Últimas indefectivações

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Atitude

"Em pleno defeso, os benfiquistas interrogam-se. Que equipa na próxima temporada? A questão faz todo o sentido, ademais sabendo-se que, invariavelmente, os objectivos são audaciosos. Todas as competições terão de ter a marca Benfica, que o mesmo é dizer a luta pelo triunfo. Porventura, apenas a Liga dos Campeões pode não obedecer a esse requisito, ainda que uma prestação de qualidade esteja no horizonte.
Mas será que o problema é a equipa que se vai apresentar na nova época? Com algumas alterações, fruto de contingências várias, o grupo de trabalho não deve sofrer grandes alterações e dará, em tese, todas as condições para a prossecução dos múltiplos propósitos ganhadores.
A questão não é a equipa? Então o que é? É sobretudo, a atitude. Os dois últimos anos, provaram à sociedade que o Benfica claudicou nos momentos capitais. Os dois últimos anos, provaram à sociedade que o Benfica não foi respeitado ou não se soube dar ao respeito.
No Benfica, exige-se outra atitude. Atitude competitiva? Também maior vigilância e ataque cerrado a todos aqueles que pretendem inquinar a Verdade Desportiva. Não pode haver facilitismo, não pode haver triunfalismo. Da mesma forma, não pode haver negligência, não pode haver descuido.
Todos os benfiquistas têm de contribuir para que a ATITUDE seja outra. Muito os adeptos, mola real da melhor ou menos boa atmosfera emocional. Por acrescidas razões, muito os dirigentes, os técnicos, os atletas. O Benfica tem que atemorizar, o que não significa viciar. Tem histórico para isso, tem peso para isso, tem condições para isso. Há uma atitude vermelha que, em momento algum, pode estar desbotada, para ser descurada.
Então, sim. A paisagem competitiva será outra. Mais garrida, com absoluta certeza."

João Malheiro, in O Benfica

Saber perder

"From: Domingos Amaral
To: Pinto da Costa

Caro Pinto da Costa
O padrão repete-se: o seu FC Porto perde um jogo e acaba tudo à estalada. No túnel da Luz, foi assim, com Hulk na molhada. Agora, no final de um jogo de basquetebol, mais balbúrdia e bastonadas. Depois, nasce a narrativa habitual: a culpa é sempre dos benfiquistas. No túnel foi dos seguranças, no pavilhão de Carlos Lisboa. Segue-se o espetáculo do costume: ciclos de violência verbal e comunicados cheios de fel de parte a parte.
Devo dizer que estes exercícios folclóricos e musculados de machos não me excitam. O que me interessa mesmo é perceber porque é que isto se passa sempre que o seu FC Porto perde. A maior parte das pessoas tem tendência a dizer que o clube “não sabe perder”. É verdade. No entanto, ao contrário de muitos, não considero tal característica um defeito, mas sim uma qualidade. A derrota é a “zona de desconforto” do seu FC Porto, um estado onde o clube se sente profundamente mal e, quando acontece, alguém tem de pagar por isso. Ora, este comportamento só existe porque a vontade de ganhar é tão elevada e tão intenso o compromisso com a vitória, que qualquer derrota é sempre traumática, ao ponto de só se conseguir ultrapassar através de explosões de agressividade e violência.
“Não saber perder” pode chocar muito as mães e ser mal visto pelos bem pensantes, mas é a manifestação de uma atitude competitiva poderosíssima e de uma cultura de vitória entranhada. Saber perder, no FC Porto, é já começar a perder. Julgo que o senhor é o principal criador desse espírito, e acredite que o admiro por isso. Só no dia em que Benfica e Sporting chegarem perto desse desejo louco pela vitória, é que serão capazes de derrotar o seu FC Porto mais vezes."


PS: Compreendo onde o Domingos quer chegar, mas existe uma diferença entre um 'mau perder' desportivamente saudável, e um 'mau perder' violento, vândalo, arruaceiro, pré-histórico...!!!

Sem desculpa

"Também nas principais modalidades erradamente chamadas amadoras, a saber, o basquetebol, o andebol e o hóquei em patins, o título estava na posse dos dragões e igualmente em todas elas o clube da águia se apresentou como o principal candidato ao resgate do cetro.
O caso do andebol já estava resolvido, e bem resolvido. Havia legítimas expectativas quanto às restantes duas. Mas os augúrios, reconheça-se, não eram os melhores. Ainda por confirmar no hóquei, uma modalidade que caminha, de resto, para a quase insignificância, chegou já a decisão sobre o basquetebol. Sem surpresa, o Benfica reconquistou o título. Com mérito e justiça, pese embora os dragões tenham dominado a fase regular. Mas quando se chega a uma final a disputar à maior de cinco, sendo mesmo preciso jogar a quinta partida no terreno do adversário, e se chega lá e vence - o que nem sequer foi inédito – o vencedor não pode ser contestado. Parabéns, portanto, ao Benflca. Perder não é vergonha. Vergonha é não saber perder. E o que se passou no final do jogo foi verdadeiramente vergonhoso. Não há outra maneira de o dizer. Nem vale a pena tentar alegar hipotéticas causas justiflcativas - porque não há, nem pode haver, justificação alguma para tal tipo de atitudes. Nem há também atenuantes, como a invocada provocação do treinador vencedor.
O FC Porto tem ganho tanto que já sabe vencer tanto sob as trevas como sobre apagões. Mas pelos vistos ainda não aprendeu a saber perder. Não resolveria nada, mas ficava-lhe bem, ainda que tarde, que de imediato publicamente felicitasse o Benfica e apresentasse as devidas desculpas pelo sucedido no último duelo."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

PS: Não tenho muito apreço pela personagem - por diversos motivos - mas até agora foi o único adepto confesso dos Corruptos, que mostrou publicamente vergonha pelo o que aconteceu... só um reparo: quando diz que os Corruptos souberam ganhar '...sob as trevas dos apagões', não é exactamente verdade, os cânticos foram os do costume...!!! E como eu condenei o Apagão, e condenei a atitude do Carlos Lisboa, estou à vontade para dizer que os Corruptos não sabem perder, e não sabem ganhar... E enquanto no Benfica ocasionalmente temos atitudes menos dignas por parte dos adeptos (jogadores, treinadores e dirigentes menos ainda...), no caso dos Corruptos são mais consistentes!!! É praticamente sempre...

Erros e excessos

"Dá que pensar o verdadeiro muro de lamentações que se ergueu após a vitória do Chelsea na Liga dos Campeões. Foi descrita como “a morte do futebol”, “o triunfo da hipocrisia”, “o elogio da cobardia” e sabe-se lá o que mais. Só me espanta que entre os arautos da desgraça na causa futebolística se contem vários dos veneradores atentos de José Mourinho, nomeadamente na épica, heroica, inteligente e estratégica eliminação do Barcelona, na mesma Liga, quando o técnico português estava ao serviço do Inter Milão. Até o facto de os pontas-de-lança (os africanos Samuel Eto’o e Didier Drogba) terem acabado a defender, ante os mesmos catalães, os respetivos flancos esquerdos aproxima os dois feitos. Como os congrega o facto de Inter, antes, e Chelsea, agora, serem olhados como marginais ao grande futebol. Imperasse esta lógica e estaríamos alheados de elementos essenciais a este desporto – a surpresa, a superação, o sublime que pode haver no coletivo.
Por maioria de razão, a viagem da Taça de Portugal até Coimbra também não deve ter agradado, uma vez que a Académica levou para o Jamor a modéstia do seu arsenal. O problema é que o Sporting pareceu esquecer-se das armas em casa e entrou a jogar como só a soberba permite: o tempo encarregar-se-ia de repor a verdade e de explicar como as vantagens alheias eram apenas nuvens passageiras. Afinal, os minutos não foram aliados e nem a quebra física dos rapazes de Pedro Emanuel teve como equivalência a eficácia da parte dos leões. Não chegou nem para empatar, embora dispusessem de 86 minutos mais descontos para recuperar. Nada. A festa fez-se onde não se fazia há mais de 70 anos. Para o Sporting, o pior não foi ver escapar-se-lhe o título que, na ideia de muitos, até já tinha lugar reservado no Museu do clube – o pior foi a atitude de censura (com enormes responsabilidades para Sá Pinto, menos “envernizado” do que noutras horas) para as manifestações de profissionalismo de Adrien Silva, o melhor jogador em campo. Ao ponto de haver já quem defenda que o luso-francês não deve voltar a Alvalade… Depois queixam-se. E o FC Porto ou o Benfica agradecem…
Já Pinto da Costa continua a sua apoteótica digressão regional (alguém sabe quantos quilómetros vão da Afurada a Espinho?), sempre a subir de tom. Proença está perto da medalha e Platini da beatificação. No Benfica, parece só haver duas hipóteses: ser burro ou ser estúpido. Mas sempre conspirador. Só é pena que continue, passo a passo, a demonstrar que, mesmo 30 anos mais tarde, ainda não aprendeu a ganhar. E, já agora, é pena que não fale, por exemplo do rombo orçamental do clube com a saída da Champions… Mas se calhar ainda é cedo para prestar contas – talvez um dia…"

Sem bandeirinhas ou com bandeirinhas?

"Tempo de selecção! A época oficial terminou no domingo com a Académica a fazer história no Jamor, 73 anos depois da sua última vitória na Taça de Portugal e com o Sporting em inesperada agonia porque ninguém em Alvalade, nem o presidente, nem o treinador, nem os investidores chineses mais os investidores angolanos, alguma vez acreditaram que fosse possível soçobrar na única competição que lhes parecia historicamente destinada.

Coimbra rejubilou com o feito, naturalmente. Do lado dos vencidos, também com a maior das naturalidades, nem foram precisas 24 horas sobre o jogo do Jamor para as qualidades leoninas de Sá Pinto serem postas em causa.
Para Ângelo Correia, presidente da assembleia geral da SAD, o futuro do jovem treinador em Alvalade não é certo. Ângelo Correia poderá ter extravasado as suas funções mas não extravasou da realidade. No futebol nada é certo. E as grandes declarações de amor podem não resistir à primeira contrariedade prática. No futebol os estados idílicos são quase sempre grandes ficções novelescas.
E como é tempo de selecção, voltemos ao único assunto futebolístico nacional que consegue promover a unanimidade dos afectos. No entanto, acabaremos sempre por vir a saber que nem tudo são rosas na selecção e que a equipa das quinas é também palco para grandes ficções novelescas. O último contributo para a desmistificação de tanta comunhão à volta de uma bola foi prestado ao país por Sérgio Conceição.
Conceição veio a público prestar o seu apoio ao seleccionador Paulo Bento e, como em Portugal as homenagens são sempre contra alguém, aproveitou o ensejo para menorizar a tão celebrada dimensão patriótica da era de Luiz Felipe Scolari: "Não precisamos de bandeirinhas à janela", disse o actual treinador do Olhanense.
É verdade que, para ganhar à Alemanha, à Holanda e à Dinamarca, não fazem falta nenhuma as bandeirinhas à janela. O que faz falta, nestas ocasiões, é sempre a mesma coisa: golos na baliza dos adversários e, se possível, "bandeirinhas" que deixem passar os fora-de-jogo da nossa linha atacante. Está visto que Scolari era um parvo. E que Paulo Bento é bestial. Pelo menos até a bola começar a rolar. No futebol nada é certo. Nem as boas intenções. Não é, Sá Pinto?

ERRAR É HUMANO
Afinal sempre houve "quinhentinhos"
Na semana passada, Vítor Pereira (o presidente dos árbitros) concedeu uma extensa entrevista a "A Bola" em jeito de balanço da temporada. E fez o que lhe competia, defendendo a corporação a que pertenceu e que hoje lidera embora, como sempre acontece quando os poderes se prolongam, se desenhe já uma frente de jovens turcos do apito motivadíssimos para lhe ficar com o lugar e com as competências quando a hora soar.
Da entrevista de Vítor Pereira há a relevar duas afirmações: a primeira é de índole cómica. Pereira disse temer que, em Portugal, os árbitros se tornem "uma classe em vias de extinção". É impossível não lhe dar razão vendo as dificuldades com que Paulo Baptista subiu à tribuna do Jamor. Incrível como o árbitro não se "extinguiu" logo ali nas escadarias com tanta palmada nas costas.
A segunda é de índole criminal. Vítor Pereira disse a "A Bola" que o grupo de árbitros que comanda "não é a geração dos quinhentinhos". Ficámos assim a saber, pela voz autorizada de Vítor Pereira, que afinal houve mesmo uma "geração dos quinhentinhos" a operar em prol da verdade desportiva. E, pelos vistos, safaram-se todos lindamente, sem mácula. A dita mácula tombou apenas sobre as tabelas classificativas de década e meia do futebol português.

POSITIVO
Marinho enorme
Marinho tem 1 metro e 66 mas deve ter parecido um gigante a Rui Patrício quando surgiu na área do Sporting para fazer de cabeça o golo que deu à Académica a vitória na final da Taça de Portugal.

NEGATIVO
Villas-Boas na mira
Acabadinhos de se sagrar campeões europeus, os jogadores do Chelsea foram tudo menos corteses com o seu ex-treinador. Obi Mikel e Lukaku, entre outros, aproveitaram a festa para desancar no treinador português.

Robben maldito
Robben falhou uma grande penalidade no prolongamento da final da Liga dos Campeões e os adeptos do Bayern não lhe perdoam. O holandês foi vaiado pelo seu público no decorrer de um "amigável" com a selecção holandesa.

PÉROLA
"UM ASSESSOR DO FC PORTO DISSE-ME QUE DEVIA CUMPRIMENTAR O WITSEL APENAS LONGE DAS CÂMARAS", Steven Defour
A entrevista do belga portista à "Gazeta de Antuérpia" vem revelar o grau avançado do problema, que já parece clínico e do foro mental, que lamentavelmente afecta a arte ideológica do FC Porto no que diz respeito a qualquer tipo de relacionamento com o Sport Lisboa e Benfica."

Leonor Pinhão, in Correio da Manha

domingo, 27 de maio de 2012

Objectivamente (Amigos do Proença!!!)

"Os ratos de repente saíram todos do buraco em defesa do maior árbitro do Mundo: Pedro Proença! E veja-se quem o defende: Primeiro foi Miguel Sousa Tavares na sua crónica d'A Bola. Agora é Pinto da Costa que representa todos os seus correlegionários! Afinal nunca pensei que esta paixão (não é o Bruno, 'that's another story'...) pelos árbitros, dominasse por completo as cores da cidade do Porto. Que amor tão intenso e tão fiel. É dos nossos! Gritam os azuis e brancos defendendo a sua dama que teve comportamento exemplar nos últimos tempos antes do acesso às plataformas internacionais que dão direito a finais da UEFA e da FIFA.
Quem melhor que os actuais chefes da bola em Portugal para dar umas «goelas» a estes árbitros portugueses que só têm estilo e gel na cabeça!
É assustadora e intrigante a gritaria que têm feito todos os dias os simpatizantes e adeptos do Porto desde que o homem do apito cinzento foi nomeado para ir a Munique! Não fizeram tanto alarido quando foi nomeado para ir à fase final do Europeu... É que ainda não tinha acabado a competição e o «segredo é a alma do Campeonato»!
Diz P da Costa que «vozes de burro não chegam à UEFA» e o seu confrade MSTavares que a exibição de Proença foi «rigorosa, incontroversa, elegante e sem exibicionismos». Tirando aquele penálti de David Luiz, tão claro como o fora de jogo de Maicon na Luz, e a falta de punição a muitas fitas que houve durante o jogo (que poderiam ter influenciado o resultado se houvesse concretização do penálti e expulsões) praticamente nada aconteceu... Desde que seja a favor do «nosso Porto», claro, como dizia um amigo meu com certa graça: «com Pedro Proença os azuis ganham sempre...».
Pelos vistos vamos ter Proença em alta mais umas épocas, cotando-se como o melhor e mais natural sucessor de António Garrido nas preferências dos portistas. De Garrido já nós todos conhecemos o longo curriculum depois de terminadas as artes de bem apitar. De Proença só mais tarde saberemos qual vai ser o seu futuro.
Com essa «elegância e rigor» garanto-vos que vai longe!
Se Deus quiser cá estaremos para ver daqui a uns anos onde este artista do apito vai acabar."

João Diogo, in O Benfica

56 pontos, em 4m e 49s !!!

Positivo



A equipa Masculina da secção de Atletismo do Benfica ficou em 5.º lugar na Taça dos Clubes Campeões Europeus, que se disputou este fim-de-semana em Vila Real de Santo António.
Em ano de Campeonatos Europeus (já no final de Junho) e Jogos Olímpicos (os dois principais objectivos da época, para os nossos principais atletas), com algumas ausências por lesão, podemos ficar contentes com a participação da equipa do Benfica... sem usar 'truques', usando a prata da casa, com muita juventude, o Benfica teve uma participação digna... com mais alguma experiência, espero que no próximo ano o Benfica volte a representar Portugal nesta competição (os Campeonatos Nacionais são daqui a 2 semanas), será bom sinal...

PS: A secção de Rugby do Benfica conseguiu hoje a manutenção na 1ª Divisão após vencer o CDUP por 34-14. Após mais uma época abaixo do desejável, o Benfica acabou por fazer os mínimos... é preciso dar um salto em frente... se não existe condições financeiras para lutar pelo título, temos pelos menos de fazer o que a Académica fez este ano... 

Formação vencedora...


O Basquetebol continua a dar alegrias aos Benfiquistas, desta vez foram os sub-20 dominando por completo a Final Four, sagraram-se Campeões Nacionais, com três exibições muito boas, onde as coisas nem sempre saíram bem, mas a velocidade atacante e a agressividade defensiva foi constante:
Tudo começou na Sexta-feira com um: Benfica 80 - 52 Leça. No Sábado tivemos um Benfica 72 - 41 Ovarense. E hoje tivemos um Benfica 87 - 71 Barreirense !!! Sendo que o Carlos Ferreirinho só foi utilizado no primeiro jogo!!! Um título conquistado com muito talento e muito suor... Nas últimas épocas nesta categoria já fugiram alguns títulos, alguns de maneira muito 'estranha', mas este ano a jogar em casa, nada podia travar os nossos jovens atletas. Agora temos que encontrar soluções, com os plantéis repletos de estrangeiros não é fácil, mas esta equipa, praticamente toda, merece uma oportunidade ao mais alto nível...
Parabéns aos jogadores (alguns também foram Campeões nos Seniores), e um muito obrigado ao Goran que com um trabalho em profundidade conseguiu imprimir um cunho vencedor na formação do Basket no Benfica (este ano ainda vamos disputar a Final Four nos Sub-18 e nos Sub-16)... Creio que o trajecto do Goran vai acabar no Benfica, como treinador da equipa principal, espero que assim seja...!!!
Existe muito talento nesta equipa do Benfica, a FPB decidiu premiar o João Paulo Fernandes como o MVP, e o André Calabote como o melhor defensor... além do Ferreirinho que jogou pouco, tenho que destacar o Luís Tomassi a defender, e aquele que para mim tem o melhor 'estilo' de jogador: o Diogo Ventura...

PS: Hoje, também merecem destaque, na Formação do Futebol, os Juvenis B, os Infantis (sub-12), e os Benjamins A que se sagraram Campeões Distritais (não existem Campeonatos Nacionais nestas categorias).
Os Juniores e os Iniciados A que estão a participar em torneios no estrangeiro, também tiveram um Domingo vencedor...

sábado, 26 de maio de 2012

O Azeiteiro e Dona Constança

"O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto e Dona Constança são almas gémeas. Nem um nem outro falham festa ou festança. O Azeiteiro vai às festas mesmo sem ser convidado; e se não há motivo para festejos, ele arranja. Desde que seja para ver feliz o Palhaço. Ultimamente, ainda mais que Dona Constança, tem-se visto como parlapatão de muita festança. Talvez, na sua íntima estupidez, se convença de que é convidado pelos seus méritos histriónicos. Não é: é apenas obediente, subjugado. Um bobo de cócoras. Há dias untou de azul a sua cabeça oleosa e, respeitoso, dócil, sujeitou-se à mais tinhosa das vergonhas. Lá do alto, o Madaleno ordenava-lhe que beijasse as mãos e lambesse pescoços. E ele, sem asco, encheu de saliva todas as mãos e pescoços que lhe passaram pela frente.
O Madaleno fazia esgares de satisfação e incontinências; o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto fazia vénias. Já não via farejar pescoços daquela forma desde a primeira edição de um filme que tinha o Marlon Brando como protagonista. E os farejadores tinham todos finais infelizes. Um ou dois imbecis, acompanhados por dois ou três intelectualmente desonestos, lavraram a teoria segundo a qual o Azeiteiro foi à Festa da Cerveja por dotes inquestionáveis e que isso é uma machadada fatal no discurso de quem lhos não reconhece. É esse o motivo porque não passam de imbecis e de intelectualmente desonestos. Não percebem a simples teoria das festas e das festanças: requerem um bufão, farsante e chocarreiro, ao qual se possa largar um grito como quem lança um matilha de cães para o ver esconder-se, por entre gargalhadas, debaixo da mesa dos bolos. O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto presta-se a isso e a muito mais. Vocês vão ver..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Saudades de Abel

"A final entre o Sporting e a Académica acabou em festa. Festa em Coimbra, claro está. Como muitos sportinguistas, senti-me frustrado. Haveria, na minha expectativa, alguma soberba. Talvez a mesma que levou o Sporting à derrota. Ainda assim, ninguém roubou aquele dia à Académica. Porque tem sido essa, com raríssimas exceções que critiquei, a cultura do Sporting.
Na mesma semana, o FC Porto perdeu o título de basquetebol. E bastou essa derrota e umas palavras menos agradáveis do treinador benfiquista para que o pavilhão Dragão Caixa se transformasse em cenário de guerra campal. Perante isto, o que fez Pinto da Costa? Pôs-se, como faz sempre, do lado da violência. Indignado por a polícia ter impedindo que os jogadores do Benfica fossem atacados pela multidão em fúria, dirigiu às forças da ordem a sua ira de mau perdedor. Compreendo que tenha saudades do guarda Abel e da conivência das forças de segurança com a sua falta de escrúpulos. Compreendo que ameaças sobre jornalistas seja a ideia que tem do que deve ser a segurança pública. Entendo, por isso, a sua estupefação por a polícia ter defendido os jogadores em risco.
Já aqui deixei várias vezes nota de qual é o meu problema com o FCP. Não é com o clube, o melhor, há alguns anos, no futebol nacional. Não é com a cidade, de que gosto muito. Não é seguramente qualquer simpatia pelo Benfica (que também já fez gracinhas destas). É o facto de este senhor, ao mesmo tempo que, com toda a legitimidade, levava o Porto para o topo do futebol nacional, ter transformado o ambiente no desporto profissional numa coisa irrespirável. O papel de Pinto da Costa no episódio de quarta-feira, que obrigou os novos campeões a receberem a taça no balneário, é apenas mais um triste exemplo da falta de classe deste dirigente."


PS: O Daniel Oliveira escreveu, no geral, mais uma boa e equilibrada crónica, mas entre parênteses lá deu a sua bicadinha ao Benfica... sendo que eu não me recordo (e tenho boa memória) de ver um Presidente do Benfica a responder a actos de violência daquela forma...!!!

Silêncio

"O silêncio está por todo o lado no futebol português. No fim-de-semana, vimos, no final da Final da Taça, um árbitro a ser cuspido e a levar com uma garrafada, enquanto a polícia tentava, a custo, protegê-lo de uma valente carga de pancada por parte de centenas de adeptos enfurecidos com a derrota do seu clube. Vimo-lo todos pela televisão. Viram-no os mais altos dirigentes do futebol português. Sobre isso caiu o silêncio. Um silêncio opaco que nos mostra como não são transparentes os interesses do futebol português.
Adeptos desse mesmo clube incendiaram uma bancada do nosso Estádio. Não foi há cinco décadas, foi há pouco mais de cinco meses. Não passou à História porque a ausência de palavras, a presença do silêncio, caiu pesadamente sobre a ignomínia dos factos. Não passará a ser História porque o silêncio impede que a palavra avive a memória e se constitua como inscrição. Quebrar esse silêncio é, nos dias que correm, agitar a modorra em que medram os pirómanos que chantageiam a voz alheia, para que a revolta se conforme ao silêncio conivente.
Foi às custas desse silêncio sujo que gente como o ex-presidente da Juventus Luciano Moggi constituiu a imagem de ter uma ‘estrutura’ perfeita e louvável. Até ao dia em que o silêncio se quebrou e o grito de revolta mostrou ao mundo os tentáculos da ‘estrutura’ perfeita. Moggi tem os seus descendentes, os seus imitadores, os seus seguidores e os seus herdeiros. Conhecemos-lhes os rostos, as falas, as ameaças e as ironias. Sabemos que quem cala consente. Sabemos que o Benfica não se pode calar e que, sempre que se calou (e isso aconteceu recentemente), consentiu. Sabemos que não pode haver silêncio quando se impõe a justa indignação."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Ganhar os próximos dois jogos...


Leões de Porto Salvo 3 - 2 Benfica

Só vi os últimos 17 segundos(!!!)... quando o jogador do Porto Salvo foi expulso (estranho que o adversário não tenha atingido o limite de faltas, dado a maneira 'agressiva' como festejaram a vitória...!!!). Só quem nunca viu jogar esta equipa do Porto Salvo podia pensar que esta eliminatória seria fácil... agora só temos que vencer os dois próximos jogos em casa, simples...!!!

PS: Amanhã poderemos ter mais uma celebração do Basket, desta na Luz!!! Os sub-20 estão a 1 vitória do título Nacional... no último confronto com o Barreirense vencemos com uma 'tremenda cabazada', mas amanhã só contam os pontos marcados durante o jogo...!!!

Final da Taça

"1. Esta final da Taça de Portugal, com a Académica presente, fez-me recordar a única vez em que assisti a um jogo do Benfica com o coração dividido. Foi na célebre final de 1969, que constituiu uma grande manifestação dos estudantes contra o Estado Novo. Acabou por tudo correr bem: ganhou o Benfica, foi um grande jogo no campo, uma grande manifestação nas bancadas e os jogadores das duas equipas acabaram abraçados e a trocar camisolas. O Benfica era o adversário ideal da Académica para esse jogo, pois (ao contrário do que agora querem fazer crer os seus inimigos) sempre foi o Clube português mais anti-regime. Um simples exemplo: o FC Porto inaugurou o Estádio das Antas a 28 de Maio (data de implantação do Estado Novo), enquanto o Benfica, que abriu o antigo Estádio da Luz a 1 de Dezembro (data 'neutra'), havia inaugurado o seu anterior Estádio (Campo Grande) a 5 de Outubro, data bem pouco simpática para o Estado Novo...

2. O presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Vítor Pereira, admitiu a presença de árbitros estrangeiros no Campeonato português. Por princípio, estaria contra. Nas actuais circunstâncias, concordo. Vítor Pereira afirma que «esta não é a geração dos 'quinhentinhos'». Gostaria de acreditar que tem razão. Mas quem (o chefe e os seus 'compinchas') esteve na origem da existência dos 'quinhentinhos', quem recebeu árbitros em casa, quem falou com eles ao telemóvel, ficou impune, continua em actividade. E o seu clube continua a ser beneficiado, enquanto os outros são prejudicados. Como podem os adeptos acreditar que tudo está diferente?

3. 'Record' de sábado passado nas páginas centrais. A propósito da passagem dos 20 anos sobre o primeiro título europeu do Barcelona, recorda-se a final de 1961, que o Benfica ganhou, por 3-2. E o texto termina com a afirmação de que 'os catalães atiraram seis bolas aos postes'. Acontece que foram três, em duas jogadas (numa delas a bola foi de um poste ao outro). É só uma 'ligeira' diferença, mas convinha que a verdade fosse respeitada..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Prestígio

" (...)
Fui ao site do Corriere dello Sport ler a entrevista de Roberto Mancini no original. A língua de Mancini é também a de Dante e Petrarca, Vivaldi e Verdi, uma língua cantabile, que tem música. Mas em relação a Roberto Mancini do que mais gostei foi da letra: «Sì, mi piacerebbe conquistare la Liga ma anche lo scudetto portoghese com il Benfica». Dias depois de alcançar o extraordinário feito de levar o Manchester City ao cimo do Futebol inglês, Mancini ainda tem sonhos. E um deles é ser Campeão, em Portugal, pelo Benfica.
Muito provavelmente nunca veremos Roberto Mancini saltar do banco para festejar um título do Benfica. Mas este episódio da declaração de Roberto Mancini coloca o Benfica onde ele merece estar: num patamar de prestígio sem comparação, entre instituições desportivas portuguesas, e a um nível de crédito sem parecença com os que pensam que estão a disputar o jogo da glória com títulos comprados.
Mas uma coisa é certa: o prestígio de uma instituição como o Glorioso Benfica tem de manter-se com títulos no presente para cimentar as glórias do passado."

João Paulo Guerra, in O Benfica

sexta-feira, 25 de maio de 2012

...nas entrelinhas !!!

Mais importante do que o Luís Filipe Vieira disse no seu último discurso, e mais importante do que os Corruptos escreveram na sua resposta, aquilo que eu destaco, é aquilo que os Corruptos não disseram!!!
O Presidente do Benfica atacou o Presidente Corrupto, mas atacou-o referindo-se em exclusivo às actividades criminosas e altamente reprováveis, do Peidoso, no âmbito desportivo. Só no campo desportivo, mais concretamente em todas as actividades que envolveram a viciação de resultados, e que são públicas... ( e não foi por falta de material que o Vieira não se referiu à vida privada do Padrinho Bufa!!!)
Na resposta os Corruptos,  não negaram nada (mais uma vez), e simularam um ataque ao Benfica, mas todas as piadolas dirigiram-se ou à vida privada empresarial do Presidente do Benfica, ou às lutas eleitorais dentro do Benfica (copiando inclusive slogan's!!!), os Corruptos, em nenhum dos pontos puseram em causa a credibilidade das vitórias do Benfica...!!! (e eles no passado até já inventaram um tal apito vermelho falsificando inclusive carimbos da PJ!!!)
A diferença de conteúdo nas duas intervenções é abismal... Aquilo que foi dito teve a sua importância, mas aquilo que não foi dito... é muito mais significativo.

Campeões olé! Campeões ali!

"Em primeiro lugar, e para registo de interesses, eu sou contra a escolha de Carlos Lisboa para treinador de basquetebol do Benfica. Carlos Lisboa está na categoria de ídolo nas hostes benfiquistas, não pode estar sujeito ao escrutínio dos mundanos.
Carlos Lisboa é, com José Maria Nicolau, o maior ídolo do universo benfiquista extra futebol, e por isso devia ser poupado às críticas do quotidiano.
Os seus triplos e exibições contra o Macabi de Telavive ou o Real Madrid, a vitória fora contra o Juventude de Badalona fazem parte do museu de memórias da minha geração. Títulos e taças em catadupa, fazem parte do imaginário colectivo vermelho e branco: dez em 11 anos (1984-1995).
Por essa razão, porque os deuses se querem no Olimpo, eu poupava os nossos à convivência mundana de adeptos como eu.
Mas atento a que a sua opção, foi viver connosco neste mundo, então que seja assim. Assim como, perguntam os leitores? Em provocação dirão os adversários, com razão. Podendo ser campeão em casa, no seu pavilhão, no recato dos seus, porque optou Carlos Lisboa por ir ganhar, sem espinhas, ao terreno do adversário?
O pavilhão que bateu recorde de assistência para ver... Carlos Lisboa ser campeão. 2237 espectadores, todos unidos numa vontade, foram provocatoriamente desrespeitados por um cinco de basquete vermelho e branco, e um Carlos Lisboa.
Se tal fosse por si só de pouca monta, já vinha o staff com as t-shirts preparadas para festejar o 23.º título. Como sabiam que iam ser campeões? Coisa de deuses, dirão os mais conhecedores.
O título de basquetebol de quarta-feira foi mais que um campeonato, para uns e outros, foi o sabor de uma época e o estado de espírito dos próximos tempos.
Parece, que de premeio é suposto dizermos Olá John, mas a mim só me apetece dizer: Obrigado Carlos!"

Sílvio Cervan, in a Bola

PS: Hoje, no jornal A Bola, na reportagem sobre as cerimonias oficiais no Estádio da Luz, relativas ao título Nacional de Basket... a jornalista Edite Dias, resolveu (mais uma vez, diga-se...) dar uma bicada aos Benfiquistas, escrevendo qualquer coisa como: "... efusivos festejos, para celebrar a única alegria do ano...'!!! Como Benfiquista tenho que informar a Dona Edite, que este título não foi o primeiro título do Benfica esta época... mas mesmo que fosse.
Não é a primeira vez que reparo nos escritos desta jornaleira, muito provavelmente Lagarta, tal a azia normalmente destilada contra o Benfica, nas suas crónicas sobre as modalidades do Benfica...

Absurdo


Benfica 5 - 11 Valdagno

O desporto às vezes é cruel, e quando se joga contra equipas Italianas isso acaba até por ser uma 'quase' fatalidade!!!
Jogo completamente absurdo, o Benfica até entrou bem, com confiança (se calhar demasiada), várias bolas nos postes, e uma exibição assombrosa do guardião contrário não permitiu que o Benfica marcasse. Em sentido contrário, no início de jogo, os Italianos em cada 2 remates, marcavam um golo!!! Com um estilo de jogo irritante, onde praticamente esgotavam os 45 segundos em todos os ataques, quase sem querer, iam marcando... por duas vezes em 'recargas' de penalty's!!! O Benfica começava a perder a cabeça, a perder organização defensiva, o critério de arbitragem - também absurdo, mas coerente -, ia enervando ainda mais a equipa... e até nas situações de bola parada onde o Benfica tem sido eficaz, esta noite, nada entrava!!! Com o Valdagno nas suas 'sete quintas', a jogar em contra-ataque os golos foram-se sucedendo - nesta fase a eficácia dos Italianos também baixou, era impossível manter..., porque senão a goleada ainda teria sido maior!!! - e o azar/desespero dos jogadores do Benfica ia aumentando... Só numa situação de superioridade numérica o Benfica conseguiu marcar, depois de marcar o primeiro golo, os outros até apareceram, mas a diferença era irrecuperável...!!!

A única nota positiva disto tudo, é não sobrecarga de jogos, que para o Campeonato Nacional podia ser decisiva. Até porque o Candelária, o nosso próximo adversário complicado, também perdeu...!!! Não foi o regresso desejado a uma Final 8 da Champions, mas o Benfica não jogava a este nível à bastantes anos, creio que nas próximas épocas vamos poder regressar a esta fase com alguma regularidade, é importante alguma experiência, conhecimento dos adversários, e até algum estatuto, porque muito sinceramente o critério dos árbitros Espanhóis deixou-me muito baralhado!!! 

O 'fair-play'

"Mal por mal não teria sido melhor apagar a luz e deixar que toda a gente fosse em paz para casa?...

O dedo em riste, o olhar furioso, a pose descontrolada, a agressividade da cabeça perdida, a voz trémula, o tom irritado, o confronto com as forças policiais, enfim, um quadro negativo e surpreendente - há muito que não se via a imagem dada esta quarta-feira pelo presidente do FC Porto em pleno recinto do pavilhão do clube, depois da equipa portista perder para o rival Benfica o título nacional de basquetebol e após os jogadores adversários serem corridos para o balneário.
No final da década de 80, mas sobretudo na primeira metade da década de 90, eram relativamente vulgares as reacções do presidente do FC Porto que voltaram a ver-se, agora, no final de um jogo de basquetebol. Essas reacções do líder portista foram desaparecendo à medida que as equipas do FC Porto - de futebol e não só - foram tornando mais normais os ciclos de vitórias. Claro: quanto maior o sucesso menor a irritação.
Para conseguir vencer, o presidente do FC Porto e os seus principais seguidores foram sempre capazes de quase tudo. De ameaças, pressões, insultos, agressões, de trinta por uma linha; depois, com as vitórias e os títulos, os nervos foram dando lugar a uma euforia cada vez mais tranquila e o presidente portista quase chegou a parecer uma estrela da diplomacia.
Para trás, ficavam anos de agitação quase permanente, instabilidade sucessiva, pressão constante, agressividade latente. Impossível não recordar jogos como o FC Porto-Benfica que ditou o título de 1991 para os encarnados, ou como se tornaram relativamente célebres partidas dos portistas em campos como os do Estrela da Amadora, do Tirsense, do Farense ou do Belenenses, para citar apenas casos em que o ambiente (em especial nalguns daqueles jogos) chegou a tornar-se verdadeiramente explosivo.
Bem me recordo deles.
Os anos passaram e a coisa acalmou. O FC Porto passou a ganhar mais do que os outros. Muito mais. E aparentemente deixou de ser necessária aquela atmosfera doentia que parecia rodear as comitivas do FC Porto sempre que se aproximava os momentos decisivos da competição.
Fosse ela qual fosse.
O lamentável espectáculo visto no pavilhão portista esta quarta-feira levou-nos assim a um deplorável baú de recordações. Não, evidentemente, pela atitude dos adeptos, porque negativas atitudes de adeptos há em todo o lado, em todos os clubes e em todos os países, mas pelo comportamento dos mais altos responsáveis do FC Porto, do mais impulsivo, alterado e agressivo presidente, até ao  mais fleumático, sereno e calmo administrador, como é o caso de Angelino Ferreira, invulgarmente atirado para aquela arena de gladiadores em que parece ter-se transformado, subitamente, o recinto do magnifico pavilhão do clube azul e branco, curiosamente incapaz nos últimos largos anos de celebrar no basquetebol o que tem festejado, por exemplo, no futebol, andebol ou hóquei em patins.
Neste tipo de modalidades colectivas de pavilhão, sobretudo quando estão frente a frente equipas de clubes tão triviais como são hoje o FC Porto e Benfica, é mais ou menos previsível a tensão entre adeptos, os maus comportamentos, até as inqualificáveis e lamentáveis agressões, que muitas vezes chegam a vitimar atletas, como também já aconteceu na Luz, especialmente quando o jogo, por qualquer razão, é decisivo, como era o caso esta quarta-feira.
O caso, porém, voltou desta vez a ganhar uma inacreditável dimensão e a revelar o pior lado de dirigentes cujo verniz nunca deixou verdadeiramente de estalar e cuja história no futebol português está longe, muito longe mesmo, de ser feita apenas de sucessos, bons exemplos e fair-play.
A mim, confesso que nada do que se viu quarta-feira me surpreendeu. Lamentável e vergonhoso.
Não me surpreendeu porque, entre outras coisas, tenho memória.
Mal por mal, não teria sido melhor apagar a luz e deixar que toda a gente fosse em paz para casa?
Teria.
Muito melhor!

PS: A morte do antigo dirigente do Sporting, Manolo Vidal, leva-nos mais um pedaço da história boa do futebol em Portugal, da história boa dos dirigentes com categoria, da história boa das pessoas boas. Felizmente, histórias como as da festa da Académica no Jamor ajudam, pelo menos, a manter viva a memória das boas histórias de gente boa como o Manolo Vidal."

João Bonzinho, in A Bola

PS: Só um reparo: já em post's anteriores expliquei a diferença entre actos de violência impunes (e até incentivados...), e actos de violência condenados por toda as partes... todos se recordam do incidente com o Filipe Santos fora do Pavilhão (que foi investigado, julgado, e que teve condenações...), mas porque é que ninguém se recorda da Stickada do Paulo Alves a um adepto do Benfica???!!! Nem do petardo que mandou o Pedro Afonso para o Hospital a meio de um jogo???!!! etc. etc. etc...

O inimigo e o rival

"1. Pinto da Costa anda tão aliviado com a vitória num campeonato em que o seu clube foi despudoradamente ajudado dentro e fora das quatro linhas (o árbitro principal está dentro do campo, mas os auxiliares estão fora), e tão abatido com a falta de entusiasmo que a equipa e o treinador suscitam nos adeptos, que se sente obrigado a inventar todas as semanas uma nova facécia, um insulto soez dirigido ao clube da capital que, de há três anos para cá, já não o deixa dormir descansado.
Com a aura de impunidade de que se rodeou, PC voltou à carga, desta vez para fazer um trocadilho com o famoso adágio popular que diz que “vozes de burro não chegam ao céu”, assegurando que “vozes de burro não chegam à UEFA”. O chefe do FCP referia-se ao facto de Pedro Proença, árbitro que ele venera e protege (se há uma qualidade que não se pode negar-lhe é ser reconhecido com os amigos), ter sido nomeado para arbitrar a final da Champions, o que provaria o infundado das acusações de parcialidade sempre que este árbitro internacional apita jogos do Benfica.
Este dichote merece reflexão. Que “vozes de burro não chegam ao céu” sabemos há muito, desde que PC prometeu o campeonato de 2009/10 ao seu amigo Pedroto e Deus não lhe deu ouvidos. Também sabemos as vozes que o país inteiro ouviu nas escutas do Apito Dourado não chegaram onde deviam. Mas a afirmação de PC deve-lhe ser devolvida: o que leva um árbitro internacional a fazer arbitragens tão descaradamente tendenciosas sempre que apita jogos do Benfica?

2. O que mais pode acontecer ao Sporting? Depois do caso Pereira Cristóvão, que ainda ensombra a direção, depois da desastrosa contratação de Domingos (o roupeiro Paulinho vem agora declarar que nunca mais lhe apertaria a mão), Sá Pinto acabou por revelar as suas limitações como treinador: na tática, na motivação, na histeria com que viveu o jogo, na forma como descartou responsabilidades no final. A perda da Taça foi um golpe fatal num clube histórico que vive tempos difíceis. A venda do lateral-direito da Seleção Nacional a preço de saldo não será um triste sinal do descalabro?"