Últimas indefectivações

sábado, 14 de dezembro de 2013

Da Catalunha, com bons ventos, e alguns golos !!!

Vendrell 3 - 6 Benfica

Nova visita à Catalunha, nova vitória... fazendo o pleno na Liga Europeia, ao fim da 1.º volta: 3 jogos - 2 fora -, 3 vitórias. Ainda não chegámos a meio da época e o Vendrell já perdeu 3 vezes com o Benfica, os gajos já devem estar fartos da gente... mas ainda falta mais uma derrota!!!
O jogo nem começou bem, com o golo dos espanhóis, mas até ao intervalo demos a volta ao marcador.
No segundo tempo, aumentámos a vantagem, e tivemos o jogo sempre controlado, com uma diferença segura...
Além do natural destaque para o marcadores dos golos: todos jovens portugueses; o Trabal voltou a deixar a sua marca na partida...
Agora, é regressar a Lisboa, e começar a preparar o jogo de Quarta-feira, na Luz, com a Física do nosso Vítor Fortunato... adversário sempre difícil, mesmo com alguns problemas de lesões.

Laranjinha, campeão...!!!

Em mais uma edição do Bigger's Better, no Pavilhão da Luz (com honras de directo na Eurosport), o Laranjinha depois de uma lesão prolongada, regressou com uma vitória, que dá o título mundial da WKN (Kickboxing) na categoria de -67 Kg.

Emoção, desnecessária...

Benfica 4 - 2 Fundão

Mais uma vitória difícil, decidida só nos últimos segundos da partida. É verdade que somos líderes, é verdade que temos ganho, quase sempre... mas raramente conseguimos resultados tranquilos, parece que existe uma especial atracção pela emoção!!!
O Fundão é uma boa equipa, e com os árbitros a permitirem níveis de agressividade altos, o jogo não foi fácil... Começamos bem, mas num minuto permitimos a reviravolta no marcador, e nos minutos seguintes, perdemos a cabeça, facilitando vários contra-ataques em superioridade numérica ao adversário, que podia ter aumentado a vantagem...
Pouco tempo antes do intervalo, a equipa voltou a raciocinar um pouco, o Bruno primeiro, numa bola parada, mandou à trave, e logo a seguir não falhou o empate, em mais uma excelente jogada colectiva.
Na 2.ª parte, continuamos a ser melhores, mas a bola não queria entrar, fizemos pontaria aos ferros várias vezes, até que num livre 10 metros - que chegou atrasado, tantas foram as faltas não assinaladas...!!! - o Joel não perdoou...
O Fundão tentou o 5x4, mas o Benfica 'retirou-lhe' a bola, os últimos minutos passaram rapidamente com a bola nos pés do Benfica, como devia ser sempre... e numa dessas jogadas, com muita calma, o Joel chegou ao hat-trik!!!

Regresso às vitórias... sem convencer !!!

Avanca 22 - 29 Benfica

Não foi tão fácil como parece, ao intervalo estávamos a perder por 13-12, depois de uns primeiros minutos muito maus... resultado surpreendente, que a ausência do Carneiro não explica... o Avanca - último classificado - ainda conseguiu discutir o resultado até ao 17-17, mas no final o Benfica foi mais forte...
Não sei se a exibição da última quarta-feira ainda estava na cabeça dos jogadores, mas não é normal tantas dificuldades (três livres de 7 metros falhados!!!)... O próximo jogo é na Maia, com o Águas Santas, a jogar assim, vai ser muito complicado.

Muito bom

Madalena 0 - 3 Benfica
19-25, 10-25, 17-25

Sinceramente esperava mais oposição, mas também é verdade que o Benfica jogou muito bem, não dando hipóteses adversário... Parece que finalmente, estamos a jogar com a formação mais forte que temos disponível...!!!

Tranquilo...

Benfica 90 - 58 CAB Madeira
24-14, 28-13, 25-8, 13-23

Já se sabia que ia ser fácil, o CAB tem 3 jogadores da rotação lesionados, mesmo assim o Benfica durante os 3 períodos foi extremamente competente, e venceria sempre este encontro... Em sentido contrário, o Benfica finalmente tem o plantel todo disponível!!! 
A descompressão no 4.º período foi exagerada, o Ferreirinho e o Castela deviam ter tido mais tempo de jogo... A percentagem da linha de lance livre, também não foi famosa!!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Antevisão da Liga Europa

Na Segunda-feira vamos saber qual será o futuro próximo do Benfica na Liga Europa. O facto de sermos cabeças-série não é garantia de eliminatória fácil. Antes do sorteio, e antes da campanha de desvalorização do adversário do Benfica (seja ele qual for...), aqui fica a minha analise:

Muitíssimo complicado
JUVENTUS
Com este, até os avençados teriam dificuldade em baixar o grau de dificuldade da eliminatória!!! A Juventus tem uma equipa fortíssima, joga num raro 3-5-2, e historicamente o Benfica tem pavor a Italianos...

Difícil, mas ultrapassável
AJAX
LAZIO
SWANSEA
DÍNAMO DE KIEV
Não gostaria de fazer uma viagem a Kiev em Fevereiro, a Lazio tem a tal aura do Benfica-ser-normalmente-lixado-pelos-Italianos!!! O Jesus já matou alguns 'borregos' internacionais, mas por acaso os sorteios têm nos afastado dos Italianos, espero que continue assim...!!! O Ajax e o Swansea estão ao nosso alcance, viagens fáceis, e ambientes positivos... Mas nunca se pode desvalorizar a mecanização no jogo dos Holandeses, e o plantel rico dos Galeses, que são das equipas da Liga Inglesa que joga futebol mais positivo...

Traiçoeiras
PAOK
DNIPRO
BETIS
VIKTÓRIA PLZEN
Os Ucranianios têm dinheiro, e uma equipa de contra-ataque, além disso temos a viagem e as potenciais condições climatéricas adversas... O PAOK tem sempre um ambiente especial, seria o reencontro com o Miguel Vítor e Katso (além do Dino!!!)... e mais alguns Internacionais Gregos. Recordo que o Paok ficou fora da Champions num Play-off muito disputado com o Schalke 04... O Betis é daquelas equipas chatas, a viagem era curta, mas recordo-me de um particular em Faro na época passada, que nos deu muito trabalho...!!! Os Checos são uma equipa que nas últimas épocas ganhou alguma experiência de Champions, com resultado negativos é verdade, mas...

Benfica favorito, mas viagem/tempo/relvados...
CHORNOMORETS
ANZHI
ESBERG
MACCABI
Aqui o problema será as viagens (Ucrânia e Rússia/Tchetchena!!!) e os muitos prováveis relvados impraticáveis... A deslocação a Israel também não é curta, e nossa última viagem para aqueles lados, não foi nada boa... Deste lote, os Dinamarqueses parecem ser os mais tenrinhos, apesar dos bons resultados que fizeram nesta fase de grupos!!! O Anzhi depois da loucura das super-contratações, o nível da equipa baixou, é verdade que ainda têm alguns bons jogadores (Jucilei, um dos que chegou a ser falado para o Benfica...!!!), mas a viagem seria a principal dificuldade...
Esta questão das viagens, também não pode ser desvalorizada: nos 16 avos-de-final, vamos jogar a Paços primeiro - depois de na 4.ª-feira anterior, potencialmente jogarmos a 1/2 final da Taça da Liga (Corruptos ou Sporting)!!! -, e com o Guimarães no fim-de-semana entre a 1.ª mão e a 2.ª mão; e se passarmos aos Oitavos-de-final, jogamos com o Estoril na Luz, depois da 5.ª-feira jogamos a 1.ª mão, vamos à Choupana - mais uma viagem -, jogamos a 2.ª mão, e recebemos a Académica!!!

Benfica favorito, os meus preferidos!!!
SLOVAN LIBEREC
MARIBOR
O meu favorito é mesmo o Maribor, mas são duas deslocações relativamente curtas... Pelo que vi do Slovan, o maior problema seria a quantidade industrial de porrada que dão!!! Nos jogos com o Estoril mostraram eficácia no contra-ataque...

No emparalhamento para os Oitavos, já não haverá cabeças-de-série - e até nos pode calhar os Corruptos -, o grau de dificuldade aumenta. Divido assim por categoria:
Rubin Kazan
Fiorentina
Tottenham
Nápoles
Shakhtar
Mais uma vez, longas viagens a leste, e equipas com bons plantéis - o Shakhtar tem uma super-equipa brasileira do meio-campo para a frente...!!! -, mas com pouca carisma, que potencialmente podem dar eliminações pouco dignificantes; Italianos a evita, principalmente o Nápoles, grande plantel e Rafa Benitez!!!

Valência
Basileia
Sevilha
Boas equipas, mas tanto o Valência como o Sevilha com a crise que se tem abatido sobre Espanha, estão um pouco mais acessíveis... apesar do Benfica, historicamente, não se dar bem com os Castelhanos!!!

Eintracht
Lyon
AZ
Trabzonspor
Seria interessante ver o regresso do Luisão a Frankfurt!!! Um pouco mais a sério, a equipa do Eintracht pode não ter muito talento individual, mas usam e abusam do físico... O potencial do Lyon baixou muito... O AZ é complicado, é uma equipa competitiva... Além da viagem à Turquia ser desaconselhável, recordo que da última vez jogámos Istambul, e não no Estádio do Trab... onde o ambiente é muito mais complicado!!!

Ludogorets
Salzburgo
Genk
Claramente os mais acessíveis, e com a sorte que normalmente acompanha os Corruptos nestes sorteios, os mais prováveis adversários deles!!!

PS: Não costumo comentar as nomeações dos árbitros da Liga, até porque não tenho confiança em nenhum deles, mas existem uns piores que outros, e o Vasco Santos é dos mais anti-benfiquistas!!! Numa altura onde o Benfica demonstra algumas fragilidades, onde os Corruptos estão aflitos, e em vésperas do clássico na Luz, parece que o Sistema está a mandar toda a artilharia pesada, depois do Rui Costa com o Arouca, agora o Vasco Santos - logo em Olhão onde já nos espera um relvado impraticável... -, mais valia mandarem o Macaco apitar o jogo...!!!

Dignidade

"Eusébio da Silva Ferreira, o incomparável, disse recentemente que no Benfica também aprendeu «a perder com dignidade». E é assim. Ser Benfiquista é como no casamento, para o melhor e para o pior. E então na 12.ª jornada do Campeonato, o Benfica, que começou a etapa com líder da classificação em igualdade pontual com os de Alvalade, após uma emocionante recuperação de sete pontos - de menos cinco para mais dois -, deixou-se empatar em casa com o último da tabela.
Não ponho em causa a dignidade da equipa do Benfica. Para mim, o Benfica é sempre digno, seja digno vencedor ou digno vencido. Perder, toda a gente perde, excepto os batoteiros que compram resultados e títulos. No jogo com o Arouca, o Benfica foi um digno empatado: esteve a perder por duas vezes, por duas vezes chegou ao empate, não passou disso, correu sempre atrás do prejuízo, como usa dizer-se, e não alcançou nunca o benefício.
O Benfica tinha em relação ao seu adversário, o neo-primodivisionário Arouca, um avanço de 18 pontos, vinha de cinco vitórias seguidas para o Campeonato, ao passo que o Arouca ia na sexta derrota consecutiva, pelo que o empate em casa a dois golos tem um amargo travo a derrota. Pelo menos, dois pontos o Benfica perdeu e pontos fazem muita falta a um Clube com o historial do Benfica e a natural ambição dos Benfiquistas. Com o empate em casa frente ao Arouca, o Benfica deixou fugir o Sporting, proporcionando-lhe a liderança, e perdeu o avanço sobre o Porto. No próximo jogo em casa para o Campeonato vamos encher a Catedral, apoiar a equipa e exigir-lhe, em nome da dignidade Benfiquista, que seja uma digna vencedora. O Benfica dá todas as condições à equipa para tanto. E para frustração bastou a época passada."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Erros e falhas incomprreensíveis

"O problema do Benfica não é a classificação, pois estar emparalhado com o outro candidato ao título, após tantas asneiras e um início de campeonato desastroso é até bom. O problema maior são as exibições permanentemente aquém do exigido, e uma inconstância permanente. Empatámos em casa com o Arouca, como podíamos ter empatado com o SC Braga ou o Gil Vicente. As equipas de Jorge Jesus sempre jogaram bem, mesmo quando os resultados finais não eram os melhores. Era preciso melhorar os resultados, e não piorar as exibições.
Ver este Sporting, em primeiro lugar, com inteira justiça, devia ser humilhante para o FC Porto e Benfica. De facto, os recursos são tão dispares, que só ver o Sporting lutar pelo título é já um título para o Sporting.
O Benfica fez na Liga dos Campeões o suficiente para passar aos oitavos, não fora a mala pata de Atenas, ou o dilúvio de Lisboa contra os gregos, e teria sido óptimo. Os adeptos não criticam a prova europeia, mas não aceitam o empate com o Arouca. Dez pontos numa Liga dos Campeões é positivo e raramente não dá uma classificação. Contra o PSG ganhámos o jogo e fizemos um milhão de euros. Quantos dos adeptos não davam um milhão de euros para ter ganho ao Arouca?
O Benfica que jogou na Europa seria certamente campeão em Portugal. A consciência do potencial do Benfica torna mais intolerante o adepto com erros e falhas incompreensíveis. O empate contra o Arouca custou dois pontos, custou a liderança, custou capital de esperança e tirou mais de dez mil adeptos dos próximos jogos.
A eliminação da Liga dos Campeões, desta forma, deu esperança e um sinal de que podemos ganhar títulos, não permaneça a errática vocação de fazer asneiras nos ditos momentos mais fáceis. O Benfica de terça faz acreditar! Esperemos não ver mais o da última sexta."

Sílvio Cervan, in A Bola

O passo seguinte de Bernardo Silva

"Luís Filipe Vieira percebeu os desafios do futuro e apostou fortíssimo no Futebol Caixa Campus do Seixal, infraestrutura que colocou o Benfica no caminho certo como potência formadora no contexto do futebol nacional. Graças a esta decisão estrutural, os encarnados, a pouco e pouco, aproximaram-se do Sporting, a quem chegam a superar, hoje em dia, em vários capítulos, nomeadamente nos títulos da formação e no número de internacionais em cada escalão. Porém, perdem de goleada para os leões num outro aspecto: o da coragem de apostar nos jovens da casa. Poder-se-á dizer que a recente crise do Sporting acelerou o crescimento de alguns jogadores, com o caso mais flagrante a ser o de William Carvalho; mas outros momentos houve, sem crise de qualquer espécie, em que Quaresma, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Rui Patrício, Moutinho ou Veloso foram lançados. Ou seja, o clube de Alvalade, talvez por ter começado mais cedo nesta prática, assume com a naturalidade o que ainda falta ao grémio da Luz, a aposta na produção própria.
O Benfica, neste momento, tem excelentes jogadores jovens, que pedem uma oportunidade séria. Ivan Cavaleiro é um deles, João Cancelo, outro, e Bernardo Silva, que acaba de renovar contrato até 2019, é visto pela generalidade dos observadores como a mais séria revelação encarnada desde Rui Costa. Porém, se continuar a marcar passo na equipa B, se as portas da turma principal se mantiverem fechadas, atrasará a evolução que se lhe antevê.
Seguramente, com o caminho que o País leva, a aposta na formação é o único caminho viável para manter bons níveis de competitividade. Mas não vale a pena ter formação se o objectivo for o de vencer títulos. Porque o mais importante é ganhar jogadores."

José Manuel Delgado, in A Bola

«Resultadismo»

"1. Antes do Benfica-Arouca da semana passada, recorde-me do encontro com a Académica (então treinada por Pedro Emanuel) de há duas épocas, jogo bem triste pela atitude anti-desportiva da equipa visitante, com anti-jogo desde os minutos iniciais e um 'autocarro' de dois andares estacionado na sua baliza. Quase no final, fez-se finalmente justiça e ganhou a única equipa que quis jogar. Este Benfica-Arouca só foi diferente no resultado... injustíssimo. O Benfica, que fez uma boa primeira parte, poderia ter chegado ao intervalo com três ou quatro golos de vantagem, tantas as oportunidades flagrantes falhadas. O Arouca foi lá À frente duas vezes e marcou um golo. A segunda parte foi mais do mesmo. No final, um injustíssimo empate.
Claro que, depois do jogo, só se falou em muito má exibição do Benfica, em crise disto e daquilo. Se alguma ou algumas da inúmeras oportunidades de golo iniciais se tivessem concretizado, o Benfica teria conseguido muito provavelmente uma vitória folgada e, depois só se falaria na recuperação da equipa, com uma série invejável de triunfos consecutivos. É o resultadismo a condicionar as apreciações. Pois eu, que ficara muito feliz com a vitória sobre o Sp. Braga e naturalmente muito contrariado com este resultado, não gostei mesmo nada da exibição (e da atitude) com os minhotos e achei positiva a exibição (e a atitude) frente ao Arouca. E, face ao que fui lendo e ouvindo, até falei com alguns amigos benfiquistas em quem confio (há outros que rapidamente passam do aplauso ao assobio e são normalmente mal dizentes), os quais corroboraram a minha opinião. O mal foi na concretização, não na exibição. O mais difícil é criar as ocasiões, principalmente com um autocarro de dois andares frente à baliza e um guarda-redes tão eficiente quanto 'fiteiro'. Não se pode é falhar tanto frente à baliza.

2. O jornal do Sporting está a 'revisitar' o Apito Dourado. Finalmente! Ao fim de tantos anos de silêncio (com a honrosa excepção do presidente Dias da Cunha), parece que o clube acordou. Já era sem tempo...

3. O nosso presidente foi absolvido num processo movido por Antero Henriques. Nada que surpreenda. Mas gostaria de saber quem pagou as despesas, se o próprio que se disse ofendido (olha quem...) se a SAD do seu clube..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Virar costas

"O nosso Benfica empatou em casa com o Arouca. Perdemos ingloriamente dois pontos, virámos (por agora) as costas ao primeiro lugar e, se não aprendermos com os erros cometidos, poderemos acrescentar outros tantos “perderes” a este perder.
Nós, benfiquistas nas bancadas, começámos a perder quando percebemos (e foi logo nos minutos iniciais) que pagáramos para ver um jogo de futebol e assistiríamos a um anti-jogo de futebol. Aquilo foi um não acabar de simulações de lesões, perdas de tempo absurdas, gente a cair fora do campo e arrastar-se para dentro do campo no intuito de queimar tempo… e o árbitro a promover que aquele triste espectáculo de anti-jogo se transformasse em regra aceite e legitimada. Foi igualmente notório que a sorte nos virava costas nas ocasiões de golo que se não conseguiam concretizar. No entanto, as costas que a sorte nos voltou não são suficientemente largas para arcar com as responsabilidades todas. Também a qualidade e a competência nos viraram costas nos golos sofridos e nos golos esbanjados. Além disso, a atitude que se exige aos nossos profissionais virou-nos costas, quando percebemos que os nossos encararam aquele jogo como um jogo que se “ia resolvendo” em vez de ser um jogo “para resolver”. O treinador, na bancada, teve opções que viraram costas ao senso comum de quem, também na bancada, não percebia as opções tomadas.
Para cúmulo dos cúmulos, no final do jogo, enquanto esperávamos que os futebolistas (como exige a tradição benfiquista) se dirigissem ao centro do relvado para agradecer aos que na bancada sempre os apoiaram, observámos que a nossa equipa nos virava as costas. No final de tudo isto, fica a certeza de que nós, os amadores, não viramos costas à equipa e continuaremos lá, na bancada, a abraçar o Benfica."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Paris e... mais

"O Benfica protagonizou uma bela noite europeia. O objectivo primacial não foi alcançado, o apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões? Verdade que sim. Só que o triunfo foi de inequívoca justeza e já se admitia, à partida, que na Grécia os ventos não iriam soprar de formar favorável à prossecução dos novos intentos.
Deu muito Benfica e limitado PSG. Os franceses subestimaram o embate? Uma falácia. Com menos alguns jogadores, em tese titulares, nem por isso deixam de ser ma equipa rica e uma... rica equipa. E o Benfica? Continuou ou não com a ausência forçada de unidades nucleares? Salvio, Cardozo, pelo menos esses. Com que resposta? Empreendedora, exclamativa, triunfante.
Esta campanha europeia fica, dramaticamente, marcada pelo desaire em Atenas. Na capital helénica, a formação rubra autenticou um dos melhores desempenhos de todo o seu historial europeu. Perdeu o jogo, naquela que constituiu uma das maiores mentiras de sempre. Foi o domínio do jogo, amplo e convincente, foram oportunidades de golo desperdiçadas em série. Aconteceu. Dolorosa e não menos injustamente.
Importante, agora, é que se reúnam vontades para atacar a Liga Europa com, pelo menos, a mesma maturidade que aquela que patenteámos na pretérita temporada. Só? Também que este justo êxito, frente ao PSG, tenha ultrapassado o trauma do empate com o Arouca. A Liga nacional exige muita competência, para já não falar de persuasão, do Benfica nos próximos capítulos. Importa vencer o Olhanense, também o Vitória de Setúbal, para rececionar o FC Porto, no mínimo, em igualdade pontual. E decidir o Campeonato? Decidir uma etapa de quem aspira a um futuro vermelho."

João Malheiro, in O Benfica

Nesta data querida

"A Benfica TV festejou esta semana o seu quinto aniversário. E se há projectos com bastos motivos para festejos, este é seguramente um deles. Poucos acreditariam, em 2008, que tão ousada iniciativa redundasse no êxito que hoje se vê. Depois de um período de amadurecimento, a estação entrou numa nova era da sua existência quando, no último Verão, passou a transmitir os jogos da nossa equipa principal de futebol, juntando também à grelha de programação aquela que é, indiscutivelmente, a mais empolgante liga europeia da actualidade.
Devo confessar que, durante algum tempo, duvidei que tal fosse possível. Parecia-me um sonho demasiado alto, e uma iniciativa demasiado arriscada, avançar para um canal de TV com as características daquele que temos hoje, e que faz as delícias de todos os benfiquistas. Tenho de dar a mão à palmatória.
Assinante deste o primeiro momento, vejo a programação melhorar dia após dia, vejo os meios técnicos envolvidos trazerem qualidade superlativa às transmissões – não só do futebol, como também de todas as modalidades que compõem o puzzle do ecletismo encarnado. Vejo! Sobretudo vejo, com gosto, fervor clubista, mas também com a exigência de um telespectador atento, que aprecia o trabalho de profissionais de excelência, os quais, dia após dia, hora após hora, fazem o Benfica entrar-nos pela casa dentro. Não podemos adormecer à sombra do êxito conquistado. Há sempre espaço para melhorar, para inovar, e essa deve ser a matriz de pensamento daqueles que trabalham na casa. Mas o que foi feito nestes cinco anos constitui matéria suficiente para que todos os envolvidos estejam de parabéns.
Deixando uma palavra especial para o Ricardo Palacin (profissional, benfiquista e, se me permitem, também amigo), e, nele, para todos os restantes colaboradores da Benfica TV, não posso deixar de saudar aquele que é o principal obreiro de todo o projecto: o Presidente Vieira, cuja sucessão de realizações vai tendo cada vez menos paralelo na história centenária do clube da Luz."

Luís Fialho, in O Benfica

Sobrevoando os picos da Europa

"Mais uma viagem em patins sobre a história europeia do Benfica, desta vez na Taça das Taças (já extinta) e na Taça CERS. Momentos de brilho e uma promessa final.

O Hóquei em Patins do Benfica está no topo do Mundo. Taça dos Campeões Europeus; Supertaça Europeia; Taça Intercontinental - num ano tudo ganhou em termos internacionais. A semana passada falei aqui da história do Benfica na Taça dos Campeões, das suas presenças nas finais, e da própria história da prova, agora disputada em novos moldes, tal como acontece com o Futebol, largamente dominada pelas equipas espanholas. Mas o Benfica tem mais finais europeias do que as que soma na Taça dos Campeões (seis). Vamos a elas!
Se a Taça dos Campeões começou a ser disputada em 1965/66, a segunda prova do CEHR, Comité Européen de Rink-Hockey, a Taça das Taças, teve a sua primeira edição onze anos mais tarde, em 1976/77. Curiosamente, e ao contrário do que sucedeu na Taça dos Campeões, as equipas portuguesas rapidamente dominaram os acontecimentos, sobretudo graças às três primeiras vitórias inaugurais do Oeiras, a primeira sobre o Arenys de Munt, e as seguintes sobre o Voltregá, ambos espanhóis. O Benfica só chegou pela primeira vez a uma Final da Taça das Taças em 1982/83 (ano europeu brilhante também para o Futebol), sendo derrotado pelo FC Porto. Depois de um empate prometedor nas Antas (2-2), os 'encarnados' viriam a perder, por 5-6, no velho pavilhão Borges Coutinho, situado debaixo do Terceiro Anel, num jogo fantástico do qual me recordo bem e testemunhado por público vibrante.
A uma Final, seguiu-se outra: em 1983/84, o Benfica disputou o jogo decisivo com os espanhóis do Reus (4-6; 5-4), falhando de novo a conquista do troféu. Parecia que a sina das finais perdidas estava para durar. Sporting (1980/81) e 1984/85), FC Porto (1981/82 e 1982/83) e Sanjoanense 1985/86) juntariam os seus nomes ao do Oeiras. Daí até 1995/96, época em que a Taça das Taças se extinguiu e que os vencedores das taças de cada país passaram a integrar a Liga dos Campeões, só houve mais duas vitórias lusitanas, uma do Sporting (1990/91) e outra o Óquei de Barcelos (1992/93). Giovinazzo, de Itália (1979/80); Reus, de Espanha, como já vimos (1983/84); Barcelona, de Espanha (1986/87); Noia, de Espanha (1987/88); Roller Monza, de Itália (1988/89), 1991/92 e 1994/95); Liceo da Corunha, de Espanha (1989/90 e 1995/96) e Amatori Lodi, de Itália (1993/94) completam a lista de vencedores. O Benfica não voltou à Final. E a Taças das Taças já não terá lugar no novo Museu.

A sina das finais ganhas
ENFIM, para consolo, embora um bom consolo, cabem no Museu duas Taças CERS, o equivalente, se assim o podemos dizer, à velhinha Taça UEFA, agora travestida de Liga Europa.
Disputada desde a época de 1980/81, primeiro em regime de taça e depois já com uma «final four» a partir de 2007/2008, é outra competição dominada pelos espanhóis que somam até agora 14 vitórias (Liceo da Corunha, 3; Reus, 2; Tordera, Noia, Voltregá, Vilanova, Vic, Barcelona, Tenerife, Mataró e Vendrell, todos com uma) contra dez de equipas italianas (Novara, 3; Verecelli, 2; Bassano, HC Monza, Amatori Lodi, Seregno, e Follonica, todos com uma) e nove de equipas portuguesas (Benfica, 2; FC Porto, 2; Paço de Arcos, Óquei de Barcelos, Sesimbra, Sporting e Oliveirense, todos com uma).
Aqui, e ao contrário do que sucedeu na Taça dos Campeões e na Taça das Taças, não há lugar a finais perdidas. Foram precisos dez anos para que o Benfica chegasse pela primeira vez à Final da Taça CERS. Estávamos em 1990/91 e o adversário foi o sempre poderoso Reus. Depois de uma derrota na Catalunha, por 4-6, os 'encarnados' impuseram-se, de que maneira, em Lisboa por conclusivos 10-3. A final seguinte já foi no sistema de «final four» que vigora hoje em dia nas duas provas europeias de Hóquei em Patins - não esquecer que a Taça Continental é somente um troféu. O adversário foi outra equipa espanhola, o Vilanova, e o Benfica venceu, por 6-4. Não foi assim há tanto tempo: 8  de Maio de 2011.
Mas, vinda do passado, existe outra vitória histórica: a do Torneio de Montreux, em 1962. única de uma equipa portuguesa nessa famosa competição que se disputa, com altos e baixos, desde 1921.
Falaremos sobre isso. Palavra de honra!"

Afonso de Melo, in O Benfica

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Nem tanto ao mar nem tanto à terra

"Não me digam que para sermos campeões devíamos ter ficado em 7.º lugar na época passada para não irmos à Europa cansarmo-nos e para apostarmos nos talentos da formação

ALEMANHA, Estados Unidos e Gana são os adversários de Portugal na fase de grupos do próximo Mundial.
Perdi a aposta que fiz comigo. E, por ter perdido, quase posso jurar que o sorteio foi limpo, ao contrário do que se sussurra um pouco por todo o mundo, aquele mesmo mundo onde as teorias da conspiração têm altar próprio e devotos inabaláveis.
Não deixa de ser verdade que a boa estrelinha da França causou inveja nos cinco continentes. Mas partir daí para a conclusão de que Michel Platini tem super poderes, parece-me para o exagerado.
Antes de o sorteio se efectuar, em Salvador da Baía, apostei na certeza da viciação do dito sorteio porque tinha para mim, inabalável, que Portugal cairia no grupo da Argentina. E porquê?
A FIFA, A NASA, o FMI, Hollywood e a banca mundial não poderiam deixar passar a oportunidade, raríssima, do frente-a-frente Cristiano Ronaldo - Lionel Messi, no esplendor das suas respectivas formas, no palco de um Campeonato do Mundo sob todos os holofotes do planeta.
Quanto renderia só no grande mercado audiovisual uma coisa destas?
Nem Messi nem Ronaldo vão para novos e quem sabe se no Mundial que se seguirá ao do Brasil, em 2018, estarão os dois aptos ou com disposição para o evento?
Era agora ou nunca. Argentina e Portugal juntos no mesmo grupo no arranque da competição, jogando pelo seguro os manipuladores do sorteio, já que, caindo em grupos diferentes, seria muito incerto que as duas selecções se viessem a encontrar.
Foi com grande desapontamento que, assistindo ao evento, reconheci que nos tinha calhado a Alemanha e não a Argentina. Uma pífia, Alemanha, imagine-se... Quando bom, genial mesmo, seria a Argentina de Messi. Seria bom para milhares de milhões de telespectadores em todo o mundo e seria genial para o negócio. Ou duvidam?
Posto isto, concluo que o sorteio da FIFA foi limpíssimo. Com muita pena minha, porque também aprecio uma boa teoria da conspiração.
Quem é que não gosta?
Alemanha, Estados Unidos e Gana. Conhecendo o que a casa gasta, diria que é preciso ter muito cuidado e grande concentração no jogo com o Gana, o adversário mais difícil do nosso grupo visto que é o capaz de melhor pôr em evidência um dos nossos piores e mais trágicos defeitos: a sobranceria.
É que, ouvido-vos falar, até parece que já ganhámos aos ganeses.
Perante as manifestações nacionais de optimismo desenfreado no que respeita ao resultado do jogo com o Gana no próximo Verão, no Brasil, lembrei-me imediatamente do caso de Matic em Vila do Conde, quando o resultado já estava escrito, fazendo o sérvio de propósito para levar com um cartão amarelo, certamente porque o jogo seguinte, era com o Arouca, tinha tal grau de facilidade que lhe dispensava os préstimos. Foi assim que entendi a mensagem: o jogo com o Arouca não era importante.
Penso que, pelo contrário, o jogo com o Arouca era muito importante. Gostaria muito de acreditar que, nesta edição do campeonato, o Benfica vai voltar a ter jogos tão importantes como foi de sexta-feira passada com o Arouca.
Voltemos a Vila do Conde.
O momento em si, Matic forçando o cartão amarelo, poupando-se para jogos mais importantes - já que o Arouca, enfim, é o Arouca -, transportou-me para o final da temporada passada.
Precisamente para aqueles momentos de euforia no Funchal, festejando por antecipação um título quando ainda faltava para o garantir, ganhar pelo menos ao Estoril-Praia no Estádio da Luz.
Na última jornada, com tanta ilusão de grandeza, o Benfica comportou-se como uma equipa pequena. Não aguentou a pressão de ser primeiro. Ou de ser segundo, como queiram. Terá sido por isso?
Para o Benfica, também à sua maneira fidalgo, se calhar, ser líder é ser primeiro mas ser primeiro é tão somente estar sozinho no topo da tabela. Não pode haver misturas, nem lideranças bicéfalas como na política.
Vai daí e trata de andar para trás.
É a única explicação plausível.

O Sporting é o líder isolado do campeonato porque ganhou em Barcelos por 2-0, com dois golos regulares de Montero.
Nas últimas edições da prova houve sempre intrusos na discussão pelo acesso à adorada Liga dos Campeões. Por três vezes coube ao Sporting de Braga desempenhar esse papel e, na época passada, coube a um sensacional Paços de Ferreira surpreender tudo e todos com um terceiro lugar altamente conseguido em função das disfunções dos demais concorrentes.
Ajuizadamente, os sportinguistas combinaram todos entre si jamais dizerem que a sua equipa é candidata ao título. Fazem bem. Nem o Sporting de Braga de 2009/2010, que discutiu o título até ao fim com o Benfica, se atreveu a assumir-se cedo como candidato, preferindo proteger-se com o bem mais leve estatuto de outsider.
No entanto, este ano, toda a gente leva a sério o Sporting, incluindo, naturalmente, os sportinguistas. E ninguém acredita que ao Sporting de Leonardo Jardim satisfaça, saldadas as contas, ser apenas olhado pela História como o Paços de Ferreira de 2013/2014 ou como o Braga de 2010/2011 que até foi finalista da Liga Europa, o que não é para qualquer um.
Voltemos à actualidade.
As três últimas jornadas do corrente campeonato foram riquíssimas em golpes teatrais, sendo que todos se espalharam pelas tábuas, menos o Sporting. Por isso vai à frente e quando olha para o lado não vê ninguém.
Um dos argumentos científicos para explicar a boa temporada em Alvalade aponta para a ausência de jogos das competições europeias como factor de estabilidade e da boa saúde da equipa. Menos jogos, mais treino. Menos viagens, mais treino. E, sobretudo, mais descanso quando a temporada se aproxima do meio.
O futebol é no presente e o que lá vai, lá vai. Esta é uma chamada de atenção para os meus companheiros benfiquistas.
Amigos, se a coisa correr mal este ano, esperamos que não aconteça, não me venham dizer que para sermos campeões em 2013/2014 devíamos ter ficado em 7.º lugar na época passada para não irmos à Europa cansarmo-nos e para, muito principalmente, fazermos uma aposta enérgica e decidida nos jovens talentos da nossa formação.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

ENZO PÉREZ apanhou um jogo de suspensão por ter simulado gestualmente que os ponteiros do relógio do árbitro Rui Costa estavam a precisar de manutenção técnica. Aconteceu já em período de descontos quando os jogadores do Benfica desesperavam por fazer em 4 minutos aquilo que não fizeram em 90.
O castigo fará a sua jurisprudência, naturalmente.
Este ano já ficámos a saber que cuspir num adversário vale um jogo de suspensão, pena igual à de rodar a mão para o árbitro e para as câmaras de televisão.

NENHUMA equipa portuguesa conquistará esta Liga dos Campeões na final marcada para o Estádio da Luz.
Paciência.
E, ao mesmo tempo, uma certa dose de alívio atendendo às mais recentes tendências.

EMITIR através do sistema sonoro do estádio, e bem alto, o Hino da Champions antes de cada jogo do Benfica para o campeonato nacional talvez seja a solução tipo ovo de Colombo para a desgraça que, há anos, vem afectando o nosso emblema: a série de títulos perdidos nos jogos em casa é, admitamos, uma vergonha.
Só nesta temporada, já lá vão 4 pontos com os promovidos Belenenses e Arouca.
Na temporada passada, foi o que foi. Na anterior, a mesma coisa.
É tocarem-lhes o Hino da Champions nos jogos de trazer por casa. Pode ser que resulte. Na terça-feira, contra o PSG, a motivação esteve bem à vista de todos ainda que o jogo fosse para cumprir calendário.

BENFIQUISTAS e portistas terão muito com que se entreter nos próximos dias, atirando uns aos outros a ignomínia de uma eliminação precoce na prova que é rainha na Europa. Já ouvi isto de um portista:
- Pois, o Roberto não abriu o galinheiro e vocês foram à vida.
E logo ouvi a retorquir:
- Oh pá, se não fosse o Hulk falhar aquele penaltizinho contra o Porto vocês nem à Liga Europa iam.
Maldades."

Leonor Pinhão, in A Bola

O palco

"Ontem escrevi sobre a paupérrima actuação do Benfica no jogo com o Arouca. Hoje poderia falar sobre a boa exibição contra o PSG. Os mesmos jogadores, incapazes de vencer os remediados, foram depois competentes para vencer os milionários.
Várias explicações (que não razões) para tal. Desde logo, jogando na Champions com 11 e não om 10+ Cortez, o que é de todo diferente. Agora ainda menos percebo a escolha do brasileiro quando, afinal, André Almeida não jogou na Champions.
Depois, o efeito-montra no subconsciente de alguns atletas. O que correu Gáitan no jogo europeu comparado com o frete arouquense! E Markovic acordou de um sono pesado de há dias. Já Matic faz toda a diferença porque além de bom jogador, jogo com a mesma intendidade em todos os jogos, seja qual for o opositor. O mesmo se diga de Enzo Perez e do esforçadíssimo Maxi Pereira.
Por fim, a dificuldade (por vezes aliada à desconcentração) que o Benfica sempre tem contra equipas fechadas a sete chaves, situação que, na Luz, terá que saber ultrapassar com quase todos os adversários na Liga.
Apesar dos 10 pontos conseguidos, fica o regresso à Liga Europa, o seu habitat natural. E ironia das ironias: Roberto impediu o Benfica de golear em Atenas e Saviola marcou os golos decisivos na derradeira jornada.
Acabou o sonho (fantasia) do presidente do SLB de chegar à final pela circunstância (logística) de esta se realizar na Luz. Já agora, a Luz bem merece um relvado em condições que não seja o deplorável estado actual. Não apenas para a gala de Maio mas sobretudo para os benfiquistas.
E que Benfica para Olhão? O arouquês ou o parisiense?"

Bagão Félix, in A Bola

Futuro...

Foi hoje anunciado, que o Bernardo Silva renovou com o Benfica, até 2019. E o Rochinha assinou até 2018.
É curioso, como uma notícia claramente positiva, é imediatamente interpretada das formas mais diversas, tentando sempre, atingir o Presidente ou o Treinador...
Ainda esta semana se falou que o Rochinha ia para os Corruptos, ou para Itália. Se por acaso isso tivesse acontecido, imagino o rol de criticas que seriam disparadas.

Ambos têm uma grande vantagem: são Benfiquistas de coração...!!! O Bernardo, devido à sua presença nas Selecções ganhou muita visibilidade nos últimos tempos, o valor é inequívoco... Se tudo correr bem, para o ano fará parte do plantel principal, e com um bocadinho de boa vontade, até pode ser chamado esta época... Quando vejo a impunidade como as sucessivas faltas sobre ele são cometidas na II Liga, até me arrepio!!!
Admito que tenho mais dúvidas sobre a evolução do Rochinha. Os 5 golos marcados no UEFA Youth League são o seu maior trunfo... tem qualidade, é um '10' que sabe finalizar, mas vamos ver como é que fisicamente vai evoluir...

Depois do Nelson Oliveira - entretanto emprestado... -, depois do André Gomes (que continua a não se impor) - o André Almeida foi formado no Belenenses -, esta época temos o Ivan Cavaleiro a dar os primeiros passos na equipa principal... acredito que o Bernardo será o próximo... A seguir temos o Cancelo, o Cardoso, o Hélder Costa, o Rúben Pinto, o Bruno Varela... todos eles têm potencial para serem chamados, nos Juniores temos o Gonçalo Guedes, o Romário, o Nuno Santos, o João Nunes, o Rebocho, o Alfaiate, o João Gomes... etc., etc.,...
Nas próximas épocas temos seguramente vários miúdos a subirem até à equipa principal, independentemente do Presidente, independentemente do treinador... isto é a consequência de um longo trabalho, que começou com as Escolinhas e depois ganhou 'forma' com o Seixal. Pelo caminho alguns miúdos não vão 'entrar', podemos discordar das opções, mas é a lei do mais apto...

A questão sérvia

"Há um ano e pouco, o Benfica vendeu dois médios de nível europeu – Javi García e Witsel –, mas, passados apenas 15 dias, Jesus tinha refeito a equipa, adaptando Matic à posição de Javi e pondo Enzo Pérez no lugar do belga. Neste ano, o Benfica não vendeu ninguém, comprou uma mão-cheia de jogadores – mas, percorrido um terço do campeonato, ainda não encontrou um onze-base nem um modelo de jogo. 
Só pode haver uma explicação para isto: os jogadores sérvios vieram complicar o que estava feito. Não acrescentaram muito e baralharam o treinador que ainda não sabe bem o que há de fazer com eles: Markovic joga às vezes a extremo onde é fraquinho, Sulejmani é pouco utilizado e Djuricic desapareceu. E esta reduzida utilização deve irritá-los, criando possivelmente problemas no balneário.
Diz-se que o Benfica tem um grande plantel. De facto, é grande, mas não é excecional. Tirando Salvio, que se lesionou, não tem nenhum extremo de classe.
Tem uma molhada de defesas-laterais, mas nenhum também com classe indiscutível. Maxi ainda é o melhor, mas está gasto. E Sílvio e Siqueira estão constantemente magoados.
No meio-campo, após a lesão de Amorim, não houve ninguém para o substituir – e foi necessário mudar a ideia de jogo. E para o ataque há gente a mais: Lima, Rodrigo, Cardozo, Djuricic, Markovic, Salvio, Gaitán, Cavaleiro, Ola John, Sulejmani, Funes Mori… São muitos, mas quando Cardozo se lesiona também não há ninguém que faça aquela posição. Como se vê, o plantel não é nada de extraordinário – e é extraordinariamente desequilibrado.
Tem-se discutido muito a má prestação do Porto, mas eu acho que o caso do Benfica é mais grave. O Porto tem tido um problema de resultados – mas o Benfica tem um problema de identidade. Os resultados é que, ainda assim, têm salvado a equipa. Enquanto o Porto mantém os princípios, o Benfica perdeu-os. Seja por lesões ou por excesso de opções, em cada desafio alinha uma equipa diferente – e o modelo de jogo ressente-se. Aquele grupo alegre e goleador que Jorge Jesus montou quando chegou ao Benfica apenas surge em lampejos. Em Atenas jogou bem, ontem também. Mas percebe-se que o treinador ainda não agarrou uma equipa."

Filip