!

Benfica 3 - 0 Vilacondense
25-14, 28-26, 25-12

Em fim-de-semana de jornada dupla, tivemos hoje um Benfica com muitas alterações, com o Perini, o Oliveira, o Ché... todos de início.
O 'jogo' valeu pelo 2.º set, algum mérito do adversário, mas muito demérito nosso, que só na parte final é que jogámos concentrados... fizemos um sprint final forte, ganhámos, garantimos os 3 pontos, mas emoção era desnecessária!!!
Amanhã temos novo jogo na Luz, desta vez com o Guimarães, uma equipa mais forte...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sem margem de improviso

"O regresso da Taça de Portugal é o regresso de um objectivo importante desta época. O segundo objectivo mais importante. O valor do adversário não dá muita margem para mexidas na equipa que deve jogar amanhã no Estádio da Luz. O jogo contra o Moreirense é muito mais importante do que o jogo contra o Zenit em São Petersburgo.
Vendo a concorrência em prova nesta Taça de Portugal, o jogo de amanhã é um passo importante para um título e um seguro para um fim de época em beleza. Espero o melhor Benfica neste jogo da Taça de Portugal, porque caso contrário iremos fazer amigáveis como o FC Porto nas próximas datas da Taça.
O susto da Covilhã deve ter mostrado que não há margem para improvisos quando se quer ganhar as provas. O Benfica que eu desejo quer estar no Jamor.
Noticiava ontem A BOLA que o Valência tinha €30 milhões para dar ao Benfica por Enzo. Espero que o Benfica não tenha Enzo para o Valência em Janeiro. Mas não devo ter muita sorte.
Esta semana foram noticiadas as vendas em Janeiro de Enzo, Gaitán, Luisão, Maxi Pereira, Loris Benito e Sulejmani (só dos que me lembro sem consultas). A equipa que os jornais nos deixa para jogar o resto da época está em linha com aquela que o presidente do Sporting quer jogar a Taça da Liga.
Nada será ganho esta temporada até ao Natal, mas muito pode ser perdido irremediavelmente até lá. Este ano o Benfica tem a época lançada em termos bem melhores do que as anunciadas expectativas iniciais, mas no futebol tudo muda num momento e só o trabalho e a competência são critérios duradoiros.
A rivalidade Messi/Ronaldo atingiu proporções mediáticas que são prejudiciais a ambos. Jogadores fantásticos, dos melhores de sempre, mereciam ser poupados a este folhetim de segundo escalão. Para bem dos dois."

Sílvio Cervan, in A Bola

Frio em Manchester...

Manchester City B 3 - 1 Benfica B
Resultado construído na 1.ª parte, o City marcou primeiro, empatámos pouco depois, mas nos últimos minutos do 1.º tempo, sofremos 2 golos... Perto do final do jogo, o Varela defendeu um penalty...

Já se sabia que seria difícil, o City tem uma equipa B, que custou mais dinheiro que a maioria das equipas Portuguesas da I Liga...!!!  Temos 1 vitória e 1 derrota... vamos ver como irá correr o jogo com o Leiceister.

Varela; Semedo, Lindelof, Valente, Rebocho; Pinto, Teixeira; Andrade (Sanches, 70'), Costa, Guedes (Santos); Fonte (Rochinha, 87').

O Evangelho Segundo Pedro

"Pedro Proença foi o árbitro do Boavista-Benfica de 2002, que ditou a demissão de Toni, após uma actuação que o deu a conhecer ao grande público. Foi o árbitro do penálti de Silva, em 2004, no primeiro dérbi que apitou, e onde também fez questão de deixar a sua marca. Foi o árbitro do caso-Penafiel (penso que não será exagero chamar-lhe assim), em Maio de 2005, que por pouco não nos subtraiu o título dessa temporada. Foi o árbitro que não viu um penálti tamanho do estádio, sobre Nuno Assis, em jogo com o Belenenses que terminou a zeros. Foi o árbitro do penálti de Yebda, no Dragão, que então nos retirou da liderança do campeonato 2008-09. Foi o árbitro que não viu a mão na área do bracarense Rodriguez, no jogo do título de 2010, que nos poderia ter custado caro.
Foi o árbitro do penálti de Emerson (…de costas) em Braga, que na altura nos impediu de vencer importante partida. Foi o árbitro do golo de Maicon na Luz, que nos retirou o campeonato de 2011-12. Foi o árbitro que expulsou Siqueira na última meia-final da Taça (com um primeiro cartão amarelo absurdo), obrigando o Benfica a um esforço épico para vencer o FC Porto. Foi o árbitro do mais recente FC Porto-SC Braga, onde deixou um penálti por marcar aos 93 minutos na área portista. Há mais de uma década que este indivíduo nos persegue, com uma panóplia variada de atropelos à verdade desportiva. Até na Taça da Liga nos prejudicou - na final com o Paços de Ferreira -, entre muitos outros jogos que seria fastidioso trazer para aqui.
Com a bênção da A.F. Porto, os abraços de Fernando Madureira, as festas na cabeça de Vítor Pereira ou Domingos Paciência, e as cunhas na UEFA, este homem foi escrevendo a história do futebol português pelo seu próprio sopro.
Diz agora que a arbitragem está um caos. Tem razão. Enquanto ele, Benquerença e outros 'internacionais' cozinhados nos tempos do Apito Dourado por lá andarem, a regeneração é impossível.
Diz também que se vai embora.
Ficamos a rezar para que assim seja. Dos relvados, e do futebol."

Luís Fialho, in O Benfica

Falta mais um Jorge Jesus

"Apesar de um resultado vitorioso e, por isso mesmo, muito positivo com a Arménia, a Selecção Portuguesa continua com exibições sofríveis frente a adversários que continuam a sentir-se 'à altura' da equipa das Quinas. Portugal continua a jogar com pouca alma, escassa motivação e sempre a contar com a finalização miraculosa de Cristiano Ronaldo. Quer frente a uma fria Dinamarca, quer a uma defensiva Arménia, os lusos continuam a depositar todas as esperanças de concretização no capitão... revelando pouca ambição colectiva, imaginação táctica e capacidade de concretização.
Não fora a possibilidade de voltar a ver um sempre incrível Ricardo Carvalho, responsável por travar imensas vezes a bola à entrada da área portuguesa (nomeadamente aos pés de Mkhitaryan), um insistente Danny, a surpresa de Raphael Guerreiro e uma estrela mundial sempre reinventada chamada Cristiano Ronaldo, a exibição frente à Arménia continua a revelar que, mesmo ultrapassadas algumas obsessões pessoais de Paulo Bento, continua um registo pouco agressivo e pouco imaginativo, quer na criação de um jogo rápido e consistente, quer na capacidade de concretização.
Desde um Nani extremamente confuso - que assim continua desde que chegou ao Sporting - a um Moutinho e um Bosingwa que parecem permanentemente cansados e esquecidos das suas múltiplas posições no terreno de jogo, a Selecção Nacional apresenta-se pouco ofensiva, com pouca garra e com muito pouca confiança. Sobretudo a confiança necessária para enfrentar as melhores selecções da Europa no torneio de 2016 que se avizinha.
É certo que Fernando Santos acaba de chegar. É certo que a 'recuperação' de alguns jogadores castigados por Paulo Bento é necessariamente lenta e progressiva. Mas a questão continua a ser de outra dimensão e de um outro universo: falta voltar a acreditar que temos potencial. Falta motivação por Portugal. Falta Jorge Jesus a esta equipa nacional."

André Ventura, in O Benfica

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Em defesa da jovial maturidade

"Tal como o personagem principal de 'O Curioso Caso de Benjamin Button', a nossa selecção progride em modo de regressão. Até Quaresma parece mais novo do que quando não joga no FC Porto.

NA sexta-feira passada lá se venceu à tangente a Arménia com um golo do «gajo do costume», tal como ficou expresso na feliz manchete deste jornal na edição do dia seguinte ao jogo no Estádio do Algarve. Na verdade, todas as homenagens ao dito do costume são poucas.
A Federação Portuguesa de Futebol, até para nunca vir a ser acusada de gestão danosa, devia transportar sempre Cristiano Ronaldo numa bandeja em aço inoxidável de última geração coberta por uma redoma de diamante amassado com titânio por causa das tosses. O gajo é de ouro.
Veja-se só isto: para a selecção de Cristiano Ronaldo jogar o amigável com a Argentina, em Manchester, os organizadores do acontecimento pagaram à FPF um cachet de 1,2 milhões de euros, o maior de sempre a entrar nos seus cofres. É muito dinheiro tendo em conta que Cristiano Ronaldo jogou apenas na primeira parte, cláusula que devia estar combinada entre as partes.
1,2 milhões de euros não foi dinheiro gasto, com certeza, para atrair a Old Trafford um público desejoso de conferir com os seus próprios olhos o fabuloso salto para trás no tempo que é já marca distintiva da selecção desta era Fernando Santos.
Tal como o personagem principal da história O Curioso Caso de Benjamin Button, a nossa selecção progride em modo de regressão. E progride bem, não se faça disto um bicho-de-sete-cabeças.
Até Ricardo Quaresma, quando joga na selecção, parece mais novo do que Ricardo Quaresma quando não jogo no FC Porto.
Não que haja qualquer coisa a obstar ao excelente contributo nas importantes vitórias sobre a Dinamarca e sobre a Arménia, jogos a valer, emprestado pelos jogadores seniores-seniores que Fernando Santos foi recuperar à era Queiroz. Foram até brilhantes, quase todos, pela jovial maturidade que souberam pôr em campo ao serviço da qualificação de Portugal para o Europeu de 2016 que se realiza em França.
O facto de se realizar em França é, só por si, uma excelente notícia para Fernando Santos porque tudo o que acontecer de menos bom à sua e nossa selecção será sempre, em primeira instância, por culpa do Platini. E só depois virão as culpas do seleccionador como, aliás, é prática tradicional.
Voltemos, então, ao gajo do costume até porque foi só por ele que o cachet recebido pela FPF atingiu os gordíssimos números referidos. E também foi só por ele e só com os golos dele que Portugal, muito a custo, conseguiu vencer dinamarqueses e arménios.
1-0 e 1-0, tangenciais, suficientes e com a mesma assinatura.
Cristiano Ronaldo, enfim, é o Talisca da nossa selecção.

QUATRO motivos de preocupação numa semana sem jogo do Benfica:
1) Renovação do Maxi.
2) Possibilidade de lesões do Enzo Pérez e do Gaitán ao serviço da selecção argentina caso o treinador resolvesse metê-los a jogar no amigável com Portugal.
3) Possibilidade de lesão do Talisca ao serviço da selecção do Brasil caso o treinador resolvesse metê-lo a jogar no amigável com a Áustria.
4) Possibilidade de lesão do Maxi Pereira ao serviço da selecção do Uruguai sendo certo que o treinador resolve, de caras, metê-lo a jogar no amigável com o Chile.

QUE venha a chanceler alemã protestar por Portugal ter licenciados a mais, ainda se compreende em função da conjuntura internacional, mas que venha o presidente do Bayern Munique protestar por o Benfica ter sócios demais já parece, francamente, má vontade.
Escusada seria, no entanto, aquela resposta oficial do Benfica com a ideia triste de fazer fotografar três jogadores da casa exibindo em alemão para alemão ler. Mas para quê? É que nem parece coisa nossa... antes pelo contrário.

MAIOR alegria numa semana sem jogo do Benfica:
- O golaço de Gonçalo Guedes na conversão de um livre no jogo da selecção de sub-19 com a Dinamarca.
Tristezas da semana:
- Foram-se embora o José Luís e o Asterónimo Araújo. O roupeiro e o enfermeiro. Partiram quase ao mesmo tempo. Até parece que combinaram. Eram uma simpatia, ou melhor duas simpatias.

DE Dinis, que foi um brilhante extremo-esquerdo no Sporting entre 1969 e 1975, soubemos boas notícias através da edição de anteontem de A BOLA. O elegante angolano continua atento ao futebol português e ao dia-a-dia do clube cujo emblema defendeu com tão bons resultados.
No seu tempo de jogador não havia defesa-direito que o travasse, excepção feita a Artur, o Ruço. Os protagonizaram duelos épicos. Artur começou a confrontar-se no mesmo corredor com Dinis ainda em representação da Académica de onde rapidamente se transferiu para o Benfica passando, então, os tais duelos a ter palco de derby, o que lhes conferia uma dimensão superior.
O derby tem um histórico imenso de duelos individuais. O capítulo do mano-a-mano é inesgotável renovando-se continuamente os protagonistas, naturalmente. Como espectadora, confesso, gostei de todos a que assisti. Sendo que entre os meus primeiros se contam os duelos Eusébio-Damas e Artur-Dinis e entre os últimos se conta, por exemplo, o duelo Óscar Cardozo-Rui Patrício que, do meu ponto de vista, não foi tão artístico como os anteriormente citados mas não deixou se ser espectacular.
Olhando com benevolência para o actual quadro de jogadores dos dois lados da Segunda Circular é francamente difícil projectar o próximo mano-a-mano de fazer estarrecer o derby de Lisboa. Não é que em ambas as equipas não abundem os bons jogadores mas por isso mesmo, por serem bons, é de duvidar que permaneçam por estas bandas o tempo suficiente para poderem construir um historial de truz.

QUATRO temas insólitos numa semana sem jogo do Benfica:
1) As Ilhas Faroé foram ganhar à Grécia.
2) A presidente do Gençlerbirligi vai multar em 9 mil euros qualquer jogador que lhe apareça de barbas pela frente.
3) O Sporting vai apresentar-se na Taça da Liga com uma formação mista de jogadores da equipa B e dos juniores.
4) Está-se a acabar o chocolate.

FOI uma boa semana sem jogo do Benfica até porque nenhum dos nossos internacionais em acção se lesionou. Maxi foi titular pelo Uruguai, Talisca não se estreou no escrete, Enzo não saiu do banco em Old Trafford. Já Gaitán saiu do banco na segunda parte e quase marcava dois golos bonitos. Mas dos quase-golos não reza a história, como sabemos.
Importante é que todos regressam aptos para o que se avizinha cá por casa. O próximo compromisso diz respeito à Taça de Portugal e o adversário é o Moreirense. Máxima concentração, é o que se deseja.
Entretanto, sem jogadores do Benfica, a selecção nacional venceu a Argentina com o resultado do costume (1-0), com o golo a ser marcado quando é costume (nos instantes finais do jogo), com a assistência a ser feita pelo do costume (Ricardo Quaresma), sendo que o seu autor, desta vez, não foi «o gajo do costume» (Cristiano Ronaldo), mas Raphael Guerreiro que parece já tão acostumado a estas altas andanças que até causa espanto.
O jovem Raphael estreou-se pela selecção dos crescidos no jogo com a Arménia dando boa conta do recado na sexta-feira. Na terça-feira ficou no banco na primeira parte do jogo com a Argentina escapando-se assim a ter de enfrentar Lionel Messi. Depois jogou quase toda a segunda parte de Manchester e coube-lhe marcar o golo da vitória portuguesa. Estas coisas nunca acontecem por acaso. Raphael Guerreiro chegou para discutir o lugar com Fábio Coentrão, vai uma aposta?"

Leonor Pinhão, in A Bola

Gato por lebre

"Não fora o resultado - caído do céu - e nada se aproveitaria do particular Portugal-Argentina. É que foi mesmo particular. Uma espécie de solteiros contra casados em versão vedetista.
Num jogo em que as federações dos dois países receberam um importante cachet, houve uma enorme falta de respeito pelos espectadores que compraram o seu bilhete e pelas televisões que pagaram os direitos de transmissão. Não tanto pelo jogo ser de duvidosa qualidade (os rapazes só se esforçam qb nestas jogatans...), mas pela insensatez de, ao intervalo, terem saído Ronaldo e Messi. Não que estivessem a jogar bem, principalmente o nosso jogador, mas o que se serviu, a partir daí, foi gato por lebre. Porque mais do que Portugal e Argentina (ainda por cima em campo neutro), o contrato e a expectativa alimentados freneticamente pelos patrocinadores se concentrara nos dois craques.
Mandam as mais elementares regras éticas que não se devem defraudar tão acintosa e unilateralmente os compromisso assumidos. Era esse o dever de quem dirige, orienta e joga. É como uma pessoa pagar o ingresso para uma ópera famosa e, depois do intervalo, o programa ser alterado (comparação sem ofensa para os que ficaram a jogar) para a música pimba que se ouve nos domingos à tarde em alguns canais televisivos. Uma aldrabice.
Os craques não têm apenas direitos. Têm obrigações que devem respeitar. De um modo reforçado, tratando-se da representação do país. É para isso que não principescamente pagos.
Nestas alturas, vem-me à memória o grande Eusébio. E as precárias condições em que, às vezes, jogava para que fossem respeitados contratos firmados pelo Benfica..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Jonas...

Macro Euro e micro selecções

"No espaço de 20 anos, o Europeu passou de 8 para 24 selecções. Entre 1996 e 2012, teve 16 equipas. O número de países também aumentou pela impulsão da URSS (são agora mais de 10 países, além da Rússia: Ucrânia, Bielorússia, Lituânia, Letónia, Estónia, Arménia, Azerbeijão, Moldávia, Geórgia e Cazaquistão), da divisão da Jugoslávia em 6 países (Eslovénia, Croácia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedónia) e da Checoslováquia em 2 (R. Checa e Eslováquia).
Sob a jurisdição da UEFA há 6 países que só parcialmente (ou muito parcialmente) estão na Europa (Federação Russa, Turquia, Arménia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão) e um até está noutro continente (Israel). E, no Europeu, jogam selecções de territórios politicamente não independentes, para além das já antigas federações da Escócia e Gales e Irlanda do Norte. Refiro-me às Ilhas Feroé (dinamarquesas) e à estreante Gibraltar. Em contrapartida há dois Estados europeus que não se apresentam: o principado do Mónaco e, por razões óbvias, o Vaticano. Além do polémico Kosovo.
Das 54 selecções participantes apuram-se 45% todos os 1.º e 2.º classificados e 5 dos 9 terceiros. Um exagero! Há, no entanto, o lado bom deste alargamento: países que, à partida, não podiam sequer sonhar, estão a causar alguma surpresa. Por exemplo Irlanda do Norte, Gales, Israel, e até há outras bem mais débeis que inscrevem no seu historial feitos como o das Ilhas Feroé que venceram, fora, os gregos!
Portugal não vai ter dificuldades em ser apurado. É quase um pró-forma, apesar de, algo excitadamente, se procurarem enfatizar as dificuldades. Até o 3.º no apuramento tem hipóteses..."

Bagão Félix, in A Bola

PS: O Bagão ainda se esqueceu de Andorra, do Liechtenstein, e de São Marino...!!!

...und du?

Vitória Europeia !!!

Kataja 90 - 93 Benfica
21-31, 28-11, 21-24, 20-27

Regresso às vitórias Europeias no Basket, desta vez fora de casa (caso raro...), num jogo equilibrado de altos e baixos, onde o Jobey Thomas foi gigante, acabou por fazer de Lisboa, e com 7/10 nos Triplos, foi decisivo, aliás fizemos 16/28 de longa distância 57.1%, mais de metade dos nossos pontos foram Triplos, e foi aqui que esteve a chave do jogo, pois tivemos menos ressaltos, fizemos menos assistências, tivemos menos lances livres, fizemos mais turnovers...
A rotação mais inteligente da equipa também ajudou (Fonseca), só o Jobey fez os 40 minutos.

Apesar da vitória, não entro em euforias, os Belgas e os Franceses são mais fortes, e em condições normais vão passar os dois...