Últimas indefectivações

terça-feira, 20 de maio de 2014

Aviso à navegação...

Depois das celebrações, é tempo de começar a trabalhar exclusivamente na próxima época. O anuncio da contratação do jovem Polaco Dawidowicz, é um bom indicador...
Nas últimas vezes que fomos Campeões, passámos demasiado tempo a festejar, e acabámos por começar a época seguinte, mal preparados... Espero que isso não aconteça, desta vez. É sempre bom recordar que na época 2010/2011, começamos a época, com 9 pontos roubados nas primeiras 4 jornadas, e só não foram 12, porque o Roberto defendeu um penalty, na Luz, com o Setúbal!!!
O Benfica não pode cair no conto do vigário: Corruptos fragilizados !!! Nós sabemos que ele não precisam de treinadores ou jogadores, para serem competitivos... quem se deixar iludir que algo mudou no futebol português, está a ser ingénuo!!!

Se querem provas que o Sistema anti-Benfica está vivo, bem vivo, basta ouvir ou ler, a quantidade de atrasados mentais, que estão a tentar empurrar o Jesus para fora do Benfica!!! Inventam os argumentos mais parvos, para defenderem a saída do Jesus... Eles estão aflitos, desesperados...!!! Como já afirmei anteriormente, o Presidente do Benfica, nunca iria aceitar uma saída do Jesus, neste momento. Por isso, Jesus só sairá, forçando a saída, contra a vontade do Presidente, e isso é algo que o Jesus nunca fará ao Presidente, depois de tudo o que Vieira fez por ele... Nunca!!!

Resolvida a questão do treinador, vamos aos jogadores: as declarações do Rodrigo, e a indefinição no Valência deram-me algumas esperanças, mas a recente confirmação da compra do Valência pelo Peter Lim acabou com a novela: Rodrigo e André Gomes vão ser jogadores do Valência na próxima época. Ponto final. Hoje, é notícia a possibilidade do Garay, também ir para Valência, não sei se é verdade, mas se não for para Valência, deverá ir para outro Clube...
Não podemos ser hipócritas, quando são publicadas as contas do Benfica, é ver muitos escandalizados, com o Passivo, com a massa salarial, entre outras discussões. Também é 'praticamente 'público que o Benfica pretende baixar os custos fixos (salários) nas próximas épocas, sendo assim ninguém se poderá indignar quando o Benfica decide não acompanhar as ofertas salariais que se praticam fora de Portugal. Se fosse eu (adepto), a decidir, se calhar oferecia o salário que o Garay quisesse, mas ainda bem (para o Benfica!!!) que sou só adepto!!!
Mas no geral creio que os Benfiquistas já estão mentalizados, a saída do El Negro é praticamente inevitável, o regresso do Lisandro López deixa a maioria descansada, mas curiosamente, eu, não estou convencido!!! Até agora, ainda não vi o Lisandro jogar como Central do lado esquerdo!!! Para alguns jogadores, jogar num lado ou noutro, não interessa, mas para outros (Luisão por exemplo...) o rendimento é completamente diferente... Sempre vi o Lisandro como um possível substituto do Luisão e não do Garay... espero que os meus receios não se confirmem...
Estas três saídas (Garay, Rodrigo, Gomes), são aquelas que dou como garantidas. Aceitaria também com algum 'agrado', as saídas do Artur, do Sulejmani, e do Djuricic, caso tivéssemos propostas interessantes... Pela primeira vez, também aceitaria a venda do Cardozo!!! A meio desta época, o Benfica mudou a forma de jogar (também desconheço se o Cardozo está totalmente recuperado do problema nas costas), sabendo da necessidade do Benfica em efectuar receita com a venda de jogadores, entre perder o Enzo, ou o Gaitán, ou o Salvio... prefiro perder, neste momento, o Tacuara!!! Em vez de fazermos uma grande venda, como temos feito nas últimas época, podíamos chegar a um valor próximo, vendendo vários jogadores (o Kardec por exemplo, já conta para a soma...), que neste momento não são titulares... creio que é a melhor estratégia. Temos ainda vários emprestados, que também podem fazer parte destas contas...
Com a titularidade do Oblak, e com a excelente época do Bruno Varela na equipa B, creio que faz todo o sentido uma venda do Artur. O Sulejmani, foi bastante irregular, chegou a custo zero, e tem mercado nos Países Baixos. O Djuricic foi a grande desilusão da época, ainda é bastante jovem, mas se oferecerem um valor igual, ao que gastámos na compra, eu, vendia!!!
Digo já, que não acredito nas vendas do Salvio ou do Enzo. Mas no caso do Enzo é preciso renovar o contrato, com uma actualização salarial.
O caso mais bicudo pode ser o Nico. Só venderia o Gaitán por um valor a rondar os 30 milhões. Mas se ele sair temos que ir buscar outro jogador de valor idêntico, algo que não será fácil. O 'falado' Candeias, não chega!!!
Para fechar o dossier das saídas, falta falar dos emprestados: os dois defesas-esquerdos!!! A renovação do empréstimo do Sílvio creio que será fácil, devido à lesão... Mas no caso do Siqueira prevejo uma grande novela de Verão!!! O ideal seria mandar o Mitrovic à troca para Granada, mas também já li que o problema é o ordenado que o Siqueira pede!!! Com a lesão do Sílvio (se ficar...), temos que ter outro defesa-esquerdo logo no início da época. Este é daqueles assuntos que não pode ser adiado, até ao final da janela de transferências...

Em relação às entradas, com o anuncio do Dawidowicz, se confirmar-se como opção para a equipa A, resolvemos o problema da saída do Matic. Ainda por cima com o Amorim e o Fejsa, muitas vezes lesionados, temos que ter mais opções para o meio. Basta recordar como o Enzo terminou o jogo do Jamor!!! Aliás a questão das lesões recorrentes do Amorim e do Fejsa, faz-me mesmo duvidar, se além do Pawel, não deveríamos ter um 5.º médio-centro no plantel!!!
Sem o Rodrigo, e provavelmente sem o Cardozo, o principal problema do mercado, vai ser encontrar avançados para fazer companhia ao Lima. Pontas-de-lança de qualidade raramente são baratos... Gosto da atitude, e até reconheço algumas qualidades no Funes Mori, mas falta-lhe o faro pelo golo... Precisamos de 2 avançados de qualidade para fazer companhia ao Lima. Ponto final!!! E aviso já que o Belga do Standart, Batshuayi, não me convence!!!
O resto das contratações depende da confirmação das saídas: com Siqueira e Sílvio não precisamos de outro defesa... Com o Nico, não precisamos de mais Alas (Markovic, Salvio, Nico, Candeias(?), Hélder Costa...)

Para terminar a conversa, espero que o Bernardo faça parte do plantel principal. Neste momento, não reconheço ao Djuricic qualquer qualidade que o Bernardo não tenha, bem pelo contrário!!! Pessoalmente, o Lindelof também poderia fazer parte das opções, seria um 2.º André Almeida!!! O Sueco, pode fazer 3 posições, e neste momento até pode ser o melhor substituto do Maxi na lateral direita...
Em relação ao Cavaleiro, espero que seja uma opção para o lugar do Rodrigo. O Ivan não é extremo, é avançado... Quem pode fazer o papel de 5.º Ala, pode ser o Hélder Costa...!!!

Dos vários emprestados que o Benfica tem, além do Lisandro: Pizzi, Ola John, Nélson Oliveira, Farinas, Sidnei, Jara, Correa, Ascues, Djaló, Michel, Mitrovic, Airton, Varela, Correa, Liz, Rojas, San Martin, Clésio... de todos estes, aquele que está mais próximo de entrar na equipa, podia ser o Pizzi, mas não creio que seja jogador para o Benfica. Entre o Candeias e o Pizzi, acho que o Candeias tem mais capacidade de drible curto do que o Pizzi, e isso num Ala do Benfica é importante, porque o Benfica não joga em contra-ataque, um sistema que se adapta mais ao estilo do Pizzi. O Nélson Oliveira é uma questão de atitude. O Mitrovic fez uma boa época em Espanha, mas continuo a pensar que não tem qualidade para jogar no Benfica, devemos aproveitar a boa imagem que ele tem neste momento no mercado Espanhol... 

O meu plantel para o ano, com uma margem de erro grande, a esta distância:
GR: Oblak, Bruno Varela, Paulo Lopes
DC: Luisão, Lisandro, Jardel, Steven
DE: Siqueira(?), Sílvio(?)
DD: Maxi, Almeida, Lindelof
MD: Fejsa, Dawidowicz
MO: Enzo, Amorim, (?)
AD: Salvio, Markovic
AE: Nico, Candeias(?), Hélder Costa
AV: Lima, Cardozo(?), (?), Cavaleiro, Bernardo

Pawel Dawidowicz

Primeira contratação oficializada. Já cá tinha estado, já estava oficiosamente contratado, mas só hoje tirou a 'foto'!!!
Parece que os jornaleiros são unânimes, em apontar este jovem Polaco para a equipa B. Pessoalmente, sem ter acesso a informação privilegiada, não me parece que vá para a B. Aliás a minha confiança é tanta, que estou a escrever este post, porque se fosse para a B, não perdia tempo!!!
Tendo em conta a grande margem de erro, que os videos/resumos do YouTube merecem, este parece que não engana... Se tiver que apostar, aposto que vai ser opção para a equipa principal!!!
Ainda por cima alguns jogadores vão chegar atrasados devido ao Mundial, sendo assim é praticamente seguro o Pawel vai ter oportunidades na pré-época, e o Jesus não o vai desperdiçar. Provavelmente será uma opção para o lugar do Fejsa!!!
Agora só temos que aprender a pronunciar o nome dele... se calhar é melhor esperar pelo Jesus, ele seguramente vai traduzir a coisa por miúdos!!!

Cento e quarenta e três quilómetros para Oeste

"Não foi a primeira vez que o Benfica decidiu uma final europeia em Itália. A outra foi em 1965 e foi infame! Contra o Inter, em Milão, em pleno S. Siro. Ficou para a lenda!

DE Milão a Turim são 143 quilómetros. Para Oeste. Não foi esta a primeira final disputada pelo Benfica em Itália. Houve outra, em 1965. Injusta final, essa. Um pouco por toda a parte, havia o incómodo, o desconforto: a UEFA, pela voz do presidente do Comité Organizador da Taça dos Campeões, José Crahay, anunciara, após as meias-finais, que a final se disputaria em S. Siro, a casa do Inter, Campeão Europeu em título. A decisão era inédita, inacreditável. Mas foi levada por diante. Em caso de empate, finalíssima em Bruxelas.
S. Siro encheu, claro! 180 milhões de liras de receita, recorde absoluto do grande estádio de Milão, qualquer coisa como 8.500 contos da época.
80.000 pessoas estariam nas bancadas para assistir à segunda vitória da equipa de Moratti e Heleno Herrera na Taça dos Campeões da Europa.
«Lasciate ogni speranza, voi chi entrate», dizia Dante, no «Inferno».
S. Siro seria o inferno. Não havia esperança para o Benfica.
O Benfica contrariou o Inferno, no entanto.
«Esse Benfica que a UEFA quis transformar num grupo de convictos cristãos da era moderna, a lançar às feras famintas da grande arena de S. Siro, fora a grande sensação do jogo e dera uma 'lição de bola' ao estranho e 'irrealizado' Inter, edição H.H., com o seu futebol manhoso e sádico, marcado por aquilo que se chama em Itália de 'profundo realismo'» escreveu Vítor Santos em «A Bola».
Impressionante! Frente a um conjunto enrolado na sua casca, como o bicho-de-conta, o Benfica efectuara uma exibição estupenda de determinação e de autoconfiança, produzindo um futebol construtivo, profundamente atacante e sempre imbuído daquilo que se pode chamar o espírito imperecível do 'association'.
O Benfica foi, em S. Siro, personagem principal de um dos momentos mais dramáticos do futebol português. A três minutos do intervalo, um remate enrolado do brasileiro Jair, faz a bola fugir, em jeito de galinha assustada, por entre as mãos, por debaixo do corpo, pelo meio das pernas de Costa Pereira. Grande especialista do futebol de não perder Herrera era o mestre dos mestres no futebol de guardar vantagens inesperadas. O Inter defendeu-se, recolheu-se, fechou-se. Todos os verbos que pudesse utilizar seriam reflexos: eram onze homens trancados sobre si próprios, auxiliados pelo lamaçal em que se transformou um relvado infame. E contra isso nada pôde a valentia lusitana.
Aos 12 minutos da segunda parte, Costa Pereira, herói de Berna, réu de Milão, não resiste a uma hérnia discal e a um traumatismo no pé direito. Não sendo ainda tempo de substituições, é Cávem quem se prepara para vestir a camisola de guarda-redes. Mas é Germano que toma, finalmente, o seu lugar, incapacitado, também ele, por uma rotura muscular na coxa.
São dois infernos: o de S. Siro e o das lesões.
Nenhum ser humano seria capaz de atravessar dois infernos assim.

Uma avalanche de elogios
RODOLFO PAGNINI, jornalista do «L'Unitá»: «Escrevemos estas linhas febris enquanto os jogadores do Inter correm em redor do rectângulo, transportando bem alto, sobre as cabeças, a Taça da Europa. No centro do terreno encharcado de chuva e de suor, distingue-se o vermelho das camisolas do Benfica. Eusébio, Germano, Coluna e os seus companheiros olham para a festa que os envolve, desconsolados, tristes. A alegria do Inter é a sua tristeza. Uma tristeza, uma amargura, plenamente justificada. O público apercebe-se disso. E rompe um aplauso fragoroso e espontâneo. O Benfica perdeu, mas sai de campo com todas as honras. Pode levar consigo, para Lisboa, as armas do nobre vencido. Saído Costa Pereira, todos pensaram: o Inter tem a vitória na mão. E prepararam-se para saborear mais golos. Ao invés, a partida terminava, nesse momento, para a equipa de Milão. Porquê? Porque o Benfica, essa maravilhosa equipa, actualmente a mais forte da Europa, não quis render-se ao inelutável, e fez uma apelo ao seu desmensurado orgulho, lançando-se para a frente, de cabeça erguida, indo buscar forças ao fundo do coração e da alma».
J.L. Manning, jornalista do «Daily Mail»: «Com tudo contra si, o Benfica teve uma actuação memorável em S. Siro. A Taça da Europa foi, no entanto, entregue a uma equipa de Milão pela terceira vez. Mas esta vitória não tem qualquer justificação, desobedecendo a todos os princípios que deveriam balizar um torneio de futebol. Os portugueses foram derrotados por um golo de acaso que nunca teria sido marcado num campo em condições regulares. E durante a última meia-hora suportaram ainda a falta do seu guarda-redes. Ninguém poderá dizer que este jogo se moveu pelas regras da justiça! O Benfica tinha razões suficientes para se queixar da decisão da UEFA de marcar o jogo para o estádio do Inter. Mas presenteá-lo, ainda por cima, com um sepultura inundada, foi um verdadeiro insulto. O jogo devia ter sido adiado».
Jean Eskenazy, uma das figuras do jornalismo francês, conhecido por andar sempre elegantemente vestido e de cravo na lapela, escrevia por sua vez no «France-Soir», no seu estilo curioso e vivo: «Não pretendemos dizer que o Inter foi indigno da vitória. Mas quando recebe, uma pessoa bem educada deve dirigir a conversa. Ora, ontem, em S. Siro, só o Benfica fez as despesas da conversa, só ele recheou o jogo dos melhores trunfos. E mesmo jogando sem o seu guarda-redes obrigou os italianos a defenderem-se ferozmente. Se me fosse dado a escolher uma equipa à qual oferecer a vitória, não teria dúvidas: dá-la-ia ao Benfica. É uma grande equipa, cheia de talento, de coração e de vontade. Caiu como só os grandes sabem cair. Felicitemo-la. No jogo de Milão, foi o vencido que saiu engrandecido e isso força a nossa admiração e respeito».
Cento e quarenta e três quilómetros para Oeste e um sonho por descobrir."

Afonso de Melo, in O Benfica

PS: Afinal, além do Guttmann, parece que existe qualquer coisa entre o Benfica e esta região de Itália!!! Podem assistir aqui ao jogo completo:

O Cota, a dar música na despedida...

Nação vermelha...!!!


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Convicções, trabalho, vitórias... a caminho de mais triunfos !!!

De Benfiquistas para Benfiquistas !!!


Bonita e sentida homenagem do Câmara Municipal de Lisboa aos triunfos do Sport Lisboa e Benfica, mas a Praça do Município é pequena de mais, para o universo Vermelho!!!
Se ontem, nos camarotes do Jamor, parecia uns desfile de anti-benfiquistas institucionais a dar os parabéns, hoje sentiu-se a paixão...!!!






PS1: Falou-se muito da não-festa no Marquês de ontem, não sei de onde partiu a não-iniciativa: se do Benfica, se da CM, ou se da Policia (já que com a mobilização total para a Final da Champions do próximo fim-de-semana, deve ter havido muitas 'folgas' este fim-de-semana!!!) Defendi desde da Festa do título, que a Grande Festa, deveria ser após o Jamor, mas não foi isso que aconteceu... foi pena.

PS2: Não estive na Praça do Município, mas tal como eu ontem chamei a atenção, a única queixa que me chegou aos ouvidos, de quem lá esteve, foi mais uma vez os cobardes atrasados mentais dos petardeiros...!!!

PS3: Parabéns a dobrar para o André Almeida e o Rúben Amorim pela convocatória para o Mundial... O Ivan e o André Gomes terão de certeza outras oportunidades.

Uma época escrita a vermelho vivo

"Nos 12 países que lideram o 'ranking' da UEFA, apenas Bayern e Benfica lograram a 'dobradinha'. E ainda houve a Taça da Liga e a final de Turim...

O futebol está cada vez mais competitivo e exigente e, na mesma época, tornam-se raras as equipas com sucesso em múltiplas competições. Tomemos como ponto de partida os doze países com melhor ranking na UEFA, Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Ucrânia, Bélgica, Holanda, Turquia e Grécia. Neste universo alargado, apenas dois clubes lograram conquistar Campeonato e Taça: Bayern Munique e Benfica.
Por aqui se vê a dimensão da proeza do emblema da Luz, que juntou a estes títulos, uma coroa mais, a Taça da Liga. E só não ganhou a Liga Europa por causa da maldição de Bèla Guttmann (que desta vez usou a falta de pontaria dos avançados benfiquistas e um árbitro de coração sevilhano como instrumentos...)
Hoje, ainda em cima dos acontecimentos, talvez seja difícil perceber a dimensão histórica do que o Benfica de Jorge Jesus acabou de conseguir. Trata-se de um marco na vida do clube que fará tanto mais sentido se tiver continuidade nas temporadas que se seguem. E, obviamente, esse é o grande desafio que agora se coloca à liderança de Luís Filipe Vieira. Do ponto de vista social, Benfica e FC Porto estão em momentos distintos, os encarnados sequiosos de inverter o ciclo portista, os dragões hesitantes e pouco confiantes quanto ao futuro. A forma como os adeptos dos dois clubes aderiram à temporada que agora findou mostra estados de espírito diferentes, que o Benfica deverá saber capitalizar. Como? Criando a linha de continuidade possível, sabendo-se da necessidade de vender alguns activos. Não será possível, aos encarnados, o esforço de manter todas as unidades nucleares, reforçando ainda o plantel. Mas, numa lógica de solidificação da hegemonia nacional e de afirmação na Champions (ir aos quartos-de-final da Liga Milionária representa um encaixe cinco vezes superior ao do vencedor da Liga Europa), o Benfica não deverá adorar uma política de ruptura total.
Quanto à época de 2013/14, que fica gravada a letras de ouro no livro de honra do Benfica, gostaria de identificar alguns momentos marcantes (pelo menos do meu ponto de vista): O primeiro foi, à segunda jornada, a vitória sobre o Gil Vicente, quando ao minuto 90+1 a equipa de Jorge Jesus perdia por 0-1; o segundo foi a entrada em cena de Oblak (do campeonato de De Gea e Courtois), em Olhão; o terceiro foi a vitória, para a Liga, na Luz, frente ao FC Porto, na semana da morte de Eusébio; o quarto foi a manifestação de superioridade sobre o Sporting, no 2-0 da Luz; o quinto foi a deslumbrante exibição de White Hart Lane; e o sexto foi a capacidade de sofrimento demonstrada, frente à Vechia Signora, na Juventus Arena.
Pinceladas em tons de vermelho que dilatam os tons de uma temporada com entrada directa no Museu Cosme Damião.

ÁS
Luís Filipe Vieira
Ontem foi festa. Hoje já é dia de dar continuidade à formatação do futuro do Benfica. Uma coisa Vieira sabe: o negócio do futebol só é rentável com triunfos. E sem bons jogadores não há crescimento nem lucro. Não é fácil a tarefa do presidente do Benfica. Entre a ousadia e o pragmatismo, está a virtude.

ÁS
Jorge Jesus
Triplete. E presença na final da Liga Europa. Uma época de sonho que serve de cartão de visita ao mais alto nível. Figura controversa e personalidade compleza, Jesus deve meditar no futuro e traça-lo de acordo com uma avaliação básica: tem mais a fazer no Benfica ou sente que o seu ciclo findou? Tem o destino na mão.

ÁS
Tiago
Ser campeão de Espanha ao serviço do Atlético de Madrid parecia, no princípio da época, num campeonato com Barcelona e Real Madrid, uma missão impossível. No entanto, entre o impossible is nothing e o yes we can, os colchoneros, com Tiago em grande destaque, tocaram o sonho. Pena é que tenha renunciado à Selecção...

(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

Não há pernas, há 'alma'...

"O Rio Ave desejava equipa do Benfica vindo da final da Liga Europa como veio há um ano: acabrunhada e mesmo destruída psicologicamente e fisicamente. Mas houve fundamental diferença: esse Benfica também acabara de perder o título nacional no dramático derradeiro minuto no Dragão; este Benfica entrou no Jamor como campeão, como vencedor da Taça da Liga, nada convencido com o segundo desaire consecutivo no final da Liga Europa e determinado a fechar a temporada em global nível de ouro.
Ontem, viu-se um Benfica naturalmente fatigadíssimo na segunda parte, em notória dificuldade para segurar a forte atitude do Rio Ave que se atirou para o ataque em busca de reviravolta igualzinha à que o V. Guimarães, no mesmo palco, conseguira um ano antes. E também se viu Benfica já sem alternativas no banco de suplentes... Quando o gigante Enzo Pérez (que alto ritmo em toda a época!) já tinha de ir à reserva da sua imensa alma, nenhum outro médio para o render... (André Almeida teve de ser defesa-esquerdo e também aí sem opção possível, face às baixas clínicas de Sílvio e Siqueira).
Só que este Benfica, mesmo de rastos na resistência física, foi capaz de fechar a época mantendo decisivos argumentos: tacticamente impecável na capacidade defensiva e psicologicamente... fortíssimo."

Santos Neves, in A Bola

Bifanas e 'minis'

"Muito se fala das diferenças entre futebol moderno e do passado e do «antigamente é que era» ou do «agora é que é». Há transformações, muitas, na forma de encarar este jogo mágico desde os anos 60 (não é preciso ir mais atrás) até aos dias de hoje. A televisão, os milhões de euros, rublos e petrodólares, os estádios novos, as tácticas e técnicas, o trabalho físico, tudo se alterou nas últimas décadas. Mas, se há festa imutável e capaz de nos fazer viajar até tempos mais antigos, essa chama-se Taça de Portugal. O estádio é o mesmo, as matas do Jamor lá estão como sempre, o domingo começa cedo com piqueniques em família, leitões e bifanas, garrafões e minis para os adultos, sumos e águas para os miúdos. E sem ser saudosista, até porque sou um defensor da evolução, sabe bem voltar a estes recantos da memória. Um pouco como viver no reboliço cosmopolita e moderno da cidade mas não prescindir daquela ida à terra, à aldeia dos nossos avós, imutável, parada no tempo.
Portanto, para os que querem que a Taça deixe de ser erguida no estádio de Oeiras vão dar uma volta e pregar no deserto... das suas ideias. É aqui que ela tem de ser celebrada. Gozemos o futebol moderno nos restantes 364 dias mas deixemos este como está. Porque já não há festa como esta. E esta está bem assim."

João Pimpim, in A Bola

Um "tri" muito suado

"Benfica extenuado aguentou no limite o "forcing" vilacondense.
Com 56 jogos oficiais nas pernas, o Benfica avançou, domingo, para o derradeiro teste da época, frente ao Rio Ave, na final da Taça de Portugal, e acabou por ser bem sucedido (1-0), conseguindo o pleno a nível interno. Uma tarefa que já se sabia que não iria ser fácil, dadas as periclitantes condições físicas que, naturalmente, afectavam o conjunto encarnado, já para não falar dos eventuais condicionamentos de ordem psicológica, após a tentativa falhada na Liga Europa.
Para além de tudo isso, importava não subestimar também as qualidades do adversário, a tornarem ainda mais ingrata a missão dos novos campeões. De facto, revelando uma especial propensão para as Taças - eliminou o Braga nas duas provas, chegando assim às finais - o Rio Ave via aqui, na festa do Jamor, uma boa possibilidade de saldar as contas com o Benfica e, deste modo, responder com juros à desfeita do primeiro ajuste, em Leiria. Mas foi o Benfica a começar melhor, ao contrário do que sucedera na recente primeira final entre ambos.
Já com Salvio e Enzo no onze, mas ainda sem Fejsa, Siqueira ou Markovic (entraria mais tarde), a equipa mostrou-se mais balanceada ofensivamente, perante um Rio Ave muito contido, que raramente apostou no ataque. Por isso, não surpreendeu que o Benfica se adiantasse no marcador, por Gaitán (20'), num soberbo remate ao ângulo, e, por pouco, Garay não fizesse o 2º golo, valendo então uma defesa por instinto de Ederson. Ao intervalo, a vantagem do Benfica justificava-se plenamente.
Utilizando um dos muitos lugares-comuns de que o nosso futebol é fértil, também aqui se dirá que o jogo teve duas partes distintas, uma vez que, após o descanso, tudo se modificou. Sem ter procedido a quaisquer alterações, o Rio Ave surgiu em campo com outra disposição atacante, mais adiantado no terreno, pressionando mais, e a verdade é que tomou conta do jogo. E de tal forma o conseguiu que não se compreende como é que se permitiu "passear"durante 45', quando poderia ter recolhido dividendos em caso de maior e mais precoce atrevimento.
Foi a vez do Rio Ave carregar sobre o meio-campo contrário, tornando cada vez mais visível a fragilidade física dos jogadores encarnados, cujas substituições poderiam muito bem ter ocorrido mais cedo. Depois de André Gomes ter rendido Amorim, na posição de médio mais defensivo, Markovic só entrou aos 66' (saiu Rodrigo), enquanto Cardozo foi utilizado apenas três minutos, trocando com Gaitán. Cautelas tendo em vista um eventual prolongamento? Mesmo assim...
Enquanto isso, o Rio Ave recrudesceu de intensidade atacante, o tridente ofensivo (Pedro Santos, Ruben e Ukra), bem secundado por um miolo incansável onde Tarantini era a figura de proa, foi pondo à prova o guardião Oblak e nisso até se destacaram os centrais Marcelo e Rodriguez, numa prova de assédio total. Para cúmulo, Pedro Santos atirou ao poste e pairou no Jamor a hipótese do empate e consequente tempo-extra. Algo que para o Benfica não viria nada a calhar, como se calcula.
A entrada de Markovic ainda permitira ao Benfica afastar algum jogo das imediações da sua área, transferindo-o lá mais para longe, mas as apostas de Espírito Santo, ao fazer entrar Diego Lopes e Hassan, voltaram a reforçar as pretensões dos de Vila do Conde, que, até final, perseguiram o golo que lhes concederia sonhar ainda. Valeu aí também a atenção do esloveno que guarda a baliza da Luz e, bem assim, a habitual capacidade de resposta de Luisão e Garay.
Vitória, portanto, muito suada do Benfica, que revelou um grande espírito de sacrifício, após uma temporada particularmente preenchida. Agora, perante um adversário muito mais "fresco", pode dizer-se que foi heróica a resistência dos encarnados. Se é verdade que a 2ª parte do Rio Ave merecia ser premiada, também é certo que, depois "daquilo" de Turim, o Benfica já merecia ter sorte."

Protejam os jogadores

"Ponto final. O Benfica terminou ontem uma maratona de 21 jogos disputados em 71 dias. Não foram '10 num mês', não foram 'quatro nos próximos doze dias', nada disso, apesar de ter ouvido vários comentadores fazerem estas contas nas últimas semanas. Este calendário absurdo começou no dia 9 de Março e estendeu-se até 18 de Maio. Foram, repito, 21 jogos em 71 dias: competir a cada três dias, durante quase dois meses e meio. Se tal ritmo fosse 'normal', como também já ouvi dizer a quem não joga, os calendários não se estendiam por 10 meses. Afinal, o Benfica foi obrigado a disputar mais de um terço dos seus desafios em menos de um quarto do tempo que durou toda a época.
Em entrevista concedida ao 'Expresso', no fim de semana, o seleccionador nacional, Paulo Bento, advertia, a propósito da calendarização que federações e UEFA fazem de há uns anos a esta parte: 'Andam a matar os jogadores'. Ontem, no final da Taça de Portugal sublinhou: 'Os meus jogadores, na segunda parte, estavam mortos'.
Vale tudo. Nos dias de hoje, clubes, federações só pensam no dinheiro que podem sacar pelos direitos televisivos, 'a galinha que dá os melhores ovos de ouro'. Os jogadores são 'carne para canhão'. Assim, não espanta o que se passou em Espanha, onde o título foi decidido na última jornada (devido a derrotas inesperadas das melhores equipas, depois das meias-finais da Liga dos Campeões), com jogadores a deixarem o campo ainda na primeira parte com problemas musculares. Não espanta que Ronaldo e Messi tenham experimentado o maior período de lesões da carreira durante esta época. Elas não matam mas moem. E os craques, aqueles que têm de estar sempre lá dentro para clubes e selecções justificarem as verbas televisivas, começam a quebrar. Afinal, não são máquinas.
Ontem, no Jamor, Rúben Amorim 'rebentou' no início da segunda parte e saiu. Enzo fez a última meia hora em dificuldades evidentes. Na quarta-feira viu-se o mesmo em Turim, com jogadores do Benfica e do Sevilha a 'queimar' o que já não tinham no prolongamento. Os últimos jogos da época, aqueles em que tudo se decide, transformaram-se nos menos interessantes do ano. Mal jogados, sobretudo, porque os futebolistas chegam lá sem condições para competir ao mais alto nível.

P.S.: O que se passou no Estádio Nacional antes do jogo foi degradante: na tribuna, um político exultava com os investimentos deitos no 'moderno Jamor'. Lá em baixo, o povo sufocava e perdia os sentidos, devido a um sistema de entrada pior que o utilizado no século XX."

José Ribeiro, in Record


PS1: O jornalista escolheu o início de Março para fazer estas contas, porque foi a jornada imediatamente a seguir às partidas particulares das Selecções, mas podia fazer contas similares, a partir do meio de Janeiro, quando se estava a jogar a fase de grupos da Taça da Liga, e algumas eliminatórias da Taça de Portugal: foram 4 meses, com o Benfica a jogar, com 3 ou 4 dias, de recuperação, entre jogos!!!


PS2: Já falei deste assunto ontem, mas o caso é suficientemente grave para voltar ao assunto. Li, e ouvi, alguns a defenderem algumas teorias de conspiração, anti-Jamor!!! Sinceramente, não me parece que tenha sido isso que aconteceu. O que se passou, foi simplesmente, uma incapacidade de planeamento assustadora!!! O Topo Norte, e a Lateral Norte, do Jamor, não podem ter uma única Entrada...!!! São quase 15 mil pessoas, a entrar por uma única Entrada, com cerca de 8 torniquetes!!! Enquanto pelas outras entradas, entram em média cerca de 5 mil pessoas...!!! A solução mais simples, é aumentar o número de torniquetes na Praça da Maratona, lado Norte... A solução, mais cara, era abrir uma Entrada Norte, na parte de cima das bancadas, tal como existe no Topo Sul, com acesso através do Parque 2... Tinha-se que abrir caminho por entre a Mata...

Campeãs em Sevens !!!

No meio das festas, passou-me despercebido, mais um título nacional conquistado pela nossa secção feminina de Rugby, no último sábado: campeãs nacionais de sevens... Parabéns, por mais um caneco!!!

domingo, 18 de maio de 2014

A Gloriosa 28.ª Taça de Portugal...

Benfica 1 - 0 Rio Ave

Sim, são 28 Taças de Portugal, e não 25. Depois do 33.º título de Campeão Nacional, depois da 5.ª Taça da Liga, depois do Roubo de Turim efectuado por um Bitch Alemão (mesmo assim 'empurrámos' a decisão para os penalty's)... Depois, de cerca de 4 meses a jogar 2 vezes por semana (algo esquecido em muitas analises), a única excepção foi uma Quarta-feira destinada a particulares das Selecções, com muitos jogadores do Benfica envolvidos... Depois, de isto tudo, o Benfica ainda teve forças esta tarde, para aguentar um bom Rio Ave na 2.ª parte, com um Xistra sem-vergonha!!! Um Rio Ave, que nos últimos dois meses fez 5 jogos 'a serio': as Meias-finais com o Braga, e as duas Finais com o Benfica!!!
Desde 1987 que não fazíamos uma Dobradinha, foi a 10.ª, e acabámos também com a maior 'seca' de Taças de Portugal na nossa História (10 anos)!!! Indiscutivelmente, mais uma Gloriosa época do Sport Lisboa e Benfica... Obrigado jogadores, obrigado Jesus e restante equipa técnica, obrigado Presidente e restante estrutura...!!!
Hoje não existe espaço para analises individuais, todos deram tudo, as dificuldades físicas notaram-se... e não fosse o Xistra, o Rio Ave nem sequer teria criado perigo, mas além das agressões que passaram no 1.º tempo, em toda a 2.ª parte não deve ter marcado mais de 4 faltas a favor do Benfica, foi um fartar de vilanagem... já não é a primeira vez que o Xistra usa esta estratégia, de não marcar faltas a favor do Benfica após o intervalo!!! E alguns jogos, com resultados positivos para o Xistra, e negativos para o Benfica!!!
Hoje não foi uma vitória deslumbrante do rolo compressor, nem tinha que ser. Hoje foi mais uma grande vitória do SL Benfica, como tinha que ser: 'limpa', digna, com muito suor e transpiração... e até com o talento do pé direito do canhoto Nicolas Gaitán!!!
Eu que como muitos outros saímos do Jamor o ano passado, desgostosos, muito desgostosos... mas sem perder a cabeça, ainda no Jamor, defendemos a continuidade do Jesus - e não era fácil, acreditem!!! -, estamos hoje: realizados!!! A vitória é de todos... sem dúvida, mas quando se defende o 'indefensável' e futuro nos dá razão, peço desculpa mas neste momento é impossível ficar calado!!! Isto não quer dizer, que as minhas (nossas) opiniões futuras estejam correctas... mas esta estava.

PS1: Não posso deixar em claro mais uma vez a desorganização da FPF, na estrutura montada para este jogo. Como é que é possível não prever, que quando todo o Topo Norte e Lateral Norte, só tinha uma zona de torniquetes, não haveria tempo para toda a gente entrar dentro do Estádio?!!!
Como é que é possível, mais uma vez, não colocar os adeptos Benfiquistas no Topo Sul, onde se tem mais Parques, e a entrada nas bancadas é efectuada por várias zonas de torniquetes?!!!
Como é que é possível existirem centenas, ou milhares, de lugares vagos para carros dentro dos Parques (então no Parque 2 era uma vergonha...), e fecharem as portas, obrigando as pessoas a estacionar carros nos sítios mais perigosos possíveis?!!!
PS2: Também não posso deixar de passar em claro, o comportamento animalesco de vários Benfiquistas nas bancadas do Jamor, não respeitando ninguém. Em total contraste com a grande maioria que fez deste jogo uma enorme Festa Vermelha. As bebedeiras não podem ser desculpa... Recordo-me muito bem dos grandes convívios que se faziam no Jamor, nas tardes de Final da Taça de Portugal, e não havia este ambiente degradante... Não se viu um Stewart nas bancadas, uma autêntica selva, com mulheres, crianças, e idosos no meio. O comportamento animalesco máximo, foi como é habitual atingido pelo cobardes dos petardos, que atiram sobre as outras pessoas petardos uns atrás dos outros... Para quando esta gentalha é proibida de entrar em recintos desportivos?!!! Até quando o Benfica vai pagar multas atrás de multas, por causa desta gentalha cobarde?!!!
PS3: Uma palavra de louvor para o autor da frase, que voou no final do jogo sobre o Jamor: "11 contra 11, em Itália, tínhamos ganho". Verdade indesmentível...
PS4: Ainda uma nota de apoio, ao puto que foi sozinho, para uma passagem superior da CREL, perto do túnel de Carenque, que antes do jogo lá estava, com uma bandeira e a sua bicicleta, e que no fim do jogo, lá estava novamente de bandeira e bicicleta, a festejar a nossa vitória. Viva ao Benfica!!!

Iniciados - 6.ª jornada - Fase Final - Campeões

Corruptos 2 - 3 Benfica

Finalmente Campeões!!! Podíamos ter celebrado o título na 4.ª jornada, mas um empate (conseguido nos descontos) no Seixal com o Sporting adiou a festa; podíamos ter celebrado o título na 5.ª jornada em Leiria, mas um novo empate (conseguido, novamente, nos descontos) - com golos anulados e 2 penalty's por marcar!!! -, adiou, mais uma vez a festa... Mas da 6.ª não passou...!!! E mais uma vez, festejámos o título nacional no centro de treinos pago por todos os contribuintes portugueses em Gaia!!!
Com a saída ao intervalo do João Filipe temi o pior, mas a equipa soube aguentar... Entrámos muito fortes, e aos 8 minutos já estávamos a vencer por 0-2, os Corruptos reduziram às três tabelas, mas no início da 2.ª parte, o Zé Gomes, de livre directo (mais uma vez), aumentou a vantagem para 1-3... Os Corruptos, tal como Caixa Futebol Campus, marcaram nos descontos... aliás o jogo parecia que só acabava, com o empate!!! Mas, o apitadeiro lá se cansou de esperar... e apitou para o fim: Benfica Campeão!!! É o 4.º título de Iniciados nos últimos 6 anos... e não é por acaso.
Esta equipa tem vários talentos, ainda jogam demasiado individualmente, têm que aprender a jogar colectivamente. O João Filipe e o Zé Gomes, são claramente os destaques... mas também gosto do capitão Filipe Soares, do central Luís Silva, do todo-o-terreno do Lamba, do Diogo Santos, do Gedson, do puto do Van der Gaag (apesar de ter que ganhar caparro, como o pai!!!), do André Oliveira, do Pedro Correia (o Salvador dos descontos!!!) e do Nuno Santos que está um pouco tapado pelo João Filipe... Se existe casos onde os jogadores devem 'subir' na categoria, o caso do Zé Gomes parece-me o mais evidente: espero que para o ano, jogue nos Juvenis A... Só assim poderemos ter a certeza, se o talento que demonstra agora, não é exclusivamente fruto da vantagem física.

Benfica............14
Sporting............13
Leiria.................4
Corruptos...........3

PS: A selecção nacional de sub-17 perdeu esta tarde em Malta, as Meias-Finais, com a Inglaterra. Com 11 Benfiquistas nesta selecção acompanhei de perto este torneio. Hoje, não vi o jogo, mas as crónicas falam em mais um festival de oportunidades desperdiçadas, principalmente na 1.ª parte... tal como tinha acontecido no jogo com a Alemanha!!! Já o digo há muito tempo, para quando começar a produzir 'matadores'de área, marcadores de golos, e não viver obcecados em produzir 'brincas na areia' que não sabem marcar golos?!!! E no Seixal, existem vários jogadores com estas características, com o faro de golo, a serem desperdiçados...

Só mais uma !!!

Benfica 90 (2) - (0) 74 Guimarães
29-12, 18-22, 22-12, 21-28

Mais uma entrada no jogo a 'matar'... sem dar qualquer esperança ao Vitória. Só falta mais um triunfo para o Tricampeonato, está quase... mas é importante recordar a derrota no 3.º jogo das Meias-finais, após duas vitórias grandes na Luz: não facilitar, por favor!!!

sábado, 17 de maio de 2014

Nenhum árbitro é assim tão mau...

"A arbitragem do alemão Felix Brych na final de Turim deve ser motivo de preocupação para quem acredita que o progresso do futebol só pode ser construído sobre alicerces de credibilidade. Quando assim não é... 
Na memória de quem segue o futebol está, por exemplo, a inapresentável arbitragem do norueguês Tom Honning Overbo em 2009 num tristemente célebre Chelsea- Barcelona em que os blues de Londres foram vítimas daquilo que um dia José Maria Pedroto qualificou como «roubo de igreja». O que aconteceu em Turim na última quarta-feira entra na mesma galeria de crimes de lesa-futebol, Brych mostrou ser do campeonato de Overbo, com prejuízo do Benfica.
Infelizmente, Portugal (ainda) pesa pouco nas instâncias da UEFA, cujo Comité de Arbitragem é presidido por Angel Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol... O que deve fazer, então, o Benfica perante a forma ostensiva como foi prejudicado pelo árbitro alemão Feliz Brych, em Turim?
Não valerá de muito, creio, barafustar na praça pública. Mas será imperioso (até porque, apesar dos jogos de poder, quem está na UEFA sabe ver futebol) assumir uma posição firme que sirva, pelo menos, para que não fiquem dúvidas de que o que levou à lamentável arbitragem de Brych não pode ter a ver com futebol.
Nenhum árbitro (o melhor dos alemães, neste caso!!!) é assim tão mau."

José Manuel Delgado, in A Bola

Dezena...

Benfica 10 (2) - (0)  0 Belenenses

Depois do resultado apertado no 1.º jogo, esperava-se um jogo, um pouco mais difícil, mas o Benfica não quis sofrer, e transformou a partida num festival de golos...
Estamos nas Meias-Finais, o adversário será o Fundão ou o Leões de Porto Salvo... vão jogar a 'negra' amanhã em Porto Salvo. O grau de dificuldade vai aumentar, não podemos ter 'brancas', mas o mais importante e ter todos os jogadores disponíveis mental e fisicamente...
Leio, com alguma surpresa, alguma falta de confiança nesta equipa, por parte dos Benfiquistas. É verdade, que este ano já tivemos uma desilusão (Taça), mas no Campeonato, temos 2-0 nos confrontos directos com os Lagartos... portanto, mantendo os pés no chão, recordando que esta época montámos uma equipa nova, com humildade, temos tudo para recuperar o título...

Primeiro passo. Faltam mais dois !!!

Benfica 88 (1) - (0) 64 Guimarães
27-14, 23-18, 20-21, 18-11

Excelente entrada no jogo, excelente entrada na Final do Campeonato. É assim que o Benfica tem que jogar: 'matar' o jogo cedo, para nem se quer dar esperança ao adversário. Mesmo sem fazer um jogo perfeito (só o Jobey acertou nos Triplos), tivemos concentrados na defesa, dominámos os ressaltos, e até deu para gerir o plantel, já a pensar no jogo de amanhã... Que como é óbvio temos que ganhar.

Acelerar para o triunfo !!!

Parabéns ao Bernardo Sousa, pela vitória do Rally dos Açores. Na magnifica paisagem de São Miguel, a nossa recente 'contratação' geriu muito bem o Rally, no seu novo Ford Fiesta R5, apesar dos adversário agressivos (Abbring principalmente...), e depois de um Rally de Portugal azarado... teve hoje a justa recompensa com a vitória...

Parabéns também à realização televisiva da prova, que com bom tempo (algo raro nesta altura...) conseguiu transmitir na Eurosport, para todo o Mundo, imagens impressionantes de São Miguel.